Uma criança dentro de um fato de dragão foi a mascote selecionada pelo júri do concurso «Leitores de Todos os Tamanhos», promovido pela Bertrand Livreiros. O trabalho, da autoria de Catarina Correia Marques, foi eleito como vencedor de um total de cerca de 300 propostas recebidas. Além de um prémio no valor de 2500 euros, a mascote criada pela ilustradora será usada pela cadeia livreira na comunicação com o público infantojuvenil.
Dada a elevada qualidade dos trabalhos recebidos, as Livrarias Bertrand pretendem ainda organizar uma mostra para expor algumas propostas finalistas do concurso.
Foram criados dois clubes de leitura para os apreciadores de literatura fantástica. Um é orientado por Rogério Ribeiro na Bertrand do Chiado, em Lisboa, e outro por Rui Baptista na Bertrand do Porto Gran Plaza. Leia aqui.
As livrarias Bertrand criaram um questionário on-line rápido, anónimo e confidencial para melhor conhecer os hábitos de leitura e consumo de livros dos portugueses. Pode responder ao questionário aqui.
As livrarias Bertrand lançaram um concurso intitulado «Leitores de Todos os Tamanhos», que desafia os ilustradores portugueses a criarem uma nova mascote para comunicar com o público infanto-juvenil. As propostas são aceites até dia 9 de março, e o vencedor receberá 2500 euros, juntamente com a possibilidade de ver a sua criação nas livrarias e nos formatos de comunicação da Bertrand. Leia o regulamento aqui.
Em 2011, a Bertrand foi uma das marcas mais citadas pelos blogues do Sapo. A plataforma alberga mais de 400 mil blogues, e este ano, até 30 de Novembro, foram usadas mais de 100 milhões de palavras. A Bertrand surge na lista das marcas mais referidas, em 13.º lugar, sendo também a única marca referente a livros mencionada na análise. A lista completa das marcas pode ser consultada aqui.
«Eça de Queirós, Alexandre Herculano e Aquilino Ribeiro estão hoje em qualquer prateleira de qualquer livraria do País, mas a Bertrand do Chiado, em Lisboa, tem uma vantagem sobre as concorrentes: é que todos aqueles escritores foram seus clientes. Partilharam com a marca aquilo que - no entender de Paulo Oliveira, o CEO do Grupo BertrandCírculo - ainda hoje a distingue: "A dedicação ao livro."» Ler no Diário de Notícias.
«João Pombeiro, editor da revista LER desde 2008, e Lúcia Pinho e Melo, editora da Quetzal Editores também desde 2008, serão os substitutos nos antigos cargos do escritor Francisco José Viegas, indigitado Secretário de Estado da Cultura e que toma posse esta terça-feira.» Ler na íntegra no Público.
Na sequência da nomeação de Francisco José Viegas para secretário de Estado da Cultura, o Grupo Bertrand emitiu um comunicado de imprensa, no qual informa que Lúcia Pinho e Melo ficará com a gestão editorial da Quetzal Editores e João Pombeiro assumirá o cargo de director da revista LER. Replicamos abaixo o comunicado enviado há pouco.
«Francisco José Viegas foi indigitado Secretário de Estado da Cultura. A Administração do Grupo BertrandCírculo congratula-se pela escolha de um quadro da empresa para tão importante missão e expressa publicamente votos de sucesso no exercício das suas novas funções ao serviço da Cultura em Portugal. Consequentemente, Francisco José Viegas suspende a colaboração com o Grupo BertrandCírculo, uma ligação que perfaz um total de 17 anos de trabalho.
Tendo integrado o Círculo de Leitores em 1986, Francisco José Viegas regressou, em 2008, depois de um breve interregno. De há três anos para cá tem dirigido a revista Ler, uma referência nas publicações da especialidade. Em 2008, a revista foi reformulada, retomando a periodicidade mensal e reunindo um conjunto de colaboradores, críticos e cronistas, que asseguram uma cobertura exaustiva, rigorosa e inteligente do sector editorial em Portugal e do mundo literário em geral.
Francisco José Viegas dirigiu também, durante os últimos três anos, a chancela Quetzal Editores. Protagonizando uma renovação deste selo, deu uma nova vida a esta marca editorial - que faz parte da história recente da edição em Portugal - seguindo as linhas essenciais da identidade da editora fundada em 1987 e fazendo que se trate de um projecto ímpar no panorama editorial português.
A Revista Ler e a Quetzal Editores são dois projectos de sucesso também graças às respectivas equipas, construídas e geridas por Francisco José Viegas. Estas, merecendo da Administração do Grupo BertrandCírculo o reconhecimento da competência dos seus profissionais e, na certeza de que trabalharão de acordo com o espírito do projecto em que estão inseridas, garantirão uma gestão na continuidade, enquanto o director editorial se dedica por inteiro ao enorme desafio que agora abraça.
João Pombeiro, editor da Revista Ler desde 2008, zelará pela revista e Lúcia Pinho e Melo, editora da Quetzal Editores desde 2008, assegurará a continuidade da actividade editorial desta chancela.»
A história da Livraria Bertrand é já longa, tão longa que já passou por alguns séculos. Do lado de fora das suas montras viram-se terramotos, revoluções, repúblicas e monarquias. Do lado de dentro caminharam, entre vários outros, algumas das mais influentes figuras da literatura portuguesa, como Eça de Queirós, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão e Aquilino Ribeiro. Ficções à parte, alguns dos nomes responsáveis por tornarem a Bertrand a referência que hoje é fazem também parte da nossa história. Começando por Pedro Faure e pelos irmãos Bertrand (Pierre e Jean Joseph), sem esquecer José Fontana (Guiseppe Silo Domenico Fontana), sócio-gerente da livraria na segunda metade do século XIX, um dos organizadores das Conferências do Casino e um dos fundadores do Partido Socialista Português (1875 – 1933). A vida atribulada de José Fontana daria um romance. Ou melhor, deu um romance com o título Na Próxima Semana, Talvez, de Alberto Nessi, publicado pela Bertrand Editora e no qual podemos seguir parte importante da história da livraria.
«A compra dos negócios do DirectGroup pela Porto Editora é hoje formalizada através da assinatura do contrato, em Lisboa. As 54 livrarias Bertrand e o Círculo de Leitores passam, assim, a integrar os activos da editora do norte, que quase duplica o número de trabalhadores.» Ler no Público.
«A Bertrand e o Círculo de Leitores passam hoje a integrar o Grupo Porto Editora, após a assinatura do contrato definitivo que oficializa a compra do DirectGroup Portugal.» Ler no Correio da Manhã.
Reproduzimos o comunicado oficial do Grupo Porto Editora, que dá conta da aquisição da Bertrand e do Círculo de Leitores. O contrato será assinado hoje.
«Após a "luz verde" da Autoridade da Concorrência, as empresas que pertenciam ao DirectGroup, divisão do grupo alemão Bertelsmann, vão regressar amanhã a mãos portuguesas, com a assinatura do contrato definitivo que oficializa a compra por parte do Grupo Porto Editora.
Incluídos neste negócio, em que o Grupo Porto Editora foi assessorado pelo Banco BPI, estão todos os activos ligados às áreas da edição, distribuição e retalho: a Bertrand Editora (e respectivas chancelas), a Distribuidora de Livros Bertrand, o Círculo de Leitores e as Livrarias Bertrand.
Com este passo, o Grupo Porto Editora reforça a sua liderança do mercado editorial português e, ao mesmo tempo, abre novas perspectivas de crescimento e de desenvolvimento nas diferentes áreas de negócio.
Vasco Teixeira, Administrador do Grupo Porto Editora, afirma que "este processo tem um significado especial para nós, mas também para o sector editorial português, considerando o contributo que a Bertrand e o Círculo de Leitores têm dado à promoção das nossas língua e cultura - algo que também se pode afirmar sobre o Grupo Porto Editora. Por conseguinte, a integração decorrerá sem problemas, o que será fundamental para enfrentar os desafios que se avizinham".
De referir que o volume de negócios do Grupo Porto Editora em 2009 foi de 95 milhões de euros, prevendo-se que, com a entrada da Bertrand e do Círculo de Leitores, o volume de negócios de 2010 se situe nos 150 milhões de euros.»
No próximo dia 23 de Abril, por forma a celebrar o Dia Mundial do Livro, a Bertrand Livreiros orgranizou alguns eventos pelo país. Na Bertrand Chiado, Francisco José Viegas vai dar início a uma história escrita num livro gigante (2x2,5 metros), colocado à porta da mítica livraria de Lisboa, logo de manhã. Durante o dia, as pessoas serão convidadas a participar numa «história viva», com uma frase da sua autoria, vendo apenas a frase anterior, numa acção que contará ainda com a participação de Mónica Marques e Afonso Cruz, entre outros. A quem participar, a Bertrand oferece ainda um vale de desconto. Na Bertrand Chiado decorrerá ainda excepcionalmente a tertúlia «Ler no Chiado», às 18h30.
As celebrações não se ficam por Lisboa. Nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Faro, Aveiro, Viseu, Guarda, Leiria, Vila Real, Castelo Branco e Aveiro, a Bertrand irá «largar» 300 livros, dando pistas da sua localização através do facebook e site, numa iniciativa chamada «Book Crossing». Já em Coimbra, Viseu e Porto, sósias de autores como Camões ou Pessoa irão presentear trauseantes com sessões de leitura e vales de desconto.
Para além destas iniciativas, todas as livrarias Bertrand do país irão receber alunos do 1.º ciclo, para o «Curso de Livreiro Bertrand 2010», onde será dado a conhecer todo o trabalho que envolve o comércio livreiro.
A Bertrand irá abrir, no Porto, a sua 55.ª livraria. A livraria será inaugurada hoje, no centro comercial Porto Gran Plaza, às 19.00, contando com a presença de Mário Zambujal. Via blogue da revista LER.
«Maior cadeia livreira do País, a Bertrand Livreiros inaugura, na próxima quinta-feira, o novo espaço do CascaiShopping, o qual contará com um inovador serviço de medição do nível de satisfação do cliente. Na cerimónia de inauguração, que acontece cerca das 19.00 horas, estará presente o escritor Pepetela.» Ler no Diário Digital.
«A Distribuidora de Livros Bertrand (DLB) assumiu, desde o início de Agosto, a distribuição dos livros das chancelas Pergaminho, Arteplural, Gestão Plus, Bico de Pena e O Quinto Selo, até aqui a cargo da Konsoante. Quer isto dizer que a DLB assegurará a comercialização de todos os títulos das marcas editoriais que compõem o DirectGroup Portugal (as outras são o Círculo de Leitores, a Bertrand, a Temas & Debates, a Quetzal, a Livros de Bolso 11/17 e a Contraponto).» Uma notícia do Bibliotecário de Babel.
A Bertrand abre em Junho duas novas livrarias, fazendo um total de 53 em todo o país. A primeira, um espaço de 100 metros quadrados, na Figueira da Foz, no centro comercial Foz Plaza, abre hoje. A segunda será inaugurada no próximo dia 23, no Fórum Montijo, naquela que é considerada a «maior livraria da Margem Sul», com 300 metros quadrado.Ver aqui e aqui.
A nova Loja da Bertrand, em Barcelona, foi inaugurada há poucas horas. Recorde-se que este espaço conta com uma área superior a 1500 metros quadrados. Acima, uma foto do local (vasto, como se vê), roubada ao blog da LER.
«A Bertrand Livreiros e a Revista Ler fecharam uma parceria com a Speaky.tv para a transmissão integral dos encontros Ler no Chiado, uma iniciativa conjunta da cadeia livreira e da publicação literária, inspirada nas tradicionais tertúlias do Chiado.»
A Bertrand tem em marcha uma campanha de compra de livros para oferta, nesta altura do Natal. A campanha chama-se «Porque oferecer um livro é dar uma parte de si», e está dividida em duas fases.
A primeira, que durará entre hoje e 11 de Dezembro, com a oferta de um livro a todas as pessoas que efectuarem uma compra. Os títulos em oferta são, a título de exemplo «As Nascentes dos Sonhos», de Francesco Alberoni, «Até Um Dia», de Maria Roma, e livros da colecção “Mafalda”, de Quino.
A segunda campanha decorre durante todo este período e assenta em 27 vales de desconto específicos, entre 10 e 15%, que podem ser encontrados no catálogo da campanha.
A agência Nossa está a desenvolver toda a comunicação de Natal para a Bertrand.
“Foi o primeiro cliente que ganhámos num concurso ainda antes de termos aberto oficialmente”, disse Nuno Cardoso, managing partner da agência. Trata-se de uma campanha multimeios que envolve imprensa, mupis, ponto de venda, catálogo, promoções, marketing relacional e várias acções que decorrerão durante a época natalícia.
O conceito “Oferecer um livro é dar uma parte de si” tem por objectivo reafirmar a importância do livro como presente de elevado envolvimento. A campanha irá para o ar esta semana.
A Bertrand irá inaugurar/reformular 4 novas lojas ao longo do mês de Novembro:
- 05.11.2008 (hoje): inauguração de uma loja no Vivaci Guarda (163 metros quadrados); - 06.11.2008 (amanhã): inauguração de uma loja no Fórum Barreiro (183 metros quadrados); - 20.11.2008: inauguração de uma loja no Spacio Shopping (ex-Olivaishopping) (área de loja ampliada para 166 metros quadrados); - 26.11.2008: inauguração de uma loja nas Caldas da Rainha, no Vivaci Caldas.
O Forum Montijo, em parceria com a Livraria Bertrand, irá até dia 28 de Setembro levar a cabo uma Feira do Livro.
A Feira contará ainda com uma série de eventos culturais. Ver aqui. Sveva Modignani estará naquele espaço dia 28 de setembro, repetindo desta forma a sua presença em espaços de grande consumo.
A rede livreira Bertrand, na sua totalidade, irá associar-se aos Prémios de Edição LER Booktailors. Conforme solicitado aos vários parceiros, a rede de lojas Bertrand irá disponibilizar espaço no ponto-de-venda para promoção das obras que integrem a shorlist e sejam vencedoras dos Prémios de Edição.
«A Bertrand abre, às 10 horas desta quinta-feira [jhoje], a sua maior livraria no norte do país, no Porto, mais concretamente na Rua Júlio Dinis, iniciativa que o JN noticiou há cerca de três meses e que se insere na aposta de regresso à cidade de várias entidades livreiras.»
«Miguel tem 37 anos, é magro, dorme pouco (às 07.15 já está a trabalhar), nasceu em Barcelona, esteve um ano em Detroit a tornar-se fluente em inglês, licenciou-se em Gestão na ESAD e fez um MBA em Montreal (Canadá), antes de iniciar uma carreira de 13 anos na Henkel, multinacional que produz e comercializa detergentes. (...) Editor e livreiro há ano e meio, declara-se satisfeito com a expansão da rede Bertrand, que já ultrapassou a fronteira. Às 54 livrarias portuguesas (uma rede que atingirá as 75 lojas com ritmo de abertura de quatro a cinco novas por ano), Miguel Marti acrescentou oito já de porta aberta em Espanha. (...) "Temos tempo para fazer as coisas. A Bertelsmann tem 174 anos e é uma fundação. Não estamos cotados na bolsa. A Bertrand tem 276 anos. Não estamos desesperados à procura do lucro rápido. Somos gente pacífica, não roubamos autores. Respeitamos os nossos concorrentes. Queremos concorrer mas também cooperar com eles"»
Hoje, no DN, um perfil de Miguel Marti, presidente do Direct Group (Bertrand e Círculo de Leitores).
Para ler na íntegra aqui. Os sublinhados são nossos.
Quase a surgir com energia positiva, o projecto Tangerina irá dar que falar.
Trata-se da nova parceria Galp/Bertrand para a exploração dos pontos de venda de livros dentro das M 24.
A Tangerina parece ser um conceito inteligente, pensado e bem estruturado, que irá alargar a oferta mainstream de livros a cerca de 100 pontos do país.
Aplaudimos a parceria, pois a Galp transfere para as mãos de quem já está no negócio, e tem o know-how suficiente, a possibilidade de se fazer um bom trabalho.
Para os editores é a possibilidade de ter uma empresa profissional a desenvolver um dos novos canais de venda.
Hoje, no Jornal de Negócios, Miguel Marti deu uma entrevista ousada, onde afirmou algumas das suas ideias para a Direct Group em Portugal, nomeadamente a aposta nos diversos elos da cadeia de valor (50 milhões nas livrarias), 2 ou 3 milhões nas plataformas de distribuição, e maior integração do grupo, nomeadamente em termos de TIC.
Também referiu não ter problemas de tempo nem de dinheiro, estando preparado para a concorrência com o grupo «X» (de Miguel Pais do Amaral/Isaías Gomes Teixeira), reforçando outras declarações recentes que diziam pretender ser o 1.º grupo editorial português. Mais ainda, Miguel Marti afirmou estar pronto para licitar as editoras de Pais do Amaral, caso o mesmo as quisesse vender.
Uma interessante reportagem feita pela agência Lusa, que pode ser lida no Diário Digital. A peça tem como título "Conceito de livraria está a mudar em Portugal".
O conceito de livraria está a mudar em Portugal, com o predomínio das grandes cadeias e o desaparecimento das livrarias independentes, por imposição dos centros comerciais, argumentam livreiros contactados pela agência Lusa.
Em vésperas da abertura da Byblos, considerada a maior do país, três livreiros portugueses dizem que o conceito de livraria está em mudança, desde que a cadeia francesa FNAC entrou em Portugal em 1998, mas têm ideias diferentes sobre o futuro destes espaços.
José Pinho, um dos sócios da livraria Ler Devagar, em Lisboa, é da opinião que a maior mudança ocorrida nas livrarias foi a deslocação das livrarias de rua para os centros comerciais, muitas delas ligadas a cadeias livreiras.
«Nos outros países continuam a existir livrarias independentes e a sobreviver, mas em Portugal as coisas são bastante diferentes», disse José Pinho, referindo que a sobrevivência passa pela ligação a editoras ou grandes grupos.
A Bertrand, por exemplo, tem actualmente 52 lojas, das quais apenas sete não estão localizadas em centros comerciais, e prevê abrir em 2008 mais cinco, todas elas em grandes superfícies, disse à Lusa a directora de marketing daquela cadeia livreira, Teresa Figueiredo.
«Os centros comerciais têm mais potencial de negócio, é onde há mais tráfego, embora haja zonas de rua interessantes», referiu a responsável, dizendo que a loja Bertrand do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, é a mais rentável.
A primeira FNAC que abriu em Portugal está localizada no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e é a mais rentável em toda a cadeia mundial da FNAC.
Ofereceu um conceito que não existia até então: atendimento personalizado, espaços com algum conforto e vários produtos de cultura e entretenimento, entre livros, CD, computadores portáteis, telemóveis, material fotográfico e outros equipamentos técnicos.
No entanto, do volume total de vendas da loja FNAC em Portugal em 2006, apenas 21 por cento dizia respeito aos livros.
José Pinho, que pertence à Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, estima que existam em Portugal perto de quatrocentas livrarias e a sua distribuição tem acompanhado o aparecimento de novos centros comerciais.
Com a introdução de livros nos hipermercados, ao lado de bens de primeira necessidade, e com a abertura de livrarias em grandes espaços comerciais, os hábitos dos portugueses também mudaram, argumentou, por seu turno o livreiro José Tavares, que acaba de abrir a livraria Círculo das Letras, em Lisboa.
Por isso, é preciso convencer os potenciais compradores e leitores, oferecendo um espaço «de afectos, encontros e debates», defendeu o responsável desta livraria generalista de rua, com pouco mais de 200 metros quadrados.
«Temos uma pequena galeria e um auditório e vamos apostar na realização de eventos. É preciso que as livrarias se adaptem às mudanças e se abram à comunidade ou terão muita dificuldade em resistir», disse.
Para cativar os potenciais compradores, são vários os argumentos usados pelas livrarias, como a inclusão de uma cafetaria, sofás ou uma agenda de eventos culturais.
A Bertrand, que está a celebrar 275 anos de existência, acaba de lançar uma iniciativa que oferece aos clientes um jantar com o seu escritor favorito.
«O livro em si não chega, porque há muita concorrência dentro da própria área da cultura e entretenimento, e é preciso reinventar o negócio e trazer alguma excitação», defendeu Teresa Figueiredo, da Bertrand.
Américo Areal, proprietário da livraria Byblos, acredita que em Portugal todas as livrarias têm o seu espaço e lugar, e que o livro está a ganhar mais importância.
«Cada vez mais há locais onde aparecem livros à venda, como as gasolineiras, os CTT, os aeroportos. Mas não basta ter dinheiro, é preciso ter muita dedicação e é aí que vamos querer fazer a diferença», avisou o fundador da Byblos.
Esta livraria, considerada a maior do país com 150 mil títulos disponíveis, inaugurará um novo conceito de loja já que será a única no mundo com um sistema de identificação e pesquisa de livros que recorre a uma tecnologia de radiofrequência.
Apesar da «concorrência feroz», como descreve o livreiro José Tavares, ainda há quem arrisque em abrir uma livraria que não tenha apenas os êxitos de vendas.
Foi o que fizeram Catarina e Ricardo, dois jovens com menos de trinta anos, que acabam de inaugurar a livraria Trama, em Lisboa, próximo do Rato, um espaço com 140 metros quadrados. A livraria não está ligada a nenhuma editora, é generalista, mas mais direccionada para fundos de catálogo, e inclui uma pequena máquina de café e um espaço para as pessoas se sentarem. «Vamos ter desde o Harry Potter ao Rimbaud», disse Catarina Barros à agência Lusa, referindo que a livraria era um sonho antigo agora concretizado.
«Nos últimos anos a tendência foi para a abertura de livrarias mega, mas há espaço para as mais pequenas», disse a livreira.
«Sabemos que não vamos vender muito, mas queremos que as pessoas saiam daqui felizes», sublinhou.
Afinal, seja a livraria grande ou pequena, «há alguém que não goste de ser bem tratado e de viver uma boa experiência?», pergunta Américo Areal. Diário Digital / Lusa
Deixamos aqui uma entrevista hoje publicada no DN sobre o Círculo de Leitores. Agradecemos o envio da referência a um leitor anónimo. A entrevista foi conduzida por Isabel Lucas, a Pedro Cabrita Carneiro, tendo recebido o título "Até 2010 queremos investir 50 milhões" "
A reestruturação da revista pretende relançar a venda de livro em circuito fechado numa altura em que o Círculo de Leitores e a Bertrand querem ser o maior grupo editorial. Pedro Cabrita Carneiro faz o balanço de dez meses, lança metas e fala do regresso da 'Ler' em 2008
Quantos sócios tem neste momento o Círculo de Leitores (CL)?
Cerca de 340 mil sócios.
Um número que tem vindo a diminuir...
Sim. Não aumentou. Já tivemos muitos mais sócios.
Há dez anos, por exemplo, quantos eram?
Uns cem mil mais.Há a ideia de que a venda porta a porta, ou em circuito fechado, está em crise.
Qual é neste momento a situação do CL?
Este ano, o CL vai pela primeira vez em muitos anos ter o seu volume de vendas estabilizado.
Pode-se dizer o mesmo em relação à Bertrand?
Em relação à Bertrand não disponho de números.
Houve recentemente uma polémica com alguns editores que não estavam representados na Bertrand por não aceitarem as novas condições propostas pelo grupo. Como está essa questão, já foi resolvida?
Essa situação foi ultrapassada. A larga maioria, senão a totalidade dos editores, está representada.
Todos os editores estão na Bertrand?
Não sei quantos editores existem em Portugal, mas esse problema não se põe agora.
Foi fácil ultrapassar a polémica?
Trabalhámos todos os dias em que houve polémica no sentido de a ultrapassar o mais depressa possível.
Desde Março que o grupo Bertelsmann, detentor do Círculo de Leitores, comprou a Bertrand e passámos a assistir à edição em livraria de obras que começaram por sair no circuito fechado do clube de livros. Caso, por exemplo, das biografias dos reis de Portugal, que depois de serem publicados no Círculo de Leitores estão em venda livre com a chancela Temas & Debates. É uma iniciativa para continuar?
A nossa ideia no Direct Group em Portugal é por um lado tirar partido de estarmos juntos e encontramos formas de servir melhor os leitores, quer isso passe pela venda do livro em circuito fechado, quer pela venda do livro em circuito aberto nas livrarias Bertrand. É possível conseguir mais sócios? Ou seja, o País não é o mesmo de há dez ou 20 anos, há mais livrarias e o acesso ao livro é mais fácil. Que argumentos podem levar a que alguém se torne neste momento membro de um clube do livro como o CL? Passa a ter acesso a produtos exclusivos em primeira mão no que se refere a todos os projectos na área das colecções e séries do CL e que são a espinha dorsal da nossa actividade comercial, editorial, cultural, como lhe queiram chamar. Outro aspecto é o relacionamento e o trabalho que os nossos agentes fazem junto dos sócios que passam pelo aconselhamento, assistência e serviço personalizado.
Até ao momento o investimento mais visível do grupo tem sido na cadeia de livrarias Bertrand...
Neste momento temos 52 livrarias e planos para continuar a expandir. Até 2010 queremos investir 50 milhões de euros em expansão, modernização de tudo o que tenha a ver com a actividade deste grupo em Portugal. Na vertente editorial, de expansão, de retalho (porta a porta) e em livrarias, que é muito consumidora de investimento.
Estamos a assistir a um fenómeno de concentração editorial...
Esta área não é diferente de outras.
O livro é um produto como outro qualquer?
Não disse isso. O que quero dizer é que esta área não é diferente das outras em que temos assistido a momentos de concentração. Cá, a concentração chegou à área editorial mais tarde. Não vejo que o destino passe necessariamente por haver três ou quatro grandes grupos editoriais e nada mais. Como em tudo, onde há actividade económica e consumidores há escolhas, e o segredo está em conseguir identificar os grupos de leitores, os interesses dos grupos de leitores, e servi-los com autores e conteúdos que encaixem.
Como é que o grupo onde se insere o CL se situa face aos outros grandes grupos editoriais em Portugal?
Temos intenção de nos tornarmos um dos maiores grupos, senão no maior grupo editorial em Portugal.
No seguimento da acção promovida com José Rodrigues dos Santos, a Bertrand volta à carga e alarga os convites a mais cinquenta leitores que poderão jantar com cinco autores portugueses.
Os autores envolvidos nesta iniciatica da Bertrand, que dura até 6 de janeiro, são : Gonçalo Cadilhe, Inês Pedrosa, Lídia Jorge, Mário Zambujal e Rodrigo Guedes de Carvalho.
Para participar, os clientes da Bertrand têm de enviar um SMS com o nome do autor com quem querem jantar.
A revista Sábado saiu hoje para o mercado com uma edição especial, uma revista com ideias de presentes para o Natal, na qual é publicada um conto escrito a meias por Miguel Esteves Cardoso e Gonçalo M. Tavares, de seu nome "A noite ideal".
O conto pode ser lido a partir da página 80 do dito suplemento. No final surge um desafio: «Miguel Esteves Cardoso sugeriu que a SÁBADO convidasse os leitores a descobrir onde acaba o texto e onde começa o seu (...) Os dez primeiros leitores a acertarem, no prazo de duas semanas, recebem grátis uma assinatura da revista durante três meses».
Não iremos participar no concurso. Mas um dos consultores da Booktailors adianta que se o prémio fosse, à semelhança do que a Bertrand fez com o José Rodrigues dos Santos, jantar com o Miguel Esteves Cardoso (o principal responsável por esse mesmo consultor decidir que queria fazer dos livros a sua vida), ele bem que tentaria... várias vezes.
A entrevista abaixo foi publicada na Meios e Publicidade, do passado dia 16.11.2007, nas páginas 24 e 25, da referida revista. A entrevista, conduzida por Rui Oliveira Martins, tem como título uma citação da directora de Marketing, Teresa Figueiredo – “O marketing tem uma importância estratégica”.
“Com 52 lojas, a Bertrand pretende abrir todos os anos quatro a cinco lojas para reforçar a sua presença nacional. Há dois meses à frente do marketing, Teresa Figueredo explica a estratégia da marca.
Após passar 12 anos na Lever, onde trabalhou a produtos pessoais e detergentes e de cinco anos no marketing para empresas da PT Comunicações, Teresa Figueiredo assumiu há dois meses o marketing das livrarias da Bertrand. A reabertura, com novas funcionalidades na loja das Amoreiras, é o pretexto para analisar a estratégia da marca, que detém 52 lojas, das quais 44 estão localizadas em galerias ou centros comerciais.
Meios e Publicidade (M&P): Na próxima segunda-feira vai ser apresentado um novo conceito de lojas nas Amoreiras. Em que vai consistir? Teresa Figueiredo (TF): As Amoreiras representam uma mudança no conceito de loja e de espaço, já que vai ser aberta para fora e a área de crianças passou para a frente da loja e é mais interactiva. É ainda uma loja emblemática pela sua localização. As Amoreiras vão manter os serviços que tinham antes, mas o espaço vai ser duplicado e a vivência da loja vai mudar muito. Vamos ter espaço para as pessoas estarem sentadas. Todo o espaço é muito agradável e na óptica de estimular a presença na loja. O shopping das Amoreiras representa nos tempos modernos um ponto de confluência de Lisboa. Já temos outras lojas modernas e com boa área, como as do Vasco da Gama e das Antas. M&P: Este conceito será alargado a mais espaços? TF: Temos estado a modernizá-las. Obviamente cada vez que abro uma loja nova introduzo mais algum factor de modernidade. M&P: Até que ponto a compra da Bertrand por parte da Bertelsmann está a condicionar esta mudança nas lojas? Que know-how internacional é que está a ser utilizado? TF: Com o ritmo a que temos aberto as lojas no passado, acreditamos que temos um know how próprio. A Bertelsmann veio dar força a esta visão e a este ritmo de abertura. Foi mais um esforço do que ter trazido know how.
M&P: Qual é que está a ser o ritmo de abertura de lojas? TF: Estamos a caminhar para uma cobertura nacional representativa. Queremos abrir quatro a cinco lojas por ano e estamos a fazer as remodelações necessárias em lojas mais antigas, que precisam de um refresh e de adoptar essa linguagem. Em alguns casos podem acontecer trocas. Se estou com uma área pequena numa zona ou num centro comercial posso trocar de sítio ou fazer, como nas Amoreiras, a aquisição de uma loja ao lado. Haverá aberturas, remodelações e expansões sempre que façam sentido.
M&P: Mas afinal o que une lojas com tamanhos e características tão diferentes? A do Vasco da Gama tem café, a das Amoreiras vende jornais e revistas e as de Braga não têm nenhum destes serviços complementares. TF: Ter café ou não, depende da área envolvente. Nas Amoreiras há muitos pontos de café. No Vasco da Gama tornou-se essa opção e corre bem, mas o primeiro critério é o espaço disponível, mas pode haver outras razões. Em relação ao press center, nas Amoreiras havia espaço para isso, enquanto no Vasco da Gama não. M&P: Ter um café numa loja ajuda às vendas? TF: Em princípio, sim. Tudo o que leva as pessoas para as lojas, o que as leva a permanecer e o próprio display dos livros potenciam um acto de compra posterior. Em termos de retalho, o que ambicionamos, é ter capacidade de atracção e de retenção das pessoas dentro da loja. A partir daí cabe-nos induzir um acto de compra, mas o primeiro factor é fazer as pessoas entrar na loja. Num espaço como um centro comercial, onde as pessoas muitas vezes frequentam numa óptica lúdica e entram em duas ou três lojas para se distraírem, tudo é pensado para atrair as pessoas.
M&P: Num espaço tão concorrencial como os centros comerciais, o que faz para conseguir chamar as pessoas? TF: Há os básicos não tangíveis. Todo o aspecto da loja, em termos de arquitectura e design, tem de atrair as pessoas para dentro da loja. Cito o exemplo da Zara, que não faz eventos, publicidade, nem dá chocolates dentro da loja, mas onde toda a estética é simpática e clean. E isso funciona. As pessoas entram na loja só para dar uma volta e saem com uma peça. No nosso caso e nos nossos produtos, tem de haver cuidado em trabalhar zonas quentes e zonas frias para que nas zonas quentes estejam os produtos adequados que levem as pessoas a entrar. Ali têm de estar as novidades, os livros mais vendidos, que devem estar em zonas de grande visibilidade. Depois todas as coisas de serviços, como café, Internet, levantamento de bilhetes ou press center, podem ser geradores de tráfego. Há também um aspecto de eventos que podemos trabalhar, como sessões de autógrafos, lançamentos de livros, actividades para crianças, que levam as pessoas para dentro das lojas e as faz permanecer. Uma coisa que não tem sido feito, e que pode ser interessante, é fazer experiência cruzadas com outros sectores, por exemplo, degustações de um novo vinho, um lançamento de perfumes ou eventos com os media.
M&P: Quem é o cliente tipo da Bertrand? TF: Temos o cartão leitor Bertrand que nos dá alguma informação sobre esse perfil. Temos perfis heterogéneos, mas posso dizer, como curiosidade, que as mulheres compram mais do que os homens.
M&P: Quando a Bertelsmann comprou a Bertrand foi anunciada a expansão para Espanha. Em que ponto está este trajecto? TF: Espanha já tem lojas abertas e tem um plano de expansão, mas é um projecto autónomo, que não está integrado na nossa estrutura. Portugal fez um trabalho de consultoria e ajudou no lançamento do conceito, abertura de lojas e exposição, mas não tem responsabilidade de gestão. M&P: A entrada da Bertelsmann alterou a sua forma de comunicar? TF: Não estava cá antes, mas é óbvio que alterou. Quando há um grupo multinacional há sempre algo que se altera. O grupo entrou na Bertrand com o foco de gerar crescimento. Em termos de comunicação, há enfoque no marketing e uma clara consciência de que o marketing tem de ser um Sales driver, trabalhando a loja para que a experiência em loja seja o mais rica possível. Dantes não estava a ser tão estrategicamente trabalhado. Há um passo em frente, com este reconhecimento de que o marketing tem uma importância estratégica na empresa. M&P: Antes desta entrevista, falei com algumas pessoas sobre a Bertrand que disseram que a imagem de livraria de fundo de catálogo estava a desaparecer, para se transformar em ponto de venda em centros comerciais. É esse o caminho? TF: Não. É continuar a ter uma oferta abrangente e alargada em termos de cobertura de diversos segmentos. O que nos diferencia, de facto, é o serviço, o conhecimento livreiro e a capacidade de ter uma oferta ampla. Mas existe também outra dinâmica de mercado. Há 10 anos não existia essa excitação e movimentação em relação às novidades que estão a sair, ao “reserve já”, ao “seja o primeiro a ler o último livro do Harry Potter ou do Sousa Tavares”. Todo este movimento dá dinamismo ao mercado e alegria às lojas. Como reflexo disso, temos de dar espaço de exposição às novidades e reflectir uma orientação para o consumidor.
M&P: O core business da Bertrand serão sempre os livros? TF: Sim. O nosso core continuam a ser os livros, mas a Internet é um canal de vendas que não podemos ignorar. Sendo que o nosso core são os livros e o retalho, nunca trabalharei para montar uma operação Internet que concorra com as lojas ou venha a ter o domínio. Mas quero trabalhar a Internet porque para os clientes é importante ter essa alternativa. Por isso, quero fazer uma aposta séria, mas o meu foco e preocupação em termos de encontrar novos conceitos serão concentrados nas lojas.
M&P: Qual a percentagem de vendas na Internet? TF: É residual. Até porque não estamos a trabalhar o site activamente. Temos um projecto para o próximo ano, para reactivar o site, mas sempre numa óptica de que será algo complementar.
M&P: Que sinergias existem com o Círculo de Leitores, já que pertencem ao mesmo grupo? TF: O facto de termos o shop in shop mostra que existem sinergias e uma visão de que podemos beneficiar daquilo que ambos temos. Existe uma visão clara de sinergia. O shop in shop são as lojas Círculo que estão dentro das lojas Bertrand, onde são angariados sócios para o Círculo. As pessoas podem tornar-se sócias sem esperar que um agente bata à porta. Em termos de angariação, o Círculo está a apostar em novos caminhos. Para a Bertrand é óptimo porque a partir do momento em que alguém vai ao shop in shop está nas nossas lojas e isso é sempre positivo.
M&P: Quantos pontos do Círculo serão instalados na Bertrand? TF: Tantos quantos forem possível, assim que a dimensão das lojas o permita. Nas lojas mais pequenas pode não fazer sentido.
M&P: Afinal, a Bertrand é uma loja ou uma livraria? TF: Depende de como entendemos livraria. Se sinónimo daquele sítio pouco envolvente, com teias de aranha e pouco excitante, a Bertrand não é uma livraria. Agora, a ideia de livraria não tem de ser negativa, é uma loja onde vendo livros e tenho um ambiente agradável. Somos uma loja no sentido em que vendemos livros. Mas face ao passado, somos uma livraria no sentido de divulgar os livros e de ter como missão fazer chegar os livros a todo o lado e de divulgar os autores e a leitura. Dizer que somos apenas uma loja seria redutor.
A entrevista a que se alude neste texto foi publicada na edição da passada sexta-feira, dia 16.11.2007, nas páginas 24 e 25 da referida revista, sob o título "O marketing tem uma importância estratégica", citação pertencente a Teresa Figueiredo, directora de Marketing da Bertrand.
«A Bertrand inaugura hoje um novo conceito de loja nas Amoreiras, que irá reabrir ao público depois de passar por obras de reformulação. Como explicou ao M&P Teresa Figueiredo, directora de marketing da Bertrand,"as Amoreiras representam uma mudança no conceito de loja e de espaço, já que vai ser aberta para fora e a área de crianças passou para a frente de loja e é mais interactiva. As Amoreiras vão manter os serviços que tinham antes, mas o espaço vai ser duplicado e a vivência da loja vai mudar muito. Vamos ter espaço para as pessoas estarem sentadas. Todo o espaço é muito agradável e na óptica de estimular à presença na loja".
Em entrevista publicada na última edição do M&P a mesma responsável, a dirigir o marketing da Bertrand há dois meses, adiantou que a empresa pretende "abrir quatro a cinco lojas por ano e estamos a fazer as remodelações necessárias em lojas mais antigas, que precisam de um refresh e de adoptar essa linguagem". Ao longo do dia irão decorrer vários workshops e acções de animação associadas à reabertura da loja das Amoreiras. »
António Vilaça, gestor de formação, é uma das cabeças da Saída de Emergência que, em tempos idos, se chamou Fio da Navalha. O editor respondeu por e-mail às nossas questões, acentuando algumas das características que nesta editora são notórias, nomeadamente o cuidado gráfico levado a cabo em com cada uma das obras.
Como é que uma pequena e jovem editora se tornou rapidamente numa referência dos tops nacionais? Não sei como isso aconteceu nem sei quais foram os passos que foram mais importantes para que isso esteja a acontecer. Nós temos a nossa forma de trabalhar, e nunca pensámos “vamos fazer as coisas assim, porque, assim, estaremos nos tops”. Tentamos fazer o melhor que podemos e sabemos e, felizmente, as coisas têm corrido bem.
Acham que a vossa formação de base, (um publicitário e outro das áreas da gestão) trouxe algo de positivo à forma de observar a edição? Eu acho que funcionamos bem juntos. Mas, claramente, o talento a nível gráfico do meu irmão Luís, é espectacular e fundamental.
A Saída de Emergência veio preencher um espaço que estava em vago, ou criou novos mercados? Não quero ser arrogante ao dizer que criámos um novo mercado. Acho que temos uma forma de estar um pouco diferente das outras editoras. (Pelo menos das mais tradicionais.) Viemos apostar numa área que conhecíamos bem e que estava pouco explorada. Mas não acho que tenhamos criado um novo mercado. Achámos que havia um lugar para nós, e felizmente tem havido.
O catálogo da SDE assenta em áreas pouco exploradas pela concorrência. Foi intencional ou o vosso catálogo apenas traduz os vossos gostos? Acho que acima de tudo o nosso catálogo é coerente porque é escolhido por nós. Muitas vezes ouvimos os leitores dizerem que gostam de todos os nossos livros e que parece que estão todos ligados. Eu acho que o que acontece é que essas pessoas têm gostos parecidos com os nossos. Porque, na verdade, o nosso catálogo já não é de nicho e temos livros de praticamente todos os géneros literários.
Qual a diferença entre o fio da Navalha e a Saída de Emergência? A Fio da Navalha foi o nome do nosso projecto inicial. Era o nome da nossa chancela até termos que o alterar. Daí para a frente passámos a ser Saida de Emergência. Mas a editora e a filosofia são as mesmas. Apenas mudámos o nome. Temos até livros que na segunda edição passaram a ter a chancela Saída de Emergência.
Ainda se consideram uma pequena editora? Nós não pensamos muito nisso. Fazemos as coisas à nossa maneira e temos vindo a crescer com o nosso “timing”. A referência que temos é daquilo que nos dizem. E, ao que parece, já não somos assim tão pequenos. Mas temos uma estrutura pequena.
E de que forma pode uma pequena editora furar o ruído e chamar a atenção dos leitores? Não existe uma fórmula. Se houvesse uma fórmula de sucesso as coisas eram todas muito simples. Acho que é uma junção de muitos factores. Há muitas variáveis nos negócios e, nos livros, então, ainda mais. O negócio dos livros é muito peculiar e muitas vezes não sabemos explicar porque determinadas coisas não correm como planeado. (para bem ou para mal). Nem sequer me sinto com o “saber” para dar qualquer fórmula a um pequeno editor. Somos jovens nas edições e haverá certamente pessoas mais qualificadas para responder a esta questão.
Nota-se que a SDE se preocupa graficamente com os seus produtos e tenta desenvolver todas as dimensões gráficas de apelo. Como vê essa concepção gráfica no contexto de marketing e de comunicação com os leitores? Como disse anteriormente, acho fundamental. Nós temos uma imagem, e um livro tem que ser apelativo.
A SDE é distribuída por uma grande distribuidora (Bertrand). Dado serem uma editora de publicação mainstream quais vos parecem ser as principais vantagens e desvantagens dessa opção? Achamos que a Distribuidora Bertrand tem feito um bom trabalho. Estamos satisfeitos.
2012, onde é que a Saída de Emergência pretende estar? A Saída de Emergência pretende estar o melhor possível. Trabalhamos para ir mais longe. Temos projectos e ideias, mas não somos obcecados em estabelecer metas ou objectivos.
Vamos tentar fazer mais e melhor. É a única coisa que podemos prometer aos nossos leitores.
*NOVIDADES* LISBOA Curso de Produção e Orçamentação Gráfica, por João Costa. Datas: 22, 24, 29, 31 de maio e 5 de junho de 2012, mais data a acordar. Valor do curso: 225€. Referência de assunto de e-mail: POG I. Ver mais aqui.
Curso de Marketing do Livro, por Paulo Ferreira. Datas: 18, 20, 25, 27 de junho e 2 e 4 de julho de 2012. Valor do curso: 225€. Referência de assunto de e-mail: MKT XV. Ver mais aqui.
PORTO Curso de Revisão de Texto - nível inicial, por Nuno Quintas. Datas: 1, 2, 15 e 16 de junho de 2012. Valor do curso: 245€. Referência de assunto de e-mail: Rev 1OPO II. Ver mais aqui.
Curso de Comunicação Editorial, por vários. Datas: 2, 15 e 16 de junho de 2012. Valor do curso: 225€. Referência de assunto de e-mail: ComEdit OPO. Ver mais aqui.
Curso de Marketing do Livro, por Paulo Ferreira. Datas: 13, 14, 20 e 21 de julho de 2012. Valor do curso: 245€. Referência de assunto de e-mail: MKT OPO II. Ver mais aqui.
*A DECORRER* LISBOA Curso de Livro Infantil, por Carla Maia de Almeida. Dados do curso aqui.
A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, José Afonso Furtado. Uma edição Booktailors