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Sex, 27/Fev/15
Sex, 27/Fev/15

 

 O novo sítio OpenBooks.com permite aos leitores ler primeiro e pagar depois.

Ainda em fase beta, o catálogo desta loja será constituido inteiramente por livros autopublicados e permite aos leitores acesso a uma amostra das obras. Depois podem decidir quanto pagam pelo livro — ou não pagar de todo.

Ler aqui.


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Qui, 26/Fev/15
Qui, 26/Fev/15

 

A Marcador Editora apresentou os resultados de 2014 e o balanço é positivo. Segundo dados da editora, 2014 foi um ano de crescimento sustentado na ordem dos 30%, com um volume de vendas a ultrapassar os 1,5 milhões de euros.

 

A contribuir para estes resultados está o romance de Pedro Chagas Freitas Prometo Falhar, que continua a marcar presença nas tabelas de vendas e contabiliza já 90 mil exemplares distribuídos.

 

Também a colecção Livros RTP tem vindo a mostrar bons resultados. Com 13 títulos já publicados e mais uma dezena prevista para 2015, conta com mais de 100 mil livros distribuídos.

 

Segundo o responsável, João Gonçalves, «em 2015 queremos manter a tendência de crescimento, reforçando a nossa aposta nos autores portugueses e na qualidade das nossas traduções e continuando a identificar para o nosso catálogo novas ideias e projetos que possam ser do agrado de um conjunto vasto de leitores».


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Qui, 5/Fev/15
Qui, 5/Fev/15

 

A Relógio D’Água Editores anunciou que irá deixar de distribuir os livros da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) a partir do dia 12 de fevereiro.

 

Os dois próximos títulos da coleção «Ensaios da  Fundação» – Confiança nas Instituições Políticas, de Ana Maria Belchior, e Ética com Razões, de Pedro Galvão  – vão passar a ser distribuídos pela VASP.


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Qui, 8/Jan/15
Qui, 8/Jan/15

 

É recorrente as listas de bestsellers em formato digital apresentarem grandes descontos com o objetivo de aumentar o número de vendas. Mas será esta estratégia útil para os leitores ou para os autores? Leia o artigo aqui.


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Qui, 11/Dez/14
Qui, 11/Dez/14

 

A start-up RedShelf, dedicada aos livros escolares digitais, acrescentou à sua plataforma de distribuição a editora académica Wiley. A empresa impulsiona assim as vendas das 5 maiores editoras académicas, como a Pearson e a McGraw-Hill. Leia o artigo aqui.


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Ter, 21/Out/14
Ter, 21/Out/14

 

A grande retalhista em linha anunciou que vai criar mil postos de trabalho permanente nos seus centros de distribuição no Reino Unido durante os próximos meses. Leia o artigo aqui.


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Sex, 3/Out/14
Sex, 3/Out/14

 

A distribuidora de retalho encontra-se a negociar com as editoras holandesas para vender livros digitais no país, uma vez que a página holandesa em linha da Amazon é redirecionada para a página do Reino Unido. Saiba mais aqui.


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Qua, 24/Set/14
Qua, 24/Set/14

 

A Federação dos Editores Europeus alertou para o declínio do mercado na Hungria, com o corte cada vez mais acentuado do financiamento no setor e algumas medidas para nacionalização das escolas e distribuição de livros escolares. Saiba mais aqui.


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Qui, 17/Out/13
Qui, 17/Out/13

 

A Penguin Books Espanha, responsável pela distribuição de livros em língua inglesa para Espanha, Andorra, Portugal e Itália, alargou o seu âmbito e distribui agora também livros de editoras brasileiras na Europa.

 

De momento, a Penguin Book serve de intermediário a seis grupos editoriais brasileiros (Companhia das Letras, Elsevier, Pensamento, Madras Editora, Ediouro e L&PM), esperando alargar os seus serviços a mais cinco editoras do Brasil.

 

No caso português, independentemente das editoras, a Penguin Books limitar-se-á à distribuição de livros com direitos disponíveis para venda em Portugal.

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Nova campanha de descontos. Novidades 2013: [Lisboa]  Revisão de Texto - nível inicialProdução e Orçamentação Gráfica, Marketing do LivroEscrevi um livro. E agora?[Porto] Escrevi um livro. E agora?.

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Sex, 21/Jun/13
Sex, 21/Jun/13

«O negócio da cadeia de distribuição de produtos culturais tem vindo a perder fôlego e os accionistas da francesa Kering querem, agora, centrar esforços nas suas marcas de luxo (Gucci, Balenciaga, Botteha Venetta, por exemplo) e de vestuário desportivo (Puma ou Volcom).» Leia mais no Público.


por Booktailors às 10:45 | comentar | partilhar

Sex, 18/Jan/13
Sex, 18/Jan/13

 

Será que a estratégia de distribuição de livros infantis através do McDonalds, apoiada pelo National Literacy Trust poderá fazer a diferença? Martyn Daniels, da Booksellers Association, responde aqui.


por Booktailors às 13:00 | comentar | partilhar

Qui, 10/Jan/13
Qui, 10/Jan/13

 

A cadeia de restaurantes americana comprometeu-se a distribuir 15 milhões de livros infantis juntamente com Happy Meals no Reino Unido até 2015. Para ler aqui


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Qua, 28/Nov/12
Qua, 28/Nov/12

 

A Marka e a Euebooks lançaram o serviço Viriato, que permitirá aos editores comercializar livros digitais nas mais importantes plataformas de venda mundiais de venda de e-books. Os livros digitais poderão estar presentes em 190 sítios de venda, em mais de 170 países. Saiba mais sobre este serviço aqui


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Qui, 15/Nov/12
Qui, 15/Nov/12

 

A Marka e a Euebooks lançaram recentemente o serviço Astrolábio, que permitirá a editores nacionais a comercialização e distribuição de conteúdos em formato digital de forma totalmente autónoma. Saiba mais sobre este serviço aqui


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Qua, 12/Set/12
Qua, 12/Set/12

 

A empresa canadiana Kobo estabeleceu uma parceria com a American Booksellers Association para que as livrarias independentes possam vender e-books. Saiba mais aqui.


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Seg, 3/Set/12
Seg, 3/Set/12

 

«Há uma década faliu a DigLivro, que era na época a maior distribuidora portuguesa. Este ano, a CESodilivros foi declarada insolvente. Os editores voltam a tentar encontrar soluções. Umas estão a correr melhor do que outras.» Ler no Público.


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Qua, 1/Ago/12
Qua, 1/Ago/12

 

Martyn Daniels, da Booksellers Association, sobre o Digital Rights Management. Para ler aqui


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Seg, 30/Jul/12
Seg, 30/Jul/12

 

Embora as opiniões das grandes casas editoriais pareçam diferir, a venda direta de livros aos leitores está a tornar-se uma capacidade fundamental para as editoras. Saiba porquê aqui


por Booktailors às 15:00 | comentar | partilhar

Seg, 23/Jul/12
Seg, 23/Jul/12

 

Na Alemanha, a única solução encontrada para garantir a continuidade da indústria editorial de livros técnicos e manuais académicos foi criar uma única plataforma de conteúdos digitais através da qual as instituições de ensino podem descarregá-los. Para ler aqui.


por Booktailors às 11:00 | comentar | partilhar

Qua, 18/Jul/12
Qua, 18/Jul/12

 

A livraria será o único lugar a que pertencem os livros? Não fará sentido vender livros em lojas especializadas em determinados produtos? Para ler aqui.


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Sex, 13/Jul/12
Sex, 13/Jul/12

 

A desvalorização dos direitos de obras estrangeiras, graças ao crescimento dos mercados de distribuição de e-books, poderá criar oportunidades para editoras de mercados estrangeiros nos EUA. Para ler aqui.


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Qua, 27/Jun/12
Qua, 27/Jun/12

 

A editora HarperCollins anunciou recentemente o lançamento do programa HarperCollins 360, que disponibilizará mundialmente todo o catálogo de 50 mil livros em formato papel e 40 mil livros em formato digital. Para ler aqui e aqui. Por sua vez, os sítios Publishing Perspectives e Booknet Canada analisam a decisão e o seu impacto no mercado editorial aqui e aqui.


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Qua, 9/Mai/12
Qua, 9/Mai/12

Após meses de negociações, a Amazon fechou um acordo de distribuição de e-books com mais de 40 editoras japonesas. Leia aqui.


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Qui, 26/Abr/12
Qui, 26/Abr/12

 

Nas editoras, existe cada vez mais a tendência de recorrer ao outsourcing na distribuição dos seus livros. Mas será essa a melhor opção? Leia aqui.


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Seg, 23/Abr/12
Seg, 23/Abr/12

 

 

«A CESodilivros, a maior distribuidora de livros em Portugal, no mercado há mais de 20 anos, declarou falência, deixando em grandes dificuldades e com muitas dívidas as mais de quarenta editoras que distribuía, incluindo a Antígona e a Orfeu Negro.» Para ler no Sol e no Cadeirão Voltaire.


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Seg, 12/Mar/12
Seg, 12/Mar/12

 

A OverDrive, uma das principais distribuidoras de conteúdo digital no mundo, anunciou na semana passada a aquisição da Booki.sh, plataforma baseada em nuvem e especializada na venda e distribuição de e-books. Leia aqui.


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Ter, 28/Fev/12
Ter, 28/Fev/12

«A Eucleia Editora divulgou um comunicado a informar que será responsável pela sua própria distribuição, referindo ao mesmo tempo que "não autorizou nenhuma distribuidora a utilizar a sua imagem e nome, nem a fazer a prospecção e a receber eventuais encomendas dos nossos livros".» Ler no Diário Digital.


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Qua, 11/Jan/12
Qua, 11/Jan/12

 

No Reino Unido, a cadeia McDonald’s vai aproveitar o furor em torno do novo filme de Steven Spielberg, War Horse, baseado na obra de Michael Morpurgo, para distribuir livros infantis deste autor na compra de um Happy Meal. Um acordo com a HarperCollins permite a distribuição de cerca de 9 milhões de exemplares do livro Mudpuddle Farm na compra do menu infantil da McDonald’s. Leia aqui e aqui.


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Qua, 14/Set/11
Qua, 14/Set/11

 

O primeiro autor independente a vender um milhão de e-books aceitou a colaboração da Simon & Schuster para a distribuição e venda dos seus livros impressos. O processo de produção continuará, porém, a cargo do autor. Para ler sobre a notícia, ver aqui.


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Ter, 3/Mai/11
Ter, 3/Mai/11

Seis das principais editoras brasileiras juntaram-se para criar uma empresa de distribuição e venda de e-books, chamada Distribuidora de Livros Digitais. O projecto está a ser gerido por Roberto Vaz Moreira, CEO da Objetiva, contanto com participação das editoras Objetiva, Record, Sextante, Rocco, Planeta e L&PM. Via Publishnews Brazil.


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Qui, 2/Set/10
Qui, 2/Set/10

A Publidisa organiza este evento, com colaboração da APEL, que decorrerá nos próximos dias 7 e 8 de Setembro, em Lisboa e Matosinhos, respectivamente. O seminário seguirá os seguintes tópicos:

1. O que se passa no sector editorial? Rumo a um ambiente digital.

  • Análise do sector editorial.
  • Evolução do sector.
  • Situação actual.
  • Desafios.

2. Razões para esta mudança.

3. eDistribuição.

  • Definição.
  • Oportunidades.

> Novos formatos. Formatos On Demand, como garantia de disponibilidade.
�- Segurança dos conteúdos.


> Novos negócios.
�- Novos Canais.
�- Novos Dispositivos de Leitura. Conteúdos iPad.

4. Estratégias para enfrentar a mudança. Estratégias Digitais.
  • O novo leitor.
  • A nova edição.
  • Novas ferramentas.
5. Tecnologia Publidisa para eDistribuição.


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Ter, 9/Fev/10
Ter, 9/Fev/10
«A distribuição das edições das Selecções do Reader’s Digest no mercado livreiro está desde o início do ano a cargo da Sodilivros, adianta a empresa em comunicado.

De acordo com o mesmo documento, no âmbito deste novo acordo, as Selecções do Reader’s Digest estão também a desenvolver uma nova estratégia editorial e de marketing que, “em conjunto com a Sodilivros, permitirá abordar este canal de vendas com uma nova gama de produtos com a qualidade editorial das Selecções, mas mais adequada ao público destes canais de distribuição”.» Ler no Briefing. Via EstudosEdição.


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Qua, 3/Fev/10
Qua, 3/Fev/10
«A Deplano Network, SA, empresa de Horácio Piriquito, comprou a HT Distribuição, criada em 1992 pelas editoras Livros Horizonte e Terramar, e actualmente a distribuir, para além da editora Livros Horizonte, a Biblioteca Nacional, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda e o Instituto de Comunicação Social e outras editoras independentes.» Ler na íntegra no blogue Os Meus Livros.


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Qua, 9/Dez/09
Qua, 9/Dez/09
«A Deplano Network, SA, empresa de Horácio Piriquito, comprou a totalidade do capital social da distribuidora Konsoante - Distribuidora de Livros e Audiovisuais, alargando a sua área de acção ao sector da distribuição.

Fundada inicialmente pelo editor Mário Moura, a Konsoante - explica a Deplano em comunicado enviado ao Briefing - “tem mais de dois mil pontos de venda por todo o País, entre Livrarias, Cadeias Livreiras, Hipermercados, para além de liderar nos canais alternativos como Lojas e Postos de Abastecimento de Combustíveis, CTT, Stales Office Center, SPAs, entre muitos outros”.» Ler aqui.

Via twitter EstudosEdição.


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Qua, 30/Set/09
Qua, 30/Set/09
«Qual o objectivo da Deplano ao adquirir a Konsoante?

A Deplano sempre afirmou que quer crescer no sector editorial e livreiro. Mas devagar e sempre a acompanhar, com racionalidade e bom senso, a evolução rapida e turbulenta a que estamos a assistir.

Não temos nenhuma ambição de liderança e não estamos em nenhuma “correria” desenfreada e ansiosa. Preferimos focar-nos na diferenciação,na alternativa e no posicionamento. Queremos mesmo ser um “pequeno player”!

Estamos muito focados em não cometer os erros de crescimento e concentração a que estamos a assistir à nossa volta, todos os dias. Pensávamos que o exemplo da década.de 90, e o que ela significou para a gestão das empresas, pudesse servir hoje para as coisas serem diferentes. Para nós ainda bem! Para o sector, é mau.

Temos também outras áreas onde estamos focados e queremos crescer com focagem e especialização. Como, por exemplo, nos Media especializados, na Comunicação e Consultoria Empresarial, na vertente tecnológica dos conteudos e também na Internacionalização. Já estamos em São Paulo, no Brasil, vamos entrar em Cabo Verde, e estamos neste momento no local a estudar Angola e Moçambique.»

Leia a entrevista no blogue Os Meus Livros.


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Ter, 29/Set/09
Ter, 29/Set/09
A distribuidora Konsoante foi fundada e era, até recentemente, posse de Mário Moura, fundador do grupo Pergaminho e actual editor da Vogais & Companhia. Recordamos que, aquando da venda da Pergaminho ao Direct Group/Bertelsmann, Mário Moura manteve fora do negócio a Konsoante, que se manteve na sua posse e troca agora de proprietário.

No actual processo de falência da Centralivros/Logilivro, alguns dos editores mais significativos têm sido acolhidos pela Konsoante, nomeadamente a Sextante e a Booksmile sendo que, segundo se crê, poderá ter a futura casa de uma Cavalo de Ferro renascida.

Horácio Piriquito foi director das revistas Semanário Económico, Valor e Fortunas & Negócios e é, actualmente, o director do grupo Deplano Network, integrando as marcas Booknomics e DePlanoBooks. Tendo em tempos sido anunciado o processo de aquisição da Rei dos Livros, esse negócio não terá ocorrido.

A Konsoante passa agora a pertencer à DePlano, de Horácio Piriquito, mantendo-se a empresa no mesmo edifício. A Vogais & Companhia continuará, igualmente, a ser distribuída pela Konsoante.


por Booktailors às 17:20 | comentar | partilhar

Ter, 8/Set/09
Ter, 8/Set/09
Ao fim de alguns meses a trabalhar com a Centralivros, a Booksmile rescindiu contrato com aquela distribuidora. Motivo? «Falta de abastecimento do mercado no último mês.»

A Booksmile está à procura de um novo parceiro para a área da distribuição. Aqui.


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Ter, 28/Jul/09
Ter, 28/Jul/09
«Não podemos continuar com o divórcio entre edição e distribuição. Não podemos continuar a procurar livros em livrarias e a ouvir como resposta do empregado — livreiro é outra coisa —, em regra blasé, ou simplesmente ignorante, «dessa editora não temos nada». Já ouvi dizer isto da Assírio & Alvim, que há meia dúzia de anos andava ao colo de toda a imprensa cultural e agora sumiu dos escaparates. O mesmo se passa com as edições da Imprensa Nacional, do Instituto de Ciências Sociais, da & etc e, de um modo geral, de todos aqueles que não apostam no bestseller. Um caso paradigmático é o da Angelus Novus, que tem um catálogo irrepreensível, mas é difícil de encontrar fora dos dois ou três sítios do costume: os tais que têm livreiros. E não me venham com a treta de que sou parte interessada por ter publicado dois livros na Angelus Novus (em 2000 e 2003), um deles até já reeditado na QuidNovi.»

Ler na íntegra aqui.


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Seg, 26/Jan/09
Seg, 26/Jan/09
A editora Alêtheia acaba de anunciar que, a partir de 1 de Fevereiro, as suas novidades passarão a ser distribuídas pela Distribuidora de Livros Bertrand.

Fonte: Alêtheia

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Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blog.


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Qua, 1/Out/08
Qua, 1/Out/08
Para ler no blog do autor, aqui.

«É pública a minha discordância em relação a muitas das atitudes deste grupo editorial. (...) Não vejo nem a Bertelsmann, nem a Porto Editora, nem a Presença a fazerem um décimo dos erros, a terem, nem de longe, nem de perto, a mesma estranha postura. Porquê? Porque estão cá para fazer livros e com eles dinheiro. A Leya, não: está para fazer dinheiro.O que está a acontecer em relação aos livros escolares é disso exemplo. Tenho pena que as pessoas que, durante anos e anos, fizeram os livros da ASA, da Texto, etc, estejam a ver o seu nome indirectamente associado a erros de gestão.»

«Sim, a desculpa é deselegante para não dizer que quer fazer de nós burros. Acaba a Fnac com os 10% de desconto nos livros (ou indexa-os apenas aos detentores do cartão Fnac) porque isso é, agora, prática no mercado. E eu que achava que é exactamente ao contrário que costuma funcionar: quando toda a gente está a fazer nós temos é de fazer mais, não menos. Mas com uma quota de mercado tão grande, dá para fazer tudo. Mas desengane-se quem acha que estou contra. Não estou a favor, como é óbvio, mas aceito a mudança. Ela faz parte de uma alteração no paradigma de venda do livro do grupo Fnac. Há anos que em França a Fnac é, na livraria, um hipermercado Continente: livros de alta rotação, nada mais. Notoriamente assim se tornará em Portugal dentro em breve. A mim resta-me dizer que tenho pena que o capitalismo (ou melhor, a obrigatoriedade de crescimento anual dos lucros) acabe por hipotecar um projecto inovador e único. Porque raio não podem as empresas manter os lucros, quando são, como são, já tão altos? Porque têm elas de continuar a crescer? Mas tenho a certeza que para os lados da rua Professor Jorge de Silva Horta há atenção ao fenómeno. Só se forem lorpas, como chamava o meu tio-avô Crispim ao filho quando perdia mais uma vez à sueca, é que não percebem que o futuro da Bertrand passa por ser a livraria que a Fnac já não é e que a Bertrand nunca foi.»


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Qua, 1/Out/08
«A partir de hoje acabou o chamado "preço FNAC" e o desconto de dez por cento à cabeça sobre qualquer livro passará a ser usufruído apenas pelas 250 mil pessoas em Portugal que possuem cartão de cliente daquele grupo. Esta alteração estratégica foi ontem confirmada ao PÚBLICO pelo director de comunicação do grupo, Viriato Filipe.?

Mais desenvolvimentos no Público.

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Qua, 24/Set/08
Qua, 24/Set/08
Enquadrado nas iniciativas do National Year of Reading, a cadeia de livrarias Waterstone's lançou uma campanha de incentivo à leitura e partilha de livros. A Waterstone`s irá oferecer às crianças "do 1º ciclo" um voucher para aquisição de um livro novo, em troca de livros antigos destes alunos. As escolas participantes na iniciativa neste projecto não serão esquecidas e receberão uma série de materiais.

Mais desenvolvimentos aqui.


por Booktailors às 11:53 | comentar | partilhar

Seg, 22/Set/08
Seg, 22/Set/08
O Escape, do Expresso, fala de 4 livrarias classificadas como "de culto": Pó dos Livros, Trama, Ler Devagar e Lello. Para ler a caracterização feita, clicar aqui.


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Sáb, 6/Set/08
Sáb, 6/Set/08
«Eu deixei de comprar na Buchholz porque quase nunca encontrava o que queria, e quando encontrava era atendido com sobranceria. Mais: como as prateleiras estavam sempre cheias de pó, era preciso ir lavar as mãos ao café da esquina. O facto de a livraria fechar cedo (18:00h) também não ajuda. O prestígio de outros tempos, fundado no stock de livros estrangeiros e numa carteira de clientes «importantes», deixou de fazer sentido com a queda da ditadura e o fim da censura.»

Eduardo Pitta, do Da Literatura, recupera um antigo post, no qual este faz uma caracterização da história livraria Buchholz.


por Booktailors às 15:03 | comentar | partilhar

Seg, 18/Ago/08
Seg, 18/Ago/08
A Independent Aliance, cuja distribuição está a cargo da Faber, aderiu ao programa Search Inside da Amazon.

São cerca de 130 os títulos para já disponíveis, sendo também grande o interesse comercial que esta ferramenta de decisão consegue trazer aos editores, todos eles.

Via Bookseller.


por Booktailors às 18:40 | comentar | partilhar

Qua, 6/Ago/08
Qua, 6/Ago/08

Retirado daqui.



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Sáb, 12/Jul/08
Sáb, 12/Jul/08
Na Rua Dr. Cândido Guerreiro, números 26 a 30.


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Qui, 10/Jul/08
Qui, 10/Jul/08
«A Bertrand abre, às 10 horas desta quinta-feira [jhoje], a sua maior livraria no norte do país, no Porto, mais concretamente na Rua Júlio Dinis, iniciativa que o JN noticiou há cerca de três meses e que se insere na aposta de regresso à cidade de várias entidades livreiras.»

Mais desenvolvimentos no Jornal de Notícias.


por Booktailors às 14:47 | comentar | partilhar

Ter, 8/Jul/08
Ter, 8/Jul/08


por Booktailors às 16:50 | comentar | partilhar

Qua, 18/Jun/08
Qua, 18/Jun/08
Para celebrar o aniversário de Fernando Pessoa, as livrarias Almedina, em parceria com a Assírio e Alvim, terão uma secção exclusivamente dedicada a Fernando Pessoa com descontos de 20% em cinco obras do autor.

Na imagem, podemos ver o merchandising criado para esta iniciativa.





por Booktailors às 18:29 | comentar | partilhar

Qui, 5/Jun/08
Qui, 5/Jun/08
Em relação ao post que Jaime Bulhosa publicou no seu blog, e que aqui reproduzimos, um leitor comentou o mesmo no nosso blog. Jaime Bulhosa respondeu no Pó dos Livros:

«Por reacção a este post, tive um comentário no blog dos Booktailors que gostava de responder em defesa de alguns livreiros.

"Os livreiros (à excepção das grandes redes livreiras e de uma ou outra livraria independente)estão nessa posição porque querem e porque não têm sabido organizar-se num movimento associativo autónomo. Aliás, nem sequer têm sido capazes de se modernizar apesar de uma Lei do Preço Fixo do Livro criada há mais há cerca de 20 anos especialmente para os proteger das grandes superfícies. Têm-se posto a jeito na posição de elo mais fraco e as editoras agradecem.Mas muito cuidado com a vitimização dos livreiros. No negócio do livro eles ainda são os que assumem menos riscos. O que não conseguem vender, devolvem às editoras, eliminando muito prejuízo, fazendo-o recair sobre as editoras (e quando as editoras não conseguem vender, os livreiros estão-se borrifando). E uma média de metade do preço da capa dos livros fica para os livreiros. Os outros 50% ficam nas mãos dos editores, e é de onde devem sair os direitos de autor, os custos de produção e os custos de distribuição. Em regra, uma editora fica com cerca de 5% do preço de capa como lucro líquido. O que, dependendo da perspectiva de cada um (entenda-se para a maior parte dos negócios), é muito pouco para os riscos que o negócio implica."

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Resposta:
Convido o Sr. Serafim Gonçalves a vir à Pó dos Livros, ver as facturas dos nossos fornecedores para verificar os descontos, o investimento que fizemos e as despesas que temos. E garanto-lhe que não é nem de perto nem de longe o que diz. Em relação à lei do preço fixo, esta não foi criada para defender os livreiros das grandes superfícies, há 20 anos como diz, não havia grandes superfícies a vender livros e foi defendida pela maior parte dos editores. Quanto a quem é que ganha mais neste mercado, penso que está bem distribuído entre: autores, editores, distribuidores e livreiros. Quem arrisca mais? Fique sabendo que o investimento de uma livraria é bem maior que o investimento que se faz para começar uma editora. Digo-lhe também que nem todos os livros têm direito de devolução, esta tem regras e custos inerentes, já para não falar dos roubos, na ordem dos 3% que ficam a cargo do livreiro e funcionam para o editor como venda. Muito mais poderia dizer, como por exemplo, o facto de hoje estar instituído descontos ao cliente na ordem dos 10% sobre o preço de capa, mais os descontos de Visa e Multibanco. O resto fica para quando cá vier.

Os meus cumprimentos

Jaime Bulhosa»


por Booktailors às 14:37 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Qua, 4/Jun/08
Qua, 4/Jun/08
Jaime Bulhosa, da Pó dos Livros, deixa no blog da livraria a sua opinião quanto à duração da feira do livro de Lisboa. O post tem o título de "É demais".

«21 dias de feira do livro. Não quero fazer o papel de coitadinho, mas é demais…Não é bom para quem trabalha na feira, que normalmente faz desse trabalho uma extensão do seu emprego para ganhar mais uns trocos e que por causa disso fica sem folgas durante um mês. Não é bom para os editores, que vêem as despesas acrescidas com custos de pessoal e não são compensados com as vendas miseráveis durante os dias de semana. E não é bom para os livreiros (porque impedidos de participar na feira por causa de uma cláusula inventada pelos editores da APEL, que diz: não se pode vender o mesmo livro em dois stands diferentes), que não vendem durante mais de um mês e mantêm as despesas. Não é bom para os livreiros, editores e distribuidores, porque a diminuição das vendas de livros nas livrarias se prolonga muito para além da feira.

Será bom para o público?

Uma certeza eu tenho: tantos dias de feira e o exagero nos descontos praticados (muitas vezes sem ter em conta a lei do preço fixo) servem para criar a percepção, entre o público, de que, durante o resto do ano, o preço dos livros se baseia na especulação, não dependendo do seu custo real.

Proponho: apenas duas semanas de feira do livro e abertura às 10 horas da manhã durante os fins-de-semana. Tempo mais que suficiente para que se realize a festa do livro e para que o público consiga disponibilidade para lá se deslocar»


por Booktailors às 14:53 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Ter, 27/Mai/08
Ter, 27/Mai/08
Luis Cristóvão, numa tentativa de tentar dinamizar os livreiros independentes face à conjuntura menos favorável pela qual passam as livrarias, enviou o texto abaixo para 23 livreiros . Apenas um respondeu. O livreiro em questão agradeceu o convite, mas... declinou.

«Caros Amigos,

O sector do livro, em Portugal, passa por uma fase de reestruturação que tem levado à criação de grandes grupos económicos onde se juntam editores e livreiros. Perante este cenário, o papel dos pequenos empresários do ramo livreiro (ou livrarias independentes, como é mais comum serem chamados), vêem-se muitas vezes encurralados, por um lado, pelas condições impostas pelos grupos editoriais e, por outro, pela feroz concorrência dos grandes grupos livreiros.Numa situação destas, não faz sentido que as livrarias independentes não dialoguem entre si, delineando estratégias comuns de promoção do livro e dos seus espaços como lugares de fruição cultural. Assim, venho propor a realização de um encontro entre representantes do maior número possível de livrarias independentes, de modo a que se possa encontrar um caminho comum para o sucesso de cada um dos nossos projectos.»


por Booktailors às 17:00 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Seg, 26/Mai/08
Seg, 26/Mai/08
Próxima sexta-feira, a livraria Guimarães abre as portas, já devidamente redesenhada.

Confesso que estou um bocadinho ansioso...
(pf)


por Booktailors às 10:49 | comentar | partilhar

Seg, 21/Abr/08
Seg, 21/Abr/08

"Na facturação global da Fnac, qual é o peso da facturação dos livros?
E.M.: Cerca de 25%, depende da loja; há lojas com um perfil mais editorial. Hoje, andamos à volta dos 60%em produtos técnicos e 40%em produtos editoriais (o que inclui discos e livros).



Quais são as lojas que vendem mais livros?
E.M.: As que estão no centro das cidades, nomeadamente, Chiado e Santa Catarina. Temos desenvolvido algumas zonas mais específicas em cada uma delas."



Enrique Martinez, Os Meus Livros, nº62: Abril 2008, p. 51


por Booktailors às 01:25 | comentar | partilhar

Dom, 20/Abr/08
Dom, 20/Abr/08
Todas as vossas lojas oferecem os mesmos livros?
E.M.: Não, há um catálogo comum, mas uma boa parte é decidida em cada loja, adequando o espaço e o gosto dos seus clientes. Imagine que contratamos um expert em bd americana, é muito provável que essa pessoa vá trazer para a Fnac know-how nessa área específica.”


Enrique Martinez, Os Meus Livros, nº62: Abril 2008, p. 53


por Booktailors às 00:42 | comentar | partilhar

Sáb, 19/Abr/08
Sáb, 19/Abr/08
Afirmou numa entrevista: ‘ Não me admiraria que, em 2011, a Internet seja a 1ª loja do grupo no país em termos de facturação, uma vez que isso já acontece em França e no Brasil.’ O que representam as vendas online para a Fnac e quais são os vossos objectivos nesse campo?
E.M.: Hoje representam cerca de 1,5% mas, nos últimos anos, temos tido um crescimento constante na ordem dos 40 ou 50%, ou seja, o mercado de Internet em Portugal está a crescer ao ritmo que está a crescer o número de lares equipados com computadores ou a instalação de linhas de alta densidade de transmissão de dados. A partir daí há um maior uso de Internet, primeiro para partilha de dados, depois numa segunda fase, para comércio electrónico. Queremos chegar aos 10% de vendas online, o que, num universo de vinte lojas, fará da Internet a nossa melhor loja.”



Enrique Martinez, Os Meus Livros, nº62: Abril 2008, p. 53


por Booktailors às 10:29 | comentar | partilhar

Sex, 18/Abr/08
Sex, 18/Abr/08
A Sodilivros irá organizar, entre os dias 23 e 27 de abril, uma feira com livros a partir de 1 euro. A Feira decorrerá numa tenda que será montada no Terreiro do Paço.

A feira decorrerá entre as 12h e as 20h, excepto no dia 27, cuja abertura está marcada para as 10h.

Fonte: Público, 18.04.2008, p.30.


por Booktailors às 11:56 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sex, 18/Abr/08
E qual é a sua opinião sobre as recentes Byblos?
E.M.: Respeitamos. É um conceito muito arriscado mas com algum mérito, alguém que decide lançar-se neste mercado com tamanha ambição. No sentido de haver mais espaço para livrarias, acho fantástico, os livros não concorrem entre si, mas sim com outras formas de entretenimento – videojogos, cinema, teatro, concertos.”


Enrique Martinez, Os Meus Livros, nº62: Abril 2008, p. 52


por Booktailors às 10:51 | comentar | partilhar

Qui, 17/Abr/08
Qui, 17/Abr/08
O que distingue a secção de livros de uma livraria como a Bertrand ou Bulhosa?
E.M.: Por um lado, a independência, os nossos vendedores são especialistas, mas são totalmente independentes nas suas escolhas: nas ofertas, nas promoções, nos destaques que são feitos na loja. Depois, temos uma ampla gama de oferta, temos mais de 150 mil referências, mesmo as que não estão expostas, rapidamente podem ser disponibilizadas ao cliente. O nosso modelo de loja global acaba por dar ao cliente que gosta de livros a oportunidade de contactar com outras realidades da área da cultura.


Enrique Martinez, Os Meus Livros, nº62: Abril 2008, p. 52


por Booktailors às 13:45 | comentar | partilhar

Qua, 16/Abr/08
Qua, 16/Abr/08
Continua a haver lugar para as pequenas livrarias?
E.M.: Acho que sim, pela conveniência (cada vez somos mais cómodos no nosso dia a dia e o facto de termos uma loja perto de nós faz toda a diferença) e pela especialização. Se não podemos ser a maior loja, temos de ser a melhor naquilo que temos para oferecer. Há bons exemplos de pequenas lojas que conseguem fazer uma oferta orientada para um tipo de cliente ou géneros específicos. ”


Enrique Martinez, Os Meus Livros, nº62: Abril 2008, p. 51-52


por Booktailors às 14:30 | comentar | partilhar

Seg, 14/Abr/08
Seg, 14/Abr/08
Como comenta as recentes mudanças no mercado editorial português − compras, vendas, fusões…?
E.M.: Tem várias leituras. Estes movimentos convergentes são habituais nos mercados europeus e Portugal estava a tornar-se uma excepção, com um mercado muito fragmentado, o que colocava algumas barreiras à modernização. Novas tecnologias, catálogos electrónicos…tudo isso tinha mais dificuldade em implantar-se Agora estão a constituir-se grandes grupos que terão de rentabilizar os investimentos que fizeram e, todos juntos, vamos elevar o mercado. Esse é o lado mais interessante de todo o processo.


Só encontra aspectos positivos, em todo esse movimento?
E.M.: Para já, sim. O facto de haver tanta gente interessada, significa que é um mercado atraente. Se isso trouxer mais investimento e profissionalismo para o mercado dos livros, óptimo. Também vamos ganhar com isso.”


Enrique Martinez, Os Meus Livros, nº62: Abril 2008, p. 51


por Booktailors às 16:23 | comentar | partilhar

Seg, 7/Abr/08
Seg, 7/Abr/08
Depois de ter anunciado que a venda de obras em sistema POD será possível apenas com o seu próprio sistema de impressão a pedido, a Amazon vem deixar claro que não vê com bons olhos a venda directa das editoras nos seus websites, com desconto:


«AMAZON HAS THREATENED publishers who sell direct at discount on their own websites with punitive action. PN understands that it has said that if the publisher continues, Amazon will take the selling price as the RRP and apply its terms of trading to that price. In other words, if Amazon receives a 50% discount from Penguin, for example, but Penguin is selling a £20 book for £15 on its website, Amazon will only give Penguin £7.50, rather than £10»

Mais desenvolvimentos Publishing news.


por Booktailors às 09:37 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Qui, 20/Mar/08
Qui, 20/Mar/08
Luis Cristóvão publica no seu blog um comentário / desabafo à actuação do departamento comercial das editoras:

«O meu orientador no exercício da gestão de empresas, diz-me que temos sempre que ser mais duros, que o mais duro possível ainda não é duro o suficiente.

Eu bem tento levar as coisas de um modo mais flexível.

Mas parece-me que, deste lado do mundo, grande parte das pessoas ainda não percebeu o que significa marcar reunião, marcar uma hora para ser recebido, ter o mínimo de bom senso no que toca a preparar as coisas para que a sua função de comercial seja bem acolhida junto dos seus clientes. Grande parte das pessoas ainda pensa que os fornecedores (de livros, é o caso) devem ser recebidos de braços abertos, com grandes sorrisos de saudade.

Simplesmente, eu, não tenho paciência para esse jogo da falta de respeito.»


por Booktailors às 01:59 | comentar | partilhar

Qui, 20/Mar/08
O expositor pertence à obra Corpo de Mentiras, de David Ignatius (Bertrand).

Mas neste mesmo expositor, encontramos igualmente diversos exemplares de uma obra de Clive Cussler (Saída de Emergência)...

Confusão para os clientes?

E é impressão nossa ou a capa do livro de Clive Cussler consegue mais protagonismo que o livro da Bertrand?


Imagem captada numa grande superfície da zona da Grande Lisboa.


por Booktailors às 00:07 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ter, 4/Mar/08
Ter, 4/Mar/08
Aqui, um post dos responsáveis da Livros de Areia sobre a Fnac, a propósito do 10º aniversário.

«...a FNAC não brinca em serviço, e não brinca com os editores. E não trata pequenos editores como "pequenos editores": o verdadeiro "serviço público" de livraria já existe nas suas lojas, e era bom que novos-livreiros ambiciosos deixassem de anunciar o derrube de uma porta que esta multinacional arrombou já há 10 anos, quando cá chegou»...


por Booktailors às 00:49 | comentar | partilhar

Ter, 4/Mar/08
«De acordo com um estudo apresentado pela Marktest, quase 2,5 milhões de cibernautas portugueses visitam sites de comércio electrónico quando navegam a partir de casa. Este valor indica que as lojas on-line são visitadas por 82 por cento dos cibernautas lusos.

(...)

Segundo o estudo o site com mais utilizadores únicos foi o site português da Fnac, seguindo-se a Worten e a Amazon»

Mais desenvolvimentos no Sol.


por Booktailors às 00:45 | comentar | partilhar

Qua, 27/Fev/08
Qua, 27/Fev/08
10 anos em Portugal com uma festa na loja do Colombo a comemorar o feito, hoje.

Votos de muito sucesso!


por Booktailors às 12:52 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Qua, 27/Fev/08

Pode parecer que estamos a jogar Pac-man, mas nem a Fnac tem um logo verdadeiramente amarelo canário, nem lhe reconhecemos tendências comilonas.

O que sabemos, por outro lado, é que os 10 anos (que irão ser celebrados hoje) demonstram um vigor de crescimento que até já tínhamos anunciado.

Pois então, saiba-se que já em Abril Viseu passará a ter o armazém especializado de suportes culturais FNAC, sendo que ainda este ano abrirão outras duas, em Lisboa e Matosinhos.

Via Lusa.

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por Booktailors às 12:50 | comentar | partilhar

Qua, 6/Fev/08
Qua, 6/Fev/08

A Fnac prepara-se para abrir um loja em Leiria em 2009, não estando ainda decidida a localização exacta do espaço.

Recorde-se que é objectivo desta cadeia de lojas ter 20 lojas até 2011.


por Booktailors às 10:27 | comentar | partilhar

Sáb, 2/Fev/08
Sáb, 2/Fev/08
A revista Tabu do jornal Sol apresenta hoje um artigo de Sérgio Pires (fotografias de Sérgio Pires) sobre a Livraria Lello. O artigo tem o título "Livraria sem paralelo" e pode ser encontrado nas páginas 74 e 75.

Alguns excertos:

«A distinção [O Guardian classificou a Livraria Lello com a 3ª mais bonita do mundo, atrás da Boekhandel, de Maastrich, e da Ateneu, de Buenos Aires] soube a pouco, até porque as preferidas (...)são reconversões de uma igreja e de um teatro, respectivamente. "Era como se nós fizéssemos uma livraria nos Jerónimos ou no Teatro de S. João"» [testemunho de Antero Braga, proprietário].»

«Durante muitos anos a Lello foi livraria e casa editorial, mas recentemente concentrou-se exclusivamente na venda de livros»

«A mais-valia desta livraria antiga é obtida pela exploração das lacunas do self-service de venda de livros das grandes superfícies, ao estabelecer uma relação de confianças com o cliente. (...) Nunca dizemos que um livro está esgotado. Podemos não o ter de momento, mas garantimos que dentro de dias o faremos chegar a sua casa.»

«Mais do que uma livraria tradicional, a Lello procura afirmar-se como pólo cultural de excelência, de onde partem iniciativas como tertúlias, exposições, peças de teatro, sessões de poesia e onde inclusivamente já houve um desfile de moda e rodagem de filmes. «Parte do Xangô de Baker Street foi rodado aqui, como também uma produção luso-francesa»


por Booktailors às 18:27 | comentar | partilhar

Sex, 11/Jan/08
Sex, 11/Jan/08


Movimentações na distribuição em idioma catalão trazem, para o mundo da distribuição de títulos em Espanha, um novo conceito de especialização linguística, como forma de gerir as susceptibilidades da concentração.

Sendo este um elo da cadeia que, em espanha, ainda não se poderá considerar atomizado, o cenário começa a mudar rapidamente e os principais grupos movimentam-se para capturar os clientes com mais capacidade comercial.

Simultaneamente, revelam que os mercados linguísticos de Espanha «són dos negocis diferents», fragmentando as empresas de forma a prestar «un millor servei als llibreters, sobretot per a poder arribar a les llibreries petites».

Fonte VilaWeb, via ConValor.
Fotografia via Libros y Bitios.


por Booktailors às 08:49 | comentar | partilhar

Qui, 27/Dez/07
Qui, 27/Dez/07
A Amazon fecha o ano da melhor maneira, com este Natal a ser o melhor de sempre.

Segundo notícia do Jornal de Negócios, «o dia 10 de Dezembro foi o mais concorrido, com mais de 5,4 milhões de itens encomendados pelos internautas»


por Booktailors às 18:22 | comentar | partilhar

Qui, 6/Dez/07
Qui, 6/Dez/07

A Saída de Emergência lançou uma campanha em que na compra de dois livros no website, a editora oferece um terceiro grátis. A oferta do 3º livro está circunscrita a uma selecção de quatro títulos (pelo menos no que ao mês de Dezembro diz respeito). Esta promoção é válida apenas para compras superiores a 20€, sendo que os Packs Promocionais contam apenas como 1 livro. Os portes são suportados pela Saída de Emergência.

O funcionamento da Promoção 2=3 é explicada no website (reproduzimos):

-Faça as suas compras normalmente;

- Quando chegar ao checkout, por cada 2 livros que tiver comprado, poderá escolher um terceiro grátis.


por Booktailors às 14:20 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sex, 30/Nov/07
Sex, 30/Nov/07
A entrevista abaixo foi publicada na Meios e Publicidade, do passado dia 16.11.2007, nas páginas 24 e 25, da referida revista. A entrevista, conduzida por Rui Oliveira Martins, tem como título uma citação da directora de Marketing, Teresa Figueiredo – “O marketing tem uma importância estratégica”.

Com 52 lojas, a Bertrand pretende abrir todos os anos quatro a cinco lojas para reforçar a sua presença nacional. Há dois meses à frente do marketing, Teresa Figueredo explica a estratégia da marca.

Após passar 12 anos na Lever, onde trabalhou a produtos pessoais e detergentes e de cinco anos no marketing para empresas da PT Comunicações, Teresa Figueiredo assumiu há dois meses o marketing das livrarias da Bertrand. A reabertura, com novas funcionalidades na loja das Amoreiras, é o pretexto para analisar a estratégia da marca, que detém 52 lojas, das quais 44 estão localizadas em galerias ou centros comerciais.



Meios e Publicidade (M&P): Na próxima segunda-feira vai ser apresentado um novo conceito de lojas nas Amoreiras. Em que vai consistir?
Teresa Figueiredo (TF): As Amoreiras representam uma mudança no conceito de loja e de espaço, já que vai ser aberta para fora e a área de crianças passou para a frente da loja e é mais interactiva. É ainda uma loja emblemática pela sua localização. As Amoreiras vão manter os serviços que tinham antes, mas o espaço vai ser duplicado e a vivência da loja vai mudar muito. Vamos ter espaço para as pessoas estarem sentadas. Todo o espaço é muito agradável e na óptica de estimular a presença na loja. O shopping das Amoreiras representa nos tempos modernos um ponto de confluência de Lisboa. Já temos outras lojas modernas e com boa área, como as do Vasco da Gama e das Antas.

M&P: Este conceito será alargado a mais espaços?

TF: Temos estado a modernizá-las. Obviamente cada vez que abro uma loja nova introduzo mais algum factor de modernidade.

M&P: Até que ponto a compra da Bertrand por parte da Bertelsmann está a condicionar esta mudança nas lojas? Que know-how internacional é que está a ser utilizado?
TF: Com o ritmo a que temos aberto as lojas no passado, acreditamos que temos um know how próprio. A Bertelsmann veio dar força a esta visão e a este ritmo de abertura. Foi mais um esforço do que ter trazido know how.

M&P: Qual é que está a ser o ritmo de abertura de lojas?
TF: Estamos a caminhar para uma cobertura nacional representativa. Queremos abrir quatro a cinco lojas por ano e estamos a fazer as remodelações necessárias em lojas mais antigas, que precisam de um refresh e de adoptar essa linguagem. Em alguns casos podem acontecer trocas. Se estou com uma área pequena numa zona ou num centro comercial posso trocar de sítio ou fazer, como nas Amoreiras, a aquisição de uma loja ao lado. Haverá aberturas, remodelações e expansões sempre que façam sentido.

M&P: Mas afinal o que une lojas com tamanhos e características tão diferentes? A do Vasco da Gama tem café, a das Amoreiras vende jornais e revistas e as de Braga não têm nenhum destes serviços complementares.
TF: Ter café ou não, depende da área envolvente. Nas Amoreiras há muitos pontos de café. No Vasco da Gama tornou-se essa opção e corre bem, mas o primeiro critério é o espaço disponível, mas pode haver outras razões. Em relação ao press center, nas Amoreiras havia espaço para isso, enquanto no Vasco da Gama não.

M&P: Ter um café numa loja ajuda às vendas?

TF: Em princípio, sim. Tudo o que leva as pessoas para as lojas, o que as leva a permanecer e o próprio display dos livros potenciam um acto de compra posterior. Em termos de retalho, o que ambicionamos, é ter capacidade de atracção e de retenção das pessoas dentro da loja. A partir daí cabe-nos induzir um acto de compra, mas o primeiro factor é fazer as pessoas entrar na loja. Num espaço como um centro comercial, onde as pessoas muitas vezes frequentam numa óptica lúdica e entram em duas ou três lojas para se distraírem, tudo é pensado para atrair as pessoas.

M&P: Num espaço tão concorrencial como os centros comerciais, o que faz para conseguir chamar as pessoas?
TF: Há os básicos não tangíveis. Todo o aspecto da loja, em termos de arquitectura e design, tem de atrair as pessoas para dentro da loja. Cito o exemplo da Zara, que não faz eventos, publicidade, nem dá chocolates dentro da loja, mas onde toda a estética é simpática e clean. E isso funciona. As pessoas entram na loja só para dar uma volta e saem com uma peça. No nosso caso e nos nossos produtos, tem de haver cuidado em trabalhar zonas quentes e zonas frias para que nas zonas quentes estejam os produtos adequados que levem as pessoas a entrar. Ali têm de estar as novidades, os livros mais vendidos, que devem estar em zonas de grande visibilidade. Depois todas as coisas de serviços, como café, Internet, levantamento de bilhetes ou press center, podem ser geradores de tráfego. Há também um aspecto de eventos que podemos trabalhar, como sessões de autógrafos, lançamentos de livros, actividades para crianças, que levam as pessoas para dentro das lojas e as faz permanecer. Uma coisa que não tem sido feito, e que pode ser interessante, é fazer experiência cruzadas com outros sectores, por exemplo, degustações de um novo vinho, um lançamento de perfumes ou eventos com os media.

M&P: Quem é o cliente tipo da Bertrand?
TF: Temos o cartão leitor Bertrand que nos dá alguma informação sobre esse perfil. Temos perfis heterogéneos, mas posso dizer, como curiosidade, que as mulheres compram mais do que os homens.

M&P: Quando a Bertelsmann comprou a Bertrand foi anunciada a expansão para Espanha. Em que ponto está este trajecto?
TF: Espanha já tem lojas abertas e tem um plano de expansão, mas é um projecto autónomo, que não está integrado na nossa estrutura. Portugal fez um trabalho de consultoria e ajudou no lançamento do conceito, abertura de lojas e exposição, mas não tem responsabilidade de gestão.

M&P: A entrada da Bertelsmann alterou a sua forma de comunicar?

TF: Não estava cá antes, mas é óbvio que alterou. Quando há um grupo multinacional há sempre algo que se altera. O grupo entrou na Bertrand com o foco de gerar crescimento. Em termos de comunicação, há enfoque no marketing e uma clara consciência de que o marketing tem de ser um Sales driver, trabalhando a loja para que a experiência em loja seja o mais rica possível. Dantes não estava a ser tão estrategicamente trabalhado. Há um passo em frente, com este reconhecimento de que o marketing tem uma importância estratégica na empresa.

M&P: Antes desta entrevista, falei com algumas pessoas sobre a Bertrand que disseram que a imagem de livraria de fundo de catálogo estava a desaparecer, para se transformar em ponto de venda em centros comerciais. É esse o caminho?

TF: Não. É continuar a ter uma oferta abrangente e alargada em termos de cobertura de diversos segmentos. O que nos diferencia, de facto, é o serviço, o conhecimento livreiro e a capacidade de ter uma oferta ampla. Mas existe também outra dinâmica de mercado. Há 10 anos não existia essa excitação e movimentação em relação às novidades que estão a sair, ao “reserve já”, ao “seja o primeiro a ler o último livro do Harry Potter ou do Sousa Tavares”. Todo este movimento dá dinamismo ao mercado e alegria às lojas. Como reflexo disso, temos de dar espaço de exposição às novidades e reflectir uma orientação para o consumidor.

M&P: O core business da Bertrand serão sempre os livros?
TF: Sim. O nosso core continuam a ser os livros, mas a Internet é um canal de vendas que não podemos ignorar. Sendo que o nosso core são os livros e o retalho, nunca trabalharei para montar uma operação Internet que concorra com as lojas ou venha a ter o domínio. Mas quero trabalhar a Internet porque para os clientes é importante ter essa alternativa. Por isso, quero fazer uma aposta séria, mas o meu foco e preocupação em termos de encontrar novos conceitos serão concentrados nas lojas.

M&P: Qual a percentagem de vendas na Internet?
TF: É residual. Até porque não estamos a trabalhar o site activamente. Temos um projecto para o próximo ano, para reactivar o site, mas sempre numa óptica de que será algo complementar.

M&P: Que sinergias existem com o Círculo de Leitores, já que pertencem ao mesmo grupo?
TF: O facto de termos o shop in shop mostra que existem sinergias e uma visão de que podemos beneficiar daquilo que ambos temos. Existe uma visão clara de sinergia. O shop in shop são as lojas Círculo que estão dentro das lojas Bertrand, onde são angariados sócios para o Círculo. As pessoas podem tornar-se sócias sem esperar que um agente bata à porta. Em termos de angariação, o Círculo está a apostar em novos caminhos. Para a Bertrand é óptimo porque a partir do momento em que alguém vai ao shop in shop está nas nossas lojas e isso é sempre positivo.

M&P: Quantos pontos do Círculo serão instalados na Bertrand?
TF: Tantos quantos forem possível, assim que a dimensão das lojas o permita. Nas lojas mais pequenas pode não fazer sentido.

M&P: Afinal, a Bertrand é uma loja ou uma livraria?
TF: Depende de como entendemos livraria. Se sinónimo daquele sítio pouco envolvente, com teias de aranha e pouco excitante, a Bertrand não é uma livraria. Agora, a ideia de livraria não tem de ser negativa, é uma loja onde vendo livros e tenho um ambiente agradável. Somos uma loja no sentido em que vendemos livros. Mas face ao passado, somos uma livraria no sentido de divulgar os livros e de ter como missão fazer chegar os livros a todo o lado e de divulgar os autores e a leitura. Dizer que somos apenas uma loja seria redutor.


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Qui, 29/Nov/07
Qui, 29/Nov/07
Hoje, na Visão, páginas 142 e 144, um artigo sobre a abertura da loja Byblos, com o título "Vou realizar mais um sonho", citação de Américo Areal. Um trabalho de Cesaltina Pinto.

«Américo Areal chegou a casa e confessou à mulher: «Tive uma proposta aliciante de compra da editora.» «Quer respondeste?» «Que não.» A mulher fez cara feia: «Mas nunca foste egoísta na vida! Porque estás a ser agora?» O raciocínio dela era simples: «Quando morreres, vais satisfeito. Fizeste o que quiseste, a vida toda. Mas nem os teus filhos nem eu temos as tuas capacidades para prosseguir com este negócio. Como ficam os teus filhos, se morreres agora?» Américo, 56 anos de vida e 33 de casado, pôs-se a matutar. «Eu, que gaguejo, perdi a fala.» A mensagem da mulher ficou a processar. Muito mais quando, na semana seguinte, se sucederam as propostas.

A do Paes do Amaral revelou-se irrecusável, e o negócio fez-se por muitos milhões de euros (o número exacto ficou em segredo.). A Asa editora saía, pela primeira vez, da família que a fundou. «Era a altura certa para sair», diz Américo Areal, filho do fundador, Américo da Silva Areal. «Já andava com bastante falta de paciência…»

Este descanso-alívio durou pouco. «Era a primeira vez na vida que tinha dinheiro e não tinha empresa. Vi-me reformado. Comecei a ficar triste, corcovado…» Fez novo acordo com a mulher: dividiu o dinheiro com ela e os três filhos – duas raparigas e um rapaz, licenciados em Gestão. A mais velha, de 31 anos, fundou uma empresa de coaching. A do meio, de 27, é a única que trabalha com o pai, como directora de marketing. O rapaz, de 23 anos, é auditor na KPMG. A parte que lhe coube, Américo investiu-a em livraria com um novo conceito – a primeira abre no dia 6 de de Dezembro, em Lisboa. Disse à mulher: «Vou realizar mais um sonho. Tu não terás mais problemas financeiros na vida. E a mim, o pior que pode acontecer é perder o que estou a investir. Se perder, vou viver à tua custa. Mas, à noite, já só preciso de uma sopa.»

Depois de ter sido gráfico e editor, Américo Areal entra em força no retalho. É, por agora, o único rosto da Livrarias Peculiares S.A., detentora da Byblos. E como gosta de manter o seu low profile, assegura que, logo após a inauguração, voltará a esconder-se. No futuro, prevê, hão-de aparecer novos sócios para o substituir na fotografia.


Todos os livros
«Já não sei a quantas ando.» Cansado e stressado, senta-se no seu gabinete, no Porto, à frente de um quadro de Júlio Resende que retrata o pai. O telemóvel está imparável, interrompendo várias vezes a conversa em que explica as novidades que introduzirá no mercado livreiro. Visitou, com olhos profissionais, as melhores livrarias no mundo. Levou os seus directores ao Japão, América do Norte, Holanda, Alemanha. «A pergunta que cada um tinha de fazer era: o que desejo enquanto leitor» Estabeleceu um novo e transparente modelo de negociação entre editores e livreiros e aproveitou ao máximo as novas tecnologias. Depois da entrada dos livros nos hipermercados, do modelo Fnac e das livrarias associadas a editoras, faltava algo que reunisse tudo isto e ainda acrescentasse algo. «É preciso haver sempre um tolinho, para fazer com que o futuro surja mais cedo.» E assim apareceu a Byblos.

Américo quer contrariar «a lógica capitalista» que dá prioridade aos livros recentes e de grande rotação. «Quero ter a totalidade dos livros editados em Portugal e até deixar espaço para edições de autor.» Alargam-se corredores, abrem-se várias zonas de leitura diferentes, multiplicam-se os factores de interesse, tudo para que o visitante prolongue o seu tempo médio de permanência. «Tem de se atender bem quem compra e quem não compra. Como o velhinho que vai lá todas as manhãs ler o seu livro. Este leitor raramente compra um livro para si, mas sempre que quer dar um presente, oferece um livro dos que já leu.»

O sistema informático será um dos trunfos – tanto na gestão do stock como na relação do leitor com o livro, e até na forma de pagamento. O software é holandês; a arquitectura interior é de uma empresa alemã vocacionada para livrarias. Promete-se show-off. Mas deixemos que as visitas de cada um testem a eficácia esperada.


O direito de não ler
O telemóvel toca pela enésima vez.

«Ahhhhhh Yes, Yes, Excelente! Maravilha! Deixei de ficar tenso…» grita, com a maior felicidade do mundo. Algo que era fonte de grande preocupação acabou bem resolvido. O sorriso impôs-se-lhe no rosto, tornando-o ainda mais redondo. Américo Areal distende-se na cadeira e, agora sim, pode recordar os velhos tempos. Conta que, aos 6 anos, já conhecia todos os cantos à gráfica da Asa. Afinal, o pai fundou a empresa em 1951, ano do seu nascimento.

Descendente de gente humilde da freguesia da freguesia da Agrela, Santo Tirso, o pai, Américo da Silva Areal, tinha oito irmãos. Estudou no seminário até ao 10º ano, e empregou-se como contínuo residente no Colégio Broteiro, na Foz do Porto. «Conseguiu tirar o curso de professor primário e, mais tarde, a sua primeira licenciatura, em Geologia. Fazia resumos das lições, reproduzia-os e vendia-os. De contínuo passou a professor, e depois a autor de livros escolares», resume o filho. Acabou por tirar sete licenciaturas, até aos 58 anos. Morreu aos 61. Passou pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil, apoiou Humberto Delgado, viveu as alegrias da queda do fascismo. Mas, em 1975, o gonçalvismo deixou-lhe um amargo de boca. Morreu logo a seguir, tinha Américo 23 anos. Nos primeiros sete anos após a morte do pai, Américo contou com o apoio da irmã Zita, na gráfica e na editora. Apesar de formada em Arquitectura, Zita havia de criar a sua própria editora, a Areal, depois vendida à Porto Editora. Com a liberdade e o fim da política do livro único, a Asa prospera, sustentada pelos livros escolares. Para trás ficaram três falências, provocadas pela PIDE. Sorte foi que a mãe, Maria Olímpia Correia, era filha de agricultores abastados. «Tinha terras que deram para pagar três falências. Na terceira, ficaram os roupeiros e as camas.»

Américo filho gostava de ter sido ginecologista, mas o pai convenceu-o a optar por um curso técnico. Foi até ao 3º ano de Economia, mas não terminou o curso.

A Asa chegou a editar 400 livros por ano. Por isso, Américo não tem hoje paciência para ler um livro do princípio ao fim. «Um dos direitos do leitor é o de não ler, ou de saltar páginas», observa. Edita-se demasiado em Portugal? Encolhe os ombros. «Corresponde a uma multiplicidade de interesses. Contei a um taxista que ia abrir uma grande livraria. Perguntou-me logo se tinha livros sobre doenças de peixes. Respondi ‘Com certeza. Em Dezembro apareça por lá’. Terei mesmo de arranjar alguma coisa sobre doenças de peixes.


Byblos ponto a ponto [caixa]
- Inaugura-se a 6 de Dezembro, em Lisboa, no Edifício Amoreiras Square
- 3300 metros quadrados, só de área comercial
- Terá um vitrinista e um decorador de montras
- 150 mil títulos de fundo editorial, mais um conjunto de CD / DVD / Jogos de computador
- Quiosque com 260 metros quadrados
- 36 ecrãs tácteis, para que cada um possa pesquisar um título ou um autor e descobrir a sua localização exacta
- Cada estante robotizada terá capacidade para 65 mil exemplares
- 11 montras, com plasmas e possibilidade de consultas a partir da rua
- Auditório com 157 lugares sentados e outros tantos de pé, onde, a partir de Março, haverá as semanas temáticas
- O cartão da Byblos dará acesso a um site personalizado do cliente assim como acumulação de pontos
- 4 milhões de euros de investimento
- 60 mil euros / mês aluguer
- 40 a 50 funcionários na sede, no Porto
- 35 a 40 pessoas na livraria
- No próximo ano, nascerá, pelo menos, mais uma Byblos. A do Porto


por Booktailors às 13:54 | comentar | partilhar

Seg, 26/Nov/07
Seg, 26/Nov/07
Deixamos aqui o artigo de Rita Freire, publicado na edição de 4 a 20 de novembro do JL, sobre a Byblos.

Byblos, a maior livraria do país

A maior livraria de Portugal vai abrir as suas portas a 6 de Dezembro, em Lisboa, na zona das Amoreiras. Com 3300 m2 só de área comercial (mais 700 de serviços administrativos) e um catálogo de 150 mil títulos disponíveis, a Byblos representa um sonho antigo de Américo Areal, até há pouco dono e editor da ASA. Uma livraria de fundo editorial, que quer ser a «primeira livraria inteligente» no nosso país e ter disponível a totalidade do catálogo das chancelas nacionais. O JL revela o que vai ser este novo (e único) espaço

Falta apenas um mês para a inauguração.
No entanto, uma grande zona em obras pouco deixa adivinhar o que aí vem. O espaço, com uma área bruta de 4000 m2, divide-se por dois andares. Ainda cheira a tinta, madeira, cimento. Um olhar mais atento permite vislumbrar estantes vazias, por entre o pó, os coriscos decorrentes da soldadura, o estuque e as várias dezenas de trabalhadores que por ali circulam. E são estas estantes o único indicador do que vai nascer nesta imensidão. Será (de longe) a maior livraria do país. Um sonho antigo, com mais de uma década, que Américo Areal nunca abandonou. Criar, de raiz, uma livraria, onde o leitor pudesse encontrar qualquer título, que reunisse os fundos de catálogo das editoras portuguesas. E onde, acima de tudo, se sentisse bem confortável. Aliás, conforto é a palavra de ordem na Byblos, que inaugura a 6 de Dezembro, se tudo correr como planeado. Mesmo a tempo do Natal, ponto alto da venda de livros em Portugal.

Contudo é impossível não questionar. Num país onde os índices de leitura são baixos, e no qual um estudo recente revela que mais de metade da população não comprou nenhum livro no ano anterior, como fazer vingar uma estrutura desta dimensão? Como assumir um risco de elevado valor monetário? Américo Areal sorri. É um sonho, afinal. E acredita que o mercado do livro é lucrativo, apesar das queixas constantes de muitos que trabalham no sector ou não fosse ele o anterior dono da ASA, uma das maiores editoras do nosso país. É, pois, por experiência própria, que sabe que o mercado do livro pode, efectivamente, ser rentável. Desde que bem analisado, com uma ideia cimentada na experiência e no conhecimento do ramo.

Acima de tudo nota-se o seu orgulho enquanto nos mostra o espaço. Ou as projecções em 3D, de como este ficará. Assim o permite a tecnologia nos dias que correm. «Diga lá, está bonito ou não está? Diga que sim!», exalta-se quando deixamos passar um pormenor de que gosta especialmente, como um candeeiro. Ou um sofá, acabado de chegar, onde nos pede para sentar. «Preciso que alguém me diga se é ou não confortável. Então?», questiona na expectativa. É confortável, sim. Mas, se não o fosse, nunca o admitiríamos. Seria, n mínimo, cruel arrasar todo o entusiasmo patente na voz e no semblante.

Um espaço high-tec
Orgulho, pois. E não é para menos. Para além da magnitude do espaço, do detalhe cuidado da arquitectura (projecto do gabinete alemão, Kreftbrübach, especializado em conceber espaços para livrarias), e dos muitos títulos que aí estarão disponíveis, esta será uma livraria high-tec. Dada a enormidade do lugar, e a variedade de obras oferecidas, foi criado um sistema, «único no mundo», que permitirá ao utente encontrar rapidamente o livro que deseja. Se, por um lado, cada livro terá o seu lugar específico em estantes devidamente numeradas, por outro, através de um chip colocado em cada exemplar, será possível encontrá-lo por GPS, caso esteja fora do sítio. Para tal, basta aceder a um dos vários plasmas sensíveis ao toque, que estarão dispostos pela livraria. Ao digitar o nome da obra o computador indica onde esta se encontra. E, para aqueles a quem a tecnologia ainda não conquistou, serão muitos os empregados disponíveis para ajudar. Todos terão um equipamento que, sincronizado com o chip dos livros, lhes indica quais estão fora de sítio, para que os possam repor na devida estante. Mas a tecnologia não se fica por aqui. Uma vez que é difícil, se não impossível, expor 150 mil títulos, existe um armazém para guardar os livros com menos rotatividade. Mas o leitor pode aceder-lhes facilmente, através de uma estante em vidro. Basta escrever num ecrã o título da obra desejada, que um sistema robotizado a trará ao próprio. Através da estante. Tecnologia, então. Sim. Mas escondida. Apenas presente para ajudar e tornar a experiência da livraria o mais cómoda possível.

Porque o objectivo é tornar a ida à Byblos «uma experiência.» Ou seja, não se deseja que o público vá à loja apenas para comprar um, dois, três ou 50 livros, mas também para usufruir do local e do que este pode proporcionar. Para tal, criaram-se várias zonas dentro da livraria, dirigidas a públicos diferentes. Por um lado, cada estilo literário terá o seu espaço distinto. Por outro, há uma zona dedicada aos mais novos, com um barco gigante, onde as crianças podem ficar a ler e no qual decorrerão, pontualmente, sessões de leitura. E, à semelhança de outras livrarias, poder-se-á contar com uma cafetaria, que servirá desde bebidas a refeições ligeiras. E zonas com vários sofás onde cada um se poderá sentar a ler.

Mas, e apesar de se dedicar especialmente aos livros, há também outros produtos na Byblos. Assim, estarão também disponíveis para o consumidor CDS e DVDS, bem como artigos de papelaria de alguma forma relacionados com os livros e a cultura, e uma secção de revistas, onde se poderão encontrar várias publicações especializadas.

Há ainda um recanto, mais vocacionado para um público adolescente, onde se podem jogar videojogos. Mas é na agenda cultural que Américo Areal diz querer apostar forte. Para tal, foi criado um auditório, com capacidade para 100 pessoas sentadas. Aqui o objectivo passa por promover todo o tipo de actividades culturais, desde lançamentos de livros, a concertos ou provas de vinhos. Este espaço é «muito importante», na medida em que faz com que as pessoas tenham vontade de se deslocar à livraria, por saberem que alguma coisa estará a acontecer. E que será sempre «interessante e inovador.» Aliás, hoje este projecto caracteriza-se e distingue-se no contexto nacional pela inovação. Não há igual em Portugal. Mas Américo Areal sabe que é apenas uma questão de tempo. Por isso não tenciona descansar à sombra das conquistas feitas. Até porque, como diz, parar é morrer. Ou, pelo menos, morrer mais cedo. E longa vida é o que se deseja a esta livraria. Porque os livros nunca são demais. Mesmo que não os possamos ler todos. Como disse uma vez Almada Negreiros: «Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.

Deve haver certamente outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido.» E não tinha entrado na Byblos, com os seus 150 mil títulos.


por Booktailors às 11:18 | comentar | partilhar

Qui, 22/Nov/07
Qui, 22/Nov/07

A Zéfiro, à semelhança daquilo que por exemplo a Amazon.com já faz, este Natal, por forma a incrementar as vendas no seu website, lançou uma campanha em que garante 10% de desconto sobre o preço de capa, oferece os portes e ainda trata do embrulho do livro, havendo a possibilidade de juntar ao presente uma mensagem personalizada.

O embrulho é gratuito, a mensagem personalizada tem o custo de 0,50€.

A iniciativa parece-nos bastante boa. Pena apenas que o website não reflicta esta ideia de forma evidente...


por Booktailors às 10:20 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Seg, 19/Nov/07
Seg, 19/Nov/07
Artigo de Rui Oliveira Marques, da Meios e Publicidade.

A entrevista a que se alude neste texto foi publicada na edição da passada sexta-feira, dia 16.11.2007, nas páginas 24 e 25 da referida revista, sob o título "O marketing tem uma importância estratégica", citação pertencente a Teresa Figueiredo, directora de Marketing da Bertrand.

«A Bertrand inaugura hoje um novo conceito de loja nas Amoreiras, que irá reabrir ao público depois de passar por obras de reformulação. Como explicou ao M&P Teresa Figueiredo, directora de marketing da Bertrand,"as Amoreiras representam uma mudança no conceito de loja e de espaço, já que vai ser aberta para fora e a área de crianças passou para a frente de loja e é mais interactiva. As Amoreiras vão manter os serviços que tinham antes, mas o espaço vai ser duplicado e a vivência da loja vai mudar muito. Vamos ter espaço para as pessoas estarem sentadas. Todo o espaço é muito agradável e na óptica de estimular à presença na loja".

Em entrevista publicada na última edição do M&P a mesma responsável, a dirigir o marketing da Bertrand há dois meses, adiantou que a empresa pretende "abrir quatro a cinco lojas por ano e estamos a fazer as remodelações necessárias em lojas mais antigas, que precisam de um refresh e de adoptar essa linguagem". Ao longo do dia irão decorrer vários workshops e acções de animação associadas à reabertura da loja das Amoreiras. »


por Booktailors às 15:02 | comentar | partilhar

Seg, 19/Nov/07

O artigo abaixo, da autoria de Steven Levy, foi publicado na Newsweek.

The Future of Reading

Amazon's Jeff Bezos already built a better bookstore. Now he believes he can improve upon one of humankind's most divine creations: the book itself.

"Technology," computer pioneer Alan Kay once said, "is anything that was invented after you were born." So it's not surprising, when making mental lists of the most whiz-bangy technological creations in our lives, that we may overlook an object that is superbly designed, wickedly functional, infinitely useful and beloved more passionately than any gadget in a Best Buy: the book. It is a more reliable storage device than a hard disk drive, and it sports a killer user interface. (No instruction manual or "For Dummies" guide needed.) And, it is instant-on and requires no batteries. Many people think it is so perfect an invention that it can't be improved upon, and react with indignation at any implication to the contrary.

"The book," says Jeff Bezos, 43, the CEO of Internet commerce giant Amazon.com, "just turns out to be an incredible device." Then he uncorks one of his trademark laughs.

Books have been very good to Jeff Bezos. When he sought to make his mark in the nascent days of the Web, he chose to open an online store for books, a decision that led to billionaire status for him, dotcom glory for his company and countless hours wasted by authors checking their Amazon sales ratings. But as much as Bezos loves books professionally and personally—he's a big reader, and his wife is a novelist—he also understands that the surge of technology will engulf all media. "Books are the last bastion of analog," he says, in a conference room overlooking the Seattle skyline. We're in the former VA hospital that is the physical headquarters for the world's largest virtual store. "Music and video have been digital for a long time, and short-form reading has been digitized, beginning with the early Web. But long-form reading really hasn't." Yet. This week Bezos is releasing the Amazon Kindle, an electronic device that he hopes will leapfrog over previous attempts at e-readers and become the turning point in a transformation toward Book 2.0. That's shorthand for a revolution (already in progress) that will change the way readers read, writers write and publishers publish. The Kindle represents a milestone in a time of transition, when a challenged publishing industry is competing with television, Guitar Hero and time burned on the BlackBerry; literary critics are bemoaning a possible demise of print culture, and Norman Mailer's recent death underlined the dearth of novelists who cast giant shadows. On the other hand, there are vibrant pockets of book lovers on the Internet who are waiting for a chance to refurbish the dusty halls of literacy.

As well placed as Amazon was to jump into this scrum and maybe move things forward, it was not something the company took lightly. After all, this is the book we're talking about. "If you're going to do something like this, you have to be as good as the book in a lot of respects," says Bezos. "But we also have to look for things that ordinary books can't do." Bounding to a whiteboard in the conference room, he ticks off a number of attributes that a book-reading device—yet another computer-powered gadget in an ever more crowded backpack full of them—must have. First, it must project an aura of bookishness; it should be less of a whizzy gizmo than an austere vessel of culture. Therefore the Kindle (named to evoke the crackling ignition of knowledge) has the dimensions of a paperback, with a tapering of its width that emulates the bulge toward a book's binding. It weighs but 10.3 ounces, and unlike a laptop computer it does not run hot or make intrusive beeps. A reading device must be sharp and durable, Bezos says, and with the use of E Ink, a breakthrough technology of several years ago that mimes the clarity of a printed book, the Kindle's six-inch screen posts readable pages. The battery has to last for a while, he adds, since there's nothing sadder than a book you can't read because of electile dysfunction. (The Kindle gets as many as 30 hours of reading on a charge, and recharges in two hours.) And, to soothe the anxieties of print-culture stalwarts, in sleep mode the Kindle displays retro images of ancient texts, early printing presses and beloved authors like Emily Dickinson and Jane Austen.

But then comes the features that your mom's copy of "Gone With the Wind" can't match. E-book devices like the Kindle allow you to change the font size: aging baby boomers will appreciate that every book can instantly be a large-type edition. The handheld device can also hold several shelves' worth of books: 200 of them onboard, hundreds more on a memory card and a limitless amount in virtual library stacks maintained by Amazon. Also, the Kindle allows you to search within the book for a phrase or name.

Some of those features have been available on previous e-book devices, notably the Sony Reader. The Kindle's real breakthrough springs from a feature that its predecessors never offered: wireless connectivity, via a system called Whispernet. (It's based on the EVDO broadband service offered by cell-phone carriers, allowing it to work anywhere, not just Wi-Fi hotspots.) As a result, says Bezos, "This isn't a device, it's a service."

Specifically, it's an extension of the familiar Amazon store (where, of course, Kindles will be sold). Amazon has designed the Kindle to operate totally independent of a computer: you can use it to go to the store, browse for books, check out your personalized recommendations, and read reader reviews and post new ones, tapping out the words on a thumb-friendly keyboard. Buying a book with a Kindle is a one-touch process. And once you buy, the Kindle does its neatest trick: it downloads the book and installs it in your library, ready to be devoured. "The vision is that you should be able to get any book—not just any book in print, but any book that's ever been in print—on this device in less than a minute," says Bezos.

Amazon has worked hard to get publishers to step up efforts to release digital versions of new books and backlists, and more than 88,000 will be on sale at the Kindle store on launch. (Though Bezos won't get terribly specific, Amazon itself is also involved in scanning books, many of which it captured as part of its groundbreaking Search Inside the Book program. But most are done by the publishers themselves, at a cost of about $200 for each book converted to digital. New titles routinely go through the process, but many backlist titles are still waiting. "It's a real chokepoint," says Penguin CEO David Shanks.) Amazon prices Kindle editions of New York Times best sellers and new releases in hardback at $9.99. The first chapter of almost any book is available as a free sample.

The Kindle is not just for books. Via the Amazon store, you can subscribe to newspapers (the Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, Le Monde) and magazines (The Atlantic). When issues go to press, the virtual publications are automatically beamed into your Kindle. (It's much closer to a virtual newsboy tossing the publication on your doorstep than accessing the contents a piece at a time on the Web.) You can also subscribe to selected blogs, which cost either 99 cents or $1.99 a month per blog.

In addition, the Kindle can venture out on the Web itself—to look up things in Wikipedia, search via Google or follow links from blogs and other Web pages. You can jot down a gloss on the page of the book you're reading, or capture passages with an electronic version of a highlight pen. And if you or a friend sends a word document or PDF file to your private Kindle e-mail address, it appears in your Kindle library, just as a book does. Though Bezos is reluctant to make the comparison, Amazon believes it has created the iPod of reading.

The Kindle, shipping as you read this, costs $399. When Bezos announces that price at the launch this week, he will probably get the same raised-eyebrow reaction Steve Jobs got in October 2001, when he announced that Apple would charge that same price for its pocket-size digital music player. No way around it: it's pricey. But if all goes well for Amazon, several years from now we'll see revamped Kindles, equipped with color screens and other features, selling for much less. And physical bookstores, like the shuttered Tower Records of today, will be lonelier places, as digital reading thrusts us into an exciting—and jarring—post-Gutenberg era.


Will the Kindle and its kin really take on a technology that's shone for centuries and is considered the bedrock of our civilization? The death of the book—or, more broadly, the death of print—has been bandied about for well over a decade now. Sven Birkerts, in "The Gutenberg Elegies" (1994), took a peek at the future and concluded, "What the writer writes, how he writes and gets edited, printed and sold, and then read—all the old assumptions are under siege." Such pronouncements were invariably answered with protestations from hard-liners who insisted that nothing could supplant those seemingly perfect objects that perch on our night tables and furnish our rooms. Computers may have taken over every other stage of the process—the tools of research, composition and production—but that final mile of the process, where the reader mind-melds with the author in an exquisite asynchronous tango, would always be sacrosanct, said the holdouts. In 1994, for instance, fiction writer Annie Proulx was quoted as saying, "Nobody is going to sit down and read a novel on a twitchy little screen. Ever."

Oh, Annie. In 2007, screens are ubiquitous (and less twitchy), and people have been reading everything on them—documents, newspaper stories, magazine articles, blogs—as well as, yes, novels. Not just on big screens, either. A company called DailyLit this year began sending out books—new ones licensed from publishers and classics from authors like Jane Austen—straight to your e-mail IN BOX, in 1000-work chunks. (I've been reading Boswell's "Life of Johnson" on my iPhone, a device that is expected to be a major outlet for e-books in the coming months.) And recently a columnist for the Chicago Tribune waxed rhapsodically about reading Jane Austen on his BlackBerry.

But taking on the tome directly is the challenge for handheld, dedicated reading devices, of which the Kindle is only the newest and most credible effort. An early contender was the 22-ounce Rocket eBook (its inventors went on to create the electric-powered Tesla roadster). There were also efforts to distribute e-books by way of CD-ROMs. But the big push for e-books in the early 2000s fizzled. "The hardware was not consumer-friendly and it was difficult to find, buy and read e-books," says Carolyn Reidy, the president of Simon & Schuster.

This decade's major breakthrough has been the introduction of E Ink, whose creators came out of the MIT Media Lab. Working sort of like an Etch A Sketch, it forms letters by rearranging chemicals under the surface of the screen, making a page that looks a lot like a printed one. The first major implementation of E Ink was the $299 Sony Reader, launched in 2006 and heavily promoted. Sony won't divulge sales figures, but business director Bob Nell says the Reader has exceeded the company's expectations, and earlier this fall Sony introduced a sleeker second-generation model, the 505. (The Reader has no wireless—you must download on your computer and then move it to the device— and doesn't enable searching within a book.)

Now comes the Kindle, which Amazon began building in 2004, and Bezos understands that for all of its attributes, if one aspect of the physical book is not adequately duplicated, the entire effort will be for naught. "The key feature of a book is that it disappears," he says.
While those who take fetishlike pleasure in physical books may resist the notion, that vanishing act is what makes electronic reading devices into viable competitors to the printed page: a subsuming connection to the author that is really the basis of our book passion. "I've actually asked myself, 'Why do I love these physical objects?' " says Bezos. " 'Why do I love the smell of glue and ink?' The answer is that I associate that smell with all those worlds I have been transported to. What we love is the words and ideas."

Long before there was cyberspace, books led us to a magical nether-zone. "Books are all the dreams we would most like to have, and like dreams they have the power to change consciousness," wrote Victor Nell in a 1988 tome called "Lost in a Book." Nell coined a name for that trancelike state that heavy readers enter when consuming books for pleasure—"ludic reading" (from the Latin ludo, meaning "I play"). Annie Proulx's claim was that an electronic device would never create that hypnotic state. But technologists are disproving that. Bill Hill, Microsoft's point person on e-reading, has delved deep into the mysteries of this lost zone, in an epic quest to best emulate the conditions on a computer. He attempted to frame a "General Theory of Readability," which would demystify the mysteries of ludic reading and why books could uniquely draw you into a rabbit hole of absorption.

"There's 550 years of technological development in the book, and it's all designed to work with the four to five inches from the front of the eye to the part of the brain that does the processing [of the symbols on the page]," says Hill, a boisterous man who wears a kilt to a seafood restaurant in Seattle where he stages an impromptu lecture on his theory. "This is a high-resolution scanning machine," he says, pointing to the front of his head. "It scans five targets a second, and moves between targets in only 20 milliseconds. And it does this repeatedly for hours and hours and hours." He outlines the centuries-long process of optimizing the book to accommodate this physiological marvel: the form factor, leading, fonts, justification … "We have to take the same care for the screen as we've taken for print."

Hill insists—not surprisingly, considering his employer—that the ideal reading technology is not necessarily a dedicated e-reading device, but the screens we currently use, optimized for that function. (He's read six volumes of Gibbon's "The Decline and Fall of the Roman Empire" on a Dell Pocket PC.) "The Internet Explorer is not a browser—it's a reader," he says. "People spend about 20 percent of the time browsing for information and 80 percent reading or consuming it. The transition has already happened. And we haven't noticed."

But even Hill acknowledges that reading on a televisionlike screen a desktop away is not the ideal experience. Over the centuries, the sweet spot has been identified: something you hold in your hand, something you can curl up with in bed. Devices like the Kindle, with its 167 dot-per-inch E Ink display, with type set in a serif font called Caecilia, can subsume consciousness in the same way a physical book does. It can take you down the rabbit hole.

Though the Kindle is at heart a reading machine made by a bookseller—and works most impressively when you are buying a book or reading it—it is also something more: a perpetually connected Internet device. A few twitches of the fingers and that zoned-in connection between your mind and an author's machinations can be interrupted—or enhanced—by an avalanche of data. Therein lies the disruptive nature of the Amazon Kindle. It's the first "always-on" book.
What kinds of things will happen when books are persistently connected, and more-evolved successors of the Kindle become commonplace? First of all, it could transform the discovery process for readers. "The problem with books isn't print or writing," says Chris Anderson, author of "The Long Tail." "It's that not enough people are reading." (A 2004 National Endowment for the Arts study reported that only 57 percent of adults read a book—any book—in a year. That was down from 61 percent a decade ago.) His hope is that connected books will either link to other books or allow communities of readers to suggest undiscovered gems.

The connectivity also affects the publishing business model, giving some hope to an industry that slogs along with single-digit revenue growth while videogame revenues are skyrocketing. "Stuff doesn't need to go out of print," says Bezos. "It could shorten publishing cycles." And it could alter pricing. Readers have long complained that new books cost too much; the $9.99 charge for new releases and best sellers is Amazon's answer. (You can also get classics for a song: I downloaded "Bleak House" for $1.99.) Bezos explains that it's only fair to charge less for e-books because you can't give them as gifts, and due to restrictive antipiracy software, you can't lend them out or resell them. (Libraries, though, have developed lending procedures for previous versions of e-books—like the tape in "Mission: Impossible," they evaporate after the loan period—and Bezos says that he's open to the idea of eventually doing that with the Kindle.)

Publishers are resisting the idea of charging less for e-books. "I'm not going along with it," says Penguin's Peter Shanks of Amazon's low price for best sellers. (He seemed startled when I told him that the Alan Greenspan book he publishes is for sale at that price, since he offered no special discount.) Amazon is clearly taking a loss on such books. But Bezos says that he can sustain this scheme indefinitely. "We have a lot of experience in low-margin and high-volume sale—you just have to make sure the mix [between discounted and higher-priced items] works." Nonetheless the major publishers (all of whom are on the Kindle bandwagon) should loosen up. If you're about to get on a plane, you may buy the new Eric Clapton biography on a whim for $10—certainly for $5!—but if it costs more than $20, you may wind up scanning the magazine racks. For argument's sake, let's say cutting the price in half will double a book's sales—given that the royalty check would be the same, wouldn't an author prefer twice the number of readers? When I posed the question to best-selling novelist James Patterson, who was given an early look at the Kindle, he said that if the royalty fee were the same, he'd take the readers. (He's also a believer that the Kindle will succeed: "The baby boomers have a love affair with paper," he says. "But the next-gen people, in their 20s and below, do everything on a screen.")
The model other media use to keep prices down, of course, is advertising. Though this doesn't seem to be in Kindle's plans, in some dotcom quarters people are brainstorming advertiser-supported books. "Today it doesn't make sense to put ads in books, because of the unpredictable timing and readership," says Bill McCoy, Adobe's general manager of e-publishing. "That changes with digital distribution."

Another possible change: with connected books, the tether between the author and the book is still active after purchase. Errata can be corrected instantly. Updates, no problem—in fact, instead of buying a book in one discrete transaction, you could subscribe to a book, with the expectation that an author will continually add to it. This would be more suitable for nonfiction than novels, but it's also possible that a novelist might decide to rewrite an ending, or change something in the middle of the story. We could return to the era of Dickens-style serializations. With an always-on book, it's conceivable that an author could not only rework the narrative for future buyers, but he or she could reach inside people's libraries and make the change. (Let's also hope Amazon security is strong, so that we don't find one day that someone has hacked "Harry Potter" or "Madame Bovary.")

Those are fairly tame developments, though, compared with the more profound changes that some are anticipating. In a connected book, the rabbit hole is no longer a one-way transmission from author to reader. For better or for worse, there's company coming.

Talk to people who have thought about the future of books and there's a phrase you hear again and again. Readers will read in public. Writers will write in public. Readers, of course, are already enjoying a more prominent role in the literary community, taking star turns in blogs, online forums and Amazon reviews. This will only increase in the era of connected reading devices. "Book clubs could meet inside of a book," says Bob Stein, a pioneer of digital media who now heads the Institute for the Future of the Book, a foundation-funded organization based in his Brooklyn, N.Y., town house. Eventually, the idea goes, the community becomes part of the process itself.

Stein sees larger implications for authors—some of them sobering for traditionalists. "Here's what I don't know," he says. "What happens to the idea of a writer going off to a quiet place, ingesting information and synthesizing that into 300 pages of content that's uniquely his?" His implication is that that intricate process may go the way of the leather bookmark, as the notion of author as authoritarian figure gives way to a Web 2.0 wisdom-of-the-crowds process. "The idea of authorship will change and become more of a process than a product," says Ben Vershbow, associate director of the institute.

This is already happening on the Web. Instead of retreating to a cork-lined room to do their work, authors like Chris Anderson, John Battelle ("The Search") and NYU professor Mitchell Stephens (a book about religious belief, in progress) have written their books with the benefit of feedback and contributions from a community centered on their blogs.

"The possibility of interaction will redefine authorship," says Peter Brantley, executive director of the Digital Library Federation, an association of libraries and institutions. Unlike some writing-in-public advocates, he doesn't spare the novelists. "Michael Chabon will have to rethink how he writes for this medium," he says. Brantley envisions wiki-style collaborations where the author, instead of being the sole authority, is a "superuser," the lead wolf of a creative pack. (Though it's hard to believe that lone storytellers won't always be toiling away in some Starbucks with the Wi-Fi turned off, emerging afterward with a narrative masterpiece.)

All this becomes even headier when you consider that as the e-book reader is coming of age, there are huge initiatives underway to digitize entire libraries. Amazon, of course, is part of that movement (its Search Inside the Book project broke ground by providing the first opportunity for people to get search results from a corpus of hundreds of thousands of tomes). But as an unabashed bookseller, its goals are different from those of other players, such as Google—whose mission is collecting and organizing all the world's information—and that of the Open Content Alliance, a consortium that wants the world's books digitized in a totally nonproprietary manner. (The driving force behind the alliance, Brewster Kahle, made his fortune by selling his company to Amazon, but is unhappy with the digital-rights management on the Kindle: his choice of an e-book reader would be the dirt-cheap XO device designed by the One Laptop Per Child Foundation.) There are tricky, and potentially showstopping, legal hurdles to all this: notably a major copyright suit filed by a consortium of publishers, along with the Authors Guild, charging that Google is infringing by copying the contents of books it scans for its database. Nonetheless, the trend is definitely to create a back end of a massively connected library to supply future e-book devices with more content than a city full of libraries. As journalist Kevin Kelly wrote in a controversial New York Times Magazine article, the goal is to make "the entire works of humankind, from the beginning of recorded history, in all languages, available to all people, all the time."

Google has already scanned a million books from its partner libraries like the University of Michigan and the New York Public Library, and they are available in its database. (Last week my wife searched for information about the first English edition of the journals of Pehr Kalm, a Swedish naturalist traveling in Colonial America. In less than two seconds, Google delivered the full text of the book, as published in 1771.)

Paul LeClerc, CEO of the New York Public Library, says that he's involved in something called the Electronic Enlightenment, a scholarly project (born at the University of Oxford) to compile all the writings of and information about virtually every major figure of the Enlightenment. It includes all the annotated writings, correspondence and commentary about 3,800 18th-century writers like Jefferson, Voltaire and Rousseau, completely cross-linked and searchable—as if a small room in a library were compressed to a single living document. "How could you do that before?" he asks.

Now imagine that for all books. "Reading becomes a community activity," writes Kelly. "Bookmarks can be shared with fellow readers. Marginalia can be broadcast … In a very curious way, the universal library becomes one very, very, large single text: the world's only book."

Google's people have thought about how this connectivity could actually affect how people read. Adam Smith, product director for Book Search, says the process is all about "getting rid of the idea that a book is a [closed] container." One of his colleagues, Dan Lansing, describes how it might work: "Say you are trying to learn more about the Middle East, and you start reading a book, which claims that something happened in a particular event in Lebanon in '81, where the author was using his view on what happened. But actually his view is not what [really] happened. There's newspaper clippings on the event, there are other people who have written about it who disagree with him, there are other perspectives. The fact that all of that is at your fingertips and you can connect it together completely changes the way you do scholarship, or deep investigation of a subject. You'll be able to get all the world's information, all the books that have been published, all the world's libraries."

Jim Gerber, Google's content-partnerships director, suggests that it might be an interesting idea, for example, for someone on the liberal side of the fence to annotate an Ann Coulter book, providing refuting links for every contention that the critic thought was an inaccurate representation. That commentary, perhaps bolstered and updated by anyone who wants to chime in, could be woven into the book itself, if you chose to include it. (This would probably make Ann Coulter very happy, because you'd need to buy her book in order to view the litany of objections.)

All these ideas are anathema to traditionalists. In May 2006, novelist John Updike, appalled at reading Kelly's article ("a pretty grisly scenario"), decided to speak for them. Addressing a convention of booksellers, he cited "the printed, bound and paid-for book" as an ideal, and worried that book readers and writers were "approaching the condition of holdouts, surly hermits who refuse to come out and play in the electric sunshine of the post-Gutenberg village." (Actually, studies show that heavy Internet users read many more books than do those not on the Net.) He declared that the "edges" of the traditional book should not be breached. In his view, the stiff boards that bound the pages were not just covers but ramparts, and like-minded people should "defend the fort."

That fort will stand, of course, for a very long time. The awesome technology of original books—and our love for them—will keep them vital for many years to come. But nothing is forever. Microsoft's Bill Hill has a riff where he runs through the energy-wasting, resource-draining process of how we make books now. We chop down trees, transport them to plants, mash them into pulp, move the pulp to another factory to press into sheets, ship the sheets to a plant to put dirty marks on them, then cut the sheets and bind them and ship the thing around the world. "Do you really believe that we'll be doing that in 50 years?" he asks.

The answer is probably not, and that's why the Kindle matters. "This is the most important thing we've ever done," says Jeff Bezos. "It's so ambitious to take something as highly evolved as the book and improve on it. And maybe even change the way people read." As long as the batteries are charged.
© Newsweek, Inc.


por Booktailors às 10:49 | comentar | partilhar


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