Sáb, 17/Mar/12
Sáb, 17/Mar/12
«Manuel Rosa passará a ser colaborador externo da Assírio & Alvim, cuja chancela foi agora adquirida pelo Grupo Porto Editora, que assegurará a produção editorial e a distribuição do catálogo. O primeiro livro é lançado no dia 24. Ler no Público.
Seg, 24/Out/11
Seg, 24/Out/11
Depois da confirmação da venda da propriedade intelectual da Borders à Barnes and Noble, o gigante editorial norte-americano já eliminou o website da Borders e começou a gerir as suas contas no twitter e no Facebook. Ler aqui.
Qua, 28/Set/11
Qua, 28/Set/11
O empresário Miguel Pais do Amaral confirmou hoje a criação de um novo canal de desporto por cabo, que deverá arrancar com a temporada de 2012/2013. Ler na Meios & Publicidade e no iOnline.
Sex, 26/Ago/11
Sex, 26/Ago/11
Mais uma interessante compra desta empresa de serviços editoriais que procura modernizar a imagem, agora com a aquisição da principal distribuidora e editora de conteúdos digitais. Ler aqui.
Sex, 19/Ago/11
Sex, 19/Ago/11
A Porto Editora apresentou um comunicado de imprensa em que anuncia um protocolo de colaboração nas áreas da distribuição e da edição com a Assírio & Alvim. O comunicado, ainda que pouco explícito, garante a continuidade editorial da Assírio e que a parceria incidirá sobre todo o seu catálogo.
Abaixo reproduzimos o comunicado enviado pela Porto Editora.
«Protocolo incide nas áreas de edição e distribuição, ficando assegurada autonomia editorial.
O Grupo Porto Editora e a Assírio & Alvim anunciam a celebração de um acordo de parceria estratégica para as áreas de edição e de distribuição.
Os objetivos deste acordo são o de dar maior sustentabilidade ao excelente trabalho editorial que distingue a Assírio & Alvim, bem como o de contribuir para que as respetivas obras cheguem a um maior número de leitores.
Para a persecução desses propósitos, a Assírio & Alvim beneficiará das sinergias criadas no contexto do Grupo Porto Editora, sendo fundamental sublinhar que a continuidade editorial está expressamente assegurada, preservando-se assim as características fundamentais de uma editora de prestígio reconhecido.
De referir que este acordo contempla todo o catálogo da Assírio & Alvim, incluindo o designado fundo editorial.» Leia o comunicado aqui.
Adenda: Eduardo Pitta refere no seu blogue Da Literatura que Manuel Rosa deixa a direcção da Assírio & Alvim e que o staff será transferido para Santa Cruz de Benfica.
«A distribuição da Assírio & Alvim vai passar a ser assegurada pelo Grupo Porto Editora, a partir de 1 de Setembro. A “parceria estratégica” entre as duas casas, anunciada hoje, passa também pela edição, mas a independência editorial da Assírio, nos termos revelados do acordo, não é afectada». Ler no Público.
Ter, 16/Ago/11
Ter, 16/Ago/11
Seg, 11/Jul/11
Seg, 11/Jul/11
Tendo adquirido uma participação relevante na livraria Ferin, assegurando também funções de direcção e gestão, a Principia Editora declara que terá, até ao final do ano, «uma livraria on-line de acesso e utilização fáceis». Entretanto, a partir de Setembro entra em funcionamento uma sala com capacidade para 100 lugares sentados, que servirá, não só para o lançamento de livros, mas «para desenvolver uma ampla programação cultural, artística e científica, diversificada e abrangente, que também incluirá as sugestões e propostas dos frequentadores e parceiros da Ferin».
Seg, 27/Jun/11
Seg, 27/Jun/11
Sex, 17/Jun/11
Sex, 17/Jun/11
«A editora Principia adquiriu 49 por cento do capital social da livraria Ferin, fundada em 1840 no Chiado, em Lisboa, e até aqui gerida por uma família de livreiros, foi anunciado esta quinta-feira.» Ler no Público.
Qui, 5/Mai/11
Qui, 5/Mai/11
A Apple comprou o domínio iCloud.com. Teremos uma nova nuvem para breve?
Qua, 12/Jan/11
Qua, 12/Jan/11
O grupo HMV indicou que não pretende vender a cadeia de livros Waterstone, apesar do baixo volume de vendas no período do Natal e do interesse de Tim Waterstone. Ler aqui.
Qua, 22/Dez/10
Qua, 22/Dez/10
«A Ongoing adquiriu uma participação na Babel, grupo editorial lançado em Fevereiro pelo antigo presidente do BCP Paulo Teixeira Pinto. A informação foi confirmada ao CM por fonte oficial da Ongoing, que refere que "a entrada no capital da Babel é o aprofundamento da parceria estratégica [anunciada em Abril]".» Ler no Correio da Manhã.
Qui, 28/Out/10
Qui, 28/Out/10
Um rumor para ler na ABC News. Via Cibertransistor.
Dom, 17/Out/10
Dom, 17/Out/10
Sex, 8/Out/10
Sex, 8/Out/10
«Livros ilustrados para o grande público. Objectos de capa dura apetecíveis para oferecer. Um nicho de mercado que parece resistir. Um segmento onde se posiciona a Booksmile, nascida em 2009, que acaba de adquirir a Vogais & Companhia, editora fundada por Mário Moura, decano da edição. Juntas na mesma empresa, as chancelas deverão vender livros no valor de 2,5 milhões de euros em 2011 e quatro milhões em 2012.» Ler no Jornal de Negócios.
A Booktailors sabe que Mário Moura permanecerá no departamento internacional e que as chancelas mantêm-se, mas os volumes d'O Diário de um Banana mudam para a Booksmile, reforçando a liderança do posicionamento no livro ilustrado.
-
Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blogue.
Ter, 24/Ago/10
Ter, 24/Ago/10
Reproduzimos o comunicado da Coimbra Editora que dá conta desta aquisição:
«As sólidas relações entre os actuais principais accionistas da COIMBRA EDITORA S.A. (fundada em 1920) e da SODILIVROS, SOCIEDADE DISTRIBUIDORA DE LIVROS E PUBLICAÇÕES S.A. (fundada em 1985), assentes numa base de confiança pessoal e numa visão partilhada sobre a potencialidade de ambas as empresas no sector do livro, por um lado;
- Uma análise convergente sobre a conjuntura do mercado e sobre as consequências dos fortes movimentos de concentração que nele se têm verificado, por outro;
- Determinaram a nossa vontade na criação de um futuro conjunto: a C.E. – GRUPO COIMBRA EDITORA.
Neste momento, ao anunciarmos a sua constituição, oferecemos ao mercado um modelo de negócio que concentra as principais actividades de suporte e apoio ao sector da edição, de forma integrada, num único grupo empresarial:
CE GRÁFICA – produção gráfica centrada essencialmente em obra de livro, agregando a anterior tipografia da COIMBRA EDITORA com uma reconhecida e conceituada gráfica da zona centro do país.
CE SODILIVROS – distribuidora de edição generalista e de edição técnica, com três unidades de negócio diferenciadas (armazéns, logística e equipa comercial) situadas em Lisboa, Coimbra e Luanda, respectivamente.
CE LIVRARIAS – nova rede de retalho livreiro, construída em parceria comercial com o GRUPO LEYA a partir da pré-existente rede de lojas da COIMBRA EDITORA, agora ampliada com a aquisição de novos espaços comerciais, representando hoje, num conjunto em crescimento, um total de 17 livrarias de características generalistas, técnicas/universitárias e especializadas na área do Direito e do livro escolar.
Assentes na reconhecida experiência e credibilidade das empresas agrupadas, dos seus accionistas e dos seus profissionais, empregando mais de 200 trabalhadores, servindo mais de 50 editoras, temos um objectivo de facturação consolidada de 20 milhões de euros em 2011, dando assim corpo à nossa principal missão: “Contribuir para a diversidade, a igualdade de oportunidades e para o fortalecimento dos mais importantes agentes da indústria cultural do livro em Portugal e nos países da lusofonia – os Editores.
João Salgado / Jorge Azevedo
GRUPO COIMBRA EDITORA»
Sex, 16/Jul/10
Sex, 16/Jul/10
A Waterstone confirmou que irá congelar os salários dos seus funcionários até ser definida a mudança para o grupo HMV. Ler
aqui.
Ter, 29/Jun/10
Ter, 29/Jun/10
«A compra dos negócios do DirectGroup pela Porto Editora é hoje formalizada através da assinatura do contrato, em Lisboa. As 54 livrarias Bertrand e o Círculo de Leitores passam, assim, a integrar os activos da editora do norte, que quase duplica o número de trabalhadores.» Ler no
Público.
«A Bertrand e o Círculo de Leitores passam hoje a integrar o Grupo Porto Editora, após a assinatura do contrato definitivo que oficializa a compra do DirectGroup Portugal.» Ler no
Correio da Manhã.
Ter, 29/Jun/10
Reproduzimos o
comunicado oficial do Grupo Porto Editora, que dá conta da aquisição da Bertrand e do Círculo de Leitores. O contrato será assinado hoje.
«Após a "luz verde" da Autoridade da Concorrência, as empresas que pertenciam ao DirectGroup, divisão do grupo alemão Bertelsmann, vão regressar amanhã a mãos portuguesas, com a assinatura do contrato definitivo que oficializa a compra por parte do Grupo Porto Editora.
Incluídos neste negócio, em que o Grupo Porto Editora foi assessorado pelo Banco BPI, estão todos os activos ligados às áreas da edição, distribuição e retalho: a Bertrand Editora (e respectivas chancelas), a Distribuidora de Livros Bertrand, o Círculo de Leitores e as Livrarias Bertrand.
Com este passo, o Grupo Porto Editora reforça a sua liderança do mercado editorial português e, ao mesmo tempo, abre novas perspectivas de crescimento e de desenvolvimento nas diferentes áreas de negócio.
Vasco Teixeira, Administrador do Grupo Porto Editora, afirma que "este processo tem um significado especial para nós, mas também para o sector editorial português, considerando o contributo que a Bertrand e o Círculo de Leitores têm dado à promoção das nossas língua e cultura - algo que também se pode afirmar sobre o Grupo Porto Editora. Por conseguinte, a integração decorrerá sem problemas, o que será fundamental para enfrentar os desafios que se avizinham".
De referir que o volume de negócios do Grupo Porto Editora em 2009 foi de 95 milhões de euros, prevendo-se que, com a entrada da Bertrand e do Círculo de Leitores, o volume de negócios de 2010 se situe nos 150 milhões de euros.»
Seg, 28/Jun/10
Seg, 28/Jun/10
«A Bertrand e o Círculo de Leitores passam terça-feira a integrar o Grupo Porto Editora, através da assinatura do contrato definitivo que oficializa a compra do DirectGroup Portugal, disse hoje à agência Lusa fonte daquele grupo.» Ler no jornal
i e no
Público.
«A Bertrand e o Círculo de Leitores passam a integrar o Grupo Porto Editora, através da assinatura, hoje, do contrato definitivo que oficializa a compra do DirectGroup Portugal.» Ler no
Diário de Notícias.
Ter, 8/Jun/10
Ter, 8/Jun/10
«A Autoridade da Concorrência aprovou hoje [ontem] a compra do DirectGroup pela Porto Editora, que inclui a Bertrand Editora (Pergaminho, Quetzal, Temas e Debates e Arte Plural) e a rede de 54 livrarias Bertrand em Portugal.» Ler no
Público.
«A Autoridade da Concorrência decidiu viabilizar a compra do Direct Group Portugal, detentor das livrarias Bertrand, do Círculo de Leitores e de quatro editoras, pela Porto Editora, o maior grupo editorial português, foi esta segunda-feira anunciado.» Ler no
Correio da Manhã e no
Jornal de Notícias.
«A Autoridade da Concorrência decidiu viabilizar a compra do DirectGroup Portugal, detentor das livrarias Bertrand, do Círculo de Leitores e de quatro editoras, pela Porto Editora, o maior grupo editorial português.» Ler no
Diário de Notícias.
«A Autoridade da Concorrência (AdC) decidiu não se opor à compra do Grupo Direct Group Portugal, que detém o Círculo de Leitores e a Bertrand, por parte da Porto Editora.» Ler no
Diário Digital.
Sex, 23/Abr/10
Sex, 23/Abr/10
Segundo notícia da própria
Bookseller, a Nielsen terá chegado a acordo com Nigel Roby, managing director da publicação.
Ter, 13/Abr/10
Ter, 13/Abr/10
«A Porto Editora confirmou hoje a compra do Direct Group em Portugal, que inclui 54 livrarias Bertrand, o clube de leitura Círculo de Leitores e quatro editoras.» Ler no
Público.
«O Grupo Porto Editora anunciou hoje um acordo de promessa de compra e venda da Bertrand e Círculo de Leitores, activos do DirectGroup Bertelsmann em Portugal.» Ler nos jornais
i e
Expresso.
«O Grupo Porto Editora revelou esta terça-feira que tem um acordo de promessa de compra e venda da Bertrand e Círculo de Leitores com o DirectGroup Bertelsmann.» Ler no
Diário Digital.
«A Porto Editora anunciou que chegou a um “acordo de promessa de compra e venda sobre os activos do DirectGroup Portugal”. Esta empresa, do grupo alemão Bertelsmann detém em Portugal uma rede de editoras (Pergaminho, Quetzal, Temas & Debates e ArtePlural Edições) e as livrarias Bertrand. Além disso, controla ainda o Circulo de Leitores.» Ler no
Correio da Manhã.
Seg, 12/Abr/10
Seg, 12/Abr/10
O
Correio da Manhã,
Diário de Notícias e
Jornal de Notícias, neste fim-de-semana, juntaram-se ao conjunto de meios de comunicação social que dão por certa a venda da Bertrand ao Grupo Porto Editora. Ler no
Correio da Manhã,
Diário de Notícias e
Jornal de Notícias.
Sáb, 10/Abr/10
Sáb, 10/Abr/10
«O Direct Group, do grupo editorial alemão Bertelsmann, que detém o clube Círculo de Leitores, várias editoras e a cadeia de livrarias Bertrand, vai ser comprado pela Porto Editora. Nem o Direct Group nem a Porto Editora confirmaram a operação, mas o
Público sabe que o contrato deverá ser assinado durante a próxima semana.» Ler no
Público.
Qui, 18/Mar/10
Qui, 18/Mar/10
«Pais do Amaral pode estar próximo de adquirir cerca de 5% do grupo Prisa, a dona da TVI.
"Não excluo a hipótese de vir a trabalhar com a Liberty", disse o empresário ao
CM, recusando fazer mais comentários. Esta entrada na Prisa terá de ser efectuada até ao final de Junho, data até à qual a Liberty pretende concluir a aquisição de 54,3% a 57,1% do grupo espanhol.
A Liberty irá disponibilizar vários lotes de acções, sendo que nenhum investidor pode adquirir mais de 5%, o que poderá custar cerca de 30 milhões de euros.» Ler no
Correio da Manhã.
Ter, 9/Fev/10
Ter, 9/Fev/10
William Ackerman, CEO de Pershing Square Capital, uma das maiores accionistas da Borders US, declarou que dificilmente a Borders abrirá falência, apelando a que a empresa já terá estabilizado. Ackerman acrescenta que é provável a fusão com a Barnes & Noble. Ler
aqui e
aqui.
Seg, 8/Fev/10
Seg, 8/Fev/10
A empresa norte-americana Bowker adquiriu a Book Marketing Limited (BML) à Publishing News Ltd., entrando assim no mercado britânico. Segundo Kelly Gallagher, vice-presidente da Bowker, «
BML has a strong tradition of serving the UK market with reliable and actionable consumer information and we look forward to not only continuing this work, but developing and enhancing the range of services BML offers.» Ler
aqui.
Qua, 3/Fev/10
Qua, 3/Fev/10
«A Deplano Network, SA, empresa de Horácio Piriquito, comprou a HT Distribuição, criada em 1992 pelas editoras Livros Horizonte e Terramar, e actualmente a distribuir, para além da editora Livros Horizonte, a Biblioteca Nacional, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda e o Instituto de Comunicação Social e outras editoras independentes.» Ler na íntegra no blogue
Os Meus Livros.
Seg, 18/Jan/10
Seg, 18/Jan/10
«O grupo Porto Editora adquiriu a a Sextante, uma editora de cultura que nasceu como um projecto pessoal de João Rodrigues e tem, no seu catálogo, obras tais como
Contos Completos, de Truman Capote, e
Possessão, de A. S. Byatt.
O anúncio oficial da integração da Sextante no grupo Porto Editora está agendado para a próxima quarta-feira, dia 20 de Janeiro.
Sem confirmar o nome da editora adquirida, fonte da Porto Editora referiu: "Trata-se de uma editora interessante para a estratégia do grupo".» Ler no
Jornal de Negócios.
Seg, 18/Jan/10
«Os alemães da Bertelsmann puseram à venda negócio livreiro em Portugal. Além da LeYa e da Porto Editora, há mais grupos interessados.
O grupo LeYa, de Miguel Pais do Amaral, e a Porto Editora, liderada por Vasco Teixeira, estão a disputar a aquisição dos activos da Bertelsmann em Portugal. De acordo com informações recolhidas pelo
Diário Económico, as duas maiores empresas livreiras portuguesas vão a jogo e têm a intenção de garantir a aquisição da rede de livrarias Bertrand e também das várias editoras do grupo. Sendo que um dos principais objectivos passa por não deixar cair estes activos na mão do rival.» Ler no
Diário Económico.
Seg, 4/Jan/10
Seg, 4/Jan/10
«Os accionistas da editora de banda desenhada norte-americana Marvel aprovaram hoje a venda da chancela de Homem-Aranha e X-Men à multinacional Walt Disney, num negócio avaliado em três mil milhões de euros.» Ler no
Diário Digital.
Sex, 11/Dez/09
Sex, 11/Dez/09
O jornal Sol avança hoje com a notícia de que Miguel Marti está interessado em adquirir a Bertrand: «Miguel Marti, ex-director da DirectGroup, a empresa da Bertelsmann que detém a Bertrand e o Círculo de Leitores, estará na corrida à compra destes activos. Marti foi afastado da gestão da empresa no início do ano, depois de suspeitas de irregularidades nas contas. Porto Editora e LeYa também estarão interessados.»
O jornal adianta ainda que Marti terá sido afastado pelo grupo Bertelsmann após ter apresentado lucros de 1,5 milhões de euros em 2008, tendo uma auditoria chegado «a um conclusão diferente: prejuízos entre os 1,8 e dois milhões de euros.» Segundo «dados não oficiais avançados ao Sol, nos dois anos em que Marti liderou o DirectGroup, o Círculo de Leitores terá passado de 300 mil sócios activos para 170 mil, nem todos activos. No mesmo período, a sub-holding terá passado de uma facturação de 300 milhões de euros para 15 milhões.»
Ler na página 12 da edição de hoje do jornal Sol, o artigo de Tânia Ferreira e João Paulo Madeira.
Qua, 9/Dez/09
Qua, 9/Dez/09
«A Deplano Network, SA, empresa de Horácio Piriquito, comprou a totalidade do capital social da distribuidora Konsoante - Distribuidora de Livros e Audiovisuais, alargando a sua área de acção ao sector da distribuição.
Fundada inicialmente pelo editor Mário Moura, a Konsoante - explica a Deplano em comunicado enviado ao Briefing - “tem mais de dois mil pontos de venda por todo o País, entre Livrarias, Cadeias Livreiras, Hipermercados, para além de liderar nos canais alternativos como Lojas e Postos de Abastecimento de Combustíveis, CTT, Stales Office Center, SPAs, entre muitos outros”.» Ler
aqui.
Seg, 7/Dez/09
Seg, 7/Dez/09

«Pais do Amaral, proprietário do grupo LeYa, não está "optimista" sobre o futuro da rede de livrarias Bertrand e do Círculo de Leitores.
Miguel Pais do Amaral diz que o grupo LeYa "não está especialmente interessado" na aquisição da rede de livrarias da Bertrand e no Círculo de Leitores, alguns dos activos que o grupo Bertelsmann colocou à venda no mercado português.»
Ler no
Diário Económico.
Sáb, 28/Nov/09
Sáb, 28/Nov/09
O grupo editorial, liderado por Paulo Teixeira Pinto, chamar-se-á Babel e absorverá a Verbo e a Ulisseia. Esta marca
umbrella deverá ser apresentada ainda em Dezembro. Segundo fonte da Briefing, «esta operação está a ser suportada por um investidor institucional”.
Ler no
site da
Briefing.
Seg, 2/Nov/09
Seg, 2/Nov/09

A notícia saiu no
Correio da Manhã do passado dia 30 de Outubro. Segundo esta fonte, uma sociedade de capital de risco estará em vias de adquirir a histórica editora portuguesa. Com mais de 50 anos de vida e um catálogo extenso de publicação de obras de referência e infanto-juvenil, a editora passará agora por uma reestruturação que a preparará para os próximos anos.
Sex, 2/Out/09
Sex, 2/Out/09
«Paulo Teixeira Pinto está a negociar a compra da Editorial Verbo, que conta no seu catálogo com os livros da
Anita,
Hannah Montana,
Bob o Construtor e as
Aventuras dos Cinco, de Enid Blyton.» Ler no
Jornal de Negócios e no jornal
i.
Sex, 3/Jul/09
Sex, 3/Jul/09
«A Coimbra Editora comprou por 110 mil euros os bens da Livraria Buchholz, declarada insolvente desde Janeiro. Na corrida à compra dos activos da histórica livraria estava também a Portugália Editora, empresa do grupo editorial da Fundação Agostinho Fernandes, que há dois meses registou o nome Buchholz e o logótipo da livraria.»
Ler no
Público.
Sex, 3/Jul/09
É pelo menos o que se lê
aqui.
Sex, 15/Mai/09
Sex, 15/Mai/09
Cristiane Costa enviou-nos um e-mail no qual esclarece as suas declarações, relativamente à aquisição da Nova Fronteira por parte da LeYa. Não retiramos o post, porque os erros devem ser assumidos, mas deixamos aqui a rectificação da editora:
«Caros
Vi que vocês deram um link para uma nota num blogue de Niterói que afirma que eu teria confirmado a compra da Nova Fronteira pelo grupo Leya. Já deixei um comentário naquele blogue pedindo retificação e gostaria que vocês retirassem a nota.
Simplesmente o que eu disse é que a Nova Fronteira está sendo vendida para o grupo Leya, exatamente como saiu em todos os jornais brasileiros. Não estou tirando o corpo fora. Simplesmente não posso garantir o que não sei. Não tenho informações sobre a assinatura do contrato entre os dois grupos e acho mesmo que, quando for assinado, isso será imediatamente divulgado para a imprensa.
Insisto: não posso garantir que o acordo foi assinado. Acredito mesmo que ainda não foi. Então, a nota está completamente equivocada.
Vcs poderiam retirá-la do blogue?
abraços
Cristiane Costa»
Sex, 15/Mai/09
A confirmação chega pela pela boca da editora de não ficção da Nova Fronteira, Cristiane Costa. Ler
aqui.
Actualização: Cristiane Costa precisou as suas declarações, enviando-nos um e-mail, no qual nos dá conta que apenas confirmou as conversações entre a sua editora e o grupo LeYa. Ver
aqui.
Ter, 12/Mai/09
Ter, 12/Mai/09
Seg, 11/Mai/09
Seg, 11/Mai/09
Está confirmado: Cavalo de Ferro deixa grupo editorial da Fundação Agostinho Fernandes.
«A Cavalo de Ferro já não faz parte do grupo editorial da Fundação Agostinho Fernandes, com quem tinha assinado um contrato de promessa de compra e venda. Ao que o PÚBLICO apurou, até 10 de Maio, o prazo final de vigência do contrato, não terão sido cumpridos os termos do acordo.»
Segundo Diogo Madre Deus, “realidade financeira e organizativa [da Fundação] não estava de acordo com as expectativas”.
Seg, 11/Mai/09
Enquanto se multiplicam as notícias de que a LeYa irá mesmo expandir-se para o Brasil (ex:
aqui e
aqui), chegam outras notícias que dão conta que outro casamento recentemente anunciado entre outros protagonistas não irá para a frente. A seguir aqui no Blogtailors.
Ter, 17/Fev/09
Ter, 17/Fev/09
Para informação geral, especifica-se que a editora italiana
Cavallo di Ferro editore não faz parte do acordo de fusão entre a Cavalo de Ferro e a Fundação Agostinho Fernandes divulgada oficialmente ontem.
A Cavallo di Ferro editore, que tem apostado com sucesso na divulgação da literatura portuguesa em Itália - obtendo inclusive o prestigiado prémio de tradução Grinzane Cavour (2006) com a obra Equador de Miguel Sousa Tavares -, continuará a ser detida por Diogo Madre Deus e a escritora Romana Petri, sócios fundadores e responsáveis editoriais do projecto.
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Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blog.
Seg, 16/Fev/09
Seg, 16/Fev/09
«A compra da editora Cavalo de Ferro pela Fundação Agostinho Fernandes, que controla as livrarias Sá da Costa e Buchholz e a editora Portugália, vai preservar a independência editorial da chancela. A garantia foi hoje dada pelo grupo editorial, numa apresentação em Lisboa.
“A independência editorial da Cavalo de Ferro vai manter-se, até porque há complementaridade em relação à restante oferta do grupo”, disse Hugo Madre Deus, um dos fundadores do projecto que se dedica à publicação de literatura estrangeira de autores clássicos e contemporâneos.
(...)Diogo Madre Deus realçou que “faz todo o sentido este casamento, não só pela existência de muitos valores partilhados entre a Cavalo de Ferro e o grupo editorial da Fundação, mas também porque há da parte desta uma orientação para o mercado e uma ambição de sucesso comercial a longo prazo”.
O objectivo da Fundação é apenas um: “estar na linha da frente em termos de qualidade em todos os segmentos onde actuarmos”, realça Hugo Xavier, da Cavalo de Ferro. “Se conseguirmos marcar a diferença face ao mercado e ganhar leitores, o desafio está ganho”, acredita.
Ler no
Público.
Seg, 16/Fev/09
Será apresentada hoje, dia 16 de Fevereiro, uma conferência de imprensa «em que serão anunciados os moldes em que a Cavalo de Ferro passará a integrar o Grupo Editorial da Fundação Agostinho Fernandes.
A Fundação Agostinho Fernandes é um projecto recente criado em homenagem ao grande industrial português do século XX também fundador da Portugália, uma das mais marcantes casas editoras do século que passou. Este grupo incorpora duas editoras clássicas em processo de re-lançamento, a Portugália e a Sá da Costa, e duas cadeias livreiras renovadas e com um projecto de expansão: Sá da Costa e Buchholz.
A integração da Cavalo de Ferro neste grupo fazia sentido pois completava um leque de marcas de grande prestígio mas que estiveram afastadas do público leitor durante alguns anos, com uma marca jovem de prestígio no momento presente.»
A apresentação será na nova Buchholz sita no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 30, hoje, pelas 18.30.
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Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blog.
Sex, 13/Fev/09
Sex, 13/Fev/09
Em virtude do sururu gerado por
este post, de que revelaríamos amanhã a resposta para a questão de se a Cavalo de Ferro seria vendida, respeitando as várias fontes, informamos, em exclusivo, que esta editora especializada em autores estrangeiros (alguns de línguas menos conhecidas), irá mudar de mãos.
Diogo Madre Deus e a sua equipa irão manter-se à frente da editora, assumindo cargos equivalentes na nova estrutura. Mas desta feita integrados na
Fundação Agostinho Fernandes, detentora da Portugália, Sá da Costa e livrarias Buchholz.Na próxima segunda-feira, será feita a declaração oficial por parte de todas as entidades envolvidas.
Qua, 28/Jan/09
Qua, 28/Jan/09
Tens-se falada muito das dificuldades financeiras do Grupo Santillana.
Se não houver evolução, o grupo terá de pagar alguns milhões de euros e só o poderá fazer com a venda da parte editorial do grupo.
Agora, na Paradigma Libros,
pergunta-se quem estará interessado em comprar a Santillana?-
Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blog.
Ter, 9/Dez/08
Ter, 9/Dez/08
A editora de John Wisden & Co, famosa pelas publicações sobre críquete, passa a fazer parte do portefólio de empresas deste grupo.
Fonte
Booktrade e
Bookseller.
Sex, 26/Set/08
Sex, 26/Set/08
O grupo académico Bloomsbury acaba de anunciar uma nova aquisição. Trata-se da editora independente Berg Publishing (www.bergpublishers.com), também académica, e que venceu o prémio de pares para Edição Electrónica (E-publishing).
O valor da compra foi de 2 milhões de libras e o objectivo foi o de «
increase our presence in academic publishing and take advantage of a market that is already benefiting from electronic delivery and print-on-demand».
Via
Bookseller.
Qui, 18/Set/08
Qui, 18/Set/08
Os responsáveis, que não divulgaram os valores da transacção, adiantaram apenas trata-se de um investimento “grande”. A aquisição da Soctip tem por objectivo “uma diversificação do produto-tipo” (a Soctip permite imprimir em rotativa). Pretende-se ainda obter «ganhos de eficiência e produtividade, bem como dimensão “para podermos pensar na internacionalização”, mais concretamente para o mercado europeu».
Ler
aqui.
Ter, 12/Ago/08
Ter, 12/Ago/08
A conhecida Cambridge University Press acaba de anunciar a compra da Archive Editions, uma empresa conhecida pelos seus alargados fundos de ciência política (em particular relativa ao mundo árabe).
O valor não terá sido revelado, mas a compra desses conteúdos abrirá caminho a que a conhecida editora universitária/profissional desenvolva toda uma linha de publicação, de extraordinária qualidade, com os recursos agora adquiridos.
A nova empresa passar-se-á a chamar Cambridge Archive Editions.
Via
Bookseller.
Seg, 4/Ago/08
Seg, 4/Ago/08
A aquisição da Actual por parte da Almedina foi objecto de uma notícia redigida por Mafalda Avelar (página 18, do suplemento de economia do Expresso de 02.08.2008). A Booktailors foi ouvida pela jornalista para a redacção desta notícia. Alguns excertos:
«"A Almedina tinha dois aspectos muito positivos: complementaridade na área dos livros técnicos e o facto de a sua equipa ter um «track record» impressionante. No final, embora não tenha sido a melhor proposta financeira, foi a que nos pareceu mais vantajosa para o futuro da Actual", dizem os responsáveis desta empresa.
"A Actual continuará a ser gerida pela mesma equipa, beneficiando das sinergias do grupo ao nível da estrutura comercial, logística, administrativa e financeira. A linha editorial editorial manter-se-á", garante Carlos Pinto, presidente da Almedina".
(...)
Carlos Pinto não descarta novas aquisições: "estamos a negociar uma nova unidade em Lisboa". "Tencionamos continuar a consolidação do mercado nacional, desenvolver a operação no Brasil e aproveitar eventuais oportunidades em Espanha (onde a Actual já está presente)".»
Sex, 1/Ago/08
Sex, 1/Ago/08
Fala-se que o Grupo Almedina está a pretender diversificar os segmentos de publicação, nomeadamente adquirindo uma editora bastante Actual na nossa publicação sobre Gestão e Economia.
Sex, 1/Ago/08
O
website que revolucionou o mundo dos alfarrabistas, a
Abebooks.com, onde os alfarrabistas do mundo podem colocar os seus raros fundos (110 milhões) ao dispor dos seus clientes universais (acabando com a raridade de muitos livros raros), acaba de ser comprada pela Amazon.
O valor não foi divulgado.
A notícia
aqui.
Sex, 11/Jul/08
Sex, 11/Jul/08
Qual será a nova editora-mistério de que fala o blog da LER? Segundo o LERBlog, Paulo Teixeira prepara-se para fazer mais uma aquisição. A confirmar-se, Paulo Teixeira Pinto juntará mais uma chancela à Guimarães e à Ática.
Sex, 11/Jul/08
«As editoras Oficina do Livro, Teorema e Casa das Letras passam oficialmente a pertencer ao grupo editorial de Miguel Pais do Amaral a 15 de Julho, dia em que Leya e a Explorer Investments, actual proprietária destas chancelas, assinam a escritura de compra e venda
(...)
com este negócio, a Leya absorve um grupo editorial que registou uma facturação de 13 milhões de euros em 2007»
Mais desenvolvimentos no
Jornal de Negócios.
Ter, 8/Jul/08
Ter, 8/Jul/08
Sex, 27/Jun/08
Sex, 27/Jun/08
«Diz que disse - a Editorial Verbo é o próximo alvo do Grupo Leya. E parece que não vão ficar por aqui. Dentro de momentos, as livrarias...»
Via 1979, de Luis Cristóvão.
Entretanto, a Editorial Verbo veio desmentir categoricamente essa possibilidade, afirmando estar «completamente afastada».
Como também já era do conhecimento geral, do Dr. João Sousa Alvim passou a ser o novo administrador-delegado da Editorial Verbo desde 30 de Maio.
Sex, 6/Jun/08
Sex, 6/Jun/08
A notícia avançada há umas semanas foi hoje confirmada: o grupo Oficina do Livro (Oficina do Livro, Palavreando, Editorial Teorema e a Sebenta) foi adquirido pelo Grupo LeYa, tendo este informado a Autoridade da Concorrência da aquisição do controlo exclusivo do primeiro grupo.
«A LeYa notifica a aquisição de controlo exclusivo sobre o Grupo Oficina do Livro, que integra quatro sociedades com actividade na edição e venda de livros e manuais escolares”, lê-se no site da Autoridade da Concorrência.
Aqui.
Sex, 30/Mai/08
Sex, 30/Mai/08
Nélson de Matos
deixa no seu blog um breve comentário aos acontecimentos de ontem, na Casa Fernando Pessoa.
Para ler também o post praticamente na hora do LerBlog.
Aqui.
Qua, 28/Mai/08
Qua, 28/Mai/08
«A lógica do país pequeno chegou, entretanto, ao mundo editorial. Com a aquisição de onze editoras, criou-se um grupo editorial que chega a ameaçar ser maior que o próprio mercado (pelo menos no discurso, é isso que tenta demonstrar). Ao adquirir onze editoras, algumas delas bastante diferenciadas em termos de oferta, com trabalho em diferentes nichos temáticos e com implantação regional em alguns dos casos, e pretendendo transformar essas onze num só projecto editorial, onde a imagem de cada um vai sendo absorvida, para além de, em nome do sucesso financeiro, reduzir pessoal e agrupar soluções que tornem a empresa mais eficiente. Acreditar que este é um projecto cultural seria no mínimo bizarro, e começamos a chegar a um ponto em que poderá até parecer que a compra de algumas destas editoras terá sido o preço a pagar para ter no grupo esta ou aquela pessoa, este ou aquele autor.»
Para ler na integra
aqui.
Ter, 27/Mai/08
Ter, 27/Mai/08
«Comprou a Ática recentemente, pensa crescer mais no universo editorial?
Só me interessam coisas com história que lhes permita dar uma segunda vida. Não estou a olhar para outra editora, estou interessado numa colecção em particular.
Pode-se saber qual é?
Ainda não. Não abordo a edição como um negócio para ter lucros. Nunca retirarei um cêntimo da Guimarães. Serão reinvestidos na editora, que eu gostaria que um dia pudesse caminhar para um estatuto fundacional.»
Paulo Teixeira Pinto, Única - Expresso, p.50.
Ter, 27/Mai/08
«
As pequenas editoras, como a que acaba de criar, voltadas para um nicho de mercado, poderão estar em risco, ou são a solução para quem quer continuar dentro do mercado do livro?As pequenas editoras resistirão com maior facilidade, se geridas com cuidado e disciplina, porque evidentemente não terão que enfrentar os mesmos problemas que as grandes. Serão mais adaptáveis às crises e às oscilações do mercado.
(...)
Como interpreta a reacção inicial de desagrado adoptada por autores como Lobo Antunes ou Lídia Jorge?É uma reacção normal e aceitável. Não creio que eles estivessem a reagir ao processo de concentração em si, mas às formas negativas que ele pode assumir e aos efeitos que essas formas negativas poderão ter sobre o trabalho e os interesses dos autores. Por outro lado, não sei se a posição destes dois escritores pode ser encerrada dentro de um mesmo saco... A concentração, em si, não é negativa, repito. Negativos poderão ser os efeitos de algumas das formas distorcidas que ela pode assumir.»
Nélson de Matos publicou, no Textos de Contracapa, uma colectânea de entrevistas suas a diversos meios. Para ler tudo
aqui.
Sáb, 17/Mai/08
Sáb, 17/Mai/08
Possidónio Cachapa responde:«Dizem-me, por telefone, que fui comprado pela Leya. Eu e os outros que confiámos na Oficina, na Caminho, na D.Quixote, etc. Não sabemos nada do assunto, claro. Nem me parece que dessa venda reverta alguma coisa para as fontes de produção, vulgo, os escritores. Há-de ser mais uma coisa tipo escravos. Toma lá este que é bom para cortar cana, e esta que é boa parideira e passa para cá os luíses. Sobre este assunto, muita coisa terá de acontecer até que a poeira assente.
Entrentanto, a APEL faz finca-pé nos pavilhões nojentos onde nos recebe ano após ano. Para não haver ricos nem pobres, somos todos pobres. Era bom que tivessem juízo, nesta questão estético-ética.
Quem parece estar "atento ao mercado do livro" é o ministro da cultura. E contente, também, segundo os jornais (que a realidade raramente se compadece com a matéria escrita). Segundo os pasquins, José António Pinto Ribeiro, diz ver "com bons olhos" a constituição de monopólios editoriais (...) e que "o mercado do livro está em mutação acelerada e a concentração de editoras em grupos empresariais é um factor de desenvolvimento da língua portuguesa e da sua divulgação".Ou está a precisar de mudar de lentes ou eu - citando uma directora de produção amiga - não estou na posse de todos os dados...»
Sáb, 17/Mai/08
«Ler: Se o objectivo essencial da nova Guimarães não é exclusivamente financeiro, qual é a fronteira entre o sucesso do projecto e o falhanço?A indiferença. O projecto da Guimarães pode considerar-se falhado se as pessoas ficarem indiferentes, independentemente dos números. Há duas formas de falhar. Uma delas tem a ver com a situação do ponto de vista económico, face ao esforço de investimento que está a ser feito e que vai ser feito, se não houver um retorno mínimo que assegure a sustentabilidade do projecto. Eu só quero assegurar a auto-sustentabilidade da Guimarães e parece-me que não é bom princípio a editora depender da boa-vontade ou da capacidade do accionista. A outra forma de falhar tem a ver com a indiferença. A indiferença é fatal.
(...)
Se eu tivesse de publicar um título que fosse um best-seller em todas as estações de serviço, eu consideraria que tinha falhado. Falhar seria não criar valor acrescentado para a cultura portuguesa. Somos uma casa de cultura. Falharíamos se não conseguíssemos trazer valor acrescentado para a cultura portuguesa, mesmo se fosse um sucesso do ponto de vista económico.
»Ler, nº69, Maio 2008, p.47. Entrevista conduzida por Francisco José Viegas.
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Relembramos que se encontram abertas as inscrições para o
Curso de Direitos de Autor, conduzido por
Miguel Valverde. Mais informações
aqui.
Qui, 15/Mai/08
Qui, 15/Mai/08
Os anteriores negócios levados a cabo pelo Grupo LeYa foram todos feitos com a maior das discrições (a compra da Dom Quixote foi feita numa altura em que, ressacados do bolo-rei, os agentes do mercado já só pensavam no champagne e nas passas). Há dois dias foi anunciado um contrato-promessa de aquisição do grupo Explorer Investments por parte da LeYa. Contrato-promessa não é uma venda. Há uma mudança de termos e da postura do grupo LeYa face a novas aquisições. Um grupo que costumava ser sigiloso e cuidadoso na sua actuação, decide avançar ao mercado que há um contrato-promessa.
Duas questões, sem resposta para já:
- Irá de facto a venda da Explorer Investments à LeYa efectivar-se?
- Haverá alguma estratégia subliminar da LeYa apenas com a intenção de forçar parceiros e adversários, numa altura que, já se esperava, de clima de tensão (Feira do livro)?
(pf)
PS: O
post referente às reacções da blogosfera à situação da feira do livro continua em actualização.
Qui, 15/Mai/08
«o melhor da aquisição do grupo oficina do livro pela leya é que se abre todo um manancial de hipóteses para romances de fusão. parece que já estou a ver o lançamento de "que farei quando tudo arde? sei lá!" na feira do livro versão 2009, com tendas à cirque du soleil, néons e baldes de pipocas. até o falo do cargaleiro vai esguichar de contentamento.»
No
Irmão Lúcia.
Qua, 14/Mai/08
Qua, 14/Mai/08
«Sobrará, como sempre, para os mais pequenos. Tendo que ceder na percentagem de uns, os números terão que ser compostos com aumentos nos descontos dos outros. Vivendo, como vive o Sr. Isaías, convencido que é o maior, as pequenas livrarias de nada lhe valem e não serão alternativa para a rotação dos seus livros - perante a dificuldade, compra-se, e talvez existam redes livreiras por aí, disponíveis, a serem compradas em breve. Será, prevê-se, uma negócio em circuito fechado. Avançou-se com a criação de grupos editoriais e talvez se tenha esquecido que Portugal e todas as suas editoras poderiam ser apenas um grupo, que mesmo assim seria um grupinho dos pequenos, a nível europeu. Esperar que o grupinho funcione só por si, é esperar demais, ainda por cima quando se tratam de aventureiros do papel, que julgam que tudo se vende e compra, independentemente do que vem dentro do embrulho.»
Aqui, a opinião de Luis Cristóvão sobre o grupo LeYa.
Qua, 14/Mai/08
«A ideia da concentração editorial não me agrada. A notícia de ontem não foi por isso recebida com agrado. Haverá romantismo e uma ideologia a presidir às minhas convicções. Tentarei, por isso, confrontar argumentos.»
Uma opinião da Sara Figueiredo Costa para ler
aqui.
Ter, 13/Mai/08
Ter, 13/Mai/08
«Não está em causa o direito de os editores mudarem o formato da feira, nem de lutarem por fazer passar as suas posições sobre o tema. Mas talvez esteja em causa uma outra coisa: o facto de o dinheiro comprar muito mais do que um espaço, o direito de fazer o que nos passar pela cabeça sem cumprir as regras que foram estabelecidas previamente (e previamente ignoradas - inclusive nos espaços onde as próprias regras se discutiram - por quem tem o dito dinheiro).
Para o ano, não vale a pena discutir se o Parque Eduardo VII é entregue à APEL ou à UEP, que talvez acabassem por se entender se a Leya não tivesse aparecido entretanto (mas os 'ses', já se sabe, de pouco servem). O Paes do Amaral compra tudo, da rotunda do Marquês ao falo do Cargaleiro e instala uma mega-tenda, com vários corredores e muitas caixas registadoras. »
Sara Figueiredo Costa também reagiu às notícias do dia. Para ler
aqui.
Ter, 13/Mai/08
Transcrevemos o artigo de opinião de Francisco José Viegas no
blog da Ler.
«A compra, pelo grupo LeYa, das participações da Explorer Investments na área editorial, ou seja, aquilo que é conhecido como Grupo Oficina do Livro, constitui um marco na história da edição portuguesa. Nunca, até agora, um grupo económico e editorial conseguiu concentrar tantas marcas de edição, tantas empresas editoras outrora independentes, e ao mesmo tempo, deter um valor tão substancial em direitos de autores nacionais.
Essa concentração constitui, por si própria, uma mais-valia no mercado da edição. As «sinergias» e «energias» daí resultantes são um valor inestimável e importante. O grupo LeYa merece ser saudado pelas suas operações de aquisições e, de alguma maneira, distinguido pelo dinamismo que trouxe ao mercado editorial português. Tem, agora, responsabilidades acrescidas -- não apenas no capítulo da rendibilidade e da matéria financeira e económica, mas também no seu trato com autores e no capítulo da qualidade do seu trabalho. Com esta aquisição, incorporando o Grupo Oficina do Livro, incorpora também o know-how de editoras que mudaram o panorama editorial. António Lobato de Faria é um nome importante da edição portuguesa, para não mencionar o de Carlos Veiga Ferreira, que também já tinha sido associado à Oficina do Livro com a compra da Editorial Teorema. Tanto poder assim concentrado pode parecer perigoso. Certamente que o é. Mas é também uma garantia. E, se for perigoso, é-o sobretudo para o próprio grupo Leya, se não souber valorizar suficientemente a oportunidade histórica que tem entre mãos.»
Ter, 13/Mai/08
«...António Lobato Faria venderá a sua posição quando se encher de aturar prepotências e os autores serão tratados como mais uma peça da máquina de criar valor. A seu tempo, "por terem atingido o ponto em que não poderiam crescer mais" (palavras de Isaías Gomes Teixeira na Casa Fernando Pessoa há alguns meses), a Leya será vendida.
Parabéns à Explorer que conseguiu o negócio a que se tinha proposto. Nada contra quem tem uma posição clara e inequívoca. Cresceram a Oficina e a Casa das Letras (com o meritório trabalho do António, do João Gonçalves, da Marta Ramirez e do Marcelo Teixeira, entre outros) e venderam com margens certamente consideráveis. O que me irrita é a hipocrisia, só isso. Assumisse a Leya a sua vertente financeira - a única que tem - e eu não estaria aqui a criticar ninguém.»
Jorge Reis-Sá, sem papas na língua, deixa a sua opinião sobre os mais recentes acontecimentos no seu blog pessoal - Rua da Castela. Para ler
aqui.
Ter, 13/Mai/08
Deixamos aqui o comunicado da LeYa:
«A Leya e a Explorer Investments assinaram ontem o contrato-promessa de aquisição do Grupo Oficina do Livro, que integra as editoras Oficina do Livro, Casa das Letras, Teorema, Estrela Polar e Sebenta. ´
Com o objectivo de consolidar a Leya no mercado editorial nacional, reforçando a sua liderança em termos de volume de negócios, esta operação vai ao encontro da estratégia de criar um grupo com dimensão internacional no campo da Língua Portuguesa, garantindo que o pilar português da Leya apresente uma dimensão que lhe permita encontrar o necessário equilíbrio com o que se pretende que venha a ser o pilar brasileiro, a desenvolver.
Por outro lado, esta aquisição justifica-se pelo facto de o Grupo Oficina do Livro ser uma empresa muito rentável e com uma agressiva dinâmica editorial, de marketing e comercial. O Grupo Oficina do Livro é, ainda, uma empresa que dispõe de excelentes recursos humanos e de uma forte organização e posicionamento de mercado. Acresce, também, que ambas as empresas comungam de uma aposta estratégica de promoção dos autores de língua portuguesa.
A Leya manterá a identidade e independência editorial das editoras que integram o Grupo Oficina do Livro, à semelhança do que aconteceu com as restantes editoras do grupo Leya. A Direcção-geral do Grupo Oficina do Livro continuará a ser da responsabilidade de António Lobato de Faria, que tem vindo a desempenhar um trabalho notável no desenvolvimento daquelas editoras.
A Explorer Investments congratula-se com esta operação, que vem culminar todo o trabalho desenvolvido para transformar o Grupo Oficina do Livro no conjunto de editoras sólidas e de referência nacional que hoje representa e que contribuiu de forma decisiva para a sua valorização.»
Ter, 13/Mai/08
Em primeira mão, anunciamos que a LeYa adquiriu a Explorer Investments.
Estamos ainda a aguardar detalhes da transacção.
Adenda: O
Público também já publicou a novidade, num artigo de Isabel Coutinho e Ana Rita Faria...:
«Grupo Leya, de Miguel Pais do Amaral, vai adquirir os negócios editoriais da sociedade de capital de risco Explorer Investments.
Deste modo juntam-se às editoras do grupo Leya a Oficina do Livro, a Casa das Letras, Editorial Teorema, a Estrela Polar e a Sebenta. Do catálogo da Oficina do Livro fazem parte dois dos autores que mais vendem em Portugal, Miguel Sousa Tavares e Margarida Rebelo Pinto.
Em declarações ao PÚBLICO, o administrador da Explorer, Marco Lebre, adiantou que “já foi assinado o contrato de promessa de compra e venda” e que o processo de aquisição deverá ficar concluído até ao final do próximo mês.
Com a compra dos negócios editoriais da Explorer Investments, o Grupo Leya junta mais cinco editoras a um “império” editorial que começou a construir no ano passado, formado pela Dom Quixote, Caminho, Edições ASA, Texto Edições, Gailivro, Nova Gaia e ainda pela angolana Ndjira e moçambicana Nzila.»
Ter, 13/Mai/08
Luis Graça, na caixa de comentário do Blogtailors, avançou um jogo intitulado Leyapoly, que pretende apresentar à Majora. Pela sua pertinência, e por considerarmos que seria interessante fazer torneios com os administradores de algumas casas editoriais, deixamos aqui, em post, a informação avançada.
«
LEYAPOLY
Jogadores: de 2 a 222.
Material: Um tabuleiro adquirido na Festa dos Tabuleiros, em Tomar. Em alternativa, pode ser o tabuleiro da ponte Vasco da Gama.
Cartas: de aquisição, de fusão, de extinção da empresa, de despedimento de pessoal, de citações trocadas (por exemplo, Eça de Queiroz em vez de Camões).
Dados: viciados ou por viciar.
Início: depois de a pessoa com a conta mais gorda num banco de referência escolher se é a primeira a jogar ou determinar qual o jogador que joga, lançam-se os dados. Os restantes jogadores terão de fazer coro: "A César o que é de César, à Leya o que é da Leya, Alitalia Jacta Est".
Nas casas ímpares há bónus: "Vossa Sumidade não sabe quantos cantos têm os Lusíadas, mas o Morais é que percebia de cantos. Erga a sua taça das taças e salte por cima da Feira do Livro. Você acaba de adquirir a Texto Editora. Tem três jogadas para destruir todos os dicionários e adaptá-los ao acordo ortográfico".
Nas casas pares há penalizações: "Seu palhaço ignorante. Você devia ir para a cadeia, mas como tem conhecimentos, limita-se a perder uma editora da Leya --- à escolha --- e a ter de trabalhar de manhã na Relógio D'Água e à tarde na Cotovia. Se se portar mal pode ser obrigado a ler livros da Anita ao Manuel Rosa, em horário a determinar em Conselho Editorial da Assírio e Alvim".
Os baralhos de 120 cartas não terão Jokers, mas Lobo Antunes e Saramagos. Sempre que saia uma carta saramaga o jogador tem direito a um bónus-cervantes. Ou passa umas férias com tudo pago em Lanzarote, ou ganha uma prateleira para uma das suas editoras na papelaria da Assembleia da República.
Sempre que saia uma carta lobófila o jogador pode editar um manual do esplendor na editora dos outros jogadores, com os custos suportados por estes.
No final de três voltas ao tabuleiro, ganha o jogador que perceber menos de literatura.»
Seg, 12/Mai/08
Seg, 12/Mai/08
Recentemente, o grupo Planeta adquiriu a Editis. Apenas um exemplo do que, pelo mundo fora, vai acontecendo - seja no sector editorial ou não. Grupos que engolem outros grupos, integrando em si a estrutura do outro.
Já pensaram o que seria se, por exemplo, os grupos recém-formados começassem a fazer aquisições entre si? Por exemplo, o que seria se a Explorer fosse comprada pela LeYa?...
Seg, 12/Mai/08
«Há quem diga: se eu tivesse o dinheiro que ele tem depois da pública indemnização do BCP, também aumentava os ordenados, oferecia mais regalias aos funcionários, tratava os livros como livros. Nada mais falso. Ou acham que o Paes do Amaral não tem bem mais dinheiro que o Paulo Teixeira Pinto? (...) Tivesse sido a indústria do calçado a estar atomizada e com boa hipóteses de ganhos financeiros a curto prazo e neste momento Paes do Amaral era o maior sapateiro do país. Assim, infelizmente para quem verdadeiramente gosta de livros - como Paulo Teixeira Pinto - é o maior vendedor de papel com letras.»
Jorge Reis-Sá, editor das
Quasi, está de volta aos blogues. Ali, na
Rua da Castela.