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Qua, 12/Mai/10
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N. E.: adaptado livremente de um artigo publicado no suplemento literário do jornal Il Sole 24 Ore (Itália), de 21 de Fevereiro de 2010, da autoria de Diogo Madre Deus.

ESTRATÉGIAS DA (NOVA) INTERNACIONALIZAÇÃO
DA LITERATURA (parte I),
por Diogo Madre Deus (*)

Nem todos os escritores sabem para quem escrevem ou reflectem se a sua obra está direccionada para um determinado público. É, no entanto, evidente que, em certos momentos da História, essa percepção se transformou e inevitavelmente teve consequências na elaboração do texto literário. O exemplo mais clamoroso é o abandono na Europa, dos séculos xiv ao xvi, do latim em prol da língua «vulgar». Esta transformação, que permitiu o acesso ao texto literário por parte de sectores da população até então dele afastados, é habitualmente saudada nos livros de História como um evento ideológico positivo e inspirador das realidades locais e da democracia. Em verdade, os escritores deram esse passo simplesmente porque escrever em latim não fazia mais sentido. A afirmação da nova classe burguesa determinara uma mudança na comunidade que arbitrava o gosto social — incluindo a fruição literária. Esta comunidade deixara de ser uma elite clerical supranacional e passara a ser uma classe burguesa nacional. Os escritores trocaram o latim pelo dialecto local para irem ao encontro do seu novo público. A mesma revolução parece estar agora a acontecer, mas no sentido inverso.

Como consequência de uma globalização em constante aceleramento, estamos a deslocar-nos na direcção de um mercado internacional da literatura. Um autor, para se considerar «grande», deve cada vez mais ser um fenómeno internacional, e não apenas nacional. Esta percepção pode não ser totalmente evidente em mercados fortes com o dos Estados Unidos ou o britânico, que se exprimem na língua por excelência do mercado global. Mas, cada vez mais autores europeus, asiáticos e sul-americanos se sentem diminuídos por não conseguirem atingir um público internacional. Mesmo em países europeus com fortes mercados internos, como o francês, o alemão ou o italiano, são cada vez mais os autores desapontados por não conseguirem encontrar um editor de língua inglesa para o seu mais recente livro. Lamentam-se — muito interessante — que o facto de não estarem publicados no estrangeiro retire parte do prestígio de que gozam no seu próprio país. É como se mercado ou público leitor lhes dissessem: se não te querem publicar no estrangeiro, é porque, afinal, não deves ser assim tão bom quanto isso. Para se perceber quanto mudaram os tempos, basta pensar que a reputação de um Zola, de um Verga, não era minimamente afectada se os seus livros não fossem imediatamente publicados em Londres.

Esta transformação foi enormemente acelerada pela transmissão electrónica dos textos. Nos tempos que correm, mal um romance ou apenas o seu primeiro capítulo estão escritos, são logo enviados para dezenas de editores em todo o mundo. E já não constitui surpresa alguma que os direitos de uma obra sejam vendidos para o estrangeiro antes de ela ser publicada no seu país de origem ou negociados mesmo antes de estar completamente acabada. Um agente literário astuto consegue orquestrar o lançamento simultâneo de uma obra em vários países pondo em acção, com poucos meios e com muitos contactos, uma verdadeira estratégia promocional que antigamente associávamos a grandes empresas multinacionais

Na mesma medida, um leitor que compre o novo Dan Brown ou o novo Harry Potter, ou mesmo o mais recente Umberto Eco, Ian McEwan, Haruki Murakami ou, já agora, Bolaño fá-lo com a consciência de que esse mesmo romance está em vias de ser lido nesse mesmo instante em todo o mundo. Ao comprar o livro, esse leitor sente que está a entrar numa comunidade internacional, uma percepção que faz aumentar o valor e o fascínio da própria obra.

[Continua]

(*) Diogo Madre Deus, editor da Cavalo de Ferro, fundou em 2005 com Romana Petri, a Cavallo di Ferro editore, com sede em Roma.
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