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Ter, 28/Fev/12
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Esta entrevista fala de hooligans, de Cícero, de Cavaco Silva, de física quântica e de motores diesel com pistões de terceira geração, ou seja, é uma entrevista sobre crítica literária. Fizemos a pergunta dos 10 milhões a Sara Figueiredo Costa, e ela falou em banda desenhada. Falámos sobre assessores de comunicação, e ela respondeu com o Abominável Homem das Neves. Quisemos saber se se acha com poder para destruir uma carreira, e ela dissertou sobre a Carris. Tudo o que precisa de saber sobre crítica literária numa entrevista cinco estrelas.

 

Já alguma vez um autor lhe deixou de falar na sequência de uma crítica literária?

Que eu saiba, não. Já tive algumas trocas de e-mails, felizmente, sempre civilizadas. E, ao contrário do que as pessoas possam imaginar, uma discussão (repito a ideia, sempre civilizada) pode ser a melhor consequência de uma recensão publicada na imprensa. Afinal, queremos ou não queremos suscitar o debate e a reflexão?

 

Sobre que autor nunca faria uma recensão?

Respondendo com a retidão académica desejável, nunca faria uma recensão sobre um autor que tivesse escrito sobre temas que me são pouco familiares (física quântica, por exemplo). Mas não era isto que queriam, pois não? Então, vamos lá. Posso dizer, sem mentir, que não tenho embirrações muito grandes, e as que tenho não partiram de nenhuma questão pessoal, mas sim da obra escrita. Como tenho alguma margem para escolher os livros sobre os quais escrevo, abstenho-me de escrever sobre livros que sei, à partida, que não me interessam (arriscando-me a não descobrir alguma coisa interessante por causa desse pré-conceito, mas ainda assim).

 

O que é fundamental para se ser um bom crítico literário?

Isto podia ocupar muitas páginas… Para simplificar uma coisa que não é simples, saltando por cima dos diferentes modos da crítica (da academia ao jornalismo, há muitas nuances) e partindo do princípio de que a pergunta se refere à crítica jornalística, diria que um crítico tem de saber ler, e não estou a falar de literacia básica. Tem, igualmente, de ter lido muito, porque não se pode pensar e escrever sobre um livro sem a consciência do que está para trás (sob pena de se descrever como absolutamente inovador um tipo de discurso que Faulkner já construiu muito melhor, por exemplo). Alguns conhecimentos de teoria literária também ajudam (e não estou a dizer que é preciso ter um curso superior na área; há bons livros sobre o tema e qualquer pessoa pode lê-los). Nos tempos que correm, diria que é fundamental gostar do que se faz e não ter demasiadas expectativas financeiras quanto ao retorno.

 

A crítica ainda tem poder para destruir uma carreira ou uma obra?

Uma carreira, não creio. A «carreira» é o tipo de coisa que vive mais das aparições, da construção de uma imagem pessoal adaptada aos gostos do dia, com uma pitadinha de originalidade rebelde e bem projetada naquilo a que chamamos espaço público. E o mais comum é que as pessoas que apostam na «carreira», e não tanto na obra, não tenham a crítica em grande conta (o normal é falarem dela com o mesmo grau de consciência, informação e inteligência com que os utentes da Carris falam do Salazar e do atual Governo, qualquer que ele seja). Ou seja, a «carreira» não se perturba se um crítico se dá ao trabalho de ler um livro, pensar sobre ele, cruzar a sua leitura com uma série de outras referências, etc., etc. A obra é outra coisa, e não creio que a crítica, sobretudo hoje, uma época em que se entende a crítica como uma nota de exame e não tanto como um processo de reflexão e juízo balizado por várias variáveis, tenha grande influência na boa ou na má fortuna de uma obra. Mas parece que ajuda a vender livros, pelo que me dizem alguns livreiros.

 

Como vê a redução de espaço dedicado à cultura nos meios de comunicação social?

Daqui a nada já nem vejo, tal é o processo de redução em curso. Diz-se que as pessoas não querem ler textos grandes, e por isso reduz-se o número de caracteres até ao ridículo; diz-se que as pessoas não querem ler sobre cultura, e então corta-se nas secções… Mas se as pessoas compram jornais com suplementos culturais, querem ler o quê? Parece-me que a desculpa não é boa, e a consequência ainda é pior.

 

O Brasil vai salvar a indústria editorial portuguesa?

Vai? Bom, da maneira que isto está a correr, o Brasil bem pode salvar-nos a todos, porque fazer as malas e procurar poiso do lado de lá do Atlântico começa a ser uma (a única?) perspetiva de futuro. Mas para ficarmos pela indústria editorial, não sei responder e não tenho grande veia para a futurologia. Se a pergunta se relaciona com a ideia de o Acordo Ortográfico ser uma coisa muito boa para editarmos livros no Brasil, então a resposta é «não», com a respetiva remissão para umas perguntas adiante. Se não é isso, resta-me dizer que imagino o mercado brasileiro tão exigente como os maiores mercados do mundo, e ainda por cima em crescimento, pelo que quem quiser singrar por lá terá de saber fazer um trabalho bem feito. Pessoalmente, gostava que os livros portugueses circulassem no Brasil e os brasileiros em Portugal, mas isto é uma visão que só tem metade de altruísmo: era bom para as editoras portuguesas e era bom para mim, que já podia comprar os livros que se editam no Brasil sem ter de pagar o dobro do preço de capa por causa da importação.

 

Se for na rua e vir um assessor de comunicação de uma editora, muda de passeio?

Em princípio, só mudo de passeio se me cruzar com o Abominável Homem das Neves, o Papão ou algum hooligan. Mesmo que esteja à beira de cruzar-me com algum governante dos últimos anos, não mudo, porque posso sempre aproveitar para espirrar e dizer coisas feias ao mesmo tempo. Até se me cruzar com o Dr. Cavaco, não mudo, e ainda lhe dou uma moedinha para ver se o bom homem consegue pagar as contas do mês. Mas a ideia era levar-me a falar sobre os assessores, não era? Ora bem, como em qualquer parte, há assessores de comunicação muito simpáticos e outros com quem não teríamos vontade de tomar café, há os que conhecem os livros de que falam e os que nem imaginam, e há os que acompanham o trabalho dos jornalistas e os que tentam impingir livros sobre gestão de empresas a críticos que só escrevem sobre ficção literária. É um mundo, como todos os mundos.

 

A banda desenhada não tem expressão em Portugal por falta de leitores ou por falta de atenção de jornalistas e críticos?

Ui, essa é a pergunta dos dez milhões, e o espaço que me possam dar não seria suficiente. Vejamos, há várias questões que devem apontar-se para explicar essa falta de expressão, e todas funcionam numa espécie de conluio. Por um lado, o desconhecimento de muitos livreiros em relação à BD fez com que os livros fossem expostos algures na secção infantil, e isto na época em que se editava muito mais e muito melhor do que agora. Isso impediu, ou distorceu, a perceção do público e fez com que livros adultos e geniais, que em França ou nos EUA são citados com a mesma pompa de Proust, ficassem relegados para um plano invisível. Depois, temos alguma receção da imprensa deturpada por uma coisa que em Portugal alastra e a que se poderia chamar «bedofilia». Essa coisa, nefasta, vive na ilusão de que a BD é um espaço de fantasia que nos remete para a infância, onde tudo eram cavaleiros andantes e mundos de aventuras. Ora, a BD não é um género, um estilo ou um tema, e sim uma linguagem, um meio, a partir da qual se pode construir toda a espécie de discursos (as aventuras, sim, mas igualmente a reportagem, a autobiografia, a novela histórica ou, até, a pornografia). Quando isto for assumido por toda a gente, e quando a visão dos fãs deixar de se sobrepor, no espaço público, à crítica e à análise, avançaremos um pouco mais. Nessa altura, talvez os editores arrisquem publicar livros que lá fora são referências de qualquer leitor culto (leitor em geral, não exclusivamente de BD) e que cá são apenas conhecidos por uma pequena minoria, parte dela interessada em ler, outra parte mais dedicada a bater palmas a tudo o que seja «aos quadradinhos». Acredito que, nessa altura, vamos todos saber quem é Edmond Baudoin, ou Seth, ou Töpffer, só para citar alguns, entre modernos e clássicos.

 

O e-book vai resgatar do caos as casas dos jornalistas e críticos literários?

Não sei. Vai? Se um e-book conseguir acrescentar duas assoalhadas ao modesto T2 do meu senhorio, eu compro já. Mas sobre a questão recorrente do fim do livro em papel, o que ainda haverá por dizer que não tenha já sido dito? Sim, a revolução digital está aí e por aí vai continuar, sem que ninguém consiga imaginar que inovações vai trazer daqui a três meses, ou até daqui a três dias. No entanto, um livro é um livro, não é um conteúdo, pelo que o lugar dos livros está, creio, assegurado. Claro, todas aquelas pessoas que alimentaram o mercado dos best-sellers e dos livros da moda quando se descobriu que Portugal andava a ler imenso, que passaram a transportar o seu livro nos transportes dentro de um saquinho de papel e que permitiram que os livros se vendessem nos supermercados, nas bombas de gasolina, em todo o lado, preferencialmente com descontos impossíveis e campanhas promocionais capazes de darem cabo de qualquer concorrência leal, essas pessoas talvez passem a descarregar os seus conteúdos num aparelho qualquer. As pessoas que gostam de livros continuarão a comprá-los, mesmo que tenham um e-reader e que leiam nele algumas edições. Vejamos: um e-book é muito útil para aceder, na internet, a milhares de livros antigos, já sem direitos de qualquer espécie, que algumas bibliotecas gentilmente disponibilizam e que, de outro modo, não conseguiríamos ler; é igualmente muito útil para acedermos a livros que não existem em papel, coisa que já acontece e que acontecerá mais vezes, ou para os livros que temos de ler por qualquer obrigação profissional, mas que dispensamos ter, ou ainda para aquelas coisas que não são, realmente, livros, mas que as lojas de aplicações vendem como tal (onde há animação, imagens a três dimensões, áudio, etc., etc.). Em todas essas situações, um e-book funciona como o computador que nos liga à net, com a vantagem da portabilidade e do conforto ergonómico, que mimetiza a disposição da leitura de um livro, e com as vantagens adicionais (mas não essenciais, convenhamos) das muitas aplicações que fazem isto e aquilo. Nada disso é igual à relação que se constrói com o livro em papel e com a biblioteca. E não estou a falar do cheiro dos livros ou de sentimentalismos, mas de processos de leitura, de formas de organização da informação lida e de gestos e modos que se repetem há muitos séculos e que não são substituíveis em dois minutos, que seria um tempo mais ou menos equivalente, em proporção, à cronologia que entretanto passou desde que o ser humano lê livros, por uma revolução digital cujos contornos ainda não conseguimos apreender. E para encerrar uma reflexão que merecia ser longa, digamos que o que me deixa mais feliz, no meio de tudo isto, é começar a desconfiar de uma coisa: por entre os mortos e feridos da dita revolução digital, talvez os únicos a safarem-se sejam as editoras artesanais e as muito pequenas, de nicho, e as livrarias independentes que conseguirem suportar este embate atual. Não é uma profecia, claro, mas talvez tenha algum sentido. E agora vou cravar o iPad a alguém para ler o livro sobre o qual escreverei na próxima LER.

 

Que palavra já não consegue ouvir?

Austeridade. Porque alimenta as notícias e está na boca de todos os pobrezinhos com dez mil euros de reforma, mas não produz nenhum movimento que possa resolver os nossos males.

 

Qual o seu maior ódio de estimação?

O meu contacto prolongado com os textos teológicos medievais da tradição judaico-cristã não me permite ter ódios, e isto apesar de eu própria não ter religião (mas os livros entram-nos na cabeça, não há como evitá-lo). Mas que há coisas que me irritam profundamente, isso há. Por exemplo, gente que cospe para o chão, ou que clama pela bondade do Dr. Salazar nos transportes públicos (em vez de dar um tiro na cabeça para se juntar a ele, como um autocolante de rua sugeria há uns tempos), ou que acha que os seus preconceitos deviam ditar a vida individual de cada um. Nos livros, irritam-me aquelas edições com brinde, cachecóis, lenços de seda e coisas parecidas, as livrarias que podiam ser supermercados e a resposta «está esgotado» perante a indagação por edições que o interlocutor não faz ideia se alguma vez existiram e se podem repousar, aos molhos, nalgum armazém distraído.

 

Se pudesse fazer uma pergunta ao atual secretário de Estado da Cultura, qual seria?

Se pudesse? Tanto quanto sei, e pese embora os acontecimentos dos últimos tempos, ainda vivemos em democracia, pelo que o questionar dos governantes ainda não foi proibido, estando à disposição dos cidadãos. Para além disso, tenho a pessoa que mora no secretário de Estado em boa conta e não acredito que fugisse a uma pergunta minha. Dito isto, acho que perguntaria ao secretário de Estado da Cultura se não quer regressar ao Jaime Ramos, que deixou saudades, à poesia, às muitas dinamizações culturais, aos textos sobre livros, comidas, memórias, afinal uma e a mesma coisa, em vez de participar no Governo que vai dando a machadada final naquilo que ainda, talvez, quem sabe, com algum jeito e muitas mudanças sérias, poderia ser uma sociedade democrática com preocupações de ordem social e cultural. As boas intenções não chegam para o que estamos a viver, e o Governo PSD/CDS tem tanto interesse e preocupação pela cultura como eu pelos motores a diesel com pistões de terceira geração.

 

Na atual conjuntura, como fazemos para que a língua portuguesa valha mais do que a PT, como apontou o ex-ministro da Cultura Pinto Ribeiro?

Isto deve ter algum sentido para quem cultiva aquela linha de pensamento que transforma em produto toda e qualquer coisa e que acredita piamente na possibilidade de atribuir um valor mensurável a coisas imateriais. Ou seja, não sei responder. Sabemos quanto vale a PT? E vale isso antes ou depois de pagar uns impostos sobre umas mais-valias de que ouvi falar nas notícias, que parece que todas as empresas teriam de pagar mas a PT terá ficado de fora (só ouvi dizer…)? Depois de sabermos isso, como é que sabemos quanto vale a língua portuguesa? Sim, percebo que é possível definir certos indicadores com a ajuda da sociologia, da economia e de outras ciências essenciais à nossa leitura do mundo, mas não sei se é possível dizer que a língua portuguesa vale X. Dito isto, creio que fechar leitorados no estrangeiro e reduzir drasticamente a promoção da cultura portuguesa no exterior e as relações produtivas (ou seja, as trocas e partilhas culturais que resultam em alguma coisa visível, não as reuniões intermináveis entre comissões de qualquer coisa) entre diversos agentes da chamada cultura lusófona é capaz de não ser uma boa maneira de alcançar o tal objetivo do valor, ou qualquer outro que valha a pena. E esta visão aplica-se, também, ao que se faz cá dentro, porque o tal valor da língua não deve ser só para inglês ver. Por exemplo, o que é que vai acontecer ao cinema português depois de deixar de receber a verba oriunda da publicidade que lhe era devida? E à promoção da leitura, se deixámos de ouvir falar na Carteira de Itinerâncias da DGLB? São só dois exemplos que confirmam que se não somos capazes de manter o que já foi feito e crescer com novas propostas, então não há pastel de nata que nos salve.

 

Acha que o novo Acordo Ortográfico é fundamental para a sobrevivência e expansão da língua portuguesa?

Pelo contrário. Acho que é fundamental para a derrocada de uma unidade e de uma lógica linguísticas que incluem a história da língua, a etimologia e a sua ligação com a definição de regras ortográficas, a própria noção de ortografia, que nunca incluiu a ideia peregrina de cada um escrever «como diz». E isto não tem nada a ver com patriotismo barato nem com aquela noção que algumas pessoas têm de que as línguas são coisas imutáveis (normalmente são as mesmas pessoas que acham que o mundo vai acabar porque usamos palavras inglesas, como se ainda falássemos todos latim, como se alguma vez tivéssemos falado o latim dos textos de Cícero). Mas sobre os atentados que o Acordo representa, há por aí vários textos bem fundamentados de linguistas e não só que bem podiam ser lidos.

 

Dê-nos uma boa ideia para o setor editorial português.

Tem de ser só uma? Vá lá… Uma ideia quantitativa: reduzir o número de títulos que se colocam nos escaparates, para ver se não rebentamos com o mercado em três tempos ou menos. Uma do foro legal: cumprir a lei do preço fixo, para não vermos constantemente livros recentes a preço de saldo em feiras e promoções malucas por essas grandes livrarias afora. Uma que junta a didática e a arrumação livreira: acabar com o erro (é mesmo um erro, e de palmatória, não é uma opinião ou um ponto de vista) de considerar que a banda desenhada é um género e passar a repartir os livros de BD pelos géneros respetivos, deixando de colocá-los na «secção infantil» onde as crianças talvez não percebam o porquê de o Manara estar ao lado das princesas da Disney, ou numa secção única, onde os nerds que decoram as vinhetas do Lanterna Verde e acham que o Super-Homem existe mesmo não entendem a presença de livros da Marjane Satrapi ou do Edmond Baudoin. Não é preciso um curso de marketing ou de comunicação; algum conhecimento e muito bom senso podem ser suficientes.

 

 

©Ricardo Duarte


Nasceu em Lisboa, em 1978. É licenciada em Línguas e Literatura Modernas — Estudos Portugueses e mestre em Linguística Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa. Jornalista freelancer, colabora com diversas publicações na área da crítica literária e do jornalismo cultural (LER, Time Out e Expresso). Mantém, desde 2007, o blogue Cadeirão Voltaire, sobre livros e edição, e desde 2003, o Beco das Imagens, dedicado à banda desenhada e à ilustração. É um dos membros fundadores da Oficina do Cego, onde leciona os módulos teóricos sobre história do livro e edição das formações sobre autoedição. 

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Campanha «Formai-vos!»: desconto de 50% para desempregados e recém-licenciados. Novidades 2012: [Lisboa] Oficina de Preparação de Original em Ambiente Digital, Comunicação Editorial, Livro InfantilRevisão de Texto - nível inicial; [Porto] Revisão de Texto - nível intermédio.


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