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Qua, 31/Mar/10
Qua, 31/Mar/10
«O grupo Prisa anunciou hoje estar a negociar com o empresário Miguel Pais do Amaral a venda de uma participação minoritária da Media Capital depois da Ongoing ter sido impedida pela Autoridade da Concorrência de finalizar esse negócio.» Ler no Público.

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por Booktailors às 18:42 | comentar | partilhar

Qua, 31/Mar/10
Para o lançamento do novo livro de Tiago Rebelo, O Homem que Sonhava ser Hitler, editado pela ASA, o autor criou um um novo site pessoal. Aqui, o leitor poderá consultar informações sobre o autor e sobre o livro, sendo ainda possível deixar os seus comentários.


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Qua, 31/Mar/10
«José Rodrigues dos Santos, com o romance A Fórmula de Deus, editado entre nós pela Gradiva em 2006, alcançou o primeiro lugar do top da principal cadeia de livrarias da Bulgária, a Helikon.» Ler no Diário Digital.

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Qua, 31/Mar/10
O Sapo Livros, como o nome indica, é a plataforma do Sapo dedicado à área dos livros.

Em breve a Booktailors começará a colaborar com aquela estrutura na dinamização editorial do Sapo Livros, pelo que solicitamos a todos os editores que enviem as suas informações e novidades para divulgação.

O envio de informação deverá ser feito para o e-mail próprio: sapolivros@booktailors.com

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Qua, 31/Mar/10
A LeYa Brasil irá publicar a Biografia de José Saramago, da autoria de João Marques Lopes, publicada inicialmente em Portugal pela Guerra e Paz.


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Qua, 31/Mar/10
«No ano passado foram editados 183,87 milhões de exemplares de livros em Espanha, uma quebra de 13,7% face a 2008 e o valor mais baixo na última década, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística espanhol.» Ler no Diário Digital.


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Qua, 31/Mar/10
Um pouco menos de 10 dólares, embora tenha sido avançado que o iPad já irá equipado com cerca de 30 000 títulos gratuitos (obtidos a partir do projecto Gutenberg).


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Qua, 31/Mar/10
Raquel Cozer, d'O Estado de S. Paulo diz que sim, aqui. Via Autores e Livros.


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Qua, 31/Mar/10
«Em Abril (de 17 a 20), regressa o Literatura em Viagem, versão 5.ª edição e que se afirma já pela sigla LeV. E traz nomes da literatura de dez países, da Argentina a Israel, Portugal e Inglaterra. É daqui que chega Robert Fisk, repórter que se celebrizou pela cobertura de vários conflitos no mundo e tem obra publicada sobre isso.» Ler no Diário de Notícias.

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Qua, 31/Mar/10
A Apple anunciou acordos com mais duas editoras independentes, para a comercialização dos seus livros para o iPad: a Perseus Books Group e a Workman Publishing Company. Ler aqui.


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Qua, 31/Mar/10
Numa parceria com a Publidisa, a Bazuca.com, líder de comércio electrónico no Chile, lançou a primeira livraria digital no país. Ler aqui.


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Qua, 31/Mar/10
DIAS DE ANTIOQUIA,
por Eduardo Pitta (*)

De um modo geral, os encontros de escritores, e os festivais de poesia em particular, são como os pratos de nouvelle cuisine. Visto o primeiro, estão todos vistos. Na Europa, o padrão é quase sempre melancólico. Presumo que nos Estados Unidos e no Canadá não ande longe disso.

Em contrapartida, na Colômbia, é uma experiência para a vida.
Durante anos, mais de 15, ouvi falar do Festival Internacional de Poesia de Medellín como de um rito de passagem. Amigos foram e voltaram com relatos de episódios homéricos. Entre eles, Ana Luísa Amaral e Nuno Júdice.

O festival leva a Medellín, todos os anos, dezenas de poetas do mundo inteiro. Em 2008, o «meu» ano, éramos 74, sendo colombianos 14. Da Coreia do Norte ao Uruguai, dos Estados Unidos ao Malawi, das Filipinas a Cuba, sem esquecer uma forte representação europeia — Alemanha, Espanha, Estónia, França, Irlanda, Noruega, Países Baixos, Suécia e outros —, a 18.ª edição do festival acolheu representantes de 54 países.

O colombiano Fernando Rendón, director da revista Prometeo, é quem gere a máquina infernal. Sob os seus ombros, a responsabilidade de garantir a segurança e o prestígio do festival, na cidade que viu nascer Botero. Verdade que Medellín não é mais o feudo de Pablo Escobar ou qualquer outro chefe de cartel, mas continua sendo uma metrópole perturbante, mesmo sem o traço grosso dos romances de Fernando Vallejo ou do filme que Barbet Schroeder fez a partir de La Virgen de los Sicarios (1993). Tudo pode acontecer naquele importante centro industrial e cultural cuja área metropolitana tem perto de seis milhões de habitantes. Se há sítio onde a Guerra dos Mil Dias (1899-1903) deixou sequelas, esse sítio é Medellín, segunda cidade do país. A querela entre liberais e conservadores prolonga-se hoje na cumplicidade velada ou no combate declarado às temidas FARC, que mantêm o terror em extensas zonas do sul, junto à fronteira com o Equador. A guerrilha de rua foi extinta, mas o impressionante número de «desaparecidos» não é de molde a tranquilizar ninguém.

Nenhuma surpresa, portanto, se confessar a inquietação que senti ao receber o convite de Fernando Rendón, lenda viva no milieu da literatura de causas, inimigo jurado da Direita colombiana, que todos os anos tenta, sem sucesso, associar o festival à lavagem de dinheiro das FARC. Em 2008, coube a dois poetas com colunas na imprensa de Bogotá, Harold Alvarado Tenorio e Eduardo Escobar, orquestrar a campanha mediática contra a Izquierda Asesina e os «convidados estrangeiros da Internacional Comunista». Sendo público que a organização recebe subsídios do Governo e apoio do presidente Álvaro Uribe, membro destacado da oligarquia dominante, a fronda destina-se a consumo interno (da corporação literária, entenda-se). Até a New Yorker, em artigo de Yvette Siegert, que acompanhou o festival, achou as acusações ridículas. E o holandês Bas Kwakman, director do Festival de Roterdão (e um dos mais reputados especialistas em Fernando Pessoa), fartou-se de rir com a cena dos «estrangeiros comunistas». A mim também já me chamaram muitas coisas, mas isso foi a primeira vez.

Impedido, por razões pessoais, de permanecer a semana toda do outro lado do Atlântico, cheguei a Medellín ao terceiro dia do festival e fiquei até ao fim. O Instituto Camões pagou 40% do valor do bilhete de avião, a Prometeo pagou os outros 60%, mais o hotel, refeições, deslocações na cidade, pocket money (o equivalente a 300 euros), tradutor e «leitor». Tudo muito eficiente, sem falhas. Mais: com grande e natural afabilidade por parte do staff da organização, constituído por rapazes e raparigas ligados ao ensino universitário e ao meio cultural. Quase todos falando um inglês irrepreensível. O tradutor designado para me acompanhar foi desviado para outras tarefas, uma vez que o meu portunhol foi unanimemente considerado perfeito.

A viagem de ida durou cerca de 20 horas, escalas incluídas, entre Lisboa, Madrid, Miami e Medellín. Cheguei à Colômbia às 11 da noite, quando eram quatro da manhã em Lisboa. Medellín tem dois aeroportos, o doméstico e o internacional. Desembarquei no segundo, mal equipado e pior iluminado, onde a primeira coisa que vi foram retratos (120 cm x 80 cm) de traficantes de droga e dos membros das FARC mais procurados. Nas salas e galerias de passagem, um polícia armado a cada dez metros, um cão para cada dois polícias, semblantes carregados. O europeu Schengen fica com vontade de voltar ao ponto de partida. Súbito, a «organização» toma conta de nós. Cada poeta convidado tem direito a tratamento VIP. Ninguém toca na nossa bagagem. Ao fim de meia hora, estou sentado num confortável jipe Hummer para passageiros, na companhia de Alexandra e Johnny. A cidade fica a pouco mais de uma hora, com dois checkpoints no trajecto.

É quase uma da manhã quando entro no hotel. Pela agitação, parece que são cinco da tarde. Um hotel com 74 poetas (deviam ser 76, mas os representantes do Brasil e da Itália desistiram da viagem), expressando-se em 28 idiomas diferentes, mais as equipas de acolhimento — tradutores, acompanhantes, honni soit qui mal y pense, funcionários da organização, fotógrafos e jornalistas —, é uma espécie de Babel. Fernando Rendón e o filho, Luis Eduardo, recebem-me no lobby. Querem que os acompanhe ao bar, mas vou directamente para o quarto. Afinal, estou há mais de 24 horas sem dormir.

No dia seguinte, ao pequeno-almoço, conheço o meu «leitor». John Viana é actor, um rapaz de simpatia desarmante, que trabalha numa dramaturgia do Livro do Desassossego. Fala da minha poesia como se toda a vida não tivesse feito outra coisa senão lê-la. Cita Pessoa com desembaraço. Nos dias seguintes, à margem da agenda literária, será o meu guia fora do perímetro «oficial». Foi ele que me levou aos municípios populares de Itagüí e Bello, à favela de Santo Domingo e também a Envigado, um subúrbio middle-class de fazer inveja à linha de Cascais. Santo Domingo, tida como das favelas mais perigosas do mundo até 2003, é hoje uma atracção turística por causa da Biblioteca Espanha (obra monumental de Giancarlo Mazzanti), a que se chega de teleférico a partir das profundezas do vale de Aburrá. Subindo as cordilheiras, o teleférico prolonga a linha do metropolitano, a maior da América Latina, única existente na Colômbia. Na sua companhia, conheci também o centro histórico: a famosa Candelária, basílica entalada numa rua estreita pejada de vendedores ambulantes; a Catedral Metropolitana, celebrizada pelo filme de Schroeder, situada no topo do Parque Bolívar; o Teatro Lido, um belo edifício art déco restaurado a preceito; o Museu de Antioquia, depósito da donación que Botero deixou antes de partir para o exílio europeu; a Passaje Junín, rua para peões que lembra Calcutá, etc. Na Passaje Junín, fica um café-restaurante de grande tradição literária, o Versailles. Almoço superlativo a qualquer coisa como 9 euros, para dois. O Museu de Antioquia inclui o melhor da obra de Botero, motivo de atrito permanente com os oligarcas, além de uma excelente representação de Débora Arango (a mulher que pintou os primeiros nus frontais, pagando cara a ousadia), Schnabel, Frankenthaler, Rodin, Manzù, Ernst, Katz, Matta, Tàpies, Barceló, Stella, Estes, Rauschenberg e outros. A menos de 100 metros do hotel, o trajecto para o museu faz-se por um «corredor» entre a avenida Greiff e a rua Calibio, no sentido da Carabobo, ladeado por esculturas monumentais de Botero. Em extremos diferentes, a moderníssima zona de serviços, decalcada a régua e esquadro do modelo americano, e o elegante Poblado, o bairro dos condomínios de luxo, do comércio de griffe, dos hotéis das grandes cadeias internacionais, dos melhores restaurantes, dos colégios e clubes privados, enfim, a Medellín glamorosa. A antítese da lenda.

Não houve tempo para o Museu de Arte Moderna nem para o Parque de los Deseos.

Nos oito dias do festival, realizaram-se para cima de 100 sessões: as 96 que tiveram lugar em Medellín e mais 14 noutras cidades de Antioquia. Houve também um seminário de poesia. Em Medellín, os espectadores são às centenas em cada uma das 12 ou 14 sessões que se realizam por dia, em horário simultâneo. Nos saraus colectivos de abertura e fecho, são aos milhares. Eu sei que custa a acreditar. Não fui o único a ficar perplexo.

Como sempre acontece, o anedotário é de regra. Por exemplo, na sessão de encerramento, no Teatro Carlos Vieco (auditório ao ar livre em forma de teatro grego, com 5000 lugares em anfiteatro), completamente lotado, tendo em vista a participação dos 74 poetas, ficou estabelecido um único poema por poeta. Como a maior parte dos poemas obriga a duas leituras, a primeira pelo autor, na língua original, a segunda pelo tradutor, em castelhano, a sessão dura perto de sete horas (das 16 até quase às 23 horas). Sobrevivi. Toda a gente respeitou, embora Eduardo Espina, do Uruguai, tenha lido um poema com 666 versos; Yolande Mukagasana, do Ruanda, tenha feito um speech de 40 minutos sobre a matança entre hutus e tutsis, na qual perdeu o marido, os três filhos e os irmãos; Andrei Khadanovich, da Bielorrússia, que não dispensou o número de circo, dando pinotes e invertendo a ordem de leitura (o tradutor primeiro, depois ele); e a fogosa Freedom Nyamubaya — uma mulher chamada Freedom não augura nada de bom —, do Zimbabwe, que entrou, levantou os braços e esteve mais de meia hora a dar gargalhadas roucas, levando a plateia ao rubro e pondo em risco a instalação sonora.

No lobby do hotel, territórios definidos. Hierática, a delegação da Coreia do Norte nunca se mistura. Os de África também não. Só Frank Chipasula, do Malawi, homem de humor muito fino, que me disse ter um filho a estudar em Maputo. Os europeus cada um na sua. Os do Báltico quase a pedirem desculpa de existirem, atordoados com o langor. O esloveno Brane Mozetic, activista gay, tradutor de poetas portugueses, mobilizando quem pode para a ronda da noite. Medellín não é Cáli, a Sodoma colombiana, mas candidata-se ao lugar. O sueco Henrik Nilsson, que viveu uns meses em Lisboa, e levou Sophia à Escandinávia, pergunta pelo estado da nossa literatura. Lina Zerón, do México, prefere o agit-prop. Participa comigo em duas sessões, é a preferida do público. A colombiana Isabel García, e seu marido, Armando Orozco, bem como a israelita Rachel Tzvia Back, são companhias constantes. O corrupio entre bibliotecas, casas de cultura, clubes privados, teatros, universidades, bares, parques públicos, etc., toma o tempo todo. No jardim de um country club de luxo, na penúltima noite, uma assistência elegante não arreda pé quando começa a chover. Abrem os chapéus e continuam a ouvir-nos. No fim, como de regra, vêm pedir autógrafos, comentar os poemas, fazer elogios. Não são os estudantes da Sala Beethoven (o teatro de concertos), são adultos sofisticados, entre os 30 e os 50 anos, que citam Creeley e Akhmatova com naturalidade. A noite acaba com Pinot noir chileno, entre a luz coada pelas palmeiras.

O regresso é atribulado. O avião tem partida marcada para as sete da manhã de domingo. É preciso estar no aeroporto com três horas de antecedência. Avisam-me: «O carro que o vai levar sai do hotel às 02h50 da madrugada. Esteja na entrada dez minutos antes.» Passa-se isto na noite de sábado para domingo. A clausura acabou perto das 11, segue-se o jantar de despedida, e depois um baile… A maioria dos poetas partirá à tarde, mas há o grupo madrugador: eu, a israelita Rachel Tzvia Back (que voa comigo para Miami), os cubanos Manuel Garcia Verdecia e Alex Fleites, além de Chiqui Vicioso, da República Dominicana. Todos temos de estar prontos às 02.40, o que significa que nem baile nem dormida.

A equipa de León não falha: partimos à hora marcada. Na noite escura estão talvez sete graus. O terminal do aeroporto desaparece na neblina. Tenho de pagar um imposto esquisito para deixar o país, qualquer coisa como 20 euros, uma fortuna em moeda local. O cansaço é alucinante. Adormeço assim que o avião vence os Andes. Só chegarei a Lisboa ao cabo de uma jornada de 29 horas consecutivas, porque a conexão em Miami é de seis horas. À chegada a Miami, um funcionário da Alfândega, de origem porto-riquenha, quer saber o que fui fazer a Medellín. Explico. O rapaz nunca ouviu falar de festivais de poesia. Revista a bagagem de mão e apalpa-me com salero.

Já do «outro lado», vou directamente para o Miami International, o hotel com acesso pelo piso 2 do Terminal E. Pausa para sms & gin tonic no bar da entrada. Depois, SPA no 8.º piso. Às duas, almoço no Top of the Port, vendo chegar e partir aviões em grande angular, num silêncio absoluto. Quando saio, falta menos de uma hora para embarcar. A bordo, reflicto na espantosa demonstração de vitalidade e profissionalismo da equipa Prometeo.

(*) Eduardo Pitta nasceu em 1949. É escritor, poeta, ensaísta, crítico, colunista da revista LER e autor do blogue Da Literatura. A sua obra mais recente é o livro de crónicas Aula de Poesia (2010).
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Ter, 30/Mar/10
Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
Agradecemos ao Sr. João Pinheiro, da Livraria Férin, o destaque dado ao livro de José Afonso Furtado, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, publicado pela Booktailors. A Férin fica na Rua Nova do Almada (Chiado).


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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
«Patrão da LeYa admite voltar aos media se a Ongoing falhar a entrada na TVI.

Cinco anos depois, Miguel Pais do Amaral pode estar de volta à TVI. "Não excluo que possamos olhar para o dossier da Media Capital assim que ele estiver disponível. Se for interessante...", revelou o empresário ao i, remetendo uma eventual análise desta oportunidade de negócio para quando ela estiver disponível. Ou seja, para depois de quarta-feira, o dia seguinte ao prazo limite que o grupo Ongoing tem para consumar o acordo que assinou com a holding espanhola Prisa, tendo em vista a compra de uma participação de 35% na Media Capital.» Ler no jornal i.

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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
«O Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, que contempla romance, conto, poesia, crónica, dramaturgia e autobiografia, teve este ano 408 livros inscritos.» Ler no Diário Digital.

«A oitava edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura Portuguesa será disputada por 408 livros de quatro países lusófonos. Caim, de José Saramago, Avenida Paulista, de João Pereira Coutinho, Boa noite, Sr. Soares, de Mário Cláudio, O meu nome é legião, Que Cavalos são aqueles que fazem sombra no mar? de António Lobo Antunes e Poemas do Brasil de Maria Teresa Horta são algumas das obras portuguesas inscritas.» Ler no Público.

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Ter, 30/Mar/10
A Liga Booktailors tem hoje nova jornada, com os primeiros jogos dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Recorde-se que é possível fazer algumas alterações, sem custo de pontos, podendo assim substituir os jogadores pertencentes a equipas entretanto eliminadas da competição. Muitos terão pena de não poder continuar a contar com a ajuda preciosa de Cristiano Ronaldo, por exemplo. A jornada anterior foi mais uma vez vencida pelo Booktailor Diogo Coelho, com 73 pontos, mantendo-se assim na liderança da Liga.

Apresentamos o topo da tabela classificativa, à entrada para os quartos-de-final:
01 Diogo Coelho, 357 pontos
02 Bruno Malheiro, 336 pontos
03 João Rodrigues, 325 pontos
04 Guilherme Pires, 318 pontos
05 Paulo Oliveira, 313 pontos
06 Francisco Rosa, 308 pontos
07 Jorge Silva, 305 pontos
08 Afonso Cruz, 303 pontos
09 Tito Couto, 301 pontos
10 Mário Pinheiro, 295 pontos

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Ter, 30/Mar/10

«A directora-geral do Livro e das Bibliotecas, Fabíola Afonso, pondera apresentar uma candidatura de Portugal a país convidado da Feira do Livro Infantil de Bolonha, como forma de divulgar a literatura portuguesa no exterior.» Ler no Público.


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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
«O diário francês Le Monde chega na terça feira às bancas com várias mudanças editoriais, depois de ter começado hoje a cobrar pelo acesso aos conteúdos da edição impressa disponibilizados na sua página da Internet.» Ler no jornal i.

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Ter, 30/Mar/10
«A Primavera literária antecipa o domínio do policial nórdico que vai sentir-se fortemente na edição na recta final das vendas natalícias de 2010. Os autores e títulos disponíveis nas editoras escandinavas não deixam os editores nacionais de parte e cada um tenta garantir uma fatia deste mercado. É a continuação da moda literária que Stieg Larsson implantou e que elimina de vez a ideia que no Norte da Europa se vive num mundo de felicidade e segurança». Ler no Diário de Notícias.

«Se o leitor procurar um romance de um escritor escandinavo, dificilmente vai encontrá-lo nas livrarias portuguesas - não se preocupe porque nos seus países verifica-se o mesmo. Mas, se o seu desejo for um policial para entreter os intermináveis dias de chuva que se mantêm nesta Primavera, então terá muitas prateleiras cheias de traduções e uma escolha variada.» Ler no Diário de Notícias.

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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
«A 23 de Fevereiro um exemplar igual foi vendido por um milhão de dólares (744 mil de euros), batendo o recorde de então. Três dias depois, o Batman bateu o Super Homem na batalha da BD mais cara de sempre. Mas agora, um mês depois, o super-herói por excelência volta ao primeiro lugar do pódio.» Ler no jornal i.


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Ter, 30/Mar/10
«Kick-Ass é baseado nos livros de banda desenhada com o mesmo nome, de Mark Millar (textos) e John Romita Jr. (ilustração), veteranos nas aventuras dos comics. O Homem de Ferro e o Homem-Aranha são dois dos muitos super-heróis que já passaram pelas mãos da dupla. Millar é ainda o autor da história Wanted (Procurado), adaptada ao cinema em 2008, com Angelina Jolie, Morgan Freeman e James McAvoy.» Ler no jornal i.


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Ter, 30/Mar/10
«Uma jovem apresentadora introduziu uma jovem actriz, que leu nervosamente em tradução francesa uma velha carta de um jovem oficial português à sua mulher. O ex-jovem oficial, tornado escritor consagrado, interrompeu a leitura da velha carta. “Não é confortável para mim”, explicou. O escritor chama-se António Lobo Antunes e esteve hoje diante do público da Feira do Livro de Paris, no principal palco de debate e conferências.» Ler no Público.


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Ter, 30/Mar/10
«No prazo máximo de dois anos todos os países de língua oficial portuguesa já terão aplicado o Acordo Ortográfico, acredita João Malaca Casteleiro, linguista português e presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ciências de Lisboa (ACL).» Ler no Público.


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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
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Ter, 30/Mar/10
A nossa melhor representação em Bolonha foi, a todos os níveis, a da Planeta Tangerina. Não só levaram uma comitiva alargada de quatro pessoas (Isabel Minhós Martins, Madalena Matoso, Yara Kono e Bernardo Carvalho), como também se desmultiplicaram em mais do que um stand, em mais do que uma língua.

Tendo já tido uma presença forte na feira do ano passado (num stand sobre rodas), este ano a Planeta Tangerina apareceu com stand fixo (integrado no stand da Topipittor onde vendeu livros e direitos. Para além do stand, a sua presença manifestava-se igualmente em outros lados, como no fundo do stand da DGLB, totalmente desenhado por Madalena Matoso (assim como o cartaz do Dia Mundial da Poesia, também disponível por lá), ou no stand dos asiáticos CJ Picture Book Award, onde quase todo o catálogo da editora estava presente, após no ano anterior dois dos livros da editora terem sido premiados neste prémio (Andar Por Aí; As Duas Estradas).

De resto, era vê-los andar por lá, na companhia de Jorge Silva, dando entrevistas e apreciando os trabalhos presentes. Em Bolonha, Planeta Tangerina parece estar no seu habitat natural, no grande palco da ilustração mundial.

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Seg, 29/Mar/10
Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
«A companhia japonesa Fujitsu cedeu finalmente o nome do iPad depois de uma longa contenda judicial pelos direitos do nome do novo tablet da Apple, lançado em Janeiro deste ano.

Em Setembro do ano passado, meses antes do anúncio do seu novo gadget, a empresa de Steve Jobs dera início a uma série de procedimentos administrativos para poder utilizar o registo do nome que a empresa japonesa fizera em 2003.» Ler no jornal i.

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Seg, 29/Mar/10
«Ela animou a nossa infância com as aventuras de Os Cinco. É talvez a mais famosa autora de livros infantis e juvenis mas também a mais criticada. Descobrimos que Enid Blyton não é heroína nem vilã. O seu maior sucesso - e maior pecado - foi ter construído um mundo para onde se quer escapar. Era uma vez quatro crianças e um cão...» Ler no Público.

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Seg, 29/Mar/10
«Hermann, Fabio Civitelli e Niko Henrichon, nomes destacados da BD internacional, vão estar presentes no sexto Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que decorrerá entre Maio e Junho em vários espaços da cidade alentejana.» Ler no Público.


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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros tem uma nova imagem gráfica. Da autoria de Rita Maia e Moura, era desejo da APEL que a nova imagem «reflectisse, embora com a apropriada sobriedade, a renovada vitalidade da nossa associação e o dinamismo que pretendemos imprimir-lhe».

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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
«A língua portuguesa tem vindo a ganhar alunos nas escolas dos Estados Unidos, enquanto os cursos das associações das comunidades portuguesas perderam mais de metade da população estudantil que tinham há seis anos.» Ler no Diário Digital.


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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
«A VI edição do festival realiza-se entre 29 de Maio e 13 de Junho, com um cartaz de luxo, entre os quais o artista belga Hermann». Ler no Diário de Notícias.


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Seg, 29/Mar/10
«É impressionante o facto de a História de Portugal de Herculano ter permanecido como uma obra que dominou o medievalismo português durante cerca de 130 anos. Este facto representa talvez mais o nosso atraso historiográfico do que o valor (inegável) da obra. É uma das manifestações mais claras da dificuldade com que se impôs entre nós a historiografia científica.» Ler no Diário de Notícias.

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Seg, 29/Mar/10
«Há 200 anos, Alexandre Herculano nascia em Lisboa no Pátio do Gil. 133 anos após a sua morte, não há memória dessa particularidade da sua biografia no referido pátio e o que se encontra ao visitar-se o local é um tapume que cobre a visão de destruição dessa Lisboa antiga.» Ler no Diário de Notícias.

«A comemoração do centenário do nascimento de Alexandre Herculano foi impressionante. No Diário de Notícias, tomou toda a primeira página desse dia [num formato que é o dobro do actual] e a terceira. Na página interior, estavam impressos poemas de louvor a Herculano, fotografias de descendentes e da residência onde se exilara em Vale de Lobo. Até a espingarda de caça teve direito a figurar na reportagem. No dia 29, as comemorações ocuparam ainda metade da primeira página do jornal e a editora que publicava os livros e estudos de Herculano anunciava numa coluna de alto a baixo todos os títulos à disposição. Nos dias seguintes, manteve-se um noticiário constante.» Ler no Diário de Notícias.

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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
«O autor português de banda desenhada José Antunes morreu anteontem, sábado. Natural de Lisboa, nasceu a 25 de Maio de 1937, estudou desenho na Escola António Arroio e publicou os primeiros trabalhos na revista Flama, em 1955. (...)

Também anteontem, vítima de leucemia, morreu Dick Giordanno, nascido em Nova Iorque, EUA, a 20 de Julho de 1932.» Ler no Jornal de Notícias.


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Seg, 29/Mar/10
(nsl)


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Seg, 29/Mar/10
«O iPad, que estava disponível para encomenda nos EUA, já está esgotado, de acordo com o blogue de tecnologia Mashable.

O novo produto da Apple terá já mais de meio milhão de interessados, o que levou a que a empresa retirasse das opções a possibilidade de levantar o iPad nas lojas da marca. A procura terá superado as expectativas, segundo as mais recentes notícias. Quem não conseguiu encomendar na primeira fase, já só vai poder receber o iPad a 12 de Abril.» Ler no jornal i.

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Seg, 29/Mar/10
Rosário Araújo da Oficina do Livro e Susana Borges da Texto Editora

O editor Carlos Araújo, actualmente o editor da Livre (antigo editor e fundador da Terramar e um dos primeiros editores da D. Quixote), que vem a acompanhar a sua esposa Ana Paula Faria, da Gatafunho.

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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
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Seg, 29/Mar/10
O homenageado deste ano é Gianni Rodari, celebrando o 90.º aniversário do artista, que morreu em Roma há 30 anos atrás. Até à data, Rodari permanece como o principal autor de livros infantis italiano, e o único a ter recebido quase todos os mais importantes prémios literários internacionais da área, incluindo o Hans Christian Andersen. Segundo Italo Calvino, Rodari revela «a iluminação do toquem, um bom ritmo, exactidão, visibilidade e multiplicidade».

Pródigo autor de livros infantis, durante muito tempo ocultado por motivos políticos (era comunista), vê a sua imagem reabilitada e é apresentado como um dos maiores autores italianos de livros infantis do século XX. A maior parte dos colóquios eram dedicados ao autor, falando da obra ou da dificuldade de o traduzir. São mais de 30 as ilustrações seleccionadas a concurso, de um total de 800 apresentadas, contando com algumas inéditas. De realçar a presença de três ilustrações portuguesas de Gémeo Luís, Inês Oliveira e Mariana Rio.

Em Portugal o autor encontra-se editado em várias editoras, nomeadamente a Dinalivro, Presença, Caminho e Teorema.

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Seg, 29/Mar/10
Não é a primeira vez que isto acontece. Talvez levados pela generosidade do Pedro, que nunca se recusa a colaborar de forma graciosa quando os fins assim o justificam, parece que profissionais com responsabilidades editoriais e de gestão insistem em fazer seu o que é do outro (do Pedro).

Da última vez, foi num livro da Tribuna da História, desta feita foi na imprensa regional. Ao abrigo de uma notícia que dá conta do ciclo dedicado a Jorge de Sena e que decorre na Figueira da Foz, o Beiras, de Coimbra, pilhou uma ilustração, pô-la no jornal, não deu cavaco a ninguém e nem sequer se preocupou em atribuir a autoria do desenho ao Pedro Vieira.

Imagem retirada daqui.

(pf)


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Seg, 29/Mar/10
VOU LÁ CONHECER LEITORES,
por Manuel Jorge Marmelo (*)

Há que saber ver as coisas pelo lado bom que sempre têm. Mesmo o mais destrambelhado e discreto dos escritores beneficia da admiração de um pequeno grupo de leitores, nem que sejam a própria mãe, duas vizinhas viúvas, quatro amigos e um gato. As vantagens desta condição são bastante óbvias: conhecem-se os leitores pelo nome e pode conversar-se com eles, quando se vai comprar o pão, e abraçá-los e beijá-los muito amiúde (para além da companhia que imagino que um gato sempre faça).

Por muito que isso me contrarie durante o resto do ano, não me incomoda nada ser um escritor pouco lido nos quatro dias que duram as Correntes d’Escritas, da Póvoa de Varzim. Os poucos leitores que tenho mimam-me, ali, como se eu fosse um escritor a sério. Pedem-me autógrafos, dispõem-se a ouvir-me gaguejar e conversam comigo. Melhor do que isto só se conseguisse conquistar um leitor novo, coisa que, por incrível que pareça, às vezes também acontece.

Os escritores de verdade acolhem-me cordialmente como se eu fosse um entre iguais, o que, bem vistas as coisas, é o melhor testemunho do carácter tolerante das pessoas que se dedicam à literatura. São seres especiais, e isso nota-se perfeitamente nestas pequenas coisas, ainda que, à noite, no bar do hotel, se comportem como os mortais comuns. Contam anedotas, dão gargalhadas e bebem cerveja e vinho. Gente impecável.

Sinto-me, pois, um indivíduo muito bem-aventurado. A equipa que prepara e faz acontecer as Correntes trata-me com simpatia, e alguns fizeram-se meus amigos. Parece que apreciam ter-me por lá, uma vez que me convidam a regressar todos os anos. Eu resmungo (está-me na massa do sangue), argumento que já não sei mais o que dizer, que é quase pecado ocupar espaço no mesmo palco onde vão escritores de verdade contar belas histórias e dizer coisas inteligentes, que tenho um aparelho nos dentes e, por isso, sou capaz de me babar em público, o que não é particularmente bonito de se ver — mas a Manuela Ribeiro convence-me quase sempre a voltar à Póvoa.

Este ano, para me demover, tenho quase certeza que arranjou forma de conspirar com a única pessoa que poderia convencer-me, a qual, por gostar de mim mais do que provavelmente mereço, me diz coisas muito encorajadoras e bonitas, as quais chegam a persuadir-me de que sou capaz de ir às Correntes fazer alguma coisa minimamente aceitável. E, depois, a Manuela contou-me como um dos motoristas da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, o Joaquim, lê aquilo que eu escrevo, se deixa tocar e vai mostrá-lo a outras pessoas. Um sujeito enternece-se, não há como negá-lo.

Não sei o que lhes dá para me terem tanto afecto, mas eu gosto. Provavelmente é um defeito só meu e que não afecta os escritores a sério, mas, enquanto sujeito que escreve livros (e contribui decisivamente para a falência das editoras que o publicam), eu sou como um bebé que necessita de muito mimo e que lhe mudem as fraldas frequentemente. Careço de ter por perto os meus 15 ou 20 leitores, de ver-lhes os rostos e escutar-lhes as vozes, para saber que são de verdade, que existem realmente e que ainda não desistiram de ler o que escrevo, por muito tolo que isso me pareça durante a maior parte do tempo.

Regresso, pois, às Correntes uma vez mais. Os meus leitores são poucos, e eu conheço-os a (quase) todos. Tenho péssima memória para decorar nomes, mas não me esqueço dos rostos. E vão lá estar também os amigos, os que fui fazendo nestes dez anos. Hei-de abraçar todos. No ano que vem, se calhar, convencem-me a voltar. Como o Ruy Duarte de Carvalho, atravessando Angola para ir ao Namibe visitar os pastores macubais, cubro a escassa distância que vai do Porto à Póvoa com o sobressalto morno do reencontro antecipado. É bom, muito bom, ir lá conhecer leitores.

(*) Manuel Jorge Marmelo nasceu no Porto em 1971. É jornalista e estreou-se na literatura em 1996. É autor de vários romances — de entre os quais se destacam As Mulheres Deviam Vir com Livro de Instruções (1999) e O Amor é para os Parvos (2000) —, volumes de contos e livros infantis, sendo presença assídua em colectâneas nacionais e estrangeiras. É o mais jovem biografado do Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX. Publicou na Quetzal Editores As Sereias do Mindelo.
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Dom, 28/Mar/10
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Sáb, 27/Mar/10
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Sex, 26/Mar/10
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Sex, 26/Mar/10
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Sex, 26/Mar/10
«António Lobo Antunes é um dos 30 escritores estrangeiros, único português, presentes no Salão do Livro de Paris, que começa esta sexta-feira. O autor de Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar? vai assinar alguns dos seus livros, mas também estará presente numa mesa com o escritor francês Jean d´Ormesson. (...)

A Dom Quixote revela ainda que o novo romance de António Lobo Antunes já está concluído, com a sua edição agendada para Outubro.» Ler no Diário Digital.


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Sex, 26/Mar/10
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Sex, 26/Mar/10
«O Ministério Público russo proibiu esta sexta-feira o livro semi-autobiográfico de Adolf Hitler Mein Kampf (Minha Luta), de 1925, numa tentativa de combater o crescente fascínio por políticas de extrema-direita.» Ler no Diário Digital.

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Sex, 26/Mar/10
There Was an Old Lady Who Swallowed a Fly é a primeira obra a ser homenageada com este novo galardão. Tendo sido, claramente, a obra mais elogiada em todo o certame, este livro com texto, design e ilustrações de Jeremy Holmes, da editora americana Chronicle Books surpreendeu a feira e tornou-se uma das obras mais vendidas na Libreria per Ragazzi.

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Sex, 26/Mar/10
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Sex, 26/Mar/10
Do! é uma obra inovadora em termos de design. Com uma estética de origem africana, a obra espantou algumas pessoas, mas não convenceu todos os presentes. O texto é de Gita Wolf e as ilustrações de Ramesh Hangadi e Shataram Dhadpe, da editora indiana Tara Books, também presente na Feira.

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Sex, 26/Mar/10
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Sex, 26/Mar/10
The Riverbank é uma obra ilustrada que serve de apoio a textos de A Origem das Espécies de Charles Darwin. As ilustrações são de Fabian Negrin e a editora é a The Creative Company. Apesar de a editora estar presente não havia particular destaque a essa obra no stand.

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