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Dom, 30/Nov/08
Dom, 30/Nov/08


por Booktailors às 14:04 | comentar | partilhar

Dom, 30/Nov/08
«Ontem apaguei pela primeira vez um comentário aqui no Tecnopolis: era inútil, mal escrito e um ataque não fundamentado a outro leitor. O pequeno episódio serve de mote para republicar aqui um artigo sobre o tema, que que escrevi no Público há algum tempo»

Um interessante artigo de João Pedro Pereira para ler aqui.

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por Booktailors às 10:00 | comentar | partilhar

Sáb, 29/Nov/08
Sáb, 29/Nov/08

Retirado daqui.

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por Booktailors às 10:01 | comentar | partilhar

Sáb, 29/Nov/08
A Feira do Livro de Guadalajara arranca hoje e decorre até 7 de Dezembro.


por Booktailors às 09:25 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
Sex, 28/Nov/08
O blog da Pó dos Livros vestiu-se para o Natal. Vão lá ver.


por Booktailors às 17:03 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sex, 28/Nov/08

Através da Smashwords (http://www.smashwords.com/) os autores independentes podem ter os seus livros no IPhone.

Mais informações em Soybits.

Via Twitter JAF


por Booktailors às 15:26 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
Várias grandes bibliotecas universitárias inglesas unem esforços financeiros para adquirirem um acervo de obras impressas e digitais «indispensáveis».

O objectivo é conseguir vantagens com a escala.

Fonte Bookseller.


por Booktailors às 14:59 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
«By offering numerous classical literature works for free, we've proven that Stanza on the iPhone provides a tremendous reading experience and that iPhone users love the convenience of always having their latest read in their pocket or purse.»

Para já tratam-se de clássicos e de excertos de best sellers, sendo que nos tempo mais próximos vários outros títulos do catálogo Macmillan estarão presentes.

Fonte The Digitalist.


por Booktailors às 11:09 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
Já podem seguir todas as actualização da Editorial Presença através do twitter: https://twitter.com/presenca

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por Booktailors às 10:30 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
A HMH, uma das mais importantes editoras escolares e de tecnologia dos EUA, mandou suspender temporariamente a compra de originais.

O objectivo é avaliar as repercussões da crise neste natal e antecipar possíveis estratégias de contracção.

Via Publishers Weekly.


por Booktailors às 09:58 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
J. Gerry Purdy, analista do Knowledge Center, defende que 75% dos leitores de todo o mundo irão aderir aos ebooks. E explica-se porquê. Aqui.


por Booktailors às 09:31 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
valter hugo mãe acaba de ser convidado para participar no Festival Internacional de Literatura PEN World Voices. Este certame decorrerá entre 27 de Abril e 3 de Maio de 2009.

João Tordo será publicado por uma das mais importantes editoras francesas – a Actes Sud.

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por Booktailors às 09:07 | comentar | partilhar

Sex, 28/Nov/08
  1. A Revolução Francesa, Michel Vovelle, Edições 70
  2. Avenida Paulista, João Pereira Coutinho, Quasi Edições.
  3. Com os copos, Miguel Esteves Cardoso, Assírio e Alvim
  4. D. Carlos. Lisboa, 1908, Marina Tavares Dias, Quimera Editores
  5. Escrito no mar - Livro dos Açores, Manuel Alegre e Jorge Barros, Sextante Editora
  6. Eu falar bonito um dia, David Sedaris, Fenda
  7. Indústrias Culturais, Imagens, Valores e Consumos, Rogério Santos, Edições 70
  8. Lenine, uma nova biografia, Dmitri Volkogonov, Edições 70
  9. O regicídio, Alice Samara e Rui Tavares, Tinta da China
  10. Os fantasmas de Serralves, André Tavares, Dafne Editora
Algumas das obras aqui referenciadas pretendem representar colecções / linhas gráficas no seu todo.


por Booktailors às 09:00 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Qui, 27/Nov/08
O filme Crepúsculo, baseado na obra de Stephenie Meyer (Gailivro), estreou com sucesso absoluto nos EUA.

No primeiro fim-de-semana alcançou um resultado superior a 70 milhões de dólares em ingressos.

Fonte Publishers Weekly.

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por Booktailors às 17:27 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Acaba de ser inaugurado o website Português Exacto, da Porto Editora.

«Um site que pretende esclarecer todas as dúvidas relacionadas com o Português, incluindo as mudanças introduzidas pelo Acordo Ortográfico.
[...]
Para além destas ferramentas, o PORTUGUÊS EXACTO permite uma pesquisa directa na Infopédia.»

Mais informações na Português Exacto, http://www.portuguesexacto.pt/.


por Booktailors às 16:55 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Qui, 27/Nov/08

Os autores Phillip Pullman e Anne Fine acusaram os editores de prejudicarem as vendas com a colocação do aviso de idade recomendada na capa dos livros infantis.

É o retorno de uma controvérsia que parece continuar mesmo após o acordo dos editores.

Via Bookseller.

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por Booktailors às 15:36 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08



Durante o mês de Novembro irão abrir portas mais 4 livrarias Bertrand, localizadas nas Caldas da Rainha, Guarda, Barreiro e Olivais.

Com este acrescento, a rede actual passa a contar com 57 pontos de venda.




Fonte: Bertrand Livreiros.

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por Booktailors às 14:56 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Os valores do último trimestre da rede livreira norte-americana Barnes & Noble foram maiores do que o esperado.

O primeiro dos resultados é a revisão em baixa da abertura de novas lojas, em 2009.

Mais informações na Reuters.


por Booktailors às 13:56 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
O mundo editorial anglosaxónico está a braços com o aumento dos custos: «Inevitably in the current climate, publishers are looking hard at outgoings, and any expenditure which is not core will be under the microscope. However, compared to other media sectors, publishing is holding up well: recruitment freezes, not wholesale redundancies; trimming, but not cancelling delegations», segundo Simon Juden da Publishers Association.

Fonte Bookseller.

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por Booktailors às 13:24 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
A Random House congelou o seu Plano de Pensões do grupo e passa a impedir a entrada de outros trabalhadores no Plano.

Ver no Washington Times.

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por Booktailors às 12:25 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
São as estrelas que pagam. Pelo menos é essa a conclusão do mercado escocês que tem visto decrescer as vendas das «celebrity memoirs» com o desenrolar da crise financeira.

Ver aqui.

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por Booktailors às 11:25 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Para acabar com a confusão entre egg e e.g.

Ler notícia da BBC. Via Livro de Estilo.


por Booktailors às 11:21 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Foi condenado, no Reino Unido, um homem acusado de vender ilegalmente áudiolivros no Ebay, num valor global superior a 1 milhão de libras esterlinas. Trata-se do primeiro caso, e a pena aplicada foi de 21 meses de cadeia (também por lavagem de dinheiro).

Mais informações na Bookseller.


por Booktailors às 09:54 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Ler notícia no Diário Digital.

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por Booktailors às 09:19 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Apesar de na BD o que hoje é verdade, amanhã é mentira e vice-versa, anuncia-se agora o fim de Batman...


por Booktailors às 09:18 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
«Intitula-se "Astérix e os seus amigos" e é um álbum de homenagem a Albert Uderzo, criado pelos seus colegas de profissão, para comemorarem o seu 80.º aniversário. A edição portuguesa acaba de chegar às livrarias»

Ler aqui.

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por Booktailors às 09:17 | comentar | partilhar

Qui, 27/Nov/08
Ler mais no JN, no qual se faz igualmente um resumo da comunicação de Eduardo Lourenço.

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por Booktailors às 09:16 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 27/Nov/08
«A Casa Fernando Pessoa (CFP) pretende impugnar a venda em leilão de todos os livros e revistas da biblioteca do poeta que venham a ser levados à praça pelos herdeiros, disse à Lusa o investigador Jerónimo Pizarro»

Ler no DN.

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por Booktailors às 09:15 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
Qua, 26/Nov/08
É este o título do comunicado divulgado pela Porto Editora que passamos a reproduzir:

«A Campanha de incentivo à leitura promovida pela livraria online WOOK (www.wook.pt) regista centenas de milhares de participações. Amanhã acontece o derradeiro “MOMENTO WOOK”. A hora, claro, é um segredo bem guardado.

A participação na campanha “MOMENTOS WOOK” está a superar de longe as expectativas mais optimistas dos responsáveis pela livraria online do Grupo Porto Editora.

Desde que a WOOK anunciou, na tarde da passada segunda-feira, 24 de Novembro, o arranque da campanha, centenas de milhares de clientes têm-se mantido online na expectativa de conseguirem encomendar um dos muitos livros – um milhão, para ser exacto – que ficam gratuitos nos designados “MOMENTOS WOOK”.

Rui Aragão, director da WOOK, afirma-se surpreendido com o impacto da campanha, detalhando que “em várias alturas destes dias, a WOOK tem tido um tráfego incrível, chegando a registar 500 consultas por segundo, levando a que muitos clientes encontrem
algumas dificuldades de acesso e navegação”. Este responsável acrescenta que, ainda
assim, os dois “MOMENTOS WOOK” já realizados (um ontem, outro hoje) foram bem sucedidos. Para amanhã está planeada a última oportunidade para mais 1000 clientes conseguirem grátis o livro que tanto desejam.

De relembrar que, para participar nesta campanha, basta fazer o registo na livraria online e estar atento à colocação de um banner a informar o início do “MOMENTO WOOK”. Os primeiros 1000 clientes que tiverem encontrarem um dos seus livros preferidos grátis só têm de, rapidamente, confirmar a encomenda.

Os “MOMENTOS WOOK” resultam numa campanha inédita no nosso país ao disponibilizar, ao mesmo tempo e gratuitamente, o maior número de títulos jamais reunido, incluindo bestsellers como os novos romances de José Saramago, José Rodrigues dos Santos e João Aguiar.

A campanha termina amanhã, quinta-feira, 27 de Novembro.»


por Booktailors às 17:41 | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Qua, 26/Nov/08
O Google disponibilizou o arquivo fotográfico da revista Life, disponibilizando um dos maiores acervos fotojornalísticos de todo o mundo. São mais de 10 milhões de fotos e ilustrações desde 1750 até 1970. Aqui.

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por Booktailors às 17:37 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
Para mais informações, ver aqui.


por Booktailors às 15:33 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
«A Casa Fernando Pessoa pretende impugnar a venda em leilão de todos os livros e revistas pertencentes à biblioteca do escritor que venham a ser colocados em licitação pelos herdeiros, disse hoje à Lusa o investigador Jerónimo Pizarro»

Ler no Público.

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por Booktailors às 12:51 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
«Este é o retrato implacável de uma realidade que não podemos continuar a fingir que não existe. Estas são algumas das verdades, duras como punhos, sobre um país que sonhou ser diferente - e nos fez também sonhar.»

Pedro Rosa Mendes assinou ontem uma violenta, e corajosa, peça que traça um retrato do que é, para este autor, Timor hoje em dia. As reacções na blogosfera e no próprio jornal não se fizeram esperar.

Este é um daqueles textos que, sem dúvida, poderia dar um livro.

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por Booktailors às 11:47 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
«A Casa Fernando Pessoa está a ser visitada por 2.000 pessoas por mês na sequência do alargamento do horário de abertura ao público e do reforço das iniciativas com as escolas, disse hoje a directora da entidade.»

Ler na página de cultura da RTP.


por Booktailors às 11:41 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
«O escritor V. S. Naipaul, Prémio Nobel da Literatura em 2001, recusou-se a falar sobre a sua “biografia autorizada” numa entrevista ao PÚBLICO que será publicada esta quarta-feira»

Mais desenvolvimentos no Público.

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por Booktailors às 11:39 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
«Desejo parabéns e felicidades à Livraria Minerva Galeria, e a Isabel e a José Alberto Garcia, pelos 10 anos da Livraria Minerva Galeria, na rua de Macau, em Coimbra, assim como pelos 23 anos da Livraria Minerva (alfarrabista), na Rua dos Gatos, 22 anos das Edições MinervaCoimbra e 16 anos da Livraria Minerva da Faculdade de Letras (ver blogue da MinervaCoimbra»

Ver aqui.

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por Booktailors às 11:27 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
Estamos ainda a tentar confirmar os detalhes, mas poucos dias após a morte do Dr. Rogério Mendes de Moura, da Livros Horizonte, morre Joaquim Fiqueiredo Magalhães, histórico editor e fundador da Ulisseia, actualmente com 92 anos de idade.

Casado com Rosa Lobato de Faria há cerca de 33 anos, Joaquim Figueiredo Magalhães estava reformado, sendo que a Ulisseia pertence à Editorial Verbo desde 1972, altura em que a comprou à José Maria da Fonseca.

Numa semana o mundo editorial português perde duas das suas mais importantes referências.

A Booktailors expressa os mais sinceros votos de condolências à família e amigos.

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por Booktailors às 10:39 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qua, 26/Nov/08
«O orgulho francês é particularmente sensível a este assunto. Não por acaso a França foi um dos grandes impulsionadores do projecto e mais de metade de todos os conteúdos indexados por esta “biblioteca” são de origem francesa (PDF). Portugal contribui, através da Biblioteca Nacional, com dez mil obras digitalizadas.

O projecto está bem concebido e será útil (à melhor maneira da Web 2.0, há até planos para criar uma área onde qualquer utilizador possa colocar digitalizações das suas colecções pessoais). Já como cruzada contra uma eventual “americanização” da Web, é absolutamente irrelevante e não conseguirá fazer nada para aliviar o que parece ser o desconforto francês: a lingua franca da Internet continuará a ser o inglês e, por várias razões, boa parte dos conteúdos (pelo menos, boa parte dos que podem ser compreendidos pelo mundo ocidental) continuarão a provir dos EUA.»

Ler na íntegra aqui.


por Booktailors às 10:14 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
«Aqui se podem encontrar todas as publicações editadas pela Fundação, a preços reduzidos. De par com os livros, há também objectos com a marca da Fundação e outras sugestões para a época natalícia.» Até dia 23 de Dezembro.

Ver aqui.

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por Booktailors às 09:28 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
A Feira do Livro de Moscovo arranca hoje, decorrendo até 30 de Novembro.


por Booktailors às 09:22 | comentar | partilhar

Qua, 26/Nov/08
1. A história de um rapaz mau, Thomas Bailey Aldrich, Tinta da China
2. A maravilhosa viagem de Nils Holgersson, Selma Lagerlof, BI
3. Argento Vivo, Neal Stephenson, Tinta da China
4. Bomarzo, Manuel Mujica Lainez, Sextante Editora
5. Canções e outros poemas, António Botto, Quasi Edições
6. Lavagante, José Cardoso Pires, Edições Nelson de Matos
7. O alienista e outras raridades, Machado de Assis, Ovni
8. O livro de Cesário Verde, Cesário Verde, Oficina do Livro
9. Orlando Furioso, Ludovico Ariosto, Cavalo de Ferro
10. Romeu e Julieta, William Shakespeare, Oficina do Livro

Algumas das obras aqui referenciadas pretendem representar colecções / linhas gráficas no seu todo.


por Booktailors às 09:00 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Ter, 25/Nov/08
Um comentário anónimo neste post dava conta que iria seguir uma queixa para o IGAC por alegada violação da lei do preço fixo. O post em causa abordava a promoção que está a ser levada a cabo na livraria online wook.pt.

Confrontados com este comentário que mereceu a nossa atenção, contactámos a Porto Editora, solicitando esclarecimentos. Aqui fica, mais do que como direito de resposta, como cortesia e agradecimento, o comunicado lavrado pela Porto Editora:

«Caro Paulo Ferreira

Agradecemos a chamada de atenção ao comentário que foi deixado no “post” sobre a campanha “MOMENTOS WOOK”, da WOOK.pt.

Como se percebe pelas informações relativas a esta iniciativa, estamos perante uma campanha com características de passatempo: os interessados registam-se para participarem e ganharem um “prémio”, que é receberem a oferta de um livro. Falamos, pois, de oferta e não de venda de livros, o que significa que esta acção não pode ser analisada à luz da Lei do Preço Fixo.

Sendo certo que ninguém é infalível, a verdade é que temos sempre o cuidado de sermos rigorosos no planeamento das nossas acções e de verificarmos se elas colidem ou desrespeitam qualquer espécie de regulamento ou lei. Este caso não fugiu à regra e, por isso, em devido tempo solicitámos um parecer ao nosso Departamento Jurídico que, entre outras considerações, afirma o seguinte:

O DL 176/96, de 21 de Setembro, com as alterações introduzidas pelo DL 216/2000 de 2 de Setembro, instaura o sistema do Preço Fixo do Livro. O seu artigo 2º refere que qualquer livro destinado ao mercado deve ter fixado um preço de venda ao público e que no seu artigo 4º se refere que o preço praticado pelos retalhistas deve fixar-se entre os 90% e os 100% do preço fixado nos termos do artigo 2º.

É portanto claro que este diploma se refere à fixação do preço dos livros à venda no mercado. Ora, de acordo com lei, mais especificamente de acordo com o Código Civil, que é a lei do ramo de direito privado que regula as relações jurídicas entre cidadãos, o preço será a contraprestação mediante a qual se adquire a propriedade de uma coisa ou de um direito. Segundo o art. 874º do Código Civil, a compra e venda é o contrato pelo qual se transmite a propriedade de uma coisa, ou outro direito, mediante um preço. Podemos assim concluir que o DL 176/96, de 21 de Setembro, referindo-se à fixação de “ um preço de venda” ao público, será aplicável sempre e apenas quando estivermos perante um contrato de compra e venda de livro(s) e nunca no caso de um outro qualquer contrato, como por exemplo o de doação ou o de aluguer.

Esperamos ter esclarecido as dúvidas e quaisquer mal-entendidos que o comentário anónimo possa suscitar.

Com amizade e votos de sucesso

Paulo Gonçalves
Gabinete de Comunicação e Imagem
Grupo Porto Editora»

PS: Solicitamos que comentários de leitores deste teor sejam assinados, com contactos válidos.


por Booktailors às 19:20 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Hoje, inaugura no palácio Galveias uma exposição de ilustração de livros para a Infância da Finlândia.

A exposição é apresentada pela Bedeteca de Lisboa e produzida pela Associação de Ilustradores Finlandeses, com o patrocínio o Ministério da Educação da Finlândia e da Fundação para a Cultura da Finlândia e o apoio da Embaixada da Finlândia.

São 106 originais de ilustração de 29 autores finlandeses de livros para a infância: Jaana Aalto, Aino Havukainen, Sami Toivonen, Tove Jansson, Kaarina Kaila, Liisa Kallio, Erika Kovanen, Inari Krohn, Mika Launis, Jukka Lemmetty, Veronica Leo, Kristiina Louhi, Leena Lumme, Markus Majaluoma, Outi Markkanen, Anne Peltola, Alexander Reichstein, Martti Ruokonen, Christel Rönns, Ville Salomaa, Irmelin Sandman Lilius, Salla Savolainen, Hannu Taina, Virpi Talvitie, Oili Tanninen, Anu Vanas, Julia Vuori, Pekka Vuori e Taruliisa Warsta.

A exposição, elaborada com a criação de espaços como bosques, mar, cidade, etc., tem estado em itinerância por vários países da Europa e foi concebida pela Associação de Ilustradores Finlandeses em colaboração com o Museu de Arte de Helsínquia.

Fonte: Bedeteca de Lisboa.


por Booktailors às 17:52 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08

Está patente e até 6 de Dezembro, na Sala de Referência da Biblioteca Nacional, uma mostra bibliográfica evocativa dos livros publicados em Portugal nos últimos 10 anos sobre o Padre António Vieira (edições literárias incluídas).

Via Livro de Estilo.

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por Booktailors às 17:24 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Sobre este assunto já aqui referenciado, ver a notícia do Público.


por Booktailors às 17:23 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
José Mário Silva faz um balanço do Goncourt. Aqui.

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por Booktailors às 15:21 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08

Está disponível em linha o estudo Retratos da Leitura no Brasil, iniciativa do Instituto Pró-Livro. Pode ser consultado neste endereço.

Via Alcameh.


por Booktailors às 14:21 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Livraria A-das-Artes, parceira dos Prémios de Edição LER Booktailors, receberá Francisco José Viegas.

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por Booktailors às 13:56 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Acaba de ser publicado pela Fundación Germán Sánchez Ruipérez o estudo Las Bibliotecas Públicas en España. Dinâmicas 2001-2005. A versão electrónica pode ser acedida aqui.
Via Alcameh.


por Booktailors às 13:20 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Os alunos do Departamento de Línguas do Colégio Luso-Francês, no Porto, criaram o blogue Lusografias.

Via Ler.

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por Booktailors às 12:18 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
«Não está confirmado o rumor da venda da Livraria Portuguesa, mas a Casa de Portugal em Macau não cruza os braços, reclama ao ministro Luís Amado e oferece-se para tomar conta do espaço»

Ler aqui.


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Ter, 25/Nov/08
Txetxu Barandiarán recomenda a obra O Papel e o Pixel, de José Afonso Furtado. Ler aqui.


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Ter, 25/Nov/08




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por Booktailors às 10:10 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Editora portuguesa de livros procura para realização de estágio profissional remunerado, na área editorial, um/a secretário editorial. Local: Lisboa.

Funções:
- Redacção de conteúdos;
- Alimentação de bases de dados;
- Diversas funções logistico-administrativas; funções gerais de secretariado;
- Apoio à realização de eventos;


Perfil:
- Licenciatura em LLM, Comunicação Social ou Ciências Sociais;
- Excelente capacidade de escrita;
- Domínio oral e escrito do inglês.
- Recém-licenciado , que não tenha efectuado descontos para Segurança Social;
- Idade até 26 anos (máximo)

Oferta:
- Estágio profissional remunerado;
- Trabalho.

Os interessados deverão enviar o cv para livros2009@gmail.com .

Se não preencher algum destes requisitos, p.f. não responda.

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por Booktailors às 09:18 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
«Manda o culturalmente correcto que vertamos uma lágrima sempre que fecha uma livraria. Mas a verdade é que a Byblos estava condenada à partida. Abrir a maior livraria do país num local onde não há metro, nem sítio para estacionar o carro, nem comércio, nem gente? Está bem que o senhor Américo Areal não é de Lisboa, mas alguém lhe devia ter explicado onde ficavam as Amoreiras, e, já agora, a diferença entre a zona das Amoreiras e o Centro Comercial das Amoreiras. De nada valem 150 mil títulos, centenas de metros quadrados, pesquisa por rádio frequência, um lindo fundo de catálogo, e mais sei lá o quê, quando falta o mais importante - pessoas, de preferência munidas de carteira. Mesmo a Fnac, que é a Fnac, não tem uma única loja em Lisboa fora de um centro comercial. Porque será? Guardem as lágrimas culturais para quando realmente valer a pena. Isto não é nenhuma tragédia de dimensões byblicas. Isto é apenas um estúpido erro de gestão.»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 08:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ter, 25/Nov/08

O governo sombra é um daqueles programas que está condenado a ser um livro. Para já fica o blog.
(pf)
PS: A ilustração é do Pedro Vieira.

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por Booktailors às 08:13 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
O JN apresenta uma reportagem que apresenta o congresso internacional que se inicia hoje na cidade de Lisboa e que encerra as comemorações dos 125 anos do nascimento de Fernando Pessoa. Aqui.

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por Booktailors às 07:59 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Reportagem do DN dedicada ao dicionário de Pessoa e do Modernismo, cujo lançamento decorre hoje, às 18.30, no Salão Nobre da Câmara de Lisboa. Aqui.

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por Booktailors às 07:55 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
V. S. Naipaul em entrevista ao DN de hoje. Aqui.

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por Booktailors às 07:52 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08
«A Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal recebe a partir de sexta-feira mais de duas dezenas de editoras e milhares de livros com descontos entre 10 e 30 por cento, na edição 2008 da Feira do Livro de Alcácer do Sal. »

Mais desenvolvimentos no Diário Digital.

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por Booktailors às 07:50 | comentar | partilhar

Ter, 25/Nov/08

A Porto Editora prepara-se para uma campanha bastante ousada na Wook.pt (ex-webboom.pt).

Trata-se da oferta de 1 milhão de livros, durante determinadas horas dos dias 25, 26 e 27 deste mês, ou seja, hoje, amanhã, e depois (terça, quarta e quinta-feira), a todos os que estiverem registados na wook.pt.

«Para participar nesta campanha, e caso não se seja um dos 300 mil clientes da WOOK.pt,
basta fazer o registo na livraria online e estar atento à colocação de um banner a informar o
início do MOMENTO WOOK. Os primeiros 1000 clientes que tiverem a sorte – e não é precisa
muita – de encontrar um dos seus livros preferidos com 100% de desconto e, rapidamente,
confirmarem a encomenda serão os felizardos.»

Serão várias as obras disponíveis, inclusive as últimas novidades de José Saramago, José Rodrigues dos Santos e João Aguiar.

O objectivo deverá ser o da promoção da nova Wook.pt, assim como o alargamento da base de clientes registados para gestão da relação com o cliente (CRM).


por Booktailors às 07:00 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Seg, 24/Nov/08
No site do Expresso, encontramos uma peça assinada por José Mário Silva:

«Quando criou a editora Livros Horizonte, em 1953, Rogério Mendes de Moura não tinha quaisquer contactos no mercado editorial, nem sequer livros para vender. Ainda assim, fez-se à estrada - ao volante de um Peugeot - e correu o país de lés a lés, dando-se a conhecer aos livreiros de que se tornaria, mais tarde, fornecedor.

"Agora não tenho nada para vender, mas hei-de ter um dia", costumava dizer. E teve mesmo. Durante mais de cinco décadas, Mendes de Moura manteve uma actividade regular, tendo publicado mais de dois mil títulos.

Na brochura que assinalou os 50 anos de actividade da Livros Horizonte, o seu irmão, Mário Moura, também editor (Pergaminho), escreveu: "Rogério Moura é um editor-artífice, talvez o único entre nós. Trabalha o livro como o ourives o ouro e o lapidador o diamante. Por outro lado, o tilintar ou não da caixa registadora não o comove." Rogério Mendes de Moura formou-se em Filosofia na Universidade Clássica de Lisboa. Em 2003, foi condecorado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. Em 2006, a União dos Editores Portugueses atribuiu-lhe o Prémio Carreira - Fahrenheit 451.

Morreu ontem à noite, em Lisboa, vítima de cancro. Tinha 83 anos.»

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Seg, 24/Nov/08
«Permito-me prestar hoje uma homenagem a Rogério Mendes de Moura, uma homenagem que de há muito os editores portugueses lhe devem e nunca lhe foi feita.

Maio de 1974. Pouco mais de uma semana após a Revolução do 25 de Abril os sócios do Grémio, que os acolhera durante cerca de 40 anos, pretendem desembaraçar-se dele o mais rapidamente possível. Efectiva e sintomaticamente, é uma das primeiras, senão a primeira, associação patronal a pretender mudar de nome – e quiçá de estilo e de modo de actuação.

Reuniu-se, no salão da Associação Comercial Portuguesa, a Assembleia Geral dos sócios. Enorme concorrência, e ruidosa, presidida por mim, como estatutariamente teria de ser, eleito havia dois anos Presidente da A. G.

Como era hábito na época, a confusão estabeleceu-se ao fim de poucos minutos, imparável, incontrolável. Impropérios e insultos choviam a esmo (o que será feito de uma valentona que dirigia, ou representava, ou falava em nome de uma certa Maria da Fonte Editora, de efémera duração e mais ainda efémera memória?). Uma ou outra voz mais serena tentava fazer-se ouvir – e é também o momento para recordar e agradecer a intervenção do velho (e já falecido) alfarrabista Castro e Silva, talvez o único que conseguiu obter alguma calmaria.

Um após outro, todos os membros dos corpos directivos em exercício se foram demitindo, a começar pelos dois vogais da mesa da Assembleia Geral, deixando-me sozinho. Na parte final da Assembleia, apenas eu e a Presidente do Conselho Fiscal, Margarida Dias Pinheiro, não nos tínhamos demitido. Eu, não só porque toda a vida fui avesso a ceder a situações de violência mas também porque ia bradando, durante muito tempo em vão, que era um perfeito disparate dissolver o Grémio, correndo-se o risco de perder todo o património existente, e o que teria de ser feito era decidir a sua transformação na Associação que se pretendia fazer nascer, para o que alguma autoridade do velho Grémio teria de existir para fazer a passagem. E se não havia mais ninguém, teria de ser eu, e fui eu, embora no momento aqueles exaltados ânimos, pletóricos de entusiasmo revolucionário, nem disso se tivessem apercebido.

Decidida a transformação, começavam as dificuldades. Quem iria dirigir os destinos da nova Associação, até ser possível organizar e realizar eleições? Afortunadamente criou-se uma Comissão de onze membros, dez dos quais animados do maior entusiasmo criador e o décimo primeiro, que iria presidir, já consciente da pesadíssima tarefa que o esperava. Era o Dr. Rogério Mendes de Moura, o qual, aliás, vinha já de presidir à última direcção do Grémio.

E foram dois anos penosos, cansativos, ingratificantes aqueles em que Rogério de Moura aguentou firmente o leme do barco, praticamente só, porque rapidamente se viu abandonado por todos ou quase todos os dez entusiastas daquela noite de Maio de 74.

Não fora a sua perseverança, não fora o seu sentido da responsabilidade, não fora a sua indesmentível dedicação aos interesses da Classe, e os editores e livreiros portugueses não teriam certamente tido a possibilidade de, sem rupturas dramáticas e caríssimas com o passado, elaborar uns estatutos (os possíveis na época), eleger uma direcção em 1976 e continuar uma vida associativa dentro de normas coerentes e estáveis.

É esta a dívida maior de todos nós para com Rogério Mendes de Moura. Digo maior, porque nestes cinquenta anos que ele leva como editor, dívidas quotidianas temos vindo contraindo para com ele, no Grémio e na Associação, originadas pela sua dedicação nunca desmentida, pela sua presença sempre que necessária, pelo seu conselho sempre avisado.

Obrigado, Rogério. “»


Depoimento recolhido para a elaboração de uma brochura comemorativa dos 50 anos da Horizonte, em 2003. Esta brochura foi elaborada pelos funcionários e colaboradores da editora em homenagem a Rogério Mendes de Moura.

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Seg, 24/Nov/08
«Num tempo em que a grande maioria dos Editores (…) parece esquecida do seu dever de buscar antes de mais a qualidade (…), sabe bem aplaudir os cinquenta anos de uma Editora que, a despeito das circunstâncias do mercado, teima em pôr em prática esse critério, que é talvez o único a poder conduzir a uma genuína formação de públicos e dos seus hábitos de leitura. E claro que, numa ocasião como esta, se impõe um abraço de felicitações ao grande responsável por essa orientação da Horizonte, o meu querido amigo Rogério de Moura

Depoimento recolhidos para a elaboração de uma brochura comemorativa dos 50 anos da Horizonte, em 2003. Esta brochura foi elaborada pelos funcionários e colaboradores da editora em homenagem a Rogério Mendes de Moura

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Seg, 24/Nov/08
«Rogério Moura é um editor-artífice, talvez o único entre nós. Trabalha o livro como o ourives o ouro e o lapidador o diamante.Por outro lado o tilintar ou não da caixa registadora não o comove. Como mulher grávida o que lhe é importante é dar à luz seu novo filho-livro e como as mães deseja que esse filho seja lindo.Obrigado Rogério pelos belos livros que nos ofereces e pelo exemplo de vida com que nos gratificas”.»

Depoimento recolhido para a elaboração de uma brochura comemorativa dos 50 anos da Horizonte, em 2003. Esta brochura foi elaborada pelos funcionários e colaboradores da editora em homenagem a Rogério Mendes de Moura

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Seg, 24/Nov/08
«Um editor que nunca diz mal dos outros nem bem de si próprio? Rogério de Moura, claro. Ele foi um actor principal que nunca quis protagonismo – fez vénias e pediu aplausos, mas para as proezas alheias. É um combatente cujas armas foram sempre livros, um príncipe que, sem usar rendas nem veludos, desceu à rua e distribuiu a sua riqueza pelos que andavam descalços a mendigar palavras. O seu Horizonte? Vasto de mais para caber nestas linhas. Porque é preciso dizê-lo: as suas asas são mesmo de outro céu!.»

Depoimento recolhidos para a elaboração de uma brochura comemorativa dos 50 anos da Horizonte, em 2003. Esta brochura foi elaborada pelos funcionários e colaboradores da editora em homenagem a Rogério Mendes de Moura.


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Seg, 24/Nov/08
Fundada em 1953, por Rogério Mendes de Moura.

1953-1960
Desenvolve e divulga em grande escala as edições da Fundação Getúlio Vargas, da Casa do Estudante do Brasil e da Editora Fundo de Cultura.

1960-1970
Lança uma colecção de grande formato de obras fundamentais para a História da Arte Portuguesa, com textos dos maiores especialistas da época:
- O Românico em Portugal – Reynaldo dos Santos
- Lisboa Pombalina – José-Augusto França
- Solares Portugueses – Carlos de Azevedo
- O Azulejo em Portugal – Reynaldo dos Santos
- A Talha em Portugal – Robert C. Smith
- Palácio de Queluz – Natália Correia Guedes
- A Ourivesaria em Portugal – João Couto
- Cadeirais em Portugal - Robert C. Smith
- A Arquitectura Gótica em Portugal- Mário T. Chicó
- Nicolau Nasoni – Arquitecto do Porto – Robert C. Smith

Publica outras obras de referência:
- História da Pedagogia – Nicola Abbagnano
- História da Filosofia Ocidental – Bertrand Russel
- Sistemas e Estruturas Económicas – André Marchal
- História do Pensamento Económico – Henri Denis
- História Social do Trabalho – Pierre Jacqard
- História do Cinema Mundial – Geoges Sadoul
- História Geral do Socialismo – J acques Droz

Após estas obras de referência, e ao longo das décadas de 70, 80 e 90 são inúmeras as colecções, obras e autores publicados, das quais destacamos:

Em 1967 inicia uma colecção pedagógica (Biblioteca do Educador), temas não divulgados com regularidade, sob a direcção de Rui Grácio, que conta actualmente com cerca de 150 títulos.

Na área da pedagogia inicia ainda outras 3 colecções: Estudos e Documentos, Horizonte Pedagógico, Educar hoje.

1969
Projecta e inicia uma nova colecção de História de Portugal (Colecção Horizonte) e coopta para a direcção o Prof. Joel Serrão. Nesta colecção publicam-se obras de Joel Serrão, Oliveira Marques, Orlando Ribeiro, Henrique de Barros, Vitorino Magalhães Godinho, entre outros.

Publica as obras de Jaime Cortesão em 34 volumes.

Publica obras fundamentais da Língua Portuguesa em Conjunto com A Editorial Confluência:
- Dicionário da Língua Portuguesa, o "Morais" Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa Dicionário Onomástico e Etimológico da Língua Portuguesa, Prontuário da Língua Portuguesa.
- Publica a Colecção Movimento, com o objectivo de servir de guia ao leitor nas áreas das Ciências Sociais e Humanas.
– Publica a Colecção Universitária, dirigida aos estudantes universitários, na área das Ciências Sociais e Humanas.
– Publica as Obras Completas de Joel Serrão.
– Publica as Obras Completas de Vitor de Sá.
– Publica as Obras completas de Francisco de Holanda.
– Publica as Obras Completa de Matilde Rosa Araújo.
– Inicia uma Colecção de Cultura Física, onde escrevem especialistas da área do Desporto e da Educação Física.
– Publica uma colecção de literatura infantil e juvenil – Pássaro Livre, onde são editados alguns dos maiores escritores e ilustradores portugueses nesta área: Matilde Rosa Araújo, Leonel Neves, Sidónio Muralha, Carlos Pinhão, Luísa Ducla Soares, Maria Keil, Tossan, Manuela Bacelar, Henrique Cayatte, e muitos mais.
– Publica uma colecção de Estudos de Arte (Ensaios sobre História da Arte), com o intuito de colmatar uma lacuna nos estudos mais recentes da História da Arte.
– Colecção de Obras de Arte (Álbuns ilustrados sobre diversos temas de Arte), que inclui álbuns de Manuel Cargaleiro, ou obras de referência como "O Urbanismo Português".
– Colecção de Cinema (com alguns dos melhores ensaios publicados em Portugal sobre Cinema).
– Colecção de Psicologia (onde conta com a colaboração de Correia Jesuíno, Joyce Moniz, Willem Doise, entre outros).
– Horizonte Histórico (cerca de 60 obras sobre a História de Portugal), com estudos recentes de historiadores portugueses como Luís Sousa Rebelo, João Medina, José Medeiros Ferreira, Isabel Cluny, M.ª Helena Cruz Coelho, Oliveira Marques, etc.
– Horizonte Económico.
– Colecção Cidade de Lisboa: A maior colecção sobre a Cidade de Lisboa que inclui não só estudos de referência como álbuns ilustrados de grande qualidade, constituindo um marco fundamental para o estudo da Cidade de Lisboa.

1975
Livros Horizonte, organiza o primeiro curso sobre "Matemática Moderna", com a colaboração da OCDE.

1977
Editor português da Revista de Educação da UNESCO "Perspectivas".

1985
Entra para os quadros da Editora o Padre José da Felicidade Alves.

1987
Funda a revista HORIZONTE – Revista de Educação Física e Desporto. No âmbito da Revista promove e organiza inúmeros Seminários, Fóruns e Estágios destinados a professores, alunos e profissionais da Educação Física e do Desporto.

1989
Entra em Livros Horizonte, Eduardo Moura, seu filho, que sai em 1996 para outras funções.

1994
Publica um álbum especial de fotografias para comemorar os 20 anos do 25 de Abril de 1974.

1994
Publica, em colaboração com Lisboa 1994, Capital da Cultura, sete álbuns ilustrados de grande qualidade sobre a Cidade de Lisboa: "O Livro de Lisboa"; "Sétima Colina", "Prédios e Vilas de Lisboa", "Bilhetes Postais Antigos do Largo do Rato à Praça D. Luís", "Lisboa em Movimento", "Lisboa Ribeirinha", "Sete Olhares".

1998
Em colaboração com a Exposição de Lisboa de 1998 e "O Caminho do Oriente", publica um álbum ilustrado de grande qualidade "Os Peixes", e cinco álbuns ilustrados sobre a zona Oriental da Cidade de Lisboa: "Guia do Olhar", "Guia do Azulejo", "Guia do Património Histórico" I e II, "Guia do Património Industrial".

No final anos 90 e já neste novo século inicia colecções com novas temáticas ligadas ao Jornalismo (Media e Jornalismo), Estudo de Mulheres (A Mulher e a Sociedade), Ecologia (A Natureza e Nós), e novas correntes da História de Portugal (Temas de História de Portugal), Arquitectura (Horizonte de Arquitectura, Sistemas de Construção), entre outras.

Igualmente reforça a colecção de álbuns ilustrados de literatura infantil e juvenil, que conta com alguns dos mais belos livros desta área publicados em Portugal.

Ao longo de todos estes anos, e olhando para os mais de 2000 livros que passaram pelos catálogos de LIVROS HORIZNTE, conclui-se que se tornou essencialmente uma editora de autores portugueses (constando cerca de 600 autores portugueses nos seus registos), com obras publicadas de referência obrigatória para a cultura portuguesa.

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Seg, 24/Nov/08
Transcrevemos abaixo um artigo do JL de Maria Leonor Nunes, publicado a 12 de Junho de 2002, intitulado "Os três mosqueteiros - IRMÃOS MOURA"

«Os três mosqueteiros IRMÃOS MOURA «Já estou a ver qual vai ser o título» - alvitrou o irmão do meio. «Os três mosqueteiros da edição». Acertou. Não havia outro nome a dar-lhe. Assim eram ironicamente chamados pêlos seus pares os irmãos Moura, nas feiras e nos encontros de editores e livreiros A «boca» tinha razão de ser.

E que os três irmãos. Rui, Mário e Rogério seguiram separados juntos no mesmo ramo. Por outras palavras, são todos editores, porém cada um fez as suas casas, nunca foram sócios, nem trabalharam na mesma editora. Levaram à letra a prudente sentença popular: irmãos, irmãos, negócios à parte.

E, no entanto, são «três irmãos extremamente unidos», como sublinha Rogério Moura. O mais novo, 76 anos, que há quase meio século toca para a frente a Livros Horizonte. O mais velho. Rui Moura, SÓ anos, já retirado das lides, foi o criador que deu alma a uma das mais importantes editoras portuguesas da década de 60, a Prelo. E Mário Moura, 77 anos, hoje à frente da Pergaminho, depois de muitos anos no Brasil, como denuncia o sotaque carregado e a graça sempre à flor da fala, tem uma explicação para este caso de irmandade editorial. «Só posso admitir que, não sendo o nosso pai editor, tivéssemos ido os três para a prática editorial, que não é das mais comuns, nem das mais fáceis» - diz ele - «porque alguém rogou uma praga ao meu pai». Essa é uma das hipóteses, a outra prende-se com o facto de, ainda jovens, todos terem tido uma forte actividade cultural, que passou necessariamente por uma íntima convivência com os livros.

Ainda muito jovens, os três irmãos Moura, que então viviam em Campo de Ourique, fizeram renascer a Universidade Popular, uma biblioteca que estava abandonada, por força das contingências do fascismo: «Assumimos essa instituição cultural e chamámos as melhores pessoas da época, Keil do Amaral. Flauzino Torres, Bento de Jesus Caraça. Joel Serrão, para lá fazerem palestras.

E foi tão grande o sucesso que, ao fim de algum tempo, a Pide fechou a biblioteca».
Conseguiram, contudo, doá-la à Voz do Operário. E muitas das palestras lá proferidas foram depois transformadas em livro, na Biblioteca Cosmos. É o caso da célebre conferência A cultura integral do indivíduo, de Bento de Jesus Caraça. «Através desse nosso envolvimento percebemos também como a cultura se transformava em livro» - adianta Mário. Essa foi uma das razões por que, mais tarde, acabaram a fazer livros. Porque não havia antecedentes familiares. «Não tínhamos o papá» - acrescenta Rogério. O pai era comerciante. «Fazia coisas mais gostosas, pastéis de nata...» - esclarece Mário. «Tinha uma pastelaria, muito elegante no Chiado, uma casa de chás e cafés». Mas a verdade é que nem só de doces o pai Moura lhes lambuzou a infância. Porque ele era um «leitor viciado».

«Sabia tudo da História de Portugal, de França... Essa geração comprava e lia muitos livros. E discutia-os. Isso perdeu-se» - sublinha Rogério. «Dantes, um livro, um filme, uma exposição, davam pano para mangas.

Hoje, publicam-se 20 livros por dia, em Portugal, mas não se discute nada».

É sempre difícil saber o que decide um destino, mas é de arriscar que no caso dos irmãos Moura contou a reserva de amor às letras impressas que engrossaram da casa paterna aos movimentos culturais de bairro passando pelo campismo, prática de que foram pioneiros. «Era uma maneira de nos encontrarmos e discutirmos, já que não o podíamos fazer de outra maneira» - adianta Rogério. Desse grupo de campistas fazia parte, curiosamente, Francisco Lyon de Castro. «Foi uma época muito boa culturalmente, em Portugal. E editou-se bem. As edições da Cosmos ou da Inquérito foram importantíssimas para nós» - recorda Mário. E Rogério acrescenta: «E havia a Seara Nova, a Vértice, que tiveram uma grande importância na nossa formação. Dá-me a impressão que então os livros eram melhor tratados nos jornais do que agora».

Cedo começaram, de resto, a pagar a factura do seu interesse cultural. Um inocente encontro em casa dos pais para lerem e discutirem um livro chamado Civilização, tronco de escravos acabou na prisão. «Tínhamos 15 anos e não sabíamos nada de política ou de partidos. Estávamos a ler, veio a Pide e levou todo o mundo preso» - recorda Mário, que seria detido outra vez por ter organizado uma sessão de cineclube, com um filme considerado subversivo. Putos e Homens, no Politeama: «Mais tarde, teríamos responsabilidades políticas e digamos que teriam razões para nos prenderem. Mas nessa altura, éramos apenas crianças deslumbradas com o poder da Cultura» - sublinha. E Rogério salienta, por seu lado, que com o fim da Segunda Guerra «a esperança de haver uma modificação em Portugal despertou muito a juventude». E Mário remata: «Isto era um pântano e sabíamos que Portugal só tinha solução pela Cultura. Eu organizava recitais de poesia no Barreiro, em Almada, com Maria Barroso a recitar Lorca e havia três mil pessoas a ouvir. E ficavam com as lágrimas nos olhos. Havia uma ânsia de saber tudo. Porque era tudo proibido, três pessoas numa esquina a conversarem já era suspeito». Rogério volta à carga: «Diziase por graça que eram proibidos ajuntamentos com mais de uma pessoa. Mas houve um despertar de consciências e tudo isso marcou depois a nossa actividade profissional». E porque a conversa desatava a língua e as lembranças, veio o reparo do editor: «Pena que em Portugal se publiquem poucas memórias e biografias. É importante sabermos como era o pais. Daqui a 20 anos, já ninguém se lembra. Não bastam os monumentos, há uma memória colectiva, de identidade, que faz falta se não ficar escrita».

LINHA POLÍTICA

Leitor muito atento e critico. Rui Moura aprendeu «à sua custa», como faz notar o irmão Rogério, e sedimentou uma profunda formação histórica e política. Autodidacta, também aprendeu sozinho a ler e escrever francês e inglês.
Dedicou-se, ainda muito novo, à tradução, sobretudo de obras sociais e históricas. «Tem um mérito extraordinário, é uma pessoa muito qualificada culturalmente. Tenho por ele um enorme apreço» - prossegue ainda Rogério, secundado por Mário. À actividade cultural, ele juntava uma empenhada militância política, antifascista. Esteve preso três vezes, a última das quais integrado no chamado caso da prisão dos economistas, com Guilherme Nascimento, Sá da Costa, Costa Leal e outros.

Depois de ter saído da prisão, Rui Moura fundou a Prelo, em 1960, sobretudo com o intuito de divulgar a cultura: «Sempre tive essa mania» - confessa.
Matai-vos uns aos outros, de Jorge Reis, que havia ganho o Prémio Camilo Castelo Branco, foi o primeiro livro que publicou.

«Tínhamos uma colecção de ficção portuguesa e lançámos muitos novos autores, hoje conhecidos» - recorda. Irene Lisboa, Maria Judite Carvalho, Modesto Navarro, foram autores da casa. «Também tínhamos uma boa colecção de economia e publicámos vários livros políticos, pelo que tivemos muitos problemas com a censura. Só conseguíamos vender esses livros nos primeiros dias, antes de serem apreendidos pela Pide».
Mais tarde, a Prelo tomar-se-ia sociedade anónima, com a entrada de Sérgio Ribeiro ou Carlos Carvalhas, e lançou uma colecção de economia. Uma colecção técnica, com temas de fotografia e cinema, compensava os prejuízos de outras. Em 20 anos, a Prelo editou 300 livros. Entre eles, uma edição de Pantagruel. ilustrada por Júlio Pomar, que Rui Moura gostou particularmente, tal como Teatro Português, de Luiz Francisco Rebello, que aliás paginou, porque o editor também tinha artes gráficas e fazia a revisão. E, sobretudo, ele gostava de contactar com os autores. Fez, de resto, muitos amigos.

Em 1975, Rui Moura fundaria as Edições Sociais, com uma linha editorial muito politizada, para «acompanhar os tempos da Revolução». Publicou os militares de Abril e outros livros sociais, aqueles que preferia fazer. E depois lançaria a Politécnica, uma editora escolar, que dirigiu até se reformar.

Concluído o curso de Agronomia, Mário Moura, que era da comissão central do MUD Juvenil, foi forçado a sair do pais, por razões políticas. Foi para a Venezuela e dai para o Brasil, onde começou por ganhar a vida como tradutor, nomeadamente de telegramas noticiosos, no Correio da Manhã e outros jornais. Fundou então a primeira editora, a que chamou Andes. Era o tempo da guerra da Coreia e entendeu que não havia informação suficiente sobre o assunto. Pegou em dois artigos, de um americano e de um belga, juntou-os em livro sob o titulo A verdade sobre a Guerra du Coreia. «Dei voltas para fazer o prefácio, até que me lembrei de um texto de Eça de Queirós sobre a Coreia. O incrível é que ele explicava 60 anos antes as causas daquela guerra. Publiquei-o como prefácio e esse meu primeiro livro foi um estouro» - recorda. Lançaria outras obras de política internacional, igualmente bem recebidas.
Criou outra editora chamada Páginas, com colecções de Teatro e Cinema e, mais tarde, a Fundo de Cultura, que lançaria uma média de centena e meia de livros por ano.
PROFISSÃO CRIATIVA Quanto a Rogério Moura, seguiu a via histórico-fílosófica, mas fez, paralelamente, um curso de História de Arte. Aprendeu muito com João Couto, então director do Museu Nacional de Arte antiga, e teve um mestre em Mário Chicó. «Ele não tinha carro e eu ia com ele para Évora, onde estava a montar o museu.
O caminho era um gozo, uma lição» recorda. «Tive muita sorte, porque convivi com pessoas como o João Santos ou o Rui Grácio». Não foi por acaso que se tomaria essencialmente um «editor de autores portugueses». E, entre meio milhar que já publicou, constam nomes como Joel Serrão, Vítor Sá, Oliveira Marques, Orlando Ribeiro, José-Augusto França. «Tive o privilégio de publicar muitos autores de respeito. Isso dá-me um gozo danado. E aprendo sempre» confessa.

Os Livros Horizonte têm hoje um catálogo vivo de um milhar de títulos, publicando em média meia centena de novos livros por ano.

A editora nasceu em 1953, quando Rogério Moura era representante em Portugal da Fundação Getúlio Vargas e já andava ligado à edição com o Dicionário Morais, de que é proprietário, e com a editora Confluência, que havia comprado. Começou com três livros, Parto sem dor. então na berra. Historia do Cinema, de Georges Sadoul, e Vocabulário de Filosofia, que ainda vendem. Depois, vieram os livros de arte. os azulejos, os românicos, os góticos. E os dicionários, entre os quais, o Etimológico, de José Pedro Machado.

A História e a Arte são as meninas dos olhos de Rogério Moura. Publicou a primeira História de Arte em Portugal, de Reinaldo dos Santos, tal como a colecção Horizonte, com temas da História de Portugal. O seu entendimento da função do editor passa pela capacidade de encomendar uma obra. «O mais aliciante para mim » - explica - «é ter uma 'ideia, imaginar um projecto e convidar uma série de autores para o concretizarem. Porque é uma profissão criativa». Ele desafiou, por exemplo, José-Augusto França para fazer um livro sobre a carreira 28 ou. mais recentemente, sobre a Rua Monte Olivete. Orgulha-se, aliás, da sua colecção sobre Lisboa, que já conta com dezenas de títulos. «O editor tem que procurar o autor e não apenas recebê-lo e ler os textos». E lê-os todos. Já publicou perto de dois mil livros e, mesmo que não perceba nada da matéria, não consegue editar um que seja sem o ler primeiro. E, curiosamente, só lê os originais, nunca os livros já prontos. A sua aposta editorial é na «vertente cultural», mas reconhece que pode ser uma aposta no cavalo errado, porque nem sempre é rentável e as pessoas estão pouco sensibilizadas para determinadas leituras.

Mário Moura está, por seu lado. mais atento ao mercado e às suas lacunas: «Sempre achei que o editor tem que ver o que não se edita para ver se é possível e útil fa/ê-lo».

Foi assim que, ao criar a editora Fundo de Cultura, optou por fazer livros para as universidades brasileiras, na altura cm que a economia do Brasil estava a «despontar». A imagem da Prcssc Universitaire. editou Sociologia, Psicanálise. Estatística, Análise Matemática. «Tive a sorte de participar na campanha básica de Kubitchek e intui que o Brasil iria explodir e que esses livros seriam fundamentais para o desenvolvimento»--justifica. Editou 1800 títulos de diferentes correntes e tendências políticas: «Como editor, não tenho partido político, faço livros para o mercado». A Fundo de Cultura durou 25 anos e foi um caso de sucesso no panorama editorial brasileiro. Muitos estudantes portugueses, durante o fascismo, estudaram também por esses livros, já que só depois do 25 de Abril foram editados no nosso pais.

EDITOR COMERCIAL
De regresso a Portugal, no final dos anos 80, Mário Moura jurou a Rogério que não se iria meter na edição: «Disse-lhe: livros em Portugal, nem fales disso comigo». Abriu uma agência de viagens, juntando o útil ao agradável, porque gosta de viajar e é um negócio certo, na medida em que o cliente paga antes. É dinheiro em caixa, ao passo que na edição é preciso esperar muito tempo para reaver o capita] investido. Mesmo assim, acabou por quebrar a jura. Em 1991. fundou a Pergaminho, para fazer dois ou três livros por ano. Um deles foi de Paulo Coelho, que vendeu cinco exemplares na Feira do Livro e levou dois anos a esgotar a edição. Hoje, já vai num milhão de exemplares vendidos. Em 1996, Mário Moura trocou definitivamente o negócio certo pelo incerto: «Pensei que estava no final da vida, porque havia de estar a fazer coisas de que não gostava. Mesmo que não ganhe dinheiro, não interessa, não quero imóveis, nem carros do ano». Dedicouse de novo exclusivamente ao livro e para isso contou com a ajuda do irmão Rogério. Assume-se, porém, como um editor comercial: «Achei que através de uma linha muito comercial, na área de auto-ajuda, do esotérico, podia criar condições para fazer aquilo de que gostava. Por exemplo, tenho uma colecção de escrita criativa, única em Portugal, na qual publico dois livros por ano, sabendo que não vão vender». Rogério resume numa palavra: «É realista».

Certo é que Mário Moura não se tem dado mal com a sua opção editorial. A Pergaminho edita 90 novos títulos e faz mais de uma centena de reedições por ano. «Não importa perguntar a um editor quanto edita, mas sim quanto reedita, porque ele só ganha na reedição» - adianta. Ele faz questão de sublinhar que em Portugal existem «editores magníficos». O problema da edição, no nosso país, prende-se sobretudo com a distribuição e a insuficiência de livrarias. É que, como salienta, sustentando-se nos números: «Temos duas centenas de editoras que lançam 10 mil títulos por ano no mercado c apenas umas 400 livrarias. Não funciona, é preciso criar outros canais de distribuição». E. antes de tudo, «aliciar as pessoas a lerem»: «Temos mesmo que viciá-las. Para mim. ó impossível pensar entrar num avião, num hotel, na casa de banho, sem um livro. É o Estado que deve comprar livros para oferecer às crianças, tal como acontece no Brasil, em que o Estado é o balão de oxigénio da edição». Rogério Moura preferia que o Governo investisse muito nas livrarias. «Não basta ter uma rede de bibliotecas. Apesar de termos livreiros de bom gosto e de boa vontade, falta uma rede de livrarias. Os editores vão-se safando, mas precisamos de livrarias bem apetrechadas, até porque começa a haver uma maior apetência pêlos livros, pela Cultura, embora resulte fundamentalmente da carolice de algumas pessoas».

UMA LOTARIA
Sinais de esperança que todavia não impedem um prognóstico reservado. «O mercado está mau, porque o livro é caro e as tiragens baixaram drasticamente» - argumenta ainda Rogério Moura. «Quando comecei há 49 anos, a tiragem mínima que fazíamos era de 3.500 exemplares e, hoje. há editores que não fazem mais de mil exemplares. Se o livro pega. faz-se então uma nova edição, o que é rápido com as novas tecnologias. Mas tudo isso influencia muito o preço do livro». Uma edição maior ó sempre um risco. E nem sempre petisca quem muito arrisca. Tanto mais que. como diz Rogério Moura, um livro não vive mais de 20 dias numa livraria. De bons livros estão muitos armazéns cheios. «A profissão de editor é excelente, mas temos dois grandes problemas» - afirma Mário - «O primeiro. quando vai ao armazém e vê todos os projectos fabulosos que teve. todas as esperanças empilhadas. O segundo, quando vai às feiras internacionais e se sente insignificante. porque vê lá milhares de livros que gostaria de editar. E a grande frustração».

Editar um livro é sempre uma «lotaria». Quando há meia dúzia de anos, Rogério Moura publicou. por exemplo, A Teoria geral da estupidez humana, teve algumas dúvidas e receios. Porém, já vai na sétima edição, com cerca de dez mil exemplares vendidos. Outros livros que pareciam favas contadas acabam por ser inexplicáveis fracassos. «Só com bola de cristal» - observa Mário. «Mas se a tivéssemos era idiota sermos editores. Ganhávamos mais com um turbante...».

Apesar da imprevisibilidade, dos infortúnios, das dificuldades do mercado, a profissão de editor é daquelas, conforme assevera Rogério, em que depois de entrar nela, o difícil é sair. Porque é mais forte o entusiasmo posto em cada projecto e o afecto investido na feitura de cada livro, da ideia inicial à escolha da capa, passando pela paginação ou pela escolha das estampas: «Não imprimo nenhum livro sem ver a última prova. É isso que me dá prazer» - diz Rogério. O primeiro livro que editou ainda foi composto manualmente. letra a letra. E gosta de assistir até à impressão dos livros de arte. «É esse o quê de editor, acompanhar todo o processo de produção. e não apenas assinar papéis e fazer uma boa gestão» - acrescenta. E dos quês da edição sabem os irmãos Moura, que ao todo somam mais de um século e meio de experiência e cinco mil livros publicados, na folha de serviços.»


por Booktailors às 19:35 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Recebemos agora da editora um mail contendo alguns dados biográficos de Rogério Mendes de Moura. Como se lê neste email «O livro da sua vida será fechado amanhã, dia 25 de Novembro, às 15h00, da Basílica da Estrela para o Alto de S. João, onde será cremado». O referido email contém ainda algumas datas-chave da história da Livros Horizonte, que colocamos noutro post.

Nasce em 20 de Setembro de 1925. 5.° filho do casal Gil Mendes de Moura e Elisa da Conceição Santos Moura.

1932
Entra para a Escola Primária, no Colégio Figueiredo.

1936
Entra no Liceu Pedro Nunes.

1941
Num encontro cultural em casa dos seus pais, a PIDE prende todos os presentes.

1942
Inicia com os seus irmãos a dinamização da Universidade Popular, realizando conferências e cursos. Com participação de Keil Amaral, Bento Jesus Caraça, Flausino Torres, Huertas Lobo, Ferreira de Macedo, etc. Intervenção da PIDE e novos interrogatórios.

1943
Dá início à colaboração activa com Agostinho da Silva numa campanha de alfabetização, junto das colectividades recreativas. Intervenção da PIDE.

1944
Começa a trabalhar numa Comissão Reguladora de Abastecimento e no escritório de exportações e importações do seu pai.

1945
Clube de Campismo de Lisboa. Federação Portuguesa de Campismo, Membro da direcção.

1945
Faz tropa em Cascais, no Grupo de Artilharia.

1946
Faz parte desde o início do MUD Juvenil.

1949 (Jan./Fev.)
Faz parte da campanha de apoio à candidatura de Norton de Matos.

1949
Casa com Maria Joana Águeda Monteiro Gomes Loureiro Mendes de Moura.

1953
Funda a editora LIVROS HORIZONTE.

1953
Representa em Portugal a editora da Fundação Getúlio Vargas e a Casa dos Estudantes do Brasil. Inicia a divulgação e venda das publicações destas editoras.
A partir desta data teve sempre problemas com a censura e a PIDE.

1956
Representa em Portugal a Editora Fundo de Cultura dando início à divulgação das suas edições.

1956
Co-fundador da Federação Portuguesa dos Cineclubes e anteriormente do Cine Clube Imagem.

1956
Co-fundador da Cooperativa Gravura.

1957
Colabora no 1.° Congresso Republicano de Aveiro, como também está presente no 2.° (1969) e no 3.° (1973).

1958 a 1965
Nascem os seus filhos Catarina, Eduardo, Marta e Cláudia.

1958
Colabora na campanha de Humberto Delgado.

1959
No regresso de Paris é interrogado pela PIDE por suspeitas de ligação aos intelectuais africanos (o que correspondia à verdade).

1961
Viagem a Paris onde se encontra com escritores africanos.

Compra a Editorial G1eba, fundada em 1942, desenvolvendo a sua produção editorial.

1962
Funda, com Viriato Camilo, a Editora Prelo que terá uma importante projecção cultural: o primeiro livro ganha o prémio Camilo Castelo Branco – "Matai-vos uns aos outros" de Jorge Reis.

1964
É eleito para a Direcção do Grémio dos Editores (António Alçada Baptista, Augusto Petrony e Rogério Mendes de Moura) cuja direcção não é homologada pelo Ministro das Corporações com o fundamento de os eleitos serem adversários do regime político (desde católicos progressistas até ao Partido Comunista).

1967
Co-fundador da Expresso com mais cinco colegas editores, a primeira distribuidora nacional (independente). Faz parte da administração.

1969
Adquire a Editorial Confluência, fundada em 1945. Edita os maiores dicionários da Língua Portuguesa – o "Morais", o "Etimológico", o "Onomástico".

1972
Viagem à Alemanha a fim de estudar as novas tecnologias gráficas.

Projecta e cria uma gráfica com a tecnologia mais moderna de impressão.

1972-1976
É eleito presidente da Direcção do Grémio e em Maio de 1974 é reconduzido, transformando o grémio em Associação Portuguesa de Editores e Livreiros – APEL.
Entre 1974 e 1976 consegue a aprovação dos novos estatutos da Associação.

1973
Organiza e preside ao 1.° Encontro Nacional de Editores e Livreiros.

Reunião em Madrid com editores espanhóis.

1974
Prepara e produz em condições muito difíceis o livro "Portugal e o Futuro" do general António de Spínola.

Com chancela da APEL manda proceder à divulgação de uma brochura "Relação de obras cuja circulação esteve proibida em Portugal durante o Regime Sa1azar/Caetano".
Da enorme lista de obras e autores, são numerosos os autores portugueses.

1976
Proposta de criação de uma Empresa Pública de distribuição nacional de jornais, livros e revistas.

Convite do Ministro da Comunicação Social, Dr. Almeida Santos, para coordenar as comissões eleitas para estudarem a reestruturação das empresas estatais do sector. Apresenta relatório final que teve aprovação, com agradecimentos pessoais do Ministro.

Relatório da situação do sector de distribuição de livros e jornais, apresentado ao Secretário de Estado da Cultura Dr. David Mourão-Ferreira, que foi aprovado.

1976-1978
Presidente da Assembleia-Geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.

1977
Termina a Licenciatura em Filosofia.

Co- fundador da Sociedade Portuguesa de Filosofia, exercendo cargo directivo.

1978
Co-fundador da Editora Comunicação destinada a editar uma colecção de "textos literários" sob a direcção da Prof.ª Alzira Seixo, que obteve grande êxito.

Viagem a Moscovo e Leninegrado, onde profere palestras sobre a actividade editorial.

1979
Aquisição da Litografia Amorim para o desenvolvimento gráfico da sua linha editorial infantil.

1980
Abandona a Direcção do Sector Intelectual do Partido Comunista Português.

1981
Funda e dirige uma gráfica destinada exclusivamente à tecnologia da fotocomposição.

1981
Missão cultural a Moçambique, onde é recebido em particular pelo Presidente Samora Machel.

1981
Missão cultural a Angola.

1981/82
Curso de História da Arte (Variante).

1992
Co-fundador e dirigente da HT, distribuidora a nível nacional de livros e revistas.

1998
Conduz com o Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo o processo de reabilitação do Padre José da Felicidade Alves, por ter sido expulso da Igreja em Novembro de 1968.

1999
Co-fundador e presidente da direcção dos Amigos do Museu do Chiado.

2000
É condecorado pelo Governo Francês com a medalha de Ouro da Cidade de Paris pelo importante contributo na divulgação de autores franceses.

Faz parte das campanhas para a presidência do Dr. Mário Soares e Dr. Jorge Sampaio.

Faz parte das campanha para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa do Dr. Jorge Sampaio e do Dr. João Soares.

2003 (Maio)
Abre, com nova imagem, a Livraria Rodrigues, fundada em 1863.

2006
Recebe o prémio "'Carreira' – Fahrenheit 561", atribuído pela União dos Editores Portugueses.

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por Booktailors às 19:29 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«O fecho da livraria Byblos encerra algumas lições exemplares que podem ser úteis aos livreiros que desejem transformar sonhos em realidades...

Um. Não adianta ter a mais moderna livraria do planeta, com écrans tácteis que nos encaminham para os livros e muita robótica debaixo das alcatifas, se essa livraria se encontra num local que fica “quase” nas Amoreiras, “quase” em caminho, que “quase” dá para ir a pé, e que talvez tenha um estacionamento decente, embora ninguém saiba.

Dois. Não adianta ter uma livraria central, “quase” ao lado de um Centro Comercial de sucesso, fechada ao domingo por ter tamanho de hipermercado. Mais valia que reduzisse a dimensão para poder ganhar um dia semanal de negócio.

Três. Abrir uma livraria que não fica no Chiado, não se chama FNAC, e não está dentro de um Centro Comercial, e fazer o mais medíocre e lamentável trabalho de comunicação de que há memória desde que foram inventados os correios, é suicídio puro.

Quatro. Por fim, fazer uma livraria sem o apoio e a amizade de quem edita livros – as editoras... -, não é seguramente o melhor caminho para o sucesso.

A Byblos fechou porque acreditou num mundo inexistente: o dos consumidores cultos, informados, exigentes e empenhados. Seriam esses os que procurariam uma Byblos sem marketing e comunicação, uma Byblos cujo valor acrescentado estava num acervo de 150 mil títulos (e era mesmo mais-valia sobre as Fnac’s desta vida, se tal facto tivesse sido comunicado, trabalhado e bem vendido...), uma Byblos que obrigava o cliente ao esforço de ir propositadamente até àquela esquina ventosa.

Ora, nos livros ou nos iogurtes, o consumidor quer, além do preço, acessibilidade, facilidade, informação, comunicação, marketing, e de preferência a carne picada para ser mais fácil comer. Não perceber isto iria necessariamente dar no que deu.Ou no que não deu...»

Aqui.

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por Booktailors às 18:54 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Notícia do Público aqui.

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por Booktailors às 18:49 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«É um dos grandes intelectuais franceses do século XX, lançou as bases da Antropologia moderna e cumpre cem anos na sexta-feira, dia 28. O filósofo-antropólogo Claude Lévi-Strauss torna-se assim o primeiro membro centenário da Academia Francesa, para onde entrou em 1973. Foi também um crítico do etnocentrismo e de algum modo um precursor intelectual do movimento ecologista»

Mais desenvolvimentos no Público.

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por Booktailors às 18:48 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«Ao fim de um dia a Biblioteca Digital Europeia, Europeana, não resistiu à quantidade de visitas que o site recebeu durante as primeiras horas de vida e “sucumbiu”. Até ao início do mês de Dezembro, o portal vai estar encerrado para que os responsáveis consigam aumentar a capacidade de resposta dos servidores.»

Mais desenvolvimentos no Público.

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por Booktailors às 18:46 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Mario Vargas Llosa considera "muito estimulante" para a literatura "os grandes traumas", como a actual crise financeira. Para ler aqui.

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por Booktailors às 17:25 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«Rogério Mendes de Moura, que deixa saudades, foi um grande editor deste País. Mereceu sempre o respeito de todos os colegas pela sua lealdade e também pela sua disponibilidade em todas as situações. É uma grande perda para o nosso Mundo editorial."»

Aqui.

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por Booktailors às 15:10 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«Com o falecimento do Dr. Rogério de Moura a edição portuguesa perde uma das suas grandes figuras de referência e a APEL deixa de poder contar com o ilustre membro que, para além de ter sido seu Presidente, sempre viveu esta casa com grande entusiasmo, dando o melhor do seu contributo como editor e como cidadão empenhado no interesse comum, nomeadamente no âmbito do movimento associativo.

Tive o privilégio de privar com o Dr. Rogério de Moura nos anos sessenta, longe de imaginar que alguns anos passados nos viríamos a reencontrar por força da profissão que já então o apaixonava. É com muita emoção que recordo o Homem e o Editor que agora desaparece do nosso convívio e que, pelas suas qualidade humanas e profissionais, deixa um enorme vazio em todos os Colegas e amigos que o respeitavam e que admiravam o seu saber e a sua simpatia.

À família enlutada apresento as mais sinceras condolências, em meu nome pessoal e em nome dos Órgãos Sociais da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.»

Aqui.

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por Booktailors às 15:09 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«O Rogério Mendes de Moura deixa na nossa profissão um vazio que não será preenchido.

Durante os meus cinquenta anos de editor sempre encontrei o Rogério, nas horas boas e principalmente nas más, inevitavelmente com um enorme sentido das suas responabilidades como editor e como homem de cultura, discreto mas eficiente.

A nossa Associação teve nele sempre um dirigente, ou um colaborador, indispensável e só o avançar da idade e da doença o fez reduzir (e por fim cessar) a sua colaboração interessada, activa e profiqua.

Paz à sua alma."

Aqui.

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por Booktailors às 15:08 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Passamos a reproduzir os vários testemunhos presentes no site da APEL que pretendem homenagear o editor Rogério Mendes de Moura:

«Era o mais antigo editor ainda no activo. Apaixonado pelo Livro e pela sua profissão, apesar dos seus 83 anos, Rogério Mendes de Moura era uma presença assídua nos Livros Horizonte onde procurava manter sempre viva a sua grande paixão de sempre. Como ele dizia" nada substitui o prazer de mexer no livro".

Rogério Mendes de Moura era uma personalidade “sui generis”, que encantava quem com ele privava ou simplesmente cruzava para dois dedos de conversa.

Rogério Mendes de Moura foi Presidente da APEL entre 1972 e 1974.

Foi condecorado pelo Presidente Jorge Sampaio em 2003.

E o que pensam dele alguns dos que com ele privaram e viveram a mesma paixão pelo Livro e pela Leitura?»

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por Booktailors às 15:06 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«Em Setembro, saí de Afife com o propósito de a visitar. Visto de longe, o edifício impõe-se pela volumetria, embora os forasteiros não saibam exactamente onde acaba o bloco de cafés, bares e restaurantes e começa a biblioteca propriamente dita, instalada a seguir ao Tromba Rija. Em nome da pureza das paredes cegas — parece que é assim que se diz —, nenhum dístico identifica a biblioteca. Siza Vieira também desenha mesas, candeeiros, papeleiras, etc., mas, neste caso, não achou curial identificar o edifício. Era assim em Setembro, quando a biblioteca levava nove meses de uso. E como é que o meteco sabe que aquilo é uma biblioteca? Ou, mais prosaicamente, como encontra a entrada principal? Em Setembro, no dia em lá fui, descobri com esforço uma folha A4, branca, presa com fita gomada ao vidro de uma porta. Havia vento, um dos cantos da folha estava solto, era preciso suster o papel para ler “Biblioteca” em Arial Black, corpo 18. A primeira reacção foi rir. Depois fiquei tão deprimido que desisti da visita. »

Para ler na íntegra no Da Literatura.

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por Booktailors às 14:29 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Recuperamos o artigo publicado no DN, 09.06.2007, dedicado a este editor que tanto deu ao nosso sector. Aqui.

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por Booktailors às 13:29 | comentar | partilhar

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