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Qui, 31/Jan/08
Qui, 31/Jan/08
Esta noite vale tudo menos utilizar o Padre António Vieira.
Não é necessário fato de gala nem jaqueta tradicional; os espanhóis estão proibidos de entrar mas os galegos não, desde que não opinem.

Enfim, entre 20 anos de desacordo e antes de alguns mais até à entrada em vigor existirão algumas horas divididas entre Alcácer-Quibir (ou será Alcácer Quibir) e outros fa(c)tos de relevo.

Uma coisa é certa, não é por faltar acordo ao acordo ortográfico que esta noite as pessoas não se entenderão.

Não perca, esta noite, às 21:30: A Língua em Desassossego, na Casa Fernando Pessoa.


por Booktailors às 15:45 | comentar | partilhar

Qui, 31/Jan/08
Pronto... o título pode induzir em erro, mas com sorte conseguimos mais de 5.000 visitas hoje.

Falando a sério, o blogtailors não está a mentir: Gonçalo M. Tavares participou, de facto, no Orgia Literária, dando uma entrevista que pode ser lida no link anterior.

O Orgia Literária fala de livros de ficção do ponto de vista autoral: os livros a quem os escreve, é a sua assinatura.
O espaço já existe desde 2006, está muito bem organizado e tem um grafismo leve e bastante atrativo. Mas se querem lá ir, que não seja só para passear, o Orgia tem entradas que requerem o seu tempo e lá podemos encontrar críticas, entrevistas e artigos de livros portugueses e estrangeiros, actuais ou nem tanto.
Um projecto de divulgação muito interessante que conta com uma bolsa de colaboradores bastante alargada (10 membros).


por Booktailors às 09:50 | comentar | partilhar

Qui, 31/Jan/08

Goste-se ou não da escrita de Paulo Coelho, a verdade é que o Paulo Coelho estratega é mais um profissional de primeira linha.

Com uma plataforma extraordinária junto do seu público final, Paulo Coelho tem capacidade de activar legiões de fãs de forma quase instantânea, através da rede Internet e da Web 2.0.
Para se entender melhor o fenómeno Paulo Coelho observemos o The Pirate Coelho, onde o próprio autor pirateia capítulos dos seus próprios livros e coloca-os a circular pela Internet fazendo-se passar por um fã.
A confissão veio do próprio, onde afirmou que ao invés de destruir as obras, fazia com que as mesmas vendessem tremendamente mais. E a explicação é simples, os sociólogos e os economistas da cultura já o sabem: o livro é um bem de experiência.
Ou seja, só sabemos se gostamos depois de o experimentar e só experimentando é que sabemos se queremos comprar.

Entendamos isto então como uma sala de leitura Fnac, ou um test-drive onde somente os livros de Paulo Coelho estão disponíveis.

Via Guardian.


por Booktailors às 09:29 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Qui, 31/Jan/08
Hoje, na Casa Fernando Pessoa, a partir das 21h, a habitual sessão de Livros em Desassossego, conduzida por Carlos Vaz Marques.

O tema de hoje é o acordo ortográfico e a sessão contará com a participação de Malaca Casteleiro (membro da Academia de Ciências de Lisboa), Vasco Graça Moura (escritor e eurodeputado), José Eduardo Agualusa (escritor) e Ivo Castro (linguista).

O editor convidado é Nelson de Matos que, como habitualmente, «falará de três títulos editados recentemente que gostaria de ter no seu catálogo».


por Booktailors às 08:29 | comentar | partilhar

Qui, 31/Jan/08
Será a novela o género literário que mais se adequa aos nossos dias (não obstante a preferência dos editores continuar a ir para as obras de maior fôlego)?

Readable in a couple of hours, a novella demands far less time than a full-length novel: you can get through them in the same amount of time it takes to watch a film or two reality television programmes. If you read one in bed you can actually finish it in one go, as opposed to reading the same few chapters repeatedly because you keep forgetting what you covered the night before.

Para ler aqui, no theblogbooks, do The Guardian (Can the novella save literature?, por Jean Hannah Edelstein)


por Booktailors às 08:27 | comentar | partilhar

Qua, 30/Jan/08
Qua, 30/Jan/08
«Mais de 100 mil livros vão estar à venda no Mercado Ferreira Borges, no Porto, entre 08 e 24 de Fevereiro, na feira «Festa do Livro», disse hoje à Lusa Francisco Curralo, da Calendário de Letras, que organiza o evento.»

Mais desenvolvimentos aqui.


por Booktailors às 21:05 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Qua, 30/Jan/08
Ainda não é de vez, é provisório, melhor: não está ainda definitivamente tomada a decisão, segundo nos diz Jorge Marmelo, no Público/Porto.

Este ano a Feira do Livro do Porto será na Avenida dos Aliados (após já a termos conhecido na Rotunda da Boavista e no Parque de Cristal/Pavilhão Rosa Mota, pelo menos).
Outra novidade é que o seu início será antecipado (de 20 de Maio a 7 de Junho, provavelmente), para não coincidir com o Campeonato Europeu de Futebol.

O certame tem já 78 anos e ainda não mora em casa própria, regressando ao local que o viu nascer, em 1931.

Igualmente, é referido que não serão montadas as tendas, nem feitos novos expositores, sendo que da chuva haverá resguardo através de contentores, sendo igualmente que ainda não foi tomada nenhuma decisão em relação à construção de novas estruturas. Mais referem que o valor cobrado aos editores/por stand se manterá igual.

Com sorte o Guarani passará a ser o novo café literário, e a Culturgest/Porto a sala de exposições.


por Booktailors às 16:45 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Qua, 30/Jan/08

Já está disponível a apresentação digital utilizada por José Soares Neves na apresentação dos Resultados Preliminares do Inquérito ao Sector do Livro.

Trata-se de uma PDF com 44 páginas (e somente 90kb) disponível para visualização e download neste endereço: http://www.oac.pt/menuobservatorio.htm, entrando na link «Novidades!».

Endereçamos também o nosso agradecimento a Jorge Santos, um dos co-responsáveis do Estudo, pelo apoio dado na sua divulgação.


por Booktailors às 15:56 | comentar | partilhar

Qua, 30/Jan/08
Em primeiríssima mão, anunciamos: José Luis Peixoto é o vencedor da edição 2008 do Prémio Daniel Faria com a obra “Gaveta de papéis”.

É de enaltecer a atitude deste autor. Uma vez que este prémio não tem qualquer retribuição monetária (o prémio consiste na edição da obra pelas Quasi Edições – e José Luis Peixoto é um autor Quasi para a poesia), José Luis Peixoto opta por participar no concurso, tendo apenas como horizonte ficar associado ao Prémio.
O juri do prémio teve como composição Francisco José Viegas, Jorge Reis-Sá, Tito Couto e Vera Vouga.

A edição da obra, pelas Quasi Edições, está prevista para Março de 2008.

A foto é retirada do site do autor.


por Booktailors às 15:02 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Qua, 30/Jan/08
José Mário Silva mudou-se para o suplemento Actual do Expresso, no qual escreverá sobre Livros. Aguardamos com expectativa a estreia.

Parabéns ao Actual pela escolha.


por Booktailors às 12:54 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qua, 30/Jan/08
Em declarações à agência Lusa, António Baptista Lopes já pediu um «maior acompanhamento e apoio ao sector do livro» em Portugal, tendo classificado o nome ministro como «uma personalidade de relevo nacional, um jurista de grande qualidade e competência, e que tem desenvolvido um trabalho essencialmente na área dos direitos de cidadania».

«As expectativas de Baptista Lopes para o sector são «o apoio à rede de bibliotecas públicas, a internacionalização de autores portugueses, a revisão das leis do depósito legal e do preço fixo do livro» Ler mais aqui.


Vasco Graça Moura, eterno nomeado a Ministro da Cultura sempre que o PSD é governo, classificou a demissão de Pires de Lima como «muito infeliz», tendo avançado que a mesma revelava uma «grande falta de solidariedade do primeiro-ministro com a ministra». VGM associa ainda a saída da ministra com a petição lançada em Dezembro por um grupo de artistas que pedia a substituição de Pires de Lima. «Foi uma cedência incompreensível, porque a ministra não teve recursos para fazer muita coisa e o próximo também não terá».

No que ao novo Ministro concerne, o escritor é parco em elogios, já que desconhece que o mesmo tenha «currículo especial para a Cultura». Ler mais aqui.


por Booktailors às 10:04 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qua, 30/Jan/08
Se porventura passar os próximos tempos em Madrid, aproveite para frequentar a pós-graduação «Literatura y Mercado Editorial (siglos XIX-XXI): políticas editoriales, prácticas lectoras y estrategias mediáticas», dado pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas / Centro de Ciencias Humanas y Sociales, com a direcção técnica e organização de Dr.ª Pura Fernández e Dr.ª Carmen Simón Palmer.

Agora mais simples: entre o dia 4 de Março e 10 de Abril, às terças, quartas e quintas das 17:00 e as 20:00, venha penetrar na sociedade espanhola, analisar a sua história contemporânea e a forma como em Espanha evoluiu a actividade da leitura, o sucesso da literatura hispânica e as questões autorais.

Temas:
• Nascimento, mutações, estratégias e discursos do editor moderno em Espanha.
• O estatuto do escritor profissional e o nascimento do direito da propriedade literária. O direito moral do artista e a protecção do direito patrimonial.
• O associativismo corporativo dos escritores e o surgimento das gestoras de direitos (sociedades de gestão e agentes literários).
• Os novos intermediários culturais (crítica especializada, imprensa e grupos de pressão cultural).
• Leitura e práticas sociais. Políticas estatais a favor da leitura.
• Políticas culturais e comércio exterior: a re-colonização editorial da América-latina.
• A competitividade cultural espanhola: a literatura juvenil e o best-seller de qualidade. As regras do êxito editorial internacional.
• A legitimação da escritora na República das Letras contemporâneas.

Serão 40 horas e 70€, o prazo de inscrição termina a 26 de Fevereiro e o contacto é gicelah@ile.csic.es.


por Booktailors às 09:50 | comentar | partilhar

Ter, 29/Jan/08
Ter, 29/Jan/08

José António Pinto Ribeiro

Tem 62 anos e nasceu em Moçambique, estudando na Escola Alemã do Porto. É jurista de formação e namorado da jornalista Anabela Mota Ribeiro [obrigado Ana Cristina Leonardo]. José António Pinto Ribeiro tem uma longa e eminente carreira como advogado da banca, dos seguros e de algumas empresas de topo (J.A. Pinto Ribeiro & Associados, Sociedade de Advogados). Tornou-se conhecido publicamente pela luta pelos direitos cívicos em Portugal, nomeadamente nos abusos da Lei, da administração pública e do sistema judicial, mormente o Ministério Público. Para sermos mais elucidativos, é também o advogado de José Sá Fernandes no Caso Parque Mayer, de Joe Berardo e dos Gato Fedorento, logo, um homem que se diverte imenso.

Fundou e presidiu o Fórum Justiça e Liberdade e foi membro da comissão nacional para as comemorações do 50.º aniversário da Declaração dos Direitos do Homem, para além de sócio minoritário e administrador da Portugal Telecom.

Membro activo no Movimento de Cidadania e Responsabilidade pelo Sim, responsável pelas famosas palavras «um ovo não tem os mesmos direitos do que um frango», no recente referendo nacional sobre IVG, para além de lisboeta convicto e dinâmico (também costuma ser visto na meia-maratona de Lisboa).

As relações com a cultura parecem ser mais raras no currículo deste jurista (para além das mais pessoais), destacando-se o facto de ser o advogado da Cinemateca e, desde 2006, fazer parte da Composição do Conselho de Administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo, como elemento de consenso Estado/Berardo, para além de ter sido apoiante de Manuel Maria Carrilho e fã incondicional de Dinis Machado.
Fala alemão, inglês, francês, espanhol e italiano e é Grande Cavaleiro da Ordem da Liberdade.

Os motivos que estiveram por detrás desta escolha são ainda pouco claros, pois, tratando-se de uma figura pública com extremo valor cívico, não lhe são conhecidas aptidões ou especializações nestes assuntos «da cultura».

Fontes diversas, incluíndo JN.


por Booktailors às 18:05 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Ter, 29/Jan/08
Isabel Pires de Lima será substituída na pasta da Cultura por José António Pinto Ribeiro, «jurista ligado ao Fórum Justiça e Liberdade» (Correio da Manhã).

Fontes: Diário Digital, SIC, Correio da Manhã, Portal do Governo, TVI, Rádio Voz da Planície, Público, Diário Económico, Jornal de Negócios.


por Booktailors às 15:53 | comentar | partilhar

Ter, 29/Jan/08
Hoje, no DN, um artigo de Ana Marques Gastão, sob o título "Editora lança-se com inédito de Cardoso Pires", que dá conta do novo projecto de Nélson de Matos (Edições Nélson de Matos).

«A área central desta nova editora é, segundo o seu responsável, sobretudo a literária e a aposta vai para os autores portugueses, sendo várias as colecções: "Mil Horas de Leitura". "História Hoje, Pensar Navegar", "Outras Direcções" e "Textos Literários". Três livros surgem, para já, a inaugurar a editora, revelando, de acordo com Nelson de Matos, a diversidade deste projecto num momento em o negócio do livro não está em fase próspera: "A concentração de editoras que tem vindo a verificar-se abre um espaço para pequenos trabalhos individualizados em que a edição é feita de uma forma mais personalizada", salienta o editor ao DN.»

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por Booktailors às 15:03 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ter, 29/Jan/08
É com este título que Sérgio Almeida assina no JN de hoje um dossiê sobre o tema da concentração editorial (p.54 e 55). A Booktailors foi igualmente consultada para a elaboração desta reportagem.

Alguns destaques:

«Foi apenas a partir da aquisição da Bertrand [pelo] Círculo de Leitores [do] grupo alemão Bertelsmann, ainda em 2006, que o processo de adaptação das editoras às novas realidades do mercado acabou por ser acelerado. "A partir desse momento, ocorreu uma alteração de escala e de ritmo, e é a essa vaga ainda pouco nítida - porque em ebulição e por se jogar em vários tabuleiros com agentes com interesses diferenciados no sector -, que estamos a assistir" [citação de José Afonso Furtado»

- «Apesar de Vasco Teixeira (...) acreditar que "já sobram poucas editoras de alguma dimensão" susceptíveis de atrair o interesse dos investidores, o rol de empresas do sector que poderão ser adquiridas nos próximos tempos é ainda significativo, incluindo marcas de peso com a Difel (comprada há um ano pela Inapa) ou a Campo das Letras».

- «Uma das consequências mais imediatas das transformações em curso irá passar forçosamente pela disputa acesa dos autores comercialmente mais apelativos. As transferências de escritores para outras editoras sempre foram uma raridade entre nós, mas nem os acordos de cavalheiros que até agora vigoraram com sucesso deverão impedir uma realidade já habitual em mercados de maior dimensão. Precavendo-se da perda dos seus activos mais valiosos, várias editoras estão já a oferecer contratos alargados a autores dos respectivos catálogos. Foi o que aconteceu recentemente, segundo apurou o JN, com um dos nomes mais fortes da literatura portuguesa contemporânea, que renovou contrato com a sua editora a troco de uma verba milionária, até agora apenas vista nos desportos mais populares: um milhão de euros.»

- «"Uma das características destas movimentações é saber-se como começam mas não quando e como acabam. Está em jogo a liderança de segmentos de mercado e, por isso, considero muito provável que este surto se vá prolongar, embora mais lentamente", antevê José Afonso Furtado, ciente de que "tanto a Porto Editora como o Grupo Bertelsmann irão tentar reforçar a sua posição competitiva"».


por Booktailors às 09:58 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Ter, 29/Jan/08
O JN de hoje publica uma pequena rubrica Q&A (aqui), relacionada com o tema da concentração editorial, cujas respostas foram dadas pela Booktailors.

- Esta série de aquisições e fusões era anunciada?
Diria mais que era há muito esperada, seguindo as tendências das últimas décadas em todo o Mundo. O facto de só agora ter acontecido é representativo do sector e não do mercado, pautado pela falta de estatísticas e indicadores económicos fiáveis, pela falta de estruturas que criassem valor e garantissem vantagens competitivas a médio/longo prazo.

- Quais as vantagens e desvantagens que podemos associar a esta tendência?
A principal vantagem será a da maior profissionalização, assim como a maior disponibilidade financeira para apostar em inovação, no desenvolvimento de novas dinâmicas e em fazer com que o mercado avance mais rapidamente. A grande desvantagem é a separação do sector em divisões quase estanques, onde os grandes grupos dominam os elos da cadeia, garantindo as vantagens, e os pequenos editores ficam de fora, longe dos mercados 'mainstream'.

- Os novos autores vão ter a vida ainda mais difícil?
Em alguns dos projectos (como o LeYa) foi dito que haverá uma aposta nos autores de língua portuguesa, o que significa que alguns grandes autores terão um impulso excepcional, mas, por outro lado, os maiores valores irão ser usados para garantir os principais direitos, as obras que conseguem chegar mais facilmente aos tops de vendas. Em relação aos novos autores, será obviamente complicado, mas sempre o foi. Hoje, com a Internet, é até mais fácil do que antes. De um ponto de vista geral, os autores só sairão beneficiados de tudo isto.

-O que vai mudar?
Haverá, certamente, mais profissionalismo, mais marketing e uma comunicação mais direccionada. Haverá também menos cavalheirismo e os "roubos" de autores irão suceder-se, juntamente com os contratos milionários. O best-seller continuará a vingar e ficará ainda mais "barulhento" no mercado. Haverá cada vez mais celebridades e cada vez menos escritores que não queiram cumprir as regras do mercado.Vai, como sempre foi, continuar a ser um negócio para muita gente.


por Booktailors às 09:41 | comentar | partilhar

Ter, 29/Jan/08
Aquando da nossa participação no Programa Escrita em dia, de Francisco José Viegas, dissemo-lo; aquando do artigo do JL, o Nuno disse-o e a jornalista escreveu-o. Agora é a Porto Editora que o vem dizer: que está compradora e quer reforçar a liderança.

Desde o início deste processo que advogámos que a Porto Editora decerto reagiria tentando crescer por aquisição (já que de forma orgânica levaria demasiado tempo, face à urgência das matérias). Algumas pessoas reagiram a essa nossa posição, dizendo que estávamos a subestimar o Grupo Porto Editora. Bem pelo contrário: quem nos conhece, sabe bem o quanto respeitamos e o que pensamos do Grupo Porto Editora. Na verdade, era exactamente por termos noção da grande capacidade de visão do Grupo que advogávamos essa tese.

Resta-nos agora congratularmo-nos pela posição de Vasco Teixeira, que vem contestar pessoalmente a posição de imobilismo e posicionar-se na ofensiva, dizendo-se na corrida para comprar algumas editoras (não escolares) em Portugal, incluindo a Gradiva (cujas consecutivas negociações com outros grupos tem fracassado) e a Pergaminho (que tem sido alvo da cobiça dos seus três rivais - LeYa, Explorer, Direct Group - e onde o último referido parece ter alguma vantagem).

Estamos a analisar alguns negócios, mas, por diversas razões, ainda não os concretizámos. No entanto, tudo pode acontecer",». diz Vasco Teixeira hoje ao JN.

Assinalamos ainda as palavras finais de Vasco Teixeira nesta reportagem: "Nenhum dos grupos está no mercado editorial numa perspectiva a longo prazo. Até por isso, temos responsabilidades acrescidas", o que, interpretamos nós, quer dizer: daqui a dez anos a LeYa vai deixar de andar por cá. E nós ainda estaremos por aqui. Para ficar.


por Booktailors às 09:21 | comentar | partilhar

Ter, 29/Jan/08
Hoje, no JN, uma pequena notícia reportando a dificuldade de execução do negócio da Gradiva. Tal como dizíamos aqui, o impasse estará relacionado com a «dificuldade da Gradiva em conseguir segurar os direitos de publicação de José Rodrigues dos Santos».


por Booktailors às 09:15 | comentar | partilhar

Seg, 28/Jan/08
Seg, 28/Jan/08
Amanhã, terça-feira, dia 29 de Janeiro, não perca no Jornal de Notícias uma peça assinada por Sérgio Almeida.

A concentração editorial, os novos grupos e o futuro do livro serão lá debatidos, contando com a opinião de algumas pessoas, entre elas nós.


por Booktailors às 18:47 | comentar | partilhar

Seg, 28/Jan/08

Se alguém faz falta à literatura portuguesa é Cardoso Pires.

Como fã incondicional do «Alexandra Alpha» os meus níveis de expectativas sobem ao cimo do pão-de-açúcar e têm vontade de saltar de asa delta para poder ler «Lavagante», o inédito de José Cardoso Pires, que vem inaugurar as Edições Nelson de Matos.
Claramente, uma chancela com assinatura de editor.
(nsl)

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por Booktailors às 18:37 | comentar | partilhar

Seg, 28/Jan/08
Para quem, como nós, não teve oportunidade de ver a apresentação em directo, pode agora aproveitar e ver em diferido.

A qualidade de som e imagem não é a melhor, mas grande é o nosso agradecimento a Rogério Santos pelo óptimo esforço que fez em nos trazer um pouco da sessão.

Ver aqui.


por Booktailors às 17:32 | comentar | partilhar

Seg, 28/Jan/08

O que tem o escritor Hanif Kureishi a ver com Rodrigo Leão e Joe Berardo?
Talvez nada, talvez nada...


por Booktailors às 17:17 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Seg, 28/Jan/08
O processo não tem estado fácil, já se sabe.

Rumores gerais dizem que, após a má conclusão das negociações com o Grupo LeYa, as negociações com o grupo Explorer parecem também estar em vias de fracassar.

Os motivos? Bom... ninguém sabe. Mas que a possível saída do seu principal autor (e responsável por metade da sua facturação anual) para grupos de capital alemão tem sido falado, isso tem sido.


por Booktailors às 16:38 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Seg, 28/Jan/08

A editora Apenas Livros lançou o projecto "O Imaginário das Histórias", um programa multimédia para escrita criativa, sendo que os destinatários são crianças a partir dos oito anos. Esta aplicação permite a impressão do conto elaborado pela criança.

Mais desenvolvimentos aqui.


por Booktailors às 16:29 | comentar | partilhar

Seg, 28/Jan/08

Já toda a gente sabe da história do livro de OJ Simpson.

Se não sabem, fiquem a saber.
Resumo: OJ SIMPSON (recordam-se? aquele que foi ilibado do assassinato da sua ex-mulher e do namorado da mesma depois de um espectáculo mediático de vergonha?) precisava de dinheiro. Por isso, Judith Regan, uma executiva editorial de topo do Grupo Harper (pertencente à News Corp. de Rupert Murdoch) convenceu-o a contar a história, que nem o tribunal conseguiu provar, a troco de 10 milhões de dólares (If I Did It: Confessions of the Killer).
O escândalo rebentou e Rupert Murdoch, temendo a má imagem com que o grupo ficaria (até entrevistas na FOX estavam programadas), resolveu rebentar o contrato e despedir a senhora Regan.

Obviamente, o livro acabou por ser publicado numa outra editora com alguns contornos de disfarce (tendo atingido o Top e vendido centenas de milhares de exemplares...) e, como estamos na América, Judith Regan processou Rupert Murdoch e abriu a sua própria empresa editorial.

Dos 100 milhões do processo não se sabe quanto ficou, sabe-se é que chegaram a um acordo (os termos são confidenciais) e a senhora Reagan já se deve poder reformar em Beverly Hills.

Quanto a OJ Simpson, bom... ficou sem o dinheiro e, como a polícia não gostou de ser aldrabada, na primeira oportunidade que teve (roubo de medalhas suas que estavam na posse de um bandideco de Las Vegas) meteu-o na cadeia, onde presumo que não sairá nos próximos anos, ou vidas.

A América parece um filme: acaba sempre tudo bem, não é?

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por Booktailors às 15:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Seg, 28/Jan/08
«Livros do escritor franco-checo Milan Kundera e do marroquino Mohamed Choukri, entre outros, foram proibidos de entrar no Egipto por ocasião da Feira do Livro do Cairo 2008, informaram os editores árabes.»
Mais desenvolvimentos no Diário Digital.

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por Booktailors às 14:21 | comentar | partilhar

Seg, 28/Jan/08
«A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) vai apresentar uma queixa- crime directamente no Ministério Público contra uma cooperativa de Braga, a Diacoop, por esta andar a cobrar indevidamente direitos de autor e conexos, quando só ela, representante legal, o pode fazer.»

Hoje, no DN, um artigo de Leonor Figueiredo, sob o título "Queixa-crime contra falsa sociedade de autor".


por Booktailors às 10:15 | comentar | partilhar

Dom, 27/Jan/08
Dom, 27/Jan/08
O Café com Letras é uma (na verdade, mais uma) excelente iniciativa da Biblioteca Municipal de Oeiras. Todos os meses, um autor é convidado a conversar com Carlos Vaz Marques numa das Bibliotecas do Concelho de Oeiras: Algés ou Carnaxide ou... Oeiras.

Depois de em 2006 ter trazido nomes como António Lobo Antunes ou José Saramago e em 2007 Vasco Graça Moura, José Luis Peixoto, entre outros, este ano a iniciativa arranca com Ricardo Araújo Pereira. Ou muito me engano, ou vai ser mais uma enchente. Costuma ser...

Dia 30.01.2008 (4f), 21h30, Biblioteca Municipal de Oeiras


por Booktailors às 08:04 | comentar | partilhar

Dom, 27/Jan/08
Depois da iniciativa Bibliofilmes, chega a Bibliofototeca, onde podemos encontrar algumas fotos relacionadas com o mundo dos livros - desde as artísticas às mais prosaicas. Merece bem a visita. Vejam, literalmente, porquê.

O blog está aberto à participação de todos, estando neste momento a decorrer o desafio "A Minha Biblioteca"na qual os «amantes de livros» poderão «enviar uma fotografia da sua biblioteca caseira».

[Via um comentário neste post.]

Parque de Biblioteca Pública de Kansas City (será este o aspecto da próxima Byblos?)

Instalação de Job Koelewijn (Bomba de gasolina feita com capas de livros)

Biblioteca José Vasconcelos, Mexico


por Booktailors às 07:33 | comentar | partilhar

Dom, 27/Jan/08

«A revista Egoísta foi premiada pelo Type Directors Club de Nova Iorque, entidade norte-americana que atribuiu o «Certificate of Typographic Excellence» às edições «Escrever» e «Sexo», publicadas em 2007, anunciou hoje [ontem, 26.01.2008] a empresa proprietária da publicação.»

Mais desenvolvimentos aqui.


por Booktailors às 07:04 | comentar | partilhar

Sáb, 26/Jan/08
Sáb, 26/Jan/08
Ainda no seguimento do estudo do OAC, aqui ficam alguns excertos de uma notícia do Diário Digital, que ajuda a caracterizar a rede livreira.

Aspectos negativos
«A debilidade da rede livreira tradicional e a falta de formação profissional (...) fragilidade financeira de editores de pequena e média dimensão, elevadas margens cobradas pelas distribuidoras aos editores, e a existência de duas associações no sector dificulta a concertação de interesses do meio»

Aspectos positivos
«a diversidade da oferta editorial, a entrada do capital financeiro no sector da edição, empresas cada vez mais profissionalizadas na gestão, reforço das acções de promoção e marketing, projecção internacional dos autores portugueses, a adequação às novas tecnologias e a importância da venda».

Oportunidades
«implementação do Plano Nacional de Leitura (PNL) (...) a internacionalização do sector, as potencialidades do mercado lusófono, também a entrada de capital financeiro, a segmentação e importância de nichos de mercado e a aplicação da lei do preço fixo.»

Ameaças
«défice de actuação por parte do Estado no apoio à internacionalização da actividade editorial portuguesa, ausência de informação estatística fiável que caracterize o sector e deficiências de funcionamento do Depósito Legal. (...) desempenho do sector público enquanto cliente (baixo volume de aquisições, quer se trate da administração central, das autarquias, das bibliotecas públicas, em geral pamentos demorados). (...) baixos índices de hábitos de leitura da população portuguesa comparativamente a outros países, e a fotocópia de livros, em particular de livros técnicos.»

Para ler aqui, no Diário Digital.


por Booktailors às 13:36 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sáb, 26/Jan/08
Hoje, no Público, um artigo intitulado "Portugueses estão a comprar mais livros escolares e literários", de Alexandra Prado Coelho, sobre os resultados preliminares apresentados ontem (disponível online, mas sem link directo). Este estudo, da responsabilidade do Observatório de Actividades Culturais, está a ser liderado por José Soares Neves, contando com mais cinco colaboradores: Jorge Alves dos Santos, Maria João Lima, Samanta Velho, Emanuel Cameira, Daniela Gonçalves e Alexandra Vaz

Alguns excertos:

«O mercado do livro escolar e da literatura em Portugal está a crescer, e as exportações de livros para os países africanos de expressão portuguesa aumentaram de forma significativa em 2005.

(...)

Para ajudar a perceber o peso que o negócio dos livros tem na economia, o estudo revela que em 2005 se atingiu um volume de negócios de 381 milhões de euros (0,5 por cento do total da actividade económica, uma percentagem que corresponde à média europeia). Um outro estudo, elaborado pela consultora espanhola DBK e apresentado no ano passado, dava números mais recentes: 530 milhões de euros de volume de negócios em 2006.

Um dos dados que chamam a atenção no estudo do OAC é o aumento do valor das vendas dos livros escolares e literatura entre 2000 e 2005. Se, em 2000, o valor das vendas de livros escolares era de 67 milhões de euros, em 2005 ele saltou para 91 milhões - e isto apesar de uma descida no preço médio dos livros vendidos, o que significa que se venderam realmente mais livros. O mesmo acontece com a literatura, que passa de 54 milhões em 2000 para 80 milhões em 2005, com o preço médio dos livros a manter-se sem grande alteração.

(...)

A grande maioria dos livros importados por Portugal vem da União Europeia (50 milhões de euros em 2005). Por outro lado, o principal destino de exportação dos livros produzidos em Portugal são os países africanos de expressão portuguesa (um total de vendas perto de 19 milhões de euros, em 2005, o que representa uma subida bastante significativa se compararmos com 2000, ou mesmo 2004, em torno dos oito milhões).

(...)

As exportações só de livros portugueses para o mercado brasileiro sofreram uma quebra entre 2000 (3,5 milhões de euros) e 2005 (dois milhões).»

*

Num outro artigo deste mesmo jornal intitulado "Entrada de capital financeiro é positiva", podemos ler que:
«A entrada de capital financeiro no sector da edição é vista como um aspecto positivo pelos profissionais ligados ao livro entrevistados para o estudo do Observatório das Actividades Culturais. Esta entrada aparece ligada à ideia de uma gestão mais moderna e profissional. Há, contudo, quem receie que os actuais movimentos de aquisições e fusões possam prejudicar as pequenas editoras. Mas os mais optimistas acreditam que estas até podem beneficiar se souberem explorar nichos de mercado e apresentar ofertas alternativas.»

« há, claro, aspectos negativos. A falta de conhecimento e formação profissional de algumas pessoas que trabalham na rede livreira é um deles e justifica-se em parte por uma excessiva rotação do pessoal. O crescimento das grandes cadeias e grandes superfícies é, por outro lado, apontado como uma das razões da debilidade da rede livreira tradicional.»

«Os responsáveis do sector mostram-se também preocupados com a fragilidade financeira dos editores de pequena e média dimensão, e com a dificuldade das pequenas editoras especializadas em determinados géneros - poesia, por exemplo - encontrarem pontos de venda. E este é um problema que se prende com o que alguns consideram ser a primazia conferida ao livro de alta rotação»

«Os defensores da internacionalização olham com expectativa para as potencialidades do mercado lusófono, em particular para os países africanos de expressão portuguesa»

*

Também sobre este assunto aqui, no site da Rádio Renascença (Artigo de Cx/M.João Costa, "Mercado editorial em alta) :
«Em 2005, 69,3% dos livros editados foram escritos em língua portuguesa e apenas 30,7% traduzidos.

Quanto aos temas mais editados, ficamos a saber que a literatura é o estilo mais publicado entre 2000 e 2005, seguido das ciências sociais e do item das generalidades que contempla tudo, incluindo os jornais. Só depois surgem a arte e o entretenimento.

(...)

José Neves, responsável pelo estudo do Observatório das Actividades Culturais, explica que “os títulos que têm sucesso acabam por custear as edições que não têm lucro ou que se pagam a si mesmas. O mercado funciona mesmo assim”.No estudo, são ainda sublinhados aspectos negativos como as elevadas margens cobradas pelas distribuidoras às editoras, o que se reflecte no preço ao leitor ou a debilidade da rede livreira portuguesa, muito por causa do crescimento das grandes superfícies.»

*
O Diário Digital também deu destaque a este assunto:
«O volume de negócios do sector do livro em Portugal atingiu 381 milhões de euros em 2005, segundo um estudo hoje divulgado, valor que terá subido para 530 milhões no ano seguinte.

(...)

É um valor baixo comparado com Espanha [que registou no mesmo período 3.064,6 milhões de euros] mas a percentagem da presença do livro na indústria transformadora está na média europeia [0,5 por cento]», disse à agência Lusa o responsável pelo estudo, José Soares Neves.

(...)
Numa primeira fase, no primeiro semestre de 2007, a equipa realizou entrevistas a diversos agentes do sector e numa segunda fase, ao longo deste ano, serão realizados os inquéritos por carta e e-mail para apurar as suas dimensões em relação ao mercado, novas tecnologias, estrutura da indústria, estruturas organizacionais, carreiras ocupacionais e políticas culturais

(...)

Para realizar o estudo, a equipa tem usado como fontes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), nomeadamente sobre o livro e a edição, dados sobre depósito legal da Biblioteca Nacional (BN), do ISBN (International Standard Book Number), relativo à edição, da DGLB e da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e União de Editores Portugueses (UEP) sobre editoras e livrarias, bem como da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) sobre direito de autor

(...)

A equipa apurou ainda que as despesas dos municípios portugueses com a cultura atingiram 527 milhões de euros em 2005, sendo que 72 milhões foram gastos em despesas com publicações e livros, 53 milhões de euros com as bibliotecas (inclui despesas com livros), e mais cinco milhões de euros aplicados na edição e aquisição de livros»


por Booktailors às 13:16 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sáb, 26/Jan/08
O Prémio D. Dinis foi atribuído a Manuel Alegre. A decisão foi tomada pelos três mesbros do juri: Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral.

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Sáb, 26/Jan/08
Hoje, no Suplemento Inovação e tecnologia, páginas 8 e 9, do Jornal Expresso [nº 1839) um artigo de duas páginas (não assinado, mas sem referência a publi-reportagem) sobre o projecto Saber Mais, da Porto Editora. Um excerto:

«Do papel ao multimedia, a Porto Editora é hoje a mais importante empresa criadora de conteúdos e soluções educativas. Com a liderança na área escolar consolidade, chegou o momento de avançar para a formação de adultos.

(...)

O "Saber mais", acessível através do endereço www.sabermais.pt, é um sistema de aprendizagem à distância desenvolvido para apoiar os processos de formação de adulto, que privilegia a disponibilização de contúdos multimédia e interactivos»


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Sáb, 26/Jan/08
Maria João Caetano no DN, DN Gente - página 11, assina hoje um artigo sobre João Lemos, ilustrador português que se irá estrear como ilustrador da Marvel na obra "Avenger Fairy Tales".

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por Booktailors às 12:51 | comentar | partilhar

Sáb, 26/Jan/08
Hoje, no suplemento de Emprego do Expresso, podemos ver um anúncio de Recrutamento para a Porto Editora. Aproveitamos para relembrar que o Blogtailors se encontra disponível para veicular anúncios de recrutamento (área editorial, naturalmente).

ADJUNTO DA DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO (m/f)
Descrição da empresa: Grupo Empresarial de referência, reconhecido pela inovação e qualidade dos nossos produtos e serviços, investindo na modernização e desenvolvimento tecnológico.

Descrição da função: Reportando ao Director de Produção, a quem assiste, dando apoio ao Planeamento, Gestão da produção e Manutenção, bem como na recolha, na análise de dados e no controlo de indicadores.

Perfil do candidato: Formação académica ao nível da Licenciatura em Engenharia (Mecânica, de Gestão Industrial, Química), experiência profissional anterior (2/3 anos) nas áreas de Gestão da Produção, Gestão da Manutenção ou similar, prática de utilização de ferramentas informáticas, conhecimentos de Inglês e idade entre os 25/30 anos.

Oferta: Integração em Grupo sólido e dinâmico, remuneração compatível e regalias sociais de bom nível. Contacto: Envie o seu CV indicando qual a Função e a Referência 32/0045/88014

Observações: Os candidatos considerados serão contactados no prazo de 15 dias úteis. www.egor.pt Maia

Responder: EGOR - PORTO Rua Gonçalo Cristóvão, 111 - 4.º 4000-268 Porto Portugal Telefone: 223 402 800 Fax: 223 402 801
Empresa de selecção e recrutamento:EGOR

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por Booktailors às 12:45 | comentar | partilhar

Sáb, 26/Jan/08
Lobo Antunes já o dizia. Ninguém discute o Prémio Nobel das ciências exactas, mas da Literatura toda a gente se acha com propriedade para o fazer. Desta feita é D. Duarte que, na página 2 do jornal Sol de hoje, lança a farpa. À pergunta "Gosta de Saramago como escritor?", D. Duarte responde: «Escreve muito mal. Acho que os suecos que lhe deram o prémio nunca o leram ou então teve um tradutor muito bom para o sueco porque aquilo em português é um desastre [risos]»

Percorreram-me algumas (na verdade, muitas) interrogações, mas fico-me tão só por esta: para alguém que tanto defende o património português, que tanto invoca os feitos portugueses passados, que defende que os portugueses devem admirar a História Portuguesa, onde é que se enquadra esta farpa ao Nobel português?


A imagem é retirada daqui.
[pf]


por Booktailors às 12:21 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sex, 25/Jan/08
Sex, 25/Jan/08
Parece publicidade, bem verdade, mas não temos culpa que o blog da Pó dos Livros tenha arrancado da forma que arrancou, obrigando-nos a 'linká-lo' novamente. Façam por isso o favor de ir ler o post Leitores, onde temos acesso à tipologia da espécie. Aqui.

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por Booktailors às 17:02 | comentar | partilhar

Sex, 25/Jan/08
Infelizmente, apenas tivemos conhecimento da apresentação dos resultados preliminares do estudo do sector editorial quando aqui postámos o aviso. De qualquer das formas, estamos a tentar recolher todas as informações possíveis, solicitando desde já que nos enviem todas as informações que dispõem.

Entretanto deixamos aqui a notícia publicada hoje no DN, referente a esta mesma apresentação e que conta com testemunhos de Carlos da Veiga Ferreira.

Alguns excertos:

«No último ano alvo de estudo, 2005, o volume de negócios no sector livreiro atingiu os 381 milhões de euros, número oficial que terá crescido, em 2007, para os 500 milhões - este um dado oficioso, revelado recentemente por uma empresa de estudos de mercado espanhola. É que, em Portugal, o sector do livro é o único que não é tratado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), facto que é contestado por Carlos da Veiga Ferreira. "Devia ser o INE a tratar estes dados. Não vejo razão para que este sector fique de fora."»

«Portugal importa livros da União Europeia e exporta para os PALOP. No último ano apurado pelo relatório, a Sociedade Portuguesa de Autores recebeu de direitos de edição literária 1,4 milhões de euros.»


por Booktailors às 16:33 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sex, 25/Jan/08
A Polymer Vision anunciou a chegada de um dispositivo com ecrã desdobrável, o Readius. Ou seja, como podemos ver nas imagens, o aparelho tem a capacidade de ficar do tamanho de um pouco mais que um cartão de visita.

Este produto posiciona-se como leitor de e-books, pelo que será concorrente directo do Kindle, entre outros.

O Readius é composto com por um ecrã de 13 centímetros(resolução 320x240 pixels), permitindo «ao utilizador um fácil acesso a notícias, blogues ou ao correio electrónico» podendo «ser dobrado quando não for necessário. O Readius é a nova aposta da Polymer Vision, que há dois anos já tinha mostrado um protótipo deste gadget.»

Este novo dispositivo dispõe de conectividade HSDPA e Bluetooth, contendo uma uma porta USB e 8GB de memória interna. A bateria dura até 30 horas.

O Readius pesa 115 gramas e mede 115 mm x 57 mm x 21 mm quando fechado.
Mais informações aqui, aqui e aqui.


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Qui, 24/Jan/08
Qui, 24/Jan/08
Quem disse que o sector editorial não tem estatísticas?
Não tinha... aparentemente.

Dia 25 de Janeiro, ou seja amanhã (sexta-feira), pelas 11 horas, no auditório da Biblioteca Nacional, será feita a apresentação do relatório dos resultados preliminares do Inquérito ao Sector do Livro, pelo Observatório das Actividades Culturais (OAC).

Serão apresentados os resultados do «levantamento da informação disponível sobre o sector em Portugal, no que toca à oferta, em particular a partir de fontes estatísticas e documentais, e da realização de entrevistas aprofundadas a diversos agentes do sector».

A apresentação pública durará cerca de duas horas e será apresentado por José Soares Neves, com a mediação de José Cortês.

Estará presente a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

Será que amanhã já podemos dizer quanto vale este sector?


por Booktailors às 19:11 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Qui, 24/Jan/08
Através do blog da Pó dos Livros, chegámos ao LerBD, que vale uma leitura atenta, por todos os fãs do género.

O blog é da responsabilidade de Pedro Moura.

Segue para a nossa lista de links.


por Booktailors às 11:37 | comentar | partilhar

Qui, 24/Jan/08
Rita Freire escreve no Blogue de Letras (blog do JL) sobre a Livros da Raposa, aplaudindo a iniciativa da Cotovia de, «através dos Livros da Raposa, nos traz[er] reedições de obras que há muito foram esquecidas. Não pelos leitores – ou não só pelo leitores – mas por editores e livreiros.

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por Booktailors às 11:30 | comentar | partilhar

Qui, 24/Jan/08
Jaime Bulhosa publicou ontem no blog da Pó dos Livros uma curiosa provocação à Byblos que não resistimos a reproduzir:

Livreiro: Bom dia!Cliente: Bom dia! Desejava as “Viagens na Minha Terra” do Eça de Queirós.
Livreiro: Perdão! Deve haver um equívoco, esse título não é do Eça...
Cliente: (sem deixar acabar a frase e com uma expressão arrogante) tenho a certeza que é do Eça de Queirós!
Livreiro: Não será a “A Cidade e as Serras” do Eça, (Com a paciência obrigatória de quem está a atender).
Cliente: Não me dê lições! Sou licenciada e sei bem do que falo. Diz-me ou não se tem e, se não tem, onde o posso encontrar?
Livreiro: Pois bem! Esse livro não tenho nem vou ter, "improvavelmente" só na Byblos. Foram eles que prometeram ter tudo…

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por Booktailors às 11:25 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Qui, 24/Jan/08
A Almedina lançou recentemente uma obra ("Académica – História do Futebol", de João Santana e João Mesquita) que pretende dar a conhecer a história do Académica.

Até aqui tudo normal. A originalidade desta obra está na abertura de autores e editora para o melhorarem. Como? Foi criado um e-mail específico para que, quem assim o deseje, possa auxiliar a melhorar futuras edições da obra.

Mais informações no jornal As Beiras, aqui. A foto é retirada do mesmo local.

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por Booktailors às 09:45 | comentar | partilhar

Qui, 24/Jan/08
José Luis Peixoto e Gonçalo M. Tavares são as duas mais recentes aquisições da Visão. Os dois escritores vão escrever intercaladamente na newsmagazine da Edimpresa. A estreia está marcada para dia 31 de Janeiro, com o autor de Jerusalém.

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por Booktailors às 09:13 | comentar | partilhar

Qua, 23/Jan/08
Qua, 23/Jan/08
Veja-se a forma genial como Ricardo Araújo Pereira desmonta duas das mais conhecidas óperas de sempre. Faz falta outros Ricardos, porque não o próprio?, a falar assim da literatura e a levá-la ao mundo dos leigos.



Digam lá se não ficaram com vontade de ouvir o Turandot e a Carmen?


por Booktailors às 14:33 | comentar | partilhar

Qua, 23/Jan/08
«A grande exposição A Consistência dos Sonhos sobre a vida e obra de José Saramago já tem data marcada para se apresentar ao público português: 23 de Abril. Ocupará mil metros quadrados dos salões do Palácio da Ajuda, mais 300 m2 do que a montagem original, no local onde agora estão em exposição as obras vindas do museu russo Ermitage. »

Mais desenvolvimentos no DN; um artigo de João Céu e Silva.


por Booktailors às 14:09 | comentar | partilhar

Qua, 23/Jan/08

Um dos heróis de infância de muitos de nós é o Cebolinha, esta massacrada personagem de verde, com somente cinco cabelos e um defeito de linguagem muito peculial.

Durante sessenta anos Maurício encantou pais, e agora filhos, com toda uma turma (da Mônica, essa rapariguinha acima, de fato vermelho e coelho sansão, capaz de arrasar com uma legião de meninos trocistas) que foi progressivamente crescendo e multiplicando-se, adaptando-se a novos tempos e públicos (Dorinha, a menina cega; Bloguinho, o geek informático; Luca, o paraplégico; para além de personagens negros, por exemplo).

Mais do que uma adaptação, maurício faz também homenagens (recordemo-nos que a Magali, a jovem gulosa comedora de melância, é a sua própria filha) e a última adesão à Turma da Mônica é um nosso conhecido: António Alfacinha.

Português, lisboeta de gema com toques linguísticas saídos dos anos 60/70, a sua entrada enquadra-se na tentativa de introduzir personagens portuguesas nos desenhos, cuja experiência recente, o extra-número «Lostinhos - perdidos nos quadradinhos» já vinha demonstrando.

Resta-nos esperar pelas peripécias desta Turma, uma das mais magníficas da literatura infantil em português.


por Booktailors às 12:39 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Qua, 23/Jan/08

Deixamos aqui a resposta elaborada pela Pó dos Livros, ao artigo escrito pelo Pedro Rolo Duarte, a que demos referência aqui.

«Li este artigo do Pedro Rolo Duarte e, pergunto-me como estará tão bem informado em relação aos números do mercado editorial e livreiro? Se nós que estamos no mercado, não o sabemos.

“530 milhões de euros em livros vendidos” parece-me demasiado, mas se pensarmos bem, este valor não é assim tanto quanto isso. Em termos de comparação apenas dá para construir 1/6 do futuro aeroporto de Lisboa, de acordo com os números vinculados pela imprensa.

Se fizermos uma conta simples a uma média de 15 euros por livro, resulta em 35.333.333 milhões de livros vendidos em 2006. O que daria uma média aproximada de 3,5 livros por habitante (é extraordinário), a ser verdade devemos ser o país que mais lê na Europa.

O que é isso do Break-even médio, que eu saiba depende muito do livro e da tiragem. O PRD não faz ideia da dificuldade que é para a maioria dos editores e autores (alguns muito bons) vender metade de 2000 exemplares por volume. Aconselho-o a abrir uma editora, já que é tão fácil ganhar dinheiro.

Quanto aos editores e livreiros, “porque lhes está na massa do sangue a queixa e a lamúria”, como parece sugerir o autor do artigo, devem ser uns chupistas que apenas querem viver à conta do trabalho dos autores.

Também, Pedro Rolo Duarte diz: “Queixam-se os autores, mas só aqueles que vendem pouco (infelizmente a maioria)”. Pergunto, o mesmo não se aplica aos autores e a ele próprio enquanto autor. A estes já não lhes está na massa do sangue.

E se a maioria não vende, como se vende tanto?»

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Ter, 22/Jan/08
Ter, 22/Jan/08
«O escritor portuense Mário Cláudio foi galardoado pela Universidade de Évora com o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2008, anunciou hoje a instituição de ensino»

Mais desenvolvimentos no Diário Digital.

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por Booktailors às 19:17 | comentar | partilhar

Ter, 22/Jan/08
A Livraria Pó dos Livros, parceira das Edições Tinta-da-China, começou um blogue.

Um espaço que fala de livros antigos e outros mais recentes, com opinião à actualidade editorial e livreira.

Vai já para a lista de links: http://livrariapodoslivros.blogspot.com/

Via Cadeirão Voltaire.

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Ter, 22/Jan/08
Ainda não fizemos 5 meses e já temos tanto para vos agradecer.

A todos vocês, que diariamente (ou sempre que podem) aqui nos acompanham e que prefazem bem mais do que 1/30.000 que os números indicam, o nosso mais do que sincero obrigado!

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por Booktailors às 15:33 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Ter, 22/Jan/08
Se há algo que eu anseio é poder, um dia, ser um gourmand.
Esta palavra, de origem irlandesa, tem como significado gostar de comer, ter a capacidade de apreciar aquilo que se come.

Para quem está neste momento a dizer: não quererá dizer gourmet? Não. Gourmet é para o vinho, gourmand é mais global, engloba o vinho e a comida, tout court.
Donc, se duvidam (acredito que sim, pois eu também duvido dessas peculiaridades), perguntem à «La Ligue des Gourmands», fundada em 1913 e diariamente invejada por mim e por vários outros espalhados pelo mundo, certamente.


Tudo isso para falar do prémio Gourmand, criado em 1995 por Edouard Cointreau (sim, o descendente do criador do licor), para aqueles que «cozinham com palavras», ou seja, para homenagear os livros dedicados à gastronomia e ao vinho.
O Prémio Gourmand é anualmente composto por mais de 40 prémios, que contemplam a variedade existente na gastronomia e, um desses prémios, foi este ano ganho pela Colares.

A obra em questão é a «Ervas & Mezinhas – na cozinha e na saúde», de M. Margarida Pereira-Müller.

A cerimónia de entrega dos prémios será no primeiro dia da Feira de Londres (13/04/08).
(nsl)

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Ter, 22/Jan/08
O DN de hoje publica um artigo de Isabel Lucas sobre a pirataria no mundo dos livros, com o título "150 mil euros de livros pirateados em 2007". Sendo má a notícia, não podemos deixar de registar que estes valores estão ainda muito distantes dos constantes de outras indústrias culturais, como a música ou o cinema.
«"Na cópia de livros... nós oferecemos a capa a cores". Esta promoção num estabelecimento comercial da Maia valeu ao responsável pela loja uma multa de 1 260 euros "pela prática de um crime de usurpação, além do pagamento das custas judiciais".

(...)

Em 2006, um responsável pela APEL falava em prejuízos para as editoras na ordem dos 50 milhões de euros resultantes da cópia ilegal, só na área do livro técnico e escolar (os mais pirateadas), o que correspondeu a cerca de 40 mil livros copiados. Em 2007, foram aprendidos 4300 livros copiados (em papel e digitalizados) no valor de cerca de 150 mil euros, sendo que aproximadamente 50% das apreensões foram feitas no distrito de Lisboa»...

Para ler aqui. Foto de Paulo Spranger.

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Ter, 22/Jan/08
Quase a surgir com energia positiva, o projecto Tangerina irá dar que falar.

Trata-se da nova parceria Galp/Bertrand para a exploração dos pontos de venda de livros dentro das M 24.

A Tangerina parece ser um conceito inteligente, pensado e bem estruturado, que irá alargar a oferta mainstream de livros a cerca de 100 pontos do país.

Aplaudimos a parceria, pois a Galp transfere para as mãos de quem já está no negócio, e tem o know-how suficiente, a possibilidade de se fazer um bom trabalho.

Para os editores é a possibilidade de ter uma empresa profissional a desenvolver um dos novos canais de venda.

Mais informações a colocar posteriormente.


por Booktailors às 09:59 | comentar | partilhar

Ter, 22/Jan/08

De 28 de Janeiro a 4 de Fevereiro não perca um interessante seminário organizado pela Universidade de Alcalá/IPECC (Estudos Culturais de Comunicação), em Madrid.

Durante uma semana falar-se-á de livros escolares (mercado espanhol), política de fomento à leitura, novas tecnologias, crítica literária ou a criação de projectos editoriais.

A entrada é livre (sujeita a marcação prévia pelo email: suances@editrain.com, ou através do telefone +34 913041440).

Via Comunicación Cultural.


por Booktailors às 09:51 | comentar | partilhar

Seg, 21/Jan/08
Seg, 21/Jan/08
Dois eventos a reter:

1) Colóquio «Para Além da Mágoa: Novos Diálogos Pós-Coloniais», Casa Fernando Pessoa. Amanhã, 22.01.2008, a partir das 9h30. Programa completo aqui.

2) Conferência proferida por Michel Bruillon, subordinada ao tema "Booktrades studies in Europe". Universidade Católica Portuguesa - Lisboa (FCH).Sala de Expansão Missionária (piso 1 do edifício da Biblioteca João Paulo II). Sessão em inglês. Dia 24.01.2008, às 20h00.


Deixamos aqui a informação veiculada pela coordenação da Pós-Graduação do curso de Edição da Universidade Católica:

Michel Bruillon é o Director do Pólo "Métiers du Livre" da Universidade Paris X-Nanterre. Entre as várias obras que publicou, destacamos a coordenação do livro "Les Professions Du Livre - Edition, Librairie, Bibliothèque" (Ellipses Marketing, 2000).

Booktrades studies in Europe:
What is a book? It is one of the most basic questions today among book professionals, It implies that trainers or teachers should beaware of the evolution of books over the years to come and react accordingly. The aim of this conference is to present how in France and in Europe, booktrades trainers try to adapt academic syllabus to professional needs.


por Booktailors às 18:40 | comentar | partilhar

Seg, 21/Jan/08

«O primeiro-ministro e a ministra da Cultura inauguram hoje a nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, um projecto de Álvaro Siza Vieira que implicou um investimento de 4,5 milhões de euros.»

Mais desenvolvimento no Público de hoje e no Diário Digital.


por Booktailors às 18:30 | comentar | partilhar

Seg, 21/Jan/08
Uma nota de agradecimento para o post do blog da Livros de Areia, em que somos referenciados.

O blog, que acompanha as "deambulações de dois editores" que não fiam, mas aceitam reclamações pode (e deve) ser visto aqui.

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por Booktailors às 14:46 | comentar | partilhar

Seg, 21/Jan/08
Alguns excertos do artigo de opinião "www.nahapachorra.com", de Joel Neto, na revista NS, do Diário de Notícias do dia 19.01.2008, p. 70.

«Se o que angustia Lobo Antunes é deixar de haver lugar a seu lado para os manuais de astrologia de Paulo Cardoso, as memórias pasarosas de Carlos Castro ou as denúncias de Carolina Salgado sobre a actividade intestinal de Pinto da Costa, com os quais conviveu tão bem até aqui, posso desde já descansá-lo: todos eles hão-de continuar no catálogo. Se o que quer é apenas mais mimos, descanso-o também: basta pedi-los aos novos editores, que eles nem por um momento lhos regatearão.

(...)

Para muitos escritores, a entrada em cena de Paes do Amaral, e a par deste do Explorer Investments e do Direct Group, é o princípio do fim. Não mais a literatura portuguesa será com dantes, reclamam. E, no entanto, é tolice. Que grandes grupos empresariais se interessem pelo mercado literário português só quer dizer que Portugal tem agora um mercado literário, coisa que antes não existia.

(...)

Já os autores marginais, deixarão de ter de lutar por migalhas de atenção por parte dos editores. Falo dos editores grandes e falo dos editores pequenos, note-se. Porque, a partir daqui, as pequenas editoras vão poder dedicar-se aos nichos de mercado, desistindo em vez de passar o tempo à procura da nova Margarida Rebelo Pinto, do novo Dan Brown e do novo Lobo Antunes, à semelhança do que fazem as grandes. Vão passar a ser editoras, em vez de fábricas de sabonetes que um dia sonharam ser editoras mas tiveram de desistir de ser editoras proque todas as outras haviam virado fábricas de sabonetes.

(...)
Paes do Amaral disse que detestava ler, o presidente do Direct Group vendia lixívias, o Explorer Investments quer ganhar dinheiro depressa e passar a outro ramo. Aceitemos que é assim: tudo medíocre, tudo estúpido, tudo aparências e mais nada. Mas uma coisa vos garanto: não há autor que não tenha nunca sonhado ser um 'best-seller' - e não há autor que não vá agora querer fazer parte da Leya ou de uma das suas concorrentes.

Quanto aos editores tradicionais, não choremos por eles. Venderam os seus negócios, ganharam um monte de dinheiro e hão-de abrir novos negócios. A seguir voltam a vendê-los, a ganhar um monte de dinheiro e a abrir outros ainda. Com eles, estarão os autores. E, se em algum momento estes se esquecerem do nome da pessoa que os edita, a culpa é apenas sua.»


por Booktailors às 13:27 | comentar | partilhar

Seg, 21/Jan/08

Os best-sellers estão a ficar cada vez mais best-sellers.

Quem o diz não somos nós, mas são os números que nos chegam do Reino Unido, onde (tal como nas médias de acesso ao curso de medicina) o último livro a aceder ao «Top 100» de vendas globais no retalho tem vindo a apresentar valores cada vez maiores.

Para ser mais exacto, este ano o pior dos best-sellers (n.º 100) vendeu 125.466 exemplares, um aumento em relação aos 117.355 de 2006 e aos 110.108 de 2005, numa média estável de cerca de 7% ao ano.

A este ritmo, no ano de 2015 um livro terá de vender pelo menos 215.000 exemplares para ser Top'ável.


por Booktailors às 12:29 | comentar | partilhar

Seg, 21/Jan/08
O endereço é o mesmo, mas o layout e as lógicas de navegação mudaram.

O site das Edições 70, que até aqui se aproximava bem mais de um livro em suporte digital (para quem ainda se recorda, o site continha páginas extensíssimas com poucos links, sem um menu de navegação), está agora de cara levada. Está mais bonito, mais intuitivo, mais user friendly.


por Booktailors às 11:19 | comentar | partilhar

Seg, 21/Jan/08
Hoje, no DN, a história d'"O homem 'mal vestido' que furtava livros raros". Um artigo de Francisco Mangas.

«Desenhava a planta das bibliotecas para nada falhar no acto do furto

Rigoroso e persuasivo, "bem falante", "muito inteligente". Só o descuido no vestir, à primeira vista, poderia espavorir a caça. Mas não. Durante três anos, pelo menos, iludiu mais de uma dezena de bibliotecários do Porto e arredores. Entrava leve, no falso papel de jornalista, saía com livros valiosos, raros, sob a velha gabardina.» ...

Não, não é a entrada de um conto policial. É verdade: José Correia da Silva está a ser julgado no Tribunal de S. João, (Porto)...

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Seg, 21/Jan/08
Dissemo-lo aqui, a 28 de Dezembro, em primeira mão.

Agora, apesar do silêncio de outros meios, já parece ser oficial: a Pergaminho, de Mário Moura, foi adquirida pela Bertelsmann. Mais desenvolvimenos no JN. Um artigo de Sérgio Almeida.


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Seg, 21/Jan/08

A obra "Tu és a mulher da minha vida, ela a mulher dos meus sonhos", com argumento de Pedro Brito e desenhos de João Fazenda (Edições Polvo), vai ser lançada em França, pela editora francesa Six pieds sous terre.

Num país que nem sempre considera a BD / ilustração, em espaço de duas semanas, esta é a segunda boa notícia...


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Seg, 21/Jan/08
«Crise? Qual crise?

De uma vez por todas: foram vendidos 530 milhões de euros em livros no ano 2006; importaram-se 62 milhões de euros de livros no mesmo ano; editam-se em Portugal mais de 15 mil títulos por ano (41 livros por dia!); o break-even médio de um volume situa-se nos 2000 exemplares vendidos) (ou seja, é mais fácil editar um livro e não perder dinheiro do que ver o Benfica ganhar a liga num período de 10 anos...) [sic].

(...)

...entre os clubes com maior número de sócios encontra-se o Circulo de Leitores. Tem 300 mil quotizados que se obrigam a comprar pelo menos um livro por trimestre. O novo grupo editorial Leya, que reúne um vasto conjunto de editoras de todos os estilos, anunciou na semana passada a intenção de, em 2008, editar mil novos títulos e facturar 90 milhões de euros. O mesmo grupo anunciou que em 2007 facturou 20 milhões de euros exportando livros escolares para Angola e Moçambique.

(De passagem: as vendas brutas de “Rio das Flores” representam, ao fim de dois meses, um encaixe de 4,5 milhões de euros na Oficina do Livro; e as vendas de “Sétimo Selo”, de José Rodrigues dos Santos, foram responsáveis por mais de 2,6 milhões de euros de facturação na Gradiva...)

Os editores "chocam-se", porque lhes está na massa do sangue a queixa e a lamúria. Os livreiros queixam-se - mas conhecem algum comerciante que não faça outra coisa senão queixar-se e cuja frase chave não seja "este ano piorou muito...?"

(...)

...era altura de aceitar pacificamente que o mercado do livro em Portugal vive melhor do que a maioria dos seus familiares, nomeadamente a música ou o teatro. Vive o melhor possível. Neste momento cheio de vitalidade. E a nadar em oportunidades. Quem as tiver, chame-lhes suas.»

Um artigo de Pedro Rolo Duarte.

[Via Manuel Valente, n'A Origem das espécies]


por Booktailors às 00:05 | comentar | partilhar

Dom, 20/Jan/08
Dom, 20/Jan/08

«Mas pergunto: o que fizeram por esses livros? Trabalharam-nos? Fizeram-nos chegar ao leitores? Ou limitaram-se a pô-los nas livrarias? Esses livros precisam de ser apoiados. Por que não pedir a pessoas que escrevam sobre eles?»

Na Jornal de Notícias de hoje, uma entrevista de Sérgio Almeida a António Lobo Antunes.

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Dom, 20/Jan/08
Um texto de sexta-feira, assinado por Rita Pimenta no jornal Público, dava-nos conta de um estudo efectuado pelo Letrário, avaliando a qualidade no uso da língua portuguesa em livros infantis.

O Letrário - equipa de consultoria em língua portuguesa e estrangeira - confrontou 22 livros para a infância e o resultado obtido não foi o melhor.

Entre mortos e feridos, resta-nos aplaudir o primeiro lugar obtido pelas obras da responsabilidade de Ângela Barroqueiro que, desde 2001, tem feito um óptimo trabalho com os livros infantis da Campo das Letras.

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por Booktailors às 10:19 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sáb, 19/Jan/08
Sáb, 19/Jan/08
Luis Miguel Queirós assina, hoje no Público - página 15, um artigo que dá conta do leilão que será levado a cabo no Porto, tendo por base as cartas e bilhetes postais de José Régio para Alberto de Serpa.

O leilão, à partida no dia 9 de fevereiro, é da responsabilidade do alfarrabista Manuel Ferreira, na Junta de Freguesia do Bonfim.

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Sáb, 19/Jan/08
O Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica foi atribuído a Amadeu Baptista.

Este autor, que publicou recentemente "Antecedentes Criminais", pelas Quasi Edições, deu uma entrevista ao Bibliotecário de Babel. Para ler aqui.

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por Booktailors às 09:47 | comentar | partilhar

Sáb, 19/Jan/08
No Corta-fitas, João Távora conta-nos uma (recente) experiência com o Círculo de Leitores. Pegando num caso concreto de redução do preço de uma colecção, demonstra o seu descontentamento face ao gigante alemão.

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Sáb, 19/Jan/08
A Revista Sábado iniciou na passada quinta-feira uma colecção 8 de livros que serão distribuídos ao preço de 1 euro. O primeiro volume (A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende) foi distribuído como oferta na edição do dia 17 de Janeiro.

Esta colecção será composta por obras literárias que deram origem a adaptações a cinema. A primeira obra, oferecida na compra do jornal, será A casa dos espíritos, de Isabel Allende. Os restantes títulos, com o preço de 1 euros, serão os seguintes:
- O Padrinho, de Mário Puzo;
- L.A. Confidential, James Ellroy;
- Orgulho e preconceito, Jane Austen;
- A sangue frio, Truman Capote;
- O fiel Jardineiro, John Le Carré;
- O doente Inglês, Michel Ondaatje;
- A fogueira das vaidades, Tom Wolfe.

Recorde-se que a revista Sábado tem-se demarcado por uma grande agressividade nas suas ofertas promocionais. Recordamos por exemplo a colecção de inéditos, oferecidos mediante a compra da revista, que contou com nomes como José Luis Peixoto, Francisco José Viegas, Rui Zink ou Maria Filomena Mónica. Esta iniciativa teve como parceiro as Quasi Edições, de Jorge Reis-Sá.

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por Booktailors às 09:44 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sex, 18/Jan/08
Sex, 18/Jan/08
O El Cultural publica um interessante artigo que vale a pena ler e que analisa o papel do livro e da edição no contexto digital, sem deixar de olhar para duas das suas figuras principais: o editor e o autor. Neste artigo, intitulado "La Nueva Alejandría", assinado por N. Azancot / D. Arjona , podemos contar com os testemunhos de Arcadi Espada, José Antonio Millán, Vicente Luis Mora, Joaquín Rodríguez, entre outros.

Três notas, não (necessariamente) de referência, mas de preferência:
1) José Antonio Millán, abordando uma potencial perda de estatuto do editor, não deixa de enaltecer as possibilidades da Web na promoção: “Los autores(...) pueden tener hoy una autopromoción de sus libros en sus propias webs que ningún editor puede igualar. Y si el autor entrega ya su libro compuesto, si se hace él solo la promoción, y si ve por último que el editor no puede defender su libro en la mesa de la librería más allá de dos o tres semanas, ¿para qué quiero al editor, empezará a pensar?”.

2) Ricardo Artola (Ediciones B) vem defender que a era digital só será uma ameaça para alguns, pois '«los más revolucionarios estarán encantados».

3) «El riesgo que para la defensa de los derechos de propiedad intelectual pueden suponer las nuevas tecnologías no le parece tal al directivo de Planeta y prefiere enfocarla en positivo : “Se abrirían nuevas posibilidades. Un ejemplo es la publicidad o el patrocinio de libros. ¿Cuantos lectores aceptarían de buen grado disponer de un catálogo de títulos gratuitos (o a precio muy reducido) a cambio de unas páginas publicitarias insertadas en el propio e-book? Probablemente muchos. El autor recibiría sus royalties directamente de la inversión aportada por la marca anunciante. Además se beneficiaría del efecto multiplicador de la difusión de su obra gracias a su gratuidad”.»

Mas há mais, muito mais, para ler neste artigo.

[Via JAF]


por Booktailors às 17:09 | comentar | partilhar

Sex, 18/Jan/08
Para um sector que sempre foi visto como muito conservador, começam a dar-se sinais que, afinal, na verdade talvez não seja tanto assim. Não falamos de fusões ou aquisições. Falamos por exemplo deste convite que nos chegou ao e-mail e que nos colocou a pensar se o mercado estará pronto para suportes como este.

Rapidamente, mostrei este convite (o msn de facto faz milagres!) a meia dúzia de pessoas. As reacções dividiram-se entre o espanto, o riso e a demonstração de extrema reprovação pelo "mau gosto" (início e fim de citação) da peça.

A iniciativa tem a marca da Guerra e Paz, a obra chama-se "7 anos de mau sexo" e tem a autoria de Ana Anes.


por Booktailors às 16:48 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sex, 18/Jan/08

Agora que em todos os jornais se fala da compra e venda de editoras por valores pouco divulgados (sim, a Pergaminho está prestes a ser falada na comunicação...), eis que surgem contas de somar feitas noutros países, melhor, noutros mundos bastante diferentes.


Segundo os especialistas, no ano de 2007 trocaram de mãos quase 9 mil milhões de euros (13 mil milhões de dólares).

Se por cá a Texto, a Asa, a Gailivro e a Nova Gaia representaram o mercado escolar trocado por moeda, no mundo anglo-saxónico a maior operação também foi no escolar, mas efectuada pela Apax Partners (Fundo de Investimento que nada tem a ver com os livros) em associação com a OMERS (um Fundo de Pensões Canadiano que devia querer diversificar as suas aplicações), ao comprarem a parte escolar da Thompson e, posteriormente, o braço de ensino superior da Houghton Mifflin Riverdeep.


A Houghton Mifflin não quis ficar atrás e, após vender a HMR, foi também comprar e logo em grande, neste caso a Harcourt dos EUA.

Outras vendas mais pequenas, mas não tão pequenas quanto as nossas, foram a venda do Grupo Avalon Publishing à Perseus que, entretanto, também vendeu a Jack Shoemaker a sua antiga casa, a Shoemaker & Hoard, que pertencia anteriormente à Avalon.

Já agora, Jack Shoemaker e seu sócio não quiseram só isso e também compraram a Counterpoint Press e a Soft Skull, criando a Counterpoint LLC.

Falando de fundos, a Square Publishing (que está associada a um fundo de capitais) comprou a Northland Publishing e a T&N Children's Publishing, assim como o fundo Bertram Capital comprou a AuthorHouse e a iUniverse, tornando-se preponderante no mercado da auto-edição por print-on-demand.

Já estão cansados? Ainda não?
Então saibam que a Rizzoli comprou a Hugh Lauter Levin Associates, que a Amazon comprou a editora de audiolivros Brilliance Audio, que a Taylor & Francis comprou a Haworth e a Productivity Press, que a John Wiley comprou Blackwell Publishing (de edição científica especializada), para além de vários outros negócios mais pequenos que seriam demasiado enfadonhos para continuar a citar.

No meio de tudo isso, só conseguimos pensar em como o nosso mercado é pequeno, tão pequeno que a maior parte destas operações vale, por si só, mais do que todo ele.

[Via JAF / Publishers Weekly]


por Booktailors às 14:57 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sex, 18/Jan/08
O site da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, no seu site, diz-nos que o Prémio Camões é «maior galardão literário dedicado à Literatura em Língua Portuguesa.»

A Leya por outro lado, vem dizer que o «Prémio LEYA de Romance será dotado em 2008 com um montante de 100.000 Euros, o maior de língua portuguesa atribuído a uma só obra.»
Eu bem sabia que devia ter prestado mais atenção à àula em que o professor explicou a diferença entre artigos definidos e indefinidos.

Já agora, para todos aqueles que meteram férias para começar a escrever um livro que lhes permita concorrer ao Leya, recorda-se que o regulamento deste último prémio será divulgado no próximo dia 15 de Fevereiro de 2008.


por Booktailors às 14:39 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sex, 18/Jan/08
Carlos da Veiga Ferreira é Presidente da UEP e editor da Teorema. Não necessariamente por esta ordem, já que o segundo só vem após o primeiro. Numa entrevista efectuada por e-mail, Carlos da Veiga Ferreira fala-nos da construção do seu catálogo, da Explorer Investments, do que foi mudando na edição.


1.Euclides ensinou-nos que um Teorema era uma afirmação que podia ser provada, acha que a Teorema ainda tem algo para provar ao mercado?

Embora o nome Teorema remeta mais para o filme de Pasolini com o mesmo título, podemos sempre ir também à geometria, para dizer que a casa provou, no passado, que era possível construir um catálogo de elevada qualidade, com poucos meios, mas muito amor e dedicação.
Na nova etapa, tenho razões para pensar que a Teorema continuará a "provar", agora com o apoio de um grupo muito jovem, mas que já tem também muitas provas dadas.


2. Algumas vezes ouvimo-lo dizer que o fantástico catálogo que construiu foi obtido quase sem dinheiro. O que é que contou como moeda de troca durante todos estes anos?

O que sempre tenho dito é que o catálogo, que vocês qualificam de "fantástico", foi construído com pouco dinheiro, se comparado com o que já de há bastante tempo vem sendo usual pagar. Ao longo de todos estes anos, o que fiz, e muito me ajudou foi construir uma rede de grande amizade e cumplicidade com agentes, editores e autores. Essa rede tem-me permitido descobrir autores novos, conseguir clássicos e outros já confirmados também que, em muitos casos, preferem publicar em casas pequenas, mas com um catálogo de qualidade.


3. Como vê as alterações por que o mercado dos direitos anda a passar, onde parece que é o dinheiro que mais manda, fala-se em históricos, em plataformas de acesso, em rentabilidade e parece que o melhor avanço ganha. Será que os rostos de hoje só surgem nas notas e moedas?

No mercado de direitos manda, hoje e principalmente, o que manda em todos os mercados - o dinheiro. Esta é uma verdade universal, e Portugal não poderia ser excepção. O problema é que a competição desenfreada nos pode levar, nestes tempos de baixas tiragens, a cometer erros com pesadas repercussões económicas.
O meu optimismo leva-me, porém, a acreditar que nos será possível, a mim e aos meus colegas de ofício, evitar tais erros.


4. Stanley Unwin dizia-nos que o tempo mais bem passado do editor era com os livreiros, o Carlos Veiga Ferreira concorda ou tem uma visão diferente do tempo dos editores?

Passei de facto muitos e bons tempos com livreiros, quando nesta acepção os havia. As transformações no mundo livreiro foram, contudo, de tal ordem, que receio que os livreiros de hoje pouco tempo tenham para os seus clientes, quanto mais para velhos editores. Muito tempo e útil tenho passado à conversa com leitores interessados e críticos.


5. De que forma passa o seu tempo [profissional]? Quais são as actividades a que mais se dedica e das quais nunca abdicaria?

Até há bem pouco, eu era praticamente o único "fabricante" dos livros da casa e, por isso, tinha que dedicar o meu tempo ao trabalho com agentes, autores, tradutores, revisores, gráficos, imprensa (que sempre nos apoiou), tipografias, papeleiras e tudo o resto.
Mas o grosso do meu tempo foi sempre dedicado à leitura e estou certo de que será essa a actividade de que nunca abdicarei.


6. A Teorema foi sempre uma editora com rosto. Actualmente, a Teorema passou a integrar uma estrutura alargada, com objectivos e características próprias. De que forma irá a Teorema ajustar o rosto às novas necessidades?

O rosto da editora não sou eu, são os rostos dos muitos autores que publiquei. Esses permanecerão sempre.
Estou convicto de que a minha colaboração com os outros editores e estruturas das casas que estão no mesmo grupo, em especial com o António Lobato de Faria, que muito admiro, permitirão afirmar ainda mais no mercado esses rostos, esse rosto.


7. Havendo actualmente vários actores no mercado, o que o levou a decidir-se pela Explorer Investments?

A Teorema, como muitas outras editoras, foi contactada por vários grupos interessados na sua aquisição. O que me levou a decidir pela EXPLORER foi a enorme transparência e seriedade que encontrei nos seus responsáveis, a clareza dos seus projectos e a garantia da manutenção da identidade da casa.


8. Estando à frente da UEP, como acha que todas estas alterações irão afectar o sector associativo?

É muito cedo para fazer previsões. Mas o recente encerramento do longo contencioso com a APEL e as intenções manifestadas pelos representantes dos vários grupos em presença permitem-me esperar o fortalecer do movimento associativo e, a prazo, a sua unificação.


9. Qual é para si o passo seguinte para que o mercado fique mais equilibrado, mais pro-activo e permita a existência de qualidade, prosperidade e especificidade neste sector?

Confesso que não tenho a sabedoria para responder a esta questão, já que as variáveis são tantas e os desafios tão grandes, que uma resposta não passaria de especulação ou "wishful thinking".


10. Se tivesse de sintetizar tudo numa frase, como descreveria os tempos que se aproximam?

No curto prazo, muita perturbação e indefinição; a seguir, consolidação dos vários projectos em presença; no fim, um sector mais próspero, com uma produção diversificada e de qualidade, que nos fará estar à altura de um passado que honra os editores portugueses.

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por Booktailors às 11:25 | comentar | partilhar

Sex, 18/Jan/08
Se alguém teve uma vida suficientemente atribulada para ter direito a memórias foi a estrela pop George Michael.

Assim pensamos nós e assim pensou Belinda Budge, a directora de marketing da Harper que acaba de assinar um contrato milionário para a publicação, no Outono de 2009, das memórias (escandalosas e não censuradas) do cantor.

A obra será auto-biográfica (George Michael prometeu que seria ele mesmo a escrevê-las) e irá ser publicada em livro e e-book pela HarperCollins (EUA, RU, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Índia).

Os direitos internacionais estão a ser negociados pelo agente londrino Andy Stephens.


por Booktailors às 10:40 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

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