
N.º 96, 3.º Esquerdo
1100-232 Lisboa
O Publishers Weekly resumiu assim a edição deste ano da Feira do Livro de Londres, que teve como país convidado a China e onde se debateu a sustentabilidade do futuro do modelo de negócio da edição. Leia aqui.
No próximo domingo, 6 de maio, a partir das 15.00, o Pequeno Auditório do CCB receberá o Dia Ruben Fonseca. O programa inclui leituras da obra do autor por João Rodrigues, Inês Pedrosa e Francisco José Viegas, às quais se seguirá a projeção do filme Bufo e Spallanzi, de Flávio Tambellini, baseado na obra homónima do escritor brasileiro. A entrada é livre.
A Tools of Change for Publishing, conferência sobre inovação no mercado editorial que decorre este ano no dia 20 de abril e, pela primeira vez, na América Latina, durante a Feira do Livro de Buenos Aires, divulgou o seu programa completo de atividades. Consulte-o aqui.
«A sétima edição do encontro internacional Literatura em Viagem, que deveria realizar-se entre os dias 21 e 24 de Abril, em Matosinhos, está suspensa e poderá mesmo vir a ser cancelada se até ao final do mês o Governo não regulamentar a Lei 8/212 (a chamada “lei do compromisso”), que impede as autarquias de efectuarem qualquer tipo de despesa.» Ler no Público.
Um milhão de livros oferecidos numa única noite. É esta a premissa de World Book Night, projeto de celebração literária que se realiza este ano, no dia 23 de abril, em quatro países: Irlanda, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. Saiba mais sobre o evento aqui e leia aqui o testemunho de um dos participantes selecionados.
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Campanha «Formai-vos!»: desconto de 50% para desempregados e recém-licenciados. Novidades 2012: [Lisboa] Comunicação Editorial, Livro Infantil, Revisão de Texto - nível inicial; [Porto] Revisão de Texto - nível intermédio.
Organizada pela Feira do Livro de Frankfurt e pela O'Reilly Media, a conferência internacional sobre inovação no mercado editorial «Tools of Change for Publishing», que decorre este ano a 20 de abril e se realiza pela primeira vez na América Latina, durante a Feira do Livro de Buenos Aires, anunciou que contará com as palestras de Newton Melo (Google), Patricia Arancibia (Barnes & Noble), Gus Balbontin (Lonely Planet), Elizabeth Castro (autora bestseller de livros em formato ePub e HTML), Laura Dawson (Firebrand Technologies) e Julieta Lionetti (Libros en la Nube). Leia aqui e aqui.
«A cidade norte-americana de Chicago acolhe [hoje] o primeiro "Fórum de Autores Luso-Americanos", cognominado "Caldo Verde para a Alma", com a participação de escritores como Millicent Bórges Accardi, Frank Gaspar ou Carlos Queirós.» Ler no Correio da Manhã.
Relembramos que amanhã, pelas 21.30, decorrerá a sessão presidida por Paulo Ferreira e Paulo Teixeira Pinto, onde se vai debater a situação que hoje se vive no setor do livro, na SEDES. Mais informações aqui.
Na terça-feira dia 8 de Dezembro, a cidade de Bristol vai ser palco do «Publish! A Day of Innovation on the Future of the Book». O evento é composto por seminários e workshops sobre o futuro do livro e da edição. Para mais informações, veja aqui.
A Feira do Livro do Património, promovida pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, começa hoje no Mosteiro dos Jerónimos até dia 10 de Dezembro. Saber mais informações aqui.
O autor Valter Hugo Mãe e a ilustradora Patrícia Furtado, a convite da Fnac e do Hospital de São João, criaram o livro Quatro Tesouros, sobre o amor entre mãe e filhas. O seu objectivo é a recolha de fundos para a Ala Pediátrica do Hospital de São João do Porto. O lançamento da obra é no dia 6 de Dezembro, pelas 11 horas, no átrio do piso 2 (entrada principal), do pólo do Porto do Centro Hospitalar de São João, na alameda Prof. Hernâni Monteiro.
A Feira do Livro do Património, promovida pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, começa hoje no Convento de Cristo até dia 8 de Dezembro. Saber mais informações aqui.
No dia 30 de Novembro, às 19h, a tertúlia Café e Letras, Comunidade de Leitores contará com a presença de Francisco Moita Flores, e com reflexões a partir da sua obra A Opereta dos Vadios. Para seguir a programação da Almedina, veja aqui.
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«O II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa da cidade de Natal, no nordeste do Brasil, discute desde ontem [terça-feira] o uso da poesia em diferentes estilos musicais do mundo lusófono, como o samba e o fado.» Ler no Diário de Notícias.
Dia 24 de Novembro , às 18h, «A cultura de oposição em Coimbra nas décadas de 50 e 60 - testemunho de um tempo de esperança», com António Arnaut.
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A Feira do Livro do Património, promovida pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, começa hoje no Mosteiro da Batalha até dia 26 de Novembro. Saber mais informações aqui.
No dia 24 de Novembro, às 19h, a tertúlia Café dos Blogues, com moderação de Carla Quevedo, contará com a presença de Maria João Nogueira e Pedro Neves, dos Blogues Sapo, e de Hidden Persuader, blogger do Bicho Carpinteiro. Para acompanhar a programação cultural da Almedina, ver aqui.
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No dia 23 de Novembro, às 19h, a sessão de Café dos Direitos, com coordenação de Edgar Valles, abordará o tema Como se defender de práticas comerciais enganosas?. A apresentação será feira por Ana Paula Barros. Para seguir a programação da Almedina, ver aqui.
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Conexão Lusófona em Debate é um ciclo de debates organizado pela CPLP nos quais participam escritores, poetas, músicos, economistas e jornalistas, que pretendem dar inicio a uma nova fase nas relações lusófonas. O evento terá lugar no dia 17 de Novembro, pelas 16 horas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e conta com a moderação da escritora Patrícia Reis. O grupo LeYa é um dos parceiros do evento. Mais informações aqui.
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A jornada, organizada pelas Professoras Paula Morão e Margarida Braga Neves, terá lugar no Anfiteatro III da FLUL, no dia 17 de Novembro, a partir das 9h30.
A sessão Café e Letras, Nós e os Clássicos recordará Sinais de Fogo, de Jorge de Sena. Com apresentação de Fernando Cabral Martins, a tertúlia está agendada para dia 17 de Novembro, às 19h. Para acompanhar a programação da livraria Almedia, veja aqui.
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«O primeiro filme dedicado ao escritor Guerra Junqueiro estreia amanhã, às 21h30, na Universidade Católica no Porto, e tem participações "generosas" de Manoel de Oliveira, Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho e Pedro Abrunhosa, disse à Lusa o cineasta Henrique Manuel Pereira.» Ler mais no Correio da Manhã.
A Feira do Livro do Património, promovida pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, começa hoje no Mosteiro de Alcobaça até dia 19 de Novembro. Saber mais informações aqui.
A tertúlia Café do Eu de dia 16, com início marcado para as 19h, girará em torno do tema O Ciúme, com considerações e moderação de Manuela Harthley e Nuno Nabais. Para saber mais sobre a programação cultural da Almedina, ver aqui.
«O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, vai participar, no sábado no Estoril, no encontro internacional sobre direitos de autor, no âmbito do Lisbon & Estoril Film Festival, informou fonte oficial da tutela.» Ler mais no Diário Digital.
«A autarquia de Lisboa entregará a chave da Casa dos Bicos à presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, no dia 16, numa cerimónia simbólica no dia em que o escritor português completaria 89 anos.» Ler no Diário Digital.
«O debate e a reflexão de ideias relevantes e atuais sobre a língua portuguesa é o objetivo do 1.º ciclo de conferências, que hoje [ontem] começa em Lisboa numa iniciativa do Observatório da Língua Portuguesa.» Ler no Diário Digital.
«Um anfiteatro esgotado e reverencial ouviu hoje em Lisboa os escritores Don DeLillo, Paul Auster, JM Coetzee e Siri Hustavedt lerem excertos das suas próprias obras, no âmbito do Lisbon & Estoril Film Festival.» Ler no Diário Digital.
Seis debates, seis temas. É a proposta da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social em Lisboa. Mas qual o desafio de «Fazer Cultura em Portugal»?
«Num mundo crescentemente globalizado em que as fronteiras deixaram de facto existir, o local, a língua, a cultura, são os elementos diferenciadores de cada povo. O nosso caso não foge à regra. Deste modo, a SEDES não poderia deixar de abrir uma nova área de debate sobre temas identificadores da nossa existência como Povo. É esse o programa do Grupo de Trabalho da Cultura.
O desafio é de debater as estratégias programáticas e temporais para o cumprimento dum futuro melhor. Para tal, é necessário ouvir os vários agentes do "mercado", mas também ver mais longe, analisar aqueles que já percorreram algum caminho, que já erraram, que já corrigiram os erros e desenvolveram novas soluções.
O GTC da SEDES propõe-se assim fomentar um conjunto de debates abertos à sociedade civil, com profissionais ou responsáveis do sector da Cultura nacionais e internacionais. Pretende-se que, no final desse processo seja possível alinhavar estratégias para as áreas da cultura.»
Carlos da Veiga Ferreira e José Ribeiro apresentaram a Teodolito, a nova chancela da Afrontamento, anteontem na Fnac Chiado, em Lisboa. O ex-director editorial da Teorema substituiu Pedro «irmão lúcia» Vieira na apresentação, agradecendo primeiro aos presentes e à própria Fnac, não só pela disponibilização do espaço, como pela parceria na edição da primeira obra da chancela O Prazer da Leitura, lançada no dia mundial do livro deste ano.
José Ribeiro, da Afrontamento, explicou a ligação de há largos anos com Carlos da Veiga Ferreira e falou um pouco sobre o projecto. A palavra voltou a Carlos da Veiga Ferreira, que apresentou as primeiras obras lançadas pela Teodolito, quase todas de autores conhecidos e publicados pelo editor na Teorema.
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«O tema do realismo e naturalismo na literatura europeia reúne, a partir de hoje e até sábado, na Universidade de Coimbra, dezenas de especialistas de várias partes do mundo, que dedicarão especial atenção à obra de Eça de Queirós.» Ler no Diário Digital.
Dia 10 de Novembro, às 18h, Vitor Neto apresentará o tema «António Aires Gouveia, um bispo maçónico?».
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A Feira do Livro do Património, promovida pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, começa hoje no Palácio Nacional da Ajuda até dia 11 de Novembro. A Feira seguirá posteriormente para vários mosteiros no país durante cinco semanas. Saber mais informações aqui.
A tertúlia Café da Política, com moderação de Luís Osório, e apresentação de Ana Gomes, será dedicada ao tema Política e Diplomacia: segredos e mentiras. A sessão decorrerá no dia 9 de Novembro, e terá início às 19h. Para seguir a programação da Almedina, ver aqui.
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«A mais importante feira internacional do livro infantil, em Bolonha, escolheu Portugal para convidado de honra na edição de 2012. “É uma notícia positiva para o país. Vive-se um bom momento na área da criação do livro infanto-juvenil em Portugal, sobretudo a nível da ilustração”, disse ao PÚBLICO Maria Carlos Loureiro, da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), parceira na organização da presença portuguesa naquela cidade italiana, de 19 a 22 de Março do próximo ano.» Ler no Público.
Guilhermina Gomes, Directora Editorial do Círculo de Leitores, recebeu o Prémio Editor 2011, atribuído pela APEL, durante o I Congresso do Livro, no passado dia 30 de Outubro. Guilhermina Gomes, colaboradora do Círculo de Leitores desde 1979, é responsável pela edição de obras de referência, sendo uma figura incontornável do panorama editorial português.
«A participação de Portugal como país convidado da Feira do Livro Infantil de Bolonha de 2012 deverá contar com o apoio oficial da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), disse à Lusa o comissário Eduardo Filipe.» Ler no Diário Digital.
No Congresso do Livro dos Açores, que decorreu nos dias 28 e 29 de Outubro, Jaime Bulhosa (*) falou sobre o passado, o presente e o futuro das livrarias. Como é que a crise económica está a afectar o mercado do livro? Estamos a atravessar uma crise do livro impresso? Qual o futuro das livrarias? Apresentamos abaixo o texto de Jaime Bulhosa.
«Antes de avançar para o tema específico deste texto, desejaria abrir um parêntesis, fazer uma breve distinção entre o que é uma livraria propriamente dita e o que é, por oposição, um espaço comercial que também vende livros.
As diferenças e desigualdades entre uma e outra são muitas e não importa aqui analisá-las todas em pormenor — elas são óbvias. Diria, de uma forma simples, que a principal diferença estará, provavelmente, na presença de um livreiro ou, pelo contrário, de um mero vendedor de livros. Tipicamente, o lema do vendedor de livros será «vender livros é como vender batatas». Um lema que se tornou anedota entre os livreiros: para vender batatas é preciso saber conseguir distinguir entre batatas para fritar, cozer ou assar; o que é quase a mesma coisa, como toda a gente sabe, de ambicionar a saber diferenciar entre, por exemplo, literatura surrealista, neo-realista e existencialista.
Ironia à parte, é exactamente por isso que se diz que já não há livreiros como antigamente. Que são uma espécie em vias de extinção. Que as grandes cadeias acabaram com eles. Que o funcionário que nos acolheu não sabia o que estava a fazer. De facto, tudo isso é verdade. Mas isso só acontece porque o livreiro é uma figura rara. Existiram e existem muito poucos, e sempre foi assim. Viver no meio de todo um universo de conhecimento humano, ainda que seja um privilégio, requer exigência e complexidade. E, como tal, não devemos pautar-nos pela mediocridade.
O livreiro é um autodidacta, não há nenhuma licenciatura que o possa formar. Claro que se pode e deve dar formação a quem queira trabalhar numa livraria, ou que, enquanto gestor e empresário, pretenda criar uma. Todavia, ser livreiro é outra coisa, é muito mais do que simplesmente vender livros. Tem de saber dignificá-los, amá-los, conhecer a sua história, lê-los, relê-los, entusiasmar-se por quem os escreve. Tem de compreender toda a cadeia do livro, desde que nasce, da mão do autor, até chegar ao leitor. Tem de conseguir vendê-los honestamente e incentivar o gosto pela leitura. E, se assim for, poderá reivindicar para si um papel importante como agente cultural.
Terminaria esta curta introdução com uma afirmação que parece contraditória: um livreiro não vende livros!
Um livreiro vende, antes de mais: aventuras, viagens e Dom Quixote de La Mancha; continentes, países, cidades e A Volta ao Mundo em Oitenta Dias; romances, dramas, sexo e Orgulho e Preconceito; história, civilizações e Odisseia; batalhas, ódios e Guerra e Paz; reis, rainhas, O Príncipe e O Conde de Monte Cristo; música, versos, poemas e Pessoa; sonhos, auto-ajuda, artes divinatórias e outras mentiras. Tudo isto e muito mais, numa caixa chamada livro.
Passo agora para o tema aqui em questão.
Nos dias que correm parece ser uma fatalidade, em qualquer lado, em vez de ouvir falar, por exemplo, de livros, literatura e lazer, ser obrigado a ouvir falar de crise económica, política e mercado. A contragosto, também eu me vejo a isso forçado.
Começo com uma pergunta: será que as livrarias, tal como as conhecemos hoje, estarão a extinguir-se?
Eu responderia que sim. Porquê? Por causa da crise económica e financeira? Das políticas culturais e dos baixos índices de leitura? Das novas tecnologias e do livro digital ou, antes disso, uma causa interna ao próprio mercado do livro? Estas são algumas das possíveis questões, às quais vou tentar responder em traços largos.
Nos últimos meses têm-nos chegado notícias preocupantes sobre o encerramento contínuo de livrarias, tanto no estrangeiro como em Portugal. Para dar um exemplo, só nos últimos seis meses, encerraram mais de dez livrarias independentes, espalhadas pelo país. Infelizmente, é provável que fechem mais, não apenas entre as livrarias independentes, mas também entre as lojas das grandes cadeias — muito à semelhança do que está a acontecer por todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos e na Europa.
Evidentemente, a crise económica, que teve o seu início em 2008, será a razão principal para o que está a acontecer, ou seja, o golpe que faltava para que as livrarias tradicionais definhassem de vez. Não podemos escamotear que esta é uma crise económica real, de dimensão inesperada e bem perceptível na degradação das condições de vida da maioria das pessoas. Mas não servirá esta crise como bode expiatório perfeito para todos os males da cadeia do livro? Parece-me que sim.
Deixem-me pôr de lado a crise económica e financeira, para passar a abordar outro tema, outra crise, anterior à crise económica, e que vou apelidar de crise endógena.
Não poderemos compreender o presente, nem perspectivar melhor o futuro, se não olharmos primeiro para o passado. Neste sentido permitam-me partilhar a minha experiência, de 26 anos, a trabalhar com o livro e para o livro.
Quando comecei o ofício de livreiro, o mercado do livro generalista não era um mundo perfeito, nem idílico. Todavia, era mais homogéneo, simbiótico, bastante mais do que é hoje, no sentido em que todos dependiam de todos, como deve ser um mercado que pretende atingir a concorrência perfeita.
Os diversos agentes da cadeia do livro estavam razoavelmente equilibrados, tanto ao nível das dimensões quanto ao número de editoras, livrarias e outros agentes do livro. Era sobretudo composta por pequenas e médias empresas. Havia diversidade cultural e partilhavam o mercado, com as suas especificidades, em concorrência saudável.
As regras tácitas estavam estabelecidas e eram quase sempre honradas. Particularmente no que se refere às margens comerciais e prazos de pagamento, concedidas pelos editores aos livreiros. As margens de pequenos, médios e grandes livreiros oscilavam entre 30% e 35% sobre o preço de venda ao público. Mas esta diferença podia facilmente ser anulada através da diferenciação da qualidade do serviço. Actualmente, a discrepância da margem entre pequenos livreiros e grandes retalhistas varia entre 30% e 60%. O que é manifestamente injusto e incompatível para a manutenção de um mercado de concorrência equilibrada.
Evidentemente que a tiragem do número de livros e títulos editados também era muito menor, mas quantidade não significa qualidade e nem sempre melhores proveitos.
Uns anos mais tarde, por volta do ano de 1998, tudo mudou. Entram em cena os grandes grupos de retalho. Os livros passam a vender-se, um pouco por todo o lado, na Fnac, nos hipermercados, nos CTT, nas bombas de gasolina, etc. As livrarias independentes, que representavam cerca de 50% do mercado, diminuem rapidamente, para menos de 15%. Este factor fez com que estas passassem a ser, por comparação com o grande retalho, ostracizadas pelos editores. Simplesmente porque, individualmente, significavam uma pequeníssima parcela das suas vendas. Portanto, dispensáveis para a viabilidade económica de grande parte das editoras. A meu ver, isto é incompreensível, tendo gerado grandes prejuízos no passado, e indo ainda gerar outros tantos no futuro, e não me refiro só aos livreiros, mas também a editores e leitores.
Neste novo ambiente, dá-se uma espécie de bolha especulativa da edição, do número de livros editados, sem correspondência proporcional com o aumento das vendas — «parece que as pessoas, com o aumento da escolaridade, em vez de quererem ler mais, passam a querer ser lidas».
É a chamada democratização do livro e, com ela, a uniformização, que tem infelizmente como resultado a tradução de edições pouco cuidadas e de qualidade literária duvidosa.
A dimensão de alguns retalhistas e a convergência da maioria das vendas em poucos operadores levaram à consequente diminuição das margens comerciais dos médios e pequenos editores. O sector editorial, sem capacidade negocial junto do grande retalho, vê-se em apuros. E procura uma saída para a crise nos novos grupos económicos, recentemente atraídos pelo mercado do livro, que aparentemente consideraram ser um bom negócio. A seguir dá-se a concentração editorial, as pequenas e médias editoras passam de editoras independentes a meras chancelas, propriedade de investidores especulativos. Este novo cenário transformou o mercado do livro num oligopólio, tanto no sector editorial como no do retalho. Com a especulação, as margens comerciais passam a ser ilógicas, totalmente desiguais, injustas. É como se tivéssemos colocado no mesmo ringue de boxe, sem árbitro, um peso-pesado e um peso-pluma e depois, de poltrona, ficarmos à espera de um final surpreendente.
A lei do preço fixo passa a não ser respeitada. A proliferação de feiras e campanhas, um pouco por todo o lado, cria no leitor a percepção de que o livro é barato, vulgar e que deve ser vendido com respectivo desconto e brinde a custo zero. E, no entanto, pura ilusão. Afinal de contas, não será que as coisas gratuitas nos podem trazer problemas, uma vez que objectos que nunca sonharíamos comprar se tornam tão apelativos, assim que são gratuitos?
A lei da concorrência — não sendo eu jurista — parece não estar a ser aplicada, especificamente em algumas alíneas dos artigos n.º 4 e n.º 7. Na minha perspectiva, há controlo da distribuição, bem como privação temporária das fontes de abastecimento em prazo razoável de concorrência. Acontece igualmente fazerem-se edições de livros exclusivos, designadamente para a Fnac, privando o resto dos livreiros de acederem aos mesmos; não é ilegal, mas é no mínimo deselegante e pouco solidário entre parceiros. Para dar outro exemplo, os pequenos livreiros recebem frequentemente títulos que encomendaram ao mesmo tempo que os grandes retalhistas, e qual não é o seu espanto quanto recebem os mesmos livros apenas um mês depois. Por vezes nem sequer recebem a primeira edição, mas as segundas ou terceiras edições. Será esta prática de abastecimento equitativa, adequada a uma concorrência saudável?
Depois da crise endógena e da crise económica, surge, quase ao mesmo tempo, a crise do livro impresso.
O livro, em forma de códice, tal como ainda o concebemos, vem sendo paulatinamente substituído pelo livro digital e pelo acesso fácil a conteúdos na Internet, particularmente no que diz respeito aos livros práticos e técnicos — alguém ainda se lembra da última vez que comprou uma enciclopédia em papel? Talvez sejam excepção os livros que se querem ler na íntegra, como os romances, a poesia, os livros infantis e similares. Todavia, temos recentemente o exemplo do último livro de José Saramago, que saiu primeiro em e-book e só depois em papel. Provavelmente, muitos mais se seguirão. Creio ainda que, através do livro electrónico, a leitura deixará de ser um acto individual, para passar a ser uma leitura social em rede. Não quer isto dizer necessariamente que seja uma má notícia para os leitores. No entanto, se o livro impresso deixar de ser financeiramente interessante para as grandes superfícies comerciais, serão estas também as primeiras, tão rapidamente como lhes deram importância, a retirar-lhes o espaço merecido.
A verdade é que há coisas, ao contrário de outras, que actualmente surgem muito depressa; absurdamente ou não: até a multinacional IKEA pretende lançar brevemente estantes para e-books. Seja lá isso o que for, parece-me sintomático.
Quanto ao futuro das livrarias. A vantagem de se falar do futuro é que ele ainda não aconteceu. E, como tal, tudo o que eu pudesse dizer não estaria errado. Se, por acaso, no futuro se verificasse o contrário, teria boas hipóteses de ninguém se lembrar do que eu disse. Por outro lado, se adivinhasse o futuro, seria considerado um visionário. Mas prefiro não arriscar vaticínios e deixar simplesmente algumas reflexões em jeito de perguntas:
— Será que um sector livreiro que assegure a pluralidade e a diversidade cultural, que divulgue o livro e a leitura, não deve ser protegido em caso de necessidade?
— Será que a variedade que caracteriza o mercado livreiro não é apenas a expressão do desenvolvimento cultural de um país, mas também a de todo um espaço linguístico?
— Por oposição aos supermercados de papel, não é verdade que os livreiros oferecem outros serviços, como o aconselhamento técnico, a selecção e a encomenda de outras obras que não só aquelas do êxito do momento?
— Não é verdade que cada livraria de bairro ou de província que tenha de fechar, por ser incapaz de acompanhar os baixos preços das grandes superfícies, representa uma perda para o abastecimento espiritual e cultural daquela zona?
Se o mercado do livro se mantiver como está, persistindo na prática de uma concorrência imperfeita, com regulação e fiscalização estatal ineficazes, falta de ética, procura do lucro fácil e alimentando a perspectiva de que o livro é produto para consumidores e não para leitores (no sentido tradicional), correremos o risco de um dia, ao passearmos pelas ruas de algumas das nossas vilas e cidades, ao lado dos nossos já crescidinhos netos, sermos surpreendidos com a pergunta:
— Avô, o que é uma livraria?»
(*) Jaime Bulhosa nasceu em Lisboa em 1964. Começou a trabalhar com livros desde muito jovem, ainda estudante. Primeiro a meio-tempo, depois a sério, fundando com os irmãos a Bulhosa Livreiros. Em 2004, aceita o cargo de director comercial na JRP (livrarias Notícias, Oficina do Livro e lojas Valentim de Carvalho). Em 2007, funda, com Isabel Nogueira, a livraria Pó dos Livros.
Isabel Castanheira tem vindo a ter, desde a década de 70, um importante papel na divulgação literária e cultural no país. No Congresso do Livro dos Açores, que decorreu nos dias 28 e 29 de Outubro, foi homenageada com o Prémio Livreiro. Apresentamos abaixo as palavras de agradecimento de Isabel Castanheira. Recordamos que esta livreira já fora igualmente distinguida com o Prémio Especial Livreiro na edição de 2010 dos Prémios de Edição LER/BOOKTAILORS.
«A começar, permitam-me que exprima o meu sentido agradecimento pelo prémio que acaba de me ser atribuído pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
Atrevo-me agora a pedir alguns momentos da vossa atenção e a vossa benevolência para poder partilhar convosco um pouco do meu actual sentir.
Durante mais de 35 anos fui responsável por uma pequena livraria nas Caldas da Rainha e através dela pude concretizar, com êxito, um projecto que tinha por base um gosto de sempre, o profundo amor pelos livros.
No último dia do mês de Setembro do ano em curso, a Loja 107 encerrou as suas portas.
Não porque eu o tenha desejado, mas porque a isso fui obrigada por força de vários factores condicionantes desta específica actividade e altamente prejudiciais ao normal funcionamento de uma livraria com as características da minha.
E não me estou a referir às tecnologias por muitos apontadas como um desses factores nem às mais modernas técnicas de marketing que pretendem fazer passar a mensagem de que todos os livros agora publicados são, para além de grandes êxitos editoriais, obras que todos ansiavam ler.
Há a crise, claro que há, o que, num país como o nosso, faz com que o livro seja colocado obrigatoriamente numa posição secundária perante as necessidades básicas do dia-a-dia de cada família.
Mas o que afectou decisivamente a actividade comercial da minha livraria foi, sem dúvida alguma, a brutal concorrência escudada no total desregulamento da comercialização do livro.
As livrarias não podem concorrer com as condições de oferta praticadas pelas grandes cadeias de distribuição, pelos grupos livreiros, pelas vendas on-line, nos Correios, nas feiras e feirinhas, em bombas de gasolina, pelas vendas levadas a cabo pelas próprias editoras, etc.
E, apesar dos preços por todos estes intervenientes praticados, uma certeza eu tenho: ninguém, nenhuma destas entidades, vende os livros com prejuízo.
Este tipo de concorrência e de comercialização é fatal para uma pequena livraria.
Mas que digo eu, senhores Editores e Distribuidores? Os senhores sabem bem o que se passa. Não estou a dar-vos novidade nenhuma. E já agora, que vem a talhe de foice: ainda está em vigor uma certa Lei do Preço Fixo, que há uns anos tanta celeuma levantou?
Acabam de atribuir este prémio a alguém que se viu forçada a fechar a sua livraria, mas que nunca deixará de se considerar uma livreira.
Que significado se poderá atribuir a este facto peculiar e aparentemente contraditório? Se algum houver a retirar daqui, que seja a ideia de que não podemos encarar como normal, ou como inevitável, o sistemático desaparecimento das pequenas livrarias, que são, na maior parte dos casos, também agentes culturais locais.
Antes de terminar, permitam-me ainda um pouco de futurologia: o que se vislumbra no mercado livreiro deste país? Três ou quatro grupos editoriais a negociarem com três ou quatro grupos livreiros. Como consumidora, não me seduz esta visão, que prenuncia um formato comercial demasiadamente uniformizado e pouco estimulante numa perspectiva cultural.
Para o tempo que vos roubei e para o que talvez possa ser tido como uma quebra no protocolo, peço uma vez mais a vossa compreensão.
Mas, se não dissesse o que acabei de vos dizer, não me sentiria merecedora do prémio de Livreira com que acabaram de me distinguir.
E, se me permitem, agora mesmo a finalizar e plagiando o professor Carlos Fiolhais, direi, quando me perguntarem o que fiz pelo meu País e pela minha Terra, direi com muito orgulho que divulguei livros e partilhei leituras.
Muito obrigada.»
Café dos Direitos: O que mudou nas leis do trabalho?, com coordenação de Edgar Valles, e moderação de Fausto Leito, no dia 3 de Novembro, às 19h. Para seguir a programação da livraria Almedina, ver aqui.
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«Em Março, no Reino Unido, foi divulgado um estudo que revelava que 10% dos britânicos, com idades entre os 15 e os 54 anos, tinha um iPad, o tablet da Apple, e 30% tinha um e-reader, um leitor de livros electrónicos como o kindle, sony ou kobo. Estes números vão aumentar até ao final do ano, com a compra de presentes de Natal. A revolução digital veio para ficar. E embora a Europa esteja atrasada em relação aos Estados Unidos quando se trata de adoptar o digital no mundo editorial, isso não significa que essa mudança irá passar-nos ao lado.» Ler no Público.
A tertúlia Café e Letras, Comunidade de Leitores, girará em torna da obra A Opereta dos Vadios, de Francisco Moita Flores, e terá moderação de Filipa Melo. A sessão decorrerá no dia 2 de Novembro, pelas 19h. Para mais informações sobre a programação da Almedina, ver aqui.
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«O I Congresso do Livro começa hoje no auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória (Ilha Terceira), e em debate estarão a digitalização, as alterações no circuito de comercialização, a legislação e o combate à pirataria no setor, segundo fonte da direção da APEL-Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que o organiza.» Ler no Diário Digital.
Organizado pela Royal Shakespeare Company, será um festival internacional a decorrer no próximo ano (entre Abril e Setembro), em Londres, no âmbito de uma iniciativa chamada Cultural Olympiad, integrada na organização dos Jogos Olímpicos de 2012. Os nomes dos participantes (entre eles performers e artistas) serão em breve anunciados. Para ler mais aqui.
Dia 27 de Outubro com Maria Antónia Lopes e o tema «Protecção social em Coimbra no século XIX», às 18h.
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O Musicbox vai receber a partir de dia 27 de Outubro, sempre às 22h, um conjunto de oito sessões temáticas inteiramente dedicadas à palavra e ao Poetry Slam. Com um grande sucesso em várias cidades cosmopolitas como Berlim, Nova Iorque, Londres e Paris, o evento contará não só com um torneio de poesia, mas também com a apresentação de videoclips sobre o género e com a participação do público.
Na primeira sessão do SLAM LX estarão presentes José de Pina e Raquel Lima (vencedora do Poetry Slam do Festival Silêncio).
Dia 27 de Outubro, às 19h, Alberto Gonçalves, do blogue Homem a dias, e Luciano Amaral, do Gato do Cheshire, estarão presentes na sessão Café dos Blogues, com moderação de Carla Quevedo. Siga a programação da Almedina aqui.
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Café e Letras, Comunidade de Leitores, contará com a presença de Jacinto Lucas Pires e com reflexões em torno do seu último romance, O Verdadeiro Actor. Dia 26, às 19h. Para acompanhar a programação da Almedina, ver aqui.
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De 24 de Outubro a 5 de Novembro, decorrerá nas Galerias do Saldanha Residence, em Lisboa, a exposição Tintin em Lisboa, onde os fãs da mítica personagem da BD belga poderão ver edições especiais, carros, figuras, colecções em cerâmica, miniaturas e ainda objectos em tamanho real das histórias de Hergé.

«Até dia 21 de Outubro decorre a primeira Feira do Livro com autores tripulantes de cabine. [...] Esta feira do livro é diferente. Comecemos pela estante, que é uma galley de avião (espécie de cozinha) em tamanho real. Nos compartimentos onde em geral estão os fornos para aquecer as refeições há livros e noutros, onde se guardam copos e talheres, idem. Passando para o conteúdo, são os autores que se destacam: exclusivamente tripulantes de cabine.» Para ler no iOnline.
Na rubrica Café e Letras - Nós e os Clássicos, Paulo Faria revisita Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy. Dia 20 de Outubro, às 19h. Seguir a programação aqui.
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O Bloody Scotland Festival foi anunciado por Lin Anderson and Alex Gray, dois dos autores do género mundialmente conhecidos, e deverá contar com a presença de outros grandes nomes como Ian Rankin, Denise Mina, Val McDermid, Stuart McBride e Louise Welsh. A realizar-se em Setembro do próximo ano, o programa será anunciado na Primavera de 2012, sendo que estão também já previstos jantares com autores, masterclasses de escrita criativa, workshops e um fórum com editores e agentes literários. Para saber mais, ler aqui.
Dia 19 de Outubro, às 19h, a sessão Café do Eu será moderada por Manuela Harthley e Nuno Nabais, e versará sobre o tema O Amor.
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Nos próximos dias 28 e 29 de Outubro, realizar-se-á na Praia da Vitória, ilha Terceira, o primeiro congresso do livro, subordinado ao tema «As mutações do mercado do livro».
A APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, entidade responsável pela organização do evento, salienta como grandes destaques da programação deste congresso a presença do presidente da Federação Europeia de Editores, Fergal Tobin, e do presidente da Federação Europeia de Livreiros, John McNamee.
Entre os congressistas estão também Vasco Teixeira, da Porto Editora, José M. Cortês, director-geral da DGLB, Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura, e José Afonso Furtado, docente para a área do livro e consultor do projecto «Leitura digital», da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian.
Muitos outros nomes do sector editorial e livreiro (português e estrangeiro) farão comunicações sobre o mercado do livro e as evoluções do suporte para a era digital. Temáticas como «Novo enquadramento editorial» ou «O livro e as novas tecnologias» darão o mote às discussões deste congresso, que incluirá também uma homenagem a Vitorino Nemésio, vulto maior da literatura açoriana.
As inscrições podem ser feitas no sítio do congresso. Outras informações práticas são também desde já disponibilizadas.
Dia 13 de Outubro com Paulo Archer de Carvalho e o tema «Presença e Presencistas», às 18h.
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No dia 12 de Outubro, às 19h, na sessão de Café da Política discutir-se-á o tema A importância da influência na Política, apresentado por António Cunha e Vaz. A moderação será feita por Luís Osório. Seguir a programação da livraria Almedina aqui.
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Informa-se que o curso Cesário Verde e Fialho de Almeida: o artista na cidade realizar-se-á nos dias 7, 14, 21 e 28 de Outubro, das 19h às 20h45.
No dia 6 de Outubro, às 19h, Café dos Direitos, com coordenação de Edgar Valles e moderação de Olga Landim a partir do tema «Que fazer em caso de detenção ou prisão?». Para seguir a agenda cultural da livraria Almedina aqui.
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Sob a rubrica Café e Letras, Comunidade de Leitores, Filipa Melo modera a discussão em torno de O Verdadeiro Actor, de Jacinto Lucas Pires, dia 5, às 19h. Seguir a programação da Almedina aqui.
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«A apresentação de um estudo sobre o sector da edição e das livrarias e o impacto económico da pirataria é um dos pontos fortes do I Congresso do Livro, que se realiza em Outubro na Praia da Vitória, ilha Terceira.» Ler no Público.

Nos próximos dias 1 e 2 de Outubro decorrerá uma visita em jeito biográfico pelos diversos locais ligados à vida e obra de Fernando Pessoa. Com organização do Grémio Literário de Lisboa e orientação de José Manuel Anes e Teresa Sampaio, o programa passará pelos muitos espaços emblemáticos do universo pessoano. Consulte a programação aqui.

Por ocasião do 85º aniversário de García Márquez, dos 45 anos passados desde a publicação de Cem Anos de Solidão e 30 anos depois da atribuição do prémio Nobel da Literatura, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa organiza, nos dias 12 e 13 de Julho de 2012, um colóquio internacional que abordará temáticas como «Gabriel García Márquez e a Europa» ou «Cultura e pensamento hispânico». Estão neste momento a ser aceites propostas para comunicações.
Sob a rubrica Café dos Blogues, Carla Quevedo modera a discussão com Ana Matos Pires, Fernanda Câncio e João Pinto e Castro do Jugular, dia 29 de Setembro, às 19h. Seguir a programação da Almedina aqui.
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Dia 29 de Setembro com Rui Cascão e o tema «Sociabilidades em Coimbra durante a Monarquia Constitucional», às 18h.
A sessão Café e Letras, Comunidade de Leitores contará com a presença de Lídia Jorge e versará a partir do seu romance A Noite das Mulheres Cantoras. Dia 28 de Setembro, às 19h. Seguir a programação aqui.
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A livraria Almedina do Atrium Saldanha está a organizar um curso de quatro sessões subordinado ao tema Cesário Verde e Fialho de Almeida: o artista na cidade. A decorrer nos dias 27 e 30 de Setembro, e 7 e 14 de Outubro, o curso será leccionado por Duarte Drumond Braga e pensará a Modernidade no contexto da literatura portuguesa dos finais do século XIX.

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O museu britânico organizará, em Julho do próximo ano de 2012, uma grande exposição dedicada à vida, obra e época do autor de Macbeth. Para ler no Cadeirão Voltaire.

«Uma leitura integral de Dom Quixote, a obra-prima do espanhol Miguel de Cervantes, considerada um dos grandes textos literários de todos os tempos, inicia-se hoje à noite no Teatro São Luiz, em Lisboa.» Para ler no Diário Digital.
O ciclo Café do Eu partirá do tema A Fobia. Com moderação de Manuela Harthley e Nuno Nabais, a sessão decorre no dia 21 de Setembro às 19h. Seguir a programação aqui.
A livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra está a organizar um ciclo de Café com História subordinado ao tema Protagonistas, memórias e realidades de Coimbra dos séculos XIX e XX.
A realizar às quintas-feiras, a cada duas semanas, até Dezembro, as sessões pretendem abordar acontecimentos históricos e individualidades dos séculos XIX e XX que possam ajudar a compreender o Portugal de hoje. Esta é uma iniciativa que resulta da colaboração da Almedina com a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e que começa hoje, quinta-feira, dia 15, às 18h, com Amadeu Carvalho Homem e o tema «A Geração de 70 e a Cidade de Coimbra».
Tertúlias, lançamentos de livros e exposições artísticas são alguns dos exemplos daquilo que pode ser visto na livraria Almedina do Atrium Saldanha até ao final deste ano.
O primeiro dos encontros desta iniciativa cultural tem lugar hoje, dia 14, às 19h, com a rubrica Café e Letras, Comunidades de Leitores. A discussão partirá do romance de Lídia Jorge, A Noite das Mulheres Cantoras, e será moderado por Filipa Melo.
No dia 15, as actividades continuarão subordinadas ao tema Café e Letras, Nós e os Clássicos, sendo que a discussão partirá da obra de Thomas Mann, Os Buddenbrook, e contará com a participação da tradutora Gilda Lopes Encarnação.
Veja o calendário de eventos da Almedina aqui.
Entre os dias 7 e 9 de Setembro tem-se discutido literatura contemporânea na cidade de São Paulo. O encontro literário «Interrogações» envolve 60 convidados, entre escritores, críticos literários e jornalistas. A escritora Lygia Fagundes Telles marcou presença neste evento, que pode ser visto on-line. Veja aqui.
A Fabrico Infinito, conhecida pelo seu espaço no Bairro Alto-Príncipe Real dedicado ao design, à decoração, à arte, à moda e à música, vai tornar-se uma loja Babel.
No novo Espaço Babel/Fabrico Infinito poderão ser encontrados todos os títulos da Babel, com especial destaque para os livros de arte, literatura e, muito particularmente, de Fernando Pessoa, que contará inclusive com uma linha de merchandising própria.
O espaço sediado na Rua Dom Pedro V, número 74, e que conjugará palavras com extravagantes objectos minimais, será inaugurado amanhã, dia 10 de Setembro, pelas 18h30, e poderá ser visitado de terça-feira a sábado, entre as 11h e as 22h.


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