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Qua, 8/Out/14
Qua, 8/Out/14

 

O Brasil foi o país homenageado pela Feira do Livro de Frankfurt em 2013, com o discurso do escritor Luiz Ruffato a marcar a abertura do evento. Desde aí, o mercado editorial do país mantém um crescimento na venda de direitos de autores brasileiros no mercado internacional, passando não só a ser um comprador de direitos, como era maioritariamente reputado, para passar a ganhar força como vendedor.

 

A Brazilian Publishers (projeto de parceria entre a Câmara Brasileira do Livro e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), criada em 2008, é outro dos motivos do sucesso crescente do mercado editorial brasileiro fora de fronteiras. Segundo a associação, considerando apenas as vendas das editoras associadas à Brazilian Publishers durante a Feira do Livro de Frankfurt em 2013, as exportações de direitos autorais e conteúdos impressos cresceram 82 %, num volume que chegou em 2013 aos 750 mil dólares (aproximadamente 595 mil euros).

 

«Frankfurt foi uma grande vitrine que deu um boost em diversos outros projetos do Brazilian Publishers», diz Mansur Bassit, diretor executivo da Câmara Brasileira do Livro, à PublishNews. Ler aqui.


por Booktailors às 10:00 | comentar | partilhar

Sáb, 5/Abr/14
Sáb, 5/Abr/14

 

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Conheça a oferta formativa da Booktailors no 1.º semestre de 2014Oficina sobre o novo Acordo OrtográficoEscrevi um livro. E agora? — Estratégias para ver o seu livro publicadoCurso de Produção e Orçamentação GráficaEscrevi uma história para crianças – como posso melhorá-la?Curso de Revisão de Texto — nível intermédioOficina de Preparação de Original em Ambiente Digital, Curso de Livro Infantil.


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Seg, 14/Out/13
Seg, 14/Out/13

 

 

Apesar de as polémicas que rodearam a participação do Brasil enquanto convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt deste ano, o balanço da presença no certame é positivo. Jürgen Boos, presidente da Feira do Livro de Frankfurt, elogiou a organização e destacou a imagem que o país transmitiu para o mundo. Para ler aqui


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Seg, 14/Out/13

 

A preocupação geral é o formato digital, a venda de livros digitais, a tecnologia que permite ler estes livros. Contudo, os livros em papel são ainda os mais vendidos, e é esse o formato que domina o mercado editorial. Para ler aqui.


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Seg, 14/Out/13

 

«[...] [N]a história da edição brasileira não foi só Ruy Castro que teve problemas destes. Vários escritores foram já obrigados a alterar conteúdos dos seus livros por decisão dos tribunais ou têm as obras proibidas. Laurentino Gomes, autor de 1822, lembrou numa outra sessão em Frankfurt, que isso aconteceu a Mary Del Priore, com A História de Dilermando de Assis, o assassino do escritor Euclides da Cunha; a Paulo César de Araújo e à biografia que fez do cantor Roberto Carlos - os exemplares foram proibidos e recolhidos das livrarias por decisão judicial - e a uma biografia do escritor João Guimarães Rosa, de autoria de Alaor Barbosa, que só foi publicada depois de uma batalha de cinco anos nos tribunais.» Ler no Público.


«Vários músicos brasileiros, entre os quais Roberto Carlos e Caetano Veloso, pretendem impedir a publicação de biografias não autorizadas, o que levantou polémica no Brasil com os respetivos autores.» Ler no Diário de Notícias.


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Seg, 14/Out/13

 

«Este sábado, um alemão e um brasileiro falaram sobre a ausência de Paulo Coelho na feira do livro. Balanço da presença brasileira em Frankfurt passou também pelo incisivo discurso de abertura do escritor Luiz Ruffato.» Ler no Público.


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Dom, 13/Out/13
Dom, 13/Out/13

 

Via Ciberescritas

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Nova campanha de descontos. Novidades 2013: [Lisboa]  Revisão de Texto - nível inicialProdução e Orçamentação Gráfica, Marketing do LivroEscrevi um livro. E agora?[Porto] Escrevi um livro. E agora?.


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Sáb, 12/Out/13
Sáb, 12/Out/13

 

Vídeo retirado daqui.

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Nova campanha de descontos. Novidades 2013: [Lisboa]  Revisão de Texto - nível inicialProdução e Orçamentação Gráfica, Marketing do LivroEscrevi um livro. E agora?[Porto] Escrevi um livro. E agora?.


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Sex, 11/Out/13
Sex, 11/Out/13

 

De acordo com os editores e os agentes presentes na Feira do Livro de Frankfurt, este está a ser um bom ano. Ao longo dos últimos três dias, o feedback tem sido bastante positivo, com editoras do Norte da Europa e alemãs a comprarem mais obras e respetivos direitos para publicação. Para ler aqui.


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Sex, 11/Out/13

 

O que têm os preços dos livros digitais em comum com a pirataria? Os dois são temas quentes para os participantes na Feira do Livro de Frankfurt. Contudo, este ano os preços dos livros digitais parece ser a principal preocupação dos editores presentes, substituindo a pirataria, central em anos anteriores. Nas conversas com os vários diretores executivos, nas sessões de debate sobre autoedição com autores, a temática dos preços, nomeadamente dos livros em formato digital, tem sido amplamente discutida em Frankfurt. Para ler aqui e aqui.


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Sex, 11/Out/13

 

A Feira do Livro de Frankfurt é um lugar de visita obrigatória para editores e casas editoriais desde a sua fundação. Mas a sua assistência poderá, a longo prazo, transformar-se, se o fenómeno da autoedição continuar a crescer de forma sustentada.

 

De acordo com os responsáveis de plataformas de autoedição presentes no certame, são cada vez mais os autores que optam por autopublicar os seus próprios livros, para chegar mais diretamente aos leitores, assim como para evitar relações difíceis com as editoras. E os números parecem não deixar dúvidas quanto ao crescimento da autopublicação: só a empresa francesa Books on Demand produz anualmente três milhões de títulos impressos e 17 mil em formato digital. Para ler aqui.


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Sex, 11/Out/13

 

A Feira do Livro de Frankfurt entra no terceiro dia com uma conversa subordinada ao tema «A ficção é real», dedicada a uma nova geração de narrativas, que decorrerá no StoryDrive, o fórum que cruza tendências e inovações nos media e no entertenimento. Participam no debate representantes do meio editorial, cinema, televisão e videojogos, a par de académicos que explorarão as novas dimensões da criação e adaptação de narrativas aos diversos meios.

 

Ainda durante a manhã, a programação integra uma mesa-redonda em que se debaterá um tema ao qual, cada vez mais, os editores dedicam a sua atenção: a visibilidade e a descoberta dos livros pelos leitores, a par da metadata. O tema já tinha estado em destaque no primeiro dia do certame, durante a entrevista ao diretor executivo da Penguin Random House.

 

A edição de livros infantojuvenis e a mudança do papel do editor no segmento serão os tópicos do seminário «Editors in a Brave New World» que decorrerá ao final da manhã no pavilhão 8. Siga a programação da Feira do Livro de Frankfurt aqui.

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Nova campanha de descontos. Novidades 2013: [Lisboa]  Revisão de Texto - nível inicialProdução e Orçamentação Gráfica, Marketing do LivroEscrevi um livro. E agora?[Porto] Escrevi um livro. E agora?.


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Qui, 10/Out/13
Qui, 10/Out/13

 

A tecnologia e os suportes digitais têm sido temas dominantes nas conversas, entrevistas e debates a decorrer na Feira do Livro de Frankfurt. 

 

No dia de ontem, no CEO Panel, que teve como único entrevistado Markus Dohle, diretor executivo do grupo Penguin Random House, foi abordado o problema da visibilidade do livro, numa altura em que os suportes digitais dominam e as livrarias físicas vão desaparecendo a um ritmo demasiado rápido. «Queremos que as pessoas escolham os livros que querem ler e não o Netflix», declarou, defendendo um reforço da comunicação direta dos editores com os leitores.

 

Por sua vez, numa conversa mais breve, com o recém-nomeado diretor executivo da HarperCollins UK, Charlie Redmayne, em resposta às questões colocadas, o responsável reafirmou que o grupo continuará a investir esforços no mercado digital, mas que acredita ainda que os elementos que tornam uma editora sólida são os seus autores e editores.

 

No painel de discussão subordinado ao tema «O que é uma editora hoje em dia?», as palavras de ordem foram «Dispensar os usos velhos». Segundo Victor Henning, cofundador da Mendeley, as editoras têm de se adaptar às expectativas dos consumidores e mudar, inclusivemente o modo de pensar. Embora as intervenções dos presentes (entre os quais se encontravam responsáveis da Penguin Random House e Pearson) tenham focado aspetos diferentes, as vozes foram concordantes quanto à necessidade urgente de inovar no que respeita à edição em formato digital. Saiba mais aqui.


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Qui, 10/Out/13

 

«O escritor António Mota e a editora Planeta Tangerina são candidatos ao prémio literário sueco Astrid Lindgren Memorial Award - ALMA de 2014, anunciou, esta quinta-feira, a organização, na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha.» Ler no Jornal de Notícias.


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Qui, 10/Out/13

 

«Anúncio do Nobel supreendeu editores da escritora canadiana na Feira do Livro de Frankfurt.» Ler no Público.


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Qui, 10/Out/13

 

 

Com 2500 metros quadrados de área, o pavilhão do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt tomou como tema a ameaça de extinção do livro físico. Aliando o tema ao objetivo de apresentar o Brasil como um país de artistas e escritores, o papel e o cartão dominam a estética do pavilhão. Conheça-o aqui.


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Qui, 10/Out/13

 

O autor brasileiro Luiz Ruffato foi o escolhido para proferir o discurso da cerimónia de abertura da Feira do Livro de Frankfurt, da qual o Brasil é o país convidado. Publicamos aqui a transcrição do discurso na íntegra.

 

«O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século XXI, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças.

 

O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro — é a alteridade que nos confere o sentido de existir —, o outro é também aquele que pode nos aniquilar... E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença.

 

Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas — ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos.

 

Até meados do século XIX, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores.

 

Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania — moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade —, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75 % de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10 % da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém...

 

Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios — o semelhante torna-se o inimigo.

 

A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos.

 

Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados.

 

Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade.

 

E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução.

 

O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20 % são classificados como analfabetos funcionais — ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples.

 

A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior.

 

Mas temos avançado.

 

A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia — são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.

 

Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, mas privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio-ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis.

 

Nós somos um país paradoxal.

 

Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo — amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão de obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.

 

Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos...

 

Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida?

 

Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro — seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual — como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora.»


por Booktailors às 14:00 | comentar | partilhar

Qui, 10/Out/13

 

No segundo dia em Frankfurt, a literatura infantojuvenil estará no centro das atenções, com o anúncio dos nomeados para a edição de 2014 do ALMA — Astrid Lindberg Memorial Award, um dos prémios de literatura infantil mais importantes do mundo. 

 

Ainda durante esta quinta-feira, no pavilhão do Brasil, a literatura infantojuvenil e os livros digitais protagonizarão alguns dos eventos agendados para o dia. Pela manhã, a Nielsen apresentará o Bookscan Brasil, a ferramenta que permite medir as vendas de livros no país, enquanto a Câmara Brasileira do Livro promove um encontro entre editores que aborda a importância do mercado do livro infantil no Brasil. Haverá ainda espaço, durante o dia, para uma apresentação do estado da literatura infantojuvenil brasileira e um debate sobre o papel da literatura juvenil no contexto educativo do Brasil.

 

Da parte da tarde, o digital estará em foco na programação do Brasil: a Kobo realizará uma apresentação, em conjunto com a Copia, sobre o mercado do livro digital brasileiro, enquanto a Câmara Brasileira do Livro promoverá um debate sobre a importância dos livros digitais na educação e alguns dos problemas associados ao formato, como os direitos de autor, a acessibilidade à tecnologia, entre outros.

 

A venda de livros no Brasil, assim como a apresentação dos três maiores festivais literários do país serão ainda tema de discussão em dois eventos do segundo dia da Feira. Saiba mais aqui.


por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Qua, 9/Out/13
Qua, 9/Out/13

 

Em Frankfurt, durante o CEO Panel de hoje, o responsável pelo grupo Penguin Random House, Markus Dohle, defendeu que as editoras devem manter com a Amazon uma «relação de cooperação e não de confronto», uma vez que os seus objetivos são consonantes. Dohle não poupou os elogios à Amazon, dois dias depois das declarações do agente literário Andrew Wylie ao New Republic, nas quais descreveu a Amazon como megalómana, comparando-a a Napoleão Bonaparte. Ler mais aqui.


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Qua, 9/Out/13

 

A estreia da conferência CONTEC Frankfurt, que se realizou ontem pela primeira vez, não podia ter sido mais auspiciosa. Com mais de 400 participantes, oriundos de 32 países, os 25 painéis privilegiaram o diálogo entre os 60 especialistas e o público, que pôde colocar todas as suas questões e problemas à consideração dos conferencistas.

 

O destaque foi para a conferência de abertura da CONTEC, protagonizada por Stephen Smith, presidente da editora John Wiley, que conta já com 206 anos de existência. De acordo com Stephen Smith, o formato digital é muito importante e é gerador de um enorme valor. «A revolução digital já chegou, estamos a vivê-la», declarou, acrescentando que atualmente mais de 50 por cento das receitas da Wiley provêem de produtos e serviços digitais.

 

Além das conferências, que se focaram em temas como a cadeia de produção, novas empresas, autoedição, o futuro da venda de livros e o empréstimo de livros, houve ainda espaço para cinco novas empresas editoriais apresentarem os seus projetos. Saiba mais aqui, aqui e aqui.


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Qua, 9/Out/13

 

 

Depois de meses de polémicas e críticas, o Brasil chegou a Frankfurt em força e determinado a mostrar o melhor da literatura brasileira atual. Contudo, as polémicas parecem não abandonar a participação do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt. Depois do escritor Paulo Lins ter afirmado existir racismo na seleção dos autores brasileiros, ontem, durante a cerimónia oficial de abertura da Feira, Luiz Ruffato fez duras críticas às desigualdades sociais existentes no país e à violência perpetuada durante séculos contra «índios, negros, mulheres e homossexuais», num discurso inspirador em que abordou ainda o papel da literatura enquanto elemento transformador da sociedade. Para ler aqui


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Qua, 9/Out/13

 

A equipa da agência literária Bookoffice marca presença na Feira do Livro de Frankfurt deste ano. Instalada junto da comitiva portuguesa da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que reúne, além de editoras portuguesas, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e Bibliotecas, quem quiser visitar o stand da agência apenas terá de se dirigir ao pavilhão 5.1, stand E7. Saiba mais sobre a Bookoffice aqui.


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Qua, 9/Out/13

 

«O escritor mineiro Luiz Ruffato foi o herói da cerimónia oficial da abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que começa nesta quarta-feira e em que o Brasil é o país convidado. Arriscou, pôs o dedo na ferida e foi aplaudido de pé.» Ler no Público.

 

O jornal brasileiro O Estado de São Paulo disponibiliza o texto do discurso do autor proferido na cerimónia de inauguração aqui.


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Qua, 9/Out/13

 

A feira abre hoje portas, com o destaque do dia a ir para o evento CEO Panel 2013, que terá como mote a reinvenção da edição à escala global, e em que participará Markus Dohle, o diretor executivo da Penguin Random House. 

 

O responsável do maior grupo editorial do mundo será o único convidado do debate deste ano e será entrevistado por editores de um conjunto de publicações especializadas em edição. Para todos aqueles que quiserem assistir à conversa, mas não se encontrem em Frankfurt, esta realizar-se-á das 13.30 às 14.30 (hora nacional) e terá emissão direta a partir do sítio oficial da Feira do Livro de Frankfurt, aqui.


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Qua, 9/Out/13

 

Três novas áreas de atividade no espaço aberto entre pavilhões, conhecido como Ágora, a abertura de um espaço para debate no interior do Storydrive, a apresentação de um novo prémio literário para literatura infantojuvenil e a criação de um projeto dedicado especialmente aos livreiros são algumas das novidades da edição deste ano da Feira do Livro de Frankfurt que abre hoje as suas portas. Saiba mais aqui.


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Ter, 8/Out/13
Ter, 8/Out/13

 

«O impulso das empresas editoriais inovadoras que apresentam novas formas de atrair leitores, numa indústria marcada pelo poder da distribuidora Amazon, será o tema central da maior feira editorial do mundo, que abre na quarta-feira em Frankfurt, na Alemanha.» Ler no Diário Digital.


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Ter, 8/Out/13

 

A feira só abre as portas do recinto amanhã, mas antecipando o início do maior evento editorial do mundo, hoje, no Marriot Hotel, decorre, pela primeira vez, a conferência CONTEC Frankfurt, que vem substituir a plataforma TOC — Tools of Change, extinta em maio passado. Durante o dia, 60 conferencistas provenientes das mais diferentes áreas da edição debaterão os principais temas ligados ao mercado editorial mundial, em 25 sessões. As duas sessões de abertura couberam a Stephen Smith, da editora John Wiley, que proferirá a conferência intitulada Persevering in the Middle, e a Sascha Lobo, da sobook — Social Selling, que abordou os desenvolvimentos da Internet e dos livros digitais na conferência How the Internet Will Change an Ancient Technology Called Ebook. Saiba mais aqui.


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Seg, 7/Out/13
Seg, 7/Out/13

 

O autor brasileiro, que integrava a comitiva oficial de escritores convidados a participar no certame, anunciou ao jornal alemão Die Welt que não irá participar na Feira do Livro de Frankfurt 2013, da qual o Brasil é o país convidado de honra.

 

De acordo com declarações de Paulo Coelho à publicação, o motivo do cancelamento prende-se com a impossibilidade de levar a Frankfurt um grupo de jovens autores brasileiros, entre os quais se encontram Eduardo Spohr, Thalita Rebouças e Raphael Draccon. Para ler aqui.


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Sex, 12/Out/12
Sex, 12/Out/12

«O Brasil vai investir dez milhões de dólares (cerca de 7,73 milhões de euros), na promoção da literatura brasileira, na Feira Internacional do Livro de Frankfurt de 2013, altura em que vai ser o país convidado do evento.» Ler no Diário Digital.


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Seg, 8/Out/12
Seg, 8/Out/12

«O Brasil, país convidado da Feira do Livro de Frankfurt em 2013, prepara uma presença ampliada para a edição deste ano, prevendo negociar cerca de 150 milhões de dólares, perto de 116 milhões de euros, em direitos de autor.» Ler no Jornal de Notícias.


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Ter, 18/Set/12
Ter, 18/Set/12

 

No ano em que o Brasil será o país convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt, 2013, a Bienal do Livro Rio vai homenagear a Alemanha. O objetivo da 16.ª edição da Bienal, que celebrará no próximo ano três décadas de existência, é promover o intercâmbio cultural entre os dois países. Para ler aqui.


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Qua, 29/Ago/12
Qua, 29/Ago/12

A revista Machado, que será lançada durante a edição deste ano da Feira do Livro de Franfurt e que reúne textos de 20 autores brasileiros em inglês e espanhol, marca o início da preparação do Brasil para a sua participação, enquanto país convidado, na edição de 2013 daquela feira. Nos próximos dias serão ainda anunciados os oito autores que vão representar o país na Feira em outubro. Saiba mais aqui

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Ter, 26/Jul/11
Ter, 26/Jul/11

Recordamos que em 2013 o Brasil será país tema da Feira de Frankfurt. Ler mais aqui.


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Qui, 19/Ago/10
Qui, 19/Ago/10

Foi anunciado que o Brasil será o país convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt 2013, repetindo a distinção de 1994. Ler aqui e aqui.


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