Ter, 8/Mai/12
Ter, 8/Mai/12
Sara Odedina, ex-editora da Bloomsbury, responsável pelo lançamento do primeiro livro da série Harry Potter, afirmou ao sítio PublishNews que «J.K. Rowling é uma autora muito talentosa, de sensibilidade e originalidade únicas», motivos pelos quais será bem-sucedida na escrita para adultos, tal como fez para um público infantojuvenil. Saiba mais aqui.
Qui, 19/Abr/12
Qui, 19/Abr/12

O que tem o autor Charles Dickens que ver com o mundo da edição digital? A resposta é simples: se aprendermos com o passado, podemos manter viva a nossa herança literária. Leia aqui.
Ter, 17/Abr/12
Ter, 17/Abr/12
O blogue Brave New World lança a questão: como distinguir um editor na era do livro digital? Leia aqui.
Qua, 4/Abr/12
Qua, 4/Abr/12
O sucesso alcançado no último ano por alguns autores de edição independente tem feito com que existam cada vez mais obras self-published nas livrarias digitais. Mas serão realmente desnecessários os serviços de um editor profissional? Leia aqui.
Seg, 2/Abr/12
Seg, 2/Abr/12
«José da Cruz Santos, cuja Inova foi uma das mais relevantes editoras portuguesas nos anos 70, prossegue hoje o seu longo e acidentado percurso na Modo de Ler, onde se prepara para lançar uma antologia da poesia portuguesa. O seu maior prazer foi sempre o de imaginar livros que ainda não existem.» Ler no Público.
Seg, 19/Mar/12
Seg, 19/Mar/12

Mesmo com o self-publishing a tornar-se cada vez mais popular, os editores continuam a oferecer adiantamentos aos autores e a possibilidade de terem o seu livro nas montras das maiores e mais conceituadas livrarias. Contudo, só com a intervenção de um editor é que os manuscritos se tornam obras legíveis. Leia aqui.
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Campanha «Formai-vos!»: desconto de 50% para desempregados e recém-licenciados. Novidades 2012: [Lisboa] Comunicação Editorial, Livro Infantil, Revisão de Texto - nível inicial; [Porto] Revisão de Texto - nível intermédio.
Qua, 29/Fev/12
Qua, 29/Fev/12
Phillip Jones, do FutureBook, acredita que os editores deviam aprender com o sucesso dos autores independentes. Sugere que as editoras se baseiem no modelo da Macmillan New Writing, criem comunidades ou «cortejem» os autores de self-publishing de sucesso. Leia aqui.
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Campanha «Formai-vos!»: desconto de 50% para desempregados e recém-licenciados. Novidades 2012: [Lisboa] Oficina sobre o novo Acordo Ortográfico, Oficina de Preparação de Original em Ambiente Digital, Comunicação Editorial, Livro Infantil, Revisão de Texto - nível inicial; [Porto] Revisão de Texto - nível intermédio.
Qua, 8/Fev/12
Qua, 8/Fev/12

A editora britânica Rebecca Carter deixou uma carreira de sucesso na Random House para se tornar agente literária da Janklow & Nesbit. Descubra aqui porquê.
Sex, 3/Fev/12
Sex, 3/Fev/12

A Agência Literária Andrew Lownie, sedeada em Londres, decidiu perguntar a vários editores quais eram as suas expectativas para 2012. Myles Archibald, da editora HarperCollins, afirmou que este ano estava à espera de histórias verídicas com uma estrutura narrativa forte e interessante. Leia mais aqui.
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Campanha «Formai-vos!»: desconto de 50% para desempregados e recém-licenciados. Novidades 2012: [Lisboa] Gestão de Projectos Editoriais, Oficina sobre o novo Acordo Ortográfico, Oficina de Preparação de Original em Ambiente Digital, Revisão de Texto - nível inicial; [Porto] Gestão de Projectos Editoriais, Revisão de Texto - nível intermédio.
Sex, 27/Jan/12
Sex, 27/Jan/12
O mercado dos livros está em mudança com os e-books e a Amazon, mas as editoras ainda podem desempenhar um papel vital no processo. Podem focar-se na conceção do livro em todos os formatos, seja impresso, digital ou áudio, por exemplo, ou em criar uma excelente comunicação entre autores e leitores. Leia mais no The Guardian.
Qua, 18/Jan/12
Qua, 18/Jan/12
Haverá alguma altura em que um editor possa justificadamente responder a uma crítica negativa? Leia aqui.
Sex, 30/Dez/11
Sex, 30/Dez/11
Editores falam dos livros que editaram e dos que queriam ter editado. Leia no The Guardian.
Qua, 28/Dez/11
Qua, 28/Dez/11
Os editores continuam a prejudicar-se ao manter os preços dos e-books artificialmente elevados. Embora tentem proteger os seus lucros e as edições impressas, o modelo de preços utilizado pode acabar por ser prejudicial. Há até casos em que o preço do e-book é superior ao do livro impresso, caso do livro do autor Ken Follett, Fall of Giants, que custa 18,99 $ em formato digital e apenas 16,50 $ se comprado como livro de bolso. Leia aqui.
Qua, 28/Dez/11
A Amazon não tem nenhuma fórmula secreta para o seu sucesso: é simplesmente boa naquilo que faz. Então, como poderão os editores competir com a empresa? Phillip Jones, da FutureBook, acredita que em 2012 a Amazon terá mais concorrência da parte dos editores, que terão de adoptar medidas inovadoras para «derrubar» o gigante on-line. Veja mais aqui.
Ter, 20/Dez/11
Ter, 20/Dez/11
André Schiffrin, editor e fundador da New Press, acredita que as editoras tornaram-se bancas e que o trabalho do editor está resumido a ler um outline de poucas linhas e ditar um preço. Leia mais aqui.
Sex, 16/Dez/11
Sex, 16/Dez/11
Discussão para acompanhar aqui.
Ter, 29/Nov/11
Ter, 29/Nov/11
Para continuar a publicar. «What I understand by all this is that people do still want stories. Mine isn't an isolated case: I am far from being the only mid-list writer to turn to a small independent publisher.» A opinião da autora Jane Rogers, no The Guardian.
Qua, 23/Nov/11
Qua, 23/Nov/11
Segundo um estudo recente que envolveu 600 editores, profissionais e mercados educacionais, o maior desafio que as editoras enfrentam é o de maximizar os lucros do e-book à medida que a indústria livreira migra para o digital. Uma das formas de garantir retroactivos de um bom investimento passaria pela publicidade. Mas, que implicações éticas podem estar por detrás dessa medida? Leia a opinião de Scott Abel aqui.
Qua, 16/Nov/11
Qua, 16/Nov/11
Recentes debates sobre a nova plataforma da empresa norte americana Amazon criticam as grandes desvantagens do programa para os editores e autores. Ler opinião aqui.
Qua, 9/Nov/11
Qua, 9/Nov/11
Seg, 7/Nov/11
Seg, 7/Nov/11
As regras do jogo associado à negociação de direitos estão a mudar radicalmente. Ed Nawortka explica porquê. Aqui.
Sex, 4/Nov/11
Sex, 4/Nov/11
Guilhermina Gomes, Directora Editorial do Círculo de Leitores, recebeu o Prémio Editor 2011, atribuído pela APEL, durante o I Congresso do Livro, no passado dia 30 de Outubro. Guilhermina Gomes, colaboradora do Círculo de Leitores desde 1979, é responsável pela edição de obras de referência, sendo uma figura incontornável do panorama editorial português.
Qua, 26/Out/11
Qua, 26/Out/11
Jason Allen Ashlock, fundador do Movable Type Literary Group e agente literário afirma: «Can an agent act in an author’s best interests when they are also acting as their publisher?» A sua conclusão é não. Veja quais as soluções por ele apresentadas aqui.
Ter, 25/Out/11
Ter, 25/Out/11
A plataforma on-line Inkubate permite aos autores fazer o upload dos seus trabalhos e manuscritos, e aos agentes literários e aos editores encontrar esses conteúdos. Descobrir conteúdo publicável parecer ser agora uma tarefa mais fácil com esta ferramenta, e ver o nome nas lombadas dos livros uma realidade não muito longínqua. Descubra o Inkubate aqui.
Qua, 12/Out/11
Qua, 12/Out/11
A partir de hoje, Rita Canas Mendes deixa de estar ligada ao Grupo Almedina. A editora que trabalhou na Antígona e na Texto & Grafia anunciou a saída na sua página de facebook.
Qua, 14/Set/11
Qua, 14/Set/11
Os desafios de ser editor nos EUA e nos dias de hoje. Para ler no American Editor.
Seg, 12/Set/11
Seg, 12/Set/11
Nash dirigiu a editora independente Soft Skull Press até 2009. Criou recentemente Cursor, uma rede social que pretende desenvolver comunidades literárias entre escritores e promover a partilha de manuscritos entre os seus membros. Ao longo da entrevista, Richard Nash reafirma a necessidade de, nos dias de hoje, revalorizar o objecto livro e aproximar leitores e escritores. Para ler no Boston Review.
Qui, 1/Set/11
Qui, 1/Set/11
Entrevista a Maria do Rosário Pedreira, actual editora do grupo LeYa, que lançou nomes como Valter Hugo Mãe ou José Luís Peixoto. MRP fala da nova geração de autores e da sua qualidade literária, bem como dos escritores que descobriu este ano. Para ler
aqui.
Seg, 29/Ago/11
Seg, 29/Ago/11
Não obstante o declínio da sociedade de leitura, MaryChris Bradley continua a acreditar nas pequenas editoras. «Why would anyone in their right mind open a small publishing house these days? The short answer: Because we believe in the reader». Ler aqui.
Qui, 25/Ago/11
Qui, 25/Ago/11
A plataforma CreateSpace da Amazon permite aos autores publicar as suas obras e controlá-las em todas as fases da produção, garantindo assim a sua autonomia artística. Ler o artigo
aqui.
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Seg, 22/Ago/11
Seg, 22/Ago/11
Não em quem possui os dispositivos de leitura electrónicos. Estarão os editores a ceder demasiado ao dar 30% do preço dos livros a estes fabricantes? Ler aqui.
Qua, 17/Ago/11
Qua, 17/Ago/11
A escritora independente Louise Voss conseguiu chamar a atenção dos editores depois de autopublicar o seu livro, Catch Your Death , por 0,95 cêntimos na loja on-line do Kindle. Ler mais aqui.
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Ter, 2/Ago/11
Ter, 2/Ago/11
Os livros electrónicos acabaram com o ano de espera entre as publicações de hardcover e paperback. Ler mais aqui.
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Seg, 1/Ago/11
Seg, 1/Ago/11
O suplemento Expresso Emprego apresentou a nossa empresa, este sábado passado, na secção Empreendedores.
Sex, 29/Jul/11
Sex, 29/Jul/11
Alison Flood escreve sobre o grande sucesso da auto-publicação entre os escritores e as desvantagens para os editores tradicionais. Ler aqui.
Sex, 29/Jul/11
Ler aqui o artigo de Dolores Prades, editora, gestora e consultora na área editorial para crianças e jovens.
Ter, 31/Mai/11
Ter, 31/Mai/11
Ter, 19/Abr/11
Ter, 19/Abr/11
Debate da London Book Fair, resumido aqui.
Seg, 28/Fev/11
Seg, 28/Fev/11
Após as vagas de despedimentos que têm atingido as grandes editoras canadianas, a maior parte dos editores está a trabalhar em regime freelance. Saiba mais aqui.
Qua, 16/Fev/11
Qua, 16/Fev/11
Para ouvir aqui o programa Última Edição, de Luís Caetano, que teve como convidado Manuel Alberto Valente, director editorial da divisão editorial literária de Lisboa, da Porto Editora.
Qua, 19/Jan/11
Qua, 19/Jan/11
Discussão aqui. Via twitter JAF.
Sex, 12/Nov/10
Sex, 12/Nov/10
«A Amazon vai dar uma percentagem maior das receitas das vendas de jornais e revistas vendidos no Kindle Store aos editores. A partir do dia 1 de Dezembro a loja de e-commerce vai passar a entregar 70% dos royalties aos editores, em vez dos actuais 30%, embora a percentagem que actualmente paga varie entre os editores.» Ler no Meios & Publicidade.
Qua, 3/Nov/10
Qua, 3/Nov/10
González fundou, juntamente com Jesús Polanco, a Santillana. Faleceu na semana passada. Obituário no El País.
Qui, 28/Out/10
Qui, 28/Out/10
Abaixo transcrevemos a carta do editor da Gradiva, Guilherme Valente, dirigida ao director da revista Sábado. O motivo da carta deve-se à colocação da obra O Choque das Civilizações, de Samuel P. Huntington a par com outros «livros mais perigosos da história», como o Mein Kampf, no artigo da autoria de Raquel Lito.
«Senhor Director:
Editor em Portugal de O Choque das Civilizações, de Samuel P. Huntington, acabo de saber pelos Blogtailors que esta obra, a vários títulos tão relevante, foi incluída, ao lado, por exemplo, do livro de Hitler Mein Kampf, numa peça da revista Sábado, intitulada "Os livros mais perigosos da história", assinada por Raquel Lito.
Eu sei ser entre nós frequente, até na Universidade, comentarem-se obras que não se leram. Mas mesmo não se tendo lido a referida obra é necessário um inimaginável nível de ignorância, iletrismo e indigência intelectual para se ter feito tal associação e publicado semelhante juízo. Imagine, Senhor Director, que o livro de Hunttington, bem pelo contrário, é mesmo essencialmente uma fundamentada advertência para uma possibilidade que a humanidade deve e pode evitar.
Por isso, mais do que um protesto em nome da inteligência e do conhecimento, ou defesa legítima - que não precisamos de fazer - da ofensa irresponsável à exigência e qualidade do nosso critério editorial, esta minha carta é sobretudo, afinal, uma espontânea manifestação de espanto pela dimensão de tal estupidez.
Além da sua natureza tablóide, devo chamar a atenção, aliás, para a concepção obscurantista (talvez melhor, tola) do artigo. O Choque das Civilizações é um grande livro sobre um tema actualíssimo, que devia ser lido e debatido na escola. Perigoso? Perigosa é a ignorância, o vazio de debate de ideias e, claro, a má comunicação social, que irresponsável, acéfala e interesseiramente, promove e multiplica tudo isso.
Guilherme Valente»
Qui, 2/Set/10
Qui, 2/Set/10
«[Em Portugal] a maior parte dos editores ou são ignorantes ou são vigaristas, oferecendo ao público pacotilha impressa: um bom editor, tal como um bom leitor, é mais raro que um bom livro.» Ler na íntegra aqui.
Qua, 21/Jul/10
Qua, 21/Jul/10
Leia
aqui o artigo de James Mathewson, editor da
ibm.com. Via
twitter JAF.
Qui, 15/Jul/10
Qui, 15/Jul/10
Leroy Gutiérrez e Martín Gómez nos blogues
Sobre Edición e
[ el ojo fisgón ] vão disponibilizar nos próximos meses um «especial sobre formación de editores». Ver mais
aqui,
aqui e
aqui.
Ter, 29/Jun/10
Ter, 29/Jun/10
«Muitos sabem que, depois de dez anos a realizar tarefas que os editores dos tempos modernos considerariam menores, mas que, quanto a mim, são essenciais para nos podermos tornar editores (revisões, traduções, índices remissivos, textos de contracapa, correcção de provas e, sobretudo, ler, ler, ler), encontrei, no final dos anos 90, a minha verdadeira vocação: a de descobrir (no sentido de "dar a ver") novos autores de literatura portuguesa.» Ler no
Diário Digital.
Qui, 20/Mai/10
Qui, 20/Mai/10
«O editor Robert Laffont, que publicou mais de dez mil títulos entre os quais grandes
best-sellers, morreu na quarta-feira em Paris aos 93 anos.
Considerado o "avô da edição francesa", Laffont era o último dos grandes editores que fundaram empresas antes do fim da Segunda Guerra Mundial.» Ler no jornal
i.
«Robert Laffont era o único dos grandes editores franceses do período antes do fim da II Guerra ainda vivo. Pelo seu trabalho ficou conhecido como o “avô da edição” em França. Morreu esta quarta-feira aos 93 anos, disse à AFP a sua nora, a jornalista Alix Girod de l’Ain. Steinbeck, Le Carré, Graham Greene ou Buzzati estão entre os autores que introduziu em França.» Ler no
Público.
Seg, 10/Mai/10
Seg, 10/Mai/10
«Joaquim Vital, fundador e director das Editions de la Différence, morreu ontem [sexta-feira] aos 62 anos, vítima de uma crise cardíaca.» Ler no
Público.
«Escritores portugueses e franceses lamentaram hoje [sábado] a morte do editor Joaquim Vital, o fundador da chancela La Différence que morreu ontem [sexta-feira] em Lisboa aos 62 anos.» Ler no
Público.
«O editor e escritor português Joaquim Vital, criador das Éditions de La Différence, morreu ontem [sexta-feira] ao fim da tarde em Lisboa, onde se encontrava a passar o fim de-semana, confirmou a Lusa junto de amigos da família.» Ler no jornal
i.
Qui, 8/Abr/10
Qui, 8/Abr/10

Foi anunciado pela APEL que, ainda este ano, será realizado o «primeiro Congresso Nacional de Editores». Tendo já havido anteriormente dois congressos organizados pela extinta União de Editores Portugueses, a APEL reunida retoma esse projecto e dá-lhe o relevo de Nacional, que pretenderá englobar todos os editores nacionais. Foi também anunciado que haverá um apoio forte por parte da APEL à candidatura de Lisboa a Capital Mundial do Livro, em 2013 (contrariamente à data previamente anunciada de 2012).
Qui, 17/Dez/09
Qui, 17/Dez/09
Hugo Xavier, ex-editor da Cavalo de Ferro, tem um novo blogue,
O Novo Ecléctico. Para seguir
aqui.
Ter, 15/Dez/09
Ter, 15/Dez/09
Jason Chambers, Jonathan Evison, Dennis Haritou e Jason Rice apresentam 50 coisas que os editores nunca deveriam fazer. Ler mais
aqui.
Ter, 20/Out/09
Ter, 20/Out/09
«O documentário de André Godinho sobre o editor Manuel Hermínio Monteiro será exibido este sábado, dia 24 de Outubro, às 21h00, na RTP2. A exibição em televisão segue-se à antestreia no IndieLisboa, onde conquistou o aplauso do público.» Ler no
Público.
Ter, 20/Out/09
«
Voy a hablar de Herralde, de manera que me calzo los zapatos de plomo. Mi experiencia me advierte que al editor-propietario de la Yoknapatawpha anagrámica ningún elogio le parece suficiente. Igual que les sucede a muchos autores, a don Jorge le agradan las buenas críticas, pero nunca con el grado y la intensidad con que le enfadan las más pequeñas censuras. Los que lo conocen saben que su ego es tan poderoso y extenso como ese admirable -y envidiado- catálogo construido con pasión y fervor, y otra vez pasión, a lo largo de cuarenta años. En él lleva impresos sus gustos y, en cierto modo, su biografía adulta, igual que el arponero Queequeg llevaba tatuada en su cuerpo la cosmología de su pueblo.» Ler na íntegra no
El País.
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Qua, 7/Out/09
Qua, 7/Out/09
Em respeito por Reinhard Mohn, figura tutelar, fundador e antigo CEO do grupo Bertelsmann,
recentemente falecido, o
website oficial vestiu-se de luto, alterando as habituais cores da marca (azul e vermelho) pelo preto e tons de cinzento.
Qua, 16/Set/09
Qua, 16/Set/09
Robert McCrum do
Guardian traduz
aqui algum do vernáculo usado no mundo editorial.
Via
twitter EstudosEdição.
Qua, 16/Set/09
«
Jorge Herralde es emblema de rebeldía, de tenacidad y de éxito. Es el editor quien, en 1969, en pleno régimen franquista, emprendió un sueño: construir Anagrama y convertirla en una editorial para publicar lo mejor de las letras mundiales traducidas a la lengua española. A cuarenta años de distancia tiene un catálogo con cerca de 3 mil títulos publicados y un interés espacial en la literatura latinoamericana.» Leia
aqui um perfil de um dos editores espanhóis mais consagrados de Espanha.
Ter, 15/Set/09
Ter, 15/Set/09
A revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) promovem a segunda edição do ciclo de debates Com Todas as Letras, com sessões quinzenais. A primeira sessão com o tema «O Regresso – Tendências, Previsões e outros Riscos», conta com a participação de Alexandre Vasconcelos e Sá (Objectiva), Carlos Veiga Ferreira (Teorema), António Lobato Faria (Oficina do Livro). Hoje, às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.

Ter, 11/Ago/09
Ter, 11/Ago/09
O autor deste
blogue é conhecido no mundo da edição. Trata-se de Pedro Marques, co-editor e designer da
Livros de Areia, de Viana do Castelo, que se destacou, entre outras coisas, pelo
design das capas.
Para além da qualidade do trabalho, realçamos o cuidado com que o Pedro faz o seu blogue
Montag, cujos conteúdos são apurados e interessantes, tendo a particularidade de os colocar em versão bilingue (português/inglês).
Sex, 3/Jul/09
Sex, 3/Jul/09
Ler o texto de opinião do editor da Relógio d'Água em «Como Editar um Pequeno Livro».
Aqui.-
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Dom, 21/Jun/09
Dom, 21/Jun/09
E para registar a efeméride, decidiu lançar novas colecções e promover novos autores ou desconhecidos.
Ler
aqui.
Sáb, 25/Abr/09
Sáb, 25/Abr/09

No Público, pré-publicação de A Ninfa Inconstante, de Guillermo Cabrera Infante (Quetzal Editores).
Aqui.
Qui, 19/Mar/09
Qui, 19/Mar/09
«
El trabajo del Scout podría evitar que pasaran talentos inadvertidos para ciertos editores? Estoy pensando en casos como el de grandes editoriales españolas que dijeron “no” a libros como Harry Potter y El código Da Vinci.
Este es un defecto que tiene que ver con otros aspectos del mundo editorial. El grave problema con las grandes editoriales es que los editores no tienen tiempo de leer. Esto es un diagnóstico más o menos claro en España.(…)
El editor puede estar muy agobiado en su día a día, no solamente por la mera gestión diaria y las puñaladas que pueda recibir desde dentro de la empresa, sino también por las puñaladas que le pueden dar desde afuera, los reclamos permanentes, la intervención en el libro propiamente dicho y luego todas las personas que lo llaman para proponerle libros. Entonces, hay que hacer caso a tantas personas que llega un momento en que la gente se bloquea y el editor pasa por alto las cosas. Puede llegarle un buen manuscrito, pero estás tan saturado, hay tanto que hacer, que se da cuenta.»
Ler na íntegra
aqui. Vale a pena.
Qua, 18/Mar/09
Qua, 18/Mar/09
Em
http://www.segredodoslivros.com/ existe um
website que apresenta o que de melhor pode um leitor fazer em torno da divulgação dos livros que são publicados em Portugal.
Numa época em que todos os editores se queixam de dificuldades na divulgação das suas obras junto do público final, é essencial apoiar as acções que «puxam» o conhecimento dos nossos livros para os leitores, que potenciam o «boca-a-boca» e a opinião concreta de leitores, cuja afinidade e empatia para com outros leitores é, muitas vezes, maior.
O projecto Segredo dos Livros nasceu da vontade de Fátima Rodrigues, mas já conta com um
staff de leitores/recenseadores fixo e concursos de divulgação.
Pelas palavras da autora «O
site pretende ser um espaço de divulgação independente dos livros que são publicados em Portugal, na área da ficção, tanto de autores nacionais como estrangeiros. Pretende ainda ser um ponto de encontro dos amantes da leitura, que procuram informar-se das novidades e formar uma opinião sobre o conteúdo dos livros, de forma a tomarem uma decisão mais esclarecida sobre as obras a adquirir e poderem trocar impressões sobre os mesmos.»
O
site conta já com o apoio das seguintes editoras «(por ordem alfabética):
Arte Plural,
ASA,
Bico de Pena, Casa das Letras,
Caminho,
Gailivro,
Gestão Plus, Lua de Papel,
Oficina do Livro,
Pergaminho, Quinta Essência,
Quinto Selo e
Porto Editora.
Sex, 13/Mar/09
Sex, 13/Mar/09
«Os editores Nelson de Matos e Vítor Silva Tavares afirmaram hoje à agência Lusa que não vão impor o novo acordo ortográfico aos escritores e às obras que publicam.»
Ler no
Diário Digital.
Qui, 12/Mar/09
Qui, 12/Mar/09
A propósito da confusão da data de publicação da obra de Margarida Rebela Pinto, "Sei lá", (
1998 e não 1999), Jaime Bulhosa traça um perfil do seu irmão Gonçalo Bulhosa, co-fundador da Oficina do Livro e responsável pelo projecto Palavra:
«Gonçalo Bulhosa, co-fundador da editora Oficina do Livro, trouxe para o mercado editorial português uma nova forma de trabalhar o livro, vindo mesmo a tornar-se num case study. Muito por causa da sua longa experiência como livreiro, Gonçalo Bulhosa percebeu, primeiro do que ninguém em Portugal, que havia uma grande fatia de leitores que não estava a ser levada em conta pelos editores. Juntando a isto um espírito inventivo, que lhe é característico, o excelente desempenho nas relações públicas e uma perspicácia inata para o marketing, Gonçalo Bulhosa inovou. Inovou quando percebeu que seria um sucesso pôr uma figura pública a escrever; ou melhor, inovou quando percebeu que podia transformar um escritor numa figura pública. Inovou quando percebeu que a capa de um livro é um dos factores principais da compra por impulso, o que o levou a fazê-las de cores garridas, executadas por jovens designers desconhecidos na altura. Inovou quando entendeu que ganhar visibilidade no espaço comercial era vital para as vendas de um livro e começou a comprar esse espaço. Inovou a forma de comunicar o livro, quando, por exemplo, colocou outdoors de livros pela cidade ou aviões com faixas a passar nas praias do Algarve. Inovou, inovou, inovou.
Até poderá ficar apenas conhecido como o editor da literatura light, mas, só a título de curiosidade, ao mesmo tempo que editava Margarida Rebelo Pinto na Difel, editava também Junot Diaz, Prémio Pulitzer para a Ficção 2008. Foi editor de muitos outros nomes portugueses conhecidos, que nem sempre lhe fazem a devida referência.»
Qui, 12/Mar/09
Jaime Bulhosa tem razão. Contrariamente ao que
aqui referimos, a obra "Sei lá" faz 11 anos e não 10. Inicialmente publicado na Difel, a primeira obra de Margarida Rebelo Pinto foi publicada nesta editora em 1998.
Qui, 5/Mar/09
Qui, 5/Mar/09
O Clube de Imprensa (com moderação de Maria Elisa), e que contou com as participações de Zeferino Coelho, Guilherme Valente e João Guedes já está disponível no site da RTP.
Ver
aqui.
Qui, 5/Fev/09
Qui, 5/Fev/09
Pode parecer estranho, mas a «Society of Young Publishers» acaba de completar 60 anos de existência e prepara uma série de acções comemorativas.
Desde logo, está prevista uma mega-festa para a indústria, conferências e a criação de um blog. Cá estaremos a aguardar.
Fonte:
Bookseller.-
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Seg, 2/Fev/09
Seg, 2/Fev/09
Nesta luta por autores, alguns demonstram que há coisas mais importantes do que o dinheiro.
João Aguiar já o referiu mais do que uma vez, sendo que agora Richard Zimmler reforça o seu apoio à sua editora, Maria da Piedade Ferreira.
Aqui.-
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Qua, 14/Jan/09
Qua, 14/Jan/09
Jason Epstein é um dos mais famosos editores de todos os tempos. Durante 50 anos editor do grupo Random House, responsável pela transição da edição de editor, para edição de mercado, assim como pela introdução do formato trade paperback, Jason Epstein foi sempre um homem à frente do seu tempo. Agora, com 80 anos, Epstein gere a On Demand Books, LLC, e continua alerta a todos os avanços do sector.
«An Autopsy of the Book Business» é o seu último artigo, que pode ser escutado
via podcast ou lido na
The Daily Beast.
«[…] Publishers having lost control of their industry to commercially attractive authors and their agents are now not only their unhappy servants, but servants obliged to pay their masters for the privilege of serving them: an absurd and untenable situation.»
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Seg, 5/Jan/09
Seg, 5/Jan/09
Hugo Xavier, da Cavalo de Ferro, comentou o post no qual António Lobo Antunes indicou que os livros eram "indecentemente caros". Pela pertinência do comentário, publicamo-lo aqui em forma de post:«Há alguns anos e depois de ficar algo farto dessa questão dos livros estarem caros, fiz uma pequena investigação pessoal que acabou por se tornar uma investigação continuada que me levou a comparar o preço dos livros com o de outras "comodidades", tal como discos (actualmente cd's), peças de roupa, jornais, cadernos escolares, etc. Fui à procura em arquivos de jornais e cheguei à estranha confirmação de que os livros evoluiram em equilíbrio desde o final do século dezanove até hoje com duas excepções: as duas guerras durante as quais o preço do papel realmente subiu bastante e os livros encareceram.
Como editor gostaria imenso de poder baixar os preços dos meus livros mas dado o elevado custo da produção e matérias primas aliado às margens de distribuidoras e livrarias não é possível fazer muito mais. Apesar de tudo e caso não tenham notado, desde meados de Setembro raro é o livro (de texto sem ilustrações e em formatos regulares) que ultrapassa os 16 €. Isto é uma baixa significativa relativamente aos últimos 2/3 anos. Penso que é uma forma das editoras mostrarem que estão mais atentas ao mercado.
Hugo Xavier
Coordenador editorial - Cavalo de Ferro»
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Sáb, 27/Dez/08
Sáb, 27/Dez/08
«Sempre acreditei que a morte não teria coragem de se aproximar dele. Mas, afinal, também ela não lhe resistiu. Aos 92 anos, desapareceu Joaquim Figueiredo Magalhães, o primeiro grande editor moderno português. Ele era o homem mais vivo que jamais conheci. Maravilhosamente culto, espantosamente audaz, loucamente imaginativo e, para usar uma das suas expressões favoritas, altamente divertido, este homem era também, em igual medida, justo e generoso. Todos aqueles que gostam de livros lhe devem mais do que sabem.»
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aqui.
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Seg, 22/Dez/08
Seg, 22/Dez/08
O
DN publica hoje uma peça que aborda a forma como foi aceite e trabalhado o original de MST por parte dos seus editores, Lobato Faria e Gonçalo Bulhosa (este último viria a abandonar o projecto Oficina do Livro, fundando posteriormente a extinta Palavra). Excertos (sublinhado nosso):
«António Lobato Faria é um dos dois editores por detrás do sucesso editorial do primeiro romance de Miguel Sousa Tavares. Imprimiu 30 mil exemplares para o lançamento, mas já reimprimiu essa quantidade doze vezes e confia que chegará a meio milhão.
(...)
Enquanto ouviam Miguel Sousa Tavares contar o argumento do livro que pensava escrever, os editores António Lobato Faria e Gonçalo Bulhosa tiveram imediatamente a certeza de que estavam com o maior best-seller que a Oficina do Livro iria publicar.
(...)
A partir desse momento, conta o editor António Lobato Faria, com o que "já sabíamos do mercado editorial e do protagonismo na sociedade portuguesa do autor era fácil prever o efeito que iria criar uma história destas no leitor". Acrescenta: "Não tínhamos a noção de quantas páginas iria fazer, mas como éramos fãs incondicionais da sua escrita estávamos certos de que seria capaz de fazer um grande livro."
(...)
O modo como os dois editores acompanharam o processo de criação de Miguel Sousa Tavares é um pouco incomum na actividade editorial portuguesa, pois fizeram-no desde o princípio. Contada a história, diz António Lobato Faria, o próprio autor foi interagindo com os editores e, após um período de poucos meses em que não pegou no manuscrito, isolou-se e deu início à escrita: "O sucesso da colectânea de textos do David Crockett deu-lhe muita confiança." Considera, no entanto, que "mais tarde ou mais cedo iria fazer um romance porque é um contador de histórias e esta já germinava há dez anos. Vê-se que o livro tem muita memória, existem cheiros e ambientes próprios de quem conhecia bem o cenário de S. Tomé."
O editor confessa que a boa colaboração com Miguel Sousa Tavares decorreu por mérito do próprio porque "os editores deram o contributo que queria. Teve a segurança e a abertura para rapidamente interagir connosco, mas nunca nos imiscuímos no seu trabalho. Se solicitava uma opinião - e isso é raro nos autores nacionais, que preferem a solidão criativa - nós dávamos-lha".
Miguel Sousa Tavares escreveu um primeiro bloco de texto e deu-o a ler aos editores, interrompendo a reclusão que exigiu a si próprio com a suspensão de todas as colaborações que mantinha na imprensa e, explica, "de tempos em tempos íamos almoçar e conversar. A nossa reacção era de muito cuidado e principalmente pretendíamos motivá-lo. Fazíamos um ou outro reparo sobre um excesso de descrição ou de uma personagem menos bem desenhada e pouco mais porque o Equador era um livro muito forte e com vários episódios interessantes no decorrer do livro".
(...)
"O Miguel não começou a escrever aqui, é o culminar de uma carreira que seria impossível sem a sua bagagem.
Tem boa capacidade de comunicação e explodiu numa altura em que a sociedade queria que se contassem histórias nos livros em vez de exercícios de escrita inócuos."Quanto à missão do editor, Lobato Faria define que hoje "se confunde com a do marketeer. É alguém que tem a obrigação de fazer o livro chegar ao maior número de pessoas e deixar-se de preconceitos em relação à obra literária. Não pode pensar que se evitaria o Equador só porque era muito grosso".»
Aqui, outra peça do DN que analisa
Seg, 1/Dez/08
Seg, 1/Dez/08
«A herança editorial que deixa é grande. Desde a sua fundação, em 1948, a Ulisseia traduziu e publicou muitos autores essenciais da literatura mundial, alguns deles nunca antes traduzidos para português. Pela minha parte, devo-lhe uma descoberta em particular: em plena adolescência, foi graças à Ulisseia (e a um amigo que descortinou um livro há muito esgotado) que li Pela Estrada Fora, de Jack Kerouac. Nunca conheci o seu editor português, mas agradeci-lhe a dádiva desde então. Saberão alguns editores que nos marcam a vida de uma forma tão indelével?»
Aqui.
Seg, 1/Dez/08
«Regista-se o falecimento (26/Nov.) de Joaquim Figueiredo Magalhães, de 92 anos, nome grande do panorama editorial português do século XX, fundador em 1948 da Editora Ulisseia, casa que até 1972, data da sua integração no grupo Verbo, manteve autonomia e relevância muito assinalável.
Em jeito de homenagem ao editor, relembra-se aqui uma colecção de livros de boa memória, publicados por aquela editora, a Colecção Poesia e Ensaio, de que aqui se mostra uma das capas dos livros que a constituiram.»
Ler
aqui.
Qua, 26/Nov/08
Qua, 26/Nov/08
Estamos ainda a tentar confirmar os detalhes, mas poucos dias após a morte do Dr. Rogério Mendes de Moura, da Livros Horizonte, morre Joaquim Fiqueiredo Magalhães, histórico editor e fundador da Ulisseia, actualmente com 92 anos de idade.
Casado com Rosa Lobato de Faria há cerca de 33 anos, Joaquim Figueiredo Magalhães estava reformado, sendo que a Ulisseia pertence à Editorial Verbo desde 1972, altura em que a comprou à José Maria da Fonseca.
Numa semana o mundo editorial português perde duas das suas mais importantes referências.
A Booktailors expressa os mais sinceros votos de condolências à família e amigos.
Ter, 25/Nov/08
Ter, 25/Nov/08
Seg, 24/Nov/08
Seg, 24/Nov/08
No site do Expresso, encontramos uma peça assinada por José Mário Silva:
«Quando criou a editora Livros Horizonte, em 1953, Rogério Mendes de Moura não tinha quaisquer contactos no mercado editorial, nem sequer livros para vender. Ainda assim, fez-se à estrada - ao volante de um Peugeot - e correu o país de lés a lés, dando-se a conhecer aos livreiros de que se tornaria, mais tarde, fornecedor.
"Agora não tenho nada para vender, mas hei-de ter um dia", costumava dizer. E teve mesmo. Durante mais de cinco décadas, Mendes de Moura manteve uma actividade regular, tendo publicado mais de dois mil títulos.
Na brochura que assinalou os 50 anos de actividade da Livros Horizonte, o seu irmão, Mário Moura, também editor (Pergaminho), escreveu: "Rogério Moura é um editor-artífice, talvez o único entre nós. Trabalha o livro como o ourives o ouro e o lapidador o diamante. Por outro lado, o tilintar ou não da caixa registadora não o comove." Rogério Mendes de Moura formou-se em Filosofia na Universidade Clássica de Lisboa. Em 2003, foi condecorado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. Em 2006, a União dos Editores Portugueses atribuiu-lhe o Prémio Carreira - Fahrenheit 451.
Morreu ontem à noite, em Lisboa, vítima de cancro. Tinha 83 anos.»