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Seg, 18/Fev/13
Seg, 18/Fev/13

 

«Já no fim dos anos 80, surge a coleção dos dicionários bilingues, em colaboração com a Oxford e a Hachette. Eram obras que, na altura, faltavam no mercado?

Bom, a Porto Editora não diria que faziam falta, porque eles tinham dicionários. Eu é que achava que havia mercado para outros dicionários, e sobretudo associados aos nomes da Oxford e da Hachette. E havia. Dá muito trabalho, fazer um dicionário, mas funcionou muito bem. E os dicionários continuam a existir, mas não sei se os contratos se mantêm válidos atualmente.

 

Esses dicionários foram feitos por uma equipa da própria Verbo?

Sim, foi tudo interno, com uma equipa de linguistas, lexicógrafos, etc.

 

Na década de 90 destacam‑se a coleção universitária, em parceria com a Universidade Católica, e os CD‑ROM, uma coisa inovadora na altura.

Sim, mas com os CD‑ROM não acertámos muito. Fizemos umas coisas, em parceria com uma empresa dessa área, mas estava tudo muito no início, e nunca passámos de amadores. Porque naquela altura, mais até do que agora, passar além do amadorismo em que nós estivemos era muito caro. Hoje talvez já não seja tanto. E tudo aquilo que, naquela altura, pensámos que se iria aguentar e que iria dominar está ultrapassado, claro. Hoje, verdadeiramente, só temos a Porto Editora a fazer muita coisa nessa área.»

 

Excerto retirado das páginas 83 a 85 da obra.

 

O livro encontra-se disponível para encomenda através do e-mail encomendas@booktailors.com. O livro custa 10,80 euros, já com 10% de desconto e oferta de portes (válido para território nacional).


por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Ter, 18/Dez/12
Ter, 18/Dez/12

 

«Em 1972, a Ulisseia passa a integrar a Verbo.

Sim, comprámos a Ulisseia, que pertencia à casa Abel Pereira da Fonseca, depois de já ter passado por outras mãos na sequência da falência.

 

E foi a hipótese de a Verbo desenvolver a área da ficção, que estava por trabalhar.

Foi. Mas depois as coisas começaram a ser complicadas, porque os grandes autores mais recentes já estavam tomados e nós, durante muito tempo, também não demos a devida importância àquilo.

 

Mas editaram uma série de autores. Estou a lembrar‑me do Jack Kerouac…

Mas isso foi uma reedição, porque a Ulisseia tinha um fundo editorial magnífico quando a comprámos. E foi um fundo criado pelo Joaquim Figueiredo de Magalhães, um homem notável, um grande editor. O que eu não sabia e só descobri há pouco tempo é que o Joaquim Figueiredo de Magalhães foi casado com a Rosa Lobato de Faria, que ainda trabalhou na CrediVerbo. Ele faz a Ulisseia por volta dos anos 40, por aí, e não havia grande autor que não estivesse na Ulisseia. Aquele catálogo era espetacular. Claro que entretanto aquilo estoirou. O Joaquim Figueiredo de Magalhães era um ótimo editor, mas desconfio que era um mau gestor e não devia estar muito interessado em contas e valores, e tudo rebentou. Mas, enquanto não rebentou, a verdade é que ele criou um catálogo que nenhum editor daquela época conseguiu criar. Mesmo a Portugália, do Agostinho Fernandes, não tinha nada que se pudesse comparar com o que tinha a Ulisseia. O Kerouac, entre muitos outros, era dele, e agora imagine o que era publicar o Pela Estrada Fora naquela altura; era qualquer coisa. Era formidável. Nunca conheci o Figueiredo de Magalhães, mas tenho por ele a maior admiração e consideração como editor. E a verdade é que o dinheiro que demos pela Ulisseia, recuperámo‑lo em pouco tempo, porque com o que ele tinha de stock de todos esses grandes autores fizemos várias coleções que se venderam no crediário, encadernadas.»

 

Excerto retirado das páginas 74 e 75 da obra.


O livro encontra-se disponível para encomenda através do e-mail encomendas@booktailors.com. O livro custa 10,80 euros, já com 10% de desconto e oferta de portes (válido para território nacional).


por Booktailors às 09:00 | comentar | partilhar

Sex, 7/Dez/12
Sex, 7/Dez/12

 

A Booktailors disponibiliza para aquisição o recém-lançado Fernando Guedes: O decano dos editores portugueses, da autoria de Sara Figueiredo Costa, em conjunto com A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, pelo preço de 20 €.

 

Fernando Guedes: O decano dos editores portugueses é o primeiro título da coleção que a Booktailors inaugura agora e que tem como principal objetivo reunir os testemunhos de editores cujo percurso marcou o panorama editorial português ao longo das últimas décadas. Este é um livro que se destina a todos os que se interessam pela edição e não apenas a profissionais da área. O PVP da obra é de 12 €. Mais informações sobre a obra aqui.

 

A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, editado em 2009 pela Booktailors, é uma obra que aprofunda as grandes transformações que a cadeia de valor do livro tem vindo a sofrer. Esta obra destina-se a um público profissional ou especializado e tem um PVP de 18,99 €. Mais informações sobre o livro aqui.

 

Os interessados em adquirir ambos os livros poderão fazê-lo através do e-mail encomendas@booktailors.com, pelo preço total de 20 €, com portes incluídos (válido para território nacional).


por Booktailors às 13:00 | comentar | partilhar

Qui, 12/Abr/12
Qui, 12/Abr/12

 

Temos ainda disponível para aquisição O Papel e o Pixel, obra de José Afonso Furtado, editada pela Ariadne. Os interessados deverão enviar um e-mail para encomendas@booktailors.com.

 

A obra tem o PVP de 10 euros, aos quais se acrescentarão os portes de correio.


por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Ter, 10/Abr/12
Ter, 10/Abr/12

 

Temos ainda disponível para aquisição A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, obra de José Afonso Furtado, editada pela Booktailors em março de 2009, que aprofunda as grandes transformações que a cadeia de valor do livro tem vindo a sofrer.

 

Destinada a um público profissional ou especializado, bem como a todos os que se interessam pelos problemas que afetam o setor da edição e do livro, a obra tem um preço especial Blogtailors de 16,99 euros e pode ser encomendada através do endereço encomendas@booktailors.com.

 

Mais informações aqui.

 


por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Sex, 5/Ago/11
Sex, 5/Ago/11

Booktailors é caso de estudo em mestrado, trabalho elaborado por Catarina Amado de Freitas e Rita de Sousa Pedro. 


por Booktailors às 14:30 | comentar | partilhar

Seg, 1/Ago/11
Seg, 1/Ago/11

O suplemento Expresso Emprego apresentou a nossa empresa, este sábado passado, na secção Empreendedores.

 


por Booktailors às 16:00 | comentar | partilhar

Qui, 3/Fev/11
Qui, 3/Fev/11

 

A Booktailors irá comercializar a edição portuguesa de O Papel e o Pixel, de José Afonso Furtado (Ariadne). Os interessados em adquirir a obra poderão enviar um e-mail para encomendas@booktailors.com.

 

A obra tem o PVP de 10 euros, aos quais se acrescerão os portes de correio.

 

Relembramos que os interessados em adquirir A Edição de Livros e a Gestão Estratégica (edição Booktailors), do mesmo autor, poderão fazê-lo usando o mesmo e-mail.


por Booktailors às 14:30 | comentar | partilhar

Ter, 11/Mai/10
Ter, 11/Mai/10
«Hay que esperar que algún editor se lance a la aventura de publicarlo en castellano. El libro es muy interesante y, lo que es más importante, en castellano no hay nada ni mínimamente parecido, no es posible establecer una comparación con nada publicado aquí. En España no hay ningún libro que aplique al sector del libro todos los conceptos que el profesor Furtado analiza. Sencillamente imprescindible.» É desta forma que este blogue referencia o livro publicado pela Booktailors, em 2009.

A Booktailors agradece a referência.


por Booktailors às 13:00 | comentar | partilhar

Ter, 5/Jan/10
Ter, 5/Jan/10

Helena Vasconcelos, no seu blogue Comunidade de Leitores, classificou o livro de José Afonso Furtado, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, publicado pela Booktailors, como um dos livros de 2009. Aqui ficam os agradecimentos da Booktailors por tão ilustre distinção. Ver aqui.


por Booktailors às 10:00 | comentar | partilhar

Qua, 30/Dez/09
Qua, 30/Dez/09

O livro publicado pela Booktailors no início do ano, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, foi um dos escolhidos pelos jornalistas do Ípsilon, para a lista de 20 melhores livros de 2009. A escolha esteve a cargo de Eduardo Pitta, Gustavo Rubim, Isabel Coutinho, José Riço Direitinho, Luís Miguel Queirós, Maria da Conceição Caleiro e Rui Lagartinho. Da parte da Booktailors, aqui ficam os nossos agradecimentos aos jornalistas do Ípsilon.

Ler mais aqui e aqui.


por Booktailors às 16:12 | comentar | partilhar

Qua, 23/Dez/09
Qua, 23/Dez/09
Martín Gómez elenca no blogue el ojo fisgón as suas leituras preferidas do presente ano de 2009. Entre elas podemos encontrar A Edição de Livros e Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, publicado pela Booktailors. Muito honrados ficamos por fazer parte desta selecção. Ver aqui e aqui.


por Booktailors às 12:00 | comentar | partilhar

Seg, 10/Ago/09
Seg, 10/Ago/09
Mafalda Avelar disponibilizou no seu blogue livros à volta do mundo, uma versão mais extensa do artigo no jornal Expresso do passado sábado dia 25 de Julho (ver aqui). Mais uma vez, agradecemos a Mafalda Avelar a atenção disponibilizada à obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, publicada pela Booktailors no início do ano.


por Booktailors às 13:30 | comentar | partilhar

Seg, 3/Ago/09
Seg, 3/Ago/09
Apresentamos a digitalização do artigo de Mafalda Avelar (ver imagem abaixo), publicado no suplemento de Economia do jornal Expresso do passado sábado, sobre o livro da Booktailors, Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado.
Aqui ficam os nossos agradecimentos a Mafalda Avelar pelo destaque dado a esta primeira edição da Booktailors.

Ler no blogue de Mafalda Avelar, livros à volta do mundo.


por Booktailors às 16:30 | comentar | partilhar

Qui, 25/Jun/09
Qui, 25/Jun/09
Conforme noticiámos aqui, facultamos agora uma digitalização dessa entrevista na Visão a José Afonso Furtado, onde o autor apresenta a obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, publicada pela Booktailors.


por Booktailors às 16:00 | comentar | partilhar

Qui, 25/Jun/09
Pode ser lido a partir de hoje, na pág. 18 («Radar: Entrevista») da revista Visão, uma entrevista de Sara Belo Luís a José Afonso Furtado, para apresentação da obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, por nós publicada.

Para encomenda directa do livro, com 10% de desconto e oferta de portes de envio, enviar e-mail para: encomendas@booktailors.com.


por Booktailors às 11:33 | comentar | partilhar

Ter, 23/Jun/09
Ter, 23/Jun/09
A não perder, hoje, às 18h30, na sala 2, da Culturgest em Lisboa, a 3.ª conferência de José Afonso Furtado sobre o tema «Escrever, editar e ler na era digital».

A entrada é livre e faz parte do ciclo «O livro na era da sua reprodutibilidade digital».

José Afonso Furtado é um dos maiores especialistas nesta matéria, tendo publicado recentemente A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, que pode ser adquirido nas principais livrarias ou através deste e-mail: encomendas@booktailors.com.


por Booktailors às 12:20 | comentar | partilhar

Qui, 28/Mai/09
Qui, 28/Mai/09
No blogue Porta-Livros, Rui Azeredo entrevista José Afonso Furtado.

A ler aqui e aqui.


por Booktailors às 12:26 | comentar | partilhar

Qui, 14/Mai/09
Qui, 14/Mai/09
«Os conceitos de “edição de livros” e de “gestão estratégica” eram, até há não muitos anos, senão incompatíveis, pelo menos, dificilmente relacionáveis. Com o advento de novos formatos, e face a uma redefinição total do sector livreiro e do mercado em que este se insere, os editores vêem-se confrontados com a imperiosa necessidade de repensar estratégias. Esta é a sinopse do livro de José Afonso Furtado “A Edição de Livros e a Gestão Estratégica”, editado pela Booktailors, uma obra que conta com a parceria da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas e do Ministério da Cultura. Licenciado em Filosofia, o autor exerceu, entre 1987 e 1991, o cargo de presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura. Foi membro do Conselho Superior de Bibliotecas desde 1998 até à sua extinção, em 2007. É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura. Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1992, é também docente do curso de pós-graduação em “Edição – Livros e Novos Suportes Digitais”, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Autor de vários artigos e separatas, publicou obras como: “O Que é o Livro” (Difusão Cultural, Lisboa, 1995), “Os Livros e as Leituras: Novas Ecologias da Informação” (Livros e Leituras, Lisboa, 2000) e “O Papel e o Pixel: Do Impresso ao Digital – Continuidades e transformações” (Ariadne Editora, 2007).
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Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blogue: Curso de Comunicação Editorial com Jornalistas - João Pombeiro (Editor da LER), Curso de Marketing do Livro, pelos Booktailors.


por Booktailors às 09:00 | comentar | partilhar

Seg, 11/Mai/09
Seg, 11/Mai/09
Lúcia Crespo publicou no Jornal de Negócios (páginas 4 a 9) um extenso dossiê dedicado ao sector do livro, no qual faz referência à obra de José Afonso Furtado, publicado pela Booktailors.

Pela sua pertinência, deixamos aqui o dossiê, agradecendo a disponibilização do mesmo. As várias peças serão disponibilizadas em posts separados para mais fácil leitura.

«A era dos eBooks está aí para agradar uns e desalentar outros [Lúcia Crespo, Jornal de Negócios de 04.05.2009]

Um livro como “mero” conteúdo digital? E o toque, o cheiro? A economia do livro está a mudar com a crescente utilização de um dispositivo pouco maior que uma mão e que armazena milhares de obras. Para já, as editoras melhor preparadas são as de literatura científica. A ficção é mais resistente, especialmente em Portugal.

José Afonso Furtado, director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, agarra num pequeno computador de mão. É um “Rocket eBook”,um dos primeiros leitores de livros digitais, lançado em 1998. Já não funciona, morreu. Um pico de corrente destruiu-lhe o fio de alimentação. A sua produção foi descontinuada. “As obras que lá tinha, porlá ficaram”, diz o dono daquele pequeno ecrã negro. Problemas tecnológicos. A revolução, a dos dispositivos dedicados de leitura, ainda vai no adro. Está na infância.

Por cá, são poucos os que compram Kindles 2, os novos leitores da Amazon.com. “Um Kindle custa perto de 300 euros. Quantas pessoas no País gastam este valor em livros num ano inteiro? É pouco provável encontrar mercados de massa para os ‘eBooks’ em Portugal. Não basta criar excelentes produtos e digitalizar ‘best-sellers’. As tecnologias têm que ser adaptadas e adoptadas”.

Esta é a convicção de José Afonso Furtado, também professor da pós-graduação em “Edição, Livros e Novos Suportes Digitais”, da Universidade Católica. Ainda que os leitores dedicados de livros digitais sejam de tenra idade, avizinha-se e já se assiste a um grande giro no modelo de negócio editorial. Portugal e as suas editoras têm de se preparar, alerta este homem que, mais do que usar a palavra livro, prefere adoptar a expressão “conteúdos digitais”.

De uma economia de produto para uma economia de serviço

“Livros que se transformam em meros conteúdos? E o cheiro, o toque, o folhear?”, pergunta Rosa Lobato Faria. “Um livro é tudo o que o envolve”, defende a escritora. “Uma obra minha digital? ‘Not in my lifetime!”, atira Miguel Sousa Tavares. Outros autores abraçam o virtual. “Ler ficção num ‘eBook reader’ é agradável. Os ‘portugas’ é que acham que o que fazem por mero hábito está certo por direito divino”, diz Rui Zink. “As editoras não estão preparadas. Nem sequer para o audiolivro, que existe há mais de 30 anos! E os autores estão-se nas tintas, querem é ser lidos e, se possível, enriquecer em nome da Paz & da Cultura”.

Há quem discorde, como Paulo Querido, jornalista “freelancer” e consultor em tecnologias de informação. “Publicam-se ‘eBooks’ em Portugal desde os anos 90. Eu próprio tenho títulos com edição em “eBook”. Cada ‘camada’ de gente que chega à rede acha que é pioneira a fazer o que quer que seja. Foi assim com o livro de Edson Athayde (“O Endireita”) anunciado como um formato novo. Puro ‘marketing’”.

Em termos de editoras, José Afonso Furtado engelha o nariz. “Só vejo a Centro Atlântico e grandes grupos como Leya e Porto Editora”. Os grandes grupos não responderam às questões do Negócios, a Centro Atlântico sim.“Vendemos uma centena de ‘eBooks’ desde 1999, mas somos uma editora vocacionada para livros técnicos, cujo público alvo está mais desperto”, salienta o director, Libório Manuel Silva.

José Afonso Furtado diz que os editores mais atentos perceberam que o seu activo principal não é um livro, mas uma base de dados com activos digitais. “A partir daí criam se diversos produtos, como um livro. A cadeia de valor move-se de um negócio com bens físicos para um negócio de serviços virtuais. Trata-se de vender o uso de um produto e não o próprio produto”.

Os grupos mais avançados no terreno digital são as grandes editoras mundiais de literatura científica, como a Reed Elseviere Wolters Kluwer.“ Investiram loucuras na digitalização de activos e integraram-nos em base de dados onde podem ser recuperados de várias formas”.

A partir daqui existem vários modelos de negócio possíveis.“ Precisava de ler um artigo da‘Harvard Business Review’. O preço de um texto era quase igual ao da assinatura da revista...”, aponta. “Outras vezes, pago para aceder a um artigo num dado período de tempo”, conta.

É o mecanismo “pay-per-use” que permite o acesso a fragmentos de informação. “De uma economia de compra e venda passamos a um modelo de licença. Há uma alteração dos modelos de fixação de preços. Até agora, a maioria da informação tem sido paga com base mais no uso potencial do que no efectivo”.

Mas, cuidado, as pessoas pagam se tiverem um valor acrescentado. José Afonso Furtado considera que a área da ficção é naturalmente mais resistente a estes modelos de “pay-per-view”. “Romances e ensaios exigem leitura sequencial no tempo, tornando-se mais difícil subdividir o produto em componentes”.

IDEIAS-CHAVE

1 ECONOMIA DE SERVIÇ0
A cadeia de valor move-se de um negócio com bens físicos e tangíveis para um negócio de serviços electrónicos e virtuais. Trata-se de vender o uso de um produto em vez do próprio produto.

2 CONTEÚDO GRANULAR
É a compra de fragmentos de informação, apenas aquela que o consumidor necessita. Introduz-se o mecanismo “pay-peruse”. De uma economia de compra e venda passa-se ao modelo de licença.

3 A GERAÇÃO “IM”
A geração “iM” (do inglês “I am” e “Instant Messaging”) exige acesso rápido e de qualquer ponto 24 horas por dia. “Assistimos a uma aceleração do quotidiano e menor capacidade de concentração. As pessoas procuram informação intempestiva e apenas aquela de que necessitam”, salienta José Afonso Furtado.»


por Booktailors às 11:00 | comentar | partilhar

Qui, 7/Mai/09
Qui, 7/Mai/09
Agradecemos a Martín Gomez a referência ao livro de José Afonso Furtado no seu blog. Votos de boa leitura.


por Booktailors às 16:00 | comentar | partilhar

Qua, 6/Mai/09
Qua, 6/Mai/09
Agradecemos a Sérgio Almeida a peça publicada no Jornal de Notícias, referente à obra de José Afonso Furtado (edição Booktailors).


por Booktailors às 16:05 | comentar | partilhar

Seg, 4/Mai/09
Seg, 4/Mai/09
Agradecemos à revista LER e a Fernando Sobral a recensão à obra de José Afonso Furtado, por nós publicada.


por Booktailors às 10:45 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Seg, 4/Mai/09
«A palavra concentração já não chega para caracterizar o mercado editorial. "Sobreconcentração" é a expressão adoptada por José Afonso Furtado, autor do livro "A Edição de Livros e a Gestão Estratégica". "Não se trata apenas da agregação de casas editoriais com catálogos complementares. Hoje verificamos diferentes tipos de concentração dentro dos mesmos grupos". »

O Jornal de Negócios publica hoje duas peças dedicadas ao mercado do livro português que contam com os testemunhos do nosso autor José Afonso Furtado. Ver aqui e aqui. Os artigos na integra apenas estão disponíveis na edição em papel.


por Booktailors às 10:15 | comentar | partilhar

Qua, 29/Abr/09
Qua, 29/Abr/09

Aqui fica o nosso agradecimento ao destaque dado na Loja das Quasi, ao livro do Prof. José Afonso Furtado, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica.


por Booktailors às 16:00 | comentar | partilhar

Seg, 13/Abr/09
Seg, 13/Abr/09
O JL n.º1005, actualmente nas bancas, contém um texto de Vasco Teixeira. O administrador da Porto Editora, a propósito da obra de José Afonso Furtado, apresenta um cenário do actual sector editorial.
Este texto pode ser lido aqui.


por Booktailors às 09:30 | comentar | partilhar

Qui, 9/Abr/09
Qui, 9/Abr/09
Aqui, já podem ouvir a entrevista dada por José Afonso Furtado ao programa «A Força das Coisas», a propósito da obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado. Edição Booktailors.

O programa foi para o ar no passado sábado, pelas 16h.

Agradecemos novamente a Luís Caetano o interesse demonstrado, gesto que estendemos a toda a produção do programa.


por Booktailors às 09:00 | comentar | partilhar

Qua, 8/Abr/09
Qua, 8/Abr/09
José Afonso Furtado foi o convidado da edição de 2 de abril da secção Radar, Revista VISÃO, na qual uma personalidade aponta as boas e más notícias da semana.

Agradecemos à VISÃO a atenção manifestada.


por Booktailors às 13:00 | comentar | partilhar

Qua, 8/Abr/09
UM LIVRO QUE ABRE O DEBATE SOBRE O FUTURO DO LIVRO EM PORTUGAL (*),
por Vasco Teixeira (**)

Já está nas livrarias o mais recente trabalho de José Afonso Furtado: A Edição de Livros e a Gestão Estratégica. É um livro obrigatório para todos os que acompanham e trabalham no sector editorial.

Trata-se de uma obra de grande fôlego, exaustiva, que concilia a análise teórica com uma abordagem prática do tema, aspecto de grande importância para quem estuda ou quer reflectir sobre o sector da edição.

Há preocupação notória do autor em proporcionar uma obra actual e actualizada, isto é: actual, porque o sector editorial tem vivido transformações que o colocam como tema de interesse; e actualizada, porque, mesmo revisitando os últimos 50 anos deste sector, encontram-se facilmente informações e elementos com escassos meses.

Com um manancial de informação valiosíssima, onde se incluem modelos e instrumentos de análise estratégica, este livro não se dedica «apenas» a analisar os problemas que vivemos, antes desafia o leitor a perspectivar o futuro. Também por isso, José Afonso Furtado merece ser saudado por contribuir para o urgente debate sobre a actual situação do sector do livro em Portugal.

Nesse contexto, entendo que nos devemos debruçar na revolução mais ou menos silenciosa que o retalho tem vivido nas últimas duas décadas, para depois olharmos com atenção para o autêntico tornado que, nos últimos dois anos, assola o sector da edição.

Tudo começou em meados dos anos 80 do século passado, quando os livros começaram a ser comercializados nos hipermercados, fruto do aparecimento destas grandes superfícies comerciais. Na década seguinte, foram sendo construídos diversos centros comerciais, tendo sido então que apareceram as primeiras lojas FNAC ou o El Corte Inglês e que a rede de livrarias Bertrand cresceu aceleradamente.

Um pouco mais tarde, foram criadas as livrarias Almedina e as Bulhosa que, quando integradas no Grupo Civilização, assumiram a forma de rede de livrarias, com a compra e criação de outras unidades.

Não há qualquer dúvida de que a multiplicação dos pontos de venda de livros, muitos deles mais próximos dos consumidores quando estão disponíveis para a aquisição, impulsionou a venda de livros e aquilo a que alguém (não me recordo quem) se referiu como a «democratização do livro». Vendiam-se mais livros e em mais locais.

Tudo isto só foi possível graças à chamada Lei do Preço Fixo, publicada em 1996 e revista em 2000, de que José Afonso Furtado foi um dos pais, quando esteve no Ministério da Cultura. Sem esta Lei, porventura já um pouco antiquada mas ainda a desempenhar um papel vital no sector, não teríamos livros nas FNAC (ou não teríamos mesmo lojas FNAC) e a maioria das livrarias dos centros comercias (Bertrand e outras) sentiriam enormes dificuldades e, provavelmente, poucas sobreviveriam.

No entanto, a Lei do Preço Fixo não conseguiu proteger devidamente aqueles que motivaram a sua discussão e publicação – os livreiros independentes ou, como na altura eram conhecidos, simplesmente as livrarias.

As mudanças de paradigma a nível comercial, com enormes fluxos de consumidores atraídos para os hipermercados e centros comerciais, «secaram» as ruas de clientes e, as livrarias, como a maioria dos outros estabelecimentos comerciais tradicionais, perderam grande parte dos seus clientes.

Os horários de abertura, o estacionamento, a comodidade quando o tempo é de chuva, a atractividade dos centros, etc., constituem o conjunto de factores que, em maior ou menor grau, foi asfixiando a maioria das livrarias.

Sobreviveram as mais eficazes e as que encontraram ou mantiveram um nicho de clientes fiéis, mas, mesmo estas, com grandes dificuldades.

As referidas alterações no retalho do livro também tiveram grande impacto no sector da edição, nomeadamente nos prazos de pagamento, nas margens de desconto de comercialização e até nas estratégias editoriais e de marketing. A indústria editorial teve de se adaptar a todas estas mudanças, mas não foi fácil.

Com as crescentes dificuldades que daí surgiram, muitos editores ficaram vulneráveis e predispostos à alienação das suas empresas, criando a oportunidade de concentração no sector que o Eng.º Miguel Paes do Amaral soube aproveitar.

Em abono da verdade, a concentração no sector editorial começou em 2002, quando a Porto Editora adquiriu duas editoras: a Areal Editores e a Lisboa Editora. Na altura, só os mais atentos e os outros editores escolares prestaram atenção a esse movimento, mas a Porto Editora dava passos firmes para se assumir como o maior grupo editorial português.

Em 2006, antecedendo o tornado que referi atrás, a Porto Editora diversificou a sua actividade para a ficção, ao mesmo tempo que consolidava a sua presença no exterior, nomeadamente em África.

E, em 2007, dá-se a convulsão total.

O Grupo Bertelsmann, através da sua divisão Direct Group (detentora do Círculo de Leitores e da Temas e Debates) compra a Bertrand. Na realidade, a compra deu-se em 2006, mas o real impacto verificou-se em 2007.

Paes do Amaral compra a Texto Editores, a seguir a Caminho, a Gailivro, a NovaGaia, a ASA e, já no final de 2007, a D. Quixote, não conseguindo adquirir a Editorial Presença e a Gradiva.

Entretanto, um outro grupo de investidores financeiros, o fundo Explorer, tinha adquirido a Oficina do Livro, a Casa das Letras e a Sebenta, às quais, em 2007, se juntou a Teorema.

Em meados de 2008, o grupo de Paes do Amaral, já organizado como Grupo Leya, compra estas últimas editoras e fica com cerca de 34% da edição não escolar em Portugal e 31% da edição escolar, com uma facturação global ainda desconhecida.

Paralelamente, também no ano passado, rebenta a crise do sub-prime, seguida dos graves problemas no sistema financeiro mundial, com a falência ou nacionalização de alguns bancos em vários países. Daqui resulta que a maioria dos pequenos e médios editores que se mantinham independentes ficam sem acesso a crédito, o que lhes criou grandes dificuldades – as excepções serão, talvez, a Presença, a Gradiva e, eventualmente, qualquer outra de que me esteja a esquecer.

Ou seja: ainda que se verifique um ligeiro abrandamento na venda de livros (mas nada que se compare a outros sectores), o real problema do sector é financeiro.

A crónica debilidade do sector editorial resultante da anterior concentração do retalho, e que tanto facilitou a concentração da edição, operada em meses, está a contribuir para o asfixiamento das editoras mais vulneráveis em termos financeiros.

Tudo isto coincide num período em que se adivinham muitas mudanças para o sector.

Depois de quase 15 anos a falar de e-books, o mundo da edição não tem dúvidas de que a revolução digital está à porta do sector do livro.

Qual o impacto? Será totalmente disruptiva? E, nesse caso, daqui a quanto tempo?

Quais os modelos de negócio?

Qual o papel do retalho?

Qual o papel do direito de autor num mundo crescentemente digital?

As respostas a estas e a outras perguntas são diferentes conforme o interlocutor e, nalguns casos, são perturbadoras.

Num aspecto todos concordam: o digital está a chegar e vai mudar muita coisa.

Pessoalmente, acho que haverá um processo de sobreposição mais ou menos longo, em que o livro físico e o livro digital (ou os conteúdos digitais, melhor dizendo) conviverão num mercado que terá de se adaptar. Prevejo tempos muito difíceis, mas também muito estimulantes.

Mas há um tópico que é de extrema importância para o futuro próximo: a defesa da propriedade intelectual.

Esta é uma questão decisiva para o futuro de todos os que trabalham no sector do livro.

Todos, sem excepção, devem preocupar-se sobre esta matéria e procurar dar o seu contributo para evitar que atravessemos ainda maiores dificuldades. Devemos, por exemplo, olhar para o que se passou na indústria musical e aprender com os erros que foram cometidos nesse contexto.

É por tudo isto que o livro de José Afonso Furtado deve ser lido com atenção. A análise e a compreensão dos fenómenos que marcaram os últimos tempos são fundamentais para vencermos os desafios que o futuro nos coloca.

(*) Texto lido na apresentação da obra "A Edição de Livros e a Gestão Estratégica", de José Afonso Furtado (ver aqui), e que se encontra publicado na edição n.º 1005, do JL, nas bancas desde ontem.

(**) Vasco Teixeira, licenciado em Engenharia Civil, é administrador do Grupo Porto Editora. É membro da Comissão do Livro Escolar da APEL.


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Ter, 7/Abr/09
Ter, 7/Abr/09

Agradecemos à Almedina do Arrábida Shopping o destaque que está a dar à obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado.


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Ter, 7/Abr/09

Agradecemos a João Morales e à revista «Os meus Livros» o destaque de página inteira dado à obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado (Booktailors, 2009).


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Seg, 6/Abr/09
Seg, 6/Abr/09
Agradecemos à revista LER a atenção dada à obra de José Afonso Furtado. Nota máxima ao autor.


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Sex, 3/Abr/09
Sex, 3/Abr/09
Este sábado, entre as 16:00 e as 18:00 não perca A Força das Coisas, de Luís Caetano, na Antena 2.

Esta sessão irá contar com a presença de Murilo Carvalho, autor de O Rasto do Jaguar, vencedor do Prémio LeYa e José Afonso Furtado, que irá conversar sobre o livro A Edição de Livros e a Gestão Estratégica.

Queremos agradecer a Luís Caetano e à Antena 2 o interesse manifestado por esta nossa obra.


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Seg, 30/Mar/09
Seg, 30/Mar/09
Um facing colocado nos destaques, na secção da não ficção.

Queremos agradecer ao El Corte Inglés pelo disponibilidade demonstrada em querer ter o livro de José Afonso Furtado no seu fundo.
-
Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blog.


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Seg, 30/Mar/09
Agradecemos a Claúdia Moura o destaque dado à obra de José Afonso Furtado, A Edição de livros e a Gestão Estratégica, na revista Notícias Magazine de ontem (distribuída conjuntamente pelo Diário de Notícias e pelo Jornal de Notícias).

Agradecemos ainda as simpáticas palavras da jornalista dirigidas a este blogue.


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Sex, 27/Mar/09
Sex, 27/Mar/09
Queremos agradecer à Fnac Norte Shopping o destaque dado ao livro do Prof. José Afonso Furtado, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica.


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Qua, 25/Mar/09
Qua, 25/Mar/09
Agradecemos a Chema García a referência no blogue Libros & Tecnología à obra de José Afonso Furtado. Aqui.


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Ter, 24/Mar/09
Ter, 24/Mar/09
Agradecemos a Txetxu Barandiarán, colega espanhol, pela referência no seu blogue à obra publicada pela Booktailors. Aqui.


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Seg, 23/Mar/09
Seg, 23/Mar/09
Sara Figueiredo disserta sobre o que será a leitura da obra de José Afonso Furtado, publicada pela Booktailors. Aqui.


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Seg, 23/Mar/09
O livro A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, estará à venda nas boas livrarias abaixo:

- Livrarias Almedina (Porto (aqui e aqui), Lisboa e Coimbra (aqui, aqui e aqui);
- Bertrand (Porto, Lisboa, Coimbra e Aveiro);
- Livraria Caixotim (Porto);
- Secção de livros do El Corte Inglés (Porto e Lisboa);
- Livrarias Escolar (Lisboa);
- FNAC (Porto, Lisboa, Coimbra);
- Livraria Guimarães (Lisboa: Chiado e Biblioteca Nacional);
- Livraria Index (Porto);
- Livraria Livrododia (Torres Novas);
- Livraria Loja 107 (Caldas da Rainha);
- Livraria Pára e Lê (Vila Praia de Âncora);
- Livraria Pó dos Livros (Lisboa);
- Loja das Quasi (Vila Nova de Famalicão).
- Livraria da Univ. de Aveiro (Aveiro);
- Livraria da Univ. Católica (Lisboa);
- Livraria e e-livraria Wook.pt (Porto e Internet);

Gostaríamos de reiterar o nosso convite a todos os livreiros interessados em comercializar esta obra, para contactar para: encomendas@booktailors.com


por Booktailors às 15:00 | comentar | partilhar

Seg, 23/Mar/09
Assim o diz Francisco José Viegas na sua coluna do Correio da Manhã, a propósito da obra 'A Edição de Livros e a Gestão Estratégica’, de José Afonso Furtado (Booktailors).


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Dom, 22/Mar/09
Dom, 22/Mar/09
... aos blogs que continuam a auxiliar-nos na divulgação da obra de José Afonso Furtado, nomeadamente:

- Publicidade para totós;
- Lisboa ideal;
- ao professor Rogério Santos, que colocou em permanência uma imagem da obra na barra lateral do blog;


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Dom, 22/Mar/09
Ainda que com muitos dias de atraso, o nosso obrigado ao Blog Oeiras a Ler pelo apoio na divulgação do lançamento da obra de José Afonso Furtado, lançado na passada quarta-feira, na Casa Fernando Pessoa. Aqui.


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Sex, 20/Mar/09
Sex, 20/Mar/09
A edição de hoje do Jornal de Negócios dedica a sua página 18 à análise do mercado editorial português. Para o efeito, parte das declarações do Engº Vasco Teixeira, administrador da Porto Editora, e de José Afonso Furtado, director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, por ocasião do lançamento da obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, que decorreu no passado dia 18 de Março na Casa Fernando Pessoa.

Ambas as personalidades destacam a necessidade de repensar a edição em termos estratégicos, única forma de as editoras, grandes grupos ou casas editoras de pequena dimensão, enfrentarem os novos desafios do sector, como seja a crescente importância dos conteúdos e novos suportes digitais. Isto mesmo salienta José Afonso Furtado, ao referir que «cada vez mais, ouviremos menos as pessoas a falar de livros e sim de conteúdos digitais».
Um outro desafio prende-se com o fenómeno de concentração a que se está a assistir no tecido editorial português, o que leva o Eng.º Vasco Teixeira a afirmar que «assistimos a uma revolução silenciosa nas últimas duas décadas e a um tornado nos últimos dois anos». Esta reestruturação do sector obrigará gestores e editores a repensarem a própria forma de ver o negócio da edição, até porque, segundo José Afonso Furtado, «os próprios gestores e economistas nunca souberam lidar bem com as especificidades da indústria editorial», na medida em que «o livro tem uma dupla vertente», visto tratar-se «de um bem material mas também espiritual».
Uma preocupação a que se juntam outras, como seja a constatação de que «o retalho está a asfixiar as editoras em termos financeiros», como destaca o administrador da Porto Editora.
Todas estas situações, constituindo-se por vezes em novos paradigmas, irão certamente contribuir para alterar os tradicionais modelos de cadeia de valor do livro.

Referência na edição online do Jornal de Negócios aqui.


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Qui, 19/Mar/09
Qui, 19/Mar/09
Agradecemos a Pedro Vieira a referência ao lançamento da obra «A edição de livros e a gestão estratégica», que ocorreu ontem na Casa Fernando Pessoa (18h30).


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Qui, 19/Mar/09
Agradecemos à revista LER a referência ao lançamento da obra de José Afonso Furtado (Edição Booktailors), ontem, na Casa Fernando Pessoa. Aqui.


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Qui, 19/Mar/09
Agradecemos a José Mário Silva a referência ao lançamento do livro de José Afonso Furtado, que decorreu ontem.


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Qui, 19/Mar/09
Foi desta forma (aparentemente simples) que o Eng.º Vasco Teixeira sintetizou a obra de José Afonso Furtado perante uma audiência de mais de 100 pessoas.

Abaixo a fotoreportagem:


por Booktailors às 14:30 | comentar | partilhar

Qui, 19/Mar/09
Agradecemos a todos aqueles que se deslocaram ontem à Casa Fernando Pessoa para o lançamento da obra "A Edição de Livros e a Gestão Estratégica", de José Afonso Furtado. De seguida, deixaremos aqui a fotoreportagem do evento, que contou com mais de 100 pessoas. Entre a nova geração e os históricos da edição portuguesa, não diremos que mais parecia uma partida no Aeroporto para Frankfurt, mas quase.


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Qua, 18/Mar/09
Qua, 18/Mar/09
Agradecemos a Carla Maia de Almeida, do Jardim Assombrado, e a Rui Azeredo do Porta Livros, a referência ao lançamento da obra de José Afonso Furtado, A edição de Livros e a Gestão Estratégica.

O lançamento decorrerá hoje, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa (Rua Coelho da Rocha, 16).

Apresentação da obra a cargo do Eng.º Vasco Teixeira.


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Qua, 18/Mar/09
Agradecemos ao Jornal de Letras Artes e Ideias a referência ao lançamento do novo livro de José Afonso Furtado, A edição de Livros e a Gestão Estratégica, publicado pela Booktailors: «A sessão é aguardada com muita expectativa, na medida em que reunirá dois nomes com grande influência no mundo da edição. O primeiro, pela atenção que tem dedicado enquanto investigador a esta área ao longo das últimas décadas, o segundo, pela importância que a própria Porto Editora tem no sector do livro. (...) Ao longo de cerca de 300 páginas, o director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian inventaria as transformações que a cadeia de valor do livro tem vindo a sofrer, apresentando algumas ideias e exemplos para se repensar a forma de produzir e comercializar livros. Entre outras, são analisadas as propostas teóricas de Michael Porter (as estratégias genéricas e o conceito de «cadeia de valor»), Paola Dubini (a publishing in the 21st Century Research Series), Carl Shapiro e Hal Varian (a economia da informação), Philip Evans e Thomas Wurster (o trade-off richness/reach) e John Seely Brown e John Hagel (o modelo push/pull).»


por Booktailors às 14:30 | comentar | partilhar

Qua, 18/Mar/09
O PNet Literatura dedica um grande destaque a José Afonso Furtado disponibilizando uma entrevista ao autor, excertos, bem como a menção ao lançamento da obra hoje, na Casa Fernando Pessoa, às 18h30. Apresentação a cargo do Eng.º Vasco Teixeira.

Excertos da entrevista abaixo:
«Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos.
(...)...diria que A Edição de Livros e a Gestão Estratégica reflecte um conjunto de temas que há muito me acompanham e que encontraram agora o tempo certo para se assumirem como livro. Se, até ao último quartel do século xx, era usual considerar a edição de livros como uma actividade eminentemente cultural, resistente a abordagens oriundas das disciplinas da Economia ou da Gestão, no final dos anos 80, essa situação tornou-se insustentável, e hoje, depois de mais de duas décadas de concentrações editoriais, de grandes operações de concentração e de globalização, e da entrada em força das tecnologias digitais no sector, já não é possível ignorar esses contributos no governo de uma casa editora. Sinteticamente, o livro passa em revista, num primeiro momento, alguns conceitos oriundos do mundo da gestão (estratégias genéricas, cadeia de valor, vantagem competitiva, recursos e capacidades…) e que, apesar de se terem vulgarizado, são muitas vezes utilizados incorrectamente ou, pelo menos com bastante ligeireza. Analisam-se ainda as diversas tentativas da sua aplicação ao sector editorial e livreiro a partir de meados da década de 1990. Num segundo momento, descrevem-se detidamente as transformações em curso, tanto a nível ambiental quanto, mais especificamente, no mundo da edição, e que levam a que muitas das tradicionais ferramentas de gestão não se encontrem já em condições de dar resposta às novas situações emergentes. Por fim, apresenta-se como paradigmático o modelo desenvolvido por Cinzia Parolini e Paola Dubini que se considera, por agora, o melhor preparado para entender a vantagem competitiva, a nova realidade dos sistemas de criação de valor e a rede de valor no sector da edição de livros.»



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Ter, 17/Mar/09
Ter, 17/Mar/09
Agradecemos a Sara Figueiredo Costa a referência ao livro de José Afonso Furtado, bem como ao lançamento que decorrerá amanhã na Casa Fernando Pessoa, a partir das 18h30.

Relembramos que o Eng.º Vasco Teixeira irá, além de apresentar a obra, traçar um retrato do mercado editorial português.


por Booktailors às 10:41 | comentar | partilhar

Seg, 16/Mar/09
Seg, 16/Mar/09
Agradecemos a toda a equipa do Câmara Clara a menção à obra de José Afonso Furtado, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica. Ontem, na TV2.

Relembramos que o lançamento desta obra decorrerá na próxima quarta-feira, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa. Vasco Teixeira (Porto Editora) apresentará a obra.


por Booktailors às 12:05 | comentar | partilhar

Seg, 16/Mar/09

Conforme noticiámos, o lançamento da obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado (edição Booktailors), decorrerá na próxima 4f, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa (Rua Coelho da Rocha, 16, em Campo de Ourique - Lisboa).

A par da apresentação da obra, o Eng.º Vasco Teixeira irá, simultaneamente, traçar um retrato do mercado editorial português.

Imperdível.


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Sex, 13/Mar/09
Sex, 13/Mar/09
Agradecemos a Isabel Coutinho a referência ao lançamento da obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado, publicado pela Booktailors. O lançamento decorrerá na próxima quarta-feira, dia 18, pelas 18h30, com apresentação a cargo do Engº Vasco Teixeira (Porto Editora).

Na imagem, a referência no site do PÚBLICO.

Aqui.


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Ter, 10/Mar/09
Ter, 10/Mar/09
Casa Fernando Pessoa, dia 18 de Março, pelas 18h30. Apresentação a cargo de Vasco Teixeira, da Porto Editora.


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Ter, 10/Mar/09

Agradecemos à LER o destaque dado à obra de José Afonso Furtado, publicada pela Booktailors.

Aqui.


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Sex, 6/Mar/09
Sex, 6/Mar/09
[Continuação]

Parolini irá, de seguida, procurar sublinhar as características essenciais e, sobretudo, as limitações e problemas do sistema de criação de valor da edição de livros tradicional. As fases iniciais da edição envolvem o desenvolvimento do conteúdo até à preparação das películas para impressão da obra. Este conjunto de actividades é levado a cabo com base na sensibilidade dos autores e na orientação dos editores. Com excepção de alguns produtos (como enciclopédias e obras publicadas em fascículos), é raro que seja feita uma análise preliminar de mercado para avaliar a aceitação do título (como se costuma dizer no sector, referem Parolini e Dubini, «o melhor estudo de mercado consiste em conseguir colocar os livros nas prateleiras das livrarias»). Uma vez desenvolvidos os conteúdos, segue-se a produção física do livro. As actividades de produção e as características dos canais de distribuição tradicionais levam a que os editores tendam a produzir um número mínimo de exemplares (cerca de 1500 a 2000), ainda que o mercado potencial seja limitado ou muito incerto. Este comportamento deve-se, em parte, às características da tecnologia de impressão tradicional (que implica custos unitários muito elevados no caso de tiragens limitadas) e, também, à fragmentação do sistema de distribuição: para que um ou dois exemplares cheguem a um número significativo de livrarias torna-se necessária uma tiragem com um mínimo de dimensão. Após a impressão, os livros podem ser distribuídos através de canais muito diferentes e que não se excluem entre si. Mesmo nos casos mais simples, o livro pode passar pelo editor e por um distribuidor (nacional ou internacional) ou grossista antes de chegar ao ponto de venda. Se bem que este modo de operar seja necessário para garantir uma boa cobertura do território, são evidentes as deseconomias e a complexidade ligadas a tantos pontos intermédios. Naturalmente, as ineficiências do sistema de distribuição são agravadas pelo considerável fluxo de devoluções.

Esta descrição do sistema de criação de valor na edição de livros não ficaria completa se não incluísse o papel e as actividades do consumidor final, que, na edição tradicional, é assaz articulado e diferenciado. De facto, para além de concentrarem em si a actividade de leitura, os consumidores estão também envolvidos em actividades de recolha e selecção de informação, o que pode ser bastante oneroso em virtude da incapacidade do sistema em fornecer informação adequada para além daquela que é disponibilizada pelo exemplar físico do livro. Apenas no caso de livros que apresentam fortes potencialidades de mercado os editores e distribuidores podem desenvolver uma actividade de apoio publicitário e promocional através de jornais, revistas, organização de eventos e, mais raramente, rádio e televisão. Neste contexto, a difusão da informação é, sobretudo, transmitida entre os consumidores, e o «word of mouth» representa, de longe, o método mais eficaz. Outra das actividades desenvolvidas pelos consumidores é a prática da fotocópia. Este fenómeno (e a consequente ausência de remuneração das actividades desenvolvidas ao longo de toda a cadeia da edição) preocupa muito seriamente editores e autores. Embora as casa editoras se tentem opor, por todos os meios, a esta acção ilegal, para Dubini e Parolini não se pode negar que é o seu próprio modo de operar que leva, em boa medida, os consumidores a realizá-lo. Os livros são fotocopiados não apenas para economizar nos custos de aquisição, mas também pelas dificuldades em encontrar o próprio livro (se estiver esgotado, não for encontrado ou se só o for após um longo tempo de espera para o consumidor), ou porque o leitor só está interessado numa pequena parte da obra. Assim, em alguns casos, a fotocópia pode ser a única alternativa; noutros, a compra é possível mas demasiado cara em relação às reais necessidades do leitor (Dubini e Parolini, 1999: 95; Parolini, 1999: 191).

In capítulo 6, «A vantagem competitiva e os novos sistemas de criação de valor», pp. 283-284.

Para encomendar o livro, a preço-blog (16,99 euros, 10% de desconto e oferta de portes), envie um e-mail para encomendas@booktailors.com


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Qui, 5/Mar/09
Qui, 5/Mar/09
[Continuação]

À medida que o workflow da produção se foi tornando cada vez mais baseado em ficheiros (file-based), os responsáveis pela produção ganharam progressiva consciência da necessidade de desenvolver métodos seguros e fiáveis para armazenar os seus ficheiros digitais. Outro factor contribuiu para que, no final da década de 1990, as casas editoras sentissem essa necessidade como imperiosa: a especulação sobre os e-books começava a ganhar uma aparente consistência e os e-book vendors começavam a bater à sua porta, procurando por conteúdos e, inclusivamente, estando dispostos a pagar o custo da conversão do impresso para o digital. Os editores perceberam rapidamente dois pontos: que os seus conteúdos eram um activo que podia ser explorado de diversos modos, e não apenas sob o formato tradicional de livro impresso; em segundo lugar, que esse conteúdo — os dados que eram o resultado do processo do workflow digital — eram um activo que necessitava de ser gerido. Como refere Mike Shatzkin, começam a proliferar as oportunidades para usar conteúdo digital: «Desde o sucesso do iPod que se observou que o dispositivo podia acolher ficheiros PDF e que o ecrã poderia ser duas vezes maior. Também o MySpace despertou o interesse dos editores pelas suas possibilidades no domínio do web marketing. E, embora nenhum modelo de negócio para o «e-conteúdo» tenha conseguido implantar-se no espaço do consumidor, ninguém se quer arriscar a perder o tempo certo para a mudança do impresso para o digital.» Por outro lado, verifica-se que há fórmulas a funcionar noutros contextos, como aluguer, assinatura ou pagamento por página visionada, bem como que o «papel electrónico» e dispositivos que o utilizam começam a surgir. Ora, «cada novo dispositivo de leitura pode, potencialmente, gerar um novo formato ou um novo desafio em termos de gestão de direitos digitais. […] É evidente que a própria gestão de conteúdo é, em grande medida, um novo território: diversos editores estão já a entre­gar ficheiros digitais aos seus impressores, embora ao nível mais simples (uma “imagem” de cada página). Assim, os editores viram-se forçados a gerir os seus metadados e a distribuí-los através da cadeia de abaste-cimento» (Shatzkin, 2007).

A chave estava em «tratar esses dados, e não os livros impressos que se encontravam no armazém, como um activo». Isto não signi­fica que os livros não sejam um activo, mas os dados também o são e têm maior valor. Dependendo do formato em que os dados estavam arquivados, o editor «pode ser capaz de gerar novos fluxos de receitas através de, por exemplo, licenciamento do conteúdo para bibliotecas virtuais, e-book vendors ou outras partes interessadas. Assim, se os editores conseguissem desenvolver um modo seguro e confiável de armazenar os seus conteúdos num formato digital apropriado, teriam maior controlo sobre o seu activo nuclear (core asset) e seriam capazes de o tornar disponível de diversas maneiras, consoante as oportunidades que se apresentassem» (Thompson, 2005: 412). Assim, a tarefa de desenvolver um sistema integrado de gestão de conteúdos tornou-se decisiva.

Parece pacífico que a expressão «gestão de conteúdos digitais» (Digital Content Management, ou DCM) terá surgido no final dos anos 90 e que a tecnologia que requer começa agora a revelar suficiente amadurecimento para que os editores se interessem por ela e pelo modo como pode ser implementada. Para além das editoras, também as empresas de consultoria nesta área há já algum tempo começaram a introduzir este e outros conceitos nos seus documentos. Já vimos ante­riormente que ele surge em 2003, no Relatório da PIRA International; mas também, por exemplo, a VISTA Computer Services iniciou uma nova série de reports sobre as tendências relacionadas com a gestão e exploração de activos editoriais (publishing assets), sob a designação genérica de Managing and Exploiting Publishing Assets, e a Klopotek tem trabalhado nesse sentido com a Rightscom (de Mark Bide) e a The Idea Logical Company (cujo CEO é Mike Shatzkin), tendo publicado o white paper «Digital Asset Distribution for Book Publishers: An emerging infrastructure».

Parece assim verificar-se um hype de oportunidade para todas as coisas «e», que deu origem a um debate alargado sobre como os editores, ou os detentores de conteúdo, poderiam beneficiar do mundo da edição electrónica: o termo genérico que veio a ser adaptado foi o de cross-media publishing — a produção de produtos multimédia para distribuição através de diversos canais para as emergentes populações de consumidores. A edição começaria a ser um processo em que múltiplos produtos seriam construídos, por vezes em simultâneo, maximizando o valor do mesmo conteúdo através da sua reutilização ou repurposing. Para isso, o conteúdo publicado necessitaria de ser desa-gregado em unidades granulares de texto, imagens e outros tipos de conteúdo, devendo depois ser armazenado, independentemente da sua apresentação em página impressa, de modo a potenciar a criação efectiva de novos produtos (Ryden, 2007: 3). As conferências dos Seybold Seminars constituíram um fórum de discussão sobre todas as questões relacionadas com a DCM, tendo-se defendido que esta forneceria o suporte para quatro perspectivas estratégicas:
› Potenciar o cross-media publishing;
› Controlar os activos nucleares;
› Garantir eficiência no workflow;
› Compreender e servir melhor os consumidores.

</span>[Continua]

Retirado das páginas 234-237, capítulo 5, «Transformações no sector da edição de livros».

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Qua, 4/Mar/09
Qua, 4/Mar/09
Agradecemos a Sara Figueiredo Costa, no seu Cadeirão Voltaire, a referência à obra de José Afonso Furtado, A edição de Livros e a Gestão Estratégica, publicado pela Booktailors. Aqui.


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Qua, 4/Mar/09
[Continuação]

Martyn Daniels referiu recentemente que a edição é uma «indústria complexa e diversa. Por vezes, argumenta-se que, na verdade, se trata de diversas indústrias que apenas se juntaram graças a um formato comum, o livro.» Essas indústrias estariam agora a divergir em virtude de oportunidades como PoD e digitalização (e-books). Há quem considere que isso «anuncia o fim do editor e do retalhista generalistas e promove os especialistas, quer em termos de desenvolvimento de conteúdos e direitos e sua venda ao canal, quer em termos do consumidor final. Outros poderão vasculhar os diferentes modelos de edição e tentar prever os que virão a falhar ou a ter sucesso. Mas a edição é, e continuará a ser, diversa e complexa e a única coisa de que pode-mos estar certos é que não existem soluções mágicas e que o futuro não é binário» (Daniels, 2008). Verifica-se, portanto, que o sector da edição não foi imune, como seria de calcular, às mudanças ambientais, e que também ele se encontra em fase de mudança e de incerteza. Tenta-remos, pois, identificar algumas das alterações entretanto ocorridas, que colocam sérias questões ao negócio tradicional.

Valerá assim a pena observar, ainda que brevemente, o estudo The EU Publishing Industry: An assessment of competitiveness, elaborado para a Comissão Europeia pela PIRA International em 2003. O relatório tinha um âmbito alargado, pois destinava-se a examinar a competitividade dos sectores da edição de livros, revistas científicas e académicas, jornais, manuais e guias e revistas em geral, entendidas no seu todo como a indústria da edição (que também virá, ao longo do trabalho, a ser designada como indústria de conteúdos). Dividido em duas partes, a primeira consistia numa avaliação da actual posição competitiva das indústrias da edição na União Europeia, enquanto a segunda se preocupava com os factores que viriam a ser relevantes para determinar a futura competitividade da indústria.

Para o que aqui nos importa, encontramos de imediato uma posição muito clara:

«Para tentar descrever as indústrias de conteúdos, as “value and supply networks” são um instrumento mais apropriado do que as convencionais “cadeias de valor” para analisar as relações complexas entre actividades, criação de valor, tecnologias de desenvolvimento e os diferentes agentes económicos que existem nessas indústrias. As empresas de criação de con­teúdos e de distribuição têm agora muito mais oportunidades para a exploração do conteúdo graças aos avanços tecnológicos.» (PIRA International, 2003: 6)

Reconhece-se, assim, que as variáveis de contexto tornaram cada vez mais difícil adaptar as estruturas das indústrias dos média e dos conteúdos à forma da cadeia de valor tradicional e propõe-se um novo framework, as análises da rede de valor e supply-network-based, para abarcar a complexidade das empresas comerciais e das iniciativas e relações que as suportam. Trata-se, na realidade, de seguir a abordagem de Normann e Ramirez (1994), que analisam os «sistemas de criação de valor» em que uma «constelação de agentes trabalham em conjunto para “co-produzir” valor», como veremos mais adiante. Esta abordagem permite aos players já estabelecidos e aos novos agentes identificar o modo como os fornecedores, parceiros de negócio, aliados e consumidores podem ser coreografados para desenvolverem novas propostas de valor.

É certo que as indústrias de conteúdos foram tradicionalmente caracterizadas como cadeias de valor e de abastecimento lineares e são, com frequência, fortemente integradas. Mas a «proliferação de dispositivos por parte do consumidor e o aparecimento de redes “abertas” de elevada capacidade abriram caminho para relações mais complexas e permitiram às empresas, particularmente às envolvidas na criação e distribuição de conteúdos, disporem agora de mais hipóteses de exploração do conteúdo». Assim, onde a cadeia de valor sublinhava as oportunidades de desintermediação, a análise das redes de valor e de abastecimento aponta para a criação de novos intermediários, combinando recursos, activos e conhecimento e informação significativos de uma variedade de organizações, para criar novas propostas de valor e para servir como ponto de foco para novas relações com o consumidor. As redes de valor mostram como diferentes tipos de conteúdo são cada vez mais utilizados pelos serviços digitais.

[Continua]

Retirado das páginas 219-221: capítulo 5, «Transformações no sector da edição de livros».

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Ter, 3/Mar/09
Ter, 3/Mar/09

[Continuação]

Assim, no capítulo 1, procura traçar-se um panorama breve da emergência da gestão e da sua evolução até ao domínio da corrente do planeamento estratégico, com especial atenção às figuras de Alfred Chandler, H. Igor Ansoff e Kenneth R. Andrews. Aborda-se ainda, de uma forma um pouco mais detalhada, a análise SWOT, que, muito embora tenha aqui a sua origem, é uma ferramenta de diagnóstico estratégico ainda hoje vulgarmente utilizada.

No capítulo seguinte, estabelece-se a relação entre a gestão estra-tégica e a vantagem competitiva, elucidando as diferentes aborda-gens conceptuais de que será objecto. São assim identificadas duas perspectivas: as que consideram a vantagem competitiva como um atributo de posicionamento, exterior à organização, derivado da estru­tura da indústria, da dinâmica da concorrência e do mercado; e as que entendem a performance superior como um fenómeno decorrente, primariamente, de características internas da organização. No primeiro caso, conferimos especial ênfase às teorias de Michael Porter e aos seus conceitos centrais: a atractividade da indústria e o modelo das «cinco forças», as estratégias genéricas e a «cadeia de valor». Esta opção é, a nosso ver, amplamente justificada. Na verdade, por um lado, a Porter se deve, certamente, o mais importante e marcante framework utilizado na área da estratégia empresarial no último quarto de século. Por outro, e em coerência com a orientação desta obra, é um facto que o sector da edição de livros utilizou primacialmente a análise da cadeia de valor para procurar estabelecer uma estrutura formal para pensar a vantagem com­petitiva e a criação de valor. No caso da segunda perspectiva referida, as estratégias do movimento, analisa-se a teoria dos recursos e a pers­pectiva das capacidades dinâmicas, que constituem ambas, em grande medida, um contraponto a Porter. Por fim, recupera-se o artigo «What is Strategy?», com que, em 1996, Michael Porter vai clarificar as suas posições face às críticas que, entretanto, lhe tinham sido dirigidas, essencialmente a partir da oposição entre eficiência operacional e estratégia.

Nesta sequência, o capítulo 3 é dedicado à vantagem competitiva e à sua utilização no sector editorial. Em termos genéricos, a análise da cadeia de valor pode ser aplicada a nível de mercado ou de sector, ou a nível da empresa individual, nada parecendo impedir a sua aplicação, a um ou outro nível, à edição de livros. Começando pelas primeiras abordagens, de meados da década de 1990, devidas a Paola Dubini e às referidas Publishing in the 21st Century Research Series, da responsabilidade de Mark Bide, seguiremos os trabalhos de maior fôlego e ambição, na tenta­tiva de aplicar à indústria do livro o modelo da cadeia de valor.

Contudo, a partir de certo momento, este framework parece, pelo menos na sua forma tradicional, já não estar em condições de dar respostas adequadas aos desafios e dificuldades derivados de mudanças ambientais, se não de paradigma. Esse fenómeno não se verifica, como seria de esperar, apenas no sector editorial, embora encontre aí contornos específicos.

O capítulo 4 procura, precisamente, cartografar essas alterações a nível global, a partir das perspectivas de diversos teóricos (Peter Drucker, Daniel Bell, Manuel Castells…), mas com uma especial atenção, até pela sua menor divulgação entre nós, à obra de Enzo Rullani e à noção de pós-fordismo. Ainda na mesma secção, abordam-se os con­ceitos emergentes de economia da informação e de economia de rede, tal como desenvolvidos nas obras de Carl Shapiro e Hal Varian, por um lado, e Philip B. Evans e Thomas S.Wurster, por outro.

Segue-se a explanação, no capítulo 5, das significativas trans­formações que o sector da edição de livros enfrenta e das tendências mais recentes que nele se detectam. Especial atenção é conferida ao impacto das novas tecnologias, designadamente ao desenvolvimento da Internet e da Web e à progressiva expansão da digitalização dos conteúdos. A análise dessas evoluções é suportada pelo estudo The EU Publishing Industry: An assessment of competitiveness, elabo­rado para a Comissão Europeia pela PIRA International (em 2003), pela obra Books in the Digital Age, de John B. Thompson (2005), pelos trabalhos em torno das perspectivas da «gestão de conteúdos digitais» (Digital Content Management) e da exploração de activos editoriais (publishing assets), culminando no recente projecto Start-WithXML, da responsabilidade da O’Reilly Media e da Idea Logical Company.

Estamos então em condições de abordar, no capítulo 6, o aparecimento, para fazer face a este novo ambiente, de novos modelos de gestão estratégica, mais flexíveis e dinâmicos e que procuram escapar à dicotomia entre as análises baseadas no posicionamento e as teorias dos recursos e capacidades. Entre eles, os trabalhos de Richard Normann e Rafael Ramirez, em conjunto ou separadamente, justificam, na perspectiva deste livro, uma atenção mais aprofundada, não só por se revelarem particularmente adequados à análise do novo contexto, como por se encontrarem na base da obra de Cinzia Parolini. É com a apresentação detalhada do framework que esta desenvolveu em conjunto com Paola Dubini - e que pensamos ser, por agora, a perspectiva mais consistente de abordagem dos novos sistemas de criação de valor no sector editorial - que se conclui este livro.

Convirá, para terminar, lembrar que muitas destas questões ganharam consistência e especial acuidade no decurso das aulas do Curso de Pós-Graduação em Edição: Livros e Novos Suportes Digitais, da Universidade Católica Portuguesa. Tal não significa que o nosso propósito tenha sido o de elaborar um «manual». Muito embora esta obra possa constituir, assim o cremos, um apoio útil para quem procura formação na área dos estudos editoriais, não se esgota aí, pois muitos dos temas abordados vão além dessas carências imediatas e interessarão, certamente, quer a um público profissional ou especializado, quer a todos os que se interessam pelos problemas que afectam o sector da edição e do livro e que, a pouco e pouco, o vão transformando radicalmente.

[Continua]

Retirado das páginas 15-18, da «Introdução».

Para encomendar o livro, a preço-blog (16,99 euros, 10% de desconto e oferta de portes), envie um e-mail para encomendas@booktailors.com


por Booktailors às 10:00 | comentar | partilhar

Seg, 2/Mar/09
Seg, 2/Mar/09
Ao longo dos próximos dias, disponibilizaremos excertos da obra A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, da autoria de José Afonso Furtado, uma edição Booktailors.


Historicamente, a edição de livros sempre manteve relações difíceis com disciplinas como a Economia ou a Gestão, vulgarmente utilizadas em qualquer outro sector industrial. A abordagem económica foi, até há pouco, considerada pelos agentes da área do livro como uma intrusão no exercício de uma actividade eminentemente cultural. Mas se, para as empresas editoras, pensarem-se enquanto indústria, com o seu específico funcionamento económico, parecia um despropósito, também os economistas sempre mostraram alguma dificuldade — ou algum «pudor», para usar o termo de Marco Gambaro — em ocupar-se dos problemas do mercado do livro. A esse fenómeno não será alheio o facto referido, entre outros, por François Rouet, de, até então, «a questão nem sequer se colocar, parecendo impensável ou bizarra», num universo por excelência cultural e no qual o livro não era considerado «um produto como os outros». A situação tornou-se insustentável no final dos anos 80, momento em que o «olhar económico» sobre o livro se tornou, por fim, legítimo, e hoje, passadas mais de duas décadas de concentrações editoriais, de debates sobre a política do livro, de grandes operações de concentração e de globalização, «somos obrigados a reconhecer que os aspectos económicos impulsionaram, em grande medida, as transformações ocorridas» (Rouet, 1992: 6). O que, a bem ver, não era assim tão estranho, pois, como referiu Bianca Maria Paladino, «uma editora apresenta todas as dinâmicas de qualquer empresa (económicas, organizacionais, financeiras, fiscais) e, além disso, as dinâmicas cultural e social (1)» . E, se assim é, também não há qualquer razão para que se não utilizem as ferramentas da gestão para encontrar as fontes da vantagem competitiva e enfrentar a mudança organizacional e estratégica.

É nesse sentido que, em meados da década de 1990, surgem as primeiras tentativas coerentes de analisar o sector da edição com base nos conceitos da gestão estratégica, em particular nos países anglo-saxónicos (a série de relatórios Publishing in the 21st Century Research Series, publicados pela VISTA Computer Services) e em Itália, ligadas aos curricula universitários no âmbito da ciência económica (Paola Dubini).

Convirá ter em atenção que esses primeiros trabalhos foram levados a cabo num momento de grandes transformações: os últimos anos do século xx assistiram a uma série de mudanças sociais, económicas, políticas, culturais e tecnológicas tão profundas que provocaram alterações estruturais nos sistemas económicos, na configuração das empresas, nas relações que mantêm entre si e com o ambiente, na nossa vida privada e profissional e no modo como interagimos e trabalha­mos em conjunto. Começa assim a surgir, num alargado conjunto de autores, a ideia de que se está a assistir à emergência de uma sociedade que apresenta características marcadamente diferenciadas em relação à sociedade industrial, podendo configurar uma verdadeira mudança de paradigma. Também por isso se põe em causa (Parolini, 1999; Normann e Ramirez, 1993; Prahalad e Hamel, 1994; Hagel e Brown, 2005; D’Aveni, 1994; Evans e Wurster, 2000) que esta mutação ambiental, em certos casos tão radical, possa ser interpretada adequadamente utilizando os modelos do passado. Por outro lado, a aplicação das ferramentas da aná­lise estratégica ao sector da edição de livros revelou, para alguns autores (Bide, 1997; Thompson, 2005), que a indústria editorial era, em certa medida, diferente das outras indústrias: «Pela multiplicidade de novos produtos, pela invulgar natureza da concorrência em certos sectores, pela natureza intangível do valor associado ao seu conteúdo.» Mais ainda, trata-se de uma indústria a tal ponto diversificada que as regras são diferentes de segmento para segmento. E Bide acrescenta: quase se diria melhor «indústrias da edição». Por isso, os mesmos desenvolvimentos tecnológicos provocam efeitos diferentes em diferentes sectores do mercado. A questão que agora se põe é o que devem fazer os editores para conseguirem gerir com sucesso o seu business durante uma transi­ção que se adivinha difícil e prolongada (Bide, 1997). Por fim, conferiu-se, nesse primeiro momento, uma importância decisiva às teorias de Michael Porter, e em particular ao conceito de «cadeia de valor», num contexto em que ele é já alvo de forte contestação, considerado dificil-mente adequado para dar resposta aos desafios da nova envolvente, e no qual surgem novos modelos, que se pretendem mais flexíveis e dinâmicos (Prahalad e Hamel, 1990; Normann e Ramirez, 1993, 1994; Verna Allee, 2000, 2003; Stabell e Fjeldstad, 1998). Esta situação irá reflectir-se em algumas dificuldades evidentes na análise do sector da edição, particularmente com a emergência do novo paradigma digital.

Este nosso trabalho tem origem neste contexto e nas questões complexas que lhe estão ligadas. Muito embora o nosso fio condutor seja a aplicação das ferramentas da gestão estratégica à edição de livros e a análise dos problemas que um sector específico e em rápida mudança coloca a essa abordagem, cedo se verificou que era indispensável apre­sentar os conceitos e as correntes principais que estão na origem dessa disciplina, bem como as fases do seu desenvolvimento.

[Continua amanhã]

(1) Bianca Maria Paladino, Carta al Vento: Come cambia l’industria editoriale. Nápoles: Libreria Dante & Descartes, 1997, p. 17.

Retirado das páginas 13-15, da introdução da obra.

Para encomendar o livro, a preço-blog (16,99 euros, 10% de desconto e oferta de portes), envie um e-mail para encomendas@booktailors.com


por Booktailors às 10:01 | comentar | partilhar

Qua, 18/Fev/09
Qua, 18/Fev/09
A Booktailors vai passar a comercializar, a partir do dia 5 de Março, a obra «A Edição de Livros e a Gestão Estratégica», de José Afonso Furtado.


Trata-se de uma obra destinada a um público profissional ou especializado, bem como a todos os que se interessam pelos problemas que afectam o sector da edição e do livro.



Dados técnicos:
- Formato 150 x 215 mm
- 328 páginas
- Impresso em papel munken lynx 100 g
- Obra cosida
- Capa com badanas, impressa a cores directas metalizadas
- Preço de editor: 18,88€ (IVA incluído).




Se estiver interessado em comercializar este livro na sua livraria, por favor contacte-nos através do e-mail: encomendas@booktailors.com


Ler mais sobre a obra aqui.


por Booktailors às 13:17 | comentar | partilhar

Ter, 17/Fev/09
Ter, 17/Fev/09
É com uma enorme satisfação que a Booktailors anuncia que lançará, no final deste mês, a obra "A Edição de Livros e a Gestão Estratégica", de José Afonso Furtado.

Esta obra inaugura assim a colecção delineada e apresentada desde o início da Booktailors, que pretende construir uma biblioteca fundamental para todos os profissionais, investigadores e interessados no sector da edição e do livro.

[Sinopse]
Os conceitos de «edição de livros» e de «gestão estratégica» eram, até há não muitos anos, senão incompatíveis, pelo menos, dificilmente relacionáveis. Desde a década de 1980 que obras e trabalhos desenvolvidos por alguns investigadores de renome têm vindo a contribuir para a análise dos novos paradigmas com que o sector editorial se confronta.

Com o advento de novos formatos, e face a uma redefinição total do sector livreiro e do mercado em que este se insere, os editores vêem-se confrontados com a imperiosa necessidade de repensar estratégias. Profusamente ilustrado com gráficos e diagramas, esta obra de José Afonso Furtado aprofunda as grandes transformações que a cadeia de valor do livro tem vindo a sofrer e contribui para repensar a forma como se tem vindo a produzir e a comercializar livros nestes primeiros anos do século xxi.

[biografia]
José Afonso Furtado é licenciado em Filosofia. Desenvolveu a sua actividade profissional em organismos governamentais na área da Cultura, tendo exercido, entre 1987 e 1991, o cargo de Presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura. Foi membro do Conselho Superior de Bibliotecas desde 1998 até à sua extinção, em 2007. É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura.
Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1992, é também docente do curso de Pós-Graduação em Edição - Livros e Novos Suportes Digitais, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

Autor de vários artigos e separatas, publicou as obras O Que é o Livro (Difusão Cultural, Lisboa, 1995), Os Livros e as Leituras: Novas Ecologias da Informação (Livros e Leituras, Lisboa, 2000) e O Papel e o Pixel: Do Impresso ao Digital - Continuidades e transformações (Ariadne Editora, Lisboa, 2007).

Esta obra conta com a parceria da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas e do Ministério da Cultura.

[indice de obra]
- Índice de figuras (quadros e diagramas)
- Nota dos editores
- Introdução

1. Da emergência da gestão ao planeamento estratégico

2. A gestão estratégica e o conceito de vantagem competitiva
2.1. O contributo de Michael Porter: as estratégias genéricas e o conceito de «cadeia de valor»
2.1.1. A atractividade da indústria e o modelo das «cinco forças»
2.1.2. As estratégias genéricas
2.1.3. O conceito de cadeia de valor
2.2. A contestação às teorias do posicionamento: a emergência das estratégias de movimento
2.2.1. A teoria dos recursos
2.2.2. As capacidades dinâmicas
2.3. O regresso de Michael Porter

3. A vantagem competitiva e o sector da edição de livros
3. 1. As primeiras abordagens: Paola Dubini e Publishing in the 21st Century Research Series
3.2. Novos desenvolvimentos de Mark Bide
3.3. A perspectiva de Martyn Daniels

4. Alterações ambientais: uma mudança de paradigma?
4.1. O pós-fordismo em Enzo Rullani
4.2. A economia da informação em Carl Shapiro e Hal Varian
4.3. Philip Evans e Thomas Wurster: o trade-off richness/reach
4.4. O modelo push/pull, de John Seely Brown e John Hagel

5. Transformações no sector da edição de livros

6. A vantagem competitiva e a nova realidade dos sistemas de criação de valor
6.1. O sistema de criação de valor e a rede de valor em Cinzia Parolini
6.2. O sistema de criação de valor e a rede de valor no sector da edição de livros: Cinzia Parolini e Paola Dubini

- Índice onomástico
- Referências bibliográficas


[Comunicação Social]

A todos os elementos da Comunicação Social ou bloggers que desejem receber esta obra para recensão, pedimos o favor que nos enviem um e-mail para o endereço do blog, a solicitar o envio. A obra será enviada sem custos.


[pré-encomendas]
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A obra apenas será enviada a partir do dia 5 de Março de 2008. Todas as encomendas efectuadas beneficiarão de um desconto de 10% e oferta de portes de pagamento.
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«Uma obra destinada a um público profissional ou especializado, bem como a todos os que se interessam pelos problemas que afectam o sector da edição e do livro.»


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