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Sex, 21/Nov/08
Sex, 21/Nov/08
Sob o título "Um Titanic à portuguesa", André Moura e Cunha comenta o encerramento da Byblos:

«Talvez não seja a ocasião certa para trocadilhos, por simples respeito às pessoas que derem o seu melhor no desenvolvimento de um projecto faraónico e que dele dependiam como base remuneratória de sustentação das suas vidas. Mas a ameaça de encerramento, como explica, e bem, o Eduardo, começou com a sua inauguração.
Prometia muito, mas deu muito pouco ou nada. Durou um ano.
Os meus contactos limitaram-se a duas ou três compras via internet, quase sempre para usufruir de vantagens promocionais de vária índole. As encomendas de livros, por exemplo, duravam uma eternidade quando a disponibilidade era superior a 24 horas, para depois chegarem luxuosamente, com entrega dedicada, via Express Mail.

«Temporariamente indisponível…», avisam eles.

Os prometidos fundos editoriais jamais chegaram a ver a luz do dia, nunca ultrapassando a disponibilidade dos concorrentes directos: Fnac, Bertrand, Bulhosa/Leitura ou a Almedina.

Em Fevereiro anunciava-se com toda a soberba comercial a construção da maior livraria do país no Porto. Ocuparia o espaço, hoje degradado, do antigo Clérigos Shopping – mais um dos muitos projectos falhados na Invicta por erros de gestão, que apenas apresentava como atractivo o saudoso Café na Praça –, situado na sistematicamente degradada Praça de Lisboa – ainda me recordo da horrenda e anti-higiénica feira que aí difundia o seu miasma de ruralidade putrefacta em pleno coração do Porto, ao lado do monumento projectado por Nicolau Nasoni.
O projecto de reconversão estava (ou ainda está) a cargo da famosa Bragaparques, mas quem por lá passa apenas vê uma série de taipais cheios de graffitis, e de cartazes rasgados e deteriorados a fazer lembrar as zonas de guerra citadinas realisticamente imortalizadas pela lente de Rossellini no pós-guerra de 1945. Já os cartazes a anunciar a abertura da livraria, que me garantiram estiveram lá postados até há meio ano, desapareceram, ou pereceram por obsolescência induzida por telepatia, ou foram retirados por agente possuidor de informação privilegiada sobre a iminência do naufrágio. Era o prenúncio de que algo corria mal no reino de Areal – e que se me perdoe a rima que, mesmo pobre, surgiu de uma valiosa irritação pela aparente megalomania tão lusa (aparente, ou seja, no caso de estarmos apenas no domínio da negligência, do mero devaneio faraónico… [...])

De resto, fica apenas a minha solidariedade para com os trabalhadores que, afortunadamente, cairão nas malhas do faustoso subsídio de desemprego – a levar a sério a última brincadeira de chancela Constâncio, que se reveza no despautério e na idiotia, numa perfeição quase comovente, com a interruptora de democracias Manuela Ferreira Leite, o PGR e o Governo – ou rezar por aqueles que, eventualmente, nada mais tinham que um vínculo precário sem a garantia da possibilidade do exercício de direitos pela perda do posto de trabalho. »

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por Booktailors às 15:26 | comentar | partilhar

5 comentários:
De Anónimo a 21 de Novembro de 2008 às 18:07
Caro André, permita-me só rectificar um pormenor no seu comentário - bastante perfeito, diga-se. Os trabalhadores da Byblos encontram-se suspensos e sem direito a subsídio de desemprego. Fomos deixados na mão.

A situação começa a tornar-se desesperante.

De resto, obrigado pela atenção dada a quem mais precisaria dela!


De Artur Lourenço a 21 de Novembro de 2008 às 18:41
Viva,

Sobre a ultima parte deste post traga-se para a luz do dia que o Faustoso Subsídio de Desemprego não será opção válida neste capítulo da Tragédia Grega.
Os funcionários da Byblos NÃO foram despedidos, não existe "Demissão Colectiva" ou de qualquer outra natureza, tão simplesmente foram "dispensados" de se apresentarem ao serviço no horário das suas escalas já que a loja se encontra encerrada ao público.

Como tal continuam sendo funcionários da Byblos até que alguém lhes diga o contrário.

Grave não? Que ideia...

Não fosse este também o mes em que a grande maioria de nós se prepara para gastar algum em livros e outros artigos para ofertar na quadra que já se avizinha, os funcionários da Byblos vêm-se a braços com os 19 dias de Novembro que a loja laborou e não fazem a minima ideia de quem e quando os vão receber, culminando na tal reunião onde lhes foi oferecida esta antecipação de prenda de Natal.

Assim se procede em terras lusas...


De Anónimo a 21 de Novembro de 2008 às 20:38
Nomeadamente os que sairam da ASA para o novo projecto abdicando dos anos de casa que tinham. Isso foi bom foi para o anterior proprietário da ASA, que assim poupou uns cobres em indmnizações na altura em que vendeu a editora à Leya. Espera lá... ele não é o mesmo da Byblos? Oh, que coincidência!


De Anónimo a 23 de Novembro de 2008 às 14:07
15 dias depois de não receberem o próximo salário que tinham a receber podem pedir suspensão de contrato e recorrer ao subsídio de desemprego.


De Anónimo a 24 de Novembro de 2008 às 11:09
E se o administrador judicial não decretar o despedimento colectivo - e pagar todos os direitos dos trabalhadadores - ao fim de 60 dias qualquer trabalhador pode pedir rescisão do contrato por justa causa, e reclamar a indeminização correspondente.

Até lá, quem tiver falta de dinheiro, pode pedir suspensão do trabalho e pedir que lhe adiantem o salário mínimo a que tem direito. Que começa a ser pago no prazo de duas semanas após ser requerido.


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