
N.º 96, 3.º Esquerdo
1100-232 Lisboa
A CEO da editora Sourcebooks, Dominique Raccah, explica como é mais fiável editar livros apoiando-se em dados estatísticos do que na sua própria intuição. Para ler aqui.
A propósito da London Book Fair deste ano, a BBC dedicou a emissão do seu programa sobre tecnologia, Click, à edição digital. Ouça-o aqui. Via eBook Portugal.
Nem sempre foi pacífica a relação entre autores e editores. Veja-se o caso de Charles Dickens, que já nos seus dias os considerava meros parasitas, preguiçosos e desonestos. A disputa assumiu, contudo, novos contornos com a chegada da era digital e do self-publishing. Mas será possível uma solução que agrade a ambas as partes? Leia aqui.
«José da Cruz Santos, cuja Inova foi uma das mais relevantes editoras portuguesas nos anos 70, prossegue hoje o seu longo e acidentado percurso na Modo de Ler, onde se prepara para lançar uma antologia da poesia portuguesa. O seu maior prazer foi sempre o de imaginar livros que ainda não existem.» Ler no Público.
Organizada pela Feira do Livro de Frankfurt e pela O'Reilly Media, a conferência internacional sobre inovação no mercado editorial «Tools of Change for Publishing», que decorre este ano a 20 de abril e se realiza pela primeira vez na América Latina, durante a Feira do Livro de Buenos Aires, anunciou que contará com as palestras de Newton Melo (Google), Patricia Arancibia (Barnes & Noble), Gus Balbontin (Lonely Planet), Elizabeth Castro (autora bestseller de livros em formato ePub e HTML), Laura Dawson (Firebrand Technologies) e Julieta Lionetti (Libros en la Nube). Leia aqui e aqui.
Decorre no próximo dia 29 de março, na Universidade de Aveiro, o colóquio «Pequenos Editores Têm a Palavra». Promovido no âmbito do mestrado em Estudos Editoriais da universidade, o evento incentiva o debate entre pequenos editores, incluindo às 10.30 uma mesa com a presença das editoras Ahab, Boca, Bruaá, Livros de Areia e Opera Omnia, e a partir das 15.00, palestras de Jordi Nadal (Plataforma), João Rodrigues (Sextante) e Henrique Mota (Principia). Inscrições e mais informações aqui.
Decorre nos dias 6, 13 e 20 de março, sempre a partir das 18.30, um ciclo de três debates sobre a edição política portuguesa, intitulado «Livros que tomam partido: Editoras de caráter político na transição da ditadura em Portugal (1968-1982)». O ciclo, organizado por Flamarion Maués, realiza-se no Espaço Grandella da Biblioteca Museu República e Resistência, que o promove em conjunto com o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Consulte o programa aqui.
Segundo o blogue The Late Age of Print, a gestão editorial moderna tem muito a agradecer a Orion Howard Cheney, um banqueiro que, nos anos 30, publicou o primeiro estudo compreensivo sobre a indústria literária americana, alertando para a importância de os editores se basearem mais em factos e menos em sorte, na escolha dos livros a publicar. Leia mais aqui.
A autopublicação não é nada de novo no mundo da edição; autores como Mark Twain, Virginia Woolf, Alexandre Dumas, entre outros, já o faziam. Veja aqui o gráfico que compara a edição tradicional com os novos formatos.
Como é que a edição vai mudar na Era Digital? Veja o gráfico aqui.
Como é que um autor independente, que não dispõe das ferramentas de promoção de uma editora, consegue divulgar os seus livros para que estes se tornem êxitos de vendas? Descubra aqui.
As editoras apoiam os autores no processo de edição e escolha de capa, mas será que estas razões compensam? Veja aqui.
Num tempo de mudanças, os autores já não precisam de lidar com cartas de rejeição ou esperas longas, podem rapidamente publicar o seu próprio trabalho. Leia aqui.
A Amazon deu a oportunidade a autores independentes de fazerem parte da Lending Library se concordassem vender livros exclusivamente para o Kindle. Apesar de muitos autores terem concordado e a biblioteca digital contar hoje com mais de 46 mil títulos, muitos estão ainda reticentes em relação ao acordo. Estão preocupados não só com a exclusividade exigida mas também com questões económicas, visto que ainda não é claro quanto dinheiro vão receber. Leia aqui.
As mudanças no mundo da edição em 2011 vão continuar a ser significativas neste novo ano, por isso é melhor rever o mais importante. Não só a Amazon se afirmou como uma editora competitiva e os autores deixaram de precisar de editoras para editar livros como os leitores se habituaramaos e-books. Leia mais aqui.
Dicas de profissionais da Open Road Media, da Cambridge University Press e de outras editoras que já passaram pelo processo. Veja aqui.
Peter Balis, director de conteúdo digital, explica que a editora já pensa «globalmente» e «digitalmente». Leia mais aqui.
Para um autor, chegar a um ponto na sua carreira em que não tenha de se preocupar com mais nada senão escrever é utópico, a menos que seja Dan Brown ou J. K. Rowling. No entanto, os editores tentam convencê-los de que tudo o que têm de fazer é escrever e que eles se ocupam do resto, mesmo que muitas vezes isso signifique ficarem com 90% do lucro das vendas. A revolução começou quando os autores se aperceberam das vantagens da autopublicação, e o sucesso desta nova técnica de self-publishing é comprovado pelo crescimento de empresas como a CreateSpace, a iUniverse ou a Lulu. Leia mais aqui.
Ver aqui.
Segundo Ruth Franklin, a grande cadeia tem-se distinguido de muitas editoras por: descobrir novos autores, ter estética apelativa e ser empreendedora na divulgação. Ler mais aqui.
O negócio da edição sempre foi problemático. Foi um negócio que se fez à consignação e onde se esperava que 40% dos livros voltassem para trás, onde se imprimia mais do que era necessário, onde se pagava antes de receber. E hoje? Pouca coisa mudou e muita coisa mudou. A tecnologia forçou a inovação deste sector, no entanto o grande problema do sector editorial continua a ser a falta desta. Para ler o artigo de opinião aqui.
Escrever um bom livro, trabalhar muito, ou fazer a nossa própria pesquisa são apenas alguns conselhos para quem faz uso do sistema de autopublicação. Ver aqui.
O negócio da edição sempre foi problemático. Foi um negócio que se fez à consignação e onde se esperava que 40% dos livros voltassem para trás, onde se imprimia mais do que era necessário, onde se pagava antes de receber. E hoje? Pouca coisa mudou e muita coisa mudou. A tecnologia forçou a inovação deste sector, no entanto o grande problema do sector editorial continua a ser a falta desta. Para ler o artigo de opinião aqui.
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«O papel da livraria é essencial para o livro, defendeu hoje Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que deu conta da preocupação do setor editorial pelo desaparecimento das livrarias tradicionais.» Ler no Diário Digital.
Ed Nawotka, director editorial, fala das suas memórias do 11 de Setembro e mostra como a indústria editorial se esforçou para explicar o acontecimento. Para ler o artigo em Publishing Perspectives.
«Um estudo sobre o sector da edição e das livrarias e sobre o impacto económico da pirataria detectou "mais de 500 postos de venda de cópias ilegais de livros", disse à Lusa o coordenador do projecto, Pedro Dionísio.» Ler no Diário de Notícias e no Diário Digital.
Estão abertas as pré-inscrições até ao dia 10 de Novembro de 2011 para o Curso de Auto -Edição, Curso Prático Para a Criação De Publicações de Natureza Gráfica, a realizar no Centro de Investigação e de Estudos Arte e Multimédia (CIEAM), da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Para ver programa e como se inscrever aqui.
A União de Escritores do Canadá apresentou uma Carta de Direitos do Escritor para a Era Digital (Writer's Bill of Rights for the Digital Age), que visa regular legalmente os procedimentos editoriais que os autores têm que enfrentar nesta época de migração para o digital. Para ler mais aqui.
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«A notícia de que este gigante da Internet contratara na semana passada Laurence ["Larry"] Kirshbaum, um veterano da edição que passou pela Random House e esteve trinta anos no sector editorial da Time Warner, veio confirmar os piores receios das grandes editoras tradicionais americanas e inglesas.» Ler no Público.
Veja a lista aqui.
Nos próximos dias 28 e 29 de Outubro, realizar-se-á na Praia da Vitória, ilha Terceira, o primeiro congresso do livro, subordinado ao tema «As mutações do mercado do livro».
A APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, entidade responsável pela organização do evento, salienta como grandes destaques da programação deste congresso a presença do presidente da Federação Europeia de Editores, Fergal Tobin, e do presidente da Federação Europeia de Livreiros, John McNamee.
Entre os congressistas estão também Vasco Teixeira, da Porto Editora, José M. Cortês, director-geral da DGLB, Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura, e José Afonso Furtado, docente para a área do livro e consultor do projecto «Leitura digital», da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian.
Muitos outros nomes do sector editorial e livreiro (português e estrangeiro) farão comunicações sobre o mercado do livro e as evoluções do suporte para a era digital. Temáticas como «Novo enquadramento editorial» ou «O livro e as novas tecnologias» darão o mote às discussões deste congresso, que incluirá também uma homenagem a Vitorino Nemésio, vulto maior da literatura açoriana.
As inscrições podem ser feitas no sítio do congresso. Outras informações práticas são também desde já disponibilizadas.
O Odyl é uma plataforma do Facebook que permite que qualquer utilizador publique excertos de livros de sua autoria e possa avaliar o número de leitores. Com permissão de importação de conteúdos do Goodreads, YouTube ou twitter, a Odyl tem já como clientes as editoras Hachette Book Group, HarperCollins, Penguin Group, Random House entre outras grandes casas, para além de contar com a participação de muitos autores que vêem na plataforma uma boa ferramenta de divulgação do seu trabalho. Leia mais aqui.
Os desafios de ser editor nos EUA e nos dias de hoje. Para ler no American Editor.
A PANINI vai lançar em Portugal, já a partir de Setembro, a chamada edição 50 de todas revistas mensais da clássica turma criada por Mauricio de Sousa, nomeadamente Mónica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento, Ronaldinho e Turma da Mónica.
Alguns defendem, hoje em dia, que já não faz sentido pensar em editoras. Felizmente há quem não alinhe nesta teoria (e ainda bem). Adrian Zackheim é uma dessas pessoas. Ver aqui.
«Publishers perform many great services to the reading public and cutting them out of the loop will reduce choice and quality, but if they can't get the right book in front of the right reader, their days are numbered.» Para ler no The Guardian.
Johannes Wilm explica porque decidiu seguir esta via para ver publicada a sua tese de doutoramento. Ler aqui.
Veja algumas sugestões de como pode apresentar o seu texto a uma editora ou criar um e-book gratuito, aqui.
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Tony Loton não responde, mas deixa algumas ideias. Ler aqui.
Cindy Leopoldo deixa alguns ensinamentos e conselhos. Para ler aqui.

Uma geração de grandes da edição em Portugal reflecte sobre mudanças de uma era. Os clássicos, os autores, as publicações, os leitores de hoje. Na Visão desta semana, Zeferino Coelho, Carlos da Veiga Ferreira, Manuel Alberto Valente, Nelson de Matos e Maria Piedade Ferreira falam do que mudou e como vêem a edição de livros nos dias de hoje.

A comunidade Kibin reúne editores e revisores que voluntariamente analisam trabalhos e documentos de qualquer utilizador. Basta fazer upload do ficheiro. A comunidade está aberta a voluntários e pode ser conhecida aqui.

«Um ensaio sobre Guillermo Cabrera Infante (1929-2005), um escritor até agora esquecido da cultura oficial cubana, tornou-se um sucesso editorial na ilha caribenha, após a apresentação na União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC).» Ler no Diário Digital.
Veja aqui o artigo de Irene Jarosewich, que defende o trabalho editorial não substitui o trabalho do autor, complementa-o.
Uma luta esgrimida aqui.
Booktailors é caso de estudo em mestrado, trabalho elaborado por Catarina Amado de Freitas e Rita de Sousa Pedro.
Segundo responsáveis da Google, a empresa não irá seguir os passos da Amazon, que anunciou recentemente a sua entrada no mercado editorial, acrescentando que o papel da Google se resume a facilitar o acesso aos livros. Leia aqui: . Via The Bookseller.
Pode ser encontrado no Centro de Documentación, del Libro, la Lectura e las Letras, em Madrid. Conheça-o melhor aqui.
E já não é vista como um acto de desespero. Saiba porquê aqui. Via Futurebook.
Leia o artigo de Philip Jones no FutureBook.
Leia no Guardian o artigo de Harriet Evans.
O Guardian apresenta-nos um caso crasso de erros de edição no principal clássico de cozinha do mundo inglês. A lista de erros e incorrecções é gigantesca.
«Clearly books are not going away, but publishing houses are questioning old form inefficiencies based on hunches, which often result in wasted dollars and wasted trees but sometimes chance upon bestsellers. Many publishers, like Calloway, are becoming multimedia studios where authors meet up with gamers, filmmakers and tech ninjas to adapt their intellectual property to mobile and e-reading environments. They are also positioning themselves as curators of “quality” in an era of oversaturated content.» Estas e outras reflexões, aqui.
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Verificar aqui.
Depois de ter anunciado que iria publicar um novo autor que havia descoberto através do Twitter, o editor da Angry Robot Books, Lee Harris explica como aconteceu e como é possível conseguir um contrato de publicação através das redes sociais. Saiba mais aqui.
Algumas tendências aqui. Via twitter de José Afonso Furtado.
É por este nomes que, no Reino Unido, os assistentes editoriais são conhecidos. Esta profissão, e suas disparidades, no The New York Observer. Via Bibliotecário de Babel.
As pré-inscrições para o Curso de Auto Edição do Centro de Investigação e de Estudos Arte e Multimédia (CIEAM), da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa estão abertas até sexta-feira, dia 11 de Março. O Curso de Auto Edição, Curso Prático Para a Criação de Publicações de Natureza Gráfica irá realizar-se de 21 de Março a 14 de Junho (duração de 120 horas) e será ministrado por formadores associados da Oficina do Cego. As fichas de pré-inscrição deverão ser enviadas para o e-mail do CIEAM: inscricoes.cieam@fba.ul.pt. Mais informações sobre o curso aqui.
A Livrododia Editores apresenta amanhã Afonso e o Livro, da autoria de Luís Filipe Cristóvão e Amélie Bouvier. Esta primeira incursão dos autores na literatura infantil narra a história de Afonso, que entra em contacto com os principais intervenientes do processo criativo de um livro, de forma a criar um livro que procurava. Esta é a forma encontrada pelos autores para explicar a cadeia de valor do livro aos mais novos. A apresentação decorrerá amanhã, na Livraria LivrodoDia, em Torres Vedras.
Ler aqui. Via twitter JAF.
A Amazon anunciou um acordo com Seth Godin, para a publicação de seis obras do autor, usando o serviço «Powered by Amazon». Segundo notícia no Digital Reader, este serviço «enables authors to use Amazon’s global distribution, multiple format production capabilities, including print, audio and digital, as well as Amazon’s personalized, targeted marketing reach».
O livro Edição e Editores. O Mundo do Livro em Portugal, 1940-1970, da autoria de Nuno Medeiros, filho do livreiro Manuel Medeiros, será lançado no próximo dia 27 de Novembro. A apresentação, que decorrerá na Livraria Culsete, estará a cargo de Diogo Ramada Curto.
Aqui. Via twitter JAF.
Estão abertas as inscrições para o curso de Pós-Graduação em Edição, da Universidade Católica de Lisboa. O curso tem o apoio da APEL e as candidaturas decorrem até dia 8 de Outubro. Ver mais aqui.
Não é muito comum. Os nomes dos revisores nunca aparecem nas capas, os dos tradutores só quando o editor considera que é uma argumento de venda. Mostrando-se preocupada com os profissionais de que se rodeia para a produção dos seus livros, a Booksmile tenta atenuar a injustiça de tantas vezes o protagonismo destes profissionais ser esquecida e inclui, desde o primeiro volume da série «Poppy», uma biografia da tradutora e revisora (ver imagem acima) – dois membros importantes que, segundo a editora, garantem a «qualidade literária da colecção».


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