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Blogtailors - o blogue da edição

Escritores portugueses a caminho de Bogotá

28.04.15

 

«Pela primeira vez, a feira não terá um país convidado: o convidado é Macondo, esse lugar imaginário, descrito por Gabo em Cem Anos de Solidão e onde vivia a família Buendía.

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A feira, que se prolonga até dia 4 de maio e que nas suas últimas edições contou com cerca de meio milhão de visitantes, "é um dos mais importantes, e dependendo do ponto de vista é até o mais importante evento literário da América do Sul", explica Paulo Ferreira, editor e consultor da Booktailors, um dos responsáveis pela participação portuguesa em Bogotá, em 2013, ano em que Portugal foi país convidado. "Em termos de dimensão é a maior feira e em termos de negócio é a segunda maior, atrás de Guadalajara, no México", explica. Para os editores portugueses, Bogotá representa uma porta de entrada no vasto mercado da América Latina: "além disso, a tradução para espanhol facilita depois o acesso a outros mercados, como o francês."

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Paulo Ferreira volta a Bogotá neste ano como convidado para participar em dois fóruns sobre edição, "continuar os contactos já estabelecidos e abrir novos canais". Mas a presença portuguesa na feira, organizada pela Embaixada Portuguesa em Bogotá e pelo Instituto Camões, vai mais além: num stand de cerca de 30 metros quadrados vão estar representadas 20 editoras portuguesas que levam consigo cerca de 400 títulos em língua portuguesa, e haverá ainda mais 300 traduções para espanhol de autores portugueses.

O poeta José Tolentino Mendonça, a editora e escritora Maria do Rosário Pedreira, o escritor e músico Afonso Cruz e a fadista Katia Guerreiro vão estar na Colômbia para participar em várias conferências (e, no caso dos músicos, também concertos), na feira mas ainda noutros locais, como a Universidade dos Andes, num programa organizado por Jerónimo Pizarro, titular da cátedra de Estudos Portugueses.»

 

A notícia é de Maria João Caetano para o Diário de Notícias e pode ser lida aqui

 

 

José Cardoso Pires «ressuscita» em nova editora

20.04.15

 

«Se fosse vivo, José Cardoso Pires faria em Outubro 90 anos e teria como presente o relançar da sua obra, agora numa nova editora, a Relógio d’Água.

Francisco Vale, director editorial, confirmou à SÁBADO que vai "reeditar quatro obras de José Cardoso Pires, a saber: A Balada da Praia dos CãesO DelfimO Anjo Ancorado e De Profundis, Valsa Lenta. As obras terão prefácios de, respectivamente: António Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares, Mário de Carvalho e João Lobo Antunes (neste caso trata-se da reedição do prefácio da primeira edição).» Ler na Sábado.

Portugal e Brasil: orgulho e preconceito entre duas literaturas

06.04.15

 

«O convívio entre as literaturas portuguesa e brasileira não é pacífico. Há fascínio e desconhecimento, folclore e preconceito, arrogância e admiração. Nos últimos anos, portugueses passam e fixam-se em território brasileiro e transportam essa paisagem para a sua escrita. Acontece com brasileiros, mas menos. Como se dá o contágio? Quem escreve e quem lê traça um retrato onde a língua é elo e barreira, mas sempre vista como impermeável acordos diplomáticos. Viva, dinâmica, com muitos sotaques. Eles estão neste texto que fala com o português dos dois lados do Atlântico.» Para ler no Público

Literatura e identidades

26.03.15

 

«Ao longo dos últimos quinze anos, Gonçalo [M. Tavares] vem criando um universo muito próprio, que não está assente numa geografia concreta, particular, mas na grande literatura universal. É o caso mais extremo de uma tendência que vem ganhando expressão na literatura portuguesa — uma surpreendente desnacionalização.

Pedro Rosa Mendes, Afonso Cruz, João Tordo, Francisco José Viegas, Miguel Gullander, ou Walter Hugo Mãe, para citar alguns dos nomes mais jovens e mais interessantes da literatura portuguesa, vêm todos eles publicando livros cuja ação acontece para além das fronteiras portuguesas. Em alguns desses livros nem sequer há personagens portuguesas.» A opinião de José Eduardo Agualusa no jornal O Globo.

Centenário da revista Orpheu

24.03.15

 

«Comemora-se hoje o centenário de Orpheu, cujo primeiro número terá saído da gráfica no dia 24 de Março de 1915. Como um grupo de rapazes de vinte e poucos anos, liderado por Pessoa e Sá-Carneiro, lançou o modernismo em Portugal e mudou para sempre a paisagem cultural e literária do país.» Ler no Público.

 

«Orpheu tinha a poesia e a irreverência de Fernando Pessoa, Almada e Mário de Sá-Carneiro. Dirigida por Luís de Montalvor e pelo brasileiro Ronaldo de Carvalho, Orpheu nasce do impulso e entusiasmo de Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro; o mecenas foi o pai deste poeta precoce e tragicamente desaparecido, que já não estaria disposto a pagar a impressão do terceiro número tal fora o estremeção social e o escândalo provocado pelos dois anteriores.» Ler no Expresso

 

«"Há apenas duas coisas interessantes em Portugal - a paisagem e o Orpheu" escrevia Fernando Pessoa após o lançamento da revista em março de 1915. Dessa, da qual diria ainda ser "à prova de Portugal", comemora-se agora o centenário.» Ler no Diário de Notícias.

 

«A revista Orpheu abriu novos caminhos na literatura portuguesa, permitindo questionar o homem e os seus abismos e levar a limites desconhecidos a invenção da escrita e da palavra.» Opinião de António Valdemar no Público

 

«A Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, vai assinalar o centenário da revista Orpheu, a partir de quarta-feira, com um programa aberto ao público, de caráter transversal, com artes plásticas, performances e leituras.» Ler no Diário Digital.

 

Instituto Camões apoia novo leitorado sobre língua e cultura portuguesa na Universidade dos Andes

16.03.15

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O Instituto Camões fortaleceu o departamento de língua portuguesa na Universidade dos Andes, com um apoio na ordem dos 45 mil euros numa nova cátedra e num novo leitorado sobre língua e cultura portuguesa nesta instituição de ensino. 

Para marcar esta parceria, estiveram presentes o reitor da Universidade dos Andes, Pablo Navas, o embaixador de Portugal na Colômbia, João Ribeiro de Almeida, e a professora Ana Prata, que faz parte do conjunto de 8 professores ligados à lingua portuguesa na universidade.

Fernando Pessoa acusou Salazar de se ter afastado da inteligência portuguesa

18.02.15

«Fernando Pessoa, no último ano de vida, em 1935, acusou Salazar de ter afastado de si «o resto da inteligência portuguesa, que ainda o olhava com uma benevolência, já impaciente», numa carta que endereçou ao Presidente da República Óscar Carmona.» Ler no Diário Digital e no Correio da Manhã.

 

«Na introdução, o investigador [José Barreto] atesta que, se alguma "simpatia" houve de Fernando Pessoa (1888-1935) pelo regime corporativista, claramente se distanciou dele, nos inícios de 1935, dois anos após a aprovação da Constituição da ditadura do Estado Novo, "para dar lugar a um pensamento coerente de oposição a Salazar e ao seu regime".» Ler no Diário de Notícias, no Observador e no Expresso.

O Festival Literário de Macau – Rota das Letras volta a 19 de março

13.02.15

 

A 4.ª edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras vai decorrer entre 19 e 29 de março no Edifício do Antigo Tribunal, em Macau.

 

O festival é o primeiro grande evento que reúne mais de 30 escritores, artistas plásticos, cineastas , músicos e editores da China e dos Países de Expressão Portuguesa.

 

O evento irá destacar a literatura infantojuvenil e irá levar os autores portugueses Francisco José Viegas, João Tordo, Maria do Rosário Pedreira e David Machado. Do Brasil, o festival irá ainda contar com a presença do poeta e humorista Gregório Duvivier.