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Blogtailors - o blogue da edição

As capas como factor de aproximação ao target

13.05.08
Sábado de Manhã. Saio para comprar o jornal. Dois generalistas diários (DN, Público) e dois desportivos diários (Record e A Bola) realçam largamente nas suas capas as decisões que atingiram alguns dirigentes, clubes e árbitros de futebol.

O jornal O Jogo (que pertence ao grupo que detém igualmente o DN), por seu lado, dedica a área mais nobre do seu jornal à venda de Bosingwa ao Chelsea por 20 milhões. Ao caso das suspensões, o Jogo dedicou o topo do jornal, sendo que o impacto da mancha gráfica era claramente favorável à notícia da transferência.

Este post não é sobre a imparcialidade do jornalismo. É sobre o processo de segmentação levado a cabo pelo responsáveis dos vários meios . Chama-se conhecer o perfil de leitor, alinhar junto do seu público-alvo uma capa que vá ao encontro das suas referências e preferências. O Jogo sabe que os seus leitores são eminentemente do Grande Porto, havendo uma maior preferência por clubes como Boavista e FCPorto (da mesma forma que os outros dois desportivos têm ligações mais fortes a clubes como Sporting e Benfica), pelo que limitiram-se a dar ao seu público aquilo que este procuram.

Nos livros a mesma coisa. Conhecendo-se o adn do livro, o público a que se destina, as capas são um instrumento fundamental de retenção da atenção do leitor. São elas que, por entre o ruído, nos levam a fazer mais dois passos do que o habitual para pegar naquele e não noutro livro. A partir daí segue-se a análise da contracapa, das badanas, das primeiras palavras do livro. Mas se a capa não cumprir a primeira destas funções, tudo o resto estará perdido.

Pegando noutro exemplo para dizer o mesmo, vejam-se as duas capas das duas newsmagazines Sábado e Visão, ambas do dia 8 de Maio de 2008. O tema é mesmo, mas veja-se o tratamento da capa de uma e outra revista:


(pf)

Nota de interesses: Sou simpatizante do SLBenfica, sócio com quotas pagas e lugar cativo no Estádio da Luz (a partir do qual assisti, no domingo, ao último jogo do atleta que personifica, para mim, tudo o que de bonito tem o futebol).

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