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Ter, 4/Dez/07
Ter, 4/Dez/07
Deixamos aqui o destaque do suplemento digital do dia 1 de Dezembro, sábado, dedicado ao Kindle. Um artigo de Isabel Coutinho.


Perguntámos a dois especialistas se o futuro do livro está no Kindle, o leitor de e-books lançado pela Amazon como “revolucionário”. Será este o iPod da leitura?


O Futuro do livro passa pelo Kindle?
A história repete-se. Tal como há dez anos, volta a discutir-se o futuro do livro por causa de um aparelho para ler e-books. A Amazon.com, maior livraria online do mundo, lançou a 19 de Novembro o Kindle. Serve para ler livros em formato digital. Teve direito a fotografia na capa da revista Newsweek.


Apesar de só funcionar nos EUA (por causa do protocolo usado na sua ligação de banda larga) e de não se saber quando estará disponível na Europa, o lançamento teve impacto mundial. Conseguirá Jeff Bezos, director executivo da Amazon, mudar a maneira como lemos tal como mudou a distribuição dos livros?



Livro 2.0
José Afonso Furtado, autor de várias obras sobre o futuro do livro e que esta semana lançou na Casa Fernando Pessoa O Papel e o Píxel – Do Impresso ao Digital: Continuidades e Transformações (ed. Ariadne), ficou “bastante desiludido” com o Kindle. Não crê, ao contrário do que disse Bezos à Newsweek, que seja um ponto de viragem, nem que leve ao Livro 2.0.

“O termo Livro 2.0 é uma fórmula, não é um conceito. É utilizada sem rigor, aproveitando a voga, também algo nebulosa, da Web 2.0. Para dar um exemplo, um hipertexto entra na noção de Livro 2.0? Ou quando se fala de Livro 2.0 está-se a pensar apenas no aparelho, no reader?”

“Não penso que nenhum dispositivo tecnológico de leitura de documentos digitais seja capaz de mudar a indústria editorial”, acrescenta Furtado, presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura entre 1987 a 1991 e actual director da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian. As tecnologias têm que ser adoptadas socialmente para serem motores de mudança, diz.


Aliás, lembra, esta questão já se pôs há dez anos quando surgiram os e-books de primeira geração, nomeadamente o Rocket Book. “Talvez o momento disruptivo [na história do
livro] tenha sido quando a leitura de textos (agora electrónicos) passou a ser tributária de próteses tecnológicas”.

O francês Lorenzo Soccavo, autor de Gutenberg 2.0 – Le Futur du Livre (M2 Editions) e do videoblogue Nouvolivractu 2.0, também não ficou entusiasmado com o Kindle. Apesar disso considera “um grande passo” e “talvez uma viragem no lançamento do mercado dos readers (novos dispositivos de leitura) e da sua adopção por parte do público”.

O design e a ergonomia do Kindle poderão colocar-lhe problemas: o meio editorial e os leitores apreciam algo mais low-tech, e a concorrência é forte. “Os ecrãs de leitura, mais finos e com um único botão de comando fabricados em Taiwan, os leitores de e-paper flexíveis (como o Cellular Book da Polymer Vision e Telecom Italia), outras tecnologias de visualização, como os ecrãs OLED por exemplo, sem falar do japonês Fujitsu que vai lançar um e-ink a cores... Há forte concorrência e o futuro do livro continua (felizmente) em aberto... Haverá um livro do futuro, ou o livro tomará várias formas?”


O fantasma da indústria Musical

Desde o ano passado que circulavam na Net imagens de um protótipo do Kindle. Os rumores sobre o aparelho intensificaram-se na Feira do Livro de Frankfurt, em Outubro. Editores, livreiros e empresas como a Amazon (com a funcionalidade do seu site chamada Search Inside The Book), Google (Google Print) e Microsoft (Search Books Publisher), têm discutido a digitalização do livro.

Mas John Makinson, da Penguin, e Peter Olson, da Random House, afirmaram em Frankfurt que as vendas digitais só representavam um por cento dos seus negócios. A experiência do que aconteceu na indústria musical é o fantasma. Ninguém quer que se repita

Actualmente não há razão tecnológica que nos impeça de ler regularmente livros em formato electrónico. Os editores têm à disposição todas as técnicas para o fazer. Porque não o fazem? Se o formato electrónico destronasse o impresso acabaria com a maneira como a indústria está construída. “A indústria editorial está a mudar”, explica José Afonso Furtado. “As tecnologias digitais participam nessa mudança, mas sobretudo a nível das operações, da gestão e manipulação do conteúdo e do marketing e serviço.”

As novas tecnologias tornaram mais racional a edição de livros, nomeadamente através do print on demand . No entanto, continua Furtado, a distribuição electrónica de conteúdos tem tido dificuldades em gerar negócios consolidados: “As práticas de leitura estão igualmente a alterar-se, mas o Kindle não acrescenta nada de significativo nas novas formas de produção e transmissão da textualidade electrónica.” Vejase a história dos leitores de e-books.


Um iPod para a leitura

A Amazon está a vender o seu aparelho como “revolucionário” (por se ligar à loja sem passar pelo computador) e Bezos acredita que criou o “iPod da leitura”.



“Não sei porque é que é necessário um iPod da leitura. Isso é transpor para a edição de livros soluções que tiveram sucesso na música. E tiveram-no por razões concretas que não se verificam no mercado do livro. Mas caso se verificasse essa necessidade, o Kindle vai, pelo menos neste momento, falhar esse objectivo”, afirma Furtado.

E lembra o que Nicholas Carr escreve no seu blogue; quando o iPod surgiu os leitores de música digital já estavam instalados no mercado, existia procura por parte dos consumidores. “Ora, esse mercado não existe para o Kindle. Até agora, todos os e-book readers falharam, perante a indiferença dos consumidores. Ou seja, como diz Carr, ‘o iPod não era o pioneiro de um mercado virgem; o Kindle é’.”

A Amazon tem de criar a procura não só para o aparelho como para o conteúdo. Consumidores têm que investir num produto que pode correr o risco de ficar obsoleto. “Se se pensa que há qualquer vantagem social em massificar os livros electrónicos, então porque não seguir a sugestão de Seth Godin e utilizar o dispositivo como instrumento de promoção e oferecer, durante alguns anos, as obras a quem comprar a máquina?”, questiona Furtado.

O Kindle não revoluciona a oferta (nem no catálogo, nem na fórmula de subscrição, nem no dispositivo), mas com a sua força comercial poderá estabelecer um preço mais realista para o livro electrónico (9,99 dólares, 7 euros). Entretanto, os livros para o Sony Reader já baixaram o preço – o site da Sony chama à redução “promoções de Natal”.


O espião
Um dos objectivos da Amazon poderá ser passar a agir também no sector da edição e não só da distribuição, alerta o mesmo especialista. É que ligado ao Kindle está a Digital Text Platform, solução de self-publishing que permite aos utilizadores fazer o upload dos seus conteúdos para a loja Kindle, estabelecer o preço e depois deixar a Amazon encarregar-se de os disponibilizar para venda.

“Mas se assim for, como demonstra Michael Mace, a estrutura das royalties da Amazon é inaceitável: cobra 65 por cento sobre o preço de venda pela simples acção de ligar as obras ao catálogo enquanto, por exemplo, a Apple recebe 30 por cento das vendas no iTunes. Veremos se Amazon ultrapassa o teste, os dois ou três anos do ciclo de adopção. Até lá, a minha opinião é de que se trata de um passo em frente e dois atrás…”, continua Furtado.

O Kindle não é um dispositivo de conexão à Internet mas apenas um dispositivo de conexão à Amazon; o formato PDF é menorizado – a Amazon “ignorou todos os esforços e soluções já desenvolvidas por outras livrarias, bibliotecas, instituições educativas”, diz Furtado. Um livro adquirido na loja Amazon para o Kindle não pode ser lido em outro dispositivo (PDA, Pocket PC, smartphone, computador de mesa ou portátil).

E um livro adquirido noutra loja não pode ser lido no Kindle. Não se pode imprimir, fazer copy/paste, emprestar. O software do Kindle fornece à Amazon todos os dados do dispositivo e informação relacionada com o conteúdo que colocamos nele. “Como refere o insuspeito Cory Doctorow, ‘I won’t be buying it – it spies on you’” (“não o vou comprar – ele espia-nos”), conclui Afonso Furtado.


O que dizem os especialistas americanos
O Kindle está à venda apenas nos EUA e algumas funcionalidades funcionam mesmo apenas neste país. Na América, para além dos primeiros consumidores, também a imprensa já pôs as mãos no aparelho. O entusiasmo não é muito grande. Parece ser consensual que o Kindle tem pontos fortes, mas ainda precisa de muitas arestas limadas para ser um sucesso.


CNET News
“Com a funcionalidade de ligação sem fios e a possibilidade de trabalhar sem um computador, o Kindle tem uma grande vantagem sobre o Reader, da Sony, e é uma
evolução promissora no mundo do livro electrónico – mas, para atrair uma audiência mais vasta, a Amazon precisa de reduzir o preço, tanto do aparelho como dos conteúdos. É óbvio que dez dólares [6,7 euros] ainda é demasiado para um livro electrónico. Idealmente, a Amazon deveria avançar para um modelo de subscrição, como o [serviço de aluguer de DVD] Netflix.”

New York Times
“A “tinta” está tão próxima da superfície do ecrã que parece ter sido impressa. Por isso, a leitura é satisfatória, imersiva e natural. Ao voltar uma página, apenas um flash lembra que não estamos a olhar para papel. As margens direita e esquerda do Kindle são botões gigantes de Página Anterior e Próxima Página; é quase impossível evitar premi-los acidentalmente. Ainda que muitas pessoas prefiram a sensação, o preço e a simplicidade de um livro de papel, o Kindle é, de longe, a mais bem sucedida incursão até à data no sentido de levar a leitura para a era digital.”

San Jose Mercury News
“Há algumas desvantagens, a começar pelo preço de 399 dólares [270 euros]. É verdade que os livros electrónicos para o Kindle são mais baratos do que a generalidade dos livros de papel, mas seria preciso comprar muitos livros para recuperar o custo inicial. Faria mais sentido se custasse menos de 100 dólares. Ou poderiam ter justificado o preço integrando um leitor de música decente, browser para a Web e PDA. O Kindle terá um sucesso modesto e não será um bestseller. Mas aponta o caminho para o futuro da leitura.”

PC World
“Pode a Amazon fazer pelo emergente mercado dos livros electrónicos o que a Apple fez pelo mercado da música digital? Talvez. Quem vai ficar afastado do Kindle? Passageiros que querem ler num avião durante a descolagem e aterragem, quando não é possível usar aparelhos electrónicos. Leitores que gostam de um bom livro na praia ou na banheira. Pessoas que ainda não estão confortáveis com gadgets. E o grosso dos consumidores certamente ficará desencorajado pelo preço elevado.”

Yahoo! Tech
“O Kindle tem muito melhor aspecto ao vivo do que em fotos. Consideravelmente melhor. Com pouca luz, o ecrã de preto sobre cinzento está longe de ser perfeito (...). O Kindle não é um substituto do papel – ainda não, pelo menos -– no que toca a impressão de alta definição e imagens. Ainda assim, para os obcecados pela leitura, o Kindle é pelo menos uma novidade divertida e, na melhor das hipóteses, um aparelho capaz de alterar as regras do jogo. Quando se entra no espírito do Kindle, é muito difícil olhar para os livros da mesma maneira.



Cronologia dos leitores de e-books
1998
É lançado nos Estados Unidos o RocketBook, desenvolvido pela NuvoMedia em colaboração com a Barnes & Noble e a Bertelsmann Ventures. Era a preto e branco. Com 18x12,7x2,5 cm e 627 gramas, ecrã táctil com caneta, porta de infravermelhos e “standard serial port”.

A bateria aguentava 20 horas com a luz de fundo ligada. O download de livros era feito para o disco rígido de um computador (onde não podiam ser lidos, devido aos mecanismos de protecção anticópia: a desencriptação só podia ser feita no dispositivo manual) e eram transferidos através de um cabo. Era possível aceder a sites da Web (por exemplo, à livraria Barnes & Noble) através do sistema RocketBook, onde se podiam comprar conteúdos electrónicos. Tinha 4 Mb – o que permitia armazenar até quatro mil páginas de texto e gráficos (dez livros); os que não cabiam ficavam no computador a que o aparelho era ligado.

O formato era REB, um formato proprietário baseado em HTML com extensões próprias para protecção do copyright. O Rocket possibilitava a conversão de documentos através do RocketWriter, e permitia que lá se colocassem, por exemplo, páginas da Web. Custava 500 dólares (a preços actuais, 336 euros).

1999
Aparece nos Estados Unidos o Softbook Reader da Softbook Press, com o apoio da Random House e da Simon & Shuster. As dimensões eram 21,6x28x2,5 cm (quase uma folha A4), pesava 1,3 kg e custava 300 dólares (202 euros). Para aceder ao servidor pagava-se 10 dólares por mês. A bateria durava seis horas. Vinha com uma capa de couro, modem de 33.6 kbps para aceder à SoftBook Network, a partir da qual se fazia download de livros com páginas de texto, ilustrações e gráficos. Como tinha gradação de cinzento, era prático para ver gráficos. Continha até 100 mil páginas, cerca de 250 livros. Trazia o SoftBook Auto Publisher, aplicação que possibilitava a conversão de documentos. Era possível escrever notas ou fazer desenhos nas páginas. É lançado o Franklin eBookman, com as mesmas funções de um PDAe capacidade para gravar e ouvir sons. Só deixou de ser fabricadoem 2002. Podia ser sincronizado com o Microsoft Outlook de um computador e permitia que se escrevesse com a nossa caligrafia.

2000

Gemstar adquire a NuvoMedia e a SoftBook Press e, em França, a editora 00h00 (editava livros em formato digital). Lança o REB 1100, que pesava 500 g e tinha 18 cm de altura, 8 Mb, modem, porta USB para se ligar ao computador e porta de infra-vermelhos.Armazenava 20 livros (com cartão de memória chegava aos 150), baseava-se no formato Open eBook (ou OEB) – o formato de e-book baseado em XML e definido como Open eBook Publication Structure Specification (OEBPS)– aplicável a um sistema de DRM (digital rights management). Tinha ecrã táctil a preto e branco, era retro-iluminado e a bateria dava para 15 horas com a luz acesa. Com dicionário, permitia a busca de palavras, escrever notas, fazer sublinhados e bookmarks. Com vários tamanhos de letra, podia mudar-se a orientação do texto. Custava 300 dólares (202 euros). Foi lançado na Feira do Livro de Frankfurt de 2000. É lançado o REB 1200, com 750g, modem e ligação Ethernet, que permitia o acesso à Internet por cabo. Armazenava 80 mil páginas de texto. O ecrã era a cores e táctil, retro-iluminado. Custava 699 dólares (470 euros).

2001
No salão do Livro de Paris, em Março de 2000, é lançado o Cybook, da empresa francesa Cytale. O aparelho é comercializado no ano seguinte. Tinha as dimensões de 21x26x3,3 cm, pesava um quilo, tinha autonomia para cinco horas, armazenava 30 obras, ligava-se à Internet através de linha telefónica, tinha ecrã a cores LCD. Custava 5690 francos (875 euros).

2004
É lançado o Librié da Sony no Japão. É o primeiro leitor de ebooks a utilizar a tecnologia e-Ink, que permite uma leitura muito aproximada da experiência do papel impresso. Pesava 190g, tinha as dimensões 12,6x19x1,3 cm, uma autonomia para dez mil páginas, funcionava com pilhas alcalinas. Tinha um teclado, uma porta USB e custava 310 euros.
Não teve grande sucesso: no Japão as pessoas estão habituadas a ler livros nos telemóveis. E levou ao extremo o DRM: os seus conteúdos usam o formato BroadBand eBook (BBeB), do qual o principal fornecedor de conteúdos é Publishing Link, uma joint venture entre a Sony e uma série de editoras japonesas; o conteúdo da Publishing Link está programado para expirar e deixar de poder ser lido ao fim de 60 dias. Isto é, os seus livros têm que ser lidos num período de tempo específico.

2006
É lançado nos Estados Unidos o Sony Reader PRS – 500. Tem 17,5x12,3x1,3cm, pesa 255g, utiliza a tecnologia e-Ink, quatro tons de cinzento, tem autonomia para 7500 páginas, 64Mb de memória RAM, uma ligação USB, o sistema operativo é o Linux.

Não é possível procurar palavras, não tem caneta. Permite ouvir mp3. A Sony fez uma parceria com a cadeia de livrarias Borders, e consegue ter no site 10 mil títulos dos catálogos dos mais importantes editores norte-americanos. Os livros na versão digital custam menos 25 por cento que na edição em papel (agora estão em média a cerca de 12 dólares, 8,5 euros). Além do formato eBook de que é proprietário, o BroadBand eBook – Bbeb (que já vem do Librié) - é também compatível com documentos txt, doc, PDF, RTF e com os formatos multimédia JPeg, BMP, Gif, PNG, mp3 e AAC. Mas não é possível fazer zoom em PDF.

Podem ler-se os livros comprados no computador e copiá-los para ler em seis aparelhos. Custa 350 dólares (265 euros).

É lançado o iLiad, da empresa holandesa Irex Technologies (www. irextechnologies.com). As suas dimensões são 15,5x21,6x1,6 cm (mais ou menos uma página A5) e pesa 390 gramas. O ecrã é táctil, tem uma caneta que, quando toca no ecrã, funciona como o rato de um computador normal. Tem 16 níveis de cinzento, 64Mb de ram e funciona com muito pouca bateria. Podemos ler três horas por dia durante mais de uma semana que, assegura a empresa, a bateria não acaba. É possível usar um cabo USB para ligar o computador pessoal ao iLiad e também é possível ler no iLiad o conteúdo de uma caneta USB ou de cartões Flash.

O aparelho conecta a qualquer ligação à Internet mas não pode surfar na Web. Suporta vários formatos: PDF, HTML, txt, Jpeg, BMP, PNG, PRC (Mobipocket). Tem wi-fi e ligação Ethernet.

As línguas disponíveis são neerlandês, inglês, alemão, espanhol e chinês. É possível assinar jornais e subscrever feeds de RSS. É possível fazer zoom e rodar a imagem, escrever notas (com a nossa caligrafia), fazer desenhos, sublinhar, jogar Sudoku.

O iLiad tem um software (Myscript Notes) que transforma o que escrevemos na nossa caligrafia em texto que pode ser usado no MS Word ou MS Outlook. Custa 659 euros.

2007
É lançado em Outubro o PRS – 505, da Sony, um ano depois do primeiro. Mudam as cores do aparelho, que agora podem ser cinzento ou azul, tem uma capa de couro e é muito fino. A Sony mudou também a colocação dos botões – uns servem para passar páginas, outro para aumentar o tamanho da letra quando é permitido e passar a ver o ecrã no modo paisagem (“deitado”). O modelo anterior só tinha quatro níveis de cinzento, este tem oito. Podem ver-se 7500 páginas em três semanas. Guarda 160 eBooks que se podem comprar através da Connect eBooks Store (ebooks.connect.com). Lê os formatos Adobe PDF 10, RTF, txt, BBeB e Microsoft Word. Tem sítio para cartões de memória (Memory Stick Duo) e SD Card. Tem as dimensões 17,5x12,2x0,8 cm, e pesa 255g. Este ano a Sony pôs à venda os “ebook cards”, válidos para a Connect eBook Store para aqueles que não querem fazer compras com o cartão de crédito na Internet.

Custa 300 dólares (210 euros). Na última feira do livro de Frankfurt soube-se que o novo Sony Reader será lançado na Europa, na Feira do Livro de Londres, no próximo ano.

O Cybook Gen3 (www.bookeen.com) é lançado em Novembro num pacote Digibook Pro (417 euros) que inclui 24 livros, um romance de ficção científica, uma newsletter, um cartão SD de 2 Gb e um aparelho para ler e-books – o Cybook, da Bookeen. Pesa 174 gramas. Precisa de se ligar ao computador e lê ficheiros em formato Mobipocket encriptado, PDF, txt, PRC, PalmDoc, HTML e Mobipocket. Suporta imagens nos formatos Jpeg, Gif, PNG e som em MP3. O ecrã é a preto e branco, com tecnologia e-Ink (quatro graus de cinzento).

O Amazon Kindle (www.amazon. com/kindle) aparece também em Novembro: o aparelho serve para ler livros, jornais e blogues. Tem o mesmo tamanho que a última versão do Sony Reader, o de um livro de bolso mas mais leve (cerca de 300g). Não é preciso ligar o aparelho a um computador, tem um serviço de banda larga EV-DO (Evolution Data Optimized) utilizado pelos telemóveis, sem ter que se pagar mais por isso através da Amazon Whispernet.

Custa 399 dólares (270 euros) e ligase directamente à loja da Amazon. com, onde estão disponíveis 90 mil títulos a 9,99 dólares (7 euros) cada um. Menos de um minuto é o que demora entre a compra do livro e ele estar disponível para leitura no Kindle.

O ecrã é a preto e branco e usa a tecnologia e-Ink, tem 4 graus de cinzento. Lê livros em formato Kindle (AZW, uma variante de HTML), Mobipocket (se não tiverem DRM), e lê também ficheiros Word ou PDF mas só se forem enviados para o Kindle por e-mail e depois convertidos pela Amazon – mas esse serviço não é grátis (10 cêntimos de dólar por cada e-mail).

Os blogues e os jornais também requerem assinatura paga. Pode ler durante 30 horas sem se precisar de carregar a bateria. Armazena 200 livros, permite ligação à Wikipedia, sublinhar palavras e procurar no dicionário. Tem teclado (para escrever notas), mas não tem caneta.


Esta cronologia foi feita com base nas obras Os Livros e as Leituras – Novas Ecologias da Informação, de José Afonso Furtado (Livros e Leituras) e Gutenberg 2.0 – Le Futur du Livre de Lorenzo Soccavo (M21 Editions), no site www. epaper-france.com (onde pode visualizar vídeos com testes a alguns destes aparelhos) e em entradas da Wikipedia.




Ciberescritas, por Isabel Coutinho
A propósito do lançamento do Kindle, da Amazon, perguntámos a dois utilizadores de dispositivos electrónicos de leitura que leitor de e-books nos aconselhariam a comprar se estivessemos interessados em ter uma maquineta que só servisse para ler livros electrónicos. José Afonso Furtado interessa-se há muitos anos por estas matérias (é autor de O Papel e o Pixel – Do Impresso ao Digital: Continuidades e Transformações; ed. Ariadne), pertence ao grupo de utilizadores dos leitores de ebooks de primeira geração (aqueles que apareceram no mercado há quase dez anos) e agora já usa e-book readers com a tecnologia e-ink.

Mesmo que o Kindle, que por agora só se vende nos Estados Unidos, funcionasse por cá a sua primeira escolha não seria o aparelho da Amazon. José Afonso Furtado utiliza basicamente dois aparelhos: “Um, o iRex iLiad, mais monofunção e com tecnologia Electronic Paper Display. A vantagem desta tecnologia (que também equipa o Sony Reader, o Cybook Bookeen e o Kindle), entre outras, é minorar a fadiga da leitura, sobretudo para quem trabalha muito tempo com computadores. O Iliad oferece 16 níveis de ‘grey-scale’ contra apenas quatro dos outros aparelhos (oito, na na última versão do Sony). Utiliza soluções muito abertas, suporta PDF /HTML /Txt / Jpeg / BMP/ PNG / PRC (Mobipocket). e tem evoluído e uma forma continuada e consistente”, explica. “Uma outra vantagem adicional do Iliad iRex consiste, no meu caso, em poder sublinhar e escrever nos documentos descarregados e, mais ainda, abrir páginas em branco para escrita, graças ao seu ecrã táctil e ao estilete de tecnologia Wacom Penabled.” O outro aparelho que Afonso Furtado utiliza para ler eBooks é o HTC X7500: “É multifunções e tem ecrã QVGA TFT (540x480 pixel) com 65000 Cores – Touch Sensitive. Está francamente a anos luz de qualquer outro dispositivo tipo Pocket PC.”

A escolha de Lorenzo Soccavo, autor também de um livro sobre e-books e o futuro do livro (Gutenberg 2.0: Le Futur du Livre, M21 Editions) e do vídeoblogue Nouvolivractu, vai também para o iLiad. Por e-mail, respondeu à nossa pergunta: “Para quem viva na Europa, o reader que eu aconselho é o iLiad (está à venda na Internet) ou o quadro de leitura da jovem empresa francesa Bookeen – o Cybook 3e Génération à venda em Bookeen.com desde há algumas semanas.” Há quem diga que o futuro dos eBooks não passa por nenhum aparelho que só sirva para fazer uma única coisa como ler livros em formato electrónico, e que o futuro está nos aparelhos multifunções, cada vez mais poderosos. Um desses exemplos é o iPhone, da Apple, que já está a ser utilizado por vários consumidores para ler textos em formato electrónico (já aqui escrevemos sobre isso). A ver vamos o que o futuro nos reserva. Mas não se esqueça que, se não tiver dinheiro nem tempo para se andar a preocupar com estes gadgets, o seu computador serve perfeitamente para ler e-books sem que tenha que gastar dinheiro a comprar software especial – o que há é gratuito e pode ser descarregado na Internet. Quer com o Adobe Digital Editions quer com o Microsoft Reader qualquer computador lê livros em formato electrónico e ainda dá para fazer bookmarks, sublinhar, anotar, e se o livro for em inglês e a editora o permitir até pode ouvir a máquina a ler em voz alta o seu livro...

Kindle na Amazon
- www.amazon.com/

iLiad da Irex
- www.irextechnologies.com/products/iliad

HTC
- www.htc.com/product/03-product_x7500.htm

Blogue de Lorenzo Soccavo
- www.nouvolivractu.cluster21.com

Microsoft Reader
- www.microsoft.com/reader/default.mspx

Adobe Digital Editions
- www.adobe.com/products/digitaleditions



por Booktailors às 09:25 | comentar | partilhar

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