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Sex, 28/Set/07
Sex, 28/Set/07
Hoje, no Público, Suplemento Economia, página 2:

“No relatório preliminar de Junho deste ano, ou seja, antes do lançamento do livro que remata as aventuras do jovem feiticeiro, já a editora [Bloomsbury] contava com um aumento de 36,5 por cento das vendas face a 2006, quando estas atingiram 80,7 milhões de euros.

Os lucros antes do investimento aumentaram 6,1 por cento. Estes resultados já contam com parte das exportações do último livro de J.K. Rowling, mas outros títulos contribuíram para o seu sucesso, como “Austerity Britain”, de David Kynaston, “How we built Britain”, de David Dimbleby e “Imperial Life in the Emerald City”, de Rajiv Chandrasekaran (ed. port. A Vida Imperial da Cidade Esmeralda, Plátano Editora), que registaram fortes vendas.

(…)

A divulgação deste relatório valorizou a cotação da empresa em bolsa, que está agora cotada em 180 milhões de euros”.

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por Booktailors às 18:10 | comentar | partilhar

Sex, 28/Set/07
Editor, poeta e livreiro, com uma formação na área do livro e do negócio que o tornam quase um case study num sector onde a formação nem sempre impera, Luís Cristóvão falou connosco por e-mail de livros, da sua escrita, dos seus projectos neste sector, nomeadamente, mas não só, da Livrododia, livraria e também editora. E ah!, está sediado em Torres Vedras...


A Livrododia é um exemplo de livraria que quer ser diferente, tanto para o editor como para o livreiro? De que forma?
A Livrododia nasceu em 2005 com a intenção de marcar a diferença no panorama livreiro da região onde se insere, a região oeste, que inclui vários concelhos desde Mafra e Alenquer, a sul, até às Caldas da Rainha, a norte. No nosso projecto empresarial, sentíamos que faltava uma livraria que pudesse fazer um acompanhamento do cliente mais efectivo, que pudesse ter atendimento especializado em diferentes áreas e que pudesse estabelecer-se como uma programadora de eventos relacionados com os livros. Ao nível da relação com o cliente, isso foi conseguido e reconhecido, para mais com o alargamento do nosso espaço comercial, na segunda loja que abrimos este ano. Ao nível do nosso relacionamento com o editor, onde apostamos sempre no estabelecimento de parcerias, na promoção das editoras, dos livros e dos autores, confesso que é um relacionamento mais difícil. Por não ser uma grande superfície, sinto na pele o ser sempre uma segunda opção para as editoras venderem os seus livros. Tirando honrosas excepções, e isto apesar do discurso oficial ser diferente, as editoras não se preocupam nada com o que uma livraria como a minha possa ou não vender.

Qual a vantagem e desvantagem de se ser actualmente uma livraria de proximidade?
No capítulo das vantagens, tenho a certeza que um cliente conhecedor do produto que pretende comprar se sente mais à vontade, mais bem servido, numa livraria onde encontra feedback, ou seja, onde é possível ser atendido por pessoas que gostam e percebem do livro. Para o cliente médio, isso pode importar pouco, mas haver alguém numa livraria que consegue sugerir acertadamente uma compra é um ponto muito forte na oferta comercial que fazemos. A vantagem para a empresa é estar dotada de um conhecimento de mercado a nível global, desde a gráfica até ao cliente final, e isso potenciar-nos com armas que, competitivamente, nos colocam na linha da frente. A desvantagem deste serviço é estar constantemente à prova, para mais no momento em que com duas lojas, com tipos de clientes diferenciados, com ofertas e procuras bastante variadas, é difícil ter um perfil médio do nosso cliente, tanto atendemos pessoas de classe alta com elevados níveis de formação e conhecimentos, como atendemos beneficiários dos subsídios de estado que se dirigem a nós para a aquisição dos livros escolares.

Estão sediados em Torres Vedras, a uma distância que tanto pode ser vista como grande de Lisboa, como suficientemente próxima para que o clientes procurem as grandes livrarias deste centro urbano. Como se é livreiro num cenário como este?
Neste cenário, ser livreiro é estar constantemente a ouvir que, caso não se tenha o livro para entrega imediata, o cliente irá até Lisboa procurar. No fundo, uma livraria em Torres Vedras pode sofrer do problema que é ter outras dezenas de livrarias num raio de 50 km. Em termos de serviço, nós asseguramos que fazemos tudo para ser melhores do que os outros. Em termos de disponibilização dos livros ao cliente, temos acesso semelhante ao de todas as outras livrarias. Mas em Torres Vedras as pessoas ainda pensam que Lisboa é que é. Acontece, e acho que isso é um problema do país, não da cidade, que o mercado global ainda não existe dentro da cabeça das pessoas.

Como poderá a Livrododia reagir a uma possível incursão em Torres Vedras de uma grande livraria, como é a Bertrand?
Não é possível, é real, abre a 16 de Outubro no Arena Shopping Center, na Saída Norte de Torres Vedras da A8. A nossa reacção não é à Bertrand, é à capacidade de atracção que um Shopping Center tem numa cidade. Assim, como já era nosso hábito, vamos reforçar ainda mais neste último trimestre, vamos apostar tudo nos eventos culturais. Lançamentos de livros, um ciclo de Jazz, um programa de provas de vinhos regionais, workshops para crianças e adultos.

Como é que conciliam a actividade de livreiro com a de editor e prestador de serviços editoriais?
Abdicando da nossa saúde mental. Para ser sincero, acho muito difícil conciliar as várias actividades num mesmo grupo de trabalho. Nós fazemo-lo assim porque estamos a crescer, porque queremos apostar nas várias vertentes, porque achamos que temos vantagens a dar aos nossos clientes nas diferentes áreas. A nível regional, somos diferentes de tudo o que há. A nível nacional, temos que conseguir demonstrar que o podemos fazer. É por aí que vamos.

Diga-nos por que razão os seus clientes deverão comprar na livrododia?
Aconselho a experimentar. Já compraram noutras livrarias, já pediram auxílio a outros livreiros, hoje em dia há livros em todo o tipo de superfície comercial. Na Livrododia encontram uma livraria, um espaço de convívio, uma cafetaria, uma esplanada. Passem por cá. Peçam ajuda por e-mail para encontrarmos um livro que não conseguiram em mais lugar nenhum. É isso que aconselho.

A livrododia tem-se destacado por uma forte actividade a nível cultural. Quais os objectivos, culturais e económicos de uma acção deste tipo?
A nível cultural queremos dinamizar a cidade, e em particular a zona da cidade onde nos inserimos - o centro histórico -, disponibilizando uma oferta diferenciada ao público. A nível económico, servem como atracção para mais clientes. Existem ganhos de imagem e financeiros associados.

Por outro lado, esta é uma livraria com voz global, na Internet, na Blogosfera. Qual a importância do vosso website, e do blog mantido por si, para o relacionamento com os clientes e leitores?
O nosso website é um projecto a longo prazo, ainda não conseguimos fazer com que funcione como queremos, embora se note um crescimento de compras online. A importância do blogue é bastante, porque temos consciência que muitos clientes e muitos potenciais clientes consultam o nosso blogue para acompanhar as nossas novidades, os nossos eventos e as nossas posições em termos de mercado. Serve ainda para transmitir as minhas opiniões sobre o que vai acontecendo no mundo dos livros. E nisso somos diferentes. Temos caras e nomes que as pessoas reconhecem e a quem podem perguntar e responder. Não somos um só logótipo ou uma gravata. Tenho esperança que as pessoas entendam isso como uma vantagem.

O Luís Cristóvão é livreiro, editor mas também poeta. Como vê o livro por tantas e tão diferentes facetas?
Desde pequeno que o livro e a literatura sempre foram o meu mundo. Um gozo grande de aprender e experimentar fazem também parte da minha personalidade. Só consigo estar nas coisas assim, intensa e completamente.

Livrododia
Avenida General Humberto Delgado, n.6A
2560-272 Torres Vedras
Telefone / Fax: 261 338 924
E-Mail: geral@livrododia.com.pt

Horário: de 2ª a 6ª feira das 11h00 às 20h00
aos sábados das 10h00 às 13h00

Livrododia - Centro Histórico
Praça Machado Santos, nº 1 a 4 R/c
2560- 646 Torres Vedras
Telefone / Fax: 261 314 286
E-Mail: mail@livrododia.com.pt

Horário: de 2ª a 6ª feira das 09h30 às 19h00
aos sábados das 09:30-13:30/14:30-18:00

Website: livrododia
Blogue: Diário de um livreiro


por Booktailors às 11:21 | comentar | partilhar

Qui, 27/Set/07
Qui, 27/Set/07
A entrevista data de Novembro de 1997. Mas não é por terem passado dez anos, que deixa de ter pertinência...

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por Booktailors às 11:07 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 27/Set/07
Richard Charkin é o novo director executivo da Bloomsbury, a editora responsável por Harry Potter. Diz-se que Charkin deverá ler todos os feitiços deste personagem, por forma a ser ele próprio um feiticeiro capaz de gerir um catálogo que já não conta com a magia de J.K. Rowling…

Richard Charkin assume funções a 1 de Outubro por forma a reorganizar a editora, numa era pós-Harry Potter.

Podem ver tudo aqui. E aqui.

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por Booktailors às 11:03 | comentar | partilhar

Qui, 27/Set/07
Apesar de sabido só agora se tornou definitivo, firmado e confirmado.

A Caminho já é propriedade do Grupo Paes do Amaral.


por Booktailors às 09:59 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Qua, 26/Set/07
Qua, 26/Set/07
A Saída de Emergência (Sde) acaba de apresentar uma nova campanha que, nas suas palavras, é "provavelmente, a maior promoção do mercado editorial": na compra de um exemplar da obra «A Guerra dos Tronos», a SdE oferece outra oferece outro exemplar do mesmo livro, que é depois enviado para casa do consumidor, para que o possa oferecer.

Antes disso, é claro que temos de preencher a badana destacável com os nossos dados e enviá-la para a SdE.

Da nossa parte, parece-nos mais uma inteligente medida desta editora. Não só a nível comercial, podendo alargar de uma forma bastante correcta e honesta a base de contactos para posterior venda directa, mas também demonstrando que sabem que é lendo e conseguindo o aconselhamento boca-a-boca que os livros acabam por ser vendidos posteriormente.


por Booktailors às 14:30 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Qua, 26/Set/07
Mais do que as tecnologias que diariamente surgem, o que é verdadeiramente necessário para que haja futuro são investidores e mercado.
E isso é o que agora começa a existir no mercado dos e-livros.

Não, não nos referimos às lusas experiências bem-sucedidas que a Webboom e a Mediabooks têm feito com a venda de livros escolares dos respectivos grupos, mas a factos globais que nos fazem revirar os globos oculares e ter a certeza de algo está a mudar. Que mais não seja o dinheiro que alguns têm na carteira.

Já todos conhecíamos as capacidades instaladas de grupos como a Amazon ou a Simon & Schuster na comercialização dos e-books disponíves - experiências muitas vezes pénibles que pouca vontade nos dão de adquirir a experiência necessária para continuar ou aventar sucessos. Mas na semana anterior começaram-se a ouvir falar de novas disponibilidades, com uma nova livraria online sino-indiana que pretendia ser a primeira hiper-livraria online de e-books, agregando em cada país um parceiro que recolhesse e disponibilizasse os livros disponíveis na sua plataforma e, esta semana, a e-tinta começou a correr em torno da e-notícia de que os e-books passaram a ter uma aliança de peso: a Sony aliou-se à mega-rede livreira Borders e promete um fundo de catálogo inicial superior a 20 000 títulos.
Mais do que a disponibilidade (caso tenham Sony e-reader, claro está), a experiência promete ser diferente, com pontos de e-leitura nas lojas Borders (mais de 500) e na muito prometida e esperada borders.com, a oferta de e-books actuais e de grande procura, e a valorização constante dos conteúdos com algumas novas vantagens digitais.

E-na... porque estamos nós a dizer isso quando podem ler o press release?


por Booktailors às 10:10 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Ter, 25/Set/07
Ter, 25/Set/07
Já está disponível online a entrevista que demos à Antena 1 no passado domingo, das 11:00 às 12:00, no programa homónimo de Pedro Rolo Duarte.

Para ouvir pode escolher em WMA (Windows Media Player) ou Audio Real (RealOne Player).

Para mais informações vejam no Centro Multimédia da RTP.


por Booktailors às 15:42 | comentar | partilhar

Ter, 25/Set/07

”Quando era jovem, li com grande entusiasmo livros policiais e de cowboys – não são considerados livros que moveram o mundo mas são livros que forjaram leitores.” João Rodrigues, Os Meus Livros, Setembro 2005, p.21.

“Não, em geral não me parece que seja assim. Da mesma forma que as pessoas que gostam de música pimba não vão interessar-se por uma música mais sofisticada, quem começa por ler livros de má qualidade, provavelmente vai-se confirmar como leitor de livros de má qualidade e não passar a outras de maior interesse." Francisco Vale, Os Meus Livros, Março 2006, p.22


por Booktailors às 08:43 | comentar | partilhar

Seg, 24/Set/07
Seg, 24/Set/07
Hoje, na página 3 do jornal Público (suplemento P2), Ana Gerschenfeld escreve um pequeno artigo sobre uma iniciativa levada a cabo no universo dos ebooks que pretende combater um dos principais problemas do suporte... o cheiro :-)

«Se é daquelas pessoas que não gosta de livros electrónicos porque "não cheiram a livro", a nova proposta de um site de ebooks pode fazê-lo mudar de ideias. Para relançar as suas vendas, o vendedor de livros técnicos e académicos cafescribe.com, noticia o Le Monde, acaba de inventar o "primeiro livro electrónico com cheiro do mundo"! Cada vez que um cliente encomendar lá um livro, receberá também "um autocolante que cheira a livro velho". Bastará colá-lo ao computador. Sarcasmo, truque de marketing? Talvez sim, talvez não. Um potencial argumento de venda para os 43 por cento de estudantes que, segundo um inquérito da Zogby International, consideram que o cheiro de uma obra constitui uma qualidade essencial.»


por Booktailors às 09:58 | comentar | partilhar

Sex, 21/Set/07
Sex, 21/Set/07
No próximo domingo será emitida uma conversa conduzida por Pedro Rolo Duarte com os Booktailors, estes vossos criados.

Caso queiram saber de nós, sintonizem a antena1 às 11h de Domingo. Que mais não seja para matarem saudades de Duran Duran…


por Booktailors às 12:53 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sex, 21/Set/07
Damos hoje início a uma nova secção do blogue (a repetir todas as sextas-feiras): a zona de entrevistas. Todas as sextas-feiras falaremos com um protagonista do sector do livro. Seja um editor, um revisor, um livreiro, um tradutor, um responsável comercial.
Esta semana é um editor: o rosto responsável pela imprint Lua de Papel, das Edições Asa.

José Prata, que antes de ser editor era jornalista, embora nos últimos anos como jornalista tivesse sido mais editor que… jornalista, respondeu às nossas questões por e-mail. Entre outros destaques, realçamos a crença que este profissional deposita sobre a questão das marcas – tema que abordaremos aqui mesmo, na Blogtailors.

Como surge o nome Lua dePapel? Que propósitos pretende atingir com este nome?
Surgiu com o propósito bem claro de seduzir um público feminino. O simbolismo da lua, para além de remeter para um universo feminino, apela também ao sonho, outra ideia que queremos vender na nossa editora. A filosofia subjacente é oferecer uma emoção e não um livro.

Porquê Lua de Papel e não apenas uma colecção dentro do universo da Asa? A estratégia tem resultado?
A Lua de Papel começou com oito colecções e este mês vamos inaugurar ainda outra. Ou seja, queremos abarcar um espectro relativamente alargado de livros de não ficção. Se o fizéssemos dentro da ASA, não acrescentaríamos uma colecção, mas sim várias. Por outro lado, seria impossível conferir uma nova identidade (gráfica, sobretudo) ao tipo de livros que publicamos e que no universo da ASA não tinha expressão. Quanto à questão de resultar ou não, a resposta é: obviamente resultou: os livreiros, que são o nosso primeiro cliente, sabem como colocar da melhor maneira os nossos livros, não há aqui desvios ou ambiguidades.

Como surgiu "O segredo"? Foi um feeling ou o sucesso era evidente e tratou-se apenas de capacidade financeira para adquirir o título?
Foi obviamente um feeling – este negócio, de resto, surge quase sempre associado a intuições. Vi um cartaz a anunciar o livro em Frankfurt, senti que a imagem tinha enorme potencial e que o livro, sem ser novo, tinha algo de novo (combinava na perfeição dois universos, o dos livros pós-Dan Brown e a nova moda da Psicologia Positiva). Lembro-me que na altura até falei a uma jornalista do Público sobre o livro, embora, obviamente, não referisse o nome – tal era a minha convicção no seu sucesso.
No caso vertente, a capacidade financeira nada teve a ver com o caso. Paguei um advance obscenamente baixo sobre o livro – qualquer editor de pequena/média dimensão poderia tê-lo comprado…

Como foi a estratégia de comunicação e distribuição montada para este título?
Foi toda centrada nas características próprias do livro – o que pode parecer uma lapalissada, mas não é. Se o livro se intitula O Segredo, e se vende esse conceito de secretismo, vamos explorá-lo ao máximo. Fizemos uma pequena edição fac-similada do livro, que distribuímos pelos livreiros; fizemos um expositor, cartazes, leques, etc., ou seja, tudo recursos mais ou menos comuns no meio. Mas em todos eles preservámos o secretismo: os textos publicitários que escrevi não incidiam em números de venda, nem em países onde o livro foi publicado, preferindo antes dar o mínimo de informação, para melhor deixar sobressair a imagem de marca: o lay-out à la Da Vinci, o lacre, etc.

Que pontos em comum podemos encontrar entre o autor, o jornalista que fala de livros e o editor?
Nos últimos anos da minha carreira como jornalista fui (infelizmente) mais editor do que jornalista. O trabalho de editor/jornalista tem obviamente afinidades com o de editor de livros. Temos de comunicar um produto, temos de ter coerência entre a capa e o conteúdo, temos de competir em banca (ou em livraria) com os produtos da concorrência, etc. Mesmo os textos de capa de uma revista (que eu fazia questão de escrever pessoalmente) têm elementos em comum com os textos de capa dos livros (que sou eu a escrever): poder de síntese, apelo comercial, etc.
As afinidades entre o “autor” e o editor são mínimas: publiquei um livro apenas, o que para efeitos práticos da minha vida actual é suficiente para compreender as angústias dos autores, ou a dificuldade em lidar com os respectivos egos.
Por fim, como jornalista que escreve sobre livros, tinha um olhar crítico obviamente incompatível com a actividade editorial; ou seja, como crítico analiso tudo à lupa dos critérios (subjectivíssimos) da “qualidade”. Como editor tenho de pensar também na marketabilidade de qualquer livro.

Que ensinamentos tirou da sua carreira de jornalista para a sua actividade de editor no que à promoção das obras diz respeito?
Fiquei com uma noção daquilo que pode ou não interessar os media, logo é-me mais fácil “vender” aos antigos colegas os meus livros ou ideias de artigos sobre os meus livros.

De que métodos faz uso para escolher os seus títulos?
Vários, sobre os quais não falarei aqui, porque a O Segredo é a alma do negócio. Digamos que recolho o maior número possível de elementos sobre a obra, embora a decisão final seja absolutamente intuitiva – não há intuição sem informação.

E-books, audio-books, hipertexto, hiperligação. Como vê o futuro do livro, à luz de uma era em que impera o digital?
As notícias da morte da pintura quando nasceu a fotografia eram obviamente exageradas. O livro vai sobreviver ao digital, e o digital vai existir como uma outra indústria, quer paralelamente, quer autonomamente.

Se tivesse que invocar uma iniciativa na qual a Lua de Papel foi inovadora, qual seria?
Mais uma vez, vejo-me obrigado a não responder. A inovação felizmente nem sempre é percepcionada pela concorrência, é anterior à colocação do livro no mercado e sobre ela não quero falar.

Quais os maiores desafios com que se depara a Lua de Papel no futuro?
Contra toda evidência das informações disponíveis sobre o mercado (que são muito escassas), continuo a acreditar nas marcas. O desafio é tornar a Lua de Papel mais marca, não no sentido de uma marca editorial, mas antes como uma marca que está para além dos livros. Por outras palavras, não quero vender conteúdos, mas sim acrescentar valor à vida dos leitores – e fazê-lo, evidentemente, com lucros para os accionistas da empresa.

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por Booktailors às 09:14 | comentar | partilhar

Qui, 20/Set/07
Qui, 20/Set/07
A Bookgg, sediada em Xangai, está a explorar um novo modelo de disponibilização de livros gratuitos (para o consumidor), fazendo uso de patrocinadores. Iniciativa apenas possível, devido ao sistema de POD. Veja como, aqui.


por Booktailors às 12:39 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 20/Set/07
Como alguém disse, se o livro tivesse surgido depois do computador, o primeiro teria sido uma bela invenção...


por Booktailors às 10:22 | comentar | partilhar

Qua, 19/Set/07
Qua, 19/Set/07
No blog do sempre magnífico jornal britânico «Guardian» vem um artigo delicioso sobre o trabalho colectivo de editar um livro.

Um louvor que queremos encaminhar para os múltiplos profissionais com quem todos os dias falamos e trabalhamos.

P.S. - ao contrário do que a autora fala, não gostamos do café em Pantone 465 (só se for capuccino...), arranjem-nos mas é um 490, sem açúcar.

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por Booktailors às 10:12 | comentar | partilhar

Ter, 18/Set/07
Ter, 18/Set/07

Vai ser apresentado na próxima edição da Liber o terceiro número da revista espanhola de edição e leitura «Texturas».

A revista é um espaço de análise, debate e reflexão sobre o mundo do livro e da leitura e desta feita podemos contar logo na abertura com um texto de André Schifrin.

Poderão obter mais informações e ler alguns dos textos publicados na «Texturas» através do site da publicação.

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por Booktailors às 16:23 | comentar | partilhar

Ter, 18/Set/07
A LIBER deste ano ainda não começou (3 a 5 de Outubro) e de Espanha já se sente uma movimentação que indica que se está a aproximar mais uma grande feira internacional.
Organizada pela FGEE e com somente 25 anos de existência, este evento torna-se cada vez mais uma referência na indústria editorial hispano-americana que só encontra par na Feira de Guadalajara (México).

A sessão deste ano regressa ao Montjuïc, em Barcelona, tem como convidado de honra o Perú, e conta com mais de 9.000 profissionais de 50 países diferentes, distribuídos em mais de 700 expositores e com a presença confirmada da DGLB (ex-IPLB), através da Fundação da Biblioteca Nacional.
Sendo uma feira só para profissionais, apresenta o surpreendente espaço de mais de 6.000 m2 e números sempre superiores a 5.000 visitantes por dia.

Este ano conta com a mesa redonda: «Google contra a Europa? O mito do Conhecimento Universal», ou palestras sobre as plataformas de e-learning, Second Live e outras disponibilidades da Web.

Haverá ainda um work-shop sobre tendências de marketing, organizado pelo grupo Dos Doce, e muitas, muitas outras coisas para editores, livreiros, bibliotecários, distribuidores, gráficos e autores.

A não perder.


por Booktailors às 15:57 | comentar | partilhar

Seg, 17/Set/07
Seg, 17/Set/07
É com bastante interesse que leio hoje no Público (P2, páginas 4 e 5) a defesa que Miguel Esteves Cardoso (MEC) faz a António Sérgio, afastado da grelha da Rádio Comercial.

Deixando de lado todas as considerações de MEC sobre António Sérgio, de cujo programa não sou ouvinte mas que muito respeito, observo que MEC sintetiza numa frase porque razão as editoras de nicho têm toda a sua razão de ser, pois sendo fiéis ao seu público terão sempre o seu espaço reservado na mente dos consumidores a que se destinam.

Diz então Miguel Esteves Cardoso: “quanto mais a rádio se recusa a ser minoritária, mais as minorias vão fugir dela”. Substitua-se a palavra «rádio» por «editoras» e perceber-se-á que, aceitando-se até que possam existir algumas cedências, as editoras que sempre foram de determinada forma e que causaram nos leitores essa habituação dificilmente poderão passar a ser diferentes e esperar que os leitores a continuem a segui-la. Ou, dito de outra forma, as editoras que se recusam a ser minoritárias apenas estão a abrir espaço para que outras editoras preencham esse espaço.

Mesmo reconhecendo-se a reduzida dimensão do mercado, ser minoritário pode não ser um problema desde que as editoras saibam amplificar a sua mensagem (alargar e consolidar a sua minoria), tenham solidez de catálogo e utilizem uma comunicação directa e direccionada junto do seu público leitor.

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por Booktailors às 10:40 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Dom, 16/Set/07
Dom, 16/Set/07
Richard Charkin conta-nos aqui uma curiosa história que merece ser referida.

Na passada quinta-feira, Charkin (CEO do Grupo Macmillan) passava por Picadilly Circus e lia no monstruosamente caro placard electrónico de publicidade da McDonald’s o nome «Oxford English Dictionary».
O motivo era a inclusão da entrada «Mcjob», que tinha como definição «uma profissão pouco estimulante, mal paga e com poucas expectativas de futuro».
Verdades à parte, a McDonald’s iniciou uma petição (publicitada no espaço acima referido) com o intuito de alterar essa definição.

Fica assim provado que é com imaginação que se consegue fazer comunicação.
Com este «golpe» a «Oxford University Press» consegue amplificar enormemente a mensagem de actualização, rigor, humor e uma noção muito correcta da verdade.


por Booktailors às 10:40 | comentar | partilhar

Sáb, 15/Set/07
Sáb, 15/Set/07
Pedro Rolo Duarte, a alma do infelizmente extinto DNA, tem na Antena 1 um programa diário intitulado Janela Indiscreta que, nas palavras do autor, «pretende ser uma "revista de imprensa" aplicada aos blogues nacionais».

O Pedro Rolo Duarte, no passado dia 14 de Setembro, escolheu o nosso blog para ser alvo da sua apreciação e o resultado pode ser visto em texto
aqui, ou de viva voz aqui, bastando para tal seleccionar o dia 2007-09-14.

A Blogtailors agradece a atenção dispensada e promete não defraudar as expectativas.

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por Booktailors às 17:01 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sáb, 15/Set/07

Estão ainda abertas as inscrições para o ano lectivo de 2007/2008 do Curso de Especialização para Técnicos Editoriais. O prazo termina dentro de uma semana, a 21 de setembro de 2007, estando o seu início previsto para Outubro de 2007.


A inscrição custa €50,00 (mais €350,00 por semestre) e podem fazer o download do .pdf de candidatura aqui.


O curso tem a duração de 2 semestres lectivos.
O horário é pós-laboral (18:30 – 21:30) todas as segundas, terças e quartas-feiras e quintas-feiras, de quinze em quinze dias.

Terão ainda a oportunidade de participar na revista Extratexto.

Neste link , encontrarão a estrutura curricular e uma súmula dos conteúdos programáticos das diversas cadeiras.

Para mais informações, poderão contactar Susete Bruno (e-mail: susetebruno@fl.ul.pt).

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por Booktailors às 17:00 | comentar | partilhar

Sex, 14/Set/07
Sex, 14/Set/07
Encontra-se já disponível no website da empresa (assim como na barra lateral do blog) a apresentação institucional da Booktailors.

Como o website da consultora está para breve, mas ainda não está disponível, ficam alguns elementos informativos que, esperamos, possam ser úteis.

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por Booktailors às 13:09 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sex, 14/Set/07
Porque queremos ter um papel activo e positivo, aventamos propostas para se tentar resolver algumas das questões que têm vindo a ser referidas, nomeadamente o problema do custeamento das devoluções.
O que aqui vimos dizer não é novo e tem sido abordado esporadicamente por alguns editores.
Nós seguimos o estudo efectuado em 1998 pela consultora KPMG.

A devolução dos livros é um mal necessário – prática iniciada por Alfred A. Knopf, da Simon & Schuster, em 1929, durante a Grande Depressão, para não sobrecarregar o mercado livreiro – que traz despesas e complicações a todas as partes envolvidas.
Como tal, é necessário eliminar a maior parte do tempo e dos recursos gastos com essa prática através de processos automáticos de trabalho intensivo e uma política estandardizada de devoluções (algo que André Jorge da Livros Cotovia também referiu recentemente).

Como muitos sabemos, em variadíssimos casos o processo actual é manual, e segue regras e métodos estabelecidos individualmente por cada um dos parceiros envolvidos, é utilizada como arma na estratégia de pagamento, é alvo constante de incertezas e de atrasos e leva a que muitos livros acabados de entregar sejam devolvidos sem terem sequer cumprido a sua função, logo, não permitindo a sua exploração comercial e reduzindo globalmente o número de livros vendidos.
Para além disso, este processo é moroso, custoso e responsável por grande parte do trabalho de distribuição e por uma enorme quantidade de tempo e esforço por parte dos livreiros.

Se, tal como em vários países já se utiliza, se estabelecer uma política de devolução que favoreça tanto os editores como os distribuidores e livreiros, com recurso a processos automáticos e transferência electrónica de documentos, os custos associados a essas funções deixam de ser preponderantes.

Algumas das regras estão já a ser progressivamente implementadas pelos grupos maiores, mas convém sempre referir e reforçar a necessidade de um entendimento geral e do estabelecimento de regras comuns. De outra forma, todo o processo não irá funcionar convenientemente e as vantagens tornam-se parciais e insignificantes.

Propõe-se que:
– Todos os documentos envolvidos devem ser digitais e seguirem processos pré-estabelecidos de autorização (com autorizações automáticas desde que dentro de parâmetros definidos na política comum de devoluções).
– Esses documentos devam ser fundidos num único documento multifuncional, ou no menor número possível de documentos;
– Seja definido um código standard (para leitura digital) que identifique as embalagens, nomeadamente referindo a quantidade e a identidade dos produtos que contém e respectivas editoras, e que esse código seja utilizado por todos os agentes em todos os processos de transporte e compatível com os códigos utilizados internacionalmente;
– Nenhum livro deva poder ser devolvido (excepto em caso de danificados) antes dos três meses de colocação;
– Após 12 meses de entrega nenhum livro possa ser devolvido, independentemente do caso ou do dano;
– A devolução tenha de ser sempre inferior (se possível inferior a 50%) do valor/ n.º de produtos entregues;
– Haja a avaliação prévia de históricos para definição dos valores de colocação, eliminação colocações excessivas ou não significantes;
– Não haja devolução dos livros entregues a firme;
– Os créditos sejam feitos à data de entrega/devolução dos livros;
– Se estabeleça uma data semanal limite (dois dias antes da data semanal de entrega) para envio de pedidos e produtos e de devoluções;
– Se estabeleça um data única semanal para entrega/recolha de livros (novidades, reforços, devoluções e danificados);
– Em caso de alteração de preço pelo editor (para baixo) haja um processo automático de devolução ao preço anterior (com creditação do valor) e débito ao novo valor, à data da alteração do preço;
– Que a encomenda de títulos devolvidos no mês anterior seja feita obrigatoriamente a firme;

Quem ganha e porquê:

Os livreiros ganham porque:
– O processo de devolução é automático e transparente;
– Estabelecem o mínimo de recursos para o mínimo tempo no processo de recepção e devolução de livros;
– Têm certeza nas datas de pedido e de entrega dos livros em falta;
– Certeza na creditação das devoluções;
– Estabilidade no cash-flow;
– Ficam com a obrigatoriedade de melhor gestão dos produtos;
– Vendem mais e poupam mais em custos;

Os distribuidores ganham porque:
– Todo o processo burocrático é automático;
– Beneficiam da autorização automática;
– Existe apenas uma referência de custos na negociação com os clientes;
– O handling é simplificado e as rotas são pré-definidas com grande grau de eficácia e eficiência;

Desse modo, iremos poupar tempo, esforço e custos.
Irão terminar as guerras de contabilidade para creditação e autorização.
Os gestores terão valores reais para gerir e maior certeza no seu cash-flow.
As relações comerciais tornam-se muito mais estáveis, dando oportunidade para novos desenvolvimentos e parcerias comerciais.

Todo o processo fica mais eficiente e permite maiores lucros operacionais para todas as partes à custa de algum investimento que pode ser partilhado e que assente essencialmente em boas-práticas e em entendimento.

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por Booktailors às 09:15 | comentar | partilhar

Qui, 13/Set/07
Qui, 13/Set/07



Passamos a apresentar mais uma obra que nos parece de leitura obrigatória. Sobre o mesmo, veja-se o texto de Isabel Coutinho, publicado no jornal Público de 24 de Junho de 2006, abaixo reproduzido. As páginas referidas referem-se à edição brasileira da Escritório do Livro (imagem da esquerda). Para aqueles que nos possam ler em Espanha, reproduzimos igualmente a capa da edição espanhola (sim, isso mesmo, não existe edição portuguesa de Portugal. Por ora).

Para os interessados em adquirir a obra (versão português do Brasil), diz-nos a Livrododia que ainda dispõe de alguns exemplares.

Ainda acerca desta mesma obra, veja-se o texto de Rogério Santos, no Indústrias Culturais, aqui.



Pôr ordem na desordem da leitura, Isabel Coutinho
É do senso comum que, "para determinados tipos de tarefas de leitura, as tecnologias electrónicas não oferecem uma alternativa ao papel que seja pelo menos tão boa como o papel". E para se chegar a essa conclusão não é preciso ter passado pela experiência de ter lido muitos livros em formato digital ou em outros, que não o impresso. Mas reflectir a partir daí e ir mais longe já é mais difícil. Para nos guiar nessa reflexão nada melhor do que ler o livro "O Papel e o Pixel - Do Impresso ao Digital: Continuidades e Transformações", de José Afonso Furtado (director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian e professor no curso de Edição na Universidade Católica).

O livro, uma edição muito bonita, sóbria, com um grafismo e tamanho ideal, foi publicado pela editora brasileira Escritório do Livro com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. A obra, apenas disponível no Brasil, é erudita sem deixar de ser didáctica, levanta vários problemas ligados ao livro, à evolução da escrita e às práticas sociais e mentais de leitura, lê-se numas horas, e, como o autor é exaustivo nas fontes e referências, quem quiser aprofundar ainda mais os temas ali abordados tem o trabalho de casa feito.

"O Papel e o Pixel" é uma súmula do que o autor já publicou sobre este assunto, agora mais actualizado, pois as novas tecnologias estão em constante mudança. Os capítulos são "Livro eletrônico e edição eletrônica: tentativa de definição", "Versões eletrônicas e reconceitualização do livro no mundo digital", "Mediação tecnológica e remediação" e "Técnicas, textos, usos. Questões cognitivas e práticas sociais" e ainda uma introdução e uma conclusão.

Numa nota logo no início, o autor diz-nos que o volume tem por base dois textos, um deles publicado na revista de literatura "Românica" em 2004 e um outro que fez para o projecto Ciberdifusão, nunca publicado. Mas acrescenta que "[a obra] não resulta, contudo, da sua mera reunião, pois foram ambos revistos e adaptados para publicação como volume coerente e autónomo, que foi ainda objeto de significativa ampliação com material até agora inédito".

Estamos num "campo de turbulência", escreve Furtado na pág. 30, "em que a geração de publicações que exploram as capacidades específicas do universo digital, o crescimento exponencial da Web e a vulgarização do trabalho em rede e em ambientes hipertextuais questionam algumas noções atribuíveis aos textos da cultura do impresso, como a sua fixidez, linearidade, sequencialidade, autoridade ou finitude, provocando transformações nas clássicas definições de autor, leitor e as suas relações mútuas, bem como dando lugar a novas formas de ler e de escrever".

É este o ponto de partida para a reflexão que nos pode levar a questionar se, por exemplo, o livro é associado à literatura por esta ter sido "a nossa mestra de leitura" (a literatura ensinou-nos a ler ficção) e se será por termos apreendido a ler através de romances que acabamos por dar a primazia à leitura do livro sob o signo do contínuo. Ou que nos leva a olhar para o futuro, por exemplo, através das opiniões de Robert S. Boynton, para quem "inovações como iTunes da Apple poderão ser consideradas como o primeiro passo para uma sociedade em que muita da atividade cultural que hoje temos como garantida - consultar uma enciclopédia numa biblioteca, vender um manual de geometria a um amigo ou copiar uma canção para um familiar - será encaminhada para um sistema de micropagamentos como contrapartida dos direitos de peças cada vez menores da nossa cultura" (pág. 152). Ou nos leva a acreditar nas previsões da consultora jurídica da American Library Association, para a qual, "'mais cedo ou mais tarde, vamos ter que calcular o preço de uma frase' e que, quando aí chegarmos, 'já não se vai poder voltar atrás'" (pág. 153).

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por Booktailors às 11:06 | comentar | partilhar

Qua, 12/Set/07
Qua, 12/Set/07


A Bertrand abriu as suas portas em 1732. Nome incontornável do negócio do livro em Portugal, foi recentemente adquirida pelo grupo Bertelsmanns, nome igualmente incontornável na edição mundial. Mas mais do que pela sua importância histórica, a Bertrand tem vindo a ser notícia por querer fazer história junto daqueles que são os seus principais parceiros.

A Bertrand, conforme é do conhecimento público, decidiu recentemente alterar as condições de relacionamento comercial com os editores, avançando para esmagar ainda mais as já magras margens dos editores.
Tendo uma posição muito elevada no retalho livreiro, consideramos que a Bertrand devia assumir uma posição de responsabilidade no mercado e na sociedade portuguesa, definindo os seus objectivos com a comunidade (editores e leitores).
Perante isso, a postura actual da Bertrand é não é aceitável e afecta profundamente a forma como se quer que evolua o mercado do livro em Portugal, mostra uma falta de consideração por quem deles depende e revela um desrespeito até então não observado no nosso mercado.

Parece-nos que a atitude actual deles é incorrecta porque:
- Os objectivos a que a Bertrand se encontra sujeita não devem ser atingidos à custa dos seus principais parceiros de negócio;

- Foi tomada de forma absolutamente unilateral, sem qualquer sensibilização ou consulta dos parceiros;

- Não mostram saber viver em regime de parceria, ao utilizarem diariamente estratégias leoninas e que tantas vezes prejudica as estratégias de crescimento das editoras;

- Cremos que clientes e fornecedores conquistam-se, não se espezinham (que as relações comerciais se regem por boas práticas onde todos temos a ganhar, do autor ao consumidor);

-Desrespeitam os seus consumidores, na medida em que não oferecerem aos seus clientes os produtos de que eles necessitam, enquanto os editores não cederam.

Da nossa parte, enviamos desde já a nossa solidariedade a todas as editoras que decidiram não aceitar esta iniciativa levada a cabo pela Bertrand. Não só aquelas que possam ter canais próprios, e que não se encontram dependentes da Bertrand, mas também, e sobretudo, a todas aquelas para quem a Bertrand possa representar uma importante fatia na facturação e cuja atitude prejudica profundamente a viabilidade dos seus projectos e os salários dos seus trabalhadores.

Mostrem à Bertrand que o ponto mais fraco deles é a vossa força: eles dependem de vocês, editores. Precisam dos produtos das editoras, precisam que lhes «comprem as montras», os topos e os escaparates. Façam sentir-lhes na pele a frustração e descontentamento dos leitores não encontrarem os seus livros preferidos (os vossos livros) nos escaparates deles e informem os vossos leitores em que outros locais os poderão encontrar. Recordem-se que, apesar da abertura constante de novos espaços, o custo actual com a sua rede é de tal forma elevada que eles necessitam de vocês e dos vossos produtos de alta rotatividade.
Mostrem que eles também têm concorrência e que vocês podem optar por outros espaços de venda, provem-lhes que sem eles, a capacidade de crescimento dos concorrentes aumenta.

Se, enquanto consultora editorial, pouco podemos fazer; enquanto consumidores dizemos: Não. Não compramos livros na Bertrand. Gastamos o nosso dinheiro com livreiros que prestam um bom serviço, que respeitam as nossas necessidades e que merecem o nosso dinheiro.
Podemos ser apenas um pequeno grupo de pessoas que gosta de livros e que quer continuar a ter a possibilidade de ler bons livros. Mas somos consumidores e conhecemos outros consumidores.

Porque desrespeitam os autores, os editores, os distribuidores, os restantes livreiros e os leitores, nós recusamo-nos a comprar na rede Bertrand.

E vocês?


por Booktailors às 13:47 | comentar | ver comentários (20) | partilhar

Qua, 12/Set/07
Ainda a questão Bertrand, analisada pelo livreiro, editor e poeta Luis Cristóvão, aqui.

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por Booktailors às 12:52 | comentar | partilhar

Qua, 12/Set/07
Sobre a questão Bertrand, ver aqui um artigo do DN, da autoria de Isabel Lucas.

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por Booktailors às 12:08 | comentar | partilhar

Seg, 10/Set/07
Seg, 10/Set/07
Enquanto scouts para algumas editoras portuguesas, a Booktailors aceita propostas de originais em língua portuguesa para avaliação nas seguintes condições:

Perfil das obras – Ficção (romance ou novela) contemporânea para público em geral. Dá-se preferência a obras destinadas ao segmento feminino e feminino adolescente.

Regras de envio – Não nos mande o seu original. Por favor envie uma sinopse da obra (já concluída) com uma extensão que varie em 3.000 e 5.000 caracteres e as primeiras 10 páginas do livro, em ficheiro word, para o e-mail: info@booktailors.com.

Nota: todos os originais enviados sem pedido prévio não serão tidos em consideração para fins de avaliação, e dificilmente serão avaliados.

A Booktailors compromete-se a notificar os autores dos originais recusados, assim como a eliminar as propostas por eles enviadas.

Por favor, divulgue esta mensagem a quem estiver interessado.

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por Booktailors às 15:44 | comentar | partilhar

Dom, 9/Set/07
Dom, 9/Set/07

Descrição da empresa: Editora sólida, bem posicionada no mercado, com uma estrutura jovem e com projectos de crescimento.


Descrição da função: A função envolve o acompanhamento de um conjunto de Escolas, em zona definida, visando a divulgação e comercialização de material didático-pedagógico, bem como o apoio e participação em acções de âmbito editorial.

Perfil do candidato: Formação mínima ao nível do 12.º ano de escolaridade, gosto por Livros e apetência Comercial, valorizando-se experiência anterior, nomeadamente ao nível da docência e/ou em função comercial, idade entre os 25/35 anos, carta de condução, computador e viatura próprios e disponibilidade para deslocações.

Oferta: Formação específica, boas condições de trabalho, remuneração compatível e integração em equipa jovem.

Contacto e n.º de referência: Envie o seu CV indicando qual a função e a Ref.ª 32/1263/78129
Observações: Área Editorial Todo o País Os candidatos considerados serão contactados no prazo de 15 dias úteis.www.egor.pt

Responder: EGOR Porto Rua Gonçalo Cristóvão, 111 - 4.º 4000-268 Porto Portugal Telefone: 223 402 800 Fax: 223 402 801
Empresa de Selecção e recrutamento:EGOR Porto


Anúncio original aqui.

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por Booktailors às 14:05 | comentar | partilhar

Dom, 9/Set/07
Descrição da empresa: Empresa do ramo editorial, sediada no centro de Lisboa

Perfil do candidato: - Conhecimentos consolidados e acentuada experiência em Freehand, Photoshop e Quarkxpress.

Experiência profissional na área (mínimo 4 anos) - Disponibilidade total para trabalho a tempo inteiro nas instalações da empresa, a partir de 8 de Outubro e até final de Fevereiro (factor eliminatório)

Contacto e nº de referência: Resposta até 21 de Setembro de 2007 com curriculum vitae.

Observações: Para projecto a realizar de Outubro 2007 a Fevereiro 2008.

Responder: Apartado 22649 1147-501 Lisboa Portugal

Anúncio original aqui.

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por Booktailors às 13:55 | comentar | partilhar

Sáb, 8/Set/07
Sáb, 8/Set/07
Seguindo a ideia do nosso colega Hélder, na caixa de comentários do primeiro post, apresentamos uma obra de enorme qualidade que todos os interessados em obter alguma formação em edição deverão ler.



Trata-se de A Handbook Of Cultural Economics, organizado pela britânica Ruth Towse, da Universidade de Erasmus, em Roterdão.

Porém, trata-se de uma obra relativamente académica, com mais de 500 páginas das quais apenas metade tem real interesse para o nosso sector (aborda também outras indústrias culturais e de informação). Apesar disso, consegue resumir de forma extraordinária alguns dos mais importantes conceitos por detrás da economia da cultura.

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por Booktailors às 11:45 | comentar | partilhar

Sáb, 8/Set/07
Do que depende hoje o sucesso de um livro? Do montante investido em estratégias de comunicação?
É. Quando se consegue boa comunicação são os leitores que pressionam para que o mercado funcione sob a pressão da procura.

Pode ter uma obra superior que não se vende porque o editor não investiu na comunicação?
Ou se consegue visibilidade ou não existe. Não se dá por ela no meio do ruído e da confusão existente…

Para ler o resto da entrevista
aqui, no blogue do próprio Nelson de Matos.

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por Booktailors às 01:17 | comentar | partilhar

Sex, 7/Set/07
Sex, 7/Set/07
Como tínhamos prometido que daríamos voz ao que de melhor se faz em Portugal para melhorar o sector do livro, aqui fica a informação: as inscrições para o Curso de Pós-Graduação em Edição: Livros e Novos Suportes Digitais, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, terminam a 28 de setembro de 2007, estando o seu início previsto para Outubro de 2007.

O curso, com coordenação pedagógica do Mestre José Alfaro, tem a duração de 2 semestres lectivos.


No link acima, encontrarão a estrutura curricular, uma súmula dos conteúdos programáticos das diversas cadeiras e uma pequena apresentação de cada um dos professores. Como ex-aluno , chamo ainda a vossa atenção para o conjunto de conferências e seminários de curta-duração que compõem o curso.

Para mais informações, poderão contactar Rosário Lopes (Tel.: 21 721 41; E-mail: rlopes@fch.ucp.pt; Número Verde: 800 204 164).

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por Booktailors às 19:07 | comentar | partilhar

Sex, 7/Set/07
A edição de Setembro da revista Marketeer, lançada para as bancas hoje, traz entre as páginas 74 e 76 um artigo sobre a Booktailors. Convidamos por isso todos aqueles que tenham interesse em saber um pouco mais sobre nós a comprar a revista.

Da nossa parte, agradecemos à direcção editorial da revista o interesse demonstrado, e em particular à jornalista Susana Baptista Dias, autora do artigo, a paciência que teve para nos ouvir durante umas boas 4 horas.

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por Booktailors às 15:01 | comentar | partilhar

Qui, 6/Set/07
Qui, 6/Set/07
O Blogtailors é um espaço onde todos os interessados em edição, profissionais ou curiosos, possam participar e conversar sobre edição. É um lugar para fazer amigos e trocar opiniões.

O que queremos?

Não queremos ser um blog genérico que fala sobre tudo e sobre nada, muito menos um blog que fala sobre nós ou os nossos gostos.
Na verdade, queremos saber de vocês. Queremos saber os livros que vocês lêem ou fazem, queremos saber das vossas novidades e transmitir também aquilo que sabemos e aquilo que fazemos.

Queremos, ao fim e ao cabo, partilhar.
Mas também entender o modo como poderão ser melhorados os livros em Portugal e a forma como se pode melhorar tudo aquilo que ainda há para melhorar neste sector.

Queremos ser um canal de difusão das boas-práticas e perceber de que forma o sector evolui.
Queremos ser um ponto de contacto: um ponto de chegada e um ponto de partida.

É nossa ideia que quem nada saiba sobre este meio não tenha receio e fale directamente connosco: nós tentaremos responder às vossas dúvidas, não escondendo aquilo que sabemos.

O que se poderá encontrar no Blogtailors?

Não só as coisas mais interessantes que vamos vendo e lendo, mas também entrevistas, dicas e novidades.

Não será a nota dominante a crítica fácil ou a lamúria, nem iremos dizer aquilo que os outros devem fazer: queremos avançar ideias, nossas e vossas; apoiar quem quer deixar de discutir e começar a fazer; elogiar quem já o faz bem e merece relevo; dar a conhecer algumas pessoas por detrás das fichas técnicas; revelar curiosidades e peripécias de um meio onde quase sempre se trabalha por gosto.


Ficamos à espera que venham visitar-nos regularmente, que deixem os vossos comentários, que nos enviem e-mails (info@booktailors.com) e falem entre vocês, que cruzem links e nos digam aquilo que fazem.

Queremos, na realidade, que este seja:


O blog da edição de livros em Portugal.

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por Booktailors às 15:03 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

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