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Seg, 5/Jan/09
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Hugo Xavier, da Cavalo de Ferro, comentou o post no qual António Lobo Antunes indicou que os livros eram "indecentemente caros". Pela pertinência do comentário, publicamo-lo aqui em forma de post:

«Há alguns anos e depois de ficar algo farto dessa questão dos livros estarem caros, fiz uma pequena investigação pessoal que acabou por se tornar uma investigação continuada que me levou a comparar o preço dos livros com o de outras "comodidades", tal como discos (actualmente cd's), peças de roupa, jornais, cadernos escolares, etc. Fui à procura em arquivos de jornais e cheguei à estranha confirmação de que os livros evoluiram em equilíbrio desde o final do século dezanove até hoje com duas excepções: as duas guerras durante as quais o preço do papel realmente subiu bastante e os livros encareceram.

Como editor gostaria imenso de poder baixar os preços dos meus livros mas dado o elevado custo da produção e matérias primas aliado às margens de distribuidoras e livrarias não é possível fazer muito mais. Apesar de tudo e caso não tenham notado, desde meados de Setembro raro é o livro (de texto sem ilustrações e em formatos regulares) que ultrapassa os 16 €. Isto é uma baixa significativa relativamente aos últimos 2/3 anos. Penso que é uma forma das editoras mostrarem que estão mais atentas ao mercado.

Hugo Xavier
Coordenador editorial - Cavalo de Ferro»

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por Booktailors às 12:07 | comentar | partilhar

11 comentários:
De dolphin.s a 05 de Janeiro de 2009 às 20:59
indo neste momento ao site da cavalo de ferro, nos destaques da página de abertura, dos 6 livros apresentados em baixo, 3 têm preços superiores a 16€

gosto muito (muito mesmo) do catálogo da Cavalo, mas é das editoras mais caras do mercado. com muito pena minha que vou passando muitas mais vezes ao lado dos seus livros do que aquelas que gostaria. e tenho alguns deles em "lista de espera" há demasiado tempo...

e sim, também acho o preço dos livros editados por cá, demasiado elevado. não se compreende que se compre a edição em inglês, do Roth, pex, a 6/7 € e a tradução custar 17.50€

e não, não me digam que é a tradução que encarece. não com esta diferença brutal.


De jorge vaz nande a 06 de Janeiro de 2009 às 00:03
Este post lembra-me que ainda há poucas semanas remexi em JL's anteriores ao euro e notei que os preços dos livros não eram (para mim, surpreendentemente) muito diferentes daqueles que se praticam agora.


De Anónimo a 06 de Janeiro de 2009 às 12:39
Bem apenas uma nota para esclarecer que sim, as traduções sobretudo de línguas que não o inglês, francês, espanhol e outras encarecem muito a edição. Um livro do inglês traduz-se pagando por página entre 7,5 e 9 € na maioria das editoras. Contudo uma tradução do norueguês, por exemplo, paga-se a 15 € e nem sempre há apoios.

Mas o problema é a produção. Os materiais são caros e as tiragens são baixas. Se eu como editor estivesse a publicar Roth's sem custos de tradução e diluindo o custo de produção pelas centenas de milhares da tiragem de um livro como esse, talvez a coisa fosse mais fácil.

Nós por cá (na Cavalo de Ferro, por exemplo) temos tiragens médias de 1500 exemplares. Se houvesse mais compradores teríamos tiragens maiores e diluiriamos o preço mas já em tempos experimentámos fazê-lo e tivemos resultados nulos. Portanto se queremos continuar a publicar livros temos de ter em conta as contas.

Hugo Xavier
Coordenador Editorial - Cavalo de Ferro Editores.


De dolphin.s a 06 de Janeiro de 2009 às 13:58
"Se houvesse mais compradores teríamos tiragens maiores e diluiriamos o preço"

se os preços fossem mais baixos compraria muitos mais livros.

pescadinha de rabo na boca.

e confesso que de facto não tinha pensado nas diferenças de preços na tradução de outras línguas "menos comuns".
ainda assim, acho os preços exagerados. não serei, se calhar, o melhor exemplo do leitor com que contam - os mais esporádicos serão mais numerosos que os heavy buyiers, e eu sou uma heavy buyier. logo tenho que tentar racionar e racionalizar a coisa. mas se calhar também são os viciados nos livros quem mais procura a cavalo de ferro.
é como digo - tenho um monte de livros vossos em lista de espera. mas dói-me alma e as contas para pagar, quando penso em matar um dos dessa lista.
não serei também caso único; conheço alguns outros :)


De Femme a 06 de Janeiro de 2009 às 16:25
Para quem gosta de assuntos relacionados a livros e cultura em geral aí vai uma dica, tem um site aque achei na net bem legal onde você encontra assuntos relacionados ao que você quer o link é esse pre aquem tiver interesse:
http://www.ziipi.com/result?pesquisa=livro
(http://www.ziipi.com/result?pesquisa=livro)


De Anónimo a 06 de Janeiro de 2009 às 17:05
Cara Dolphinesse (será que se lê assim?),
O problema da pescadinha é que não tem o rabo na boca. Em tempos mais prósperos, como mencionei, a Cavalo de Ferro fez um esforço e reduzimos bastante os preços dos nossos livros. Esperávamos aumentar o número de leitores e poder assim aumentar as tiragens. As vendas mantiveram-se.

Apenas posso recomendar que se mantenha atenta às campanhas que vamos fazendo no nosso site. E que, connosco, espere pela abolição da lei do preço fixo.

Compreendo que ache os preços exagerados mas garanto-lhe que não são. Posso apenas relembrar algo sobre que já escrevi neste blogue em tempos: nós (Portugal) somos dos maiores produtores de pasta de papel e papel da Europa no entanto temos (nós, editores portugueses) de comprar o nosso papel ao estrangeiro a preços exorbitantes. É pena.

Mas garanto que os preços dos livros estão equilibrados com os de outros bens desde o século passado. Fiz comparações verificando milhares de anuncios de jornais de todos os anos desde 1890 e garanto-lhe que assim é. As pessoas compram peças de roupa caras, de marca, dvd's a 19 e 20 €, vão ao cinema a 5 ou mais € por sessão, pagam 1,30 € por jornal, ou 1 € por bilhete de metro... enfim dar 17 / 18 € por um livro não me parece exagero. E garanto-lhe que de outra forma é inviável. Se, como leitora pretender ver os preços dos livros baixar, sugiro que fale com o seu livreiro e lhe diga para ele abdicar de parte da enorme margem de desconto que exige: de uma pequena livraria que exige 30 a 35% de desconto a uma Fnac que está quase nos 50%...É que os editores pagam traduções, produção, revisão, grafismo e ainda damos o desconto ao livreiro e a margem da distribuidora...

Hugo Xavier


De dolphin.s a 06 de Janeiro de 2009 às 20:28
Pode ler como quiser :)
O nome é Sandra, daí o "S" ;)

vou continuar a discordar. acho 17/18/vintes um exagero. também deixei de ir ao cinema pela estupidez do preço a que chegamos, e quanto a comprar dvds, só mesmo as promoções.
acho um exagero olhando para o nível de vida dos portugueses e os ordenados reais - nem falando da tão batida geração 500€ que só deve conseguir comprar livros se viver em casa dos pais.

e podemos extrapolar mais. fala-se tanto de pirataria, tanto do mundo digital que aí vem (ou que já chegou)- como vão manter os preços dos livros com as novas gerações a um click de piratear um livro digital, de que vão ser fervorosos adeptos?
ou será que nem com o exemplo da indústria da música, a indústria do livro irá aprender algo?

é que eu serei da velha guarda que não concebe ler um livro num ecran, e que um monte de fotocópias não consegue substituir nunca o prazer de cheirar e abrir um livro. mas a velha guarda vai ser substituída pela geração digital. e tudo o que é digital é copiável/pirateavel/roubável.

na verdade, se a leitura já é um nicho, acho que com o tempo vai ser um nicho tão pequeno como o é o do vinil hoje em dia. e não vai ser encarecendo ou mantendo estes preços que vai sobreviver.

não deixo de comprar livros. seria incapaz de deixar de comprar livros. a leitura, os livros, são uma parte gigante daquilo que eu sou. mas quanto mais tempo passa, mais obrigada me tenho visto a racionar e a escolher e a encomendar de fora as edições na língua de origem. obrigo-me a aperfeiçoar outras línguas por causa disso.

e quanto aos descontos, não duvido que a fnac os pudesse baixar. até acho que terá sido a indústria quem a habitou mal - se a editora tal faz os 50% desconto, os outros tb têm que fazer ou ficam de fora.
agora as pequenas livrarias, sobreviviam sem o desconto? não sei. está demasiado fora do meu conhecimento para poder opinar. mas com certeza que deve fazer a diferença para muitas delas, entre o sobreviverem ou não. e as editoras não vivem só das grandes superfícies. acho.

de qualquer maneira agradeço-lhe o tempo que dedicou a responder-me. deu-me noção de mais algumas coisas que desconhecia ou em que não tinha pensado.


De Luís (Lisboa) a 06 de Janeiro de 2009 às 22:46
"as traduções sobretudo de línguas que não o inglês, francês, espanhol e outras encarecem muito a edição" LOL Então Sr. Xavier, por amor de Deus! E os subsídios (patrocinados pelos Ministérios da Cultura internacionais) que a CdF recebeu por traduzir dessas linguas que-não?


De Anónimo a 06 de Janeiro de 2009 às 22:49
Epá, não se preocupem, que o Xavier conta tudo nesta última edição dele, a do "Segredo"... Isto se os gajos que publicam o bestseller não o processarem antes...


De Luís Graça a 07 de Janeiro de 2009 às 09:52
Há um consolo: para quem gosta muito de livros (como eu), há tanta coisa em lista de espera para ser lida, em casa, que é atenuada esta triste solidão de já não haver nem dinheiro nem espaço para continuar a comprar com a mesma voracidade.


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