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Blogtailors - o blogue da edição

Blogtailors celebrou 7 anos no dia 6

08.09.14

 

No dia 6 de setembro de 2007, às 15.03 em ponto, nascia o Blogtailors, ainda na plataforma Blogger.

 

Pouco depois do terceiro aniversário, o Blogtailors anunciava, a 22 de setembro de 2010, a mudança para os Blogs do Sapo, onde ainda hoje se mantém, com design de Pedro Neves e ilustrações de topo de Pedro Vieira.

 

Mas hoje, como antes, muita coisa mudou. As visitas já são quase 2,5 milhões, e os posts são mais de 20 mil. Os seguidores no Facebook estão perto dos 10.000; no Twitter, são mais de 2250.

 

E o Blogtailors também vai mudar. Dentro de alguns meses serão anunciadas novidades.

 

Um grande obrigado a todos os que nos seguem.

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BI da Edição: Tânia Raposo, Guerra e Paz Editores

02.04.14
© Neusa Ayres

 

Tânia Raposo tem 31 anos. É licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde frequentou também a pós-graduação em Artes da Escrita. Começou a trabalhar na Guerra e Paz Editores em 2007, onde faz a gestão do plano editorial.

 

Há quantos anos trabalha em edição?

Desde 2007.

 

Onde começou a trabalhar em edição?

Na Guerra e Paz, Editores.

 

O que a levou a ingressar na edição de livros?

Depois de terminar a licenciatura, tornei-me especialista em sapatilhas e equipamento de corrida, e durante meio ano fui uma vendedora frustrada de uma loja num centro comercial. Até ao dia em que soube que precisavam de alguém para a receção da Guerra e Paz. Como disse ao colega que na altura me falou da vaga, eu só queria entrar. Abri a porta, atendi o telefone, servi cafés. Nos intervalos, pesquisava títulos estrangeiros, lia originais. Costumo dizer que era uma rececionista peculiar.

 

Em que consiste a sua função? Como é o seu dia a dia?

Tenho a meu cargo a gestão do plano editorial, a leitura e a avaliação de originais, o acompanhamento editorial de autores e projetos portugueses, a negociação de títulos estrangeiros, entre outras coisas, que faço sob a alçada do administrador editorial, o Manuel S. Fonseca. A equipa é pequena, por isso a definição de funções é importante mas não limitadora. Somos uma editora independente, temos feito um percurso de recuperação e crescimento nos últimos dois anos, e isso deve-se muito à criatividade, ao empenho e ao trabalho de cada pessoa desta casa.

 

O que lhe dá mais prazer no seu trabalho?

Criar projetos editoriais de raiz. Gosto de desafiar autores, trabalhar com eles na definição de uma ideia, na escrita e na edição, da primeira versão do texto até ao fecho do plano de capa. Na Guerra e Paz, temos procurado acompanhar as tendências do mercado, mas também — e isso diz bem do espírito da editora — conquistar terreno com apostas nossas, como é o caso do Clube do Livro SIC e das coleções «Livros Politicamente Incorrectos» e «Poucas Palavras, Grande Ficção».

 

Qual é o livro da sua vida e porquê?

Agora — que é quanto conta — o livro da minha vida é Os Incuráveis, de Agustina Bessa-Luís. E a resposta, para ser verdadeira, é esta: Os Retratos e Os Irmãos, os dois volumes que compõem o romance, são de uma beleza humana terrível. 

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BI da Edição: Madalena Escourido, Grupo LeYa

05.02.14
© Madalena Escourido

 

Madalena Escourido é a terceira entrevistada da rubrica «BI da Edição». A assistente editorial no Departamento de Novos Autores Portugueses do grupo LeYa afirma que o afeto pelos livros a prendeu «voluntariamente» à edição, depois de um mestrado em Edição de Texto. Ainda tentou ser professora, mas sente-se privilegiada por pertencer a este meio. Aos 28 anos, seis deles na edição, gosta de «trabalhar na sombra», onde há «problemas menos complicados» e se conhecem «personagens interessantes».

 

Há quantos anos trabalha em edição?

Há cerca de 6 anos (quase 4 na Leya e, antes disso, 2 na QuidNovi).

 

Onde começou a trabalhar em edição?

Depois do mestrado, o Rui Zink (meu orientador na aventura) propôs-me estagiar na QuidNovi, uma pequena editora onde fiquei a trabalhar por algum tempo. Vim mais tarde trabalhar para o grupo Leya com a Maria do Rosário Pedreira.

 

O que a levou a ingressar na edição de livros?

Já não conseguir (nem querer) controlar mais o meu gosto pelo objeto/ideia livro e pela possibilidade de fazer parte do processo de dar a ler. E as pessoas dos livros, essas, fascinam-me e justificam algumas dores de cabeça. Depois, ter tarefas concretas de que gosto muito e sentir-me privilegiada por poder levantar-me de manhã e ter tudo isto à minha espera.

 

Em que consiste a sua função? Como é o seu dia-a-dia?

Sou assistente de uma editora especial, a Maria do Rosário Pedreira. A função desta equipa de duas é receber originais (de todos os lados, por correio, mail, conhecidos e desconhecidos, nem imaginam a confusão e a quantidade), lê-los (alguns só em parte porque não se justifica avançar e passo ao seguinte) com o objetivo de encontrar algo que valha a pena publicar e ir assim descobrindo novos autores portugueses. É uma tarefa morosa e demora bastante a dar frutos, às vezes lê-se 300 páginas (vezes 300 originais) e, apesar de não estar mal escrito, não há ali nada que crie apego no leitor, temos de ponderar muita coisa. Faço essa triagem inicial.

 

Depois disso, há trabalho com os autores que demonstraram potencial: comentários, anotações, sugestões (este trabalho é da Rosário, tenho aprendido muito ao observá-la). E, a seguir, a produção do livro – que coordeno desde a preparação do original para paginação, a revisão das provas, etc. Muitas vezes é ainda fundamental o acompanhamento do livro e do autor, para que não se percam no mar de novidades: agendar sessões, gerir páginas de Facebook, por exemplo, enviar exemplares para concorrer a prémios literários, fazer a ponte com agentes internacionais e outros. Também há alguns afazeres burocráticos e necessários, faz parte. Acompanho o processo desde o início (o texto que alguém escreveu e propôs publicar) até quase à chegada do livro às mãos do leitor (é uma visão um pouco ingénua mas acredito nisso).

 

Eu e a Rosário dividimos tarefas e comunicamos muito bem, e fazemos os possíveis para que aquilo que descobrimos como primeiras-leitoras possa chegar ao maior número de pessoas possível. Depois há ainda os autores que já trabalham connosco há mais livros e que publicam com regularidade, é fundamental continuar a trabalhar com o mesmo rigor e dedicação com eles. No nosso dia a dia temos de tentar equilibrar as duas tarefas, ainda que nos incomode termos consciência de que temos pessoas à espera da nossa resposta, contrabalançamos isso com o compromisso de que vamos ler e responder a tudo, mesmo que demore tempo.

 

O que lhe dá mais prazer no seu trabalho?

Ler livros. É tão simples quanto isso: ler os originais, as várias versões e perceber o crescimento do livro, reler as últimas provas e ficar satisfeita com o resultado final. E conhecer as pessoas, a edição é feita de e por gente e não nos devemos esquecer disso – claro que estamos cá para editar livros, mas este é um objeto muito particular.

 

Qual é o livro da sua vida e porquê?

Irritam-me perguntas com limites e não me consigo comprometer com um só (esqueci-me de dizer acima que tenho mau-feitio). Gosto de ficção, de livros sobre livros, de livros que sejam um jogo e um desafio para o leitor, encanto-me com livros infantis ilustrados e até os coleciono.

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Microfone Aberto: veja a sua opinião sobre a edição em Portugal no Blogtailors

20.12.13

 

O Blogtailors relembra que o e-mail blogtailors@booktailors.com está à disposição dos leitores para o envio de ideias ou propostas para melhorar a atividade editorial no nosso país, nos mais variados campos, no âmbito da rubrica Microfone Aberto.

 

Os textos recebidos serão publicados no Blogtailors, com identificação do autor e possibilidade de anonimato. Com essas propostas, a Booktailors propõe-se ainda, posteriormente, a fazer chegar as opiniões recebidas às entidades responsáveis, entre as quais a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, o Secretário de Estado da Cultura e a Sociedade Portuguesa de Autores.

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Este Natal, ofereça um curso de formação da Booktailors com os nossos vales-oferta. Consulte a oferta de formação da Booktailors para 2014 na barra lateral do blogue.

Microfone Aberto: O Blogtailors convida os leitores a manifestarem-se

09.12.13
Uma das principais plataformas dedicadas à discussão do livro e da edição em Portugal, o Blogtailors também quer ser, cada vez mais, espaço de divulgação das boas práticas no setor, e, consequentemente, agente ativo na promoção da sua qualidade.
Dessa forma, e porque a comunidade pode contribuir para melhorar a edição em Portugal, o Blogtailors vem convidar todos os leitores a fazer-nos chegar as suas ideias ou propostas para melhorar a atividade editorial no nosso país. Como setor vasto, também a sua opinião pode sê-lo: da internacionalização da língua e dos autores portugueses às políticas de incentivo à leitura, à própria Lei do Preço Fixo.
Os textos recebidos serão publicados no Blogtailors, com identificação do autor e possibilidade de anonimato. Com essas propostas, a Booktailors propõe-se ainda, posteriormente, a fazer chegar as opiniões recebidas às entidades responsáveis, entre as quais a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, o Secretário de Estado da Cultura e a Sociedade Portuguesa de Autores.
Envie-nos a sua opinião para o e-mail blogtailors@booktailors.com. O Blogtailors passa-lhe o microfone.

As rubricas do Blogtailors voltam em janeiro

02.12.13
No fim de setembro, o Blogtailors inaugurou, sempre às quartas-feiras, as rubricas Antes e Depois e BI da Edição, bem como deu continuidade às Entrevistas Booktailors e à Reportagem Blogtailors. As rubricas semanais estarão temporariamente ausentes em dezembro, mas o Blogatilors convida os leitores a voltarem a seguir as nossas rubricas sobre o mundo editorial a partir do dia 8 de janeiro. Siga o Blogtailors, aqui e no Facebook.

BI da Edição: Guilherme Pires, editor da Vogais (20|20 Editora)

06.11.13
© Guilherme Pires

 

O segundo entrevistado da rubrica «BI da Edição» é Guilherme Pires. Nascido em 1982, em Castelo Branco, é licenciado em Ciências da Comunicação. Foi jornalista, mas é agora editor da Vogais, a chancela de não-ficção da 20|20 Editora.


Há quantos anos trabalha em edição?
Trabalho em edição desde 2008. Há quase seis anos, portanto.


Onde começou a trabalhar em edição?
Comecei por trabalhar na Media XXI, uma pequeníssima editora dedicada a projetos oriundos do meio académico. Isto aconteceu entre 2008 e 2010. Depois surgiu a 20|20 Editora (através da Booksmile, primeira chancela da casa), onde permaneço.


O que o levou a ingressar na edição de livros?
Cheguei à edição através de um remoinho de sorte, paixão e circunstância. Comecei por ser jornalista, durante 18 meses (licenciei-me em Ciências de Comunicação), mas um convite da Media XXI fez-me mudar de rumo: trabalhando inicialmente no departamento de investigação, em projetos de colaboração com o meio académico, dois anos depois sentei-me ao volante do departamento de edição, modesto, da empresa. O então editor decidira sair e, porque eu já intervinha nessa área e havia feito formação em revisão e gestão de projetos editoriais, o diretor da empresa propôs-me esse desafio. Andava sempre com livros debaixo dos braços; aceitei de imediato e passei a produzi-los, ainda sem saber o que me esperava. Foi uma decisão bem-aventurada.


Em que consiste a sua função? Como é o seu dia a dia?
Sou editor da Vogais, a chancela de não-ficção da editora. Faço pesquisa, avaliação, estudo financeiro e contratação de livros, convites a autores, análise e editoração de manuscritos originais, coordeno a edição dos livros que contrato (traduções, revisões, capas, o processo normal), e apoio a produção dos livros das outras chancelas, quando necessário.

Tento organizar o dia de trabalho dividindo-o por partes, concentrando-me numa destas tarefas. Mas os planos nem sempre correspondem à prática — o que é normal nesta profissão, dado que o processo não é estanque. Enquanto pesquiso por determinados livros podem surgir ozalides de gráficas que requerem atenção imediata; enquanto analiso uma proposta de capa pode tocar o telefone, no qual um autor espera, ansiosamente, por um editor; enquanto cotejo uma prova um dos meus colegas toca-me no ombro, pois é necessário reunir a propósito de um qualquer assunto urgente; e assim sucessivamente.

Caótico ou feito de linhas paralelas, não interessa; a meu ver, em edição cada dia é sempre um desafio maravilhoso.


O que lhe dá mais prazer no seu trabalho?

É, talvez, a dedicação intelectual que os livros exigem, seja na leitura de um manuscrito, na criação de um registo comercial, conciso e claro para as sinopses e títulos, na escrita do briefing para as capas, na pesquisa de potenciais reforços para o catálogo e no estudo da sua rentabilidade e exequibilidade — e a partilha necessária, claro está, com os colegas editores com quem trabalho.

Qual é o livro da sua vida e porquê?

Não existe. Hoje releio, ainda, Jakob von Gunten, de Robert Walser, pelo que me faz imaginar a propósito das minudências da vida, dos pormenores irrelevantes, das coisas pequenas. Com o instituto Benjamenta aprendi a permanecer modesto perante os abismos. Mas quando tinha sete anos o livro que relia era Pedro e o Palhaço, cujo autor e história já não recordo (sei que tinha capa dura e guardas encarnadas); e dentro de alguns anos será outro livro, outro autor, ou talvez nenhum.

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Nova campanha de descontos. Novidades 2013: [Lisboa] Marketing do LivroEscrevi um livro. E agora?.

BI da Edição: Maria Luís Rodrigues, Objectiva

09.10.13

A partir de hoje, o Blogtailors inaugura a rubrica mensal «BI da Edição», na qual traçaremos o percurso de diferentes profissionais das mais diversas áreas que compõem o mundo da edição nacional. Daremos a conhecer alguns dos rostos dos bastidores da edição cujo trabalho, embora possa passar despercebido aos olhos do público, contribui diariamente para que os livros cheguem às mãos dos leitores.

 

© Maria Luís Rodrigues

 

A primeira entrevistada a aceitar o nosso convite foi Maria Luís Rodrigues, diretora de Comunicação e Marketing da editora Objectiva. Com 39 anos, trabalha há oito em edição. E, embora não acredite em acasos, admite que foi por meio de um que começou a trabalhar com livros.


Há quantos anos trabalha em edição?

Trabalho na área da edição desde dezembro de 2005.


Onde começou a trabalhar em edição?

Comecei a trabalhar na Texto Editores, na área do marketing escolar. Era responsável pela organização da campanha de apresentação dos manuais escolares aos professores. Esta campanha durava cerca de dois meses, durante os quais várias equipas de gestores de marketing e editores de manuais escolares andavam pelo país a apresentar os manuais escolares, das várias disciplinas, aos professores.


O que a levou a ingressar na edição de livros?

Acredito que nada acontece por acaso. Mas a minha entrada nesta área foi um mero acaso, que rapidamente se transformou em paixão. Estava um pouco descontente com o meu trabalho, na altura, e enviei o meu CV para uma empresa de recrutamento, com o objectivo de encontrar um novo emprego. Chamaram-me para uma entrevista, para traçar perfil, e no final dessa entrevista disseram-me que gostariam de me propor para uma função. Depois de várias entrevistas, fui contratada para a função de gestora de marketing da área escolar. Não tinha experiência nenhuma, mas apostaram em mim. E o certo é que, passados quase oito anos, não me imagino a trabalhar noutra área que não a dos livros.


Em que consiste a sua função? Como é o seu dia a dia?

A minha função é promover, junto dos jornalistas e do público em geral, os livros publicados pela editora. O meu dia a dia normalmente é bastante corrido, é raríssimo ter um dia calmo. Começo por ver o clipping de notícias da Objectiva e de outras editoras. É importante estar a par dos artigos que saem e dos livros que são publicados. Vejo também o Facebook da Objectiva e alguns blogues de livros. Respondo a e-mails, faço comunicados de imprensa, contacto jornalistas, colaboro com o meu colega, o director comercial, nas campanhas nas lojas, etc. Tenho sempre mil e um assuntos para tratar. Nenhum dia é igual ao outro.

 

O que lhe dá mais prazer no seu trabalho?

O contacto com os livros, os autores e os jornalistas. Este constante corrupio e as mais variadas pessoas com quem lido diariamente fazem com que o meu trabalho seja muito interessante e motivante, principalmente a nível intelectual.


Qual é o livro da sua vida e porquê?

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón. Porque toda a ação se passa numa cidade que adoro, Barcelona, e porque fala da paixão pelos livros. Quando o li, senti que estava em Barcelona, em 1945, e que eu poderia ser o Daniel Sempere. É um livro que já reli e continua a surpreender-me.

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Nova campanha de descontos. Novidades 2013: [Lisboa]  Revisão de Texto - nível inicialProdução e Orçamentação Gráfica, Marketing do LivroEscrevi um livro. E agora?[Porto] Escrevi um livro. E agora?.