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Qua, 30/Set/09
Qua, 30/Set/09
«Os 50 anos de Astérix e da carreira de Maurício de Sousa (turma da Mônica) são as principais atracções do 20º Festival Internacional de BD da Amadora, que se realiza entre 23 de Outubro e 8 de Novembro. A maioria das exposições são apresentadas no Fórum Camões (Brandoa), mas há também núcleos espalhados por outros equipamentos do concelho.» Ler no Público.


por Booktailors às 19:06 | comentar | partilhar

Qua, 30/Set/09
«A cidade de Bragança vai acolher um Museu da Língua Portuguesa, o segundo projecto do género, que se propõe contar a história da língua desde o primeiro documento escrito em galaico-português, foi hoje anunciado.» Ler no Diário de Notícias.


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Qua, 30/Set/09
«O linguista Português Malaca Casteleiro lamentou hoje os atrasos de Portugal na aplicação do Acordo Ortográfico e prevê que serão necessários mais 20 anos para a unificação da língua portuguesa no mundo.» Ler no Diário Digital.


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Qua, 30/Set/09
A Booksmile abriu uma página no facebook para promover a colecção da Princesa Poppy!. Esta página conta já com 360 fãs. Ver aqui.


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Qua, 30/Set/09
«Qual o objectivo da Deplano ao adquirir a Konsoante?

A Deplano sempre afirmou que quer crescer no sector editorial e livreiro. Mas devagar e sempre a acompanhar, com racionalidade e bom senso, a evolução rapida e turbulenta a que estamos a assistir.

Não temos nenhuma ambição de liderança e não estamos em nenhuma “correria” desenfreada e ansiosa. Preferimos focar-nos na diferenciação,na alternativa e no posicionamento. Queremos mesmo ser um “pequeno player”!

Estamos muito focados em não cometer os erros de crescimento e concentração a que estamos a assistir à nossa volta, todos os dias. Pensávamos que o exemplo da década.de 90, e o que ela significou para a gestão das empresas, pudesse servir hoje para as coisas serem diferentes. Para nós ainda bem! Para o sector, é mau.

Temos também outras áreas onde estamos focados e queremos crescer com focagem e especialização. Como, por exemplo, nos Media especializados, na Comunicação e Consultoria Empresarial, na vertente tecnológica dos conteudos e também na Internacionalização. Já estamos em São Paulo, no Brasil, vamos entrar em Cabo Verde, e estamos neste momento no local a estudar Angola e Moçambique.»

Leia a entrevista no blogue Os Meus Livros.


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Qua, 30/Set/09
«José Antonio Muñoz Rojas, um dos poetas espanhóis da chamada "geração de 36", morreu ontem na sua cidade natal de Antequera, na província de Málaga, a poucos dias de celebrar o seu centésimo aniversário, a 9 de Outubro. Pela atenção que, em verso e prosa, sempre deu às coisas pequenas e simples da vida, ficou conhecido como "poeta do quotidiano", um rótulo que pode ser enganador, já que pouco aproxima Muñoz Rojas dessa poesia espanhola contemporânea muito centrada em vivências do quotidiano citadino, a que os espanhóis chamam "poesia da experiência".» Ler no Público.


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Qua, 30/Set/09


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Qua, 30/Set/09
Leia aqui alguns dos principais problemas apontados à leitura de eBooks e os argumentos que os contrariam.

Via twitter EstudosEdição.


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Qua, 30/Set/09
Decorre até ao próximo dia 4 de Outubro a feira do livro infantil, na Fundação Serralves. Ver aqui. Via Bibliotecário de Babel.

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por Booktailors às 10:00 | comentar | partilhar

Qua, 30/Set/09
Segundos dados da Nielsen BookScan, a primeira edição no original de The Lost Symbol, de Dan Brown, vendeu cerca de um 1,9 milhões de exemplares no mundo inteiro. Ler aqui.

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Qua, 30/Set/09
ENSAIO & EDIÇÃO (PARTE II),
por João Urbano (*)

[Parte I]

No que respeita ao problema específico da edição ligada ao ensaio e ao pensamento contemporâneo, parece-me que, se nos ficarmos pela pura lógica do mercado, não sairemos do estado lamentável em que nos encontramos. Tal ocorre pela simples razão de que o mercado português não dispõe de um público leitor suficientemente vasto, com nichos de mercado com dimensão suficiente para viabilizar projectos editoriais saudáveis e diversificados nestas áreas.

Poderia fazer uma breve viagem pelo que tem sido a edição de ensaio nestes últimos anos e pela forma como algumas editoras o têm tratado, mas, no fundo, têm-no tratado mal, e, quanto a fazerem um trabalho em profundidade com os pensadores portugueses, ele tem sido praticamente nulo. Não existe um esforço de procurar os potenciais grandes pensadores (refiro-me a eles e a elas), entre os 30 e os 50 anos, e com eles elaborar uma estratégia de trabalho, obrigando-os a produzir livros ágeis, acutilantes, etc.

Quando me refiro ao ensaio e ao pensamento contemporâneo, estou a compreender áreas que vão da filosofia às ciências humanas, da arquitectura às artes plásticas, assim como a jogos híbridos de cruzamentos disciplinares. Neste item, o trabalho das editoras e dos editores é completamente inane.

Por muito que custe, julgo que algumas saídas para inverter esta situação têm, obrigatoriamente, de implicar uma inteligente intervenção do Estado. Aqui, o Ministério da Cultura tem especiais responsabilidades. Por exemplo, a DGLB tem um programa de apoio ao ensaio, mas é de tal modo pouco ambicioso que nem sequer cumpre os mínimos, com a agravante de que, nos últimos dois anos, sofreu um corte de 50% no financiamento, o que o torna irrisório e completamente ineficaz. A Direcção-Geral das Artes também lançou um programa de apoio à edição ligada às artes, mas foi mal desenhado e rapidamente extinto. Não existe realmente, por parte do Ministério da Cultura, uma estratégia em relação ao livro, que me parece hoje mais necessária do que nunca. Também a FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) tem um programa de apoio à edição, mas os montantes envolvidos para cada livro são irrisórios.

Por outro lado, dada a exiguidade do nosso mercado, parece-me essencial pensar não em termos de mercado nacional, mas do espaço mais amplo da língua portuguesa, com um destaque especial para o Brasil. Apenas deste modo teremos a massa de leitores que pode dar uma outra amplitude a projectos editoriais mais ousados e arriscados, ao serviço de públicos minoritários. Ora, neste âmbito, está tudo por fazer. Em vez de se facilitar a possibilidade de os livros atravessarem o oceano e de se criarem condições óptimas para um frutífero intercâmbio, nada se passa.

Outros agentes importantes são as universidades. Mas os aparelhos editoriais das universidades são uma anedota, funcionam em circuito fechado. Um verdadeiro desastre. E as universidades tinham e têm a obrigação e as condições para criar, de uma forma inteligente, projectos editoriais fortes, mas estão muito longe de o fazer.

No campo das redes electrónicas, o cenário não é melhor. Basta visitar os sites universitários e não só para assistirmos à inanidade da coisa. Não existe o mínimo cuidado com o design dos sites, etc. Neste domínio (sites, blogues, etc.), o trabalho em redor do pensamento contemporâneo está quase todo por fazer, com uma ou outra honrosa excepção.

A responsabilidade, obviamente, não é apenas das editoras, e muito menos são as cadeias de livrarias ou outras criaturas fantasmáticas que estão a bloquear o jogo. Longe disso. Elas, muitas vezes, são apenas o reflexo de algo mais profundo, que medra em cada um de nós; ou melhor, espelham a falta de vigor e de ousadia daqueles que estão directamente envolvidos com o pensamento e a arte contemporânea.

(*) Em 2003, fundou a revista de arte e ciência Nada, da qual é coordenador. Publicou o drama poético Políbio no Jardim Metafísico (Edições Mortas, 2003). Colaborou com o colectivo Pogo Teatro, como dramaturgo e co-criador, de 1997 a 1999.
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por Booktailors às 09:00 | comentar | partilhar

Ter, 29/Set/09
Ter, 29/Set/09
Moacyr Scliar venceu o Prémio Jabuti para o romance, pela obra Manual da Paixão Solitária. Ler mais no Ciberescritas.

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por Booktailors às 21:13 | comentar | partilhar

Ter, 29/Set/09
A distribuidora Konsoante foi fundada e era, até recentemente, posse de Mário Moura, fundador do grupo Pergaminho e actual editor da Vogais & Companhia. Recordamos que, aquando da venda da Pergaminho ao Direct Group/Bertelsmann, Mário Moura manteve fora do negócio a Konsoante, que se manteve na sua posse e troca agora de proprietário.

No actual processo de falência da Centralivros/Logilivro, alguns dos editores mais significativos têm sido acolhidos pela Konsoante, nomeadamente a Sextante e a Booksmile sendo que, segundo se crê, poderá ter a futura casa de uma Cavalo de Ferro renascida.

Horácio Piriquito foi director das revistas Semanário Económico, Valor e Fortunas & Negócios e é, actualmente, o director do grupo Deplano Network, integrando as marcas Booknomics e DePlanoBooks. Tendo em tempos sido anunciado o processo de aquisição da Rei dos Livros, esse negócio não terá ocorrido.

A Konsoante passa agora a pertencer à DePlano, de Horácio Piriquito, mantendo-se a empresa no mesmo edifício. A Vogais & Companhia continuará, igualmente, a ser distribuída pela Konsoante.


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Ter, 29/Set/09
Aleksandar Mandić é o autor do primeiro eBook brasileiro, para ser lido no kindle, o leitor da Amazon. Mandicas é uma obra composta por 167 frases do autor/empresário. Segundo Aleksandar Mandić, «O eBook é uma ferramenta fundamental para democratizar a informação e contribuir efetivamente para a formação cultural dos brasileiros. Com ele, as nossas crianças carregarão uma biblioteca dentro do bolso, colecionada durante uma vida inteira». As receitas da venda do eBook revertem a favor do Instituto Endeavor de Empreendedorismo. Ver aqui.


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Ter, 29/Set/09
A Os Meus Livros chegou à blogosfera. Pode ser encontrada aqui.

«Regularmente, informação sobre o mundo dos livros, antecipação de conteúdos da revista e um magnífico passatempo semanal que fará crescer a sua biblioteca com algumas das grandes novidades editoriais.» Assim promete a nota enviada.

A Os Meus Livros informa ainda que encetou uma parceria com o portal Sapo, no Canal de Livros, ao qual disponibilizará «conteúdos da revista, sugestões de livros e outras surpresas».


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Ter, 29/Set/09
O autor Reginaldo Pujol criou o blogue Desacordo Ortográfico, que pretende cumprir os mesmos propósitos da obra homónima: «Uma antologia de textos que valorizam a diferença na língua portuguesa.» Via blogue revista LER.

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por Booktailors às 15:00 | comentar | partilhar

Ter, 29/Set/09
A cadeia de lojas Best Buy e a empresa de telecomunicações Verizon irão associar-se à empresa europeia iRex Technologias para lançar um eReader com touch-screen no mercado norte-americano. No mercado europeu, a iRex tem um eReader associado à Barns & Noble e à NewspaperDirect. Ler aqui.


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Ter, 29/Set/09
The Host, da autora da saga «Twilight», será adaptado a cinema. Andrew Niccol deverá escrever guião e realizar. Ler aqui.


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Ter, 29/Set/09
«As vendas anunciadas segunda-feira pela Prisa de 35 por cento da Media Capital à Ongoing e de 25 por cento do seu braço editorial Santillana a um fundo de investimento estão a ter efeitos positivos na cotação em bolsa.» Ler no jornal i.

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por Booktailors às 11:04 | comentar | partilhar

Ter, 29/Set/09
O projecto da Google Books foi adiado (ver aqui). Embora esta decisão seja consensualmente aprovada, tornou-se necessário rever as leis de direitos de autor. Ler aqui.

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Ter, 29/Set/09
Relembramos os nossos fiéis leitores que começa hoje a primeira edição da Liga Booktailors, baseada no Futebol Fantástico, passatempo disponibilizado pelo site da UEFA. A Liga conta já com um considerável número de participantes, mas queremos chegar a todo o mundo editorial português, contando com a participação dos seguidores deste blogue. Poderá ainda criar a sua equipa até às 17h15 de hoje (prazo limite imposto pelo site), usando o código 174140-38458 para juntar-se à Liga Booktailors. Mais informações aqui.

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por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Ter, 29/Set/09
«Quando se tem como responsabilidade profissional acompanhar atentamente tudo o que vai sendo editado, e quando essa responsabilidade se cumpre por entre uma enchente de títulos diários, algumas vezes extraordinários, muitas vezes banais, aquela ansiedade que envolvia a espera por um determinado livro arrisca-se a desaparecer. Mesmo deixando de lado os banais, os títulos com interesse que vou acompanhando e lendo são muitos (para o meu tempo disponível, mas não necessariamente para aquilo que seria um recheio decente para uma livraria) e às vezes é difícil manter a surpresa, a ansiedade com que já aguardei por alguns livros que sabia estarem para chegar às livrarias, antes da tal responsabilidade profissional.» Ler na íntegra aqui.
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Seg, 28/Set/09
Seg, 28/Set/09
Inaugura amanhã a Galeria Fernando Pessoa (GFP), um novo espaço da Casa Fernando Pessoa. Decorrerá um cocktail às 11h na GFP, apresentando uma nova versão da exposição de fotografias de Jorge Colombo, «Lisboa Revisitada». A Galeria Fernando Pessoa situa-se no mercado de Santa Clara, em Lisboa.

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Seg, 28/Set/09
«PRISA ha anunciado un acuerdo para la venta del 25% del Grupo Santillana, valorado en 991.5 M € , por un precio de más 247 M €» Via twitter JAF.


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Seg, 28/Set/09
«Tudo a postos para reabrir a livraria Buchholz, na Rua Duque de Palmela, em Lisboa. Mantém-se o recheio, muda-se o "layout". A marca cai. Sobe o pano da Coimbra Editora, insígnia nascida em 1920, que comprou os bens da sexagenária Buchholz.» Ler no Jornal de Negócios.

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Seg, 28/Set/09
«Não nos estamos a referir ao email tradicional, que desde os meados dos anos de 1990 apareceu de uma forma massificada e veio para ficar. É o estilo clássico da correspondência que está a ser literalmente sugado para a virtualidade. A carta antiga que foi veículo de conversas entre Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro ou entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena. São esses documentos que, pelo menos nos Estados Unidos da América, já podem ser digitalizados e transformados no código binário para aparecer num computador com acesso à Internet. Isto para grande comodidade do seu receptor, que pode estar em casa à frente do seu PC, num cibercafé durante uma viagem ou num portátil com wireless enquanto aproveita o ar fresco de um jardim.» Ler no Público.


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Seg, 28/Set/09
Jim C. Hines, autor de livros de fantasia, elaborou uma lista de 20 «factos» sobre Neil Gaiman, numa clara homenagem ao autor. Ler aqui.

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Seg, 28/Set/09
«Maior cadeia livreira do País, a Bertrand Livreiros inaugura, na próxima quinta-feira, o novo espaço do CascaiShopping, o qual contará com um inovador serviço de medição do nível de satisfação do cliente. Na cerimónia de inauguração, que acontece cerca das 19.00 horas, estará presente o escritor Pepetela.» Ler no Diário Digital.

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Seg, 28/Set/09
«As estimativas apontam para que existam no Mundo cerca de 250 milhões de pessoas a comunicar em português. Esta quarta-feira, Bragança é a cidade escolhida para a realização do 8º Colóquio Anual da Lusofonia, no qual será feito um ponto da situação da língua portuguesa no Mundo e discutido o acordo ortográfico.» Ler no Correio da Manhã.


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Seg, 28/Set/09
«Há nove meses adotada no Brasil, a reforma ortográfica ainda não tem um cronograma oficial para ser aplicada em Portugal. Ratificada por quatro países [SIC] (Cabo Verde e São Tomé e Príncipe também assinaram o acordo), a mudança nas regras ortográficas tem causado polêmica entre os portugueses.» Ler aqui.


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Seg, 28/Set/09
O Cybook Opus é um novo eReader lançado pela Bookeen. Tem um ecrã de 5 polegadas, cerca de 150 gramas, resolução de 600 por 800 pixels e 200 dpi. O Cybook Opus não virá com capacidade wi-fi, tendo o preço de 280 dólares (cerca de 210 euros). Ver aqui.


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Seg, 28/Set/09
«Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, transformou-se numa das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade mundial nos anos 1960. Celebra 45 anos na terça-feira.» Ler no Diário Digital e no jornal i.


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Seg, 28/Set/09
«Não quero ser injusto, mas a trasladação dos restos mortais de Jorge de Sena para o Cemitério dos Prazeres foi tarde e é pouco. Ser tarde não é culpa das entidades oficiais portuguesas que agora trataram disso. Estas, ao menos, agora trataram disso. A família fez-se representar, houve participações ao mais alto nível intelectual e institucional. Mas, que diabo, para que é que serve o Panteão, se não cabe lá Jorge de Sena?» Ler na íntegra no JL, n.º1017, página 27.

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Seg, 28/Set/09
«O grupo espanhol de comunicação Prisa anunciou hoje a venda de 25 por cento do seu braço editorial, a Santillana, ao fundo privado DLJ South American Partners.» Ler no Diário Digital e no Público.

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Seg, 28/Set/09
Dulce Maria Cardoso irá receber o prémio da União Europeia para a Literatura 2009 hoje, na cerimónia de entrega de prémios, em Bruxelas. A cerimónia decorre no Centro de Artes Flagley, sendo o prémio atribuído pelo livro Os Meus Sentimentos, no valor de 5000 euros.

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Seg, 28/Set/09
«Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) cultivava a fama de homem reservado. Diligente funcionário público e pai de família conservador, o poeta mineiro definiu-se certa vez como um “urso-polar”, uma criatura arredia que vive em temperaturas glaciais. Aqueles que privaram de sua intimidade, porém, conheceram outro Drummond: um sujeito mulherengo e brincalhão, que tinha mania de passar trotes ao telefone e espantava os netos com a “mágica de tirar os dentes”. Esse lado galhofeiro de sua personalidade expressava-se também no traço. Nome fundamental da poesia moderna brasileira, o autor de Sentimento do Mundo e Claro Enigma era um caricaturista amador. Gostava de desenhar a si próprio, sempre exagerando a testa larga e as orelhas salientes. Com os mesmos traços ligeiros, retratou amigos, como o poeta Manuel Bandeira e a escritora Lygia Fagundes Telles, e a filha, Maria Julieta. Essa produção – dezenas de caricaturas, rabiscos e figuras, boa parte inédita – está sendo reunida pela família para a publicação de um livro, com lançamento previsto para o ano que vem.» Ler na íntegra aqui.


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Seg, 28/Set/09
A revista académica semestral Textos e Pretextos dedica a sua 12.ª edição a Agustina Bessa-Luís. Pode ler-se no editorial «a sua presença incontornável na Literatura Portuguesa justificava a urgência deste número que serve não só como uma apresentação de reflexões e investigações sobre a obra de Agustina, como também como abertura de novos caminhos na análise da sua obra». A revista publica um texto inédito da autora, Os Lilazes florescem em São Petersburgo, uma entrevista de Arnaldo Saraiva a Agustina, assim como uma cronologia e bibliografia seleccionada. Ler mais no JL, n.º1017, página 4.

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Seg, 28/Set/09
ENSAIO & EDIÇÃO (PARTE I),
por João Urbano (*)

O mundo editorial português passou, na última década, por uma completa reconfiguração, com o mercado, a economia de escala e os conglomerados a ditarem as regras. O mesmo tem vindo a ocorrer com o mundo das livrarias. Toda a indústria do livro, em suma, passou e passa ainda por uma profunda reconversão. Se, por um lado, este processo conduziu a uma democratização do acesso ao livro, os livros aproximaram-se do gosto e dos interesses de um público mais alargado, e, neste sentido, as indústrias ligadas ao livro adquiriram uma dimensão considerável, por outro lado, as pequenas livrarias e as pequenas editoras têm sido como que estranguladas neste processo e subsistem com extremas dificuldades. Ainda assim, têm aparecido novas editoras, e tem começado a surgir, mesmo que timidamente, uma nova geração de livrarias independentes, pese embora a sua pouca força negocial para poderem ter fundos editoriais ou para recusarem a lógica implacável da alta rotatividade dos livros. Em suma, são patentes dificuldades de toda a ordem: dificuldades das editoras mais pequenas em colocarem os livros nas livrarias (as distribuidoras são aqui um problema), dificuldades das livrarias independentes em não serem asfixiadas ou em prosseguirem uma estratégia própria. Este assunto seria interminável e cheio de nuances. Todavia, julgo que vivemos um momento de viragem em todo o sector ligado ao livro, e, caso o livro electrónico venha a impor-se, é todo um novo mundo que se abre e que, julgo, beneficiará a diversidade dos projectos editoriais, que escaparão aos constrangimentos criados pelas grandes editoras, distribuidoras e cadeias de livrarias.

Se posso inferir que, no âmbito da edição da ficção (romance, novela, etc.), assim como no do ensaio ligado à história e à política contemporâneas, não estamos propriamente mal, no campo do ensaio mais crítico e reflexivo sobre múltiplas áreas da cultura contemporânea, das ciências humanas à arte contemporânea, passando pela filosofia e por géneros mais híbridos, a nossa edição é deveras pobre, inconsequente e desconexa. Não vejo, da parte das editoras, nenhum interesse em pôr cá fora colecções bem desenhadas sobre o pensamento contemporâneo nas suas diversas vertentes, e muito menos qualquer colecção que reflicta sobre a arte contemporânea, quando, por exemplo, as artes plásticas em Portugal têm hoje um vigor e uma diversidade que mereciam outra atenção crítica. Os escassos projectos editoriais que o tentaram soçobraram em poucos anos ou mantêm-se sem nenhum vigor editorial, mais parecendo mortos-vivos. E isto ocorre tanto no campo das traduções de pensadores estrangeiros quanto no da promoção de pensadores e criadores locais, que não os dois ou três consagrados do costume.

Neste ponto, a situação é particularmente constrangedora. Sei bem que um dos problemas que temos é a dimensão do nosso mercado, que torna inviável ou difícil às editoras apostarem em linhas editoriais mais ousadas e consequentes no campo alargado do ensaio ou da arte contemporânea. Não é por acaso que a grande maioria das editoras emergentes se dedica quase exclusivamente à ficção. Não obstante, não vejo da parte das editoras nenhum esforço, e muito menos um rasgo, para alterar este estado de coisas. Existem, é certo, edições no campo do ensaio concebidas directamente por certos departamentos universitários, mas, na sua grande maioria, essas colecções são mal pensadas e não chegam ao mercado; por isso, revelam-se completamente inoperantes. Um caso, que nem é dos mais clamorosos, tem sido o da publicação cuidada, e a todos os títulos notável, por parte do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, de algumas das obras mais importantes de Edmund Husserl, mas que, por sua vez, têm sido pessimamente distribuídas, as que têm sorte de o ser, pelo que nos vemos obrigados a deslocar ao dito Centro, localizado na Faculdade de Letras de Lisboa, para as poder adquirir.

Por fim, o pouco que se edita no campo do ensaio não tem nenhuma repercussão nos já por si escassos, exíguos e confrangedores suplementos semanais da imprensa dedicados ao livro ou em revistas como a Ler, ou no já há muito tempo e a todos os títulos patético JL. E as revistas mais especializadas, na sua grande maioria universitárias, são desinteressantes e nunca chegam a um público leitor mais largo, mesmo que minoritário. O único exemplo que fugiu a isso foi a Revista de Comunicação e Linguagens, liderada na altura por José Bragança de Miranda, embora hoje esteja praticamente moribunda. O mesmo Bragança de Miranda desenvolveu, na década de 1990 e no princípio desta, um trabalho muito importante de direcção editorial, ligado em especial à Vega e à Século xxi. São, no entanto, muito raros os trabalhos consequentes nestas áreas. Saíram também três números da revista Intervalo, mas também esta desapareceu, tal como entraram em declínio as interessantes edições da Vendaval.

Num meio hostil ao pensamento, como é o nosso, certas formas sofisticadas, mas também elas muito frágeis e delicadas, de vida cultural encontram-se permanentemente sob a ameaça de extinção. Não peço que se montem reservas para a sua conservação, já que não passariam de pequenos desertos, com meia dúzia de roedores, apenas que se criem condições para que proliferem as estirpes menos domésticas de pensamento e linguagem.

[Continua]

(*) Em 2003, fundou a revista de arte e ciência Nada, da qual é coordenador. Publicou o drama poético Políbio no Jardim Metafísico (Edições Mortas, 2003). Colaborou com o colectivo Pogo Teatro, como dramaturgo e co-criador, de 1997 a 1999.
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Dom, 27/Set/09
Dom, 27/Set/09


Via blogue revista LER.
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Sáb, 26/Set/09
Sáb, 26/Set/09


Via Vísceras Literárias.
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Sex, 25/Set/09
Sex, 25/Set/09
«Mário Sena Lopes deixa no dia 30 de Setembro de exercer as funções de director editorial da Guerra e Paz. Responsável pela nossa política editorial, ao longo de mais de dois anos, Mário Sena Lopes seleccionou as obras a publicar, acompanhou com os autores o nascimento de cada livro e deu rosto público à actividade da editora. Desempenhou essas funções com brio profissional e um entusiasmo que ultrapassou o que normalmente lhe seria exigido. Em muitos aspectos, a Guerra e Paz é hoje uma editora com mais qualidade e mais eficácia na produção, comunicação e comercialização dos seus livros.

Por razões que se prendem com substanciais alterações do mercado, Mário Sena Lopes e a Guerra e Paz editores entenderam que o modelo de relação profissional que os ligava chegou ao fim. O que não significa necessariamente uma ruptura, estando previstas novas formas de colaboração que se tornarão visíveis num futuro próximo.

Neste momento de mudança, a Administração da Guerra e Paz quer publicamente louvar a competência, o empenho profissional, o profundo conhecimento da actividade e da sua história, que indiscutivelmente são os trunfos maiores de Mário Sena Lopes e que fazem dele uma referência para todos os que têm a paixão do livro. Acima de tudo, as qualidades humanas de
Mário Sena Lopes, o seu rigor, seriedade e voluntarismo, deixaram marcas na Guerra e Paz. Estamos certos de que, nas actividades que vier a desenvolver, essas qualidades de Mário Sena Lopes ganharão nova e reforçada expressão.

Lisboa, 25 de Setembro de 2009

A Administração da Guerra e Paz Editores»

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Sex, 25/Set/09
Steve Rubin demitiu-se do cargo de vice presidente executivo e publisher-at-large da Random House Inc., cargo que ocupava desde Fevereiro deste ano. Rubin esteve 25 anos na Random House. Ler aqui.


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Sex, 25/Set/09
Mário Sena Lopes deixará a Guerra e Paz no final do mês, tendo emitido um comunicado (do qual reproduzimos parte), que mostra bem a forma de ser e estar deste profissional em tudo o que se envolve (com o amigo falarei pessoalmente).

Fica por isso aqui o abraço e os votos de sucesso em próximas investidas no sector editorial. Porque é mais do que certo que ele vai andar por aí. (pf)

«No próximo dia 30 de Setembro de 2009 deixo a Guerra & Paz Editores, para a qual entrei em 1 de Julho de 2007, como Director Editorial. Foram dois anos de trabalho entusiasmante, com uma equipa dedicada e uma Administração empenhada, em que se transformaram processos de trabalho, se desenvolveram colecções e linhas gráficas, e se juntaram novos autores aos autores da casa. Como em toda a actividade editorial, partilhámos êxitos e fracassos, mas vimos muitos livros receberem os favores da crítica e do público – o último e grande avaliador – e aumentarem significativamente os títulos da editora reeditados.

Apesar de a Guerra & Paz Editores, fundada em 2006 pelo Manuel S. Fonseca e pelo José G. Rodrigues dos Santos, ser um projecto editorial recente, obteve neste período sucessos que outras editoras demoram uma vida a conseguir – ou nunca alcançam. Em 2008 colocámos no primeiro lugar das listas nacionais de vendas um título que vendeu 175.000 exemplares e foi um dos livros de não ficção mais populares da última década. Com o mesmo livro iniciámos a venda de direitos para o estrangeiro, onde foram publicadas 6 diferentes edições. Com outros livros de autores portugueses está iminente a adaptação a vários suportes – seja ao cinema, à televisão ou ao teatro – dando a Guerra & Paz Editores, com tal actividade, um sinal sobre a sua vontade de defender os interesses dos seus autores em mercados internacionais e alternativos, sempre que as circunstâncias o permitam.

No entanto, 2009 continuou a ser um ano de crise económica, com reflexos na capacidade de consumo dos portugueses, atingindo severamente a classe média – sustentáculo da compra de livros – e impactando negativamente o consumo livreiro. Naturalmente, esse impacto foi recebido de forma diferente conforme a maior ou menor estrutura dos grupos editoriais e editoras, mas para uma jovem e pequena editora independente, como a que é a Guerra & Paz Editores, não só esse impacto foi mais forte como lidar com a presente crise implica medidas de reequilíbrio e ajuste drásticos para assegurar a continuidade de um projecto editorial apresentando já uma marca distintiva no mercado português do livro, consubstanciada na publicação de livros com ideias e para debater ideias, dos quais não estão ausentes o sal da polémica ou o humor irreverente.

Ao apresentar a minha demissão como Director Editorial da Guerra & Paz Editores, faço-o com o objectivo de facilitar as ulteriores medidas de adaptação e ajuste à situação decorrente da crise do mercado, medidas com as quais estou em completa sintonia com a Administração, e que permitirão dar continuidade a uma das mais originais editoras portuguesas independentes.

Não há palavras suficientes para agradecer à equipa e à Administração da Guerra & Paz Editores, aos nossos Autores, aos colaboradores e fornecedores da editora, a colaboração leal, a simpatia e mesmo a amizade que exprimiram. A todos, no momento da minha saída, recomendo que continuem a confiar na Guerra & Paz Editores e na sua Administração, na pessoa do Manuel Fonseca e do José Santos, cuja continuidade como fundadores e administradores é o garante seguro da manutenção do perfil editorial, da competência editorial e administrativa, da seriedade de processos que sempre caracterizou e continuará a caracterizar a editora.

Antecipo um pouco o envio desta mensagem, em vez de enviá-la no último dia do mês, como é de regra, para que possam colocar as dúvidas relativamente a assuntos e processos pendentes, desde já garantindo que, mesmo após a minha saída, darei voluntariamente à Guerra & Paz Editores toda a colaboração necessária para assegurar a transmissão de processos em curso. Nem outra forma de actuação seria de esperar, tendo em conta o relacionamento leal, estreito e amigável que é o histórico da minha relação com o Manuel Fonseca e o José Santos, bem como a vontade comum, que partilhamos, de dar continuidade e estabilidade ao projecto editorial que a Guerra & Paz Editores consubstancia. A ambos desejo o maior êxito e estou certo que os seus conhecimentos, capacidade e energia, são uma segura garantia do mesmo.»

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por Booktailors às 16:47 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
Os poetas Manuel António Pina, Fernando Guimarães, Rosa Alice Branco, Catarina Nunes de Almeida e Emílio Remelhe marcarão presença amanhã no Dolce Vita Porto, para um debate onde será discutido o rumo da poesia portuguesa contemporânea. O debate pertence ao ciclo «Cultura no Centro, sendo organizado pelo jornalista Sérgio Almeida. O debate conta ainda com a participação de Dina Ferreira, proprietária da Poetria. Amanhã, às 17h, no piso 2 do Dolce Vita Porto.


por Booktailors às 16:00 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
«O acordo ortográfico e os livros técnicos e escolares estão entre as preocupações centrais de Paulo Teixeira Pinto para a próxima presidência da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).» Ler no Diário Digital.


por Booktailors às 15:30 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
Segundo dados adiantados pela Bookseller, antevê-se uma menor participação na edição deste ano da Feira do Livro de Frankfurt, havendo uma redução no número de participantes pelo segundo ano consecutivo. Ler aqui.


por Booktailors às 15:00 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
«Um juiz norte-americano adiou uma audiência que serviria para validar o acordo de 125 milhões de dólares assinado em 2008 que permitiria à Google criar a maior biblioteca digital do mundo. O pedido de adiamento foi feito pela Associação de Autores e pela Associação de Editores norte-americanos.» Ler no Público.


por Booktailors às 13:12 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
«A confederação das associações de Pais alertou hoje para a "brutalidade" do aumento das despesas das famílias com os manuais escolares devido a método de venda. Os livros vêm embalados juntamente com produtos opcionais, como os cadernos de actividades que fazem subir o preço.» Ler no Público.


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Sex, 25/Set/09
Aquele que apontam como o grande livro do ano (aqui) será apresentado hoje pelas 23h00 na LX Factory, ao qual se seguirá uma festa no Music Box, com Pedro Vieira no leme da mesa de misturas. Será um bom exemplo para se perceber se a qualidade percebida por parte dos críticos será acompanhada pelas vendas.

A Quetzal preparou uma edição especial da obra, em que cada caderno é impresso num papel diferente, tornando cada exemplar num original.


por Booktailors às 13:00 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
É cada vez mais comum autores aderirem às redes sociais, permitindo criar uma maior empatia com os leitores, através de fotos e relatos pessoais. Com esta açcão, os autores esperam construir uma «imagem pessoal à medida das suas estéticas literárias». Ler mais aqui.

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Sex, 25/Set/09
«O escritor peruano Mario Vargas Llosa foi distinguido com o Prémio Internacional de Ensaio Caballero Bonald pela obra El viaje a la ficción, na qual reflecte sobre a vida e o mundo literário do uruguaio Juan Carlos Onetti. O galardão, com uma dotação de 30 mil euros, distinguiu o melhor ensaio publicado em 2008, entre as 80 obras concorrentes.» Ler no Diário de Notícias.

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por Booktailors às 11:30 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
Decorre na próxima terça-feira, dia 29, a 2.ª sessão do ciclo de debates Com Todas as Letras, organizado pela revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores. Esta sessão estará subordinada ao tema «Audiolivro: O Som das Palavras», tendo o seu início previsto às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Sex, 25/Set/09
«Passar um dia na Bienal é total perda de tempo. Você irá se irritar facilmente com as milhares de crianças correndo e gritando nos corredores, não encontrará nenhum livro decente mais barato do que na livraria correspondente ao stand ou do que na internet, se sentirá rejeitado por não ser autorizado a participar das atividades elitistas que envolvem grandes escritores e celebridades e escritores-celebridades e terá de desembolsar uns R$5 pra comer um cachorro quente murcho, sem molho.» Ler na íntegra aqui.


por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Sex, 25/Set/09
EM NOME DOS AUTORES. E DOS EDITORES
Senhor Palomar (*)

Benjamim Disraeli (1804-1881) dizia que quando queria ler um bom livro, escrevia um. A frase, trocista e digna de um bom judeu ciente e convicto das suas próprias capacidades, que cumpre o objectivo inicial e provocatório de esboçar um sorriso em quem a ouve, esconde, contudo, ainda que lateralmente (muito lateralmente, bem certo) o preconceito adquirido de que tudo aquilo que é escrito deve ter aquilo que, comummente, designamos de qualidade. Nada de mais errado, e exigir do prazer dos autores objectivo tão altivo é estúpido, dando à morte algo que se apresenta como um fim em si, sem necessidade de legitimação. Mesmo, inclusive, que esse prazer venha da catarse. Basta ler Jorge de Sena, agora justamente recuperado pela Guimarães, para se saber daquilo que o Senhor Palomar fala.

Escrever não tem obrigatoriamente de ter qualidade (e só por isso é que o Senhor Palomar está a escrever neste espaço). O Senhor Palomar choca-se sempre que sabe que um editor, mais bruto, diga que o candidato a autor não deve escrever mais. O que ele deve dizer, isso sim, é que não lhe publica o texto. Na sua editora. Como ainda não estamos na altura em que o autor não precisa de um editor (mesmo que se escuse a todo o processo de produção, a questão da distribuição é ainda fundamental), podemos assumir que, se se publicam maus livros, é porque há poucos editores (publishers é outra história). Os bons editores, os brutos, têm a coragem de dizer que um texto não é publicável.

Os editores tendem a imputar aos autores a responsabilidade de escreverem maus livros, quando, na verdade, o problema é tão só que se publiquem estes mesmos livros. Não que se os escrevam. Sempre que um editor se queixa do que se publica, está a autoflagelar-se e a autoproclamar-se incompetente da função de toda uma classe.

Nélson de Matos perguntou, a certa altura e a partir de certo livro, se António Lobo Antunes pretendia perder os seus leitores. Que não se percebia o original. Não vale a pena discutir se o editor tinha razão quando decidiu afrontar o gigante louro, assumindo a sua função de editor. O editor não tem sempre de estar certo (a história está cheia de exemplos de editores que recusaram obras geniais), mas deve sempre cumprir a sua função. Seleccionar. Editar. Acrescentar valor. Tornar claro o que é obscuro. Ajudar o autor a perceber o que quer dizer e a quem se destinam as suas palavras.

E nenhum dos protagonistas se deve autopunir por errar. O autor não deve ser condescendente com o editor, ao afirmar que ele não percebeu o que estava escrito, mas toadas como «isto não é português» (ou inglês, ou francês) devem ser eliminadas do léxico dos editores.

Se se publicasse apenas merda (palavras de um editor), isso dever-se-ia a editores que não lêem os livros que publicam, nem são alvo do escrutínio de um elemento da equipa editorial (é óbvio que um só editor não pode ler todos os livros, se publicar 300 títulos por ano). Toda a gente sabe que nenhum editor publica um livro apenas por ter sido escrito por uma figura pública; toda a gente sabe que nenhum editor é ludibriado por um agente e coloca a traduzir sem ler uma palavra; toda a gente sabe que nenhum editor faz encomendas de livros com temáticas escaldantes só por que vai vender, mesmo que esteja escrito em gibberish (os que têm temáticas escaldantes mas são bem escritos, venham eles: basta ler O Mago, de Fernando Morais, publicado pela Planeta, para se perceber isto). Nenhum destes cenários acontece, pois os editores empenham-se tanto na selecção e no critério editorial quanto os autores na escrita do livro. E só por isso é que poderíamos nomear em quantidade, pela qualidade, igual número de editores para os escritores que se publicam em Portugal. Uma pequena lista (fiquemo-nos pelos portugueses): Lobo Antunes, Saramago, Agustina Bessa-Luís, Eduardo Lourenço, Lídia Jorge, Mário de Carvalho, Mário Claúdio, Francisco José Viegas, valter hugo mãe, José Riço Direitinho, João Lobo Antunes, Nuno Crato, José Luis Peixoto, João Tordo, Rodrigo Guedes de Carvalho, Gonçalo M. Tavares, Vasco Graça Moura (a poesia), Pedro Mexia, Rogério Casanova, Jorge Reis-Sá, Possidónio Cachapa, Dulce Maria Cardoso, Ricardo de Araújo Pereira, Miguel Esteves Cardoso, Rui Tavares.

(*) Benfiquista, Senhor Palomar é uma ficção de uma ficção e mantém o blogue homónimo. Tem 31 anos e cursou Ciências da Comunicação. Gosta de livros. E de tostas mistas.
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Qui, 24/Set/09
Qui, 24/Set/09
«O famoso livro de Herman Melville, Moby Dick, vai ser traduzido para Emoji, um tipo de linguagem usado no Japão, construído através da utilização de emoticons (símbolos como o smile, o primeiro emoticon), que integra expressões faciais, corações, e todo o tipo de figuras que sirvam para expressar emoções, palavras, objectos.» Ler no Público.

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Qui, 24/Set/09
Pedro Costa: O sangue do Cinema
Os 20 anos do primeiro filme do realizador, que agora volta às salas. E a monografia que faz a retrospectiva da sua obra. Um texto inédito de João Bénard da Costa

Vitorino Magalhães Godinho: A Grande Ilusão
Ensaio sobre a crise, suas causas e consequências

Oito jovens músicos
Perfis dos vencedores do Prémio RDP

Bolaño e Larsson: dois fenómenos editoriais

Eduardo Lourenço e Helder Macedo escrevem sobre Jorge de Sena

Figura: Legendary Tigerman, o homem-banda

Gabriel García Márquez, uma grande biografia

A autobiografia de Daniel Sampaio

JL/Educação • Camões • Agenda Cultural


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Qui, 24/Set/09

Quem passou pelo largo Camões nas 24 horas que medeiam entre as 15h00 do passado sábado e domingo, não podia ficar indiferente a uma imagem rara: muitas pessoas sentadas numa local público a ler.

Digo isso com alegria – e quem me vê a andar na rua a olhar para um livro em vez de olhar para os postes, entende-me −, passando finalmente por uma pessoa normal perante tal cenário, sentindo que, de facto, as pessoas já não têm a absurda timidez em ler em público.

Timidez é o que não faltou às largas centenas de pessoas que por lá terão passado, podendo usufruir dos sofás, pufes, bancos e cadeiras – sempre ocupados −, num local tão estranhamente privilegiado como aquele. Uma imagem rara de pessoas sentadas a ler sob a alçada de Camões e seus conterrâneos da estatuária, com Pessoa e Eça a espreitar por perto; todos entre livros, muitos livros.

Uma vez mais nos vem à mente «o bairro dos livros», as potencialidades da Baixa/Chiado como local de culturas escritas (do grafitti à literatura), que a Editora Objectiva tão bem soube interpretar e dar corpo neste muito bem-sucedido evento.

Foi um fim-de-semana animado onde os livros resgataram o Chiado e, durante 24 horas, colocaram todos a ler.

NSL

Fotografias amavelmente cedidas pela Editora Objectiva.


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Qui, 24/Set/09
Começa hoje a Feira do livro manuseado na Assírio & Alvim, que decorrerá até dia 31 de Setembro. Ver aqui. Via Animal Civilizado.


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Qui, 24/Set/09
Estão abertas as inscrições para a Comunidade de Leitores, a decorrer entre Outubro de 2009 e Junho de 2010, na livraria Almedina Arrábida Shopping, em V. N. de Gaia. As sessões decorrem no primeiro e no último sábado de cada mês. O autor português em destaque estará presente na última sessão do mês. As inscrições deverão ser feitas no balcão da livraria Almedina Arrábida Shopping. Ver mais aqui.


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Qui, 24/Set/09
Começa hoje a Feira do Livro de Gotemburgo, que decorrerá até 27 de Setembro.


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Qui, 24/Set/09
O autor brasileiro Deonísio da Silva irá ver as suas obras reeditas pela LeYa no Brasil, deixando a Siciliano e Girafa. Ler aqui.


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Qui, 24/Set/09
«A propósito do Acordo Ortográfico, Miguel Sousa Tavares diz que “o Brasil é o único país que recebeu a língua de fora e que impõe uma revisão da língua ao país matriz”. Sinceramente, não vem daí grande mal ao mundo. Portugal maltratou a sua língua durante anos e anos, desinteressando-se da sua gramática, do seu ensino e da sua correção – além de pensar que se tratava de uma espécie de “doação” concessionada ao resto do mundo. Não é. A língua (ortografia incluída) é de quem a fala, de quem a usa e de quem a transforma diariamente. Se o Brasil tomou a dianteira, pergunte-se o que Portugal fez em prol da Língua, que agora parece ser “um bem estratégico”. E os escritores? Não lhes cabe defender acordos ortográficos, evidentemente. Cabe-lhes escrever – bem, se possível.» Ler na íntegra aqui.
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Qua, 23/Set/09
Qua, 23/Set/09
«José Saramago é o autor em destaque no Escritaria 2009 que se realiza em Penafiel, de 12 a 23 de Outubro, disse hoje à Lusa fonte da organização daquele festival literário.» Ler no Diário Digital.


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Qua, 23/Set/09
«Imagens inéditas em filme de Federico García Lorca, Luis Cernuda, Rafael Alberti, Pedro Salinas e outros escritores espanhóis da Geração de 27 foram hoje apresentadas aos media em Madrid, noticiou o El Pais na sua edição online.» Ler no Diário Digital.


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Qua, 23/Set/09
A imagem é da autoria da TechFlash, dando uma boa ideia do estado actual do mercado do livro electrónico. Via Booksmile.


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Qua, 23/Set/09
Patrícia Melo mudou-se da Companhia das Letras para a Rocco. Ver aqui.

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Qua, 23/Set/09
«Movimento no Facebook quer salvar o espólio daquela que, durante menos de um ano, foi a maior livraria do país». Ler no jornal i.

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Qua, 23/Set/09
O novo livro de Dan Brown, The Lost Symbol, vendeu 550 946 exemplares na primeira semana, com um volume de vendas na ordem dos 4.6 milhões de libras. Ler aqui.

Recorde-se que esta obra bateu todos os recordes até aqui registados, ao vender um milhão de exemplares nos Estados Unidos, no primeiro dia.

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Qua, 23/Set/09
«O escritor sueco Stieg Larsson não viveu para assistir ao êxito dos seus policiais de mistério. Os homens que odeiam as mulheres, primeiro filme da trilogia "Millenium", chega amanhã, quinta-feira, às salas de cinema.» Ler no Jornal de Notícias e no jornal i.


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Qua, 23/Set/09
«Faltam 35 dias para a edição portuguesa de O Símbolo Perdido chegar às livrarias, mas o último romance do criador de O Código Da Vinci lidera as tabelas de vendas nas principais redes, graças à importação de exemplares em inglês.» Ler no Correio da Manhã.

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Qua, 23/Set/09
Está disponível no site da APEL o comunicado de imprensa relativo ao processo eleitoral do próximo dia 30 de Setembro.

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Qua, 23/Set/09
«Caim, de José Saramago e o último romance de António Lobo Antunes são as obras que marcam o Outono literário em Portugal. Além do best-seller anunciado de Dan Brown. A história continua a ser a temática preferida dos portugueses e as editoras respondem com a publicação de dezenas de novos títulos. Da poesia, os ventos trazem de volta Manuel Alegre, Adília Lopes e Sérgio Godinho». Ler no Diário de Notícias.

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Qua, 23/Set/09
É com grande prazer e orgulho que a Booktailors vos convida a participar na I Edição da Liga Booktailors, do Futebol Fantástico (Fantasy Football, no original) da Liga dos Campeões 09/10.

Para quem não conhece este jogo do site da UEFA, a ideia geral é construir um plantel (11+4) de futebol, com base nos jogadores das equipas que participam na Liga dos Campeões deste ano. Poderão consultar todas as regras aqui.

O convite é feito a todas as pessoas do mundo editorial português, aos fiéis seguidores deste blogue, assim como aos utilizadores que nos visitam pela primeira vez (sejam muito bem-vindos.). Não é preciso ser apreciador de futebol, mas ajuda. Não é preciso ser grande conhecedor do desporto, se bem que poderá fazer a diferença. Não é de todo vital alguma vez ter praticado futebol, se bem que dizem que faz bem à saúde.

Para participar, basta clicar aqui, registar-se e criar uma equipa de onze titulares e quatro suplentes, gerindo um orçamento de 100 milhões. Depois, é clicar em «Ligas», clicar em «Criar/Aderir», colocar o código Liga Booktailors (ver abaixo) no campo disponível e clicar em «Aderir a uma liga privada».

Código de acesso à Liga Booktailors: 174140-38458

Alertamos para o facto de que as equipas inscritas só começarão a pontuar a partir da segunda jornada. Em nome do fair play, os pontos feitos na primeira jornada não serão contabilizados.

É aconselhável ler as regras, para quem não conhece o jogo. No entanto, ficam aqui já umas regras base, para iniciar:
- só é possível «contratar» dois jogadores por equipa, ou seja, não é possível escolher a equipa toda do Mourinho;
- «contratam-se» dois guarda-redes, cinco defesas, cinco médios e três pontas-de-lança;
- a táctica pode variar desde 5x5 a 2x5x3, passando por 4x4x2, 4x3x3 ou 5x2x3, consoante a escolha de apostar mais na defesa, no meio-campo ou no ataque;
- não é necessário ter jogadores para todas as posições, é possível ter só laterais direito numa defesa, por exemplo;
- o capitão deve ser escolhido com cuidado, pois este estatuto duplica os pontos da jornada;
- existem prazos limite para fazer alterações à equipa: até cerca de 15m antes de começar a primeira partida;
- substituições podem ser feitas entre jornadas (jogos de terça e quarta-feira são considerados uma jornada), sendo a primeira sem custos, as seguintes custarão 2 pontos por substituição.

Mais uma vez, é recomendável ler as regras, para saber como funciona a pontuação. Isto ajudará na escolha dos jogadores.

Esperamos assim poder criar uma área de confraternização (existe mesmo um fórum onde poderão «queixar-se da arbitragem»), dentro da área da edição em Portugal. Contamos com a vossa participação e resta-nos apenas desejar boa sorte na luta pelo segundo lugar. O primeiro pertencerá certamente a alguém da Booktailors.

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Qua, 23/Set/09
Como celebração do 40.º aniversário da Anagrama, a livraria Bertrand de Barcelona organizou uma exposição, documentando as quatro décadas de existência da editora. Ler aqui.


por Booktailors às 10:00 | comentar | partilhar

Qua, 23/Set/09
Patrícia Almeida foi nomeada para o Prémio BesPhoto 2009 com a edição do livro e a exposição Portobello. Portobello, com textos de Ian Jeffrey e David-Alexandre Guéniot, complica um projecto de fotografia realizado no Algarve, nos anos de 2006 e 2007. Ver aqui.


por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Qua, 23/Set/09
PARLEZ-VOUS FRANÇAIS?,
por Pedro Bernardo (*)

Na edição de Agosto da revista Ler, na secção «Listas/Manifestos», um dos ouvidos foi o embaixador José Cutileiro, homem culto e excelente escritor. Independentemente das escolhas que citou, algo houve que me despertou a atenção; os creio que 11 títulos referidos eram todos de autores franceses. Um leitor com menos de 40 anos terá hoje dificuldade em recordar um tempo em que a língua da cultura ainda era o francês, a primeira língua estrangeira obrigatória que se aprendia no ensino público (creio que a minha geração – nascida na segunda metade da década de 60 – foi a primeira a aprender primeiro o inglês, mudança que mais não fez do que reflectir, e instituir, o predomínio da língua inglesa e da cultura norte-americana nos media e, por extensão, no ensino).

Em resultado disto, para a maioria dos que têm hoje menos de 40 anos e tenham frequentado o ensino público, o francês tornou-se uma língua exótica, a par do alemão ou de uma qualquer língua eslava (ao contrário da emergência do espanhol e do italiano, que qualquer português que se preze julga que domina, bastando, para tal, falar português com a sonoridade daqueles idiomas).

No mundo da edição, os editores mais velhos dominam o francês e o inglês – pelo menos –, mas o que se passará com as novas gerações? (É evidente que o desconhecimento da língua nunca foi obstáculo à publicação de um original, mas a fluência num idioma traduz a proximidade do falante com determinada cultura, o que pode influenciar as suas escolhas). Como exercício prático, fui ver a lista de obras publicadas nos últimos três anos na editora (contando apenas as novidades) e qual a língua em que foram escritas. Eis a lista:

A predominância do inglês é evidente, embora não esmagadora (o alemão e o italiano são parentes pobres, mas foram-no sempre).

Olhando para o mercado, numa análise breve, e como tal falível, parece-me que a ficção mais generalista, ou mass market, está completamente nas mãos do inglês, realidade que tenderá a acentuar-se; os catálogos literários de referência ainda incluem autores franceses, ou de expressão francesa, mas principalmente nomes consagrados. Apesar de tudo, a produção editorial francesa, e em todos os géneros, é pujante, mas tenho para mim que vai tendo cada vez mais dificuldades em ver-se publicada (e traduzida) fora das suas fronteiras; talvez não por acaso, o Ministério da Cultura francês patrocina activamente a publicação de autores e obras franceses no estrangeiro. Por outro lado, a sobreprodução em língua inglesa e o poder da máquina que a promove junto de outros mercados abafa a produção de qualidade oriunda de outros países, em especial de França e da Alemanha, mas também de Itália e de Espanha (não consideremos por ora a Europa escandinava ou de Leste). Se os editores não fizerem o esforço de procurar e destrinçar o que se vai publicando noutras línguas, a máquina vai lentamente apertando o crivo às línguas que passam.

Dirá o leitor menos atento a estas minudências que o que lê é sempre traduzido. Pois é, mas vai-se vendo reduzido a ler textos traduzidos de uma só língua; e, por muito diversificada que seja a produção cultural nessa língua, e é-o, de facto, é sempre triste ver uma língua – e a sua cultura – ir definhando.

(*) Pedro Bernardo, licenciado pela Faculdade de Letras de Lisboa, é director editorial de Edições 70, tendo ainda a seu cargo a produção da mesma editora, onde desempenha funções desde 2000. No seu percurso profissional foi, também, tradutor e revisor.
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Ter, 22/Set/09
Ter, 22/Set/09
«A editora Record decidiu comemorar os 25 anos de Carlos Drummond de Andrade no seu catálogo com o lançamento do site do escritor, considerado por muitos um dos grande nomes da literatura portuguesa: http://www.carlosdrummonddeandrade.com.br». Ler no Diário Digital.


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Ter, 22/Set/09
«Thom Yorke, Muse e The Killers são alguns dos artistas que integram a banda sonora do novo filme da saga “Twilight”, Lua Nova. O filme de vampiros, que tem causado furor um pouco por todo o mundo, estará nas salas portuguesas a 26 de Novembro. O álbum deverá sair mais cedo, a 19 de Outubro.» Ler no Público.


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Ter, 22/Set/09
Como forma de promoção à nova obra de Possidónio Cachapa, O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, foi criado uma página no twitter. Para seguir aqui.


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Ter, 22/Set/09
«Durante dois meses, quem comprar pão em Espinho arrisca-se a levá-lo para casa em sacos de papel com poemas e excertos de textos de autores lusos sobre comboios, ou não se chamasse a iniciativa "Comboio na literatura".» Ler no Jornal de Notícias.


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