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Blogtailors - o blogue da edição

BI da Edição: Sandra Correia, Grupo LIDEL

05.03.14

 

© Sandra Correia

 

Sandra Correia é a entrevistada do mês de março da rubrica «BI da Edição». Nascida em 1979, em Lisboa, é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas — Estudos Portugueses e especializada no ramo de Formação Educacional. Deu aulas, explicações e apoio educativo, mas deixou o ensino em 2003, altura em que integrou o Grupo LIDEL — Edições Técnicas. É hoje editora adjunta da FCA — Editora de Informática e da PACTOR — Edições de Ciências Sociais, Forenses e da Educação, pertencentes ao mesmo grupo.

 

Há quantos anos trabalha em edição?

Completei recentemente 10 anos de atividade editorial.

 

Onde começou a trabalhar em edição?

Entrei para o Grupo LIDEL — Edições Técnicas, para o departamento de Medicina e Ciências, como assistente editorial. Ao fim de cerca de quatro anos, convidaram-me para integrar a FCA – Editora de Informática, onde exerço atualmente a função de editora adjunta, quer para as edições de informática, quer para as edições de Ciências Sociais, através da PACTOR, projeto no qual estou envolvida desde o início.

 

O que a levou a ingressar na edição de livros?

A edição entrou na minha vida por força das circunstâncias. Queria uma alternativa ao ensino e achei na altura que responder a um anúncio de emprego para a área editorial me abriria uma nova oportunidade curricular. A circunstância de ser selecionada e a decisão de arriscar a entrada neste misterioso mundo novo ditaram o percurso que tenho vindo a desenvolver. Comecei, enquanto assistente editorial, por fazer o acompanhamento dos projetos editoriais que me eram atribuídos, contactando com autores, revisores, paginadores, designers. É um prazer ver como as nossas revisões, cuidados e rigor são fortes contributos para ajudar um livro a construir-se, servindo aqueles que de alguma maneira dele precisam.

 

Em que consiste a sua função? Como é o seu dia a dia?

Como editora adjunta, tenho as funções de analisar e avaliar as propostas que nos são apresentadas, bem como identificar novos temas com interesse e viabilidade de mercado, de forma a lançar o desafio a autores para a escrita de futuras obras. A avaliação da pertinência do tema, o comportamento de mercado, a análise dos custos inerentes e a preocupação na construção e/ou manutenção do nosso catálogo são as linhas orientadoras e bases do meu trabalho.

 

Coordenando a equipa de assistentes editoriais, sou responsável pela gestão de todas as obras em produção e escrita, acompanhando as diversas fases inerentes aos processos. Procuro contribuir internamente para a divulgação das obras junto dos nossos comerciais, no sentido de serem bem promovidas e vendidas e recolhendo junto deles as informações relevantes acerca do mercado. Tenho um dia a dia completo, com muito trabalho, muitas reuniões, muitas pesquisas, muita leitura, mas fomentado por uma partilha e aprendizagem que me levam a querer continuar a fazer mais e melhor.

 

O que lhe dá mais prazer no seu trabalho?

O facto de a edição de livros técnicos permitir lançar-me em áreas temáticas completamente distintas e interessantes. Tão depressa estou a analisar um original de ciências sociais, como estou a tentar estruturar um livro de uma linguagem de programação. Esta aprendizagem constante e a procura permanente de novas áreas do saber e suas tendências, bem como inteirar-me dos últimos desenvolvimentos tecnológicos, tornam o meu trabalho um prazer, sendo um privilégio contactar com os profissionais de topo que compõem o nosso painel de autores.

 

Qual é o livro da sua vida e porquê?

Terra Sonâmbula, de Mia Couto.

 

Para mim, é um verdadeiro hino à vida, à esperança, ao sonho, ao futuro. Duas personagens que representam dois mundos tão separados da mesma terra sonâmbula marcada pela guerra: o passado e o futuro. Um velho e um menino encontram, num machimbombo queimado, cadernos manuscritos, que são lidos pelo menino, como se de um contador de estórias da velha África se tratasse. E, num conjunto de estórias dentro da estória, encontram o seu caminho, a sua identidade. E a esperança renasce dentro dos seus corações.

 

Um livro que me marcou quando o li pela primeira vez em 1997 e que, de forma emocionada, me veio à lembrança, quando, há pouco tempo, a minha filha me disse: «Mamã, já sei ler! A minha vida vai mudar para sempre.»

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