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Seg, 8/Fev/10
Seg, 8/Fev/10
Para além dos vídeos colocados ontem online, a Booksmile disponibiliza ainda o balanço final do leilão que decorreu ontem na Byblos, aqui.

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por Booktailors às 15:00 | comentar | partilhar

Qua, 3/Fev/10
Qua, 3/Fev/10
«O material existente na extinta Livraria Byblos, em Lisboa, foi hoje “quase totalmente vendido” em leilão. A leiloeira responsável pela venda não divulgou o valor arrecadado, adiantando apenas que ficaram sem interessados “alguns lotes de livros e a estante robótica”.» Ler no Público.

«O material existente na extinta Livraria Byblos, em Lisboa, foi hoje "quase totalmente vendido" em leilão, disse à Lusa fonte da leiloeira.» Ler no jornal i.

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por Booktailors às 17:52 | comentar | partilhar

Qua, 23/Set/09
Qua, 23/Set/09
«Movimento no Facebook quer salvar o espólio daquela que, durante menos de um ano, foi a maior livraria do país». Ler no jornal i.

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por Booktailors às 15:20 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ter, 10/Fev/09
Ter, 10/Fev/09
Está aberto o período de 60 dias para apresentação de propostas de compra e viabilização da Byblos (Livrarias Peculiares, SA).

Entre os interessados foi referenciado o grupo Civilização, estando o administrador judicial a aguardar propostas concretas para a aquisição dos activos.

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por Booktailors às 18:44 | comentar | partilhar

Qua, 4/Fev/09
Qua, 4/Fev/09
A primeira reunião de credores da Byblos realizar-se-á no dia 10 de Fevereiro, às 10 horas da manhã, no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, estando convocados todos os credores da Byblos. Ali, discutir-se-á se é ainda possível um futuro plano de viabilização da empresa ou, se por outro lado, se caminhará para a liquidação definitiva do projecto.

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por Booktailors às 12:47 | comentar | partilhar

Sex, 2/Jan/09
Sex, 2/Jan/09
Ouve-se pelo mercado que a mega-livraria Byblos, entretanto encerrada e em processo de insolvência, poderá ter sido adquirida na passada segunda-feira.

Será verdade?

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por Booktailors às 11:07 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sex, 5/Dez/08
Sex, 5/Dez/08
A Visão publicou um artigo ("O fim da história", p.66), redigido por Sara Belo Luís, dedicado ao encerramento da Byblos, tendo Jorge Reis-Sá,da Quasi e Nuno Seabra Lopes, da Booktailors, prestado algumas declarações.

Agradecemos à Visão, e à referida jornalista, a atenção dispensada.

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por Booktailors às 17:53 | comentar | partilhar

Qua, 3/Dez/08
Qua, 3/Dez/08
«Anda pelos blogues uma variante de schadenfreude freudiana sobre o encerramento da Byblos, uma livraria que desagradava muito a uma espécie de sindicalismo amiguista que olha mais para as penas dos empregados quando a livraria funcionava do que agora que encerrou. Para além disso, a livraria não lhes parecia encaixar nas coteries literárias lisboetas, uma espécie de corpo alheio no circuito dos lançamentos e promoções, que consideram sua propriedade e legitimidade. O resultado é um enorme “eu não disse que isto ia correr mal?”, com a livraria do capitalista do Norte que sabia pouco de livrarias...

Eu também tive muitas dúvidas sobre a Byblos, a começar pela localização absurda, continuada na própria forma como a livraria estava organizada, a quase total ausência de livros estrangeiros, a falta de variedade dos títulos, idêntico ao de todas as outras livrarias. Mas como é que estão as outras livrarias de Lisboa? A Bucholz e a Sá da Costa estão livrarias tristes, a Bertrand do Chiado sombria, um ar de decadência estende-se por todo o lado. O que sobra? A Livraria Portugal que podia estar como as outras tristes na sua zona e não está, algumas Bulhosa que estão boas e as FNAC, que, como livrarias generalistas, são as melhores de Lisboa, pese embora algum sectarismo político na importação de livros estrangeiros em áreas como a história e política. Sobram algumas pequenas livrarias e alfarrabistas, que nos seus nichos de mercado trabalham bem como a Letra Livre. Mas se eu quiser ter uma verdadeira surpresa, tenho que ir a livrarias como a Férin.

Mas sabendo tudo isto, vejo o fim da Byblos sem qualquer espécie do “é bem feito” com que alguns se comprazem. O fim da Byblos para além da desaparição de um grande espaço que permitia muita coisa (mesmo quando mal aproveitado), vai significar um retrocesso no investimento em livrarias e vai dar um sinal de crise para um sector que está já com muitas dificuldades. Quem gosta de livros, não pode comprazer-se com o fim da Byblos.»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 12:52 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ter, 2/Dez/08
Ter, 2/Dez/08
O Sol publicou nas páginas 40-41 uma peça dedicada ao fecho da Byblos, intitulada: "Era uma vez um sonho". Alguns excertos:

«Depois da venda da ASA a minha mulher não percebe por que não me reformei e comecei a viver de juros. Pensei nisso, mas não me ia sentir bem assim». Foi há cerca de um ano que Américo Areal disse isto ao SOL, com a Byblos prestes a inaugurar. (...) Agora, com a Byblos de portas fechadas e em processo de insolvência, Areal diz que o sonho se transformou em pesadelo. E fecha-se em copas»

(...)

«Mas para lá dos motivos apresentados pelo principal responsável da Byblos, a especulação não pára. A opinião pública, que se fez ouvir maioritariamente pela Internet, sugere muitos outros possíveis motivos para o fim prematuro de um projecto que levou mais de quatro milhões de investimento inicial e resultou de uma longa pesquisa pelo mundo.»

(...)

Pedro Vieira [irmão Lúcia, que foi livreiro da Byblos]: «Não esperei que fosse tão cedo, mas achei o encerramento uma conclusão lógica para aquilo que tinha vivido lá», explico ao SOL. «Parece-me que as coisas foram levadas de forma leviana, o que foi muito surpreendente porque era um projecto que estava a ser preparado há dois anos» (...) «No início foi criada uma expectativa muito grande, mesmo internamente, que rapidamente percebemos que não tinha fundamento.» O valor dos salários apresentado veio a revelar-se diferente do verdadeiro montante que chegava ao fim do mês. Em reuniões, a administração chegou a sugerir que todos teriam compreendido mal a mensagem.

(...)

Apesar de não abrir as portas, a Byblos continua a ter trabalhadores. Está tudo pendente, à espera de uma decisão judicial relativamente à insolvência. (..)

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por Booktailors às 17:11 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Ter, 25/Nov/08
Ter, 25/Nov/08
«Manda o culturalmente correcto que vertamos uma lágrima sempre que fecha uma livraria. Mas a verdade é que a Byblos estava condenada à partida. Abrir a maior livraria do país num local onde não há metro, nem sítio para estacionar o carro, nem comércio, nem gente? Está bem que o senhor Américo Areal não é de Lisboa, mas alguém lhe devia ter explicado onde ficavam as Amoreiras, e, já agora, a diferença entre a zona das Amoreiras e o Centro Comercial das Amoreiras. De nada valem 150 mil títulos, centenas de metros quadrados, pesquisa por rádio frequência, um lindo fundo de catálogo, e mais sei lá o quê, quando falta o mais importante - pessoas, de preferência munidas de carteira. Mesmo a Fnac, que é a Fnac, não tem uma única loja em Lisboa fora de um centro comercial. Porque será? Guardem as lágrimas culturais para quando realmente valer a pena. Isto não é nenhuma tragédia de dimensões byblicas. Isto é apenas um estúpido erro de gestão.»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 08:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Seg, 24/Nov/08
«O fecho da livraria Byblos encerra algumas lições exemplares que podem ser úteis aos livreiros que desejem transformar sonhos em realidades...

Um. Não adianta ter a mais moderna livraria do planeta, com écrans tácteis que nos encaminham para os livros e muita robótica debaixo das alcatifas, se essa livraria se encontra num local que fica “quase” nas Amoreiras, “quase” em caminho, que “quase” dá para ir a pé, e que talvez tenha um estacionamento decente, embora ninguém saiba.

Dois. Não adianta ter uma livraria central, “quase” ao lado de um Centro Comercial de sucesso, fechada ao domingo por ter tamanho de hipermercado. Mais valia que reduzisse a dimensão para poder ganhar um dia semanal de negócio.

Três. Abrir uma livraria que não fica no Chiado, não se chama FNAC, e não está dentro de um Centro Comercial, e fazer o mais medíocre e lamentável trabalho de comunicação de que há memória desde que foram inventados os correios, é suicídio puro.

Quatro. Por fim, fazer uma livraria sem o apoio e a amizade de quem edita livros – as editoras... -, não é seguramente o melhor caminho para o sucesso.

A Byblos fechou porque acreditou num mundo inexistente: o dos consumidores cultos, informados, exigentes e empenhados. Seriam esses os que procurariam uma Byblos sem marketing e comunicação, uma Byblos cujo valor acrescentado estava num acervo de 150 mil títulos (e era mesmo mais-valia sobre as Fnac’s desta vida, se tal facto tivesse sido comunicado, trabalhado e bem vendido...), uma Byblos que obrigava o cliente ao esforço de ir propositadamente até àquela esquina ventosa.

Ora, nos livros ou nos iogurtes, o consumidor quer, além do preço, acessibilidade, facilidade, informação, comunicação, marketing, e de preferência a carne picada para ser mais fácil comer. Não perceber isto iria necessariamente dar no que deu.Ou no que não deu...»

Aqui.

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por Booktailors às 18:54 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
«Sim, é verdade que não estava bem situada. Mal servida de transportes. Fechava aos Domingos. Lá dentro, não era uma livraria muito atraente. Parecia sempre despovoada - de livros e de pessoas. Aquele sítio tinha qualquer coisa de inóspito. Tudo isso é verdade. Durou pouco tempo e nem me pareceu ter chegado a adquirir um carácter.

Mas não deixa de haver uma tristeza qualquer por aqui. Não me posso esquecer que foi lá que encontrei livros que já não esperava encontrar: alguns Irene Lisboa, Rodrigues Miguéis, Mário Dionísio. E deparei lá, com entusiasmo infantil, numa edição desengraçada da Penguin, com a The Royal Hunt of the Sun, do Peter Shaffer - uma peça que sempre quis encontrar (e que nunca me lembrava de procurar) desde que, há muito tempo, a vi numa versão com o Robert Shaw/Pizarro e o Christopher Plummer/Atahualpa.

Apesar de tudo, graças à Byblos.»

Aqui.

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por Booktailors às 11:58 | comentar | partilhar

Seg, 24/Nov/08
Segundo o JN, os grandes grupos não estão interessados na Byblos: «Quatro dos principais grupos a operar no sector - Porto Editora, Bertrand, Leya e Civilização - descartam qualquer interesse na livraria criada pelo empresário Américo Areal, alegando possuir estratégias em curso que não contemplam a aquisição de espaços já existentes»

Nota do Blogtailors: É do conhecimento público que a Byblos foi "oferecida" a todos os grandes grupos, e é do conhecimento um pouco menos público que um destes grupos mostrou algum interesse - que um deles estava há duas semanas já em avançadas conversações. Existe ainda o rumor, reforçado na última semana, que outro player estaria interessado.


por Booktailors às 11:31 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
Sex, 21/Nov/08
«Ainda se fosse um banco, pedia-se o avalzinho do Estado, ou uma injecção de capital, e podia viver feliz por muitos e bons anos: assim, como só vendia uma porcaria duns livros, é deixá-la entregue às leis do mercado. Eu que sou vizinho vou sentir a falta, mas reconheço que quem torto nasce...»

Aqui.

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por Booktailors às 18:45 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
Sob o título "Um Titanic à portuguesa", André Moura e Cunha comenta o encerramento da Byblos:

«Talvez não seja a ocasião certa para trocadilhos, por simples respeito às pessoas que derem o seu melhor no desenvolvimento de um projecto faraónico e que dele dependiam como base remuneratória de sustentação das suas vidas. Mas a ameaça de encerramento, como explica, e bem, o Eduardo, começou com a sua inauguração.
Prometia muito, mas deu muito pouco ou nada. Durou um ano.
Os meus contactos limitaram-se a duas ou três compras via internet, quase sempre para usufruir de vantagens promocionais de vária índole. As encomendas de livros, por exemplo, duravam uma eternidade quando a disponibilidade era superior a 24 horas, para depois chegarem luxuosamente, com entrega dedicada, via Express Mail.

«Temporariamente indisponível…», avisam eles.

Os prometidos fundos editoriais jamais chegaram a ver a luz do dia, nunca ultrapassando a disponibilidade dos concorrentes directos: Fnac, Bertrand, Bulhosa/Leitura ou a Almedina.

Em Fevereiro anunciava-se com toda a soberba comercial a construção da maior livraria do país no Porto. Ocuparia o espaço, hoje degradado, do antigo Clérigos Shopping – mais um dos muitos projectos falhados na Invicta por erros de gestão, que apenas apresentava como atractivo o saudoso Café na Praça –, situado na sistematicamente degradada Praça de Lisboa – ainda me recordo da horrenda e anti-higiénica feira que aí difundia o seu miasma de ruralidade putrefacta em pleno coração do Porto, ao lado do monumento projectado por Nicolau Nasoni.
O projecto de reconversão estava (ou ainda está) a cargo da famosa Bragaparques, mas quem por lá passa apenas vê uma série de taipais cheios de graffitis, e de cartazes rasgados e deteriorados a fazer lembrar as zonas de guerra citadinas realisticamente imortalizadas pela lente de Rossellini no pós-guerra de 1945. Já os cartazes a anunciar a abertura da livraria, que me garantiram estiveram lá postados até há meio ano, desapareceram, ou pereceram por obsolescência induzida por telepatia, ou foram retirados por agente possuidor de informação privilegiada sobre a iminência do naufrágio. Era o prenúncio de que algo corria mal no reino de Areal – e que se me perdoe a rima que, mesmo pobre, surgiu de uma valiosa irritação pela aparente megalomania tão lusa (aparente, ou seja, no caso de estarmos apenas no domínio da negligência, do mero devaneio faraónico… [...])

De resto, fica apenas a minha solidariedade para com os trabalhadores que, afortunadamente, cairão nas malhas do faustoso subsídio de desemprego – a levar a sério a última brincadeira de chancela Constâncio, que se reveza no despautério e na idiotia, numa perfeição quase comovente, com a interruptora de democracias Manuela Ferreira Leite, o PGR e o Governo – ou rezar por aqueles que, eventualmente, nada mais tinham que um vínculo precário sem a garantia da possibilidade do exercício de direitos pela perda do posto de trabalho. »

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por Booktailors às 15:26 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sex, 21/Nov/08
«Eu gostava da Byblos. Pareceu-me megalómana, tendo em conta a dimensão x localização, mas gostava. Só lá fui uma vez, mas gostava. Não me surpreende o fecho, mas gostava...»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 15:15 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
«Não é nada frequente que alguém se disponha a investir somas avultadas numa livraria, por isso é de facto uma pena que esta não tenha resultado e que tanto dinheiro tenha sido desperdiçado num projecto cheio de boas intenções, mas com claros sinais de desorganização e amadorismo.»

Ler na íntegra aqui.

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por Booktailors às 15:14 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
José Mário Silva volta à carga e comenta novamente o caso Byblos:

«A história da Byblos é uma história de equívocos, a começar pelos mal medidos sonhos de grandeza do seu proprietário (Américo Augusto Areal, aqui fotografado a 9 de Dezembro de 2007, cinco dias antes da inauguração da loja) e a acabar em pequenos pormenores que foram mostrando um desfasamento (maior ou menor) com essa coisa tramada que se chama realidade.

Olhando agora para a curta vida deste projecto, há qualquer coisa de cruel na constatação de um erro básico que perdurou, em letras de bronze, numa das paredes da Byblos. Refiro-me a esta citação de Jorge Luis Borges:

Uma bela frase, cheia de efeito. Acontece que Borges escreveu outra coisa. O que Borges escreveu foi: «Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca.» Suponho que alguém terá traduzido a citação a partir do inglês, sucumbindo a um famoso falso amigo (library). O certo é que uma biblioteca não é uma livraria, como os bolsos de qualquer leitor bem sabem. Borges nunca imaginaria o paraíso como um sítio onde temos que pagar por livros que talvez nem estejam disponíveis. Biblioteca, sim, de preferência infinita como a de Babel. Já Américo Augusto Areal acredito que imaginasse o paraíso sob a forma de uma livraria, de preferência a sua livraria gigante e high tech. Em vez disso, porém, saiu-lhe um inferno.»

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por Booktailors às 14:57 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
«Não tenho qualquer pretensão em querer parecer melhor gestor que o administrador da Byblos, com as devidas distâncias de dimensão, até porque nos dias que correm não estou livre de também fechar portas (bate na madeira). Só que no caso da Pó dos livros, se isso vier acontecer, não será notícia de jornal, e ainda bem... Li o comunicado que a Livrarias Peculiares, S.A. (era assim que pelos vistos se chamava a empresa proprietária da Byblos) fez para a comunicação social. Como José Mário Silva chamou já a atenção no seu blog, nem uma palavrinha de agradecimento para com os funcionários. Como é possível esquecer quem connosco trabalha todos os dias? Para quem connosco partilha as dificuldades, sim, porque as dificuldades da empresa são também as dificuldades dos seus funcionários e no fim, quando as coisas correm mal, são os principais prejudicados. Não foi um erro de gestão o tratamento que a Byblos deu às pessoas que lá trabalharam, foi um acto imoral, de falta de valores essenciais de respeito pelo próximo. Depois, outro esquecimento imperdoável, o agradecimento devido aos seus clientes, demonstra bem que de facto nunca foram uma prioridade. Por fim, a desculpa para a insolvência, o facto de o “Protocolo de Entendimento” para a tomada de 40% do capital não se ter verificado, chama-se em linguagem técnica de gestão “contar com o ovo no cu da galinha”. O mundo mudou de facto, mas mudou para todos.»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 14:46 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
«A blogosfera literária (e não só) anda por aí toda com qualquer coisa aos saltos por causa do encerramento da Byblos. E eu, como também gostava de ter qualquer coisa aos saltos, resolvi também fazer o meu comentário a esse momento de transcendental importância. Nada como estar na moda. Portanto cá vai:

Nunca lá pus os pés.»

Aqui.

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por Booktailors às 14:42 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
«Os jornais de hoje dão conta do encerramento da loja de 3300 metros quadrados e mais de 150 mil títulos. A Byblos abriu como espaço de fundos bibliográficos, de livros já não existentes à venda ao público nas outras livrarias. Mas não chegou a completar um ano de vida. 50 colaboradores ficam sem emprego.

Foi um sonho no panorama livreiro do país, mas a ausência de accionistas e de clientes decretou o seu fim. A Byblos ficava numa excelente área comercial, com muitos escritórios à volta e mesmo do outro lado da rua do centro comercial Amoreiras, igualmente perto do bairro de Campo de Ourique, um dos mais bonitos da cidade.»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 12:49 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
«A Byblos, a maior livraria do país, fechou ontem e a notícia é triste e inquietante. Sempre que uma empresa é obrigada a fechar as portas e a despedir uma equipa inteira fica a angústia de saber qual o futuro das pessoas despedidas, e a certeza de perceber ainda com mais evidência as fragilidades em tempo de crise. É uma pena que a Byblos tenha acabado por todas as razões mas acima de tudo por representar o fim de um grande sonho. Alguns poderão dizer que era um sonho desmedido mas eu sou das que acreditam que é possível sonhar alto e, por isso mesmo, custa-me o fim deste projecto e imagino que Américo Areal, o administrador, e a sua equipa estejam profundamente desconsolados com o fecho.

Imagens como esta [uma fotografia de Mia Couto com Saramago] não se vão repetir no espaço da livraria Byblos que, para mim, era um espaço único, muito bem organizado e cheio de inovações tecnológicas que resultavam muito práticas e eficazes. Passei muitas horas na Byblos com o meu filho, numa das secções preferidas de partituras e música clássica, e também participei em muitas apresentações de livros com autores, seguidas de debates animados e alegres em que a proximidade entre escritores e leitores era total. Gostava dessa intimidade e dessa cumplicidade entre uns e outros e sei que a relação fácil e próxima era uma aposta da Byblos. Tenho pena sincera que a livraria tenha fechado e deixo aqui um post solidário com a equipa Byblos que apesar deste triste desfecho teve o condão de realizar alguns sonhos que a todos pareciam impossíveis.»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 12:48 | comentar | partilhar

Sex, 21/Nov/08
Pedro Vieira, que já comentara a situação da Byblos, com um desenho, deixou há cerca de 4h um texto sobre o mesmo assunto no seu blog Irmão Lúcia (bolds nossos):

«demorei muitos meses a escrever um post que tem estado latente, acerca da bymblos, nome mais apropriado à gestão de certa e determinada livraria que hoje cerrou portas, num quadro de insolvência, linguagem que ouso usar depois da esfrega de direito que tenho levado, contas de outro rosário, aliás, por agora fala-se do assunto do dia, do sonho que se transformou em pesadelo nas palavras do homem ao leme do titanic. como muitos sabem integrei a equipa inicial da bymblos, aliciado por um projecto de peso e uma boa mão cheia de euros a mais na carteira, que vieram a revelar-se hipotéticos, primeiro, fantasiosos, depois, grande quota parte da minha saída teve a ver precisamente com esse enfiar de barrete, coisa natural, costumo dizer até que a minha gestão de carreira é digna de um mário jardel mas com menos golos marcados. a estocada do dinheiro foi o corolário de um processo paranóico-crítico de quase quatro meses em que se foi ouvindo de tudo, fanfarronices acerca do projecto triunfante, da estante robotizada que foi funcionando aos coices, do sistema de localização rfid que fazia dos livreiros uma espécie de cobradores da carris obcecados pela leitura de códigos de barras, do processo de formação, coaching e acompanhamento on job (expressão vagamente ordinareca para espiolhice), evitem utilizar a palavra não, a palavra problema, cuidado onde põem as mãos, quando o empregado aparece com elas atrás das costas o cliente desconfia, afinal o coach sabia do que falava, havia muito para desconfiar dentro daquelas senão quatro, duzentas paredes, perpendiculares a espectaculares alcatifas e sofás, candeeiros curvos e bazófia. e livros, poucos. os trabalhos de montagem foram épicos, graças ao empenho de quatro dúzias de cordeiros bem instruídos, voluntariosos, que chegaram a fazer uma directa para ter a barraca mais ou menos composta para receber a doutora pires de lima, o doutor almeida santos, o senhor júlio isidro, naquele que foi um prenúncio do autêntico passeio dos alegres em que a bymblos se iria tornar. ou dos patetas, e reconheço que a carapuça também me serve. os sinais estavam todos lá, desde o processo de catalogação dos livros até à caução de 150 euros relativa ao uso da farda (um bonito pendant de azuis a lembrar a carreira 749, cortesia de katty xiomara), passando pelo atraso nos fornecimentos iniciais e posteriores por parte das distribuidoras, pelo mito dos 150.000 títulos, pela gestão balcânica dos pedidos de cliente, pela revista aos sacos dos trabalhadores da livraria por parte da empresa de segurança, ordens da administração, diziam eles. e eu, que nunca peguei num canhenho de recursos humanos a achar que não é por aqui que se conquistam muitos corações para a causa. e o dinheiro, claro. peguemos no dinheiro A, prometido nas entrevistas. comparemos com o dinheiro B, recebido no final de cada mês. não havia correlação. e então vieram as reuniões, por grupos, nas quais veio à baila um conceito muito lindo por parte de um responsável: quem quer bolota, trepa (sic). deve ser um conceito de gestão que também foi importado da alemanha, ou do brasil, ou de inglaterra, ou de um dos inúmeros locais onde a administração afirmava ter ido beber dos melhores exemplos em gestão de livrarias. por falar em beber, o encerramento da byblos não é para mim motivo de brinde, há muita gente por quem tenho estima que tem neste momento o horizonte cinzento pelo facto de não ter abandonado o barco mais cedo. eu bati com a porta no dia 29 de fevereiro deste ano e talvez por ser um dia raro no calendário acertei na decisão. uma vez na vida, caralho.»

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Sex, 21/Nov/08
Sob o título Bybliófilo, Jorge Reis-Sá comenta (violentamente) o encerramento da Byblos no seu Rua da Castela, referindo que, enquanto editor, a Byblos nunca lhe pagou «um tostão». Mas há mais, no texto que reproduzimos abaixo.

«Acabou sem ter começado. Venha daí a santa insolvência, ou para quem quer dizer as coisas pelos nomes: pode falir o projecto mas não me responsabilizem a mim, Américo Augusto Areal, por má gestão. Pode a sua empresa ficar a arder em alguns milhares de euros, mas não me lixem que eu quero a minha casa na Foz e as fotos pomposas com a Isabel Pires de Lima e ser o maior do mundo porque o meu projecto é que era e ninguém reparou que o meu projecto é que era.

Fiquei a arder. Assim, sem mais: bem chamuscado. Porque uma pequena editora como são todas - salvaguardando os citados tubarões (Porto Editora, Leya, Presença, Gradiva, Bertelsmann) - precisa de sítio onde colocar os livros. De bybliófilos. De confiar para ter alguma visibilidade. Não se podem dar ao luxo de não fornecer. Ou podem? Deixo a pergunta. Pedir um cheque caução: não davam. Não fornecer? E quem explica isso aos autores e leitores?

Enfim, agora quem vier atrás que carregue no botão, disse bem o Pedro Vieira. Disseram bem o José Mário e mais ainda. Disseram todos bem de como é impressionante a maneira como se tratam os fornecedores. Vou contar. Não resisto. Vou contar. A Byblos pagava (ou dizia que pagava) a 120 dias. 120, meus queridos, 120. A Byblos pedia um desconto de 40% sobre o preço de capa. 40%, meus querido, 40%. A Byblos nunca, desde que em Fevereiro vendi o primeiro livro e coloquei uma consignação, me pagou um tostão. Um tostão que fosse. Mas a culpa não é deles. Fevereiro com quatro meses (120 dias) dá Junho. Metem-se as férias. Depois em Setembro é o escolar. Outubro e Novembro o grande veículo de espantosa gestão estaria a pensar no Natal, pagar não dava. Em Janeiro devolvia-se tudo e vinha o acerto ("sem a nota de crédito não podemos efectuar o pagamento", parece que estou a ouvir, mesmo que a nota de crédito fosse de 20,34 euros e o pagamento devido - desde Junho - de 3 409, 89 euros). Depois era a Feira do Livro e a Byblos iria ter um grande e maravilhoso stand. Depois vinham as férias, e desta maneira podemos ir vivendo à custa dos fornecedores.

Mas, meus amigos, acham a Byblos a única? Eu consegui ir buscar os livros há quinze dias, depois de dizer que ia facturar tudo e meter tudo em tribunal. Ah, o tribunal. Agora o Estado quer o seu - que está em atraso (aposto como a segurança social também quer o seu) - e depois há os bancos. Os fornecedores? Que carreguem no botão. Mas dizia: a única? Deixem-me rir, dizia o Jorge Palma. O pão nosso de cada dia é este. Os editores que carreguem no botão.

Sabem porquê? Porque isto está tudo errado. Culpa? Dos editores. O quê? Deu-lhe uma coisa, pensam. Sim, dos editores. Para quando o fim da estúpida forma de fornecer a firme com direito total a devolução? Eu proponho: forneça-se a firme sem direito a devolução ou forneça-se à consignação com apuramentos das vendas pelas vendas reais. A Loja das Quasi abriu há uma semana. É impossível fazer perceber aos fornecedores que é uma coisa pequena, que vai ter poucas vendas, que vamos andar a dar dinheiro às transportadoras com as devoluções. Impossível. E nós não indexamos as devoluções aos pagamentos, pagamos sem devolver nada para abater. O que quer dizer que vamos adiantar dinheiro sobre o que ainda não vendemos. Não tem mal, pensam os editores. Assim vemos o dinheiro deste lado. Sim, mas de que vendas? E se não houver vendas? Tomei uma decisão e agora e é mesmo: a partir de segunda-feira só entram livros na Loja das Quasi se vierem à consignação. Faremos reposições a firme e acertaremos stocks mensalmente. Quer isto dizer que se vendermos e não acharmos necessária a reposição tentaremos dar conta ao fornecedor dessa venda para que se envie a factura. Estou cansado de me queixar e cansado de sentir que não posso fazer nada. Posso: a Loja das Quasi será gerida como nós queremos. É claro que não temos a equipa de gestão da Byblos, maravilhosa, fantástica, um administrador com anos de negócio que sabe de tudo e ainda de mais alguma coisa. Mas tentaremos.

Se tivesse sido assim, talvez a Byblos não tivesse fechado. Ou se fechasse, talvez tivesse de ter enviado um cheque caução para se ver a sua boa fé. Boa fé? Não houve. Ouvi dizer um dia que para Américo Augusto Areal a Byblos era como um melão, só se sabia se ia dar depois de aberto. Com uma tão boa gestão, nada como reparar que estava podre desde o começo.

[Em cima, o antigo dono da ASA II (II? 2? Pensem lá porque será...)] (*)

(*): no post de Jorge Reis-Sá, podemos ver ao topo uma fotografia de Américo Augusto Areal.

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Sex, 21/Nov/08
Antes de se dar início à discussão do tema (Os últimos desejos dos autores), Carlos Vaz Marques pediu alguns comentários ao painel sobre a notícia do dia - o fecho da Byblos. Francisco José Viegas, à pergunta "Foi uma surpresa?", respondeu lacónico: "Não. O que não deixou de ser pena [o fecho da loja]".

De seguida, FJV elencou os principais problemas com a Byblos, lista secundada por Carlos da Veiga Ferreira: localização, inexistência de passeios até à loja, acessibilidades, dimensão, a pouca qualidade da cafetaria. Para ilustrar que o último argumento não era (apenas) ironia, referiu inclusive o caso da livraria Travessa, do Rio de Janeiro, na qual se pode comer bem, junto dos livros.

Carlos da Veiga Ferreira, por outro lado, contou que, quando um jornalista de economia lhe ligou hoje para saber da Byblos, o editor (que não ouvira ainda as notícias do dia), perguntou, sem mais: "Já fechou?".

De seguida, Veiga Ferreira falou ainda das expectativas defraudadas, da livraria de fundo de catálogo que nunca o foi. Segundo o editor, percebia-se desde o início que o projecto era inviável, sentimento reforçado por uma segunda visita que fez ao espaço.

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Qui, 20/Nov/08
Qui, 20/Nov/08
José Mário Silva comenta o comunicado enviado para as redacções dos meios de comunicação social:

«Neste documento patético, não sei o que é de lamentar mais: se o provincianismo melancólico de quem recorda o facto da loja, esse prodígio tecnológico, ter sido visitada por livreiros de outros país; se a inqualificável falta de respeito pelos trabalhadores da Byblos, que não merecem uma única palavra de apreço pela sua dedicação e paciência, enquanto a Comunicação Social é referida logo à cabeça, por ter acarinhado «o novo conceito».As justificações para o descalabro também são de bradar aos céus. A crise financeira tem as costas largas, já se sabe, e nem sequer vale a pena assumir culpas pelos mais do que evidentes erros de gestão. Caso não tenham reparado, o Mundo mudou entre 2007 e 2008 – o que pelos vistos explica tudo. E pronto, venha de lá a insolvência.Apetece dizer que é mesmo único, este administrador. E peculiares, as suas livrarias.»

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Qui, 20/Nov/08
«Saí de manhã cedo e só há pouco liguei o computador, por isso as notícias dos blogues apanharam-me de surpresa. O post que coloquei ontem à noite parece-me agora uma premonitória coincidência de mau gosto. Há já algum tempo que se falava da precariedade da Byblos, mas, sinceramente, não pensei que este desfecho chegasse tão cedo. O sentimento preponderante é de tristeza e desilusão; e digo isto a partir de um lugar confortável, imaginando apenas vagamente o que estarão a passar os livreiros e outros trabalhadores que hoje tiveram de ler a palavra “encerrado”, como fotografou o José Mário Silva (e, provavelmente, tiveram de ser eles próprios a escrever e a afixar o papel…). A localização, como sabe qualquer pessoa de bom senso, foi o grande calcanhar de Aquiles da Byblos. Por muito boa vontade da florista francesa e da loja de vinhos adjacentes, aquele sítio é um corredor de vento poluído por tubos de escape, a meio de lugar nenhum. Américo Areal estava redondamente enganado quando pensou que poderia, com a Byblos, influenciar “as novas centralidades” de Lisboa, como então me explicou. Mas o problema não foi só esse, claro. No texto que escrevi para a Notícias Magazine (e não, não sou eu a “articulista” citada por Eduardo Pitta), publicado a 16 de Dezembro de 2007, ficou evidente o entusiasmo pelo novo projecto; o resto é informação, sem juízos de valor. Abstive-me apenas de reproduzir a imagem dos “camiõezinhos” cheios de dinheiro da venda da Asa, porque não quis que o homem parecesse um tonto. Outras pessoas não tiveram essas pruridos. O que me incomoda, agora, é ler a conclusão desse texto e perceber que houve aqui algo mais que ultrapassou um entusiasmo pueril e inconsciente:

“Haverá, certamente, entre os 150 mil títulos da Byblos, algum que nos explique as razões do optimismo enquanto visão do mundo. Américo Augusto Areal adianta: «Não nos podemos deixar abater com o que os outros pensam. Este é um conceito diferente, é natural que suscite dúvidas. Pensa que não as tenho? Claro que tenho! Agora, há uma coisa importantíssima: nós temos meios de gestão fantásticos para analisarmos os dados e as estatísticas e mudar o leme quando for preciso. Sem nunca alterarmos o nosso grande objectivo: o livro.»”

Onde estiveram, ao longo de um ano, esses “meios de gestão fantásticos” de que Américo Areal falava com tantas certezas? É isto que me chateia.»

Retirado daqui.

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por Booktailors às 18:31 | comentar | partilhar

Qui, 20/Nov/08
Retirado daqui, com a inscrição «o último a sair que carregue no botão».

Recordamos que Pedro Vieira integrou a equipa inicial da Byblos.


por Booktailors às 18:18 | comentar | partilhar

Qui, 20/Nov/08
Tal como anunciado pelo Blogtailors, a Byblos apresentou um processo de insolvência. Ver notícia do Público das 13h48, com base numa peça da Lusa.

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por Booktailors às 18:07 | comentar | partilhar

Qui, 20/Nov/08
«Fui confirmar nos arquivos do blogue - de facto, está agora perto de fazer um ano, não fiz qualquer referência à abertura da Byblos. Desde o início que o projecto soava a megalómano e desajustado. Para além disso, ver uma livraria contar com toda a simpatia dos media e do Governo, só pode ser estranho para quem está habituado ao ritmo habitual destas coisas.

Hoje, via Agência Lusa, confirma-se o que sempre foi, mais ou menos, evidente. A Byblos fechou. Não podia mesmo ser de outra maneira. Não havia ponto nenhum em que a Byblos fosse inovadora (pois até aquilo com que prometia diferenciar nunca esteve disponível para o público). Agora, cumpriu o infeliz destino das livrarias mal geridas. Um ano de vida.

Paz à sua alma.»

Aqui.

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por Booktailors às 17:34 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Qui, 20/Nov/08
«Ver uma livraria fechar – e 30 livreiros com o seu trabalho em risco – é triste, muito triste, mas só não adivinhou o desfecho da aventura megalómana de Américo Areal quem não quis. Há menos de um ano, quando a Byblos foi inaugurada com pompa e circunstância, apontei aqui como um potencial calcanhar de Aquiles a localização da loja, completamente fora de mão e sem metro nas redondezas. Deixava também, mesmo concedendo o benefício da dúvida, a seguinte pergunta: haverá viabilidade económica para uma mega-livraria que também vende CD’s e DVD’s (estes sem desconto), mas não oferece a parafernália de electrodomésticos e gadgets electrónicos que contribui, em larga medida, para o enorme volume de negócios da Fnac?A resposta está dada. E o facto das promessas de inovação tecnológica e disponibilidade de fundos de catálogo terem ficado muito aquém do prometido também não ajudou.» Aqui.

José Mário Silva publica ainda outro post, intitulado "Advérbios de modo", referindo a mensagem do website da Byblos: «Neste momento, ao aceder ao site da Byblos deparamos apenas com a indicação de que o mesmo se encontra «temporariamente indisponível…» Acontece que o advérbio está mal escolhido: infelizmente, onde se lê «temporariamente» devia ler-se «definitivamente».»

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por Booktailors às 17:30 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Qui, 20/Nov/08
Deixamos aqui o comunicado da Byblos que foi enviado para as redacções da Comunicação Social:

«Ex.mos Senhores

A Comunicação Social sempre acarinhou o novo conceito de Livrarias Byblos e, por isso, neste doloroso momento, impõe-se não só um palavra de agradecimento como também um enquadramento tão esclarecedor quanto possível.

1. Assim, lembramos que o novo conceito de Livrarias Byblos abriu ao público em 14 de Dezembro de 2007 e tinha como objectivos inéditos:
a) ser a primeira Livraria de Fundo Editorial no nosso país, disponibilizando a totalidade das obras publicadas em língua portuguesa;

b) e ser a primeira livraria a nível mundial que, através de pesquisa em ecrãs tácteis, facultava a exacta localização da estante e prateleira onde se encontraria o título pretendido;

c) deste sonho, idealizado e concretizado num acolhedor ambiente, incluiu-se também a disponibilização de dezenas de lugares sentados para consulta dos livros, um amplo Auditório onde se realizaram as mais diversas actividades culturais, uma Cafetaria (com serviço de almoços e jantares) a par da comercialização de outros produtos culturais (Jogos, CDs, DVDs, etc.)

Enfim, disponibilizou-se um verdadeiro serviço público o qual foi reconhecido não só no plano interno como internacionalmente, com visitas organizadas de livreiros Americanos, Alemães, Brasileiros, Eslovenos, Espanhóis, Franceses, Finlandeses, Holandeses, Ingleses, Italianos, etc. Foram publicados artigos nas mais variadas revistas estrangeiras e sempre salientavam as inovações tecnológicas, com particular destaque à inédita utilização das etiquetas RFID (Radio Frequency Identity), bem como à dimensão e à qualidade do “design da loja”.

2. No entanto este sonho transformou-se num pesadelo:
a) A empresa que havia assinado um “Protocolo de Entendimento”, tendo em vista a tomada de uma posição accionista de 40%, foi protelando a data da celebração do competente contrato e acabou por desistir em Abril de 2008;

b) Entretanto, de 2007 para 2008 o Mundo mudara e foram infrutíferas as tentativas de encontrar novos accionistas;

c) O mercado entrara numa enorme retracção e, face à crise financeira, os financiamentos foram também impossíveis de concretizar.

3. Sendo a actividade livreira sazonal, os prejuízos acumulados no primeiro semestre provocaram um corte generalizado dos fornecimentos precisamente no segundo semestre, durante o qual seria possível promover-se alguma recuperação.

4. Nestas circunstâncias impõe-se à Administração o dever de Apresentação à Insolvência.

Assim procedeu a

Livrarias Peculiares, S.A.
O Administrador Único»

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por Booktailors às 17:20 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 20/Nov/08
"A Byblos vai fechar. Ou, hipótese em aberto, mudar de proprietário. Embora, aparentemente, não haja interessados. Qual é a surpresa? Estava escrito nas estrelas desde o primeiro dia, ou não fosse aquilo — cito uma articulista do Notícias Magazine — «um projecto que raia a ficção científica». Por três vezes Américo Areal adiou a inauguração da loja em função da agenda de Isabel Pires de Lima, ao tempo ministra da Cultura. Quando finalmente a coisa abriu, faz agora um ano, o flop era evidente. Fui lá uma vez, para nunca mais. Já este ano, tive conhecimento da profunda decepção de profissionais competentes que embarcaram no projecto e, ao fim de pouco tempo, não tiveram outro remédio senão bater com a porta. De facto, só um profundo desconhecimento do mercado levaria alguém a ocupar um espaço com aquelas dimensões, naquele sítio (sem metropolitano num raio de 3km e autocarros quando Deus quer), com aquelas características e aquele estilo. O mistério reside todo no ano que durou."

Retirado daqui.

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por Booktailors às 13:47 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 20/Nov/08
Jaime Bulhosa, no blog da Pó dos Livros, comenta os recentes acontecimentos da Byblos:

"Não tenho especial prazer em assistir ao encerramento da Byblos, até porque não era à Pó dos Livros que fazia concorrência. A ideia de uma livraria que disponibilizasse todo o fundo de catálogo dos editores agradava-me. Mas sempre, desde o início, fui céptico em relação ao projecto tal como ele foi concebido.

Muito sucintamente, porque o tempo é escasso. A meu ver, a Byblos não resultou devido a cinco factores essenciais:

1.º - Localização: Representa no mínimo 80% do sucesso de qualquer loja de retalho. Só quem não conhece Lisboa é que não sabe que, naquela zona, o movimento de pessoas acaba nas Amoreiras e só começa novamente em Campo de Ourique. Não foi por acaso que também fechou o centro comercial que havia anteriormente naquele mesmo espaço.

2.º - Comunicação e Marketing: Falha de uma regra básica: não se pode prometer o que não se vai cumprir.

3.º - Pessoal: Não está em causa a qualidade do pessoal – eu próprio conhecia alguns livreiros – mas sim a forma como ele foi tratado, muito em pirâmide invertida, isto é, não dando importância a quem de facto vende.

4.º - Serviços: Na prática, não acrescentou nada de novo.

5.º - Credibilidade: Para qualquer empresa que inicie actividade, micro ou gigantesca, a credibilidade dos seus corpos sociais, face aos seus futuros fornecedores, é fundamental."

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por Booktailors às 13:31 | comentar | partilhar

Qui, 20/Nov/08
Sob o título "Livraria Byblos está em risco de fechar portas", Marina Conceição com Hugo Real e Joana Petiz escrevem uma peça dedicada à delicada situação da Byblos (página 56 - contracapa):
«A livraria Byblos (...)vai fechar. O Diário Económico apurou que a empresa de Américo Areal, que vendeu a editora Asa a Miguel Pais do Amaral, hoje já não estará aberta ao público. A Byblos estava à procura de um parceiro que garantisse a viabilidade económica do projecto. No entanto, tal não foi conseguido e, neste momento, já existem dívidas a fornecedores e editoras que se recusam a distribuir livros. Além disso, o Diário Económico sabe ainda que a empresa que faz a segurança do edifício cumpriu ontem o seu último dia de trabalho na Byblos, enquanto que os funcionários de restauração já saíram na terça-feira, dia 18. Já os colaboradores da Byblos, até ao fecho desta edição, não tinham sido informados pela administração sobre qual será o futuro da empresa. Mas o Diário Económico sabe que o cenário mais provável é a venda a outro grupo, podendo a Byblos voltar a abrir portas mas com um novo nome e proprietário.

Para hoje está marcada uma reunião com os funcionários, na loja das Amoreiras, que aí deverão ficar a conhecer o seu futuro.

Contactado pelo Diário Económico António Ramos, chefe do gabinete de comunicação da Byblos, não quis comentar estas informações, reservando para hoje um comunicado sobre a situação da empresa.»

O Público, no seu website, faz uso da notícia acima para comunicar o mesmo.

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por Booktailors às 09:50 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Qui, 20/Nov/08
A notícia era já do conhecimento geral mas agora confirma-se: a Byblos está a entrar com o processo de insolvência.

Nem um ano de vida, uma dívida assombrosa, várias dezenas de trabalhadores em situação precária.

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por Booktailors às 09:13 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 30/Out/08
Qui, 30/Out/08
Uma fonte, que solicitou anonimato, garantiu ao Blogtailors que o negócio ainda não está fechado, mas faltam apenas acertar alguns detalhes. Um grupo editorial livreiro, com uma significativa presença no mercado editorial (edição, retalho e produção gráfica), estará em avançadas negociações para adquirir o mais recente projecto de Américo Areal.

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por Booktailors às 19:08 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sex, 10/Out/08
Sex, 10/Out/08
A Byblos irá lançar uma nova iniciativa - a Tertúlia Byblos, que promete ser «um convite a todos os amantes do livro e da literatura portuguesa (...) que, em sucessivos módulos, de Outubro a Julho, vai abordar os mitos, a história, o presente e o futuro das letras lusófonas, discutindo até a geopolítica da língua.»

«Até Julho, a Tertúlia Byblos organizar-se-á como um ciclo feito de módulos temáticos que se interligam, cada um deles apresentado por um coordenador, que convidará um ou mais protagonistas para as diferentes sessões. Do romance histórico à literatura de viagens, dos mitos fundadores ao futuro da língua portuguesa e à lusofonia.

Em contraluz relativamente à cultura portuguesa, outras culturas serão convocadas, favorecendo a reflexão e o debate sobre identidade e alteridade. Um espaço privilegiado para as letras do Brasil, de Angola, Moçambique, entre outros países de expressão lusa, e para outras literaturas que mereceram ou vão ainda merecer programas especiais na Byblos, como a norte-americana e a francesa.»

Começa já amanhã e aqui fica o programa da primeira conferência dedicada ao romance histórico.
«Romance Histórico
As nossas histórias, ou as histórias da nossa História. Ficção da realidade ou realidade que se conta de forma ficcionada, o romance histórico é um género que cada vez tem mais leitores. Entre o documento e a criação, entre o passado e o presente, um elo de ligação que apaixona e polemiza.

Este é o tema de abertura da Tertúlia Byblos, que começa nesta sexta-feira, dia 10, com um ciclo coordenado por Miguel Real, cuja primeira sessão conta com a presença dos escritores João Aguiar e Sérgio Luís de Carvalho. (...)

A Tertúlia Byblos, para que todos estão convidados (entrada livre, por inscrição, até ao limite da lotação disponível), tem a coordenação geral de Annabela Rita, envolvendo várias instituições ligadas à escrita e à investigação universitária nos campos literário, cultural e artístico.

Promovendo o diálogo entre diferentes áreas disciplinares através dos seus representantes, esta é a tertúlia que queremos efectivamente trazer até à Byblos: temas e obras provocando conversas em encontros que desejam ser um verdadeiro convívio entre escritores, investigadores e público. Com nomes consagrados da cultura portuguesa, mas também com jovens autores.»

10 Outubro, 18h30
João Aguiar; Sérgio Luís de Carvalho; Miguel Real (coordenação)

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por Booktailors às 11:35 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 9/Out/08
Qui, 9/Out/08
A Byblos, no seu website, possivelmente aproveitando as notícias que deram conta de que os 10% de desconto apenas estariam disponíveis para portadores de Cartão FNAC, criou um banner que, sinteticamente, diz "Sempre 10% desconto em livros de edição nacional".


por Booktailors às 13:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sex, 20/Jun/08
Sex, 20/Jun/08
Corre o rumor que a Byblos estará a passar por sérias dificuldades, havendo já quem jure a pés juntos que o fecho está para breve. Contactada pelo Blogtailors, a administração da Byblos negou peremptoriamente este cenário.


por Booktailors às 19:03 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Ter, 17/Jun/08
Ter, 17/Jun/08
Sugerimos uma visita ao blog dos Prémios de Edição LER Booktailors, no qual vamos dando conta dos desenvolvimentos do projecto, nomeadamente das parcerias firmadas, sendo que a mais recente é a Byblos.


por Booktailors às 23:44 | comentar | partilhar

Seg, 5/Mai/08
Seg, 5/Mai/08
A Byblos tem uma nova cara online.

Aquele que é, actualmente, o maior espaço livreiro em Portugal, com um fundo que, de futuro, pretenderá atingir os 150.000 títulos (fundo editorial total em Português), já pode ser consultado online pelo www.byblos.pt.

Tem a possibilidade de registo para que se possa receber informações relativas às actividades da Byblos, assim como para outros serviços.

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por Booktailors às 12:44 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sáb, 19/Abr/08
Sáb, 19/Abr/08
O Público publicou ontem duas páginas de publicidade da Byblos no suplemento Y do Público, no qual é feito um balanço da agenda cultural do 1º trimestre (Lançamento de livros, debates,...) e daquilo que vai acontecer na semana de 21 a 26 de Abril, dedicada ao Yôga.

De referir que é igualmente comum a Fnac comunicar os seus eventos, através da aquisição de páginas de publicidade. Neste momento, a Fnac tem a circular por diversas publicações a sua programação para o dia mundial do livro.


por Booktailors às 10:29 | comentar | partilhar

Dom, 17/Fev/08
Dom, 17/Fev/08
Hoje, no Jornal de Notícias, um artigo de Marta Neves, intitulado "Livrarias devem ser serviço público", que reproduz algumas das conclusões do debate "As editoras e as livrarias. Que futuro?", que decorreu no Mercado Ferreira Borges, no Porto, e que contou com as presenças de Américo Areal (Byblos), Baptista Lopes (APEL) e Pedro Mata (Leitura/Bulhosa).

Alguns excertos:
«"Para se conseguir estar no mercado livreiro tem de se ter alguma dimensão" (Pedro Mata)

«apesar do actual "tecido editorial português estar concentrado em quatro grandes grupos", como descreveu o dirigente da APEL, o futuro desenhado para o sector é de clara "expansão".

"A grande forma de nos defendermos é criando, cada vez mais, diversidade em termos editoriais", defendeu o responsável da livraria Byblos.

«Américo Areal (...) [com] a visão mais optimista da tarde, [deu] pistas de uma comercialização de livros que se deseja "não agressiva", criando uma espécie de "verdadeiro serviço público". E exemplificou "Há jovens que passam tardes, sentados no chão, a devorarem livros. Mas, esses, que hoje não compram nada, vão ser os mesmos que no futuro vão comprar muitos livros para os filhos". E insiste que o lema deve ser: "Venha, leia, se quiser, compre".»

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por Booktailors às 11:26 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sáb, 9/Fev/08
Sáb, 9/Fev/08
Sara Figueiredo Costa, partindo de uma rúbrica do Actual do Expresso, comenta a Byblos:

«O suplemento Actual, do Expresso, tem uma secção chamada 'A Semana' onde, em duas colunas, seis pessoas ou instituições são repartidas entre o 'correu bem a...' e o 'correu mal a...'. Na edição de hoje, a primeira aparição da coluna 'correu bem a...' é Américo Areal, responsável pela livraria Byblos, que acaba de anunciar a abertura de uma nova filial no Porto (ainda maior do que a primeira, ainda mais espectacular e, quiçá, ainda com mais titulos novos e fundos), estando a prever próximas aberturas em Braga e Faro. Tudo seria bonito e exemplar de como os negócios em torno dos livros vão tão bem, não fosse o pequeno pormenor de os trabalhadores da Byblos não estarem muito contentes com o processo de pagamento dos salários a que têm direito. Os zunzuns já vêm de muitos sítios e começam a fazer-se notar, mas enquanto os jornais não se lembram de investigar um bocadinho e perceber o que se passa, as notícias de novas aberturas lá vão prolongando o efeito de marketing de que a Byblos anda a beneficiar há vários meses. Para a edição do próximo Sábado podiam perguntar aos trabalhadores da Byblos se a semana lhes correu bem a eles.»


por Booktailors às 18:59 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Seg, 4/Fev/08
Seg, 4/Fev/08
Hoje, no DN, uma reportagem que anuncia a localização da próxima Byblos, localizada na zona dos Clérigos (Porto). Aqui. O artigo é de Francisco Mangas e tem como título "Maior livraria do País abre no centro do Porto". Alguns excertos:

«A maior livraria do País, com mais de 150 mil títulos, vai surgir na degradada Praça de Lisboa, depois de renovada e coberta com uma estrutura ondulada de vidro e betão. A seguir à capital, o Porto acolhe a Byblos, a segunda de uma cadeia de livrarias, que deve estender-se a outras cidades, criada por Américo Areal, antigo proprietário da editora Asa.

A solução encontrada para reabilitar a Praça de Lisboa, transformada há 20 anos no Clérigos Shopping, agora com as lojas devolutas e vandalizadas, será anunciada, quarta-feira, pelo presidente da Câmara do Porto. (...) O projecto aprovado pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), além da mega-livraria, prevê ainda a instalação de um auditório, bar e um restaurante panorâmico. Sobre a cobertura ondulada - ou seja, o novo espaço aberto da praça, ao nível da Praça da Cordoaria - serão plantadas oliveiras. O olival recupera a imagem que a praça ostentava em tempos passados.Concluída a intervenção, o vi- dro ocupará, em parte substancial, o lugar do granito. As antigas lojas do Clérigos Shopping, voltadas para a praça interior, estavam escondidas a quem passava nas ruas em redor.

(...)

Quando inaugurou, no final do ano passado, a Byblos em Lisboa, que ocupa dois pisos de um edifício nas Amoreiras, Américo Areal prometia que a sua segunda livraria, no Porto, seria "ainda maior" e ficaria numa zona central: "de sonho". A nova livraria Byblos (...) terá como vizinha umas das mais bonitas casas livreiras de todo o mundo: a centenária Livraria Lello.»

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por Booktailors às 11:47 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 17/Jan/08
Qui, 17/Jan/08

Vivemos num tempo agnóstico, já se sabe e, como São Tomé, é preciso ver para crer... ou não crer.

A Sara (Figueiredo Costa, não a mulher de Abraão, mãe de Isaac) mora nas redondezas da Byblos e, aparentemente, já lá foi mais do que uma vez, regressando para contar aquilo que viu.

Por esse motivo aconselhamos todos a sentarem-se no Cadeirão Voltaire e lerem esta Epístola de Sara aos Bloggers, aka «A montanha e o rato».


por Booktailors às 09:23 | comentar | partilhar

Qui, 10/Jan/08
Qui, 10/Jan/08
A Visão dedica hoje duas páginas à Byblos. Um artigo escrito por Ana Margarida Carvalho (páginas 108 e 109), com o título "Hotel Babylonia".

Segundo Américo Areal, «a Byblos está mais próxima de um serviço público do que de uma loja».

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por Booktailors às 13:10 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Seg, 31/Dez/07
Seg, 31/Dez/07
Depois do post do dia 14.12.2007, Eduardo Pitta publica no Da Literatura, hoje - 31.12.2007, um post sobre a Byblos, com o título "Byblos in loco".


Anteontem fui espreitar a Byblos, na fronteira de Campo de Ourique com as Amoreiras. A tal mega-livraria que o Notícias Magazine classifica como sendo um «projecto que raia a ficção científica» (sic). A jornalista terá razões que Asimov, Strougatski, Bradbury, Spinrad, Wells, Burgess, Herbert, Clarke, Galouye, Attanasio, Ballard, Verne e outros ignoram. OK. Vamos cair na real. No sábado, às quatro da tarde, haveria talvez 30 clientes. Trinta. Vejam o efeito da coisa num espaço de 3300 metros quadrados. Os empregados eram muitos, e os dois com quem falei demonstraram inegável profissionalismo. Os monitores tácteis funcionam, mas servem de pouco: localizam as existências do site, mas não a totalidade do stock. Quinze dias depois da inauguração, a estante robotizada permanece inoperacional. Podia citar uma dúzia de novidades que não encontrei (entendendo por novidades livros saídos nos últimos 60 dias). Com excepção das secções de arte e filosofia, bem sortidas, as outras pareceram-me pobres. E estou só a falar de livros. Em matéria de DVD e CD o desastre é absoluto. A cafetaria está isolada da área de circulação, uma opção sensata. E o kindergarten metido num canto bem delimitado, o que evita andarmos a tropeçar em criancinhas. O press center é inferior à concorrência (em Lisboa, conheço três de nível superior). No piso superior, junto às escadas rolantes, o chão tem um desnível, disfarçado pela alcatifa, que pode vir a provocar quedas de clientes mais apressados ou distraídos. Não encontrei caixas equipadas com sistema de radiofrequência, as tais que permitem leitura das etiquetas dentro dos sacos, como há na Fnac. Esperei numa caixa tradicional, doze minutos, porque havia três clientes à minha frente. Para um investimento de quatro milhões de euros, o resultado é decepcionante. Isto são os aspectos objectivos. A parte subjectiva decorre de não apreciar a decoração, a arrumação, os adereços, o mobiliário e os candeeiros do redondel de leitura, nem, de modo geral, da imagem. Tudo visto, uma inescapável sensação de amadorismo.

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por Booktailors às 14:47 | comentar | partilhar

Qua, 19/Dez/07
Qua, 19/Dez/07
Eduardo Pitta, do muito recomendável Da Literatura, publicou há uns dias (14.12.2007) um texto sobre a Byblos. A fotografia que acompanha o post foi retirada igualmente da fonte.

Abriu hoje nas Amoreiras, em Lisboa, a Byblos. Apresentada como sendo a maior livraria portuguesa, reza a publicidade que dispõe de cerca de três mil e quinhentos metros quadrados de área disponível; um fundo editorial de perto de cento e cinquenta mil títulos; secções de revistas e jornais, CD e DVD; estantes robotizadas com software que permite a localização dos produtos por intermédio das etiquetas RFID; 54 ecrãs LCD distribuídos pelos dois pisos para divulgação de novidades, lançamentos, promoções e tops; mais 34 ecrãs tácteis para o cliente localizar com rapidez o que procura; caixas equipadas com sistema de radiofrequência, permitindo leitura óptica das etiquetas em pilha até 80cm; um auditório com 137 lugares; um gabinete de primeiros socorros; uma cafetaria e... uma área de videojogos! Além de, naturalmente, um sítio de compras online. Parece que tudo isto representa um investimento de quatro milhões de euros. Aparentemente, só não tem sex-shop, capela e SPA. Ontem à noite, durante a gala de inauguração — adiada mais de uma vez para coincidir com a agenda da ministra da Cultura —, ainda estavam inoperantes os ecrãs tácteis. E a secção de revistas e jornais também se mantinha fora de serviço. OK. Com tanto social, quem é que ia à procura do Le Monde ou da Vanity Fair...? A questão do site é que me faz muita confusão. Primeiro, a pesquisa simples não permite busca por autor, uma limitação extraordinária. Segundo, no momento em que escrevo, os “destaques” são livros que deixaram de ser novidade há muito tempo, o que seria compreensível num alfarrabista. E são quase todos da mesma casa editora. Não viria daí grande mal se fosse possível encontrar outros. Mas não. Introduzi vários títulos, correctamente grafados, obtendo como resposta: «Não foram encontrados resultados no Catálogo Byblos que obedeçam aos critérios de pesquisa indicados.» Optei pela pesquisa detalhada, introduzindo o ISBN de livros que tenho à mão, tendo escolhido dez publicados este ano, entre Abril e Novembro, e outros dez publicados em 2006. Resultado: zero. Querem ser levados a sério? Também verifico que há um top de vendas. Tendo a livraria aberto hoje, é o chamado top em tempo real... Portanto, desejo boa sorte aos passeantes.E não fui só eu.


José Mário Silva teve idêntica dificuldade.


por Booktailors às 10:58 | comentar | partilhar

Sáb, 15/Dez/07
Sáb, 15/Dez/07
José Mário Silva, no seu Bibliotecário de Babel, aponta para a inoperacionalidade do website da Byblos «um dia depois da abertura ao público», sem que «sequer exista um esboço na Internet (ou fora dela) da badalada "vasta programação cultural"». Para ler tudo aqui.

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por Booktailors às 11:56 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sáb, 15/Dez/07
A coluna Ciberescritas, de Isabel Coutinho, do suplemento Digital de hoje é dedicada à Byblos – na sua vertente mais tecnológica.

O texto, publicado na página 11 do referido suplemento, tem o título de Uma nova livraria em Lisboa e na Internet.

A livraria Byblos, que ontem abriu ao público em Lisboa, é o acontecimento da semana. Américo Areal, ex-proprietário das edições Asa, andou a visitar livrarias pelo mundo e quis trazer para a sua livraria em Lisboa o que mais lhe agradou. Por agora, há uma livraria no edifício Amoreiras Square, mas para o ano Areal quer abrir outra no Porto e a seguir, em outros locais do país. A Byblos tem um site na Internet que servirá antes de tudo como base do catálogo, que por agora tem 120 mil títulos disponíveis mas que vai chegar aos 150 mil. A seguir, e esta é uma das inovações da Byblos, cada cliente terá um cartão que, quando estiver activo, vai-lhe servir para muita coisa.

Imagine-se em casa, sentado ao seu computador, ligado à Internet e a ver o site da Byblos. Procura uma série de livros através da pesquisa detalhada e escolhe alguns para adicionar à lista de preferências. Nessa altura é-lhe pedido o seu nome de utilizador e palavra-chave, aquelas que deu quando se registou pela primeira vez no site. Fica então com uma série de livros na sua lista de preferência. Sai de casa e chega à livraria na Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, nº 17, nas Amoreiras.

Aproxima o seu cartão de um dos 34 computadores com ecrãs tácteis que existem na livraria e a máquina reconhece o cliente e abre uma página com as suas indicações. Aí aparece, entre outras coisas (por exemplo, a agenda de eventos de temas que lhe interessem), a sua lista de preferências. Pode pedir à máquina para imprimir a lista. Nesse papel aparecem as referências da localização exacta de cada livro, porque as estantes (E), mesas (M) e gôndolas (G) da livraria estão numeradas e as respectivas prateleiras estão referenciadas por ordem alfabética.

E cada cliente pode ir procurar os seus livros sem precisar de passar por nenhum funcionário. Além disso, os responsáveis da Byblos ficam assim a saber quais os livros que são mais pesquisados e procurados, quais os seus gostos, etc. O cartão Byblos também serve de portamoedas. O cliente vai ao Multibanco e pode carregá-lo com a quantia que quiser. “Os pais podem dar aos filhos e serve como uma espécie de porta-moedas. E também é muito útil para quem faz compras na Internet”, explica Américo Areal. “Quanto se chega a casa e se vai ao site da livraria, aparece essa quantia no saldo e fazem-se as compras”, sem precisar de colocar o número do cartão de crédito, o que ainda assusta algumas pessoas.

Quando tudo estiver a funcionar na livraria nas Amoreiras, e como a Byblos utiliza a identificação por radiofrequência (RFID), vai ser possível chegar à caixa de pagamento e colocar os livros, DVDs CD ou videojogos que queremos comprar no tapete (numa pilha até 80 cm de altura), e a lista e a soma de todos os produtos aparecerá no ecrã numa fracção de segundo. Se o cliente tiver também o cartão da Byblos activo e com saldo poderá nem ter que se preocupar em pagar. Só precisa de o mostrar, que o sistema também o lê.

A partir de Março, a Byblos irá organizar semanas temáticas, com actividades dedicadas aos mais variados assuntos, que podem incluir uma prova de vinhos, uma mostra de queijos ou recitais de poesia. A agenda vai estar disponível online.

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por Booktailors às 11:51 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
Sex, 14/Dez/07
Hoje, no editorial do Diário de Notícias.

O negócio dos livros vive momentos de prosperidade em Portugal. Prova disso é a abertura ontem em Lisboa da Byblos, a maior livraria do País. Outra são as editoras que nascem todos os anos (algumas também morrem). E outra ainda é o interesse das multinacionais em entrar em Portugal (a Bertelsmann comprou a Bertrand e o Círculo de Leitores).

Já se publica muito em Portugal - 14 mil livros até finais de Novembro. E também se deve vender, já que, apesar de ninguém revelar números, sabe- -se que a Fnac obteve por cá um sucesso inesperado (só Paris tem mais lojas do que Lisboa) e que a Bertrand tem vindo a alargar a sua rede a uma série de cidades médias.

O que significa que, apesar de sermos um país com fama de pouco ler, existe hoje uma minoria robusta que alimenta, e bem, o negócio do livro. Há quem afirme desses milhares de novos leitores, a maioria procura apenas entretenimento e não literatura, mas isso é entrar no campo dos relativismos. E há novos leitores, sim é uma certeza. E que os livros são um bom negócio, também ninguém duvida.

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por Booktailors às 13:50 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07

Foto de Miguel Dantas /Público.


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por Booktailors às 13:32 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07

Sob o título Primeiras impressões, José Mário Silva faz um balanço à experiência Byblos.

Ainda é cedo para formar uma opinião sobre a Byblos. Em dia de inauguração solene, com gente a mais e sem ter experimentado as anunciadas novidades tecnológicas, não foi possível aferir as vantagens e desvantagens do ”novo conceito de livraria”. Eis de qualquer forma, telegráficas, as minhas primeiras impressões.

Aspectos positivos
- O espaço. Amplo, bem pensado, com recantos e nichos que criam pequenos habitats autónomos, dentro do ecossistema global da Byblos. Apesar da imensa extensão da loja, nunca sentimos o seu gigantismo. É como se houvesse várias livrarias dentro da livraria.

- A utilização. É fácil circular e aceder aos livros. A informação está em todo lado (através de plasmas) mas sem ser impositiva. Usando a terminologia informática, este é um modelo user friendly.

- A oferta. Há muito por onde escolher. Muito mesmo. E o que não fica à vista está no armazém, acessível em poucos minutos (se o prometido fundo editorial funcionar). Para já, fiquei com vontade de explorar melhor a secção dos livros estrangeiros, que me pareceu bem fornecida.

- O potencial. Quando estiver a funcionar a 100%, a Byblos pode tornar-se um ponto de encontro para quem não se contenta em dar uma vista de olhos nas novidades. E um perigoso sorvedouro para bibliófilos com cartão de crédito.


Aspectos negativos
- O acesso. Um dos grandes segredos para o sucesso da Fnac foi o facto de ser ter instalado em lugares próximos de estações de metro. A Byblos, pelo contrário, ocupa dois pisos de um edifício na fronteira entre as Amoreiras e Campo de Ourique. Ir para ali de transportes públicos parece-me complicado. Levar carro, idem aspas: faltam lugares de estacionamento nas redondezas e os parques enchem com facilidade (para além de não serem baratos). A haver um calcanhar de Aquiles no projecto, pode muito bem estar aqui.

- A arrumação. A Byblos foi montada em contra-relógio e isso, na primeira noite, notou-se. Se algumas secções estavam impecáveis, noutras percebia-se que foi tudo colocado nas prateleiras a trouxe-mouxe, na vertigem da urgência. Só um exemplo: na estante dedicada aos livros de crónica, estavam os clássicos gregos, mais o Paraíso Perdido do Milton e o Decameron do Boccaccio. Nada que os ajustes dos próximos dias não possam corrigir.

- A menorização da poesia. Numa livraria tão grande, como é que se justifica que a poesia (portuguesa e estrangeira) fique limitada a duas estantes, bem menos do que oferecem as Fnacs? Além disso, a um primeiro olhar, faltam autores fundamentais (Herberto Helder, Fiama Hasse Pais Brandão, entre muitos outros), embora pululem por ali dezenas de fraquíssimas edições de autor. Bem sei que no fundo editorial podemos encontrar o que nos interessa, mas as estantes devem ser sempre um espaço nobre para cativar leitores. Como estão, duvido que entusiasmem um único amante de poesia.

- A importância relativa das secções. Há demasiados best-sellers para o meu gosto, demasiados livros de auto-ajuda e demasiados coffee table books (a ideia é vender, eu sei, mas estes enormes espaços moldados pela ditadura do marketing, com pirâmides de livros por todo o lado, surgem-me como uma forma de poluição visual). Além disso, faz-me espécie ver quatro estantes dedicadas à gestão e duas aos “recursos humanos”, quando a poesia está numa espécie de gueto minúsculo.

- A iluminação. Julgava que este seria um ponto forte, mas o sistema de focos e pontos de luz pareceu-me mais próximo da atmosfera típica dos centros comerciais do que das livrarias cosy, em que uma pessoa gosta de perder horas a bisbilhotar capas, contracapas, badanas e inícios de capítulos.

Resta a questão central: haverá viabilidade económica para uma mega-livraria que também vende CD’s e DVD’s (estes sem desconto), mas não oferece a parafernália de electrodomésticos e gadgets electrónicos que contribui, em larga medida, para o enorme volume de negócios da Fnac?


por Booktailors às 12:55 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
Hoje no Diário de Notícias. Por Maria João Pinto, com o título "Byblos abre hoje ao público com uma oferta de 80 mil títulos ".

Megalivraria das Amoreiras foi ontem à noite inaugurada

A primeira loja da cadeia Byblos Livrarias abre hoje as suas portas ao público nas Amoreiras, em Lisboa, com uma oferta da ordem dos 80 mil títulos. Nesta fase de lançamento, garantido fica, assim, mais de metade do universo de 150 mil títulos que se propõe disponibilizar no curto prazo, entre novidades e fundo editorial, sua área de especialização.

"Penso que esta experiência vai ser muito útil para todos, leitores, editores e livreiros", disse ontem ao DN Américo Areal, "radiante" com as palavras de incentivo que tem recebido, em particular as do "decano dos editores em Portugal, Fernando Guedes, da Verbo", relativamente à aposta que fez: criar uma livraria tecnologicamente avançada na gestão, apresentação e atendimento.

Américo Areal, que falava ao DN horas antes da inauguração oficial, realizada ontem à noite (contando com a presença da ministra da Cultura), da livraria que idealizou - "a livraria que gostaria de visitar como editor e como leitor" -, congratulou--se também com a receptividade que o projecto teve já junto dos editores, área em que ele próprio trabalhou durante 30 anos. Receptividade que, crê, se estenderá com o tempo aos "menos crédulos": na prática, lembrou Américo Areal, "teremos tudo o que os autores e editores aqui quiserem colocar". Edições de autor, referiu, já começaram também a chegar. No global, a cadência de chegada de novos produtos fixa-se em 500/semana.

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por Booktailors às 12:17 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
"Senhoras e senhores, bem-vindos à livraria do futuro..."





Zona de restauração. E um dos espaços reservados a eventos.


O famoso robot... é verdade que impressiona mais ao vivo que numa simples fotografia...


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por Booktailors às 10:39 | comentar | partilhar

Sex, 14/Dez/07
Na companhia da Ministra da Cultura, e de praticamente toda a gente, a Byblos abriu as suas portas.

Fizemos a cobertura fotográfica do evento mas, sinceramente, depois de ver o trabalho do José Mário Silva (bem que o vimos por lá de fotografia em punho...) não sei até que ponto fará sentido aqui colocar as nossas singelas fotos.

Sim, é verdade, estamos a vender caro o nosso peixe. É claro que amanhã colocaremos as nossos fotos. Não nos importamos com a comparação. Mas só amanhã. Hoje já é tarde e após tanto croquete, sumo de laranja, rissol, água, vinho, croquete, sumo de laranja, quiche, água, rissol, acho que vou simplesmente apagar a luz e dormir.

Para já roubamos uma foto ao José Mário Silva (espero que este não se importe). Podem ver as restantes aqui.

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por Booktailors às 03:25 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Qui, 13/Dez/07
Notícia publicada na SIC Notícias online (11h28), com o título "Livraria com mais de 150 mil títulos ".

A maior livraria de Portugal no Amoreiras Square, em Lisboa
A livraria Byblos, inaugurada esta quinta-feira, à noite, em Lisboa, será a maior em Portugal, com mais de 150 mil títulos e uma tecnologia de acesso aos livros única no mundo


A Byblos, que disponibiliza tudo o que as editoras tiverem editado no mercado português, abrirá no edifício Amoreiras Square, numa área de 3.300 metros quadrados repartidos por dois pisos.

Apesar dos livros serem o produto principal da livraria, a Byblos terá ainda CD, DVD e jogos de computador, uma cafetaria, um auditório, uma sala de exposições e uma área de venda de revistas e jornais.

A par do fundo de catálogo, a livraria apresenta ainda uma nova tecnologia de acessibilidade para que o comprador possa facilmente encontrar um dos 150 mil títulos disponíveis através de um sistema de identificação por radiofrequência.

Haverá mais de 50 ecrãs e 12 postos de atendimento espalhados pela livraria para que cada comprador aceda ao "bilhete de identidade" do livro, caso não o encontre nas estantes.

A Byblos é um projecto de Américo Areal, antigo dono das Edições Asa, que investiu nesta nova livraria cerca de quatro milhões de euros.

Anualmente, a Byblos deverá facturar cerca de dez milhões de euros, segundo as previsões do livreiro.

Em 2008, abrirá a segunda livraria Byblos, desta vez no Porto, que promete ser ainda maior do que a de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Américo Areal disse que a Byblos "não é um impulso, é um destino, um porto seguro para as pessoas procurarem o que mais gostam", e que a livraria "vai contribuir com um verdadeiro serviço público para a cidade".

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por Booktailors às 16:47 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Um artigo no última hora (12h15), do Público, sobre a Byblos, por Isabel Coutinho. A foto é de Miguel Madeira / PÚBLICO.

Grande aposta em catálogo de 150 mil títulos
Byblos, a maior e mais moderna livraria portuguesa é hoje inaugurada em Lisboa
A inauguração da maior livraria portuguesa, a Byblos, um sonho antigo de Américo Areal, ex-dono das Edições Asa, está marcada para esta noite só para convidados. A livraria abre ao público amanhã, às 10h.

É um espaço gigantesco - 3300 m2 distribuídos por dois andares - e aposta no fundo editorial. Vai ter entre 120 mil e 150 mil títulos. Além de livros, a Byblos vende revistas, CD, DVD, merchandising relacionado com o livro, gifts (canetas, luzes de leitura, etc.) e tem um game center (espaço com videojogos). Ao lado das novidades, estão livros, discos, jogos e filmes que saíram há mais de seis meses e hoje são difíceis de encontrar no mercado.

É uma livraria "inteligente": usa as novas tecnologias para dar conforto ao cliente, que pode começar a gerir a sua lista de compras a partir de casa (através do site www.byblos.pt). Cada cliente terá um cartão Byblos que pode ser carregado no multibanco para compras na livraria ou no site.

Quando o PÚBLICO visitou a Byblos as tecnologias ainda não estavam a funcionar. Mas a estante robotizada com 65 mil títulos (a pesquisa faz-se num computador) já estava instalada.

Os produtos à venda estão espalhados por prateleiras, mesas, vitrinas, gavetas como em qualquer livraria. O que é inovador na Byblos é o seu mobiliário integrar um software que ajuda na localização dos livros através de etiquetas RFID - Identificação por Radiofrequência. Cada livro terá uma etiqueta electrónica que está relacionada com outra que assinala determinado lugar na prateleira. Se o livro for colocado fora do seu sítio, o sistema central detecta o erro (as prateleiras têm antenas) e envia uma mensagem de e-mail para o computador do empregado responsável por essa área na livraria. Ele tem dez minutos para colocar o livro no lugar certo.

Por sua vez, os clientes podem fazer pesquisas nos 34 ecrãs tácteis espalhados pela livraria e ficar a saber a localização exacta dos produtos que procuram. Um papel com as referências da localização é impresso pela máquina. Informações com tops de vendas, promoções e agenda aparecem nos 54 ecrãs LCD da livraria. À saída, basta ao cliente pousar os livros na caixa de pagamento (numa pilha até 80 cm de altura) e o sistema lê o conjunto de compras (através da radiofrequência) sem ser necessário passar um a um.

A Byblos tem ainda um auditório para 137 pessoas sentadas, camarim e gabinete de primeiros socorros. Na cafetaria vão servir refeições ligeiras.

A livraria vai funcionar de segunda a sábado, das 10h às 23h e ao domingo das 10h às 13h. Tem acessos pela Rua Carlos Alberto Mota Pinto, n.º 17 e pela Rua Joshua Benoliel (Amoreiras). Uma das portas dá directamente para a zona das crianças, com um barco (tem sino, leme, velas) e uma árvore com uma casa de madeira. Ali é possível brincar com jogos interactivos criados pela YDreams. Outra entrada dá para o quiosque, 280m2 com jornais e revistas especializadas.

Quatro milhões de euros
Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria", lê-se numa das paredes, e a felicidade para o dono da livraria será quando "as pessoas pensarem em livro, pensarem na Byblos". Areal vendeu a sua empresa ao grupo de Paes do Amaral e investiu quatro milhões de euros neste projecto. Para o ano quer inaugurar uma Byblos no Porto e construir uma cadeia de livrarias no país. "Hoje o livro está disponível em gasolineiras, estações de CTT, hipermercados, tabacarias. Mas quanto mais próximo, menor é a oferta", explica. "Por isso surge a tendência oposta, a das cadeias de grandes livrarias." Em França, em 2004, faliram centenas de pequenas livrarias mas a megalivraria cresceu 5,6 por cento.

"Há um vastíssimo público que não encontra resposta para as suas necessidades. Quer dar aos seus filhos o que gostou de ler e não encontra. Em todo o lado há livrarias de fundo editorial. Não seria a altura de aparecer uma em Portugal?", afirma Areal. Para o livro estrangeiro, têm acordos internacionais e na edição portuguesa andam "à pesca" dos editores mais pequenos e da edição de autor. "Quem tiver um livro venha ter connosco porque o queremos ter disponível quer fisicamente quer na Internet", pede.

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por Booktailors às 12:44 | comentar | partilhar

Qui, 13/Dez/07
Hoje, no Correio da Manhã, um artigo de Dina Gusmão, sobre a abertura da Byblos, no Amoreiras Square.

"Sempre imaginei que o Paraíso fosse uma espécie de livraria”... Esta é a frase de Borges que, ao longo dos dez metros de parede que ocupa, vai saltar à vista dos convidados que nesta noite, pelas 21h00, comparecerem à inauguração da Byblos, em Lisboa: 3300 m2 de livraria, distribuídos por dois pisos no Edifíco Amoreiras Square, junto ao Centro Comercial.

“O que eu fui criticado por não escolher um português para citar nesta parede, mas esta é a frase que melhor traduz o espírito da livraria e o meu!”, explicou Américo Areal, antigo proprietário da editora Asa e actual presidente do conselho administrativo do grupo gestor da Byblos Livrarias.

“A vida é feita de ciclos e há oportunidades na vida que não se perdem. A venda da Asa, fundada pelo meu pai no ano em que nasci (1951), foi inicialmente recusada e só posteriormente decidida em família. É um novo ciclo este que hoje começa”, sintetiza.

E o que hoje, a partir das 21h00, se vai ver “é o sonho de uma vida” que tomou forma nos últimos dez anos e custou ao sonhador para cima de quatro milhões de euros mas que tem um retorno anual previsto de dez milhões, ou não fosse esta a primeira livraria a apostar nos fundos editoriais. Ou seja, todos os títulos em circulação, o que em números se traduz por qualquer coisa como 150 mil títulos. Dar com cada um destes títulos nunca foi tão fácil porque, graças a um sistema de radiofrequência, livros e estantes estão integrados numa rede informática que os identifica e localiza. Mas se o leitor for daqueles que não são muito dados às novas tecnologias não há problema, para isso lá estão 50 ecrãs de plasma e uma dúzia de postos de atendimento.

Às novas tecnologias somam-se novos espaços, fruto do cruzamento da arquitecura inglesa com o design alemão. Assim, no piso 1 temos Sala de Eventos, Quiosque, Top de Vendas, Leitura e Área Infantil, onde não falta um navio de piratas para brincar e pulseiras electrónicas para que os aspirantes a navegadores não saiam de porto seguro, ou seja, dos plasmas, espalhados por todo o lado. No piso 2, há áreas destinadas ao Livro Técnico-Didáctico, Game Center, Música e Cinema. Para recuperar energias depois de tanto quilómetro de livro, há uma cafetaria com 116 lugares sentados.

Confiante no sucesso deste “caso único no Mundo”, Américo Areal continua a sonhar e, a avaliar por este que hoje se inaugura, o céu é o limite... “Em 2008 abre a segunda Byblos, numa zona nobre do Porto, e a seu tempo, preferencialmente, uma em cada capital de distrito”, concluiu.

ÁREAS EM DESTAQUE
Infantil
Aárea infantil prima por vigilância segura e actividades diversas, com destaque para o barco-pirata e actividades multidisciplinares, sobre um chão de... areia!

Leitura
Um dos locais onde mais apetece estar... Há sofás e candeeiros, individuais ou colectivos, e ainda terminais de computador com tudo o que faz falta.

Eventos
A partir de Março há semanas temáticas, desde poesia a autógrafos, passando por projecções em auditório de documentários e ainda feiras de queijos e de vinhos.

Perfil
Américo Augusto Correia da Silva nasceu há 56 anos no Porto, a mesma idade que tem a Asa, editora fundada pelo pai, onde começou a trabalhar aos seis anos como gráfico e aos 15 como editor. Com a morte do pai, a sociedade durou sete anos entre irmão e irmã. Ela dedicou-se depois à Areal Editores, ele à Asa, aí inaugurando a era pós-livro escolar. A Areal Editores acabou vendida à Porto Editora e a Asa ao grupo de Pais de Amaral. Ciclos, diz ele... Casado com uma economista, é pai de duas raparigas e um rapaz, todos gestores. Gráfico, editor e livreiro, Américo Areal é hoje, precisamente, a partir das 21h00, um homem com um sonho realizado: o de mentor de “uma cadeia de livrarias que quer ser serviço público”.


por Booktailors às 10:21 | comentar | partilhar

Qua, 12/Dez/07
Qua, 12/Dez/07
A Byblos quer-se destacar pela relação que irá estabelecer com o cliente.
Acreditam que o seu cliente irá crescer por fidelização – consolidando-se –, mesmo que se inicie numa fase muito embrionária.
Desse modo, o lema deles é «tratar os clientes como gostaríamos de ser tratados». Entenda-se aqui que o cliente não é necessariamente aquele que compra, mas aquele que está presente na loja.

A título de exemplo, os livreiros têm instruções para informar e acompanhar sempre os clientes, não revelarem os erros ou incapacidades possível do pedido e ajustarem-se às necessidades.
Têm instruções, por exemplo, para se algum leitor utilizar o espaço apenas para leitura e não para consumo, darem todo o seu apoio nesse sentido, incluindo permitir e guardar livros com marcadores para que a pessoa possa regressar no outro dia e encontrar o seu livro no sítio desejado para prosseguir a leitura.

A qualidade do serviço é também um dos objectivos da Byblos, o que se evidencia na escolha dos profissionais para a livraria, mas também no calendário de formação contínua, ou nos testes surpresa periódicos que os obrigará a estar totalmente informados sobre o que está publicado (não sei se eles já sabiam disto, mas se não sabem, passam a estar informados).

A oferta da Byblos em termos de experiências será também alargada, com um programa de eventos bastante aliciante, havendo para o efeito dois espaços diferenciados, um mais pequeno (do tamanho dos espaços que a FNAC habitualmente reserva para o Dep. de Comunicação) e um outro maior, autónomo, com um pequeno palco e ambições elevadas, nomeadamente em termos de oferta cénica, plástica e musical.

Mas de que nos vale falar de tudo isto?
O melhor é ir dar uma vista de olhos e experimentarem vocês mesmos, o futuro da Byblos irá depender do modo como vocês se sentirem lá dentro, do modo como a Byblos corresponder às elevadas expectativas que criou.

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por Booktailors às 16:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Seg, 10/Dez/07
Seg, 10/Dez/07
Continuação do post anterior.

Tecnologicamente muito se tem falado da
Byblos.
E, de facto, muito há para se falar. Apesar dos painéis sensíveis espalhados em colunas, onde podemos procurar o livro de que necessitamos, ou os inúmeros plasmas informativos espalhados pela loja, o que mais impressiona são os detalhes menos visíveis. Saibam, por exemplo, que existem quase 200 quilómetros de cabos que percorrem o espaço quer pelos tectos falsos, quer pelo chão falso.
Saibam também que todos os livros têm uma «tag» electrónica que será associada (via PDA) à «tag» da respectiva prateleira, sendo que qualquer afastamento entre os dois «tags» irá ser detectado pelo computador central.
A tecnologia é de tal forma interessante que, se colocarmos um livro num local diferente, o livreiro da área respectiva receberá um e-mail a avisá-lo de que o livro está mal colocado e que tem 10 min. para o colocar no sítio certo.

Tudo isso é possível porque cada prateleira terá 10 antenas (quase uma antena em cada 10 cm) e os próprios móveis foram desenhados de modo a incorporarem placas metálicas que reflectem o sinal e tornam a livraria um espaço plenamente controlado em termos de detecção.

A detecção dos livros é simultânea e permitirá que passemos pela caixa carregados com uma coluna de até 80 cm. de livros para instantaneamente a caixa nos indicar o valor total a pagar. Quando estiver disponível o cartão de pagamento da Byblos, será possível sair com os livros ao colo e o cartão na boca, é passar pela caixa e passar o cartão, e já está.

Como a livraria é grande (3.300 metros quadrados de espaço útil), mas não é imensa, haverá livros que não estarão visíveis, nomeadamente os da área técnica ou profissional. Para isso têm a Zechetti, a estante robotizada com 65.000 títulos.
Quando procurarem um livro e não o encontrarem, não desesperem, ele deve lá estar. É só ir ao robô e pedir o livro em questão.
Mas preparem-se, não se assustem quando a prateleira certa chegar até junto de vocês e um laser delinear uma sombra que apontará exactamente o livro de procuram (essa parte foi dita, quando lá fomos ainda não tinham testado para ver se estava tudo OK).

Apesar de toda a tecnologia, a mesma é suplementar pois os livreiros foram escolhidos a dedo, quase todos eles experimentados profissionais de outros espaços de relevo, com formação e experiência de anos no sector. Por isso, não julguem que a tecnologia os irá substituir, em cada cone de luz terão sempre um livreiro disponível, pronto para os auxiliar e percorrer convosco o espaço da loja, garantindo que serão bem tratados.

Este post, já se sabe, continua... pois faltam ainda 3 dias para a inauguração da Byblos.

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por Booktailors às 11:12 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Seg, 10/Dez/07
Uma interessante reportagem feita pela agência Lusa, que pode ser lida no Diário Digital. A peça tem como título "Conceito de livraria está a mudar em Portugal".

O conceito de livraria está a mudar em Portugal, com o predomínio das grandes cadeias e o desaparecimento das livrarias independentes, por imposição dos centros comerciais, argumentam livreiros contactados pela agência Lusa.

Em vésperas da abertura da Byblos, considerada a maior do país, três livreiros portugueses dizem que o conceito de livraria está em mudança, desde que a cadeia francesa FNAC entrou em Portugal em 1998, mas têm ideias diferentes sobre o futuro destes espaços.

José Pinho, um dos sócios da livraria Ler Devagar, em Lisboa, é da opinião que a maior mudança ocorrida nas livrarias foi a deslocação das livrarias de rua para os centros comerciais, muitas delas ligadas a cadeias livreiras.

«Nos outros países continuam a existir livrarias independentes e a sobreviver, mas em Portugal as coisas são bastante diferentes», disse José Pinho, referindo que a sobrevivência passa pela ligação a editoras ou grandes grupos.

A Bertrand, por exemplo, tem actualmente 52 lojas, das quais apenas sete não estão localizadas em centros comerciais, e prevê abrir em 2008 mais cinco, todas elas em grandes superfícies, disse à Lusa a directora de marketing daquela cadeia livreira, Teresa Figueiredo.

«Os centros comerciais têm mais potencial de negócio, é onde há mais tráfego, embora haja zonas de rua interessantes», referiu a responsável, dizendo que a loja Bertrand do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, é a mais rentável.

A primeira FNAC que abriu em Portugal está localizada no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e é a mais rentável em toda a cadeia mundial da FNAC.

Ofereceu um conceito que não existia até então: atendimento personalizado, espaços com algum conforto e vários produtos de cultura e entretenimento, entre livros, CD, computadores portáteis, telemóveis, material fotográfico e outros equipamentos técnicos.

No entanto, do volume total de vendas da loja FNAC em Portugal em 2006, apenas 21 por cento dizia respeito aos livros.

José Pinho, que pertence à Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, estima que existam em Portugal perto de quatrocentas livrarias e a sua distribuição tem acompanhado o aparecimento de novos centros comerciais.

Com a introdução de livros nos hipermercados, ao lado de bens de primeira necessidade, e com a abertura de livrarias em grandes espaços comerciais, os hábitos dos portugueses também mudaram, argumentou, por seu turno o livreiro José Tavares, que acaba de abrir a livraria Círculo das Letras, em Lisboa.

Por isso, é preciso convencer os potenciais compradores e leitores, oferecendo um espaço «de afectos, encontros e debates», defendeu o responsável desta livraria generalista de rua, com pouco mais de 200 metros quadrados.

«Temos uma pequena galeria e um auditório e vamos apostar na realização de eventos. É preciso que as livrarias se adaptem às mudanças e se abram à comunidade ou terão muita dificuldade em resistir», disse.

Para cativar os potenciais compradores, são vários os argumentos usados pelas livrarias, como a inclusão de uma cafetaria, sofás ou uma agenda de eventos culturais.

A Bertrand, que está a celebrar 275 anos de existência, acaba de lançar uma iniciativa que oferece aos clientes um jantar com o seu escritor favorito.

«O livro em si não chega, porque há muita concorrência dentro da própria área da cultura e entretenimento, e é preciso reinventar o negócio e trazer alguma excitação», defendeu Teresa Figueiredo, da Bertrand.

Américo Areal, proprietário da livraria Byblos, acredita que em Portugal todas as livrarias têm o seu espaço e lugar, e que o livro está a ganhar mais importância.

«Cada vez mais há locais onde aparecem livros à venda, como as gasolineiras, os CTT, os aeroportos. Mas não basta ter dinheiro, é preciso ter muita dedicação e é aí que vamos querer fazer a diferença», avisou o fundador da Byblos.

Esta livraria, considerada a maior do país com 150 mil títulos disponíveis, inaugurará um novo conceito de loja já que será a única no mundo com um sistema de identificação e pesquisa de livros que recorre a uma tecnologia de radiofrequência.

Apesar da «concorrência feroz», como descreve o livreiro José Tavares, ainda há quem arrisque em abrir uma livraria que não tenha apenas os êxitos de vendas.

Foi o que fizeram Catarina e Ricardo, dois jovens com menos de trinta anos, que acabam de inaugurar a livraria Trama, em Lisboa, próximo do Rato, um espaço com 140 metros quadrados.
A livraria não está ligada a nenhuma editora, é generalista, mas mais direccionada para fundos de catálogo, e inclui uma pequena máquina de café e um espaço para as pessoas se sentarem.
«Vamos ter desde o Harry Potter ao Rimbaud», disse Catarina Barros à agência Lusa, referindo que a livraria era um sonho antigo agora concretizado.

«Nos últimos anos a tendência foi para a abertura de livrarias mega, mas há espaço para as mais pequenas», disse a livreira.

«Sabemos que não vamos vender muito, mas queremos que as pessoas saiam daqui felizes», sublinhou.

Afinal, seja a livraria grande ou pequena, «há alguém que não goste de ser bem tratado e de viver uma boa experiência?», pergunta Américo Areal.
Diário Digital / Lusa


por Booktailors às 10:46 | comentar | partilhar

Sex, 7/Dez/07
Sex, 7/Dez/07
Continuação do post anterior.

Se bem nos recordamos, a Byblos está dividida da seguinte forma:

A entrada no andar de cima dá acesso a uma área de publicações periódicas – um átrio que está relativamente separado do restante espaço, que depois abre para a «praça central» do andar de cima, recheada de sofás e zonas de descanso, um pequeno café-auditório ao fundo à direita e ao centro da «praça» umas escadas rolantes que ligam ao andar de baixo.
Nesse andar superior podem encontrar a não-ficção e as edições especializadas, assim com secções mais pequenas de música e multimédia.

De realçar nesse andar o Zechetti (salvo erro), a estante robotizada de que noutra altura iremos falar, e que se encontra numa reentrância desse andar superior, onde é possível vê-lo a «trabalhar». A sua localização está estrategicamente colocada para não atrapalhar e para servir as secções que mais o irão fazer movimentar: as áreas técnicas e profissionais, pois o espaço é grande mas não comporta todos aqueles livros e manuais que habitualmente têm uma tão baixa rotatividade que a simples exposição faria com que o livro se deteriorasse e, dessa forma, os livros que não encontrar nessa secção poderão ser obtidos se nessa reentrância e pedir ao Zechetti que o traga e o «ilumine» (noutra altura explicaremos o verbo...).

No andar de baixo, onde estará a entrada dita principal - o espaço tem, pelo menos, 3 entradas distintas, sendo que esta se faz pelo átrio de entrada da porta virada para o Centro Amoreiras -, terão toda uma área de ficção e poesia (do lado esquerdo), e um acesso a uma área contígua de BD e gadgets, que irá dar à zona infantil, com um pequeno acesso à rua - devidamente controlado. Esse espaço infantil é marcado por grande um barco de piratas, que parece saído da BD juvenil franco-belga, e onde as crianças se poderão divertir, assim como com jogos que estarão desenhados ou dispostos pelo espaço infantil. Nesse mesmo andar, destaque para, ao fundo da sala de entrada, um grande auditório em tons de branco, totalmente insonorizado, com a capacidade de ser fechado, e com um pequeno palco e espaço para eventos de maior magnitude.

Cada área é marcada por uma cor, apesar de os tons pastel, assim como o amarelo e o azul marcarem de forma suave todo o espaço.
De facto, e devido a cones iluminados de informação - onde estará o livreiro responsável - todo o espaço é igualmente marcado por uma luz clara, mas suave, que parece fazer suspender o espaço.

Este post, já se sabe, continua...pois faltam ainda 6 dias para a inauguração da Byblos.

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por Booktailors às 15:27 | comentar | partilhar

Qui, 6/Dez/07
Qui, 6/Dez/07
A Byblos não é só uma livraria, é realmente um conceito.
Américo Augusto Areal, segundo disse, percorreu quase todos os espaços com esta natureza, tendo ido da Holanda ao Brasil, dos EUA à Alemanha, de Espanha ao Japão para apanhar o que de melhor cada uma delas tinha para oferecer.
O resultado? Tudo o que de melhor se poderá pressupor, Américo Augusto trouxe.

Aquilo que muitos julgaram ser ficção científica, um sonho ou, até, um devaneio para o nosso mercado, surge agora com um nome, uma localização e uma realidade que todos poderão sentir e aproveitar a partir do próximo dia 13 de Dezembro.

O espaço está dividido em dois andares, apesar de ambos os andares terem entradas directas da rua, tornando estes dois andares, na realidade, dois rés-do-chão.
Excelentemente bem iluminada – 19 tipos de lâmpadas diferentes, com inclinações estudadas, para obterem a luz perfeita para a relaxante leitura –, com sistema de som (que não escutámos por estar ainda desligado) que tratará cada área com uma banda sonora distinta, nomeadamente havendo uma clara distinção entre as secções mais infantis e outras, aquilo que mais transparece é a «calma» e «conforto» do local.
Corredores largos, tudo bem organizado e arrumado para não haver passagens estreitas, na Byblos não nos deveremos sentir apertados nem por alturas do Natal.
O próprio conforto evidencia-se na forma com o espaço está organizado, que faz com que não reparemos na imensa área que a livraria ocupa.

Este post, já se sabe, continua... pois faltam ainda 7 dias.

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por Booktailors às 18:04 | comentar | partilhar

Qua, 5/Dez/07
Qua, 5/Dez/07
Já visitámos a Byblos, a mega-livraria que será inaugurada no próximo dia 13 de Dezembro (agradecemos a magnífica hospitalidade e a paciência de Américo Augusto Areal e de António Ramos, assim como todo o tempo que nos dedicaram).

Uma única palavra, para já: Assombro.

O projecto surpreendeu-nos de tal forma que iremos falar dele até à sua abertura, contando alguns dos pormenores que lá irão encontrar, e que tornarão aquele no mais interessante projecto livreiro actualmente a funcionar em Portugal.


por Booktailors às 18:29 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Qui, 29/Nov/07
Qui, 29/Nov/07
Hoje, na Visão, páginas 142 e 144, um artigo sobre a abertura da loja Byblos, com o título "Vou realizar mais um sonho", citação de Américo Areal. Um trabalho de Cesaltina Pinto.

«Américo Areal chegou a casa e confessou à mulher: «Tive uma proposta aliciante de compra da editora.» «Quer respondeste?» «Que não.» A mulher fez cara feia: «Mas nunca foste egoísta na vida! Porque estás a ser agora?» O raciocínio dela era simples: «Quando morreres, vais satisfeito. Fizeste o que quiseste, a vida toda. Mas nem os teus filhos nem eu temos as tuas capacidades para prosseguir com este negócio. Como ficam os teus filhos, se morreres agora?» Américo, 56 anos de vida e 33 de casado, pôs-se a matutar. «Eu, que gaguejo, perdi a fala.» A mensagem da mulher ficou a processar. Muito mais quando, na semana seguinte, se sucederam as propostas.

A do Paes do Amaral revelou-se irrecusável, e o negócio fez-se por muitos milhões de euros (o número exacto ficou em segredo.). A Asa editora saía, pela primeira vez, da família que a fundou. «Era a altura certa para sair», diz Américo Areal, filho do fundador, Américo da Silva Areal. «Já andava com bastante falta de paciência…»

Este descanso-alívio durou pouco. «Era a primeira vez na vida que tinha dinheiro e não tinha empresa. Vi-me reformado. Comecei a ficar triste, corcovado…» Fez novo acordo com a mulher: dividiu o dinheiro com ela e os três filhos – duas raparigas e um rapaz, licenciados em Gestão. A mais velha, de 31 anos, fundou uma empresa de coaching. A do meio, de 27, é a única que trabalha com o pai, como directora de marketing. O rapaz, de 23 anos, é auditor na KPMG. A parte que lhe coube, Américo investiu-a em livraria com um novo conceito – a primeira abre no dia 6 de de Dezembro, em Lisboa. Disse à mulher: «Vou realizar mais um sonho. Tu não terás mais problemas financeiros na vida. E a mim, o pior que pode acontecer é perder o que estou a investir. Se perder, vou viver à tua custa. Mas, à noite, já só preciso de uma sopa.»

Depois de ter sido gráfico e editor, Américo Areal entra em força no retalho. É, por agora, o único rosto da Livrarias Peculiares S.A., detentora da Byblos. E como gosta de manter o seu low profile, assegura que, logo após a inauguração, voltará a esconder-se. No futuro, prevê, hão-de aparecer novos sócios para o substituir na fotografia.


Todos os livros
«Já não sei a quantas ando.» Cansado e stressado, senta-se no seu gabinete, no Porto, à frente de um quadro de Júlio Resende que retrata o pai. O telemóvel está imparável, interrompendo várias vezes a conversa em que explica as novidades que introduzirá no mercado livreiro. Visitou, com olhos profissionais, as melhores livrarias no mundo. Levou os seus directores ao Japão, América do Norte, Holanda, Alemanha. «A pergunta que cada um tinha de fazer era: o que desejo enquanto leitor» Estabeleceu um novo e transparente modelo de negociação entre editores e livreiros e aproveitou ao máximo as novas tecnologias. Depois da entrada dos livros nos hipermercados, do modelo Fnac e das livrarias associadas a editoras, faltava algo que reunisse tudo isto e ainda acrescentasse algo. «É preciso haver sempre um tolinho, para fazer com que o futuro surja mais cedo.» E assim apareceu a Byblos.

Américo quer contrariar «a lógica capitalista» que dá prioridade aos livros recentes e de grande rotação. «Quero ter a totalidade dos livros editados em Portugal e até deixar espaço para edições de autor.» Alargam-se corredores, abrem-se várias zonas de leitura diferentes, multiplicam-se os factores de interesse, tudo para que o visitante prolongue o seu tempo médio de permanência. «Tem de se atender bem quem compra e quem não compra. Como o velhinho que vai lá todas as manhãs ler o seu livro. Este leitor raramente compra um livro para si, mas sempre que quer dar um presente, oferece um livro dos que já leu.»

O sistema informático será um dos trunfos – tanto na gestão do stock como na relação do leitor com o livro, e até na forma de pagamento. O software é holandês; a arquitectura interior é de uma empresa alemã vocacionada para livrarias. Promete-se show-off. Mas deixemos que as visitas de cada um testem a eficácia esperada.


O direito de não ler
O telemóvel toca pela enésima vez.

«Ahhhhhh Yes, Yes, Excelente! Maravilha! Deixei de ficar tenso…» grita, com a maior felicidade do mundo. Algo que era fonte de grande preocupação acabou bem resolvido. O sorriso impôs-se-lhe no rosto, tornando-o ainda mais redondo. Américo Areal distende-se na cadeira e, agora sim, pode recordar os velhos tempos. Conta que, aos 6 anos, já conhecia todos os cantos à gráfica da Asa. Afinal, o pai fundou a empresa em 1951, ano do seu nascimento.

Descendente de gente humilde da freguesia da freguesia da Agrela, Santo Tirso, o pai, Américo da Silva Areal, tinha oito irmãos. Estudou no seminário até ao 10º ano, e empregou-se como contínuo residente no Colégio Broteiro, na Foz do Porto. «Conseguiu tirar o curso de professor primário e, mais tarde, a sua primeira licenciatura, em Geologia. Fazia resumos das lições, reproduzia-os e vendia-os. De contínuo passou a professor, e depois a autor de livros escolares», resume o filho. Acabou por tirar sete licenciaturas, até aos 58 anos. Morreu aos 61. Passou pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil, apoiou Humberto Delgado, viveu as alegrias da queda do fascismo. Mas, em 1975, o gonçalvismo deixou-lhe um amargo de boca. Morreu logo a seguir, tinha Américo 23 anos. Nos primeiros sete anos após a morte do pai, Américo contou com o apoio da irmã Zita, na gráfica e na editora. Apesar de formada em Arquitectura, Zita havia de criar a sua própria editora, a Areal, depois vendida à Porto Editora. Com a liberdade e o fim da política do livro único, a Asa prospera, sustentada pelos livros escolares. Para trás ficaram três falências, provocadas pela PIDE. Sorte foi que a mãe, Maria Olímpia Correia, era filha de agricultores abastados. «Tinha terras que deram para pagar três falências. Na terceira, ficaram os roupeiros e as camas.»

Américo filho gostava de ter sido ginecologista, mas o pai convenceu-o a optar por um curso técnico. Foi até ao 3º ano de Economia, mas não terminou o curso.

A Asa chegou a editar 400 livros por ano. Por isso, Américo não tem hoje paciência para ler um livro do princípio ao fim. «Um dos direitos do leitor é o de não ler, ou de saltar páginas», observa. Edita-se demasiado em Portugal? Encolhe os ombros. «Corresponde a uma multiplicidade de interesses. Contei a um taxista que ia abrir uma grande livraria. Perguntou-me logo se tinha livros sobre doenças de peixes. Respondi ‘Com certeza. Em Dezembro apareça por lá’. Terei mesmo de arranjar alguma coisa sobre doenças de peixes.


Byblos ponto a ponto [caixa]
- Inaugura-se a 6 de Dezembro, em Lisboa, no Edifício Amoreiras Square
- 3300 metros quadrados, só de área comercial
- Terá um vitrinista e um decorador de montras
- 150 mil títulos de fundo editorial, mais um conjunto de CD / DVD / Jogos de computador
- Quiosque com 260 metros quadrados
- 36 ecrãs tácteis, para que cada um possa pesquisar um título ou um autor e descobrir a sua localização exacta
- Cada estante robotizada terá capacidade para 65 mil exemplares
- 11 montras, com plasmas e possibilidade de consultas a partir da rua
- Auditório com 157 lugares sentados e outros tantos de pé, onde, a partir de Março, haverá as semanas temáticas
- O cartão da Byblos dará acesso a um site personalizado do cliente assim como acumulação de pontos
- 4 milhões de euros de investimento
- 60 mil euros / mês aluguer
- 40 a 50 funcionários na sede, no Porto
- 35 a 40 pessoas na livraria
- No próximo ano, nascerá, pelo menos, mais uma Byblos. A do Porto


por Booktailors às 13:54 | comentar | partilhar

Seg, 26/Nov/07
Seg, 26/Nov/07
Deixamos aqui o artigo de Rita Freire, publicado na edição de 4 a 20 de novembro do JL, sobre a Byblos.

Byblos, a maior livraria do país

A maior livraria de Portugal vai abrir as suas portas a 6 de Dezembro, em Lisboa, na zona das Amoreiras. Com 3300 m2 só de área comercial (mais 700 de serviços administrativos) e um catálogo de 150 mil títulos disponíveis, a Byblos representa um sonho antigo de Américo Areal, até há pouco dono e editor da ASA. Uma livraria de fundo editorial, que quer ser a «primeira livraria inteligente» no nosso país e ter disponível a totalidade do catálogo das chancelas nacionais. O JL revela o que vai ser este novo (e único) espaço

Falta apenas um mês para a inauguração.
No entanto, uma grande zona em obras pouco deixa adivinhar o que aí vem. O espaço, com uma área bruta de 4000 m2, divide-se por dois andares. Ainda cheira a tinta, madeira, cimento. Um olhar mais atento permite vislumbrar estantes vazias, por entre o pó, os coriscos decorrentes da soldadura, o estuque e as várias dezenas de trabalhadores que por ali circulam. E são estas estantes o único indicador do que vai nascer nesta imensidão. Será (de longe) a maior livraria do país. Um sonho antigo, com mais de uma década, que Américo Areal nunca abandonou. Criar, de raiz, uma livraria, onde o leitor pudesse encontrar qualquer título, que reunisse os fundos de catálogo das editoras portuguesas. E onde, acima de tudo, se sentisse bem confortável. Aliás, conforto é a palavra de ordem na Byblos, que inaugura a 6 de Dezembro, se tudo correr como planeado. Mesmo a tempo do Natal, ponto alto da venda de livros em Portugal.

Contudo é impossível não questionar. Num país onde os índices de leitura são baixos, e no qual um estudo recente revela que mais de metade da população não comprou nenhum livro no ano anterior, como fazer vingar uma estrutura desta dimensão? Como assumir um risco de elevado valor monetário? Américo Areal sorri. É um sonho, afinal. E acredita que o mercado do livro é lucrativo, apesar das queixas constantes de muitos que trabalham no sector ou não fosse ele o anterior dono da ASA, uma das maiores editoras do nosso país. É, pois, por experiência própria, que sabe que o mercado do livro pode, efectivamente, ser rentável. Desde que bem analisado, com uma ideia cimentada na experiência e no conhecimento do ramo.

Acima de tudo nota-se o seu orgulho enquanto nos mostra o espaço. Ou as projecções em 3D, de como este ficará. Assim o permite a tecnologia nos dias que correm. «Diga lá, está bonito ou não está? Diga que sim!», exalta-se quando deixamos passar um pormenor de que gosta especialmente, como um candeeiro. Ou um sofá, acabado de chegar, onde nos pede para sentar. «Preciso que alguém me diga se é ou não confortável. Então?», questiona na expectativa. É confortável, sim. Mas, se não o fosse, nunca o admitiríamos. Seria, n mínimo, cruel arrasar todo o entusiasmo patente na voz e no semblante.

Um espaço high-tec
Orgulho, pois. E não é para menos. Para além da magnitude do espaço, do detalhe cuidado da arquitectura (projecto do gabinete alemão, Kreftbrübach, especializado em conceber espaços para livrarias), e dos muitos títulos que aí estarão disponíveis, esta será uma livraria high-tec. Dada a enormidade do lugar, e a variedade de obras oferecidas, foi criado um sistema, «único no mundo», que permitirá ao utente encontrar rapidamente o livro que deseja. Se, por um lado, cada livro terá o seu lugar específico em estantes devidamente numeradas, por outro, através de um chip colocado em cada exemplar, será possível encontrá-lo por GPS, caso esteja fora do sítio. Para tal, basta aceder a um dos vários plasmas sensíveis ao toque, que estarão dispostos pela livraria. Ao digitar o nome da obra o computador indica onde esta se encontra. E, para aqueles a quem a tecnologia ainda não conquistou, serão muitos os empregados disponíveis para ajudar. Todos terão um equipamento que, sincronizado com o chip dos livros, lhes indica quais estão fora de sítio, para que os possam repor na devida estante. Mas a tecnologia não se fica por aqui. Uma vez que é difícil, se não impossível, expor 150 mil títulos, existe um armazém para guardar os livros com menos rotatividade. Mas o leitor pode aceder-lhes facilmente, através de uma estante em vidro. Basta escrever num ecrã o título da obra desejada, que um sistema robotizado a trará ao próprio. Através da estante. Tecnologia, então. Sim. Mas escondida. Apenas presente para ajudar e tornar a experiência da livraria o mais cómoda possível.

Porque o objectivo é tornar a ida à Byblos «uma experiência.» Ou seja, não se deseja que o público vá à loja apenas para comprar um, dois, três ou 50 livros, mas também para usufruir do local e do que este pode proporcionar. Para tal, criaram-se várias zonas dentro da livraria, dirigidas a públicos diferentes. Por um lado, cada estilo literário terá o seu espaço distinto. Por outro, há uma zona dedicada aos mais novos, com um barco gigante, onde as crianças podem ficar a ler e no qual decorrerão, pontualmente, sessões de leitura. E, à semelhança de outras livrarias, poder-se-á contar com uma cafetaria, que servirá desde bebidas a refeições ligeiras. E zonas com vários sofás onde cada um se poderá sentar a ler.

Mas, e apesar de se dedicar especialmente aos livros, há também outros produtos na Byblos. Assim, estarão também disponíveis para o consumidor CDS e DVDS, bem como artigos de papelaria de alguma forma relacionados com os livros e a cultura, e uma secção de revistas, onde se poderão encontrar várias publicações especializadas.

Há ainda um recanto, mais vocacionado para um público adolescente, onde se podem jogar videojogos. Mas é na agenda cultural que Américo Areal diz querer apostar forte. Para tal, foi criado um auditório, com capacidade para 100 pessoas sentadas. Aqui o objectivo passa por promover todo o tipo de actividades culturais, desde lançamentos de livros, a concertos ou provas de vinhos. Este espaço é «muito importante», na medida em que faz com que as pessoas tenham vontade de se deslocar à livraria, por saberem que alguma coisa estará a acontecer. E que será sempre «interessante e inovador.» Aliás, hoje este projecto caracteriza-se e distingue-se no contexto nacional pela inovação. Não há igual em Portugal. Mas Américo Areal sabe que é apenas uma questão de tempo. Por isso não tenciona descansar à sombra das conquistas feitas. Até porque, como diz, parar é morrer. Ou, pelo menos, morrer mais cedo. E longa vida é o que se deseja a esta livraria. Porque os livros nunca são demais. Mesmo que não os possamos ler todos. Como disse uma vez Almada Negreiros: «Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.

Deve haver certamente outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido.» E não tinha entrado na Byblos, com os seus 150 mil títulos.


por Booktailors às 11:18 | comentar | partilhar

Qui, 15/Nov/07
Qui, 15/Nov/07
Deixamos aqui uma notícia publicada hoje no Diário de Notícias , da autoria de Maria João Pinto, sobre a Byblos, a livraria que promete revolucionar a forma como vemos as livrarias em Portugal...

Agradecemos ao leitor Hélder Marques a referência.

150 mil livros nas Amoreiras
Os fundos de catálogo serão a sua aposta primeira, preenchendo uma lacuna no mercado livreiro em Portugal, tal como o recurso às novas tecnologias será a sua imagem de marca. Com uma área de quatro mil metros quadrados, 3300 dos quais de acesso público, distribuídos por dois pisos que ocupam a quase totalidade da galeria comercial do Edifício Amoreiras Square, em Lisboa, a primeira loja da cadeia Byblos Livrarias abrirá as suas portas a 6 de Dezembro, com um objectivo em mente: alcançar a fasquia dos 150 mil títulos disponíveis num mesmo lugar.

Após três décadas de trabalho como editor, Américo Areal está agora do outro lado, como livreiro, co-responsável por este projecto. "Sonho construído ao longo de quase dez anos", como referiu ao DN, a Byblos procurará ser "a primeira livraria de fundo editorial em Portugal, ou seja, procurará ter tudo o que os autores e editores quiserem aqui colocar".

Por outro lado, e do ponto de vista da forma, será uma síntese adaptada de quanto foi vendo nas suas viagens de serviço por outras capitais europeias, no Japão e nos Estados Unidos: "Um porto seguro" que, para lá da vertente comercial, "pretende prestar um serviço público", investindo no "conforto e na inovação". E no design, neste caso alemão, particularmente arrojado nas zonas de estar, a cargo da Krefbrubach Store Interiors.

E inovação tecnológica não vai, de facto, faltar, seja para o público adulto, seja para o público infanto-juvenil. Quem visitar a nova livraria, actualmente em fase de montagem, vai usá-la mesmo sem dela se dar conta: livros, estantes e demais expositores estarão, todos eles, ligados em rede, por via da tecnologia de identificação por rádio-frequência. O que, em matéria de organização interna, permitirá, por exemplo, a imediata localização de títulos deixados fora das suas secções - uma dor de cabeça para quem trabalha no ramo - ou a rápida reposição de stocks.

Para o cliente, lembra Américo Areal, esta solução corresponderá também a tempos de espera em caixa substancialmente mais curtos, dado que os códigos serão lidos de uma só vez. Por outro lado, e dado o volume da oferta, um conjunto de ecrãs tácteis, para pesquisa bibliográfica, fornecerão ao utilizador um talão que lhe dirá em que estante e prateleira está a obra que procura, podendo essa mesma pesquisa ser feita por antecipação através do site da Byblos, actualmente em construção, no endereço http://www.byblos.pt/.

Clientes que pretendam um atendimento clássico ou que não se sintam à vontade com estas ferramentas terão funcionários (34, presentemente a receber formação) para os acompanhar. Mas quem quiser ter uma experiência mais radical poderá ver de perto uma estante robotizada a trabalhar: de fabrico italiano, está apta a receber 65 mil volumes, operação que poderá ser acompanhada pelo público através de um ecrã de plasma.No contacto com os autores, a nova livraria dispensará "o púlpito e a mesa" tradicionais, de modo a "fomentar o diálogo com os leitores", refere Américo Areal. Uma sala de exposições e um auditório permitirão, por outro lado, a realização de outras actividades paralelas, nomeadamente de semanas temáticas, em articulação com associações, universidades e/ou empresas.

Os fluxos de circulação na livraria, esses, terão zonas de pausa de variada ordem: áreas de estar e de leitura, pontos de acesso à Internet, cafetaria com 116 lugares sentados, servindo também refeições ligeiras ao almoço e ao jantar. A zona dedicada à literatura infanto-juvenil, autonomizada em relação às restantes, será igualmente uma zona lúdica: uma réplica de um barco em tamanho real, uma casa na árvore em formato virtual, jogos interactivos em parceria com a Y-Dreams."

Na verdade, não inventei nada", diz Américo Areal. "O que pretendemos é que as pessoas, leitores assíduos e menos assíduos, qualquer que seja a sua idade, tenham aqui uma experiência diferente." No futuro próximo, a cadeia deverá expandir-se com a abertura de "mais duas ou três" lojas, uma das quais "no centro do Porto".


por Booktailors às 12:40 | comentar | partilhar


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