Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Blogtailors - o blogue da edição

«Espíritos loucos» (e zangados) encheram as Correntes d’ Escritas

24.02.14

 

«Os escritores vivem uma luta constante "entre o espírito lúcido e o espírito louco", diz Lídia Jorge. O primeiro é o que os faz "ligar o despertador, levantar-se, despachar-se rapidamente, cumprir prazos e evitar fazer má figura". O segundo é "descomprometido, livre e dá oportunidade ao acaso".

 

Com os que não escrevem também é assim, diz-se à escritora. "Mas connosco, os escritores, o conflito é maior, porque o espírito louco está sempre a contrariar o lúcido", explicou ao PÚBLICO a autora de A Costa dos Murmúrios, depois de participar na primeira mesa das Correntes d’Escritas, encontro anual de escritores de expressão ibérica na Póvoa de Varzim e cuja 15.ª edição terminou no sábado. Três dias de sala cheia (600 lugares sentados… em cadeiras) e filas à porta (sem registo de lotação ou posição).

 

Mais "espíritos loucos" partilharam a mesa inaugural, Pensamentos não são correntes de ninguém, embora alguns conhecidos sobretudo pela lucidez, como Eduardo Lourenço, que ali falou de Portugal, da Europa e de si próprio e defendeu que a "literatura serve para sarar as feridas da vida".» Ler no Público.

 

«Portugal sob resgate não pode continuar numa "submissão mansa". A convicção é de Eduardo Lourenço e foi expressa no festival Correntes d'Escritas que, até sábado à noite, decorre na Póvoa de Varzim.» Ler na Renascença.

 

«O Correntes d’Escritas juntou esta quarta-feira, dia 20, ao final da tarde, Eduardo Lourenço e Almeida Faria na rubrica 30’ à Conversa, que teve como ponto de encontro a nova edição do livro Lusitânia, de Almeida Faria, pela Assírio & Alvim.» Ler no Local.pt.

«Quando, em 1968, Manuel da Silva Ramos publicou Os Três Seios de Novélia, uma voz destoou dos elogios que lhe foram tecidos: a de João Gaspar Simões, que não gostou do livro. Manuel da Silva Ramos sentiu-se injustiçado e, ao longo de um ano, foram várias as vezes em que enviou cangalheiros a casa do crítico literário. Foi preciso Gaspar Simões pedir numa crónica que parassem de lhe enviar caixões a casa para que o escritor se compadecesse. A vingança estava feita. Esta foi uma das muitas histórias partilhadas pelos mais de 60 escritores que, entre 20 e 22 de Fevereiro, passaram pelo centro de congressos do Hotel Axis Vermar, na Póvoa de Varzim, onde, este ano, se realizou a 15.ª edição do Correntes d'Escritas, o maior festival literário do país.» Ler no Sol.