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Blogtailors - o blogue da edição

António Lobo Antunes distinguido pela Universidade Babes-Bolyai de Cluj

29.09.14

 

«O escritor António Lobo Antunes vai receber no próximo dia 6 de Outubro o Doutoramento Honoris Causa da Universidade Babes-Bolyai de Cluj, na Roménia, uma das mais antigas e prestigiadas da Europa Central e Oriental.» Ler no Diário Digital.

 

«A universidade romena de Babes-Bolyai vai distinguir o escritor português António Lobo Antunes com o Doutoramento Honoris Causa e com o Grande Prémio de Excelência do Salão do Livro da Transilvânia.» Ler no Observador.

Gardunha, um território à procura dos seus escritores

29.09.14

 

«"O que nos leva a viajar quando podemos ver na televisão o interior de um formigueiro ou a superfície de Marte?", perguntou o escritor de viagens espanhol Javier Reverte na sessão inaugural do 1.º Festival Literário da Gardunha, que decorreu este fim-de-semana entre Fundão, Alpedrinha e Castelo Novo. O que leva um escritor a viajar, e o que levou afinal 30 escritores à Serra da Gardunha este fim-de-semana para participarem nesta iniciativa da Câmara Municipal do Fundão, da editora A23 e do Grande Turismo?

 

O convite, explicou o presidente da Câmara, Paulo Fernandes, partiu da vontade de dar a conhecer "paisagens novas, latitudes diferentes, novas geografias". De atrair criadores para uma região, a Gardunha, que no passado inspirou outros escritores, de Vergílio Ferreira a Eugénio de Andrade, e que, recordou, foi sempre "um espaço de liberdade", em grande parte também pelo papel histórico do Jornal do Fundão. Nesta primeira edição, o Festival Literário, que tem como mote A Viagem Começa Aqui, convidou os escritores Alexandra Lucas Coelho e Tiago Salazar e o fotógrafo Pedro Loureiro para três residências artísticas na região.» Ler no Público.

 

«A literatura de viagem será transversal a todos os géneros? Um viajante tem que ser inevitavelmente um errante ou há o desejo do regresso? E a ficção, poderá imiscuir-se com o real? Foram questões como estas e tantas outras (muitas mesmo) que estiveram em debate no I Festival Literário da Gardunha. Grandes nomes do jornalismo como Javier Reverte e Fernando Paulouro Neves, ensaístas, historiadores, filólogos, poetas e andarilhos subiram ao palco do Auditório da Moagem, no Fundão, perante uma plateia cheia (cerca de 150 lugares lotados), para partilhar experiências, trocar opiniões e, acima de tudo, dissecar o que é afinal isto da literatura da viagem. Do sopé da Serra da Gardunha ao cume são 1.227 metros. A subida fez-se a passo seguro, com pausas nos campos base para poder tomar o gosto à aventura das palavras (ou às palavras das aventuras).» Ler no Diário Digital.

Portal Ciberdúvidas retomou a atividade regular

29.09.14

 

«O portal de Língua Portuguesa Ciberdúvidas retomou o serviço de esclarecimento regular de dúvidas, resolvido que foi o destacamento de um professor, por parte do Ministério da Educação e Ciência, disse à Lusa o seu coordenador.

 

José Mário Costa afirmou que "a questão foi já ultrapassada e está resolvida. O professor Carlos Rocha foi colocado e retoma as suas funções".

 

Segundo informação do portal, Carlos Rocha tem sido, "em dedicação exclusiva", o coordenador executivo "deste espaço de esclarecimento, informação e debate à volta da língua portuguesa, de acesso gracioso e sem fins lucrativos".» Ler no Diário Digital.

 

«Em comunicado divulgado na página oficial na Internet, o Ciberdúvidas esclarecia, na sexta-feira última, que "foi obrigado a interromper as suas atualizações regulares, por não poder contar, ainda, com a renovação do destacamento, por parte do Ministério da Educação, do professor Carlos Rocha".» Ler no Jornal de Notícias.

Curso de Livro Infantil, por Carla Maia de Almeida — início a 13 de outubro (LISBOA)

29.09.14

Curso de Livro Infantil,

por Carla Maia de Almeida

 

Objetivos:

Este curso não é um workshop de escrita criativa nem está vocacionado para ações pedagógicas associadas à leitura. Pretende-se, sim, explorar o universo do livro infantojuvenil tomando-o como objeto total, privilegiando a componente literária, mas sem negligenciar outros campos como a ilustração, a edição ou a tradução. Serão mostrados e trazidos à discussão dezenas de títulos recentes, sejam portugueses, traduções ou originais noutras línguas. Estas escolhas refletem o gosto pessoal e as idiossincrasias da formadora e não têm qualquer pretensão de exaustividade nem de doutrinação.

 

Público-alvo:

Estudantes de literatura, edição e educação; professores, bibliotecários e educadores; pais e outros mediadores da leitura junto das crianças; ilustradores; livreiros. Todos os que gostam de ler livros para crianças.

 

Formadora:

Carla Maia de Almeida nasceu em Matosinhos, a 12 de janeiro de 1969. É jornalista de imprensa desde 1992 e escreve atualmente na revista LER sobre livros infantojuvenis, área em que também faz traduções e formação. Licenciada e pós-graduada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, tem uma pós-graduação em Livro Infantil pela Universidade Católica Portuguesa. Na Caminho, publicou O Gato e a Rainha Só (ilustrações de Júlio Vanzeler, 2005); Não Quero Usar Óculos (ilustrações de André Letria, 2008), Ainda Falta Muito? (ilustrações de Alex Gozblau, 2009); e Onde Moram as Casas (ilustrações de Alexandre Esgaio, 2011). Publicou ainda um conto na coletânea Capuchinho Vermelho: Histórias Secretas e Outras Menos (Bags of Books, 2012) e A Lebre de Chumbo, uma edição da APCC — Associação para a Promoção Cultural da Criança (ilustrações de Alex Gozblau, 2012). Em 2013, saiu Irmão Lobo, o seu primeiro romance para o leitor adolescente e adulto, com ilustrações de António Jorge Gonçalves e a chancela do Planeta Tangerina. Vive em Lisboa e tem um blogue chamado O Jardim Assombrado.

 

Programa:

1.ª Sessão: Era uma vez um reino incerto

Apresentação. Que coisa é essa da «literatura infantil?»: algumas definições e aproximações críticas. Do livro de conceitos ao romance juvenil: diferentes géneros de um produto editorial específico mas pleno de ambiguidades. Alguns momentos-chave da história do livro infantil.

 

2.ª Sessão: Contar para dar nomes às coisas

Os contos como desdobramento da vida interior e construção de sentido. O lobo mau não é vegetariano: sobre a temida crueldade dos contos de fadas. Não há temas difíceis, apenas livros que funcionam (ou não). A importância de contar histórias e o impacto da tradição oral no livro infantil.

 

3.ª Sessão: A arte de iluminar as palavras

Breve história da ilustração do livro infantil. A evolução do picture story book (ou álbum) como campo contemporâneo de experimentação estética. Relação indissociável entre texto e imagem. O elo perdido no virar da página de um picture story book. Pop-ups e livros só com imagens são literatura?

 

4.ª Sessão: Posso usar a palavra «vislumbrar»?

Escrever para crianças: a ilusão da facilidade. FAQ (Frequentes Atitudes Quadradas) e anti-FAQ de uma escritora. Como se faz um livro? Gestão de egos artísticos e metodologia de trabalho entre escritor e ilustrador. Escritores de livros para crianças e autoimagem.

 

5.ª Sessão: Some like it hot

Autores estrangeiros: dos clássicos da era de ouro das publicações juvenis aos nomes contemporâneos e indispensáveis num Plano Pessoal de Leitura. Anthony Browne, Babette Cole, David Almond, Edward Gorey, Emily Gravett, Jutta Bauer, Kate DiCamillo, Maurice Sendak, Neil Gaiman e Roald Dahl. Questões relativas à tradução.

 

6.ª Sessão: Isso não é para a tua idade!

Como escolher livros para crianças. Chaves de interpretação qualitativas para texto e ilustração. Orientação de leituras por idades, interesses temáticos e personalidade. A leitura literária como suporte de valores para o autoconhecimento e a interação da criança com o mundo.

 

Sugestões bibliográficas:

  • A Emancipação da Literatura Infantil, Manuel António Teixeira Araújo (Campo das Letras);
  • A Formação do Leitor Literário, Teresa Colomer (Global Editora);
  • Breve História da Literatura para Crianças em Portugal, Natércia Rocha (Caminho);
  • Children’s Literature, Peter Hunt (Blackwell Publishing);
  • Contar Con Los Cuentos, Estrella Ortiz (Palabras del Candil);
  • Illustrating Children's Books, Martin Salisbury (A & C Black);
  • Crítica, Teoria e Literatura Infantil, Peter Hunt (Cosac Naify);
  • Poética da Literatura para Crianças, Zohar Shavit (Caminho);
  • Psicanálise dos Contos de Fadas, Bruno Bettelheim (Bertrand);
  • Mujeres Que Correm Com Los Lobos, Clarissa Pinkola Estés (Ediciones B);
  • Words About Pictures, Perry Nodelman (Georgia).

 

Dados técnicos:

N.º de sessões: 6.

Datas: 13, 15, 20, 22, 27 e 29 de outubro de 2014.

Horário: 18.30-21.30.

Total de horas: 18.

Propina: 165,00 €.

Descontos: 10 % para ex-alunos Booktailors, estudantes ou formandos que realizem pagamentos a pronto. Desconto máximo acumulável: 20 %.

Local: Bookoffice —Travessa das Pedras Negras, n.º 1, 3.º Dto. Lisboa.

 

Para se inscrever, por favor envie CV (com a referência: LivInf out 2014) para: formacao@booktailors.com.

Nova exposição de Paula Rego inspirada por Eça de Queirós

29.09.14

 

«Paula Rego pretende desenhar todos os livros de Eça de Queirós, o seu escritor português favorito, disse a pintora portuguesa a propósito de uma exposição em Londres de telas inspiradas no livro A Relíquia.» Ler no Diário de Notícias.

 

«Depois de ter criado uma série de quadros com base em O Crime do Padre Amaro, em 1997-98, a artista adiantou à agência Lusa estar já a trabalhar com base no romance O Primo Basílio.» Ler na RTP e no Correio da Manhã.

 

«Paula Rego diz admirar Eça de Queirós "mais do que qualquer outro escritor português" por causa do humor, sarcasmo e valores sociais, os quais considera actuais.» Ler no Sol.

As tiras da Mafalda começaram a ser publicadas há 50 anos

29.09.14

 

«A Mafalda não gosta de sopa mas ouve os Beatles, brinca com os amigos aos cowboys e preocupa-se com a guerra no Vietname. Criada pelo argentino Quino, a personagem de banda desenhada é uma menina de 5 anos (acompanhamos as suas aventuras ao entrar para a escola primária), da classe média, pequena mas muito inteligente. A primeira história da Mafaldinha foi publicada a 29 de setembro de 1964 no semanário Primera Plana, faz amanhã [hoje] 50 anos.» Ler no Diário de Notícias.

 

«Mafalda apareceu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964, nas páginas do semanário argentino Primera Plana. 50 anos depois, as palavras e atitudes da menina com um sentido crítico mordaz e um sarcasmo disfarçado de inocência continuam a apaixonar muitos leitores.» Ver na Renascença.

 

«Mafalda, nome inspirado na personagem do romance Dar la Cara, de David Viñas, foi recuperada por um jornalista e amigo de Quino, Miguel Brascó, que a divulga pela primeira vez em "Gregorio", suplemento de humor da revista Leoplán. A 29 de Setembro desse mesmo ano de 1964, o semanário Primera Plan de Buenos Aires, começa a publicar Mafalda regularmente, vínculo que se mantém até Março do ano seguinte, quando a história da menina que adora a música dos The Beatles e os desenhos do Pica-Pau, e que se bate pela paz, os direitos humanos e a democracia, se muda para o jornal El Mundo. Por esta altura, Joaquín Salvador Lavado Tejón, mais conhecido como Quino, leva já mais de uma década a publicar as suas tiras humorísticas, mas os louros vão todos para este clã portenho, que seria alargado no final da década de 60, com a chegada de Gui, o irmão mais novo da protagonista.» Ler no iOnline.

 

«Filha de uma família da classe média argentina, Mafalda questiona a Humanidade e a existência da sopa, de dedo em riste e quase sempre com um ar preocupado. Uma "heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é", descreveu Umberto Eco em 1969.» Ler no Jornal de Notícias.