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Blogtailors - o blogue da edição

O comércio online

04.03.08
«De acordo com um estudo apresentado pela Marktest, quase 2,5 milhões de cibernautas portugueses visitam sites de comércio electrónico quando navegam a partir de casa. Este valor indica que as lojas on-line são visitadas por 82 por cento dos cibernautas lusos.

(...)

Segundo o estudo o site com mais utilizadores únicos foi o site português da Fnac, seguindo-se a Worten e a Amazon»

Mais desenvolvimentos no Sol.

Design Editorial

03.03.08
A foto é da Margarida Delgado, a composição (transformação, se preferirem) gráfica da RPVP Designers - os parceiros da Booktailors para a área do design gráfico.

A editora, essa, é a Livros de Seda - a nova editora do Grupo Editorial Plátano.
Nota de interesses. A Livros de Seda é um cliente da Booktailors

Emprego: Comercial

03.03.08
Somos uma prestigiada empresa do sector editorial com o reconhecimento e apoio de grandes individualidades do panorama cultural nacional.
Apostando na Qualidade do Serviço e no desenvolvimento da actividade comercial, pretendemos admitir:

COMERCIAL (m/f)

Zona Norte
Com reporte à Direcção Editorial e de Conteúdos, a função envolve responsabilidades pela implementação e dinamização da acção comercial, coordenando e animando os meios e recursos afectos à actividade e promovendo oportunidades de negócio sempre numa perspectiva gestão da relação com o Cliente e aumento da quota de mercado dos produtos. A função implica, também, a angariação de novos Clientes e seguimento da evolução comercial dos produtos e do mercado editorial em geral.

Profissional com formação de nível superior, com apetência comercial, valorizando-se experiência anterior em funções similares, idade ideal até 35 anos, disponibilidade para deslocações e carta de condução.

Proporcionamos-lhe integração numa equipa dinâmica, excelentes condições de trabalho e remuneração.

Os interessados deverão apresentar a sua candidatura à EGOR Porto, indicando a referência 35.3004.88039 para o e-mail: 88039@egor.pt

Círculo de Leitores e a angariação de Sócios

03.03.08
"Já conhece a nossa revista?", diz-me a menina simpática que me coloca a revista diante dos olhos. Estou à porta do Centro Comercial Vasco da Gama, são 20h30 de sexta-feira (passada) e a revista é a revista do Círculo de Leitores. São duas jovens, bem-apresentadas, o texto bem estudado, simpáticas, com boa reacção quando digo "não é oportuno agora". Avanço apressado, mas não posso deixar de olhar para trás alguns passos mais à frente. As duas jovens continuavam, revista em punho, repetindo a mesma frase. A mesma simpatia.

Comportamento exemplar.

Formação Booktailors

03.03.08
Inicia-se hoje, pelas 18h30, a primeira acção de formação Booktailors - o curso de Revisão 1, ministrado pela Raquel Mouta.

Dada a corrida que houve ao curso, abrimos um segundo (com início a 31 de Março) que também já se encontra com todas as vagas preenchidas.

Mais novidades irão ser apresentadas no futuro, mas para já pedimos um favor: digam-nos que cursos gostariam de ver realizados. Direitos Estrangeiros? Avaliação de tradução? Editing? Estratégia Editorial? Produção Gráfica e Orçamentação? Digam de vossa justiça.

Obrigado

Emprego: Assistente Editorial (estágio não remunerado)

02.03.08
Empresa ligada ao sector da edição de livros procura, para a realização de um estágio não remunerado, um licenciado para desempenhar as funções de assistente editorial.

Perfil

- Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas;

- fluência verbal e escrita na língua inglesa;

- fluência verbal e escrita em línguas, extra o idioma inglês;

- boa capacidade de expressão escrita.



Oferece-se:

- Estágio não remunerado, pelo período de 6 meses; ´

- integração em empresa ligada ao sector da edição de livros

- possibilidade de integração nos quadros da empresa, após a realização do estágio de 6 meses;

Os candidatos deverão enviar o seu CV, acompanhado de uma carta de apresentação para casacomlivros@gmail.com.

A Besta Célere, por Alexandre O'Neill

02.03.08
Deixamos aqui o célebre texto de O'Neill, dedicado às bestas céleres. Picado daqui, a partir da obra "Uma coisa em forma de assim", Assírio & Alvim, 2004 (págs. 148,149 e 150).

"Há quem lhe chame, por brincadeira, besta célere para caracterizar a qualidade mediana (tomada por média) desse produto cultural (agora é tudo cultural!) e, ao mesmo tempo, a rapidez com que ele se esgota em sucessivas edições. O best-seller é um produto perfeita (ou eficazmente) projectado em termos de «marketing» editorial e livreiro. É para se vender- muito e depressa -que o best-seller é construído com os olhos postos num leitor-tipo que vai encontrar nele aquilo que exactamente esperava. Nem mais, nem menos. Os exemplos, abundantíssimos, nem vale a pena enumerá-los. Convém não confundir, pelo menos em todos os casos, best-seller com «topes» de venda. Embora seja cabeça de lista, o best-seller tem, em relação aos livros «normais», uma característica que logo o diferencia: foi feito propositadamente para ser um campeão de vendas. A sua razão de ser é essa e só essa. E aqui poderia dizer-se, recuperando o lugar-comum para um sentido sério, que «o resto é literatura».

Estou a pensar em bestas céleres como Love Story ou O Aeroporto. Não estou a pensar em «topes» de venda como O Nome da Rosa ou Memórias de Adriano. Estes últimos são boa, excelente literatura que, por razões pontuais e, muitas vezes extrínsecas à sua própria feitura, conheceram grandes êxitos de venda, o que é bastante diferente. Enquanto o best-seller é esquemático, quer dizer , não comporta mais do que o necessário, em termos de ingredientes, para comover (ou motivar, como é costume dizer-se) os simplórios, o livro «normal»nem pensa nisso. Nascido de uma necessidade interior, o livro «normal» chega ao leitor de dentro para fora. O best-seller é exactamente construído ao contrário: chega de fora para dentro ou, até, de fora para fora, visto que a sua penetração no leitor não é nenhuma, ao passo que a sua propagação é imensa.

Habitualmente, o best-seller, ao fim de alguns anos, está esquecido ou, então, foi posto em cinema ou em TV e será, durante uns tempos, ainda lembrado, quase nunca em termos de literatura, que não é, mas apenas de história. O cinema ou a TV não podiam senão tornar ainda mais liso o que liso e correntio era.

Editores com o sentido da oportunidade aproveitam, então, para lançar ou desenterrar tiragens, que às vezes se vendem, outras não, mas sempre com a inevitável cinta: Um grande sucesso agora no cinema (ou na TV). Alimentam, deste modo, curiosidades menores do público: saber com antecipação o que vai acontecer (caso das séries televisivas, aliás, «adiantadas» na Imprensa diária e semanal) ou ver até que ponto o cinema respeitou ou não respeitou a história original.

O best-seller é feito a pensar num leitor «espremido» por computador e serve a esse leitor tanto quanto lhe pode servir qualquer outro objecto de conforto. É um típico produto da chamada indústria cultural. Toma, exteriormente, a forma de livro para melhor se confundir com os verdadeiros livros. É uma espécie de ornamento (do espírito, da estante ou do caixote do lixo...) e cumpre, quase sempre , o seu papel, virada a última folha.

O best-seller pode ser preparado com muita habilidade e, para os desprevenidos, constituir, até, uma obra de qualidade. A propaganda fará o resto. Mas isso será só ilusão. O best-seller tem a qualidade apenas necessária para não comprometer a quantidade que alcançou ou deseja alcançar. Esse é o seu verdadeiro objectivo: quantidade e mais quantidade.




Hoje, que a literatura integra áreas cada vez mais vastas, uma há que não poderá integrar, a do best-seller, sob a pena de se transformar no contrário de si mesma: o fabrico e o consumo desenfreado de um produto que por acaso se chama livro."




Alexandre O'Neill, "Uma coisa em forma de assim", Assírio & Alvim, 2004 (págs. 148,149 e 150).

ahl al-kitab?

01.03.08
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«Povos do livro», era o que os muçulmanos chamavam aos que professavam as religiões de origem semita, ou com base n'O Livro Sagrado (Bíblia), nas suas mais diversas versões, incluíndo a «versão final» do Alcorão.

O Livro respeitava o elo sagrado que definia a política e permitia o culto (tributado) de todas as religiões dessa origem.

Bom, isso foi há muitas centenas de anos atrás.

Actualmente livro não é documento e a política reina mais do que a religião.

Não, não vou falar do Spielberg e do seu boicote à China (engraçada analogia com o caso seguinte, vinda de quem vem), mas de um outro boicote no Salão do Livro de Paris.

O convidado de honra do próximo certame é Israel e, como adivinham, não foi uma decisão simples de tomar e, em especial, de manter.

Desde o anúncio do país convidado que as críticas começaram a chover, eminentemente da comunidade árabo-muçulmana como a recente declaração de Ibrahim al-mu'allim, secretário geral da União de Escritores Árabes.

O certame, organizado pelo SNE, abre as portas dentro de duas semanas e é visto por alguns como a celebração dos 60 anos da criação do estado Hebraico.

Logo no início da semana, a versão islamita da Unesco, a Isesco, apelou ao boicote de todos os países árabes (cerca de 50), seguida desde já pelo Iémen (que já não ia, mesmo assim...) e pelo Líbano, assim como os argelinos e os marroquinos, embora a título individual (decisão dos editores), apesar de se adivinhar na decisão questões coloniais por resolver.

Serge Eyrolles, presidente do Syndicat national de l'édition e o organizador do Salão protesta contra a leitura política, afirma não convidar países, mas sim culturas, lamentando estarem a ser alvo de um «boicote desmesurado».

Casa Fernando Pessoa (por António Mega Ferreira)

01.03.08
António Mega Ferreira publicou no passado sábado, 23.02.2008, um artigo intitulado "Museus e mais museus" no qual expressa o seu desacordo em transformar a Casa Fernando Pessoa num museu. O artigo foi publicado na página 39 da revista Ns do Diário de Notícias.


«É por isso que a posição da vereadora Manuela Júdice sobre este assunto, divulgada na semana passada, me merece o mais vivo aplauso. Aquela que foi a primeira directora da Casa Fernando Pessoa sabe bem do que fala: critica a dispersão de materiais que interessam ao estudo e ao conhecimento da obra e da vida do poeta por incontáveis departamentos, dependências, secções e (provavelmente) arrumos. E insurge-se contra a ideia de criar mais um museu para fazer aquilo para que a Casa Fernando Pessoa foi criada. O que faz falta não é um museu dedicado a Pessoa; é dotar a Casa de meios para poder actuar e de uma direcção eficaz, imaginativa e aberta ao exterior.»

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