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Seg, 31/Dez/07
Seg, 31/Dez/07
Estamos nas últimas horas do ano.

A todos os que nos acompanharam ao longo destes 3 meses e meio, o nosso muito obrigado. Foram mais de 19,000 visitas e isso não se esquece. O Blogtailors termina aqui, esperando que tenha sido útil para todos os que nos seguiram. Até sempre, vemo-nos por aí.

Estava a brincar. Continua tudo amanhã. Bom 2008!


por Booktailors às 16:50 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Seg, 31/Dez/07
Depois do post do dia 14.12.2007, Eduardo Pitta publica no Da Literatura, hoje - 31.12.2007, um post sobre a Byblos, com o título "Byblos in loco".


Anteontem fui espreitar a Byblos, na fronteira de Campo de Ourique com as Amoreiras. A tal mega-livraria que o Notícias Magazine classifica como sendo um «projecto que raia a ficção científica» (sic). A jornalista terá razões que Asimov, Strougatski, Bradbury, Spinrad, Wells, Burgess, Herbert, Clarke, Galouye, Attanasio, Ballard, Verne e outros ignoram. OK. Vamos cair na real. No sábado, às quatro da tarde, haveria talvez 30 clientes. Trinta. Vejam o efeito da coisa num espaço de 3300 metros quadrados. Os empregados eram muitos, e os dois com quem falei demonstraram inegável profissionalismo. Os monitores tácteis funcionam, mas servem de pouco: localizam as existências do site, mas não a totalidade do stock. Quinze dias depois da inauguração, a estante robotizada permanece inoperacional. Podia citar uma dúzia de novidades que não encontrei (entendendo por novidades livros saídos nos últimos 60 dias). Com excepção das secções de arte e filosofia, bem sortidas, as outras pareceram-me pobres. E estou só a falar de livros. Em matéria de DVD e CD o desastre é absoluto. A cafetaria está isolada da área de circulação, uma opção sensata. E o kindergarten metido num canto bem delimitado, o que evita andarmos a tropeçar em criancinhas. O press center é inferior à concorrência (em Lisboa, conheço três de nível superior). No piso superior, junto às escadas rolantes, o chão tem um desnível, disfarçado pela alcatifa, que pode vir a provocar quedas de clientes mais apressados ou distraídos. Não encontrei caixas equipadas com sistema de radiofrequência, as tais que permitem leitura das etiquetas dentro dos sacos, como há na Fnac. Esperei numa caixa tradicional, doze minutos, porque havia três clientes à minha frente. Para um investimento de quatro milhões de euros, o resultado é decepcionante. Isto são os aspectos objectivos. A parte subjectiva decorre de não apreciar a decoração, a arrumação, os adereços, o mobiliário e os candeeiros do redondel de leitura, nem, de modo geral, da imagem. Tudo visto, uma inescapável sensação de amadorismo.

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por Booktailors às 14:47 | comentar | partilhar

Seg, 31/Dez/07
A Booktailors agradece ao José Mário Silva a distinção. Estar entre os 10 preferidos deste bibliotecário é para nós motivo de grande regozijo.



Obrigado,

Os alfaiates.


por Booktailors às 12:53 | comentar | partilhar

Seg, 31/Dez/07
Obrigado José Mário Silva.

Já sabem, para o ano quero ter de prenda uma livraria assim.

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por Booktailors às 11:32 | comentar | partilhar

Seg, 31/Dez/07
Apesar da capa não o indiciar, a revista Os meus Livros de Janeiro de 2008 apresenta um novo conceito gráfico . João Morales diz-nos que «A revista que vai ler está diferente», defendendo que a publicação apresenta «um design mais adequado a uma leitura que se pretende mais fácil».

A secção “Este mês” passou a estar disponível apenas no site da revista, ficando reservado à edição impressa «um artigo de síntese». João Morales fala ainda de uma nova rubrica, «”carta de…”, onde mensalmente teremos uma crónica enviada de uma cidade diferente.». Segundo o editorial, a revista optou ainda por aumentar o espaço reservado aos livros infantis.

Parece-nos que, apesar da evidente mudança no conceito gráfico do miolo (para bem melhor, diga-se!), a revista não mudou assim tanto. Estratégia ou não, as secções âncora e, sobretudo, o ritmo da revista, continuam a ser os mesmos.

Sempre olhei para a revista Os meus Livros como uma publicação eminentemente direccionada para os editores e profissionais do sector. Para esta apreciação, contribuíam grandemente três factores: a) a secção de entrevistas com os editores; b) a secção “este mês”, onde só um público mais especializado (profissional ou bibliómano) poderia descodificar a falta de informação em algumas entrada (nem sempre nome do livro e autor apareciam de forma completa); c) todas as pessoas que conheço que lêem a revista são editores ou profissionais do sector. Leitores-leitores foram poucos.

Certa vez, em conversa, o João Morales teve o cuidado de me explicar que a revista era mais B2C que B2B. Sem negar que a revista tem de facto uma componente B2C, continua a parecer-me que será preciso bem mais do que ter a Maya como convidada (figura que indiscutivelmente gera empatia com muitos dos leitores portugueses) para que a revista seja, de facto, vista como para o público-leitor.

Daqui mandamos um abraço para toda a redacção, esperando que continuem o trabalho até aqui desenvolvido. Revistas sobre livros fazem falta. E é por isso que a Os Meus Livros tem de continuar o seu trabalho.
[pf]

PS: Nesta edição, poderemos encontrar uma entrevista com Sandra Silva, da 101 noites.

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por Booktailors às 10:58 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Seg, 31/Dez/07
JK Rowling aponta como hipótese escrever um 8º volume, à volta do universo Potteriano. Ainda que indique que dificilmente Harry Potter será o centro da história. E que peça aos fãs uma pausa de pelo menos dez anos...

Mais desenvolvimentos aqui e aqui.

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por Booktailors às 09:45 | comentar | partilhar

Sáb, 29/Dez/07
Sáb, 29/Dez/07
A Porto Editora (ex-principal grupo editorial português) dá recado que vai reagir no mercado de ficção (Jornal Expresso).
Independentemente da notícia (que já nos tinha chegado anteriormente), o que se deve realçar é a necessidade de reacção da Porto Editora.

Mas, julgará a Porto Editora que é possível ultrapassar os principais rivais por crescimento orgânico?


por Booktailors às 16:24 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sáb, 29/Dez/07
O factor humano, em especial o criativo, é sempre difícil de controlar em termos de gestão; a prova disso são as recentes declarações de António Lobo Antunes e Lídia Jorge, cujo papel no projecto Pais do Amaral (que segundo se fala já tem nome, e não será a Texto/Caminho referida no Expresso) é fundamental e representam em larga medida a razão de ser da compra da Dom Quixote.

Mais do que o papel que Pais do Amaral pretende dar aos autores portugueses (que presumimos ser bastante maior e melhor do que o actual), o que fica por resolver é a diferenciação entre autores. De facto, a parceria autor/editor sempre fundamentou muitas das escolhas de publicação, sendo que vários autores estavam intimamente ligados a determinados editores formando uma relação que, à semelhança de outras, não tolera competição.
Fica assim por resolver as hierarquias do catálogo, quem são as âncoras, qual a diferença de investimento de promoção de um e de outro autor, quem tem direito a mais ou menos avanços, avenças, royalties, destaque nas feiras internacionais, quem é proposto para prémios, etc.
Se aos portugueses associarmos a lusofonia, os critérios complicam-se: quem é mais importante, Rubem Fonseca, Agualusa ou Lídia Jorge?

Neste meio, as fontes são o mais importante e o mais difícil de gerir, pois é sempre complicado gerir factores humanos. Se, para alguns autores, o número das vendas não for tão importante, outras ópticas típicas de pequenos editores, como a orientação de produto e a dedicação em exclusividade, poderão ser vantagens adicionais para oferecer.


por Booktailors às 16:03 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sex, 28/Dez/07
Sex, 28/Dez/07
Uma das apostas da Booktailors já é oficial.

Foi hoje oficializada a compra da Dom Quixote, por parte do Grupo de Pais do Amaral.

Do artigo da agência financeira (iol.pt), realçamos a seguinte frase, atribuída a Pais do Amaral: «[a Dom Quixote] finaliza o primeiro ciclo de aquisições com vista à criação de um grupo editorial líder de mercado em Portugal e nos países africanos de expressão portuguesa. Seguir-se-á uma fase de reorganização interna e de crescimento orgânico, que a médio prazo permitirá criar um grupo suficientemente forte para iniciar um segundo ciclo de aquisições fora de Portugal, nomeadamente no mercado brasileiro»

Mais desenvolvimentos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Num artigo do Dinheiro Digital, fazem-se algumas contas: «O valor do grupo todo, entre edições gerais, editoras de livros escolares e contabilizando as exportações, não anda longe dos 80 milhões de euros» (...)

«Com estes negócios, o antigo dono da TVI passou a ter uma quota de 30% do segmento das edições escolares, tendo sido necessário um parecer da Autoridade da Concorrência para que a aquisição fosse finalizada, já que esta entidade é obrigada a pronunciar-se sempre que o negócio crie ou reforce uma quota superior a 30% no respectivo mercado.

Já no segmento das edições gerais, «não foi necessária a autorização da Autoridade da Concorrência porque se trata de um segmento muito fragmentado, pelo que o grupo fica muito longe dos 30%» »


por Booktailors às 21:05 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Sex, 28/Dez/07
Numa altura em que se começam a fazer as resoluções para o ano que aí vem, deixamos aqui a nossa aposta tripla para 2008. Ou será já em 2007?

- Dom Quixote no Grupo Pais do Amaral;

- Gradiva na Explorer Investments; e...

[rufo de tambor]

- Pergaminho no Grupo Bertelsmann.

PS: Já agora, para onde irá a Difel?


por Booktailors às 16:13 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sex, 28/Dez/07
No âmbito das celebrações do centenário do nascimento do escritor Ian Fleming, o criador de James Bond, os correios britânicos irão lançar «uma série filatélica que reproduz as capas de algumas das mais emblemáticas histórias protagonizadas pelo agente 007».

Será ainda lançado, a 28 de maio de 2008, o 15.º livro que tem como protagonista James Bond. Esta obra, da autoria de Sebastian Faulks por encomenda dos familiares de Fleming, tem como título Devil may care e será lançada pela Penguin.

Mais informações aqui, no Diário Digital.


por Booktailors às 14:28 | comentar | partilhar

Sex, 28/Dez/07
«A vida e a obra do escritor Eça de Queirós são o tema de um ciclo de conferências internacionais que vai decorrer, em 2008, em diversos países europeus, nos EUA e no Brasil». Estes eventos terão lugar em cidades como Paris, Barcelona, Londres ou São Paulo.

Háverá ainda espaço para a realização de acções de formação dedicados à temática queirosiana.

Mais informações aqui, no Diário Digital.



por Booktailors às 14:22 | comentar | partilhar

Sex, 28/Dez/07
A não perder hoje, no Ipsílon, o especial de 8 páginas (tema de capa) dedicado à obra As Benevolentes, publicado em Portugal pela Dom Quixote. Lamentamos somente que o site disponibilize poucas informações sobre esta obra - apenas encontramos as características mais técnicas e a breve sinopse da obra - que, como tem sido falado nos media, tem vários insights possíveis para ser comunicado.

Poderá tratar-se de uma má pesquisa da nossa parte; mas a ser assim (e reiteramos que poderá ser uma má pesquisa da nossa parte), parece-nos que se trata de uma daquelas situações em que o site não está ao serviço do boca-a-boca a que esta obra se presta.
Alguns exemplos, em parte referidos no artigo de Alexandra Lucas Coelho ("O caso Littell") publicado hoje no referido suplemento:
- o autor é americano mas escreveu em francês;
- a obra, tendo sido escrita em francês por um americano, ganhou o prémio Goncourt e o prémio da Academia Francesa;
- O livro está envolvido na polémica protagonizada pela sociedade culta francesa, tem se revoltado contra aquilo que chamam a «americanização da cultura francesa»;
- Vasco Pulido Valente, numa crónica do Público, indicou que «Se há possibilidade de compreender um executor da Solução Final, Les Bienveillantes é a aproximação mais verosímil»;
- Jonathan Littell é filho do autor norte-americano Robert Littell, cuja obra costuma ser arrumada «na prateleira dos romances de espionagem, guerra fria, CIA e etc.»;
- correram rumores que a obra teria sido escrita pelo pai do autor (ok... esta informação talvez devesse evitar ser dita);
- o autor pediu à Gallimard (editora original do livro) que se escrevesse a «primeira obra literária» e não o «primeiro romance», porque já escrevera uma obra de ficção científica cyber punk;
- o autor, tendo sido acusado de anti-semitismo, é descendente de judeus polacos;

O próprio autor, pela postura e declarações, é uma fonte interminável de possibilidades de comunicação - basta ler a entrevista para perceber porquê.


por Booktailors às 10:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 27/Dez/07
Qui, 27/Dez/07
A Amazon fecha o ano da melhor maneira, com este Natal a ser o melhor de sempre.

Segundo notícia do Jornal de Negócios, «o dia 10 de Dezembro foi o mais concorrido, com mais de 5,4 milhões de itens encomendados pelos internautas»


por Booktailors às 18:22 | comentar | partilhar

Qui, 27/Dez/07
Algumas notas:

- Distribuição de jornais gratuitos quase duplicou este ano, devido grande parte não só ao aparecimento do Global Notícias e Meia-hora, como do aumento da tiragem dos gratuitos já existentes.

- Expresso vendeu mais do dobro do Sol este ano, durante os primeiros nove meses do ano de 2007, numa diferença que se cifra nos 117 mil Vs. 49 mil.

- As newsmagazines melhoraram a sua circulação paga (vendas e assinaturas) entre os nove primeiros meses do ano passado e o mesmo período deste ano. A Visão continua a ser líder, mas a Sábado foi quem mais cresceu.

- A maioria dos jornais económicos aumentou as vendas face a 2006. «No total, o segmento - que engloba 10 títulos de diferentes periodicidades - vendeu nos primeiros nove meses do ano uma média de 110.479 unidades, o que representa uma subida de 5,1% em relação ao período homólogo de 2006.» Ficaram de fora desta subida os jornais Diário Económico (desceu 3,3%), Semanário Económico (desceu 12,2%) e Vida Económica (desceu 13,3%).

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por Booktailors às 18:07 | comentar | partilhar

Qui, 27/Dez/07
Deixamos um artigo de opinião de Desidério Murcho, publicado no De Rerum Natura, sob o título "Acordo ortográfico".


Nos países sem grande tradição democrática encara-se com normalidade que os políticos possam decidir como vamos escrever as palavras. Alguns linguistas, incapazes de fazer valer as suas modernices linguísticas pela via orgânica da influência dos seus dicionários, gramáticas e livros (que não escrevem), ajuntam-se, ajoelham-se, rezam e convencem o poder político a mudar por força de lei o modo como escrevemos. O poder político vai na conversa, com as ilusões políticas do costume, que ninguém se deu ao trabalho de estudar cuidadosamente: hoje em dia, usa-se a ilusão de que a língua vai ter maior implantação no mundo, vamos unificar as diferentes ortografias da língua, em vigor no Brasil e em Portugal (os países africanos de língua portuguesa seguem a ortografia de Portugal). No passado, para eliminar o "ph", usavam-se outras ilusões: era por causa do "ph", dizia-se, que o nosso ensino era tão mau e o nível cultural tão baixo. Décadas depois já não há "ph", mas o ensino não melhorou.

Há três aspectos importantes a ter em conta.

Em primeiro lugar, a pouca-vergonha que é o estado legislar sobre a língua. A língua devia ser deixada entregue a si mesma, como acontece em países com sólidas tradições democráticas. O inglês é, em termos práticos, a língua académica, científica e comercial internacional — mas ninguém legisla sobre esta língua e as ortografias do Reino Unido e dos Estados Unidos são diferentes, para não falar dos restantes países de expressão inglesa. Mas nos nossos dois países, Portugal e Brasil, as bestas de políticos que temos bem poderiam fazer uma lei para deixarmos de beber café com leite ao pequeno-almoço, que a intelectualidade aceitaria isso com naturalidade. Como dizia o Ega, isto é uma choldra. Ah, os brasileiros não aceitariam isso — mas unicamente porque no Brasil não se sabe o que é o pequeno-almoço, pois usam a expressão "café da manhã" (e até "traduzem" o Eça, para o leitor não se dar ao incómodo de ir aos excelentes dicionários brasileiros — o Houaiss, o Aurélio ou o Michaelis). O que nos conduz ao segundo ponto.

Em segundo lugar, as ilusões políticas não passam disso mesmo: ilusões. O acordo não vai unir as línguas, nem há qualquer vantagem em unir as línguas. Não vai unir as línguas porque a diferença mais importante entre o português de Portugal e do Brasil não é a ortografia mas a gramática e o conjunto de expressões usadas. No Brasil, as pessoas em geral não sabem o que é o pequeno-almoço, e em Portugal o café da manhã é apenas um café que se toma de manhã e não o pequeno-almoço, que pode ou não conter café; no Brasil, um sítio é uma quinta grande, mas em Portugal é apenas um lugar qualquer. E não há qualquer vantagem em unir a ortografia das línguas, dado que não há qualquer união ortográfica entre os EUA, por exemplo, e o Reino Unido, mas os livros publicados num país são geralmente publicados no outro e vice-versa, sobretudo os académicos. A Blackwell, a Cambridge, a Oxford — algumas das mais importantes editoras académicas — publicam geralmente os seus livros simultaneamente nos dois países, apesar das diferentes ortografias. Não há um só editor académico que faça isso em Portugal e no Brasil, com ou sem acordo. Compreende-se que os editores brasileiros se estejam nas tintas para o mercado português, de apenas dois ou três milhões de leitores, num país que tem muitíssimos mais leitores do que isso apenas em S. Paulo e no Rio, para não falar de outras cidades gigantescas nem do resto do país, com as suas 106 universidades federais (sem contar por isso com as estaduais nem com as privadas). Portanto, não há realmente razões políticas para fazer um acordo ortográfico.

Em terceiro lugar, devemos compreender o que está realmente em causa: uma simbiose entre linguistas que querem ficar na história e fazer currículo, e um estado autoritário que gosta de interferir arbitrariamente na vida dos cidadãos. Como os linguistas têm a incapacidade de se impor pela força das suas ideias linguísticas, impõem politicamente as suas teorias ortográficas preferidas. E o poder político agradece, porque o mais arcaico instrumento político é a interferência arbitrária do poder político na vida das pessoas. Hoje não podemos ler Eça tal como Eça escreveu, nem Pessoa tal como Pessoa escreveu. Mas os ingleses lêem Byron tal como Byron escreveu e lêem Dickens tal como Dickens escreveu. E se não lêem Hobbes tal como Hobbes escreveu, não foi por via de qualquer legislação, mas por força da evolução orgânica da língua — porque os autores de dicionários, gramáticas e obras eruditas foram mudando gradualmente o modo de escrever certas palavras, assim como certas estruturas gramaticais.

Entre o orwellianismo dos nossos políticos, a incompetência dos linguistas próximos do poder e as ilusões dos comentadores — que parecem ingenuamente pensar que há razões políticas para tais acordos que não a mera interferência arbitrária na vida das pessoas — a realidade gritante é esta: não há soluções legislativas para a falta de cooperação académica e cultural entre os nossos povos, não há solução ortográfica que resolva as diferenças linguísticas profundas entre os nossos países, nem há qualquer vantagem em fazer tal coisa. Com ou sem acordo, tudo vai continuar como antes, mas pior. Tal como tudo ficou igual, mas pior, quando deixámos de escrever "possìvelmente" e passámos a escrever "possivelmente", e quando deixámos de escrever "philosophia" e passámos a escrever "filosofia": continuámos a ser um dos povos europeus possivelmente mais incultos e a filosofia continuou a fazer-se no estrangeiro.


por Booktailors às 15:45 | comentar | partilhar

Qui, 27/Dez/07
Temos sido informados que algum hacker comercial conseguiu (não deve ser difícil) instalar um pop up de publicidade no blogtailors.

Vimos por este meio informar que não temos qualquer responsabilidade nisso, nem (infelizmente) auferimos qualquer lucro.

Se alguém souber como fazer desaparecer isto, nós agradecemos.

A gerência

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por Booktailors às 11:30 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Qui, 27/Dez/07
Com o título deste post, o jornalista Carlos Pessoa assina um artigo sobre Miguel Caldas, «editor independente de quadradinhos (Livros de Papel)».

Este editor, que trabalhou como auxiliar de acção educativa até há cerca de ano e meio na biblioteca da escola secundária de Póvoa de Varzim, pretende publicar «na integra o clássico norte-americano de Harold Foster», o Príncipe Valente. A editora, essa, funciona nas águas-furtadas da casa do próprio Miguel Caldas: «o espaço acanhado e com pouco conforto, as estantes cheias de livros de BD (quase só clássicos americanos) coexistem com pilhas de álbuns prontos a expedir, uma secretária com computador e scanner, e algum mobiliário ali armazenado. »

Segundo o que nos explica o jornalista, Manuel Caldas «entrega-se a um laborioso e exigente processo de restauração dos desenhos, das vinhetas e das pranchas até atingir um grau de perfeição que as torna únicas.».

Mais desenvolvimento no Público de hoje, suplemento P2, página 11.

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por Booktailors às 10:44 | comentar | partilhar

Qui, 27/Dez/07
Foi apresentada, ontem em Havana, uma edição revista e ilustrada da obra Cem anos de Solidão, do colombiano Gabriel Garcia Marquez. As ilustrações ficaram a cargo de Roberto Fabelo, galardoado com o Prémio Nacional de Artes Plásticas.

Gabo cedeu os direitos de autor a Cuba.

Mais informações no Público, local de onde é retirada a foto.


por Booktailors às 10:35 | comentar | partilhar

Qui, 27/Dez/07
A 2 de Novembro deste ano, Luis Amado avançou que Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa seria aprovado até ao final de 2007. No entanto, dado que este não vai ser aprovado hoje, dia do último Conselho de Ministros do ano, a aprovação apenas será feita em 2008.

Mais desenvolvimentos no Diário Digital.


por Booktailors às 10:27 | comentar | partilhar

Qua, 26/Dez/07
Qua, 26/Dez/07
Pois, é verdade, após a notícia da Dom Quixote já toda a gente sabe de tudo, nomeadamente que a Gradiva também já foi ve... ops!

Isto não era para dizer, pois não?


por Booktailors às 15:41 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Qua, 26/Dez/07

A história podia ser feliz, pois estamos no Natal.
Mas na verdade Chuck Norris não o quer, e o que Chuck Norris diz, conta.

A Penguin acaba de publicar um livro que me teria como leitor, pois sou frequentador de um dos sites referidos, e muito me tenho rido à conta deles (obrigado Gonçalo!).
Chuck Norris Facts é um site delicioso onde podemos saber algumas das mais interessantes coisas acerca deste ídolo da humanidade, de entre eles estes meus favoritos:
- Quando Chuck Norris faz flexões, não é ele que sobe... é o mundo que desce.
- Não existem raças diferentes, somente gente a quem Chuck Norris bateu até ficarem com tons diferentes de branco, negro, amarelo ou vermelho.
- Chuck Norris é o motivo pelo qual o Wally continua escondido.

Pois é, esta podia ser uma história feliz, agora que a Penguin resolveu publicar The Truth About Chuck Norris - 400 Facts About the World's Greatest Human, mas a verdade é que Chuck Norris não o quis e processou a Penguin, acusando o livro ter mentiras! Eu sei, após a desilusão do Pai Natal, não queria ser eu a dizer esta cruel verdade.
nsl

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por Booktailors às 10:41 | comentar | partilhar

Ter, 25/Dez/07
Ter, 25/Dez/07
A Webboom fechou 2007 com um volume de vendas duas vezes superior ao obtido no ano passado por esta época. A Webboom já afirmou que esta é a campanha mais bem sucedida de sempre.

Como se pode ler no comunicado da Porto Editora, até dia 20 de Dezembro, o volume de encomendas, na ordem dos milhares, recebido pela Webboom.pt representava um aumento superior a 100% em relação ao mesmo período de 2006.

As vendas estão relacionadas com duas estratégias levadas a cabo pela da livraria online:
- os descontos de 20 por cento aplicados em todos os produtos;
- os dois catálogos criados de raiz para esta época: um com descontos de 30 a 50 por cento e outro dividido em temas, com sugestões de presentes.

O comunicado da Porto Editora pode ser lido aqui.


por Booktailors às 11:41 | comentar | partilhar

Seg, 24/Dez/07
Seg, 24/Dez/07
Tendo por base uma notícia da Lusa (23.12.2007, 10:25), deixamos aqui algumas declarações do embaixador português no Brasil, Francisco Seixas da Costa, sobre o acordo ortográfico.

«Temos que deixar falar sozinhos aqueles que querem a polêmica. Cada país fará como entender, desde que o paradigma seja o mesmo. Alterar a grafia com ritmos diferentes, mas dentro de um mesmo quadro, não causa problema absolutamente nenhum».

"Nesse período [de dez anos, para colocação do acordo em vigor] seria feita uma aculturação de Portugal às mudanças do acordo e isso permitiria também uma adaptação dos editores e livreiros portugueses que terão de arcar com as conseqüências das mudanças da grafia e com as conseqüências que isso tem na sobrevivência de algumas de suas produções editoriais".


por Booktailors às 10:54 | comentar | partilhar

Seg, 24/Dez/07
O 28º Congresso da IPA -International Publishers Association irá decorrer em Seoul, de 12 a 15 de Maio do próximo ano, tendo como tema de fundo "Diversidade num mundo partilhado".

As inscrições online poderão decorrer até dia 31 de Janeiro, aqui.

Programa do congresso aqui.


por Booktailors às 09:42 | comentar | partilhar

Seg, 24/Dez/07
Luís Cristóvão publicou um interessante post sobre a política de preço da livraria online Webboom e de que forma essa estratégia atropela a lei do preço fixo. Reproduzimos aqui o texto do Luís.

Descobri há pouco um post no blogue Vida de Livreiro que me concedeu a oportunidade, com um caso prático, o crime que vem sendo praticado pelo site Webboom com a sua denominada Campanha de Natal. Já tinha percebido que essa Campanha comportava alguns atropelos à Lei do Preço Fixo, mas no exemplo que vos vou dar a seguir, mais do que à Lei do Preço Fixo, a Webboom incorre num crime de falsificação de informação para praticar preços inacreditáveis em livros que foram lançados há pouco tempo no mercado.

O livro que serve para exemplificar esse caso tem por título A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis - Do Terremoto de Lisboa à Independência do Brasil, da autora Lilia Moritz Schwartz com Paulo Cesar de Azevedo e Angela Marques da Costa, numa edição da Assírio e Alvim. Como poderão constatar pela consulta do site, este livro foi lançado em 2007 e tem, como preço de capa do editor, 35 €.

Ora, o mesmo livro, no site da Webboom, tem como preço 23, 63€ e indica como ano de edição do livro, 2003. Ora, se essa informação fosse correcta, o desconto de 20% seria legal, propiciando ao cliente um preço de 18,9€. Mas como essa informação (data de edição e PVP) é falsa, a ilegalidade de vender um livro lançado em 2007 com 54% de desconto é clara!

Junto então o comparativo entre a ilegalidade da Webboom e um caso real (Livraria Livrododia). Não faço ideia a que preço a Webboom teve acesso a este livro, e para falar verdade, tendo em conta o preço a que vende, nem quero saber. É vergonhoso. A Livraria Livrododia, Lda, comprou, através do distribuidor oficial da Assírio e Alvim, a Sodilivros, exemplares deste livro a 24,50€ (um desconto de 30% sobre o PVP) e vende-os a 35€. Se decidirmos colocar este livro como Livro do dia, com um desconto de 20% (o máximo que se pode aplicar a uma novidade, em campanhas), o livro poderá ser adquirido por 28€. Na Webboom, é o que se vê.

O cliente fica a ganhar? Ocasionalmente. Em termos globais estes atropelos fazem com que o preço médio dos livros aumente todos os anos. Mais. Não vendendo nenhum exemplar deste livro, a tendência natural das livrarias é encomendar cada vez menos (e logo, disponibilizar cada vez menos ao público em geral) títulos que são usados pelos concorrentes para "queimar" a concorrência. E assim, quer a editora, quer o cliente final ficarão a perder. Uns por não venderem, outros por não conseguirem encontrar nas livrarias a diversidade que desejavam. Pela Internet, poderá comprar-se tudo, dizem alguns. É capaz de ser verdade. Mas se não soubermos que o livro existe, como o vamos poder encontrar?

Deixamos tudo ao acaso? Acho que é o que tem acontecido até aqui...


por Booktailors às 09:37 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Dom, 23/Dez/07
Dom, 23/Dez/07
O negócio consumou-se, depois de um namoro com cerca de dois meses. A Media Capital Outdoor foi adquirida, na sua totalidade, pela Explorer Investments. Uma transacção que envolveu 47 milhões de euros. A imagem é retirada do site do Jornal Briefing.

Mais informações no Jornal Briefing e na Meios e Publicidade.


por Booktailors às 16:26 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Dom, 23/Dez/07
A Heska será incorporada na Lisgráfica, registando-se um aumento de capital social desta empresa no valor de 4,33 milhões de euros.

Em comunicado à CMVM, a Lisgráfica explica que trata-se de um "projecto de fusão por incorporação, mediante transferência global do património da Heska para a Lisgráfica, com a consequente extinção da Heska".

Mais desenvolvimentos no Jornal de Negócios.


por Booktailors às 16:21 | comentar | partilhar

Dom, 23/Dez/07
Através do blog Os livros chegámos à petição "Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa". Esta petição, à altura em que escrevemos este post, conta já com 6846 assinaturas.

Eis o texto constante desta petição:
«Exmo. Sr. Ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros Luís Amado

Exmo. Sr. Ministro Luís Amado, tivemos conhecimento que é suposto ser aprovado, até ao final do ano de 2007, o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, nesse acordo será, alegadamente, alterado 1,6% do nosso vocabulário. Os signatários desta petição não concordam com a aprovação desse Protocolo, não querem que a Língua Portuguesa, tal como os portugueses a conhecem, seja alterada, exigimos que seja preservada a nossa Língua. Não faz qualquer sentido que este protocolo seja aprovado.

Nós não queremos escrever palavras como 'Hoje', 'Húmido', 'Hilariante' sem 'h', não queremos escrever palavras como 'Acção' sem 'c' mudo nem palavras como 'Baptismo' sem 'p' mudo. Queremos continuar a escrever em Português tal como o conhecemos agora. E, tendo em conta o supra exposto, esperamos que o Exmo. Sr. Ministro faça com que este Protocolo não seja aprovado.»

Se pretender assinar esta petição, clique aqui.


por Booktailors às 09:10 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sáb, 22/Dez/07
Sáb, 22/Dez/07
Desejamos Boas Festas a todos os leitores , na companhia do que mais importa: livros, pois claro.

A menos que também o Pai Natal venha a ser adquirido, é bem natural que este blog venha a ser actualizado ao sabor das rabanadas e dos sonhos.

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por Booktailors às 15:50 | comentar | partilhar

Sáb, 22/Dez/07
Ontem, no Correio da Manhã, foi publicada uma notícia de página inteira sobre a Booktailors / Nuno Seabra Lopes. A peça pode ser encontrada na página 7 do suplemento 1º Emprego, do referido jornal.

Agradecemos à jornalista Almerinda Romeira a atenção dada ao projecto Booktailors.


por Booktailors às 15:45 | comentar | partilhar

Sex, 21/Dez/07
Sex, 21/Dez/07

Dias após ter havido uma confirmação da Bertelsmann que já não iria proceder à OPA prevista do restante capital da RTL, o conglomerado retorna à sua política de aquisições editoriais, desta feita com uma proposta de vulto que promete abalar o mercado anglo-saxónico.

Foi anunciada (através da revista alemã Manager Magazin), a intenção da Bertelsmann (Random House) comprar a HarperCollins à News Corp., de Rupert Murdoch.

Os valores aventados situam-se entre 1.000 milhões e 2.000 milhões de dólares, tendo a News Corp. recusado comentar a operação.

Mais informações na Reuters.


por Booktailors às 10:53 | comentar | partilhar

Qui, 20/Dez/07
Qui, 20/Dez/07
Dizemos desde já que não temos confirmação desta informação. A mesma chegou-nos e ainda não a conseguimos confirmar. Habitualmente não a veicularíamos, contudo, dada a importância que tem, decidimos assumir o risco.

Diz-se que a Gradiva terá sido vendida parcialmente (75%) à Explorer Investments e que a Dom Quixote terá sido adquirida ao Grupo Planeta, por parte do Grupo Paes do Amaral.

A confirmar-se, o Grupo Paes do Amaral concentra em si muitos dos principais autores portugueses de nomeada.

Mais sobre este tema:
- Público, 20.12.2007 - 23h33, por Anabela Campos.

- Dinheiro Digital, 21.12.2007 - 7:01.


por Booktailors às 16:42 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Qui, 20/Dez/07
Um artigo no Dinheiro Digital dá conta do falado interesse da Explorer Investments na Gradiva. Guilherme Valente confirma que são vários os interessados, contudo, ainda nada está decidido. Pese embora que avance que, nas palavras do próprio, «há um grupo a que nunca venderei a jóia que é a Gradiva».

Segundo o Diário de Notícias, caso a opção recaia na Explorer Investments, José Rodrigues dos Santos poderá optar por se desvincular da Gradiva, dado que preferia "ir para o mercado e negociar contrato com uma nova editora". Uma situação verosímil, dado que este não "está sob contrato para qualquer outra obra que escreva". Mais desenvolvimentos sobre este tópico no Diário de Notícias, aqui.


por Booktailors às 12:58 | comentar | partilhar

Qua, 19/Dez/07
Qua, 19/Dez/07
Agradecemos ao Ricardo Jorge, da Afrodite, a preciosidade de nos ter mostrado a capa do primeiro livro da genial Luiza Neto Jorge.

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por Booktailors às 13:38 | comentar | partilhar

Qua, 19/Dez/07
Deixamos aqui a notícia publicada no última hora, do Público, sob o título "Miguel Sousa Tavares vence Prémio Clube Literário do Porto "

Votação aberta a associados e frequentadores da organização

O jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares foi o vencedor da terceira edição do Prémio atribuído anualmente pelo Clube Literário do Porto, no valor de 25 mil euros.

Nos termos do regulamento, o Prémio é atribuído "por concurso de ideias e sugestões, visando galardoar o autor que mais criatividade teve na narrativa e ficção".

A votação é aberta a associados e frequentadores do Clube, que inscrevem o nome do autor preferido num livro para o efeito colocado à sua disposição na instituição.

Fonte do Clube explicou que, na primeira edição, em 2005, o vencedor, Mário Cláudio, foi escolhido segundo um procedimento diferente do que hoje é aplicado.

Concretamente, há dois anos, a escolha do autor de "Tocata para dois clarins" foi feita pelo presidente do Clube, Augusto Morais, e por personalidades públicas previamente designadas.

O processo de votação passou a ser mais aberto a partir de 2006, ano em que o autor escolhido foi Baptista Bastos.

A entrega do prémio está marcada para o dia 27, às 21h30, no Clube Literário do Porto.

Miguel Sousa Tavares é autor de vários livros de viagens, uma narrativa para crianças ("O segredo do rio"), um livro de contos ("Não te deixarei morrer David Crockett") e dois romances, "Equador" e "Rio das Flores", este último publicado este ano, ambos sucessos editoriais.


por Booktailors às 11:24 | comentar | partilhar

Qua, 19/Dez/07
Eduardo Pitta, do muito recomendável Da Literatura, publicou há uns dias (14.12.2007) um texto sobre a Byblos. A fotografia que acompanha o post foi retirada igualmente da fonte.

Abriu hoje nas Amoreiras, em Lisboa, a Byblos. Apresentada como sendo a maior livraria portuguesa, reza a publicidade que dispõe de cerca de três mil e quinhentos metros quadrados de área disponível; um fundo editorial de perto de cento e cinquenta mil títulos; secções de revistas e jornais, CD e DVD; estantes robotizadas com software que permite a localização dos produtos por intermédio das etiquetas RFID; 54 ecrãs LCD distribuídos pelos dois pisos para divulgação de novidades, lançamentos, promoções e tops; mais 34 ecrãs tácteis para o cliente localizar com rapidez o que procura; caixas equipadas com sistema de radiofrequência, permitindo leitura óptica das etiquetas em pilha até 80cm; um auditório com 137 lugares; um gabinete de primeiros socorros; uma cafetaria e... uma área de videojogos! Além de, naturalmente, um sítio de compras online. Parece que tudo isto representa um investimento de quatro milhões de euros. Aparentemente, só não tem sex-shop, capela e SPA. Ontem à noite, durante a gala de inauguração — adiada mais de uma vez para coincidir com a agenda da ministra da Cultura —, ainda estavam inoperantes os ecrãs tácteis. E a secção de revistas e jornais também se mantinha fora de serviço. OK. Com tanto social, quem é que ia à procura do Le Monde ou da Vanity Fair...? A questão do site é que me faz muita confusão. Primeiro, a pesquisa simples não permite busca por autor, uma limitação extraordinária. Segundo, no momento em que escrevo, os “destaques” são livros que deixaram de ser novidade há muito tempo, o que seria compreensível num alfarrabista. E são quase todos da mesma casa editora. Não viria daí grande mal se fosse possível encontrar outros. Mas não. Introduzi vários títulos, correctamente grafados, obtendo como resposta: «Não foram encontrados resultados no Catálogo Byblos que obedeçam aos critérios de pesquisa indicados.» Optei pela pesquisa detalhada, introduzindo o ISBN de livros que tenho à mão, tendo escolhido dez publicados este ano, entre Abril e Novembro, e outros dez publicados em 2006. Resultado: zero. Querem ser levados a sério? Também verifico que há um top de vendas. Tendo a livraria aberto hoje, é o chamado top em tempo real... Portanto, desejo boa sorte aos passeantes.E não fui só eu.


José Mário Silva teve idêntica dificuldade.


por Booktailors às 10:58 | comentar | partilhar

Qua, 19/Dez/07
Hoje, no jornal Público, via agência Lusa.

Instituto Camões e ISCTE estudam valor económico do português

O Instituto Camões (IC) está a elaborar, em parceria com o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) um estudo para determinar o valor económico da língua portuguesa, anunciou hoje a presidente do IC.

“Estamos a elaborar um estudo com o ISCTE que terá a duração de dois anos. No primeiro, pretendemos determinar o valor económico da língua portuguesa, e no segundo o seu peso económico”, disse aos jornalistas Simonetta Luz Afonso à margem do colóquio “Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas”, que decorre hoje e amanhã em Lisboa.

De acordo com a responsável este estudo surgiu na sequência da necessidade de se “quantificar o valor económico da língua portuguesa, que se sabe que existe”.

“Recebemos muita informação dos leitorados nas universidades estrangeiras que nos permite perceber que há uma procura crescente pelo português, onde tradicionalmente não se ensina língua portuguesa”, afirmou a presidente do IC.

De acordo com Simonetta Luz Afonso, o ensino da língua portuguesa está a ser muito procurado em cursos como Economia, Direito, Arquitectura, Engenharia, Jornalismo, Medicina, entre outros.

Novas oportunidades de trabalho

“Essa procura fez-nos pensar que tem a ver com o interesse que a língua portuguesa tem para as novas oportunidades de trabalho e pela procura de novos mercados, porque quem vende tem de falar a língua de quem compra”, afirmou.

“A língua portuguesa é uma língua que permite trabalhar e negociar fora da Europa e a União Europeia tem de olhar para as línguas de dois pontos de vista: as que têm mais falantes e as que permitem trabalhar fora da Europa”, defendeu a responsável.

Nesse sentido, Simonetta Luz Afonso sublinhou que o português “não é apenas a língua de 10 milhões habitantes que vivem na Europa”, mas de mais de 200 milhões em todo o mundo.

Relativamente ao Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), que vai passar para a tutela do IC durante 2008, Simonetta Luz Afonso adiantou que vai precisar de “um ano para inserir o ensino básico e secundário a partir do momento em que receber os ‘dossiers’ e o orçamento do EPE”.

“Vamos também pensar o que vamos fazer em cada um dos países. Cada universidade onde estamos tem a sua política própria e com o ensino básico e secundário é a mesma coisa. Cada país tem as suas regras”, afirmou.

O colóquio “Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas” termina quarta-feira e conta com a participação de coordenadores do ensino no estrangeiro, conselheiros das comunidades e especialistas.

Addenda Booktailors

Lamentamos somente que não seja referido o mercado de produtos culturais de origem portuguesa, pois as indústrias criativas (cinema, música, livros, etc.) nacionais já têm alguma competitividade e boa parte dos motivos da sua não presença lá fora (que mais não seja na comunidade lusófona emigrante) deve-se ao ICEP, que sempre o desconsiderou, demonstrando por vezes preconceitos que boa parte da indústria já não tem.


por Booktailors às 10:51 | comentar | partilhar

Ter, 18/Dez/07
Ter, 18/Dez/07
Via Jornal de Negócios (Ana Luísa Marques).

A Explorer Investments, capital de risco português, adquiriu 75% do capital da Oficina do Livro, anunciou o grupo editorial em comunicado.

"A Explorer Investments, através do Fundo Explorer I, concluiu a aquisição de 75% do capital da editora/distribuidora Oficina do Livro/Notícias, que publica as chancelas Oficina do Livro, Casa das Letras e Estrela Polar", esclarece o comunicado da Oficina do Livro.

António Lobato Faria, gestor e editor da editora, mantém a sua participação de 25% no capital da empresa e a direcção geral.


por Booktailors às 14:31 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Ter, 18/Dez/07

Joana Serrado, jovem poetisa, licenciada em Filosofia a actualmente na Holanda a fazer o doutoramento, volta a reincidir nos prémios.

Após ter ganho o Prémio Daniel Faria 2006 (Quasi/CM Penafiel) com o seu primeiro livro «Tratado de Botânica», voltou a ganhar um prémio com o seu segundo livro «Emparedada/Uit de Muur», desta feita o Prémio Hendrik de Vries, do município holandês de Groningen.

Via Helder Marques.

Foto da autora, retirado do blogue de Joana Serrado, Tratado de Botânica.

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por Booktailors às 09:57 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Seg, 17/Dez/07
Seg, 17/Dez/07

Segundo a Agência Lusa, a certificação de manuais escolares pelo Ministério da Educação, imposta pelo governo, terá um custo de 2.500,00 euros cada, segundo uma portaria divulgada hoje.

«O Ministério da Educação divulgou hoje uma portaria e dois despachos, aprovados pelo Governo, que regulamentam o regime de avaliação, certificação e adopção dos manuais escolares, que aguardam agora publicação em Diário da República.

Segundo o primeiro despacho, o valor máximo da comparticipação da tutela nos custos da avaliação e certificação de manuais escolares pelas entidades acreditadas é fixado por protocolo, não podendo exceder os 7.500 euros por cada livro.

Podem candidatar-se à acreditação para avaliação dos manuais instituições de ensino superior público, suas unidades orgânicas e departamentos, associações profissionais de professores, sociedades ou associações científicas e associações ou consórcios constituídos para o efeito.

O despacho estabelece ainda os critérios de avaliação para certificação, como o rigor linguístico, científico, conceptual, a adequação ao desenvolvimento de competências, a conformidade com os programas e orientações curriculares, a qualidade pedagógica e didáctica e a possibilidade de reutilização, entre outros.

Outro dos diplomas, igualmente assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, a 30 de Novembro, define o calendário das adopções de manuais escolares a partir do ano lectivo de 2008/09 até 2015/2016.

Em 2008 serão já adoptados para o ano lectivo 2008/09 os manuais de todas as disciplinas curriculares do 9º ano, à excepção dos livros das cadeiras de Língua Portuguesa e de Matemática, por exemplo. O período de vigência é de seis anos.

O terceiro documento aprovado pela tutela define os conceitos e procedimentos para divulgação e adopção formal dos manuais escolares a seguir pelos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.

De acordo com a portaria, a adopção de manuais escolares é da competência do órgão de coordenação das escolas, sob propostas dos departamentos curriculares em que se integre a respectiva disciplina.

A lista dos manuais certificados e dos respectivos preços é divulgada pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC).

O processo de apreciação, selecção e adopção dos livros decorre durante quatro semanas, a partir da 2ª semana do 3º período do ano lectivo anterior ao início da vigência dos manuais escolares.»


por Booktailors às 20:25 | comentar | partilhar

Seg, 17/Dez/07
Hoje, no Jornal de Negócios, Miguel Marti deu uma entrevista ousada, onde afirmou algumas das suas ideias para a Direct Group em Portugal, nomeadamente a aposta nos diversos elos da cadeia de valor (50 milhões nas livrarias), 2 ou 3 milhões nas plataformas de distribuição, e maior integração do grupo, nomeadamente em termos de TIC.

Também referiu não ter problemas de tempo nem de dinheiro, estando preparado para a concorrência com o grupo «X» (de Miguel Pais do Amaral/Isaías Gomes Teixeira), reforçando outras declarações recentes que diziam pretender ser o 1.º grupo editorial português.
Mais ainda, Miguel Marti afirmou estar pronto para licitar as editoras de Pais do Amaral, caso o mesmo as quisesse vender.

É caso para dizer: «Se não fosse para ganhar...»


por Booktailors às 20:24 | comentar | partilhar

Seg, 17/Dez/07

Com Pratchett quase todos se riem e se deslumbram com o seu mundo mirabolante e repleto de referências, mas a notícia de hoje não é para rir:

Prachett anunciou no seu site que sofre de uma variante grave de Alzheimer. O mesmo já veio dizer que «ainda não estou morto» e pretende acelerar os compromissos de escrita de quem para os próximos tempos.

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por Booktailors às 19:50 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Seg, 17/Dez/07
O Luis Gaspar é uma figura incontornável da publicidade. Não só por que é, na minha opinião, o melhor locutor de publicidade português (e se o nome deste profissional por si só não vos diz nada, cliquem num dos links abaixo, e já vão perceber o que quero dizer), mas porque não há bicho-careta no mundo da publicidade português que, segunda-feira pela manhã, antes ou depois do café matinal (no meu caso era durante) não se sente em frente ao monitor para passar pelo Truca – um blog que já era um blog, mesmo antes de se chamarem blog a uma plataforma como esta.

Os projectos Estúdio Raposa e Poesia Erótica
E se dúvidas houvesse da capacidade de actualização e actualidade deste profissional, veja-se o projecto Estúdio Raposa e Poesia Erótica. Tanto num como noutro, temos a possibilidade de escutar na maravilhosa voz de Luis Gaspar textos escolhidos por este, que são, de forma absolutamente graciosa, cedidos para nosso gáudio. No Estúdio Raposa, podemos ouvir Fernando Namora, José Rodrigues Miguéis, António Ramos Rosa, entre muitos, mas mesmo muitos, outros.

Já no outro website, Poesia Erótica, como o próprio nome indica, temos acesso a podcasts de outra índole. Podem ouvir aqui. Deste website, recomendo o post relativo ao Eça.

As motivações
Luis Gaspar decidiu criar esta plataforma como forma de combater a frustração tantas vezes sentida pelos publicitários, após o corte e costura submetido por outros elos da cadeia de valor da publicidade. Luis Gaspar, e todos os publicitários, sabem bem que raramente o trabalho inicialmente desenvolvido acaba por ser o final.

Mais, e nas palavras do próprio, " o facto de ter sido na Rádio que iniciei a minha actividade profissional, logo, vítima do conhecido bichinho da dita, assim que surgiu o podcast, aproveitei a oportunidade para enterrar frustrações e ler (só para quem quiser ouvir) os textos dos meus “copies” preferidos no tom de voz que me der na gana. Os podcasts nasceram nos EUA (tinha de ser) no início de 2005 e em Junho desse ano, entre os 5 primeiros em língua portuguesa, lá estava o Estúdio Raposa. "

Luis Gaspar, fala ainda da importância de alguns professores, nomeadamente "Sebastião da Gama e Virgílio Couto, que usavam a poesia como isco para levar os meninos e amarem a sua língua".

O acervo
O Estúdio Raposa, com três anos de idade, «através dos programas “Palavras de Ouro” e “Lugar aos Outros” , “Contos tradicionais portugueses” e dois audiobooks, (“Romance da Raposa” de Aquilino Ribeiro e “Diário de um Louco” de Gógol) colocou na Internet perto de 200 programas, com a duração média de 20 minutos, onde se podem ouvir biografias e trabalhos de largas centenas de autores desde os mais consagrados, aos pouco conhecidos e muitos dezenas de desconhecidos". Contas feitas, seria possível produzir perto de 66 CD.


por Booktailors às 08:34 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Dom, 16/Dez/07
Dom, 16/Dez/07
Hoje, no DN, artigo de José Mário Silva, intitulado "Número de novos títulos em 2007 não cresceu". A fotografia, não creditada na fonte, foi retirada do link acima. Aqui fica um excerto, referente ao número de títulos publicados em 2007.

Se o Natal continua a ser "o período de ouro do comércio do livro" (só seguido de perto pelo mês de Junho, em que se realizam as principais Feiras do Livro), António Baptista Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), chama a atenção para o facto de a suposta avalanche de novos títulos editados não ser tão grande como poderia supor-se. Ou, pelo menos, a realidade dos números dá a entender que o ano de 2007 e o de 2006 se equivalem. Segundo números fornecidos pela APEL, até final de Novembro foram publicados em Portugal 13 976 novos livros, enquanto em 2006, no período homólogo, tinham sido lançados 14 034 títulos (ou seja, uma variação, mínima, de 0,004%).

Não havendo ainda estatísticas fiáveis sobre o volume de negócios (velha aspiração do sector livreiro), Baptista Lopes destaca o surgimento, esta semana, da maior livraria do país: a Byblos das Amoreiras, em Lisboa. "Embora nasça do sonho de um homem, Américo Augusto Areal, que não representa mudanças no restante panorama, é uma aposta fortíssima no livro que merece ser saudada."


por Booktailors às 11:30 | comentar | partilhar

Sáb, 15/Dez/07
Sáb, 15/Dez/07
José Mário Silva, no seu Bibliotecário de Babel, aponta para a inoperacionalidade do website da Byblos «um dia depois da abertura ao público», sem que «sequer exista um esboço na Internet (ou fora dela) da badalada "vasta programação cultural"». Para ler tudo aqui.

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por Booktailors às 11:56 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sáb, 15/Dez/07
A coluna Ciberescritas, de Isabel Coutinho, do suplemento Digital de hoje é dedicada à Byblos – na sua vertente mais tecnológica.

O texto, publicado na página 11 do referido suplemento, tem o título de Uma nova livraria em Lisboa e na Internet.

A livraria Byblos, que ontem abriu ao público em Lisboa, é o acontecimento da semana. Américo Areal, ex-proprietário das edições Asa, andou a visitar livrarias pelo mundo e quis trazer para a sua livraria em Lisboa o que mais lhe agradou. Por agora, há uma livraria no edifício Amoreiras Square, mas para o ano Areal quer abrir outra no Porto e a seguir, em outros locais do país. A Byblos tem um site na Internet que servirá antes de tudo como base do catálogo, que por agora tem 120 mil títulos disponíveis mas que vai chegar aos 150 mil. A seguir, e esta é uma das inovações da Byblos, cada cliente terá um cartão que, quando estiver activo, vai-lhe servir para muita coisa.

Imagine-se em casa, sentado ao seu computador, ligado à Internet e a ver o site da Byblos. Procura uma série de livros através da pesquisa detalhada e escolhe alguns para adicionar à lista de preferências. Nessa altura é-lhe pedido o seu nome de utilizador e palavra-chave, aquelas que deu quando se registou pela primeira vez no site. Fica então com uma série de livros na sua lista de preferência. Sai de casa e chega à livraria na Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, nº 17, nas Amoreiras.

Aproxima o seu cartão de um dos 34 computadores com ecrãs tácteis que existem na livraria e a máquina reconhece o cliente e abre uma página com as suas indicações. Aí aparece, entre outras coisas (por exemplo, a agenda de eventos de temas que lhe interessem), a sua lista de preferências. Pode pedir à máquina para imprimir a lista. Nesse papel aparecem as referências da localização exacta de cada livro, porque as estantes (E), mesas (M) e gôndolas (G) da livraria estão numeradas e as respectivas prateleiras estão referenciadas por ordem alfabética.

E cada cliente pode ir procurar os seus livros sem precisar de passar por nenhum funcionário. Além disso, os responsáveis da Byblos ficam assim a saber quais os livros que são mais pesquisados e procurados, quais os seus gostos, etc. O cartão Byblos também serve de portamoedas. O cliente vai ao Multibanco e pode carregá-lo com a quantia que quiser. “Os pais podem dar aos filhos e serve como uma espécie de porta-moedas. E também é muito útil para quem faz compras na Internet”, explica Américo Areal. “Quanto se chega a casa e se vai ao site da livraria, aparece essa quantia no saldo e fazem-se as compras”, sem precisar de colocar o número do cartão de crédito, o que ainda assusta algumas pessoas.

Quando tudo estiver a funcionar na livraria nas Amoreiras, e como a Byblos utiliza a identificação por radiofrequência (RFID), vai ser possível chegar à caixa de pagamento e colocar os livros, DVDs CD ou videojogos que queremos comprar no tapete (numa pilha até 80 cm de altura), e a lista e a soma de todos os produtos aparecerá no ecrã numa fracção de segundo. Se o cliente tiver também o cartão da Byblos activo e com saldo poderá nem ter que se preocupar em pagar. Só precisa de o mostrar, que o sistema também o lê.

A partir de Março, a Byblos irá organizar semanas temáticas, com actividades dedicadas aos mais variados assuntos, que podem incluir uma prova de vinhos, uma mostra de queijos ou recitais de poesia. A agenda vai estar disponível online.

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por Booktailors às 11:51 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
Sex, 14/Dez/07
«No âmbito do Plano Nacional de Leitura lançado pelo Governo de Portugal, um grupo de professores decidiu criar um concurso que pretende lançar um desafio à comunidade da Língua Portuguesa a fazer um "filme" (em vídeo ou telemóvel) a contar a sua história e provar o quanto gostam da sua biblioteca e/ou de um livro.»

Mais desenvolvimentos aqui e aqui.


por Booktailors às 15:45 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sex, 14/Dez/07
O Sindicato de Livreiros Franceses continua a sua perseguição à concorrência cibernética, após a Alapage, eis que a Amazon se vê condenada a não poder oferecer os portes gratuitos aos compradores franceses. O motivo: concorrência desleal, por esta prática fazer com que o preço do livro fique abaixo dos 5% do Preço Recomendado.

Concorrência desleal ou incapacidade para concorrer, a Lei Lang continua a fazer correr muita tinta, e as vantagens de preço continuam a perder para a externalidades positivas de mérito e a defesa de um mercado com critérios de qualidade instituída.

No New York Times.

Amazon Ordered to End Free Delivery on Books in France

Amazon.com may not offer free delivery on books in France, the high court in Versailles has ruled.

The action, brought in January 2004 by the French Booksellers' Union (Syndicat de la librairie française), accused Amazon of offering illegal discounts on books and even of selling some books below cost.

The court gave Amazon 10 days to start charging for the delivery of books, which should at least allow the company to maintain the offer through the end-of-year gift-giving season. After that, it must pay a fine of €1,000 (US$1,470) per day that it continues to offer free delivery. It must also pay €100,000 in compensation to the booksellers' union.

Retail prices, particularly of books, are tightly regulated in France.

Using "loss-leaders," or selling products below cost to attract customers, is illegal. Other restrictions apply to books retailers must not offer discounts of more than 5 percent on the publisher's recommended price. Many independent booksellers choose to offer this discount in the form of a loyalty bonus based on previous purchases. Larger booksellers simply slash the sticker price of books.

But the free delivery offered by Amazon exceeded the legal limit in the case of cheaper books, the union charged.

The union said it was pleased with the court's ruling, which would help protect vulnerable small bookshops from predatory pricing practices.

Amazon.com did not immediately respond to a request for comment.

Earlier this year, the union won a similar legal victory against Alapage.com, an online bookseller with operations in France, Spain and the U.K. The appeals court ruled that Alapage must pay a fine of €50,000 for illegal pricing practices including the offer of free delivery.

It's not been a good month for U.S. e-commerce sites doing business in France: last week, the French auction regulator sued eBay France for breaching rules on the conduct of auctions. The regulator said that eBay's failure to comply exposed consumers to the risk of fraud. In its defense, eBay France maintained that it is not an auctioneer and that it has "invented another way of buying and selling" not covered by the rules.


por Booktailors às 14:41 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sex, 14/Dez/07
A não perder o artigo de Francisco José Viegas, sobre Salman Rushdie, no A origem das espécies. O ponto de partida? Salman Rushdie foi feito cavaleiro pela rainha de Inglaterra em Junho de 2007. Mas isso acaba por ser o que menos importa...

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por Booktailors às 14:00 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
Hoje, no editorial do Diário de Notícias.

O negócio dos livros vive momentos de prosperidade em Portugal. Prova disso é a abertura ontem em Lisboa da Byblos, a maior livraria do País. Outra são as editoras que nascem todos os anos (algumas também morrem). E outra ainda é o interesse das multinacionais em entrar em Portugal (a Bertelsmann comprou a Bertrand e o Círculo de Leitores).

Já se publica muito em Portugal - 14 mil livros até finais de Novembro. E também se deve vender, já que, apesar de ninguém revelar números, sabe- -se que a Fnac obteve por cá um sucesso inesperado (só Paris tem mais lojas do que Lisboa) e que a Bertrand tem vindo a alargar a sua rede a uma série de cidades médias.

O que significa que, apesar de sermos um país com fama de pouco ler, existe hoje uma minoria robusta que alimenta, e bem, o negócio do livro. Há quem afirme desses milhares de novos leitores, a maioria procura apenas entretenimento e não literatura, mas isso é entrar no campo dos relativismos. E há novos leitores, sim é uma certeza. E que os livros são um bom negócio, também ninguém duvida.

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por Booktailors às 13:50 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
Hoje, no Público, página 18, um artigo de Luis Miguel Queirós, com o título " Margarida Rebelo Pinto perde processo contra PÚBLICO".

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão de não levar a julgamento o sociólogo João Pedro George, as jornalistas Isabel Coutinho, do PÚBLICO, e Rute Coelho, do 24 Horas, e ainda os directores destes dois jornais, acusados pela escritora Margarida Rebelo Pinto do crime de difamação.

Em causa estava um extenso post publicado por João Pedro George no blogue Esplanar — de que as duas jornalistas deram notícia nos respectivos jornais —, no qual este afi rmava, socorrendo-se de exemplos, que Rebelo Pinto “copia frases de uns para outros livros, utiliza citações de escritores sem lhes atribuir a origem, tem deslizes de ortografi a e comete erros gramaticais”.

No mesmo texto, João Pedro George dizia ainda não ter dúvidas de que “Margarida Rebelo Pinto ‘é um caso mental’”, numa alusão expressa ao ensaio O Caso Mental Português, de Fernando Pessoa, onde o poeta acusa os escritores portugueses de serem “parasitas de si mesmos, plagiando- -se indefi nidamente”.

A visada processou o autor do blogue e os jornalistas, tendo o Ministério Público, numa primeira fase, acompanhado a acusação. Os arguidos requereram a abertura de instrução e o juiz de instrução decidiu não os pronunciar pelo crime de que vinham acusados. Margarida Rebelo Pinto recorreu para a Relação, argumentando, designadamente, que o juiz aduzira “fundamento não verdadeiro” para relevar a expressão “caso mental”, que, segundo a autora, qualquer leitor consideraria “como sinónimo de ‘atrasada mental’, ‘demente’, ‘maluca’ ou outra qualquer situação relacionada com o foro psiquiátrico”. A Relação confirmou a decisão do juiz de instrução de não pronunciar os arguidos e recusou provimento ao recurso interposto por Margarida Rebelo Pinto.

João Pedro George, após ter publicado o texto no seu blogue, veio a editá-lo em livro, com o título Couves & Alforrecas: Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto. A autora e a sua editora, a Oficina do Livro, tentaram evitar a publicação da obra interpondo uma providência cautelar, mas o tribunal não lhes deu razão.


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Sex, 14/Dez/07

Foto de Miguel Dantas /Público.


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Sex, 14/Dez/07

Sob o título Primeiras impressões, José Mário Silva faz um balanço à experiência Byblos.

Ainda é cedo para formar uma opinião sobre a Byblos. Em dia de inauguração solene, com gente a mais e sem ter experimentado as anunciadas novidades tecnológicas, não foi possível aferir as vantagens e desvantagens do ”novo conceito de livraria”. Eis de qualquer forma, telegráficas, as minhas primeiras impressões.

Aspectos positivos
- O espaço. Amplo, bem pensado, com recantos e nichos que criam pequenos habitats autónomos, dentro do ecossistema global da Byblos. Apesar da imensa extensão da loja, nunca sentimos o seu gigantismo. É como se houvesse várias livrarias dentro da livraria.

- A utilização. É fácil circular e aceder aos livros. A informação está em todo lado (através de plasmas) mas sem ser impositiva. Usando a terminologia informática, este é um modelo user friendly.

- A oferta. Há muito por onde escolher. Muito mesmo. E o que não fica à vista está no armazém, acessível em poucos minutos (se o prometido fundo editorial funcionar). Para já, fiquei com vontade de explorar melhor a secção dos livros estrangeiros, que me pareceu bem fornecida.

- O potencial. Quando estiver a funcionar a 100%, a Byblos pode tornar-se um ponto de encontro para quem não se contenta em dar uma vista de olhos nas novidades. E um perigoso sorvedouro para bibliófilos com cartão de crédito.


Aspectos negativos
- O acesso. Um dos grandes segredos para o sucesso da Fnac foi o facto de ser ter instalado em lugares próximos de estações de metro. A Byblos, pelo contrário, ocupa dois pisos de um edifício na fronteira entre as Amoreiras e Campo de Ourique. Ir para ali de transportes públicos parece-me complicado. Levar carro, idem aspas: faltam lugares de estacionamento nas redondezas e os parques enchem com facilidade (para além de não serem baratos). A haver um calcanhar de Aquiles no projecto, pode muito bem estar aqui.

- A arrumação. A Byblos foi montada em contra-relógio e isso, na primeira noite, notou-se. Se algumas secções estavam impecáveis, noutras percebia-se que foi tudo colocado nas prateleiras a trouxe-mouxe, na vertigem da urgência. Só um exemplo: na estante dedicada aos livros de crónica, estavam os clássicos gregos, mais o Paraíso Perdido do Milton e o Decameron do Boccaccio. Nada que os ajustes dos próximos dias não possam corrigir.

- A menorização da poesia. Numa livraria tão grande, como é que se justifica que a poesia (portuguesa e estrangeira) fique limitada a duas estantes, bem menos do que oferecem as Fnacs? Além disso, a um primeiro olhar, faltam autores fundamentais (Herberto Helder, Fiama Hasse Pais Brandão, entre muitos outros), embora pululem por ali dezenas de fraquíssimas edições de autor. Bem sei que no fundo editorial podemos encontrar o que nos interessa, mas as estantes devem ser sempre um espaço nobre para cativar leitores. Como estão, duvido que entusiasmem um único amante de poesia.

- A importância relativa das secções. Há demasiados best-sellers para o meu gosto, demasiados livros de auto-ajuda e demasiados coffee table books (a ideia é vender, eu sei, mas estes enormes espaços moldados pela ditadura do marketing, com pirâmides de livros por todo o lado, surgem-me como uma forma de poluição visual). Além disso, faz-me espécie ver quatro estantes dedicadas à gestão e duas aos “recursos humanos”, quando a poesia está numa espécie de gueto minúsculo.

- A iluminação. Julgava que este seria um ponto forte, mas o sistema de focos e pontos de luz pareceu-me mais próximo da atmosfera típica dos centros comerciais do que das livrarias cosy, em que uma pessoa gosta de perder horas a bisbilhotar capas, contracapas, badanas e inícios de capítulos.

Resta a questão central: haverá viabilidade económica para uma mega-livraria que também vende CD’s e DVD’s (estes sem desconto), mas não oferece a parafernália de electrodomésticos e gadgets electrónicos que contribui, em larga medida, para o enorme volume de negócios da Fnac?


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Sex, 14/Dez/07
Prémio Pessoa 2007 atribuído à historiadora Irene Pimentel, publicada recentemente pela Esfera dos Livros. Deixamos aqui a notícia disponível na SIC Online. A foto é retirada do site da Esfera dos Livros.

Júri distingue historiadora. O Pémio Pessoa foi este ano atribuído a Irene Flunser Pimentel, historiadora que recentemente publicou um estudo sobre a polícia política PIDE.

A atribuição do prémio foi anunciada cerca das 12h00, no Grande Real Villa Itália Hotel & SPA, em Cascais, pelo presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão.

Irene Pimentel é, de acordo com o comunicado do júri, "uma das figuras mais notáveis da actual historiagrafia portuguesa". Com recentes trabalhos publicados em 2007 sobre a história da PIDE, a Mocidade Portuguesa Feminina, os judeus em Portugal e a história das organizações femininas do Estado Novo, Irene Pimentel estuda "temas difíceis e polémicos".

Os seus livros, afirma o júri, "nunca negam adesão à causa das liberdades e dos direitos humanos, num esforço de rigor intelectual e objectividade académica".

O prémio tem um valor de 50 mil euros e será entregue no primeiro trimestre de 2008.

Biografia
Irene Flunser Pimentel licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, em 1984.

Concluiu o mestrado em História Contemporânea (variante Século XX) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo.

É investigadora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colabora ainda em permanência, desde 1994, na revista História, da qual foi editora até final de 2001. Publicou diversos artigos de História em jornais e revistas portuguesas e estrangeiras, sobre diversas instituições do Estado Novo - organizações femininas e de juventude, polícia política -, a Segunda Guerra Mundial, o nacional-socialismo alemão e o Holocausto, entre outros temas.

Colaborou em enciclopédias, dicionários e obras conjuntas. Participou em exposições, colaborou em documentários e programas de rádio e televisão e intervém regularmente em colóquios, conferências e seminários. É autora dos seguintes livros: História das Organizações Femininas do Estado Novo, "Textos relativos a Portugal" in Contai aos Vossos Filhos. Um Livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-1945, de Stéphane Bruchfeld e Paul A. Levine, Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira, Fotobiografia de José Afonso e "A PIDE/DGS, 1945-1974".

Prémio Pessoa
O Prémio Pessoa é um dos importantes galardões do país, atribuído anualmente a uma figura de nacionalidade portuguesa com "intervenção relevante na vida científica, artística ou literária".

Este ano, o anúncio do prémio, no valor de 50 mil euros, foi feito em Instituído em 1987 pelo semanário Expresso e a empresa Unysis, o galardão já distinguiu 20 personalidades das áreas artística e científica.

Luís Portugal Devesa (Unysis) é o vice-presidente do júri, ainda composto por Alexandre Pomar, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo de Souto Moura, João Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Vieira Nery e Rui Magalhães Baião.

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Sex, 14/Dez/07
Hoje, no Diário Digital (11h43), um artigo da agência Lusa com o título "As editoras livreiras portuguesas estão a apostar em África."

As editoras livreiras portuguesas estão a apostar em África, colocando no mercado títulos de ficção e não-ficção de temática africana, disseram à Lusa profissionais do sector.

Tony Tcheka, pseudónimo literário do poeta e jornalista guineense António Soares Lopes radicado em Portugal, interpreta a edição de títulos de temática africana como reflexo de «políticas editoriais».

«Não há uma tradição de escritores portugueses a escrever sobre África. Tem havido, aqui e ali, mais edições que versam questões diferentes de África, mas não acho que tenham grande valor representativo na orientação do mercado. São mais as políticas editoriais», disse.

«O mercado não está devidamente abastecido de livros dentro dessa temática, mas ultimamente têm acontecido alguns casos de escritores português com alguma sensibilidade para questões africanas», acrescentou.

Baptista Lopes, presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), reconhece que não há informação estatística que permita fazer a leitura da aposta na temática africana, mas deixa tudo em aberto.

«Não temos - admitiu - uma informação estatística que permita chegar a essa conclusão, mas há duas ou três notas que parecem apontar para isso: o facto de nós portugueses termos sido potência colonizadora em África, a recente realização em Lisboa da II Cimeira UE/África - com a presença de líderes políticos africanos - e o facto de alguma edição estar relacionada com a guerra colonial».

«África exerce um fascínio nas pessoas que lá viveram. Com a descolonização vieram cerca de meio milhão de pessoas (para Portugal) e a isto a actividade editorial não é alheia», observou.

Anualmente são editados entre 14 mil e 15 mil títulos em Portugal, e, para Baptista Lopes, estes números devem ser interpretados numa dupla perspectiva.

«Temos de olhar para o mercado numa dupla perspectiva: a do consumidor e a do produtor. Só se publica porque há quem produza, quem cria, e esse é um aspecto que deve ser considerado, depois temos um mercado exíguo, no que diz respeito ao consumo propriamente dito», destacou.

«Os editores são essencialmente mediadores e vivem de dar forma a essa criatividade», disse.

É ainda Tony Tcheka quem situa esta opção editorial: «O êxito editorial de Miguel Sousa Tavares, por exemplo, pode levar as editoras a reforçar a aposta em livros sobre o tema», afirmou, referindo-se ao êxito de vendas do romance «Equador».

Mas poderá falar-se de coincidência temporal quando se registam sucessivas edições de livros de ficção e não-ficção relacionados com África ou as políticas editoriais assentam no facto de já se terem passado mais de 30 anos sobre as independências das ex-colónias portuguesas em África?

Para Tony Tcheka, existem «razões históricas e culturais». «Se algum fantasma houve, já teve tempo para ser exorcizado», considerou.

«O que é de lamentar é que não haja mais, uma vez que há um percurso comum percorrido. A melhor forma dos povos se conhecerem é através da literatura», defendeu.

Andreia Peniche, coordenadora editorial da Afrontamento, refere que a sua editora continua a prosseguir os objectivos de quando foi criada em 1963.

«Hoje em dia continuamos a publicar muito sobre África, porque houve a estabilização histórica e um dos nossos eixos centrais das nossas edições são as ciências sociais e nesse sentido a nossa história recente passa evidentemente por África», salientou.

Quanto à existência de mais títulos editados sobre África, Andreia Peniche reconhece a tendência.

«Creio que sim - disse - Acho que neste momento África não é só um exorcismo do passado. A nossa história recente, e há uma parte trágica, passa por África, mas porque África é também já um tema de ficção portuguesa, que se expandiu a outra áreas da escrita», como os trabalhos resultantes de investigações no domínio das Ciências Sociais.

Na Editorial Caminho, Esmeralda Silva, responsável das relações com a comunicação social, lamenta que os autores do seu catálogo não tenham obras para editar, porquanto o mercado, nota, passou a ter recentemente mais títulos de temática africana.

A prazo, anunciou, a Caminho vai editar novas obras do moçambicano Mia Couto, que «está a escrever um romance, que sairá em 2008», e do angolano Luandino Vieira, que em 2006 publicou o primeiro volume da trilogia que está a preparar, denominada «De Velhos Rios e Guerrilheiros».

Duarte Azinheira, relações públicas da Assírio & Alvim, reconhece que, embora a temática não faça parte da política da sua editora, «há mais títulos sobre o assunto nas livrarias».

Carlos Vale Ferraz, pseudónimo literário de Carlos Matos Gomes, oficial do exército que cumpriu comissões durante a guerra colonial em Angola, Moçambique e Guiné nas tropas especiais «Comandos», e que lançou quinta-feira em Lisboa o seu sétimo romance, intitulado «Fala-me de África», concorda que actualmente se publicam mais livros de e sobre África.

«Há uma nova geração de escritores que passou por essa experiência (guerra colonial), uns ainda enquanto jovens e outros mais jovens ainda como viajantes do mundo e que foram a África», assinalou.

A opção pelo tema África não tem a ver com qualquer tipo de ajuste de contas com a História.

«Não tem nada a ver com traumas que eu penso, aliás, nunca existiram muito aqui em Portugal - há determinadas elites que têm -, mas de resto hoje em dia as pessoas estão a escrever à vontade, contam todo o tipo de histórias que passam por África e há uma nova geração que fala e conta histórias à volta disso», vincou.

A tendência de livros de temática africana «assaltarem» as livrarias coincide com a criação da primeira Biblioteca Portuguesa de Estudos Africanos, que pretende divulgar a realidade de todos os países de África e não apenas dos lusófonos, apresentada oficialmente sexta-feira em Lisboa, num encontro internacional de especialistas em assuntos africanos.

A Biblioteca Portuguesa de Estudos Africanos vai funcionar nas instalações do Centro de Estudos Africanos-Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (CEA-ISCTE).

Diário Digital / Lusa


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Sex, 14/Dez/07
Hoje no Diário de Notícias. Por Maria João Pinto, com o título "Byblos abre hoje ao público com uma oferta de 80 mil títulos ".

Megalivraria das Amoreiras foi ontem à noite inaugurada

A primeira loja da cadeia Byblos Livrarias abre hoje as suas portas ao público nas Amoreiras, em Lisboa, com uma oferta da ordem dos 80 mil títulos. Nesta fase de lançamento, garantido fica, assim, mais de metade do universo de 150 mil títulos que se propõe disponibilizar no curto prazo, entre novidades e fundo editorial, sua área de especialização.

"Penso que esta experiência vai ser muito útil para todos, leitores, editores e livreiros", disse ontem ao DN Américo Areal, "radiante" com as palavras de incentivo que tem recebido, em particular as do "decano dos editores em Portugal, Fernando Guedes, da Verbo", relativamente à aposta que fez: criar uma livraria tecnologicamente avançada na gestão, apresentação e atendimento.

Américo Areal, que falava ao DN horas antes da inauguração oficial, realizada ontem à noite (contando com a presença da ministra da Cultura), da livraria que idealizou - "a livraria que gostaria de visitar como editor e como leitor" -, congratulou--se também com a receptividade que o projecto teve já junto dos editores, área em que ele próprio trabalhou durante 30 anos. Receptividade que, crê, se estenderá com o tempo aos "menos crédulos": na prática, lembrou Américo Areal, "teremos tudo o que os autores e editores aqui quiserem colocar". Edições de autor, referiu, já começaram também a chegar. No global, a cadência de chegada de novos produtos fixa-se em 500/semana.

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Sex, 14/Dez/07
Numa entrevista realizada por e-mail, Pedro Bernardo - editor das Edições 70, fala-nos da editora que é (um)a referência nas ciências sociais e humanas. Explicita-nos o ADN da editora, as principais vantagens na ligação com o grupo Almedina, de que valências e ferramentas faz uso para construir o cátalogo. Discute-se o futuro e a blogosfera.


Como pretendem as Edições 70 posicionar-se face ao mercado?
Embora com um ritmo de produção reduzido (cerca de 30 novos títulos por ano, mas um fundo muito activo), Edições 70 pretende ser uma casa de referência nos segmentos de publicação em que se tem vindo a especializar há mais de 30 anos – essencialmente, história, filosofia, antropologia e diversa produção ensaística sobre várias formas artísticas: estética, pintura, arquitectura, música. Onde o cliente/leitor saiba que, nas várias colecções temáticas que compõem o catálogo, poderá encontrar textos importantes, em traduções de qualidade, caso sejam originais em língua estrangeira.

Quais as áreas fortes de actuação das Edições 70 e quais lhe parecem ser os principais trunfos da editora nestas áreas?
Eu diria que a história e a filosofia e a colecção «Arte & Comunicação» (como curiosidade, e para se ter uma ideia do impacto desta última, a FNAC tem uma secção de exposição com esta designação, o que significa que a colecção conseguiu uma notoriedade invulgar, a que não será alheia a qualidade das suas propostas: Umberto Eco, Kandinsky, Bruno Munari, Leonardo Benevolo, Kevin Lynch, entre outros – ou seja, arte, design, arquitectura, urbanismo, numa interdisciplinaridade hoje pouco comum). Há, também, um grande reconhecimento da editora na área da antropologia, devido à colecção «Perspectivas do Homem», uma referência na área, pela diversidade e qualidade dos autores que a integram; não tendo hoje a pujança que a caracterizou nos anos 70 e 80, publica actualmente cerca de um título por ano. Como trunfos, referiria a notoriedade que a Editora conseguiu ao longo de mais de três décadas de publicação e o imenso lote de autores que ajudou a divulgar. A estruturação do catálogo em colecções permite, também, que o leitor identifique determinada colecção com um tema, ou uma disciplina; a médio e longo prazo, a colecção apresenta-se como uma súmula do que mais importante se publicou sobre determinada área.

As Edições 70 são parte integrante do Grupo Almedina? Quais são as principais vantagens desta aquisição?
Essencialmente, em 5 aspectos:
1. A integração no Grupo Almedina permitiu-nos beneficiar das hoje célebres economias de escala (a parte administrativa, logística e financeira foi concentrada em Coimbra, onde o Grupo está sedeado), libertando recursos para outras áreas.

2. Acesso privilegiado a uma rede de retalho própria a nível nacional, pois o Grupo Almedina não se restringe à área editorial: tem várias livrarias no país: Lisboa, Coimbra, Porto, Braga e Matosinhos.

3. Permitiu o acesso a recursos que nos permitem ponderar projectos de outra envergadura e fôlego financeiro.

4. A integração numa estrutura completamente informatizada, com a gestão profissionalizada, e com a vertente de comércio electrónico bem sedimentada, o que é essencial num catálogo como o de Edições 70.

5. Partilha de uma estrutura comercial que o Grupo tem no Brasil, e que permitirá uma maior divulgação da Editora no mercado brasileiro.

As Edições 70 fizeram um refresh muito forte do seu conceito gráfico. Quais foram os objectivos subjacentes a esta mudança?
O design das capas da Editora estava a ficar algo datado, e há já algum tempo que equacionávamos a mudança. Dito isto, pretendia-se uma imagem gráfica sóbria, mas actual. O processo foi confiado à FBA, que tem feito um trabalho excelente (e que, estou em crer, terá ainda mais frutos a médio prazo, ao criar uma marca/imagem de tremendo reconhecimento gráfico); aliás, para melhor se perceber, permitam-me citar as palavras do designer que coordenou a equipa que reformulou o conceito gráfico de Edições 70: «As intenções de simplificação e clarificação da marca acompanharam todo o projecto de design, procurando corresponder à nova planificação das colecções e ao novo posicionamento da editora.
Tal como na marca, o design das edições é determinado por uma intenção de clarificação e de procura de uma imagem elegante e distinta. Esta opção determinou que o design da editora procurasse a valorização do catálogo, através de uma cuidada selecção de imagens e de um pequeno número de fontes tipográficas que lhe conferissem identidade e singularidade.»

O novo conceito gráfico das Edições 70 trouxe mais leitores?
Estamos em crer que sim. Embora tenhamos confiança nos nossos conteúdos, o que é certo é que a exposição dos livros também obedece a critérios de apelo visual das suas capas; fruto desta nova imagem gráfica, e de um trabalho redobrado da nossa equipa comercial, as nossas obras passaram a ter maior visibilidade de exposição. Parte do trabalho no ano imediato após a aquisição consistiu em divulgar a nova imagem junto dos livreiros e, consequentemente, do público.

Que podemos esperar das Edições 70 para o futuro?
Pretendemos manter a nossa linha editorial, reforçando a aposta na qualidade dos conteúdos, no rigor das traduções, e na publicação de obras fundamentais nas nossas áreas de eleição; mas pretendemos também abrir a paleta de temas de publicação, embora em áreas que se coadunem com o espírito do nosso catálogo, como, por exemplo, na teoria política, mas não só.

O perfil de leitor das 70, pela essência do catálogo, será um leitor com uma cultura acima da média, e com forte critério na selecção dos títulos. De que forma se prepara as Edições 70 para não defraudar as expectativas de um cliente tão exigente?
No espírito da resposta anterior, há que conciliar uma boa imagem gráfica com clareza na concepção gráfica do conteúdo, rigor na selecção de títulos e na qualidade dos textos, leia-se traduções (pois a esmagadora maioria do nosso catálogo é composta por traduções). Infelizmente, a possibilidade do erro é uma espada de Dâmocles, que pode deitar a perder todo o trabalho anterior, mas os reparos que os nossos leitores nos fazem também contribuem para melhorarmos: a qualidade da edição também se faz com leitores exigentes.

As Edições 70 têm uma colecção intitulada História Narrativa. Quer explicar-nos um pouco melhor esta definição? Trata-se de uma plataforma de lançamento para o lançamento de obras na área da ficção?
Uma das colecções emblemáticas da Editora é uma colecção de história intitulada «Lugar da História», que inclui, entre outros, os principais autores da escola dos Annales, os grandes classicistas e autores reputadíssimos na sua área; contudo, a sua abordagem é essencialmente académica (e nesse sentido foi um sucesso, que ainda perdura); a determinada altura, sentimos a necessidade de alargar o género a um tipo de historiografia mais popular, na acepção mais nobre da palavra e do género, e de divulgação, e isto reflecte-se também, mas não só, num texto estruturado de outra forma e com outra linguagem: foi este o espírito que presidiu à concepção da colecção. Com o tempo, e por força dos títulos escolhidos, a colecção tem vindo a pender essencialmente para a história contemporânea. É claro que a determinada altura o editor se confronta com um título que lhe deixa dúvidas e que poderia integrar uma colecção ou outra; mas esse é um risco inerente a ter várias colecções na mesma área. Mas, voltando à pergunta, não é uma forma de entrarmos na ficção: não está nos horizontes de Edições 70 publicar ficção.

De que ferramentas faz uso para a selecção dos títulos que publica?
A tradicional análise de catálogos de editoras estrangeiras ainda é importante, embora a versão digital tenha em alguns casos substituído a versão impressa. Outra fonte importante – dada a estrutura do catálogo e as áreas em que publicamos – são as bibliografias, seja de cursos universitários ou em obras que o cargo exige que leia; mas também de leituras cruzadas (livros, internet, revistas e jornais), consultas diversas, e, igualmente importante, de sugestões de publicação: temos uma rede de colaboradores que nos vai sugerindo títulos. Publica-se hoje uma quantidade de títulos tal que para um editor é fisicamente impossível estar a par de tudo: por isso, e nas palavras do Carlos Araújo, ele torna-se um «especialista em ideias gerais»; logo, há que ser bem aconselhado. Aliás, uma das colecções, «A Construção do Olhar», é dirigida pelo José Carlos Abrantes.

Recentemente, as Edições 70 lançaram uma obra do Professor Rogério Santos, que partiu de um blog – o Indústrias Culturais. Considera que a blogosfera poderá ser um bom centro de incubação de autores e obras?
Embora não acompanhe a blogosfera com a atenção que gostaria, estaria tentado a dizer que não, mas isto apenas no caso concreto do nosso catálogo, pois publicamos maioritariamente obras de cariz académico, e a blogosfera pende mais para o imediato, para a reflexão e comentário. No caso concreto do Indústrias Culturais, para além da compilação dos vários textos publicados no blogue ao longo dos anos, o que também nos seduziu – a mim e ao director da colecção em que a obra se integra, o José Carlos Abrantes – foi a componente de explanação teórica que constitui a primeira parte do livro, que faz com a obra passe para um outro patamar, neste caso uma espécie de manual, com exemplos concretos, das indústrias que a obra aborda.


por Booktailors às 11:42 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
O JL chegou à blogosfera. Podem ver o resultado aqui. A plataforma chama-se blogue de letras e está activa desde o dia 30 de Novembro.

A Blogtailors saúda a chegada desta nova plataforma e deseja a todos os seus colaboradores as maiores felicidades. Vai directamente para a nossa lista de links.


por Booktailors às 11:33 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
"Senhoras e senhores, bem-vindos à livraria do futuro..."





Zona de restauração. E um dos espaços reservados a eventos.


O famoso robot... é verdade que impressiona mais ao vivo que numa simples fotografia...


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por Booktailors às 10:39 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
Na companhia da Ministra da Cultura, e de praticamente toda a gente, a Byblos abriu as suas portas.

Fizemos a cobertura fotográfica do evento mas, sinceramente, depois de ver o trabalho do José Mário Silva (bem que o vimos por lá de fotografia em punho...) não sei até que ponto fará sentido aqui colocar as nossas singelas fotos.

Sim, é verdade, estamos a vender caro o nosso peixe. É claro que amanhã colocaremos as nossos fotos. Não nos importamos com a comparação. Mas só amanhã. Hoje já é tarde e após tanto croquete, sumo de laranja, rissol, água, vinho, croquete, sumo de laranja, quiche, água, rissol, acho que vou simplesmente apagar a luz e dormir.

Para já roubamos uma foto ao José Mário Silva (espero que este não se importe). Podem ver as restantes aqui.

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por Booktailors às 03:25 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Qui, 13/Dez/07
Numa altura em que por cá estamos (pre)ocupados com a questão do acordo ortográfico, a Merriam-Webster escolhe uma palavra composta por doiz zeros... como palavra do ano. Uma notícia para acompanhar no site oficial da Merriam-Webster que revela ainda as outras 9 palavras do ano.

O Diário Digital (12h45) noticiou esta decisão, com um artigo sob o título "EUA: Dicionário elege «w00t» como a palavra do ano". Disponível aqui:

«W00t», uma expressão de alegria usada por adeptos de jogos online, foi escolhida como palavra do ano por uma editora norte-americana de dicionários, a Merriam-Webster.

A palavra, normalmente escrita com dois zeros em substituição do «o», reflecte uma nova direcção para o desenvolvimento da linguagem, encabeçada por uma geração que está a crescer com os jogos electrónicos e as mensagens de texto.

«O uso pode acontecer depois de uma vitória ou mesmo sem motivo aparente», afirmou a editora, acrescentando que é semelhante ao hábito de dizer «yay».

Os visitantes do site da empresa foram convidados a votar numa de 20 palavras ou frases, que foram extraídas da lista das mais procuradas ou submetidas por leitores. Em segundo lugar ficou o termo «facebook».

«W00t» derivou do obsoleto termo «whoot», que é outra forma de dizer «hoot», que significa grito ou riso irónico online, mas há quem alegue que «w00t» representa o som dos jogadores quando pulam como coelhos em «Quake III».

O site Think Geek já vende t-shirts estampadas com a expressão


por Booktailors às 17:41 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Num dia em que se falam dos 4 milhões de investimento na Byblos, o Diário Digital (16h45) noticia que um livro de contos, manuscrito e inédito, de JK Rowling, foi arrematado por 2,7 milhões de euros. As expectativas da Sotheby's eram de 70 mil euros.

A notícia tem o título "Livro manuscrito de JK Rowling arrematado por 2,7 M€".

Um livro inédito de contos manuscritos de JK Rowling foi arrematado hoje, em Londres, por 2,7 milhões de euros, ultrapassando todas as expectativas da leiloeira Sotheby`s, que esperava atingir 70 mil euros.

O livro que foi a leilão é um dos sete exemplares de «Tales of Beedle the Bard», escritos à mão pela autora da saga de Harry Potter.

JK Rowling ofereceu seis manuscritos e levou um sétimo exemplar a leilão para que as verbas angariadas revertessem para a organização Children`s Voice, que a autora fundou.

O livro foi vendido por 2,7 milhões de euros a uma empresa britânica de negociantes de arte e bateu recordes de leilões de um manuscrito de um autor vivo.

«Tales of Beedle the Bard» é o primeiro livro de contos que Rowling escreve depois de terminada a série Harry Potter, que a tornou famosa e milionária, e há referências a ele no último volume da saga, editado em Julho.

Os sete volumes de «Tales of Beedle the Bard» foram escritos à mão por JK Rowling, encadernados em couro e decorados com prata e pedras preciosas.

Para a autora, que não pretende publicar os contos, está foi a forma encontrada para «dizer adeus ao mundo em que viveu nos últimos 17 anos».


por Booktailors às 16:52 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Notícia publicada na SIC Notícias online (11h28), com o título "Livraria com mais de 150 mil títulos ".

A maior livraria de Portugal no Amoreiras Square, em Lisboa
A livraria Byblos, inaugurada esta quinta-feira, à noite, em Lisboa, será a maior em Portugal, com mais de 150 mil títulos e uma tecnologia de acesso aos livros única no mundo


A Byblos, que disponibiliza tudo o que as editoras tiverem editado no mercado português, abrirá no edifício Amoreiras Square, numa área de 3.300 metros quadrados repartidos por dois pisos.

Apesar dos livros serem o produto principal da livraria, a Byblos terá ainda CD, DVD e jogos de computador, uma cafetaria, um auditório, uma sala de exposições e uma área de venda de revistas e jornais.

A par do fundo de catálogo, a livraria apresenta ainda uma nova tecnologia de acessibilidade para que o comprador possa facilmente encontrar um dos 150 mil títulos disponíveis através de um sistema de identificação por radiofrequência.

Haverá mais de 50 ecrãs e 12 postos de atendimento espalhados pela livraria para que cada comprador aceda ao "bilhete de identidade" do livro, caso não o encontre nas estantes.

A Byblos é um projecto de Américo Areal, antigo dono das Edições Asa, que investiu nesta nova livraria cerca de quatro milhões de euros.

Anualmente, a Byblos deverá facturar cerca de dez milhões de euros, segundo as previsões do livreiro.

Em 2008, abrirá a segunda livraria Byblos, desta vez no Porto, que promete ser ainda maior do que a de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Américo Areal disse que a Byblos "não é um impulso, é um destino, um porto seguro para as pessoas procurarem o que mais gostam", e que a livraria "vai contribuir com um verdadeiro serviço público para a cidade".

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por Booktailors às 16:47 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
A Revista Visão publica hoje, páginas 156 a 174, um extenso rol de sugestões para o Natal, na área da "cultura". Além de livros (alguns a pedido), páginas 158 a 164, apresenta ainda discos e DVD. As ilustrações são de Pedro Lourenço/Who, e tem o título "153 livros discos & DVD".

Abaixo reproduzimos o número de títulos por editora referenciados pelo artigo. Excluimos desta contagem a secção "outras leituras", dado o pouco destaque que assumem na página.

Livros com maior destaque:
Bertrand: 3 obras
Casa das Letras: 3

Alêtheia: 2
Dom Quixote: 2
Sextante: 2

Cavalo de Ferro: 1
Cotovia: 1
Edições Asa: 1
Esfera dos Livros: 1
Guerra e Paz: 1
Oficina do Livro: 1
Quidnovi: 1

[Ou seja, de um total 19 livros, são referenciadas 12 editoras, sendo que as duas primeiras representam praticamente um terço do total das escolhas]


Livros com menor destaque, referenciados em textos temáticos, dedicados a álbuns, gastronomia e infantil:
Assírio e Alvim: 4
Dom Quixote: 4
Caminho: 4

Esfera dos Livros:3

Texto Editores: 2
Tinta da China: 2

Alêtheia: 1
Bertrand: 1
Casa das Letras: 1
Civilização: 1
Edições Asa: 1
Gailivro: 1
Museu Serralves: 1
Oficina do Livro: 1
Phaedon: 1
Quimera Editores: 1
Relógio de água: 1
Taschen: 1
Verbo: 1

[32 escolhas. 19 editoras. As primeiras 3 editoras (em 19) assumem só por sua conta mais de um terço do protagonismo]

Pergunta: Será que vale a pena centrar a comunicação do livro na relação com a imprensa?


por Booktailors às 13:16 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Um artigo no última hora (12h15), do Público, sobre a Byblos, por Isabel Coutinho. A foto é de Miguel Madeira / PÚBLICO.

Grande aposta em catálogo de 150 mil títulos
Byblos, a maior e mais moderna livraria portuguesa é hoje inaugurada em Lisboa
A inauguração da maior livraria portuguesa, a Byblos, um sonho antigo de Américo Areal, ex-dono das Edições Asa, está marcada para esta noite só para convidados. A livraria abre ao público amanhã, às 10h.

É um espaço gigantesco - 3300 m2 distribuídos por dois andares - e aposta no fundo editorial. Vai ter entre 120 mil e 150 mil títulos. Além de livros, a Byblos vende revistas, CD, DVD, merchandising relacionado com o livro, gifts (canetas, luzes de leitura, etc.) e tem um game center (espaço com videojogos). Ao lado das novidades, estão livros, discos, jogos e filmes que saíram há mais de seis meses e hoje são difíceis de encontrar no mercado.

É uma livraria "inteligente": usa as novas tecnologias para dar conforto ao cliente, que pode começar a gerir a sua lista de compras a partir de casa (através do site www.byblos.pt). Cada cliente terá um cartão Byblos que pode ser carregado no multibanco para compras na livraria ou no site.

Quando o PÚBLICO visitou a Byblos as tecnologias ainda não estavam a funcionar. Mas a estante robotizada com 65 mil títulos (a pesquisa faz-se num computador) já estava instalada.

Os produtos à venda estão espalhados por prateleiras, mesas, vitrinas, gavetas como em qualquer livraria. O que é inovador na Byblos é o seu mobiliário integrar um software que ajuda na localização dos livros através de etiquetas RFID - Identificação por Radiofrequência. Cada livro terá uma etiqueta electrónica que está relacionada com outra que assinala determinado lugar na prateleira. Se o livro for colocado fora do seu sítio, o sistema central detecta o erro (as prateleiras têm antenas) e envia uma mensagem de e-mail para o computador do empregado responsável por essa área na livraria. Ele tem dez minutos para colocar o livro no lugar certo.

Por sua vez, os clientes podem fazer pesquisas nos 34 ecrãs tácteis espalhados pela livraria e ficar a saber a localização exacta dos produtos que procuram. Um papel com as referências da localização é impresso pela máquina. Informações com tops de vendas, promoções e agenda aparecem nos 54 ecrãs LCD da livraria. À saída, basta ao cliente pousar os livros na caixa de pagamento (numa pilha até 80 cm de altura) e o sistema lê o conjunto de compras (através da radiofrequência) sem ser necessário passar um a um.

A Byblos tem ainda um auditório para 137 pessoas sentadas, camarim e gabinete de primeiros socorros. Na cafetaria vão servir refeições ligeiras.

A livraria vai funcionar de segunda a sábado, das 10h às 23h e ao domingo das 10h às 13h. Tem acessos pela Rua Carlos Alberto Mota Pinto, n.º 17 e pela Rua Joshua Benoliel (Amoreiras). Uma das portas dá directamente para a zona das crianças, com um barco (tem sino, leme, velas) e uma árvore com uma casa de madeira. Ali é possível brincar com jogos interactivos criados pela YDreams. Outra entrada dá para o quiosque, 280m2 com jornais e revistas especializadas.

Quatro milhões de euros
Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria", lê-se numa das paredes, e a felicidade para o dono da livraria será quando "as pessoas pensarem em livro, pensarem na Byblos". Areal vendeu a sua empresa ao grupo de Paes do Amaral e investiu quatro milhões de euros neste projecto. Para o ano quer inaugurar uma Byblos no Porto e construir uma cadeia de livrarias no país. "Hoje o livro está disponível em gasolineiras, estações de CTT, hipermercados, tabacarias. Mas quanto mais próximo, menor é a oferta", explica. "Por isso surge a tendência oposta, a das cadeias de grandes livrarias." Em França, em 2004, faliram centenas de pequenas livrarias mas a megalivraria cresceu 5,6 por cento.

"Há um vastíssimo público que não encontra resposta para as suas necessidades. Quer dar aos seus filhos o que gostou de ler e não encontra. Em todo o lado há livrarias de fundo editorial. Não seria a altura de aparecer uma em Portugal?", afirma Areal. Para o livro estrangeiro, têm acordos internacionais e na edição portuguesa andam "à pesca" dos editores mais pequenos e da edição de autor. "Quem tiver um livro venha ter connosco porque o queremos ter disponível quer fisicamente quer na Internet", pede.

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por Booktailors às 12:44 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Veja-se o comentário do Professor Rogério Santos a esta obra. Uma edição da Gradiva.

"Gloria Gómez-Escalonilla escreveu sobre políticas do livro (2007), partindo dos seguintes tópicos: 1) desenvolvimento da edição ligado ao sector privado, mas com apoio das entidades públicas, 2) desequilíbrio regional, nacional e de comunidade de países, com necessidade da excepcionalidade cultural, 3) altos índices de concentração empresarial e multinacional que prejudicam a pluralidade e diversidade nacionais e culturais...."

Continua aqui.

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por Booktailors às 12:05 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
O blog do nosso amigo e colega consultor editorial da vizinha Espanha, Txetxu Barandiarán, acaba de mudar de plataforma.

Se ainda não conhecem, aproveitem agora para ouvir uma Opinión Con Valor.

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por Booktailors às 10:39 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Hoje, no Correio da Manhã, um artigo de Dina Gusmão, sobre a abertura da Byblos, no Amoreiras Square.

"Sempre imaginei que o Paraíso fosse uma espécie de livraria”... Esta é a frase de Borges que, ao longo dos dez metros de parede que ocupa, vai saltar à vista dos convidados que nesta noite, pelas 21h00, comparecerem à inauguração da Byblos, em Lisboa: 3300 m2 de livraria, distribuídos por dois pisos no Edifíco Amoreiras Square, junto ao Centro Comercial.

“O que eu fui criticado por não escolher um português para citar nesta parede, mas esta é a frase que melhor traduz o espírito da livraria e o meu!”, explicou Américo Areal, antigo proprietário da editora Asa e actual presidente do conselho administrativo do grupo gestor da Byblos Livrarias.

“A vida é feita de ciclos e há oportunidades na vida que não se perdem. A venda da Asa, fundada pelo meu pai no ano em que nasci (1951), foi inicialmente recusada e só posteriormente decidida em família. É um novo ciclo este que hoje começa”, sintetiza.

E o que hoje, a partir das 21h00, se vai ver “é o sonho de uma vida” que tomou forma nos últimos dez anos e custou ao sonhador para cima de quatro milhões de euros mas que tem um retorno anual previsto de dez milhões, ou não fosse esta a primeira livraria a apostar nos fundos editoriais. Ou seja, todos os títulos em circulação, o que em números se traduz por qualquer coisa como 150 mil títulos. Dar com cada um destes títulos nunca foi tão fácil porque, graças a um sistema de radiofrequência, livros e estantes estão integrados numa rede informática que os identifica e localiza. Mas se o leitor for daqueles que não são muito dados às novas tecnologias não há problema, para isso lá estão 50 ecrãs de plasma e uma dúzia de postos de atendimento.

Às novas tecnologias somam-se novos espaços, fruto do cruzamento da arquitecura inglesa com o design alemão. Assim, no piso 1 temos Sala de Eventos, Quiosque, Top de Vendas, Leitura e Área Infantil, onde não falta um navio de piratas para brincar e pulseiras electrónicas para que os aspirantes a navegadores não saiam de porto seguro, ou seja, dos plasmas, espalhados por todo o lado. No piso 2, há áreas destinadas ao Livro Técnico-Didáctico, Game Center, Música e Cinema. Para recuperar energias depois de tanto quilómetro de livro, há uma cafetaria com 116 lugares sentados.

Confiante no sucesso deste “caso único no Mundo”, Américo Areal continua a sonhar e, a avaliar por este que hoje se inaugura, o céu é o limite... “Em 2008 abre a segunda Byblos, numa zona nobre do Porto, e a seu tempo, preferencialmente, uma em cada capital de distrito”, concluiu.

ÁREAS EM DESTAQUE
Infantil
Aárea infantil prima por vigilância segura e actividades diversas, com destaque para o barco-pirata e actividades multidisciplinares, sobre um chão de... areia!

Leitura
Um dos locais onde mais apetece estar... Há sofás e candeeiros, individuais ou colectivos, e ainda terminais de computador com tudo o que faz falta.

Eventos
A partir de Março há semanas temáticas, desde poesia a autógrafos, passando por projecções em auditório de documentários e ainda feiras de queijos e de vinhos.

Perfil
Américo Augusto Correia da Silva nasceu há 56 anos no Porto, a mesma idade que tem a Asa, editora fundada pelo pai, onde começou a trabalhar aos seis anos como gráfico e aos 15 como editor. Com a morte do pai, a sociedade durou sete anos entre irmão e irmã. Ela dedicou-se depois à Areal Editores, ele à Asa, aí inaugurando a era pós-livro escolar. A Areal Editores acabou vendida à Porto Editora e a Asa ao grupo de Pais de Amaral. Ciclos, diz ele... Casado com uma economista, é pai de duas raparigas e um rapaz, todos gestores. Gráfico, editor e livreiro, Américo Areal é hoje, precisamente, a partir das 21h00, um homem com um sonho realizado: o de mentor de “uma cadeia de livrarias que quer ser serviço público”.


por Booktailors às 10:21 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Um dos receios que por vezes surge associado ao marketing quando se fala de livros é o de que esta disciplina subverta por completo a relação pessoal, embora decerto transmissível, com os livros. No entanto, se tomarmos por definição que o marketing serve para aproximar o emissor do receptor, percebemos que o marketing pouco ou nada tem de subversivo.

Veja-se o caso da Quimera que lançou agora mesmo mais um volume de Marina Tavares Dias, sobre D. Carlos, o primeiro chefe de Estado Português do século XX. A autora é da casa, o volume insere-se por completo no muito interessante catálogo da Quimera, as características físicas da obra são comuns ao trabalho da editora.

Que tem isto de marketing? Qual a ligação desta obra com o título do post? É que o livro surge a poucos dias de se iniciar o ano que assinala o centenário sobre o regicídio de 1908, aproveitando-se desta forma o potencial lastro de comunicação sobre o tema. Fazendo uso da maior apetência e sensibilidade do público-leitor para a obra. Antecipando a discussão, posicionando a obra pelo pioneirismo para a discussão deste episódio da História de Portugal.


por Booktailors às 01:29 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Uma notícia do Diário Digital, que explora este interessante projecto, sob o título «Biblioteca Digital do Alentejo torna acessíveis obras raras».

Obras raras ou nunca antes publicadas, como os quatro tomos do manuscrito «Évora Illustrada», do padre Manuel Fialho, que contam a história da cidade até inícios do século XVIII, integram a Biblioteca Digital do Alentejo, hoje apresentada.

«É, talvez, a obra mais rara que temos, cedida pela Biblioteca Pública de Évora, em que o padre Manuel Fialho conta a história de Évora desde os primórdios e até ao início do século XVIII», explicou hoje à agência Lusa Ana Rita Costa, coordenadora da Biblioteca Digital do Alentejo (BDA).

A redacção da obra terá sido iniciada pelo padre jesuíta em 1690 e, hoje, os quatro tomos manuscritos (dois deles duplicados, com pequenas alterações introduzidas pelo autor) são «muito utilizados» por investigadores, sobretudo das áreas da História e da História de Arte.
«Dá pistas sobre construções e elementos patrimoniais que existiam na altura, alguns dos quais já desapareceram, e descreve todos os conventos e igrejas da cidade e tudo o que fazia parte do seu espólio. A maior parte dessas coisas foi retirada e está agora em museus«, disse.

Esta obra, que passa a poder ser consultada livremente por todos os interessados, através da Internet, na página da BDA (www.bdalentejo.pt), é um dos 320 livros digitalizados que, nesta primeira fase do projecto, já se encontram disponíveis on-line.

A BDA, desenvolvida através do Centro de Divulgação da História e da Sociedade do Alentejo (CEDISA) da Fundação Alentejo - Terra Mãe, foi hoje apresentada e lançada publicamente em Évora.
O projecto, segundo os promotores, é o único fundo documental virtual do Alentejo e a primeira biblioteca digital de expressão regional, sendo pioneiro para a valorização, preservação e difusão do património documental histórico-cultural da região.

Em especial, torna acessíveis obras raras e com interesse, de autores alentejanos e/ou temáticas referentes à região, permitindo a democratização e a promoção da igualdade no acesso ao conhecimento da história e cultura alentejanas.

«A grande vantagem deste projecto é, sobretudo, tornar acessíveis obras de difícil acesso. Qualquer pessoa com um computador ligado à Internet pode consultá-las», apontou Ana Rita Costa, destacando ainda que, desta forma, os originais são preservados.

Inicialmente, a BDA inclui obras de âmbito literário, científico, memorialístico e periodístico e, futuramente, deverá ser complementada com uma base de dados cartográfica, iconográfica e musicológica sobre a região.

«Todo o Alentejo está representado, mas o distrito de Évora, por enquanto, talvez seja o que tem mais obras, pois, um dos nossos grandes parceiros foi a Biblioteca Pública de Évora, que nos cedeu metade dos livros e manuscritos que digitalizámos«, afirmou.

Segundo a coordenadora, a »maior parte« do fundo disponibilizado são obras de literatura e monografias, nomeadamente sobre localidades alentejanas e estudos económicos e agrícolas, graças a um protocolo estabelecido com o Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa.

«Nesta fase, lançamos 30 teses de alunos alentejanos do ISA, desde meados do século XIX e até aos anos 30 do século XX, muitas ainda manuscritas e que são obras únicas», realçou, referindo que, no caso de alguns livros recentes sobre a região, em que se aplicam direitos de autor, apenas fica disponível parte da obra.

Para a concretização da BDA, foram ainda feitas parcerias com bibliotecas municipais e outros estabelecimentos de ensino, aguardando agora a coordenadora que mais instituições adiram ao projecto, assim como particulares que queiram ceder uma obra e respectivos direitos de autor.

A par da BDA, que deverá crescer a um ritmo de 100 a 150 livros digitalizados por ano, de acordo com as previsões da coordenadora, é também disponibilizado o Catálogo Bibliográfico do Alentejo, que contém dez mil registos (com a referência, mas sem o texto) de obras publicadas relativas à região.


por Booktailors às 01:25 | comentar | partilhar

Qua, 12/Dez/07
Qua, 12/Dez/07
A Byblos quer-se destacar pela relação que irá estabelecer com o cliente.
Acreditam que o seu cliente irá crescer por fidelização – consolidando-se –, mesmo que se inicie numa fase muito embrionária.
Desse modo, o lema deles é «tratar os clientes como gostaríamos de ser tratados». Entenda-se aqui que o cliente não é necessariamente aquele que compra, mas aquele que está presente na loja.

A título de exemplo, os livreiros têm instruções para informar e acompanhar sempre os clientes, não revelarem os erros ou incapacidades possível do pedido e ajustarem-se às necessidades.
Têm instruções, por exemplo, para se algum leitor utilizar o espaço apenas para leitura e não para consumo, darem todo o seu apoio nesse sentido, incluindo permitir e guardar livros com marcadores para que a pessoa possa regressar no outro dia e encontrar o seu livro no sítio desejado para prosseguir a leitura.

A qualidade do serviço é também um dos objectivos da Byblos, o que se evidencia na escolha dos profissionais para a livraria, mas também no calendário de formação contínua, ou nos testes surpresa periódicos que os obrigará a estar totalmente informados sobre o que está publicado (não sei se eles já sabiam disto, mas se não sabem, passam a estar informados).

A oferta da Byblos em termos de experiências será também alargada, com um programa de eventos bastante aliciante, havendo para o efeito dois espaços diferenciados, um mais pequeno (do tamanho dos espaços que a FNAC habitualmente reserva para o Dep. de Comunicação) e um outro maior, autónomo, com um pequeno palco e ambições elevadas, nomeadamente em termos de oferta cénica, plástica e musical.

Mas de que nos vale falar de tudo isto?
O melhor é ir dar uma vista de olhos e experimentarem vocês mesmos, o futuro da Byblos irá depender do modo como vocês se sentirem lá dentro, do modo como a Byblos corresponder às elevadas expectativas que criou.

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por Booktailors às 16:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qua, 12/Dez/07
José Mário Silva tem um novo blog, Bibliotecário de Babel, que vai directamente para a nossa lista de links.

Num dos posts, o autor explica o teor deste projecto:

Bibliotecário de Babel é um blogue sobre livros. O que está dentro dos livros, à volta dos livros, antes e depois dos livros. Com um ritmo em princípio diário, falará sobre o que se convencionou chamar “o mundo dos livros”, sobre as pessoas que os escrevem, mas também sobre aquelas que os fazem, os pensam, os vendem. Este será um espaço para reflexões sobre literatura e apontamentos de reportagem, visitas a livrarias, passagens por bibliotecas, recensões próprias e dos leitores, entrevistas, notícias, anúncios de prémios, cobertura de lançamentos e debates, etc.

Resumindo numa frase: nada do que se passa entre uma capa e a respectiva contracapa (incluindo as badanas, a ficha técnica, o ISBN) escapará ao interesse e escrutínio deste blogue. As únicas limitações coincidem com as limitações do seu autor, um ser humano falível e incapaz de esticar, por muito que tente, as parcas 24 horas de cada dia.


por Booktailors às 13:14 | comentar | partilhar

Qua, 12/Dez/07
Segundo a agência Reuters, algumas fontes próxima do Grupo Bertelsmann indicaram que poderá haver uma decisão de vender algumas das editoras integradas na Direct Group (Livros, DVD's e Música) para optar por áreas de negócio com maior capacidade de crescimento.

Apesar de a decisão poder se prender somente com os negócios nos EUA (ex-Direct Group North America e actual Bertelsmann Direct North America, integrada na estrutura Random House), em particular no universo Doubleday e Columbia, assim como a BMG (área da música), não foi descartada a hipótese do braço euro-asiático (independente) optar por uma estratégia semelhante ou, pelo menos, repensar a sua estratégia de aquisições.

Esta decisão vem numa altura importante, quando já se falava do interesse da Direct Group em biddings internacionais a sociedades de capitais com posições importantes no mercado editorial português e na vontade que a Bertrand/Círculo de Leitores tem em concorrer pela 1.ª posição na share do mercado nacional.


por Booktailors às 11:50 | comentar | partilhar

Qua, 12/Dez/07
Opinião de Rui Tavares, publicada ontem, no Jornal Público, sobre o acordo ortográfico. O artigo tem o título "Correcto, correto, korreto".

Há talvez 15 anos que se discute o novo acordo ortográfico da língua portuguesa e eu continuo a ouvir dizer que deveríamos respeitar a ortografia "natural" de cada país. O que isto tem de extraordinário é as pessoas acreditarem que a ortografia é "natural". Pois bem, não só a ortografia não é "natural" como a intenção é precisamente a de não acompanhar a naturalidade com que se fala. Se assim fosse, os portuenses escreveriam "Puârto" e os lisboetas "Ljboa". Os cariocas não escreveriam "boa noite" mas "boa noitchi". Meus amigos, não há nada de errado em a ortografia ser uma norma "artificial": é para isso que ela existe.

Depois há quem se escandalize por os governos poderem legislar sobre a língua e ache isso fonte de totalitarismo. Vamos lá ver: o que me acontece se eu escrever "pharmacia"? Alguém me multa? Alguém me prende? Não, porque a ortografia oficial serve em primeiro lugar para se usar em documentos oficiais.

Certamente expandir-se-á para outros usos, por inércia ou pragmatismo, mas que tem isso de mal? Fernando Pessoa continuou a escrever "monarchia" em vez de "monarquia" muito depois da reforma de 1911 e não veio daí mal ao mundo. Tal como na blogosfera já existem portugueses (e galegos) a escrever segundo o futuro acordo antes de ele entrar em vigor. Os rappers kontinuarão a eskrever koisas kom a letra "k". E isso tudo será óptimo. Porém, ninguém pode achar estranho que os governos adoptem uma ortografia oficial (em Espanha é a da Real Academia). E se for comum a todos os países lusófonos, tanto melhor.

Mas há mais: depois de se escandalizarem com o acordo ortográfico por ser terrivelmente megalómano, os seus críticos ridicularizam-no por ser muito modesto. O acordo vai ser inútil, alegam, porque não vai mudar a maneira como os brasileiros e os portugueses escrevem ou falam, nem as diferentes expressões e vocabulário que usam. Mas claro que não vai mudar! Até porque isso, lembram-se?, seria terrivelmente megalómano. Ninguém pretende obrigar brasileiros, portugueses e timorenses a usar as mesmas palavras com o mesmo significado: isso não é ortografia. Um acordo ortográfico diz respeito à maneira como as coisas se escrevem. Os significados desenrascam-se sozinhos - como é hábito deles.

Falhando tudo o resto, vem o argumento proteccionista: que o acordo ortográfico vai permitir aos brasileiros entrar no mercado dos livros escolares em África, por exemplo, porque as editoras portuguesas não tiveram tempo de se adaptar.

Ora eu nem faço um tabu do proteccionismo, mas que raio de argumento é este? Se queremos adoptar medidas proteccionistas, adoptemo-las. Por exemplo: as editoras brasileiras não podem ter mais de 30 por cento detidos por estrangeiros. Mas se não desejamos introduzir medidas assumidamente proteccionistas, não desçamos então à hipocrisia de inventar pretextos pseudoproteccionistas.

Para mais, se a África lusófona, que precisa de livros e alfabetização, for inundada de edições brasileiras baratas numa ortografia comum, isso é bom para os africanos em primeiro lugar, e eu fico contente por eles. E se as editoras portuguesas, que aliás são cada vez mais detidas por espanhóis, não tiveram tempo para se adaptar a um acordo ortográfico que há 15 anos se sabe que vem aí, então estamos pior do que eu pensava.


por Booktailors às 00:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qua, 12/Dez/07
Uma notícia última hora, do Público. A peça tem como título "Biblioteca Digital Europeia permitirá acesso a livros portugueses que não existem no país"
Agradecemos ao Hélder Marques a referência.


A Biblioteca Digital Europeia, que em 2011 deverá ter reunido seis milhões de livros, documentos e outros bens culturais de todos os países da União Europeia, poderá facilitar a consulta, em Portugal, de obras de autores portugueses que não existem no país, nem mesmo no depósito da Biblioteca Nacional.

Através do projecto de Biblioteca Digital Europeia, "visa-se o alargamento das colecções digitais disponíveis para consulta", assinalou Helena Patrício, responsável pela Biblioteca Nacional Digital (BND).

A BND é uma secção da Biblioteca Nacional que funciona desde 2002, disponibilizando actualmente mais de 9500 obras digitalizadas, incluindo livros na área da Arte, da História/Geografia, das Ciências Sociais, das Ciências Aplicadas e da Literatura/Linguística e onde se incluem títulos de Camilo Castelo Branco, António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Eça de Queirós.

Segundo Helena Patrício, a Biblioteca Nacional integra a rede temática da Biblioteca Digital Europeia, estando prevista, para o final de 2008, "a apresentação de um protótipo de portal para pesquisa e consulta de mais de dois milhões de objectos digitais provenientes de bibliotecas, arquivos, museus e arquivos audiovisuais".

A Biblioteca Nacional de Portugal participa igualmente no "The European Library" ("A Biblioteca Europeia"), um serviço a funcionar desde 2005 que propicia, actualmente, o acesso a recursos - bibliográficos ou digitais - de 47 bibliotecas nacionais de países europeus e que constitui um dos pilares da futura Biblioteca Digital Europeia.

A 2 de Março de 2006, a comissária europeia Viviane Reding afirmou, em Bruxelas, que a Biblioteca Digital Europeia permitiria que "a memória colectiva da Europa" ficasse à distância de um "click" feito com o rato do computador e esclareceu que a mesma não seria uma base de dados construída de raiz mas uma página electrónica multilingue onde ficariam reunidos materiais já digitalizados - livros, filmes, fotografias, manuscritos e outros bens culturais - das várias instituições dos Estados-membros da União Europeia.

Nove meses depois, a 13 de Dezembro de 2006, foi a vez de Maria Angélica Ribeiro, coordenadora do serviço de Cooperação para o Desenvolvimento do Gabinete de Assuntos Europeus e Relações Internacionais do Ministério da Educação português, defender, no Rio de Janeiro, a criação de uma Biblioteca Virtual da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que "permitiria um conhecimento e um intercâmbio alargado entre os vários países membros".

À data, o professor José Luiz Fiorin, da Universidade de São Paulo, defendeu que a biblioteca virtual iria criar um "reconhecimento identitário", constituindo um "importante instrumento de transmissão cultural e de democratização do conhecimento" e sugeriu que fossem estabelecidos convénios com instituições para fazer um levantamento das principais obras literárias de cada país da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

De acordo com Helena Patrício, no âmbito da V Reunião de Ministros da Cultura da CPLP, que decorreu em Outubro de 2006 em Bissau, a direcção da Biblioteca Nacional apresentou uma proposta de criação da "Rede de Bibliotecas Digitais da CPLP", que corresponderia à constituição de um serviço de pesquisa comum, que servisse de ponto focal para acesso.

No entanto, e "apesar de este tipo de cooperação continuar a ser uma aspiração da Biblioteca, seria prematuro pensar-se, nesta fase, na constituição de um serviço operacional, sendo necessário que decorra ainda algum tempo para que a aspiração possa concretizar-se", concluiu a directora de serviços de sistemas de informação da BN.


por Booktailors às 00:07 | comentar | partilhar

Ter, 11/Dez/07
Ter, 11/Dez/07
A Porto Editora está a levar a cabo uma campanha de angariação de fundos para a UNICEF, intitulada «Uma prenda, muitas crianças felizes».

Esta iniciativa vai na 3ª edição e a mecânica é simples: a Porto Editora disponibiliza 12 títulos do seu catálogo, entre livros infantis e produtos multimédia de carácter lúdico-educativo, e por cada título vendido, um euro reverte directamente para a UNICEF.

Todos os livros e produtos multimédia estão sinalizados com autocolantes alusivos à campanha.


por Booktailors às 04:20 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Ter, 11/Dez/07
Ontem, no Diário Digital, um artigo sobre uma eventual segunda obra de Carolina Salgado. A Dom Quixote diz nada saber.

«A editora D. Quixote revelou hoje à Agência Lusa não ter conhecimento de um segundo livro de Carolina Salgado, ex-companheira do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, que referiu em entrevista ainda terem ficado «muitas coisas por dizer».

«A D. Quixote não tem conhecimento de um segundo livro, nem está previsto», disse à Agência Lusa fonte do Departamento de Comunicação da D. Quixote, acrescentando não haver qualquer compromisso com a autora.

A mesma fonte adiantou não existir sequer «nada falado, nem delineado, para um segundo livro».

Em relação ao impacto que o livro «Eu Carolina» teve, a fonte revelou que não faz parte da política editorial da D. Quixote divulgar as vendas dos seus livros.

A ex-companheira de Pinto da Costa, em declarações à Agência Lusa, referiu que ficaram ainda «muitas coisas por dizer e desvendar», a propósito da possível publicação de outro livro sobre Pinto Da Costa.

Apesar de não confirmar que está a escrever um novo texto sobre as suas relações com o dirigente portista, Carolina Salgado afirmou: «Ainda não me sinto realizada na minha missão, pois ficaram muitas coisas por dizer e desvendar. Coisas que o país merece saber».»


por Booktailors às 04:16 | comentar | partilhar

Seg, 10/Dez/07
Seg, 10/Dez/07
Continuação do post anterior.

Tecnologicamente muito se tem falado da
Byblos.
E, de facto, muito há para se falar. Apesar dos painéis sensíveis espalhados em colunas, onde podemos procurar o livro de que necessitamos, ou os inúmeros plasmas informativos espalhados pela loja, o que mais impressiona são os detalhes menos visíveis. Saibam, por exemplo, que existem quase 200 quilómetros de cabos que percorrem o espaço quer pelos tectos falsos, quer pelo chão falso.
Saibam também que todos os livros têm uma «tag» electrónica que será associada (via PDA) à «tag» da respectiva prateleira, sendo que qualquer afastamento entre os dois «tags» irá ser detectado pelo computador central.
A tecnologia é de tal forma interessante que, se colocarmos um livro num local diferente, o livreiro da área respectiva receberá um e-mail a avisá-lo de que o livro está mal colocado e que tem 10 min. para o colocar no sítio certo.

Tudo isso é possível porque cada prateleira terá 10 antenas (quase uma antena em cada 10 cm) e os próprios móveis foram desenhados de modo a incorporarem placas metálicas que reflectem o sinal e tornam a livraria um espaço plenamente controlado em termos de detecção.

A detecção dos livros é simultânea e permitirá que passemos pela caixa carregados com uma coluna de até 80 cm. de livros para instantaneamente a caixa nos indicar o valor total a pagar. Quando estiver disponível o cartão de pagamento da Byblos, será possível sair com os livros ao colo e o cartão na boca, é passar pela caixa e passar o cartão, e já está.

Como a livraria é grande (3.300 metros quadrados de espaço útil), mas não é imensa, haverá livros que não estarão visíveis, nomeadamente os da área técnica ou profissional. Para isso têm a Zechetti, a estante robotizada com 65.000 títulos.
Quando procurarem um livro e não o encontrarem, não desesperem, ele deve lá estar. É só ir ao robô e pedir o livro em questão.
Mas preparem-se, não se assustem quando a prateleira certa chegar até junto de vocês e um laser delinear uma sombra que apontará exactamente o livro de procuram (essa parte foi dita, quando lá fomos ainda não tinham testado para ver se estava tudo OK).

Apesar de toda a tecnologia, a mesma é suplementar pois os livreiros foram escolhidos a dedo, quase todos eles experimentados profissionais de outros espaços de relevo, com formação e experiência de anos no sector. Por isso, não julguem que a tecnologia os irá substituir, em cada cone de luz terão sempre um livreiro disponível, pronto para os auxiliar e percorrer convosco o espaço da loja, garantindo que serão bem tratados.

Este post, já se sabe, continua... pois faltam ainda 3 dias para a inauguração da Byblos.

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por Booktailors às 11:12 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Seg, 10/Dez/07
Uma interessante reportagem feita pela agência Lusa, que pode ser lida no Diário Digital. A peça tem como título "Conceito de livraria está a mudar em Portugal".

O conceito de livraria está a mudar em Portugal, com o predomínio das grandes cadeias e o desaparecimento das livrarias independentes, por imposição dos centros comerciais, argumentam livreiros contactados pela agência Lusa.

Em vésperas da abertura da Byblos, considerada a maior do país, três livreiros portugueses dizem que o conceito de livraria está em mudança, desde que a cadeia francesa FNAC entrou em Portugal em 1998, mas têm ideias diferentes sobre o futuro destes espaços.

José Pinho, um dos sócios da livraria Ler Devagar, em Lisboa, é da opinião que a maior mudança ocorrida nas livrarias foi a deslocação das livrarias de rua para os centros comerciais, muitas delas ligadas a cadeias livreiras.

«Nos outros países continuam a existir livrarias independentes e a sobreviver, mas em Portugal as coisas são bastante diferentes», disse José Pinho, referindo que a sobrevivência passa pela ligação a editoras ou grandes grupos.

A Bertrand, por exemplo, tem actualmente 52 lojas, das quais apenas sete não estão localizadas em centros comerciais, e prevê abrir em 2008 mais cinco, todas elas em grandes superfícies, disse à Lusa a directora de marketing daquela cadeia livreira, Teresa Figueiredo.

«Os centros comerciais têm mais potencial de negócio, é onde há mais tráfego, embora haja zonas de rua interessantes», referiu a responsável, dizendo que a loja Bertrand do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, é a mais rentável.

A primeira FNAC que abriu em Portugal está localizada no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e é a mais rentável em toda a cadeia mundial da FNAC.

Ofereceu um conceito que não existia até então: atendimento personalizado, espaços com algum conforto e vários produtos de cultura e entretenimento, entre livros, CD, computadores portáteis, telemóveis, material fotográfico e outros equipamentos técnicos.

No entanto, do volume total de vendas da loja FNAC em Portugal em 2006, apenas 21 por cento dizia respeito aos livros.

José Pinho, que pertence à Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, estima que existam em Portugal perto de quatrocentas livrarias e a sua distribuição tem acompanhado o aparecimento de novos centros comerciais.

Com a introdução de livros nos hipermercados, ao lado de bens de primeira necessidade, e com a abertura de livrarias em grandes espaços comerciais, os hábitos dos portugueses também mudaram, argumentou, por seu turno o livreiro José Tavares, que acaba de abrir a livraria Círculo das Letras, em Lisboa.

Por isso, é preciso convencer os potenciais compradores e leitores, oferecendo um espaço «de afectos, encontros e debates», defendeu o responsável desta livraria generalista de rua, com pouco mais de 200 metros quadrados.

«Temos uma pequena galeria e um auditório e vamos apostar na realização de eventos. É preciso que as livrarias se adaptem às mudanças e se abram à comunidade ou terão muita dificuldade em resistir», disse.

Para cativar os potenciais compradores, são vários os argumentos usados pelas livrarias, como a inclusão de uma cafetaria, sofás ou uma agenda de eventos culturais.

A Bertrand, que está a celebrar 275 anos de existência, acaba de lançar uma iniciativa que oferece aos clientes um jantar com o seu escritor favorito.

«O livro em si não chega, porque há muita concorrência dentro da própria área da cultura e entretenimento, e é preciso reinventar o negócio e trazer alguma excitação», defendeu Teresa Figueiredo, da Bertrand.

Américo Areal, proprietário da livraria Byblos, acredita que em Portugal todas as livrarias têm o seu espaço e lugar, e que o livro está a ganhar mais importância.

«Cada vez mais há locais onde aparecem livros à venda, como as gasolineiras, os CTT, os aeroportos. Mas não basta ter dinheiro, é preciso ter muita dedicação e é aí que vamos querer fazer a diferença», avisou o fundador da Byblos.

Esta livraria, considerada a maior do país com 150 mil títulos disponíveis, inaugurará um novo conceito de loja já que será a única no mundo com um sistema de identificação e pesquisa de livros que recorre a uma tecnologia de radiofrequência.

Apesar da «concorrência feroz», como descreve o livreiro José Tavares, ainda há quem arrisque em abrir uma livraria que não tenha apenas os êxitos de vendas.

Foi o que fizeram Catarina e Ricardo, dois jovens com menos de trinta anos, que acabam de inaugurar a livraria Trama, em Lisboa, próximo do Rato, um espaço com 140 metros quadrados.
A livraria não está ligada a nenhuma editora, é generalista, mas mais direccionada para fundos de catálogo, e inclui uma pequena máquina de café e um espaço para as pessoas se sentarem.
«Vamos ter desde o Harry Potter ao Rimbaud», disse Catarina Barros à agência Lusa, referindo que a livraria era um sonho antigo agora concretizado.

«Nos últimos anos a tendência foi para a abertura de livrarias mega, mas há espaço para as mais pequenas», disse a livreira.

«Sabemos que não vamos vender muito, mas queremos que as pessoas saiam daqui felizes», sublinhou.

Afinal, seja a livraria grande ou pequena, «há alguém que não goste de ser bem tratado e de viver uma boa experiência?», pergunta Américo Areal.
Diário Digital / Lusa


por Booktailors às 10:46 | comentar | partilhar

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