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Blogtailors - o blogue da edição

Luís Miguel

26.03.15

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 É um dos dias mais tristes de que me lembro. 

 
O Luís Miguel era um bom amigo, um grande amigo. Generoso como poucos, nunca lhe vi negar uma ajuda a quem dela precisava. Por várias vezes vi anular-se para os outros passarem, por várias vezes pôs-se em segundo plano. Sei do que falo. Sem me conhecer, um dia enviou-me um mail a felicitar-me por um evento. Era assim, o Luís: ligar só para felicitar alguém, dar força, perguntar se precisávamos de alguma ajuda. E de seguida, mesmo que disséssemos que não precisávamos, ele ajudava.
 
Encontrámo-nos pela primeira vez num comboio. Decidi apresentar-me. Fomos para a carruagem-bar e ficámos à conversa durante três horas. Seguiram-se muitas outras conversas, a última em casa de um amigo comum. Conversou-se, comeu-se bem, fizeram-se planos. 
 
Tínhamos uma viagem (de comboio, pois claro) programada a Paris, para o acompanhar na promoção do lançamento de O Último Papa, em França. Começávamos por estes dias a delinear o roteiro da viagem, que ele não quis deixar de fazer, por respeito aos leitores: um respeito que sempre mostrou e que era produto, uma vez mais, da sua generosidade.
 
O Luís era um bom amigo, um grande amigo, um exemplo. E eu vou ter muitas saudades dele.
 
Paulo Ferreira, 26.03.2015