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Sex, 6/Jan/12
Sex, 6/Jan/12

 

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Qua, 2/Nov/11
Qua, 2/Nov/11

 

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Seg, 3/Out/11
Seg, 3/Out/11

 

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Qui, 1/Set/11
Qui, 1/Set/11

 

 

 

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Qui, 4/Ago/11
Qui, 4/Ago/11

 

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Seg, 11/Jul/11
Seg, 11/Jul/11

 

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Qui, 2/Jun/11
Qui, 2/Jun/11

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Qui, 2/Jun/11

 

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Qua, 16/Fev/11
Qua, 16/Fev/11

Uma crónica disponível no blogue da revista Os Meus Livros.

-

Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blogue.


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Seg, 31/Jan/11
Seg, 31/Jan/11

 

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Seg, 3/Jan/11
Seg, 3/Jan/11

 

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Qui, 2/Dez/10
Qui, 2/Dez/10

 

 

 

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Qua, 17/Nov/10
Qua, 17/Nov/10

Leia aqui a terceira crónica do booktailor Paulo Ferreira, para a revista Os Meus Livros.


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Sex, 29/Out/10
Sex, 29/Out/10

 

 

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Sex, 15/Out/10
Sex, 15/Out/10

A segunda crónica do Booktailor Paulo Ferreira para a revista Os Meus Livros já se encontra disponível aqui.


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Sex, 1/Out/10
Sex, 1/Out/10

 

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Seg, 13/Set/10
Seg, 13/Set/10

Paulo Ferreira passará a ser cronista da edição on-line da revista Os Meus Livros. Com uma coluna mensal, intitulada Farmacologia Literária, escreverá as bulas dos livros, como se medicamentos fossem. O primeiro livro a receber atestado, já amanhã, é Para Interromper o Amor, de Mónica Marques (Quetzal Editores, 2010). Para seguir aqui.


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Ter, 7/Set/10
Ter, 7/Set/10

A revista Os Meus Livros anunciou que o seu blogue entrará numa nova fase da sua existência, estando previstas rubricas e iniciativas como crónicas, entrevistas e passatempos. Ver aqui.


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Qua, 1/Set/10
Qua, 1/Set/10

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Seg, 2/Ago/10
Seg, 2/Ago/10

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Seg, 5/Jul/10
Seg, 5/Jul/10
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Seg, 3/Mai/10
Seg, 3/Mai/10

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Qui, 8/Abr/10
Qui, 8/Abr/10
A revista Os Meus Livros, cujo encerramento foi recentemente anunciado pela Entusiasmo Média, vai abrir apenas um mês após ter sido declarada fechada.

A Os Meus Livros manterá João Morales à frente da publicação - o editor da revista saiu do grupo aquando do encerramento da publicação - mas desta feita já não sob a direcção da Entusiasmo Média, mas sim da CE Livrarias, pertencente à Coimbra Editora.

Ao que tudo indica, vai já sair um número em Maio, sendo que a publicação apenas terá tido a interrupção de um mês.

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Ter, 16/Mar/10
Ter, 16/Mar/10
EDITORIAL

A revista Os Meus Livros, dirigida por João Morales e propriedade da Entusiasmo Media, desapareceu, tendo a edição de Março deste ano sido a última de uma série de cinco anos. É uma notícia triste. Numa altura em que a imprensa tradicional vive um grave problema de venda de exemplares e angariação de publicidade, a Os Meus Livros foi mais uma vítima. Tendo em conta que não temos um só jornal de referência, ou de preferência, com um suplemento literário dedicado, ficámos todos mais pobres. Com uma estrutura mínima, a revista vivia eminentemente de colaborações externas, e a direcção d’Os Meus Livros sempre se esforçou para, com pouco, fazer muito. Não havia mês que, fizesse sol ou fizesse chuva, a edição do mês não estivesse disponível no último dia útil — algo notável e que não pode deixar de se assinalar. Pelo meio, seguiram-se centenas de recensões, entrevistas, perfis, reportagens temáticas sobre os meus variados temas do livro.

Pessoalmente, desejo as maiores felicidades a João Morales que, segundo a Meios e Publicidade, abandona os quadros da empresa.

A Os Meus Livros, numa altura em que a LER ainda não regressara do seu estado de hibernação, foi a primeira (e única) revista à qual os Booktailors se ofereceram para escrever. João Morales, ele próprio, aceitou falar com um estranho e, de forma muito cordial, explicou-me que a nossa participação não teria lugar numa revista cujo público-alvo eram os leitores e não tanto o público profissional. Dada a explicação apresentada, fui obrigado a concordar. Pela atenção e delicadeza do gesto, fiquei a gostar do João Morales. Não terminou o telefonema, contudo, sem agradecer o contacto e dizer que estava disponível para ideias. Algo que mostrou sempre ser verdade e não apenas o que se diz nestas ocasiões.

A gente vai continuar, já lá dizia o outro, João. A gente vai continuar.

(pf)


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Seg, 15/Mar/10
Seg, 15/Mar/10
Acaba de ser comunicada oficialmente a extinção da revista Os Meus Livros. Com o número agora em banca, saído no final do passado mês de Fevereiro, encerra o ciclo de cinco anos da revista editada por João Morales. Os motivos apontados referem a quebra na angariação de publicidade e a estagnação das vendas. Com o encerramento da revista, sai também João Morales, o responsável pelo projecto. Ler na Meios & Publicidade.

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Qua, 3/Mar/10
Qua, 3/Mar/10
Mais informações aqui.

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Seg, 8/Fev/10
Seg, 8/Fev/10
Na revista Os Meus Livros deste mês, José Afonso Furtado é entrevistado por Sara Figueiredo Costa, sobre «O presente e o futuro do livro». O autor de A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, publicado pela Booktailors em 2009, aborda as novas tecnologias e como estas poderão influenciar o futuro do livro.


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Qua, 6/Jan/10
Qua, 6/Jan/10
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Seg, 7/Dez/09
Seg, 7/Dez/09
Decorre na próxima quarta-feira, dia 9, a 7.ª sessão do ciclo de debates Com Todas as Letras, organizado pela revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores. Esta sessão estará subordinada ao tema «2009: Um Balanço com Balanço», tendo o seu início previsto às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Sex, 4/Dez/09
Sex, 4/Dez/09
4 Editorial

6 Breves
Dos Livros e da Vida

9 Internet
Sites, blogues, homepages... saiba o que há sobre livros na internet.

10 Eventos
Lançamentos, festas e outras acontecimentos em torno dos livros.

11 Quem Diria
Citações

12 Os TOPS de vendas
Conheça os títulos mais vendidos em Portugal e no estrangeiro.

16 Agenda
Saiba o que há em Dezembro sobre livros: feiras, programas, debates, colóquios...

18 Nas livrarias
Uma selecção atenta e criteriosa do mais interessante que vai sendo colocado à venda.

22 Autor Laurent Gaudé
Em A Porta dos Infernos o vencedor do Goncourt de 2004 fala-nos sobre a dor da morte e o resgate de um filho à sombra desse pesadelo.

25 Colecção Factual
Uma nova colecção da Editorial Estampa avança por elementos da História, do subconsciente e do misterioso.

26 Debate Literatura feminina
No momento em que chega às livrarias O Dia em que te Esqueci, novo livro de Margarida Rebelo Pinto, tentámos perceber se existe uma escrita feminina.

29 Mercado novas editoras
Há mais duas editoras no mercado: Sessenta e Nove Manuscritos e Estrofes & Versos.

30 Efeméride Liceu Camões
Liceu Camões 100 Anos 100 Testemunhos é mais do que um livro. É quase um catálogo dos muitos nomes da Literatura que por ali passaram.

32 Memórias Animais
Anthony «Ace» Bourke e John Rendall adoptaram um leão nos anos 70. 40 anos depois, conheça a história.

34 Tema de capa Sugestões de Natal
Entre os presentes mais apetecidos e escolhidos estão os livros. Aqui lhe deixamos meia centena de títulos para todos os gostos, bolsas e idades, não esquecendo o prazer da mesa e a alegria dos mais pequenos.

46 Aposta
O poeta Joaquim Pessoa evoca o seu debute na escrita, para realçar a sua aposta num novo autor, Alexandre Gonçalves.

48 Protagonista Ignacio Latasa
A Leer-e é uma empresa de pioneira de Navarra que vende e-books e e-readers desde 2006. Ignacio Latasa, o director, explica-nos o projecto.

52 Caldeirada de Letras Luís Graça
Um novo cronista que promete arrasar.

53 Críticas Ler, reler, classificar
Alguns dos títulos mais importantes lançados nos últimos tempos são alvo de análise e classificação.

66 Artes e Letras
Obras portuguesas recentemente lançadas com um público bem definido

68 Pré-publicação
A Guerra e a Paz, José Augusto-França, Editorial Presença

71 Este Mês
Conheça os títulos que as editoras vão lançar durante o mês de Dezembro.
Lista completa em www.oml.com.pt

72 Cartas do Mundo
Em cada mês um texto sobre uma cidade diferente. Em Dezembro, São Paulo.

73 Os Meus Livros Júnior
Sugestões, artigos e outros motivos de interesse para os mais novos.

82 Convidado
Mário Dorminsky

Ver mais aqui.


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Sex, 20/Nov/09
Sex, 20/Nov/09
Decorre na próxima terça-feira, dia 24, a 6.ª sessão do ciclo de debates Com Todas as Letras, organizado pela revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores. Esta sessão estará subordinada ao tema «Livrarias de ontem, Livrarias de hoje, Livrarias de sempre», tendo o seu início previsto às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Sex, 6/Nov/09
Sex, 6/Nov/09
Decorre na próxima terça-feira, dia 10, a 5.ª sessão do ciclo de debates Com Todas as Letras, organizado pela revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores. Esta sessão estará subordinada ao tema «Editar sem Editora: Quem faz o quê?», tendo o seu início previsto às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Sex, 23/Out/09
Sex, 23/Out/09
Decorre na próxima terça-feira, dia 27, a 4.ª sessão do ciclo de debates Com Todas as Letras, organizado pela revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores. Esta sessão estará subordinada ao tema «FC e Literatura Fantástica: O Reinado da Imaginação», tendo o seu início previsto às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Qua, 21/Out/09
Qua, 21/Out/09
Para seguir aqui.


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Sex, 9/Out/09
Sex, 9/Out/09
Decorre na próxima terça feira, dia 13, a 3.ª sessão do ciclo de debates Com Todas as Letras, organizado pela revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores. Esta sessão estará subordinada ao tema «Romance Histórico: O Passado Revisto», tendo o seu início previsto às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Qui, 1/Out/09
Qui, 1/Out/09


Decorreu na passada terça-feira o segundo debate (tema: O Som das Palavras) que a revista Os Meus Livros está a organizar na SPA, de quinze em quinze dias.

Falou-se de Audiolivros e os convidados de João Morales foram Sven Mensing (Goëthe Institut), Sandra Silva (editora da 101 Noites), Margarida Rebelo Pinto (autora que já gravou uma das suas obras) e Luís Caetano (jornalista literário da RDP – Antena 2).

De entre os tópicos possíveis de serem falados sob o tema dos audiolivros, a sessão escolheu falar sobre a dimensão do mercado actual, comparado com o mercado alemão, da falta de crítica literária em torno dos livros (mas não do tema), assim como das possibilidades de desenvolvimento dos temas a serem gravados em audiolivro.

O auditório da SPA estava mais composto, em comparação com a sessão anterior, e o debate correu de uma forma bastante atenta por parte de todos os presentes.


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Sex, 25/Set/09
Sex, 25/Set/09
Decorre na próxima terça-feira, dia 29, a 2.ª sessão do ciclo de debates Com Todas as Letras, organizado pela revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores. Esta sessão estará subordinada ao tema «Audiolivro: O Som das Palavras», tendo o seu início previsto às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Qua, 16/Set/09
Qua, 16/Set/09
Teve ontem início a primeira das sete sessões que a revista Os Meus Livros (OML) está a organizar na Sociedade Portuguesa de Autores.

Esta sessão seguiu o modelo anterior (há três anos, a OML também realizou estas conferências): três convidados respondem a questões, moderadas por João Morales, com intervenção final do público.

Os convidados de ontem foram Carlos Veiga Ferreira (CVF), da Teorema-Leya, António Lobato Faria (ALF), da Oficina do Livro-Leya, e Alexandre Vasconcelos e Sá (AVS), da Objectiva-Santillana. O tema versou sobre «O Regresso: Tendências, Previsões e Outros Riscos».

A conversa começou com CVF a realçar que, este ano, o trash permanece no ponto de venda, sendo que «90% do que lá se vê é não recomendado»; apesar disso, realçou que as propostas que as mais recentes editoras (as Edições tinta-da-china e a Cavalo de Ferro foram referidas) têm trazido ao mercado como elementos positivos de renovação e qualidade.

ALF pegou nas palavras de CVF e, em certa medida, corroborou, dizendo que «este é um ano mau em termos da literatura de que habitualmente gostamos», (referindo-se às pessoas da sala) e destacando «a falta de inovação das propostas» e a continuação das mesmas tendências do ano anterior. «A venda de livros por impulso continuou.» Em poucas palavras, «este é um ano mau para análises».

Abordando também a tendência de muitas empresas editoriais em procurarem somente o que funciona em termos de mercado, ALF referiu-se ao perigo que isso acarreta, pois «um grande grupo que invista só nos bestsellers é autofágico».

AVS frisou a diferença existente «entre grupos que nasceram dos livros e aqueles que vêm de fora e têm muito que aprender».

Os livreiros também foram chamados a esta discussão, com CVF a afirmar que «parte importante da presença de lixo editorial é dos livreiros, […] eles não necessitavam de colocar isso em tão grande destaque».

AVS recorda que «os livreiros idealistas desapareceram», e ALF lembrou que «muito do mercado português foi alavancado na prateleira [dos livreiros]» e que, se todos os livreiros «devolvessem todos os nossos livros que andam por aí espalhados, não haveria uma editora a sobreviver».

Apesar disso, ALF acredita que, «nos próximos três ou quatro anos», possam surgir «muitos projectos interessantes de livrarias» para temas como a literatura ou outros géneros hoje com menos espaço comercial.

Respondendo a uma provocação lançada por João Morales, ALF sorri e indica que, «se se editasse 50% a menos do que se edita, as vendas não iriam, provavelmente, baixar»; apesar disso, não crê que tal possa vir a acontecer nos próximos anos. ALF menciona também uma boa característica do nosso mercado, pois «não há muitos países no mundo onde se possa publicar obras das mais diversas literaturas e ter algum sucesso», o que abre um enorme universo de trabalho para os editores.

A próxima sessão será no dia 29 de Abril e terá como tema «Audiolivros: O Som das Palavras».


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Ter, 15/Set/09
Ter, 15/Set/09
A revista Os Meus Livros e a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) promovem a segunda edição do ciclo de debates Com Todas as Letras, com sessões quinzenais. A primeira sessão com o tema «O Regresso – Tendências, Previsões e outros Riscos», conta com a participação de Alexandre Vasconcelos e Sá (Objectiva), Carlos Veiga Ferreira (Teorema), António Lobato Faria (Oficina do Livro). Hoje, às 18h30, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, n.º 31, em Lisboa.


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Qua, 9/Set/09
Qua, 9/Set/09
4 Editorial
6 Breves
Dos Livros e da Vida
9 Internet
Sites, blogs, homepages... saiba o que há sobre livros na internet.
10 Eventos
Lançamentos, festas e outras acontecimentos em torno dos livros.
11 Quem Diria
Citações
12 Os TOPS de vendas
Conheça os títulos mais vendidos em Portugal e no estrangeiro.
16 Agenda
Saiba o que há em Setembro sobre livros: feiras, programas, debates, colóquios...
18 Nas livrarias
Uma selecção atenta e criteriosa do mais interessante que vai sendo colocado à venda.
22 Autor António Manuel Couto Viana
Com 60 anos de vida literária, aposta agora em contos pícaros. Conheça um homem de bem com a vida.
26 Tendências Vampiros
Os vampiros assentaram arraiais na literatura. Conheça o que aí vem.
29 Século XX Pioneiros
Ana Hatherly e José-Alberto Marques, figuras pioneiras da vanguarda portuguesa do Século XX.
30 Actualidade Economia
Warren Buffett, mítico guru dos mercados, e Bernard Madoff, o burlão mais famoso da actualidade.
32
erotismo
novidades

Algumas das páginas mais quentes que acariciam as prateleiras das novidades.
33 Tecnologia Novidades
Novos leitores de e-books marcam presença no mercado.
34 Tema de capa O regresso
As férias terminaram, recomeçou o trabalho, as escolas enchem-se de novo e as livrarias recebem as grandes apostas do ano. Saiba quais são.
48 Protagonista Henrique Cayatte
Um dos mais importantes designers portugueses, autor de inúmeras capas e ilustrações para livros.
52 Caldeirada de Letras Luís Graça
Um novo cronista que promete arrasar.
53 Críticas Ler, reler, classificar
Alguns dos títulos mais importantes lançados nos últimos tempos são alvo de análise e classificação.
66 Artes e Letras
Obras portuguesas recentemente lançadas com um público bem definido
68 Pré-publicação
A Caixa, Günter Grass, Casa das Letras
71 Este Mês
Conheça os títulos que as editoras vão lançar durante o mês de Setembro.
Lista completa em www.oml.com.pt
72 Cartas do Mundo
Em cada mês um texto sobre uma cidade diferente. Em Setembro, Pequim.
73 Os Meus Livros Júnior
Sugestões, artigos e outros motivos de interesse para os mais novos.
82 Convidado
Reinaldo Serrano.
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Qui, 30/Abr/09
Qui, 30/Abr/09
Na Os Meus livros do mês de Abril, João Morales assina um artigo dedicado às antologias de poesia.

«Diversas antologias recentes recolhem a produção poética de autores bem diferentes entre si. Súmulas de vidas, memórias, emoções, invenções, feitas palavras impressas.

Já muito se disse sobre a escrita Herberto Helder, talvez o mais importante poeta português vivo, cuja obra tem conhecido uma unanimidade generalizada. Assim seja lido e contribua para trazer leitores à poesia, parte da vida e dos homens, e não das estantes do deuses.

“Ofício Cantante” (Assírio & Alvim) é a sua mais recente recolha, um livro que tem a particularidade de incluir “A Faca Não Corta o Fogo – Súmula e Inédita”, uma outra antologia, publicada em 2008, rapidamente desaparecida das livrarias, por entre um entusiasmo e saudação colectivos.

Não deixa de ser significativo que uma das mais aclamadas escritas dos nossos dias pertença justamente a um autor que há muito abdicou de toda a actividade pública em torno da sua criação, concentrando toda a energia na busca de uma Linguagem, uma força de expressão para lá das habituais consisões e cedências associadas à escrita – mesmo quando se trata de poesia. Em Herberto, o caudal é parte de si mesmo, um rasto da energia que gerou as palavras e o resultado de uma existência “à margem, certa maneira”, porém, olhando o furacão nos olhos.
Maria Teresa Horta dispensa apresentações. Com uma extensa carreira literária e, ao contrário de Herberto, uma intensa e combativa vida pública, é muitas vezes difícil separar a sua poesia das imagens que nos evocam “Novas Cartas Portuguesas” e outras manifestações de desconforto social. Os seus textos poéticos assombram a dimensão física, trazendo para o confronto a evocação do corpo, a lucidez do espaço, a presença da imagem erótica: “Conduzes na saliva/ um candelabro aceso// um chicote de gozo/ nas palavras// E a seda do meu corpo/ já te cede/ neste odor de borco onde me abres// Sedenta e sequiosa vou sabendo/ demorar o tempo que se espraia/ ao longo dos flancos pois vou tendo// as tuas pernas/ vezes o teu ventre// A tua língua vezes/ os teus dentes// na pressa feroz com que rasgas” (pág. 443). Mas também a força da resistência: “Paz encostada à parede/ como se fosse espingarda/ ou corpo não amistoso/ da marca de uma navalha” (pág. 269).

O feitiço conta o feiticeiro

Nos últimos tempos valter hugo mãe tem conhecido um crescente – e merecido – reconhecimento por parte da maioria da crítica literária. Diga-se, em abono da verdade, que a atribuição do Prémio Literário José Saramago em muito contribuiu para essa situação, sendo um galardão que tem vindo a “anunciar” alguns dos novos nomes da literatura portuguesa – assim foi também como José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares.

Porém, o lançamento da sua poesia, em volume designado “folclore íntimo” (Cosmorama) passou quase despercebido por entre a azáfama que as agendas literárias impõem. Organizado do mais recente para o mais antigo, o livro mostra-nos um pouco do universo deste autor. Entre o amor e os seus riscos; convivendo com os demónios que habitam as sobras do coração de cada um: “dia de sacrifício, as/ crianças dispostas em fome e/ a repartição dos corpos vivos em/ pânico como/ alimentos aperfeiçoados”.

A crueldade dos homens e mulheres evoca outros nomes, a aparente simplicidade de Adília Lopes ou as imagens geradas em quadros de Paula Rego são alguns dos referentes que se poderiam encontrar, em poemas como “coisinhas preciosas para meter no cu”: “outro dia, o pai pegou fogo ao quarto de brincar./ não avisou. disse, no fim, vai ver o que sobrou das tuas/ coisinhas de meter no cu. o menino não foi ver. morreu./ tombou no chão e morreu”.
Por vezes são pequenas fábulas, entre a parábola e o aparente guião de curtas romagens ao palco da imaginação, como em “livro de maldições”, um conjunto de textos dedicados a diversas pessoas, cúmplices que se adivinham.

O que sobressai desta antologia é uma reverência à crueza dos elementos, a sabedoria do panteísmo alia-se à magia, à catarse dos vivos em agonia por se saberem, justamente seres vivos. As influências musicais, principalmente da chamada dark folk (onde valter acumula algumas amizades) são também um dos motores desta escrita, onde o sexo e a amizade; a feitiçaria e o deslumbramento; a musicalidade e a urgência se conjugam. Assim começa “mil quilómetros além do corpo”: “costumamos ir ao engate às/ sereias, preferindo mesmo as/ mais traçadas de peixe. tiramos as/ pilas para fora e esperamos que mordam,/ incautas, convencidas de que lhes/ ofereceremos um prazer descomprometido e/ simples típico dos encontros à beira da/ água (…)”.

Trabalhos colectivos

Terminamos com duas publicações colectivas, vindas de tempos diferentes. “Antologia da Poesia Grega Clássica” (Portugália Editora), um trabalho de tradução de Albano Martins – que assina igualmente as notas complementares – é um hino ao cânone que evoca, uma realidade poética que se funde com o teatro, com a narrativa, uma registo entre o épico e o evocativo, misto de eco das actividades humanas e intenções divinas.

A guerra e os amores pautam discursos e lamentos, por entre tiradas filosóficas ou simples e epicuristas considerações, como esta, traduzida da versão de Pierre Louys: “Uma romã entreaberta, um marmelo coberto/ com a penugem inicial, um figo/ com umbigo e pele engelhada, um cacho/ escuro de bagos cerrados donde jorra/ o vinho como duma fonte e uma noz/ despojada da sua casca verde – eis o que,/ retirado das suas árvores, o hortelão oferece/ como sacrifício a este Priapo/ rústico e trabalhado num só bloco.” (pág. 436).

E terminamos sob o signo da paixão, com uma proposta da responsabilidade de Inês ramos, que procedeu à recolha, selecção e organização dos textos que compõem “Os Dias do Amor – Um Poema Para cada dia do Ano” (Ministério dos Livros). O alinhamento é extremamente eclético, agrupando famosos e quase anónimos, contemporâneos e antigos, passando pelas mais diversas estéticas e enfoques. Múltiplo e indizível é pois o amor.

Impossível reproduzir uma parte significativa de uma obra tão extensa, mas, nessa incapacidade, aqui ficam dois exemplos. “1. Olho vagamente o leito/ e os cabelos tomam o rumo da foz// tudo, enquanto pardas violetas deslizam sobre os dedos/ e os salgueiros tenros cintilam// batidos pelo sol e pelo vento// 2. Deita-te a meu lado/ até que a aurora nasça natural// e o orvalho se evapore/ na manhã// 3. Como esquecer-te nas manhãs/ que têm o teu sorriso// e o som do mar/ chega na boca dum búzio// 4. Este querer-te nos braços/ é olhar e sorrir o corpo// sob o sol branco/ do desprendimento// humano.// 5. Volúpia d’encanto ou utopia/ tanger de lira oculta o canto… (Aurelino Costa; n. 1956; Portugal).

Ou o bem conhecido trovador, Manuel Alegre: “Mais que o teu corpo quero o teu pudor/ quero o destino e quero a alma e quero a estrela/ e quero o teu prazer e a tua dor/ o crepúsculo e a aurora e a caravela/ para o amor que fica alam do amor.” (extracto inicial de “Mais que o teu Corpo”).»
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Qua, 29/Abr/09
Qua, 29/Abr/09
A Os Meus Livros publicou na edição deste mês um dossiê dedicado aos títulos lançados para o mercado que têm por núcleo central experiências pessoas de anónimos. O artigo conta com diversos testemunhos. Um texto de Filipa Queiroz. Este texto apenas está disponível na integra na versão em papel.

«A minha vida deu um best-seller

Quase uma década depois do fenómeno televisivo Big Brother a exposição da vida de cidadãos anónimos parece ser a grande fórmula do mercado livreiro actual. Em foco estão histórias trágicas, aventuras, viagens e até animais de estimação.

A televisão esforça-se por dar cada vez mais voz à opinião pública e estamos ainda no rescaldo do furor dos “reality shows”. O que é que isto tem que ver com livros? À partida, nada. Não fosse o facto de os relatos de anónimos sobre as suas histórias de vida estarem a afirmar-se como uma tendência do mercado livreiro – o voyeurismo está na moda, também na literatura. O editor da Magnólia, Jorge Reis-Sá, não guarda dúvidas de que estas obras autobiográficas «se enquadram na globalização mediática pós-Big Brother». Os principais motivos por trás do seu sucesso parecem ser a influência dos media e a identificação do leitor com a experiência relatada.

A Magnólia é uma das várias editoras que, em Portugal, têm apostado nestas histórias da vida real. “Irene – É Possível Renascer”, de Edite Esteves, é exemplo disso. A história é a de uma mulher de 34 anos, vítima de alegada negligência médica, que se socorreu da referência da sua avó Irene para escapar à morte. Também a tradução da obra britânica “Porque Saltei”, de Tina Zahn, sobre uma tentativa de suicídio, provocada por depressão pós-parto e altamente mediatizada nos Estados Unidos da América (EUA), em 2004. Obras que, diz Reis-Sá, contam «histórias que mereciam destaque» e que atingiram «vendas satisfatórias».

A ideia não é nova. Por exemplo, em 1978 os jornalistas Kai Herrmann e Horst Rieck lançaram o nome de Christiane F. nas bocas do mundo.

Ou, melhor, nas prateleiras, com a história trágica de envolvimento com drogas e prostituição da adolescente alemã. Em Portugal, há mais de uma década, as Edições ASA foram pioneiras na criação de um segmento inteiramente dedicado aos relatos de autores desconhecidos, com especial inclinação para a já apelidada de “misére memoir” – histórias trágicas, geralmente de mulheres, oriundas de países devastados pela guerra ou onde os seus direitos são insistentemente corrompidos. Da colecção “Documento” fazem parte títulos como “Queimada Viva”, “Mutilada” e “Inocência Perdida”. Cisjordânia, Senegal, Camboja. Para Março está agendado o lançamento de “Sobrevivi”, testemunho de Immaculée Ilibagiza, mulher que resistiu ao Holocausto ruandês e que, diz-nos a editora Carmen Serrano, já há quem apelide de “Anne Frank do Ruanda”.

Vivências trágicas, vítimas dos estigmas das suas próprias culturas. São «uma chamada de atenção para a condição feminina um pouco por todo o mundo», defende a editora da ASA. «Cada um destes relatos é um grito de revolta, é um testemunho importante, de publicação quase obrigatórias para quem se interesse e preocupe com o mundo que o rodeia», realça. A colecção «tem crescido exponencialmente ao longo do tempo» e, para Carmen Serrano, a curiosidade relativamente a culturas diferentes, a actualidade política e o crescente interesse pela defesa dos Direitos Humanos estão na origem do sucesso deste tipo de publicações. Quanto à motivação da ASA para publicar estes títulos, Carmen fala de uma «preocupação humanitária», porque «temas como a exploração sexual, abusos e desrespeito pelos direitos humanos não são pertença exclusiva dos meios de comunicação social ou das academias [mas] têm e devem ser expostos, debatidos e combatidos», considera.

“Lágrimas do Darfur”, de Halima Bashir, relato de uma mulher africana que sobreviveu ao genocídio, é uma aposta recente da Porto Editora. O editor, Manuel Alberto Valente, que se mudou da ASA de ‘armas e bagagens’ há um ano, opina que as histórias de vida «não são uma das linhas de força da programação editorial» mas «não se podem ignorar as tendências». Para o editor, o voyeurismo e maior vulnerabilidade do público leitor, que também se ampliou com a chegada deste género de livro, são os principais motivos para o sucesso comercial destas obras. “Uma Vida Normal”(Porto Editora), do português Paulo Azevedo, é o exemplo de uma linha que tende a aumentar. Apesar da aposta ser “contida”, Manuel Alberto Valente adiantou que a editora vai lançar um livro de auto-ajuda brevemente.

Exemplo de coragem é também “A Última Aula” (Editorial Presença), o formato escolhido por Randy Pausch, Professor de Ciência Computacional na Carnegie Mellon University, para se despedir do mundo e daqueles que tanto amava, quando descobriu ter um gravíssimo cancro do pâncreas. “Conquistar os Nossos Sonhos de Infância” foi o título com que baptizou a sua intervenção, num discurso divertido e frontal, dando uma gigantesca lição de vida a todos os que assistiram no local, ou nas inúmeras visualizações registas no Youtube durante os meses seguintes.

Internet pode ser a chave

Os media são os primeiros a interessar-se por estas histórias, na opinião de José Prata. Para o editor da Caderno e da Lua de Papel, o segmento de relatos de anónimos «está a ganhar cada dia mais expressão» devido à atenção mediática e aos avanços tecnológicos. Com o ‘boom’, na Web, dos sites de auto-publicação como o Lulu (www.lulu.com) ou o Blurb (www.blurb.com), publicar uma obra está ao alcance de qualquer um. Fala-se muito de livros na Internet. E, por vezes, desse “passa palavra virtual”, a que se junta alguma atenção mediática, podem nascer best-sellers.

Aconteceu a Lisa Genova, ex-consultora de empresas farmacêuticas, autora de “Still Alice”. Depois de ser rejeitada por uma centena de agentes literários, Genova pagou cerca de 400 Euros ao atelier de publicação norte-americano iUniverse (www.iuniverse.com) para publicar o seu primeiro romance e vendeu algumas cópias dessa edição de autor a livrarias independentes. Através de uma espécie de campanha viral online via MySpace e YouTube, “Still Alice” foi descoberto por outro autor que, por sua vez, apresentou Genova a um agente, que vendeu a obra por alguns milhões à Pocket Books, editora da gigante Simon & Schuster. O livro foi relançado e já entrou na lista de best-sellers de ficção do New York Times.

“Ainda Alice”, a história de uma mulher a quem é diagnosticada Alzheimer precoce, vai ser brevemente publicado em Portugal pela Caderno. Louise Burke, da Pocket Books, disse ao New York Times que «as editoras agora procuram novo material pesquisando comentários de leitores sobre livros independentes vendidos online». O caso de Genova ainda é, no entanto, uma excepção.

Alquimia do sucesso?

Outra descoberta da Simon & Schuster foi o livro “O Segredo” (Lua de Papel), de Rhond Byrne, obra de não-ficção mais vendida em todo o mundo que voltou a ser este ano, e pelo segundo consecutivo, o livro mais vendido em Portugal. No mesmo ano, a ilustre desconhecida Rhonda Byrne foi considerada uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. José Prata, editor responsável pela publicação de ”O Segredo” em Portugal, disse recentemente ao Público que “um livro de não-ficção ser o que mais vende em Portugal já é raro, se ainda por cima for de auto-ajuda, mais raro se torna. E se consegue repetir a proeza em dois anos seguidos quebra todas as regras”.

Muito discutido na praça pública, o livro, que revela testemunhos de vinte e quatro “mestres do Segredo”, especialistas em marketing e motivação pessoal, tem como fio condutor a teoria da lei da atracção: “Nós atraímos aquilo que queremos, inclusive o sucesso”. E não será nessa premissa que, apesar de não ser novidade, assenta a actual tendência do mercado livreiro? Segundo Sofia Ribeiro, editora da Bertrand, a resposta é afirmativa, lembrando-nos que «há muito que se escrevem e lêem memórias de pessoas comuns, que têm até exercido um forte impacto na sociedade e nas mentalidades. Basta pensarmos nos primeiros relatos de escravos, ou de mulheres, ou de experiências que denunciam aquilo que se passa pelo mundo fora. Mais recentemente, muitas vozes com experiências menos radicais, mas que ilustram bem o espírito do nosso tempo, têm explorado novos caminhos, por vezes com resultados surpreendentes», refere.

“Comer, Orar, Amar” (Betrand) ilustra bem esse êxito. Com cinco milhões de exemplares impressos só nos EUA, a história narra a inusitada fuga do sonho americano de Elisabeth Gilbert, escritora e jornalista das revistas GQ e SPIN. Tomado como estandarte por Oprah Winfrey e Hillary Clinton, como por vários grupos de fãs, a viagem de Elisabeth a “Comer [na Itália], Orar [na Índia] e Amar [na Indonésia]” personifica a determinação de quem um dia concluiu que não era feliz e decidiu mudar. «No fundo, este livro tem elementos de autobiografia, literatura de viagens, culinária, espiritualidade e auto-ajuda. É um mosaico ímpar de experiências e emoções», diz Sofia Ribeiro daquele que «foi um dos maiores sucessos de vendas da Bertrand no ano passado e continua nas listas de livros mais vendidos em 2009». Dentro do género, a editora acabou de publicar “Duende” e prepara-se para lançar “Julie e Julia”, que vem reforçar a aposta da Bertrand no segmento. “Julie e Julia” é, aliás, o vencedor do primeiro Blooker Prize (2006), galardão que premeia livros baseados em blogues, criado pela editora online Lulu.
«A identificação do leitor com o autor é fundamental, o que não significa que tenha de partilhar com ele exactamente a mesma experiência, mas sim que a reconheça», continua Sofia Ribeiro. E acredita que «aquilo que inspira verdadeiramente o leitor é o facto de estar perante a história de uma pessoa de carne e osso, comum, parecida consigo no sentido em que enfrenta problemas e desafios idênticos, mas que encontra na sua vida alguma coisa que o eleva, que sublima a sua existência».

O melhor amigo... do leitor

Não se pense, porém, que estes relatos partem sempre de provas dolorosas ou experiências limite. Podem ser, simplesmente, livros sobre animais de estimação. A Casa das Letras tem sido uma das editoras a apostar neste género, com obras como “Marley & Eu”, de John Grogan; “Um Amigo Chamado Henry”’, de Nuala Gardner; e o mais recente “Como Salvar Um Coração Partido”, de Susan Richards. O primeiro, baseado nas histórias vividas por um casal e o seu cão trapalhão e mal-comportado, já tem adaptação ao grande ecrã. O filme conta com Owen Wilson e Jennifer Aniston nos principais papéis e chegou recentemente às salas portuguesas. Já “Um Amigo Chamado Henry”, com dimensão dramática mais substancial, é um relato de uma mãe cujo filho autista venceu a doença graças à ajuda de um cão. Finalmente, o livro de Richards conta a história do impacto que a adopção de uma égua maltratada teve na sua vida. O exemplo mais arrebatador é, porém, “Dewey – O Gato que Comoveu o Mundo”(Caderno), best-seller que transformou a vida de Vicky Myron (ver caixa), uma anónima bibliotecária norte-americana. Quase que podia escrever-se o livro sobre a história deste livro. Vicky foi convidada – por um milhão de euros – a narrar a história daquela que, durante 19 anos, foi uma célebre mascote da Biblioteca Pública de Spencer, no Iowa: um gato amarelo, ao estilo “Gato das Botas” no filme ”Shrek”, curiosamente baptizado de Dewey ReadMore Books.

«É uma espécie de estrela pop do universo dos gatos», atira José Prata, editor da Caderno, que relativiza o êxito: “é apenas mais um livro entre muitos que se destacam». Pratas lembra que histórias com animais sempre foram publicadas em Portugal, e dá o exemplo de “Cão Como Nós” , de Manuel Alegre. O editor defende que este tipo de livros funciona através da «ligação afectiva» que as pessoas estabelecem com eles – e revela que, curiosamente, foram os cibernautas portugueses os que mais encheram a caixa de comentários do blogue de Vicky Myron.

Como “Marley & Eu”, “Dewey” vai ser adaptado ao cinema. De acordo com fonte da Caderno, «estão a decorrer as negociações e a actriz Meryl Streep, galardoada com um Óscar, irá protagonizar o filme».

E a secção zoófila ganhou recentemente mais um elemento: “Querido Ollie”, de Stephen Foster, publicado pela mesma editora. É “uma espécie de Marley & Eu inglês”, diz José Prata, do livro que constitui o relato da aventura de Foster em domesticar o cão abandonado que adoptou. Best-seller internacional, “Querido Ollie” já consta da lista dos mais vendidos do jornal britânico “Sunday Times”.

Animais, Franz Kafka, auto-ajuda, Ernest Hemingway, memórias e relatos, José Saramago. Partilham escaparates de livrarias. Há quem os distinga entre livros e literatura mas, na hora de comprar, muitos deixam os cânones nas prateleiras.»

Veja aqui os conteúdos da revista Os Meus Livros de Maio, dedicada à Feira do Livro.

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Ter, 28/Abr/09
Ter, 28/Abr/09

O próximo número da revista Os Meus Livros é dedicado à Feira do Livro de Lisboa.

Mais do que a temática da revista, haverá um lançamento da mesma no primeiro dia da Feira, dia 30 de Abril (quinta-feira), pelas 18:30, na Praça Central, por Carlos Pinto Coelho.

A revista Os Meus Livros também se associou à programação oficial da Feira do Livro, e contará com dois debates principais, nas duas quartas-feiras (dia 6 e 13 de Maio), pelas 18:00, subordinado aos temas «O Meu Filho Não Quer Ler - O Que Fazer?» e «O Meu Filho Quer Ler - Como Devo Escolher», respectivamente.

Entre os convidados, João Morales irá moderar as duas mesas e contará com José Jorge Letria (autor), Cristina Taquelim (bibliotecária) e José Oliveira (editor da Caminho) para o dia 6 e Andreia Brites (animadora), Mafalda Milhões (Livreiras), Rosário Araújo (editora da Oficina do Livro) e Alice Vieira (autora), no dia 13.

A revista Os Meus Livros é um dos Media Partners da Feira do Livro de Lisboa 2009.
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Seg, 2/Mar/09
Seg, 2/Mar/09
Na edição deste mês da revista «Os Meus Livros», poderá ler sobre Antonio Garrido e o seu livro de estreia A Escriba, tudo sobre a edição deste ano do Correntes D'Escritas e ainda sobre eventos como o Colóquio Edgar Allan Poe, que decorrerá em Lisboa.

Este número apresenta ainda a aposta da recentemente premiada escritora Teolinda Gersão - o escritor moçambicano Suleiman Cassamo, com três obras publicadas em Portugal.

Mais informação aqui.


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