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Blogtailors - o blogue da edição

BI da Edição: Tânia Raposo, Guerra e Paz Editores

02.04.14
© Neusa Ayres

 

Tânia Raposo tem 31 anos. É licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde frequentou também a pós-graduação em Artes da Escrita. Começou a trabalhar na Guerra e Paz Editores em 2007, onde faz a gestão do plano editorial.

 

Há quantos anos trabalha em edição?

Desde 2007.

 

Onde começou a trabalhar em edição?

Na Guerra e Paz, Editores.

 

O que a levou a ingressar na edição de livros?

Depois de terminar a licenciatura, tornei-me especialista em sapatilhas e equipamento de corrida, e durante meio ano fui uma vendedora frustrada de uma loja num centro comercial. Até ao dia em que soube que precisavam de alguém para a receção da Guerra e Paz. Como disse ao colega que na altura me falou da vaga, eu só queria entrar. Abri a porta, atendi o telefone, servi cafés. Nos intervalos, pesquisava títulos estrangeiros, lia originais. Costumo dizer que era uma rececionista peculiar.

 

Em que consiste a sua função? Como é o seu dia a dia?

Tenho a meu cargo a gestão do plano editorial, a leitura e a avaliação de originais, o acompanhamento editorial de autores e projetos portugueses, a negociação de títulos estrangeiros, entre outras coisas, que faço sob a alçada do administrador editorial, o Manuel S. Fonseca. A equipa é pequena, por isso a definição de funções é importante mas não limitadora. Somos uma editora independente, temos feito um percurso de recuperação e crescimento nos últimos dois anos, e isso deve-se muito à criatividade, ao empenho e ao trabalho de cada pessoa desta casa.

 

O que lhe dá mais prazer no seu trabalho?

Criar projetos editoriais de raiz. Gosto de desafiar autores, trabalhar com eles na definição de uma ideia, na escrita e na edição, da primeira versão do texto até ao fecho do plano de capa. Na Guerra e Paz, temos procurado acompanhar as tendências do mercado, mas também — e isso diz bem do espírito da editora — conquistar terreno com apostas nossas, como é o caso do Clube do Livro SIC e das coleções «Livros Politicamente Incorrectos» e «Poucas Palavras, Grande Ficção».

 

Qual é o livro da sua vida e porquê?

Agora — que é quanto conta — o livro da minha vida é Os Incuráveis, de Agustina Bessa-Luís. E a resposta, para ser verdadeira, é esta: Os Retratos e Os Irmãos, os dois volumes que compõem o romance, são de uma beleza humana terrível. 

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