
N.º 96, 3.º Esquerdo
1100-232 Lisboa
«O que significam 20 anos de carreira? Não gosto da palavra “carreira”, faz-me lembrar as carreiras de autocarros. São mais 20 anos de livros. O sentimento é um misto de felicidade e melancolia. Lembro-me exactamente do dia do lançamento do primeiro livro – não me lembro de mais nenhum – mas esse fixei.» Leia a entrevista completa no iOnline.
«O director da 82.ª Feira do Livro de Lisboa diz que apesar do sector livreiro viver tempos difíceis, a feira mantém-se incólume à crise.» Ler no Correio da Manhã.
«Uma das suas primeiras decisões como presidente do CCB foi cancelar a aplicação do Acordo Ortográfico dentro da instituição, indo até contra a tomada de posição do Governo. Mantém essa guerra anti-acordo? Agora com a seguinte nuance: a declaração de Luanda há 15 dias, em que foi patentemente reconhecido que este acordo precisa de ser revisto, que Angola e Moçambique não o ratificaram e, portanto, não está em vigor. E, mais ainda, não existindo o vocabulário comum da língua portuguesa, penso que não há outro remédio senão rever o acordo. Acho que, para ninguém perder a face, deveria ser suspenso aquilo a que se chama a aplicação do Acordo Ortográfico. Esta é uma fraude do anterior Governo, que deu como existente um vocabulário ortográfico comum que não existe, e que veio dar como tendo entrado em vigor um tratado internacional que não entrou em vigor.» Leia a entrevista completa de Vasco Graça Moura ao semanário Sol aqui, aqui, aqui e aqui.
«Aos 14 anos teve os seus primeiros poemas publicados no jornal. Em que é que um miúdo tão novo se inspira?
A maior parte da inspiração eram as meninas por quem eu me apaixonava. Platonicamente, porque eu era muito tímido, acho que me apaixonava três, quatro vezes por dia. Mas não tinha essa capacidade de sair de mim e de falar e de me apresentar ao mundo. Então vivia tudo isso em ficção. E lembro-me que um dos poemas publicados foi para o meu pai, que era poeta. E a minha mãe uma contadora de histórias.» Leia a entrevista completa no iOnline.
Numa entrevista recente ao The New York Times, o autor David Sedaris discutiu os seus hábitos de leitura. Leia aqui.
Numa entrevista recente ao jornal La Tercera, Mario Vargas Llosa confessou-se avesso a tecnologia. Além de não ter telemóvel, computador portátil ou tablet, o autor continua a escrever os seus livros à mão. Leia aqui.
Leia aqui a entrevista a Júlio França, professor de Teoria da Literatura na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sobre o horror como género literário. Via Falling Into Infinity.
Leia aqui a entrevista que Neil Gaiman fez a Stephen King na mais recente edição do UK Sunday Times. Via Falling Into Infinity.
Amanda Hocking, uma das mais bem sucedidas autoras de self-publishing do mundo, deu uma entrevista ao sítio Mediabistro, na qual afirma que um dos principais erros dos escritores digitais atuais é exagerar no marketing dos seus livros. Leia aqui e aqui.
«Venceu o Prémio Leya 2011 com um romance que escreveu depois de ter sido despedido. O Teu Rosto Será o Último chega agora às livrarias.» Leia as entrevistas do autor na íntegra no Sol e no iOnline.
Leia aqui a entrevista a João Ricardo Pedro, o vencedor do prémio LeYa 2011 com o romance O teu rosto será o último.
Numa entrevista ao Digital Book World, Ellie Hirschhorn, vice-presidente e principal executiva da área digital da Simon & Schuster estimou que, em 2015, os e-books serão responsáveis por mais de metade das vendas da empresa. Recorde-se que, em 2011, as vendas digitais da editora já representaram 17 por cento do total. Leia aqui.
«Apaixonou-se por Portugal quando era adolescente e descobriu a revolução de Abril. Espanhol da fronteira, Manuel Moya já recebeu vários prémios literários e sentou-se à conversa com Diogo Oliveira para falar sobre Cinzas de Abril.» Ler na íntegra no iOnline.
Enquanto se preparava para a viagem até à Feira do Livro de Bolonha, o autor Afonso Cruz cruzou-se com Sara Figueiredo Costa, que aproveitou para realizar mais uma Conversa Polaroid. Assista aqui.
Aproveitando o Festival Literário da Madeira 2012, Sara Figueiredo Costa esteve à conversa com o autor Pedro Vieira, um dos convidados do certame. Assista aqui.
Tito Couto, da Booktailors, marcou ontem presença na RTP Informação, onde foi entrevistado sobre o Festival Literário da Madeira, uma coorganização Booktailors e Nova Delphi que arranca já amanhã.
Acompanhe o festival no seu sítio oficial, Facebook e Twitter.
«A pretexto do lançamento da trilogia 1Q84 (edição Casa das Letras), Haruki Murakami, o mais famoso e mediático dos escritores japoneses da actualidade, deu-nos uma entrevista que viu a luz com uma espécie de vagar oriental.» Leia no Bibliotecário de Babel.
Paulo Ferreira, da Booktailors, foi um dos convidados de ontem do programa Inferno, exibido no canal Q. A entrevista sobre o Festival Literário da Madeira, uma coorganização Booktailors e Nova Delphi, foi conduzida por Inês Lopes Gonçalves. Recordamos que Pedro Vieira, autor que marcará presença na segunda edição do Festival Literário da Madeira, é também um dos apresentadores do Inferno. Assista aqui, a partir dos 8'40.
«Álvaro Pons (1966, Barcelona) é professor da Universidade espanhola de Valência, crítico e estudioso de banda desenhada. É nesta última qualidade que foi convidado para comissariar a exposição sobre a banda desenhada espanhola que representa o país no Festival de BD de Angoulême, a decorrer entre hoje e domingo naquela cidade francesa.» Leia a entrevista no Público.
Apesar de ter sido afastado da corrida aos Óscares deste ano, o The New York Times entrevistou Miguel Gonçalves Mendes sobre José e Pilar. O realizador falou sobre a sua admiração por José Saramago, do seu medo da morte e do filme, que considera estar cheio de «desejo de viver». Ler aqui.
Peter Balis, director de conteúdo digital, explica que a editora já pensa «globalmente» e «digitalmente». Leia mais aqui.
O autor e ilustrador de livros infantis Shaun Tan conversou com o também autor Neil Gaiman. Entre os temas, surgiu The Lost Thing, a curta-metragem de animação de Shaun Tan adaptada a partir da sua obra homónima e vencedora de um óscar da Academia. Leia no The Guardian.
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O livreiro Daniel Goldin doou cerca de 60 títulos numa troca de livros, iniciativa que permitia a quem desse dois livros, levar um. Goldin falou sobre o livro digital, a indústria editorial e o amor pelos livros. Para ler aqui.
«Vencedor do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011 conversou com o Público, por telefone, a partir do Rio de Janeiro. Conta como nasceu a ideia de Passageiro do fim do dia, o romance que recebeu esta madrugada o prémio.» Ler entrevista do Público.
«Uma comovente história de família e um ainda mais ternurento regresso ao passado. O avô, que em miúdo perdeu os pais para um estranho raio, morreu há um mês. Não sem antes se rever nos capítulos que lhe foram lendo. Nico, semi-analfabeto, que seguiu a leitura com o chapéu encostado ao peito, não precisou de saber que a sua vida valeria o Prémio Saramago. O tributo da neta Andréa aos seus antepassados estava feito.» Ler no iOnline.

Fundador da primeira editora brasileira a ter um e-book na loja da Apple, Eduardo Blucher foi convidado para falar sobre oportunidades de negócio no mercado livreiro no 25th International Rights Directors Meeting, conjuntamente com a agente Lucia Riff e Tomás da Veiga Pereira, da Sextante. Leia sobre as apostas de Blucher para esta era digital aqui.
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«Quando olho uma árvore, sei o que ela quer dizer ao ter certo tipo de forma, de flor. Isso me alargou o horizonte. Tenho uma grande felicidade porque, quando chego a um lugar, tenho um diálogo infinito para fazer, mesmo quando estou sozinho». Entrevista ao autor de O último voo do flamingo na revista brasileira Muito, para ler aqui.

Nash dirigiu a editora independente Soft Skull Press até 2009. Criou recentemente Cursor, uma rede social que pretende desenvolver comunidades literárias entre escritores e promover a partilha de manuscritos entre os seus membros. Ao longo da entrevista, Richard Nash reafirma a necessidade de, nos dias de hoje, revalorizar o objecto livro e aproximar leitores e escritores. Para ler no Boston Review.
Entrevista a Maria do Rosário Pedreira, actual editora do grupo LeYa, que lançou nomes como Valter Hugo Mãe ou José Luís Peixoto. MRP fala da nova geração de autores e da sua qualidade literária, bem como dos escritores que descobriu este ano. Para ler aqui.

Uma geração de grandes da edição em Portugal reflecte sobre mudanças de uma era. Os clássicos, os autores, as publicações, os leitores de hoje. Na Visão desta semana, Zeferino Coelho, Carlos da Veiga Ferreira, Manuel Alberto Valente, Nelson de Matos e Maria Piedade Ferreira falam do que mudou e como vêem a edição de livros nos dias de hoje.
«We’re in trade book publishing and we don’t get a positive ROI on a lot of the books that we do. So we have a culture where we’re always experimenting. We’re experimenting with different authors all the time, so it’s not difficult for us to move from experimenting on, and taking risks on, big authors to what other ways might a consumer enjoy that story. I think our culture suits our ability to try new things in this new emerging digital world. So I’m not worried about that. I worry about making sure we’re trying enough new things, because the rate of change is really one of the biggest challenges we face.» Ler, ou ver, aqui.
«O texto que emocionou a plateia no Brasil, onde foi escrito, foi inspirado lá, levou-o de cá?
Surgiu lá, depois da sessão de abertura, dia 6. Nesse dia, ouvi o António Cândido a falar (professor de 80 e tal anos, muito prestigiado) e ele fez uma prestação que adorei, e tinha os seus papéis. Estavam 900 pessoas sentadas e mais 1100 assistiam noutra tenda, via vídeo. Eu, enfim, não tinha entrado em pânico, mas pensei que precisava de me sentir seguro. Escrevi-o no iPhone.» Ler na íntegra aqui.
O suplemento Expresso Emprego apresentou a nossa empresa, este sábado passado, na secção Empreendedores.
«Como explicaria a vossa política editorial e a sua evolução ao longo destes anos?
Manter a coerência, bem como a qualidade estética e literária do que […] temos vindo a reforçar as colecções que iniciámos, aumentando, com o passar dos anos, o número de títulos de cada uma delas […] Criámos também novas colecções, como a dos Makakinhos, vocacionada para crianças com necessidades especiais, com paralisia cerebral ou autismo. Mais recentemente, em 2009, introduzimos uma nova chancela, a Faktoria K de Livros, cujo modelo também tem as suas raízes na Kalandraka Espanha, mas que difere do catálogo da Kalandraka nos seus objectivos, sejam eles temáticos, de género ou etários, uma vez que os livros aí publicados nem sempre se destinam ao público infantil, apesar de também não o excluírem.» Continuar a ler aqui.
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«Valter Hugo Mãe é um escritor português que com algumas palavras fez chorar muitos brasileiros. (...) Esta quinta-feira o escritor falou de si e dos momentos que vive em entrevista à jornalista da TVI, Judite Sousa.» Veja o vídeo da entrevista no TVI24.
«Quem acredita que Lisboa é o centro domundo, e que fora da capital não há referências incontornáveis da vida cultural portuguesa, nunca entrou na livraria Culsete, em Setúbal. E nunca ouviu falar de Manuel Medeiros, o seu livreiro, conhecido por todo o meio editorial como o Livreiro Velho. Um nome imprescindível da área do livro e da edição.» Leia a entrevista de Sara Figueiredo Costa a Manuel Medeiros no Portugal Ilustrado.
«As amigas encomendam-lhe feijoada. Os netos não passam sem o seu arroz. A avó, involuntária cozinheira de mão-cheia, que só pela família põe freio nas letras, escreveu sobre uma outra, a sua avó em quinto grau. Leonor de Almeida, mulher de erudição rara que desafiou preceitos nos séculos XVIII e XIX, enchia os cadernos de receitas com poesia. Um pouco à semelhança desta neta, nascida em 1937, que em vez de tirar notas durante as reuniões, entrega-se aos versos.» Ler no iOnline.
«Ele [Mário Castrim] incentivava-a a escrever?
Muito, muito. Eu acho mesmo que ele deixou a carreira dele de escritor para trás exactamente para que eu pudesse fazer a minha, não tenho dúvidas nenhumas. Agora na Caminho vão publicar um livro inédito dele. Ele deixou muita coisa inédita e vamos reeditar outras obras. Mas dizia sempre que não tinha paciência para editar, queria era escrever. Para eu fazer a vida que fazia, ele tinha que ficar com os miúdos, e tratar da casa. Tinha que aguentar o barco. Quando eu estava no Diário de Notícias as minhas folgas eram à sexta e ao sábado e assim que eu saía na quinta à tarde ele dizia-me logo, "vai-te embora, tens de ir trabalhar sossegada".» Ler no iOnline.
O Nobel da Literatura de 2010 admite em entrevista que tem as suas neuroses, mas que se dá muito bem com elas e que as trata a escrever e a ler. Ver entrevista aqui.
«É um dos escritores de língua portuguesa com maior destaque a nível mundial. Pensa que a nossa língua é o nosso maior bem?
Não sei muito bem. Acho que nós provavelmente glorificamos e veneramos esta entidade a que chamamos língua portuguesa. Ela existe num contexto de história, de partilha de saberes, de partilha de culturas, de histórias com "h" minúsculo que me parece que não podem ser separadas.» Ler no iOnline.
Entrevista a Milagros del Corral, directora da Biblioteca Nacional de Espanha e especialista nas alterações tecnológicas do livro. Via Manuscritos Digitais.
Entrevista ao editor Michael Krüger, da Hanser, ao jornal El País.
«El libro digital, lejos de suponer el fin del libro, es una nueva oportunidad para este. Un libro no es simplemente una alineación de caracteres, una maquetación, unos capítulos..., y el libro digital no hace más que añadir un cuerpo nuevo, un peso nuevo al libro tradicional. El libro digital, como la fotografía, permite una gran flexibilidad: diferentes formatos, reimpresiones limitadas. Por lo tanto, es una oportunidad para enriquecer el catálogo y mantener los libros vivos.» Ler aqui.
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Entrevistas aos protagonistas para acompanhar todas as sextas-feiras no sítio Web da Publisher’s Weekly. Ver aqui.
Por ocasião do início da publicação das obras do escritor na Mondadori, Vila Matas concedeu uma entrevista ao Elcultural.es, na qual confessa que começou a escrever por causa de um mal entendido. Aqui.
Uma das mais populares autoras de livros para adolescentes, Ana Saldanha, falou à revista Ler sobre o seu processo de escrita e como vai continuar «a deitar achas para a tal fogueira, que às vezes quase se apaga» após um ano de consagração. Leia a entrevista aqui. Via O Jardim Assombrado.
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Ler na Guernica.
Para ouvir aqui o programa Última Edição, de Luís Caetano, que teve como convidado Manuel Alberto Valente, director editorial da divisão editorial literária de Lisboa, da Porto Editora.
A famosa revista literária criada pelos alunos em Cambridge há mais de 100 anos, onde surgiram os primeiros escritos de autores como Sylvia Plath ou Ted Hughes, tem, desde 2007, uma versão portuguesa do Brasil denominada Granta em Português, publicada pela Alfaguara Brasil, do Grupo Santillana. A revista vai já na sua 6.ª edição, tratando-se de uma versão composta por peças traduzidas da edição inglesa (60%), com material próprio (40%).
Na última edição da revista inglesa podemos ler a entrevista a Robert Feith e Marcelo Ferroni, os responsáveis pela edição da versão portuguesa.
«Qual é a acção da SPA no combate à pirataria?
Uma delas é informarmos o público em geral, e em particular o de idade escolar, que ser complacente e cúmplice da pirataria atinge a produção cultural portuguesa. Outra é de carácter dissuador. Não temos capacidade punitiva nem capacidade para intervir no terreno. Essa missão está confiada às forças policiais, à magistratura e, no fundo, aos poderes públicos. Aquilo que temos feito e que continuaremos fazer de uma forma ainda mais firme em 2011 é pedir ou exigir a estas forças e aos poderes públicos que sejam muito firmes no combate à pirataria. A pirataria não é só uma forma de prejudicar os direitos de autores e a sua legítima posição, é uma forma de afectar a economia, porque a pirataria acaba por destruir postos de trabalho, a receita fiscal, a capacidade do país se afirmar internacionalmente e também a coesão nacional. A Cultura tem que ser vista como forma de criar riqueza do ponto de vista económico. É isto que nós dizemos e que continuaremos a dizer aos poderes públicos.» Ler no Correio da Manhã.
«O iPad pode salvar os jornais?
Não, o iPad não vai salvar os media tradicionais. Abriu a porta a novas oportunidades para reunir, criar e distribuir informação para os editores, novos e já estabelecidos. Exportar conteúdo para o iPad e esperar que as pessoas os salvem é absurdo e mostra porque estão em apuros.» Ler no iOnline.
«As editoras não estão preparadas para a nova fase dos e-books?
Elas não estão preparadas para a popularização dos e-books e para a superação dos livros impressos pelos digitais. Elas falam que estão se adaptando, mas não pensam em novos modelos de negócio. Essa estrutura econômica atual irá falir. » Ler aqui.
Oiça aqui a entrevista de Jorge Afonso (Antena 1) a Manuel Freitas, director-geral da Booksmile. Esta entrevista decorreu no passado dia 27 de Outubro.
«O pretexto óbvio desta entrevista é a aquisição do grupo Bertrand, mas talvez possamos começar pelo princípio, pela fundação da editora, até porque as circunstâncias em que nasceu ajudam a explicar porque é que se impôs no sector do livro escolar.
Isto nasceu em 1944, de um grupo de professores – acho que eram 19 – que decidiu montar uma editora. O meu pai era um dos mais novos e foi designado para a dirigir. Acumulava a gestão da empresa com as funções de professor universitário de Química. A editora depois foi crescendo muito, mas o ADN na educação, na referência, nos dicionários, vem desde a fundação. O primeiro contrato para dicionários é dos anos 40, e a “História da Literatura Portuguesa”, de Óscar Lopes e António José Saraiva, sai, salvo erro, em 1954. Eu e o meu irmão José António viemos trabalhar para a empresa em 1980. A minha mãe já tinha vindo no início dos anos 50. E quando o meu pai faleceu, em 1987, continuamos com a editora.» Ler no Público.
Vale a pena uma visita. Ali estão disponibilizadas algumas das mais importantes entrevistas feitas a escritores de nomeada. Recordamos que a Tinta-da-china publicou uma selecção de algumas entrevistas desta revista em 2009. Tradução de Carlos Vaz Marques. Via twitter JAF.
«José Saramago morreu a 18 de Junho e na próxima semana comemora-se o aniversário do seu nascimento. A Fundação José Saramago até chama a Novembro mês de Saramago.
Estamos a trabalhar todos os dias: digitalizando material, preparando eventos. E além dos projectos que estão marcados para Lisboa durante a próxima semana, na comemoração do aniversário de José, a fundação projecta também acções de iniciação à leitura por todo o país, de norte a sul, um trabalho com miúdos para os iniciar no prazer da leitura. Um dos nossos objectivos é que a leitura seja um prazer.» Ler no Público.
Ler aqui.
«Há quem ainda não o considere um escritor. Porquê?
Muitas pessoas não sabem que sou escritor, apesar de já escrever romances há 20 anos, e até perguntam se eu também escrevo. É natural porque a marca do compositor é muito mais forte na opinião pública.» Ler no Diário de Notícias.
Leia abaixo a conversa entre Martín Gómez, do blogue [ el ojo fisgón ], e Leroy Gutiérrez, do blogue Sobre Edición, com Nuno Seabra Lopes e Paulo Ferreira, sobre temas como o planeamento e a natureza do projecto Booktailors, a experiência de ambos no campo da consultoria e formação, entre outros. Esta entrevista está englobada num especial sobre formação de editores, elaborado em parceria por Martín Gómez e Leroy Gutiérrez.
1. ¿Cómo definirían Booktailors?
Como o próprio nome indica, somos uma empresa «tailor-made» para o mercado editorial português. Nessa perspectiva somos especialistas em edição, fornecendo apoio e serviços em quase todos os elos da cadeia de valor do livro. A forma mais precisa que utilizamos para definir o que somos é «consultores editoriais», apesar de não termos só essa faceta. Outro dos elementos que nos caracteriza é a nossa acção junto do sector, onde, como agentes empresariais, temos uma postura activa: procuramos exercer uma acção global que altere o estado das coisas, daí que sejamos agentes de ensino e de divulgação, criadores de prémios e divulgadores de boas-práticas. Achamos que a Booktailors deve servir os editores mas, acima de tudo, o sector da edição em Portugal.
2. ¿En qué momento y por qué razón surgió la idea de crear Booktailors?
A ideia foi desenvolvida em finais de 2006 e partiu da uma visão comum do que se poderia fazer neste mercado. A sensação de estarmos numa fase de evolução e transformação, onde não só as oportunidades de negócio são maiores mas também a oportunidade de inovar e exercer uma acção concreta sobre essas transformações estava já subjacente a este projecto, juntamente com o entendimento de que muito havia para fazer e existia um espaço para implementar pequenas acções que trazem fortes melhorias.
3. ¿Cuáles fueron las motivaciones de Booktailors para incursionar en el campo de la formación?
A formação é indissociável daquilo que nós fazemos na medida em que procuramos que seja essa mesma formação o factor de transformação do mercado. Desde sempre um sector marcado pelo empirismo, a edição tem vindo a interagir com imensas áreas da investigação com aplicação empresarial e, como tal, vindo a ganhar toda uma componente técnica que auxilia em larga medida o desenvolvimento deste sector. Longe de pretender anular as especificidades da edição, achamos que é possível compreender essas mesmas características e adaptar o conhecimento que já existe para este sector. Também consideramos que é vital fomentar entre os editores o interesse pela formação especializada como forma de transmissão daquilo que fazemos. Achamos que é através da formação que iremos auxiliar o mercado a se desenvolver e fazer ver aos nossos clientes a necessidade que têm dos nossos serivços, como tal, temos vindo a assumir isso como uma parte importante da nossa actividade.
4. ¿Cómo se han identificado las áreas del sector del libro en las que existe una necesidad de formación?
Pelas informações que tínhamos (por investigação qualitativa) sabíamos que existia e existe uma necessidade transversal de formação neste sector – não só numa ou noutra área −, pelo que foi necessário fazer, em vez disso, uma selecção. Entre os critérios mais importantes dessa selecção teve a ver com a capacidade de implementação e a disponibilidade de formadores nas diversas áreas e foi assim que acabámos fazer inicialmente um enfoque (formação focalizada para editoriais e assistentes de marketing), dando formação nas matérias de maior necessidade dessas áreas.
5. A la hora de crear una oferta de cursos de formación, ¿cuáles han sido los criterios a partir de los cuales se han definido las áreas y los temas que se abordarán en dichos cursos?
Como atrás foi referido, procurámos colmatar as principais falhas que o mercado sente, dentro de um enfoque de funções no sector (assistentes editoriais e de marketing). Posteriormente a termos definido as áreas de intervenção temos vindo a desenvolver a formação de forma vertical (níveis de aprofundamento das matérias) e horizontalmente (matérias paralelas aquelas que já são dadas por nós). No desenvolvimento das matérias propriamente ditas, a ideia foi criar cursos preferencialmente práticos e aplicáveis no dia-a-dia dos formandos. Cursos onde se possa trocar ideias e desenvolver temas de acordo com o interesse dos participantes, esclarecer dúvidas e auxiliar à eliminação dos problemas mais comuns. Ou seja, cursos que sejam práticos e aplicáveis no dia-a-dia dos profissionais, e que toquem matérias de uso mais corrente das suas funções.
6. ¿Cuáles son las necesidades de formación que suelen tener quienes asisten a los cursos de formación que ofrece Booktailors?
A necessidade que se detecta é transversal. Desde logo a do entendimento do negócio em si, que para muitos dos profissionais é ainda um problema – em larga medida pela visão dicotómica do produto/livro e pela pouca diversidade de funções executadas diariamente, sempre num determinado elo da cadeia, sem contactos a jusante e a montante. Igualmente se observam dificuldades na definição de standards de função, e de processo. Ou seja, não sabem o que têm de fazer, quais as diferenças entre aquilo que eles fazem e o que fazem os seus colegas de outras empresas, nem têm critérios definidos para as suas acções, seguindo aleatoriamente as «práticas internas» que a empresa foi desenvolvendo implicitamente. Isto é, têm uma falta elevada de competências tácitas, de regras definidas de acção, critérios globais, etc.
7. ¿De qué manera contribuyen los cursos de formación que ofrece Booktailors a reforzar aquellos aspectos de los oficios relacionados con la actividad editorial que los profesionales aparentemente sólo pueden aprender mediante la práctica?
Os cursos Booktailors são ferramentas que permitem aos formandos utilizarem-nas para adaptar aquilo que já fazem habitualmente, ou mesmo alterar e redefinir as suas funções de uma forma eficaz. A prática é essencial para a aprendizagem de funções editoriais, mas só com um correcto enquadramento técnico e conceptual é possível perceber aquilo que se está a fazer e tirar rendimento da experiência do dia-a-dia.
8. ¿Cuáles son los conocimientos y destrezas fundamentales que debe tener alguien que aspire a insertarse en la industria editorial portuguesa y cómo definirían ustedes el perfil del profesional que éste necesita actualmente?
A definição de um standard correcto da profissão ainda está por se fazer em Portugal, para além de continuar a mudar de uma forma acelerada. Apesar disso, e dependendo da função a efectuar dentro das empresas, é importante ter grandes competências de leitura e gosto pelo sector. Depois disso, é obrigatório ser-se dedicado e ter em mente as especificidades do livro enquanto objecto de trabalho, ser-se tolerante em relação à visão mundana do trabalho diário e não se deixar levar por algum glamour que este sector possa ter. O entendimento de que aquilo que nós fazemos não é para nós, mas é para outros que são, muitas vezes, bastante diferentes de nós, deve ser o argumento principal que nos levará a respeitar o objecto livro de uma forma profissional e não somente como um objecto pessoal de paixão.
9. ¿Creen que Booktailors está ofreciéndoles a quienes asisten a sus cursos de formación los conocimientos necesarios para desempeñar los nuevos oficios que están apareciendo gracias a la emergencia de lo digital?
Infelizmente não nos é possível estar em todo o lado em simultâneo e, percebendo isso, temos consciência que não estamos a fornecer ao mercado essas valências. O mercado editorial tem uma falta transversal de formação e a Booktailors está, prioritariamente, a colmatar as falhas centrais do mercado. No entanto, já estamos a trabalhar nesse sentido e futuramente iremos apresentar formação mais direccionadas para as novas funções.
10. ¿Qué relación tiene la industria del libro portuguesa con Booktailors?
As melhores relações possíveis. Somos conhecidos e reconhecidos pelo sector e contamos, por exemplo, na nossa formação, com profissionais de quase todas as principais editoras portuguesas, e o Blogtailors é lido pela esmagadora maioria dos profissionais. Damos, igualmente, formação interna a alguns dos grupos editoriais e as nossas acções são bem recebidas por parte da indústria.
11. ¿Cómo es la relación entre las industrias del libro portuguesa y brasileña en términos de intercambio comercial, de servicios y de mano de obra?
A relação é muito escassa. Ao longo dos tempos essa relação tem variado e, a partir de finais dos anos 1980, com a crise económica e financeira no Brasil de Fernando Collor de Mello, houve uma ruptura grave nas relações empresariais, com a perda de confiança de várias empresas portuguesas a operar no Brasil. Actualmente a relação tem vindo a ser, progressivamente, reatada, mas existe muita desconfiança de parte a parte e vários problemas de ordem burocrático a resolver. Em termos de serviços e mão-de-obra a relação é ainda mais escassa, pois as diferenças existentes quer geográficas quer linguísticas (muito reduzidas nesta última) são muitas vezes exacerbadas e levam a que os mercados se mantenham bastante fechados em si mesmos.
12. ¿De qué manera articula Booktailors su trabajo en las áreas de consultoría editorial y de formación?
São dois sectores paralelos que não se confundem e, até, podem ser complementares em dadas alturas. Por exemplo, existem alguns pareceres que necessitam de formação para a sua boa implementação e, desse modo, a Booktailors tem ao seu dispor ambas as funções. Por outro lado, a formação consolida a nossa imagem perante os editores, dando a confiança necessária para nos procurarem e compreenderem aquilo que lhes propomos.
13. ¿Cuáles son las condiciones que favorecen y dificultan la inserción laboral de los profesionales del sector editorial en Portugal?
Julgo que serão as mesmas de todo o lado. O sector é muito reduzido e especializado, e são poucas as necessidades anuais de novos profissionais para as funções actuais. Por outro lado, as alterações operadas no sector (concentração empresarial, utilização extensiva de tecnologias, etc.) levaram a uma redução do número global de profissionais e à necessidade de maior especialização. Isso levou a uma maior rotatividade dos profissionais que já operam na indústria e a maiores barreiras à entrada de novos colaboradores.
Ler no [ el ojo fisgón ] e no Sobre Edición.
«Os seus livros nunca se parecem uns com os outros. Aborrece-se facilmente?
É uma hipótese. Se nós usarmos uma estrutura fixa, como a epopeia, essa estrutura impõe uma forma de escrita. Sei que vou dizer com ela coisas que não posso dizer de outra maneira. E sei também que ela me vai limitar muito. Se for escrever um conto, por outro lado, sei que vai sair algo diferente de um romance. O tipo de texto leva-nos sempre a sítios diferentes.» Ler na íntegra no iOnline.
Leia aqui as entrevistas aos finalistas da edição deste ano do Man Booker 2010, atribuído a Howard Jacobson. Via theca libraria.
«¿En que momento se encuentra la implantación del libro digital en España?
En España se está produciendo una transformación que va del pasado al futuro de golpe. Sin presente. De repente ha habido un cambio de actitud importante y positivo. Se están comercializando más e-books, ya hay ocho plataformas de libros digitales y esta Navidad se espera otro impulso. Movistar va a lanzar su lector de libros digitales en noviembre y yo veo en Madrid y Barcelona a gente que lee libros en dispositivos electrónicos en el metro o el autobus. El año del e-book será cuando el precio del lector se sitúe entre 100 y 150 euros y la gente diga ´ya es asequible, no es un capricho´.» Ler na íntegra aqui.
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«José e Pilar, o documentário de Miguel Gonçalves Mendes sobre a vida pública e íntima de José Saramago e Pilar del Río, inaugura amanhã, às 21.00, na Culturgest (Grande Auditório), a VII edição do DocLisboa, que se prolonga até dia 24. Este magnífico e exaustivo trabalho sobre o casal, filmado por todo o mundo entre 2006 e 2008, teve co-produção da El Deseo, dos irmãos Almodóvar, e da O2, de Fernando Meirelles.» Leia a entrevista a Miguel Gonçalves Mendes no Diário de Notícias.
«A Orfeu Negro nasceu para o ensaio de arte; pouco depois, a Orfeu Mini lançou-se no mercado com livros para a infância. Porquê esse desenvolvimento?
A colecção Orfeu Mini nasceu um ano depois da inauguração da editora e estende e amplia o território artístico da Orfeu Negro. De certo modo, NEGRO realiza-se em MINI. Nesta encontram-se experimentações, ideias, sons, arquitecturas, a par de crítica e reflexão. Não há melhor ensaio do que o que O Livro Inclinado implica em si, enquanto objecto que se narra, narração desenhada e ilustrada, objecto que se vê e lê, livro que se toca e permite reconhecer sem ler…» Para ler na íntegra no blogue da revista Os Meus Livros.
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A formação dos editoriais. Entrevista para conferir aqui.
Via Beco das Imagens.
Ler no El País. Via Moleskine Literario.
«Se inventasse alguma coisa, o que inventaria?
Eu não sou de inventar muitas coisas. O que eu faço mesmo é a minha poesia e isso é uma coisa que não depende de mim inteiramente. O poema não pode ser feito por decisão minha. Eu digo que a minha poesia nasce do espanto, de alguma coisa que me tira do equilíbrio do quotidiano. Se isso não ocorre, o poema não nasce. Se pudesse, escreveria poesia dia e noite, mas isso não é possível. As pessoas também sonhariam viver o amor a vida inteira, apaixonados, mas tudo são maravilhas que não acontecem como a gente quer. E a poesia também, o sonho a cada momento. Tomara eu estar naquele estado para escrever um novo poema, mas nunca sei qual é, porque é uma coisa que surge inesperadamente.» Ler no jornal i.


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