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Blogtailors - o blogue da edição

Blogtailors.br: Resumo da semana

27.03.15

 

Sucesso da literatura brasileira ameaçado por falta de tradutores

Apesar de uma quebra de afluência na ordem dos 10 %, a presença do Brasil como país convidado no Salão do Livro de Paris foi um êxito. A grande afluência de público aos debates, às sessões de autógrafos e à livraria instalada no pavilhão brasileiro, assim como a repercussão na imprensa francesa comprovam-no. Em quatro dias venderam-se mais de oito mil livros. No entanto editores, escritores e académicos refreiam o otimismo devido à falta de tradutores para português do Brasil.

 

Ministério da Cultura não garante apoio às traduções

O ministro da Cultura brasileiro Juca Ferreira afirmou, durante o Salão do Livro de Paris, que o Ministério da Cultura não se encontra na posição de garantir a continuação do incentivo à tradução de autores nacionais no estrangeiro devido a cortes orçamentais.

 

Presença do Brasil no Salão do Livro de Paris aumenta procura em França

Em entrevista ao jornal Le Figaro, o editor francês Michel Chandeigne afirmou que falta à literatura brasileira contemporânea uma «locomotiva, uma estrela, um autor a um só tempo popular e de estatura, como é hoje o moçambicano Mia Couto» de forma a ser mais lida e comentada em França. Ainda assim, já foram publicados desde o início do ano 10 traduções francesas de autores brasileiros. Estes números são explicados pela homenagem às letras brasileiras no Salão do Livro de Paris.

 

Autores presentes no Salão do Livro de Paris protestaram por falta de cachê

Luiz Ruffato, Paulo Lins e Rodrigo Ciríaco são alguns dos autores brasileiros que protestaram pela falta de cachê devido graças à presença no Salão do Livro de Paris. Além das despesas com transporte e alojamento, a cargo da organização do evento, os 43 autores receberam por dia 50 euros para alimentação e extras.

 

Deputado quer proibir a compra de livros importados

Desde 2014 que o deputado do Partido dos Trabalhadores Vicentinho quer impedir a compra de livros importados por órgãos do estado.

Depois de vetadas duas propostas de lei sobre o assunto, está em curso uma terceira que quer proibir a compra de livros impressos ou produzidos fora do Brasil pelo Programa Nacional do Livro Didático. A medida, afirma o deputado, visa proteger o setor do livro brasileiro.