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Blogtailors - o blogue da edição

Mario Vargas Llosa, doutor honoris causa, defende o compromisso cívico do escritor

23.07.14

 

«Com o auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (UNL) cheio, Mario Vargas Llosa entrou vestido com um traje preto atrás de um cortejo académico composto por docentes da universidade, enquanto o coro desta instituição cantava. Pouco depois, o reitor colocava ao Prémio Nobel da Literatura 2010 uma insígnia azul e Mario Vargas Llosa tornava-se doutorhonoris causa da UNL.»

 

«Para o Prémio Nobel da Literatura 2010, o escritor não é um mero produtor de entretenimento. "A função do escritor não acaba em escrever bem. Há um compromisso cívico de defesa dos direitos humanos", afirmou e acrescentou que aquele que escreve deve opor-se a tudo o que ameaça estes direitos, como as ditaduras.» Ler no Público.

 

«O escritor Mario Vargas Llosa alertou hoje [ontem, 22] para os perigos da "sociedade do espetáculo" que vivemos e para a ditadura da tecnologia, tendo defendido uma literatura que "mantenha o espírito crítico, sem a qual desapareceria a liberdade".» Ler no Diário Digital, no iOnline, no Sol e na RTP.

 

«[...] Mario Vargas Llosa apontou a corrupção como "uma grande ameaça à democracia, que está a minar as suas fundações" e para a qual "há uma tolerância que é extremamente perigosa".» Ler no Diário Digital e na RTP. Ver na RTP.

 

«"O fascínio do contar contamina o leitor." As palavras são de Nuno Júdice, o poeta e professor que propôs o nome do autor peruano. Depois de vários discursos e até momentos de música, proporcionados pelo coro, aconteceu o momento formal, em que o reitor da universidade entregou o grau de doutor a Mario Vargas Llosa. Quando lhe foi dada a palavra, agradeceu a homenagem e destacou a responsabilidade intelectual e cívica, a sua e das universidades por todo o mundo. Viajou ainda no tempo e no espaço, mais precisamente a Londres, ao recordar o período em que se cruzou com José Cardoso Pires (1925-1998), que se tornou um amigo, e as leituras de Fernando Pessoa, que não seriam possíveis sem a influência do autor português.» Ler no iOnline.

 

«É com a frescura de quem acabou de escrever uma peça de teatro intitulada Os Contos da Peste, que deverá levar à cena em Madrid no final do ano, que Mário Vargas Llosa admite nunca ter tido o drama da página em branco.

 

Aos 78 anos, o Prémio Nobel da Literatura confessa que lhe faltam anos de vida para escrever tudo o que quer. Sentado na Universidade Nova de Lisboa, onde recebeu o doutoramento honoris causa, Vargas Llosa disse que tem "muitos mais projectos para escrever do que tempo para os escrever".

 

"O que me acontece é que cada livro me ocupa muito tempo. Depois os projectos acumulam-se. Tenho mais projectos que aquilo que vou viver, mesmo que viva muitos anos", admitiu.» Ler na Renascença.

 

«Apadrinhada pelo presidente do Conselho da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Francisco Pinto Balsemão, a cerimónia juntou muitas personalidades do mundo da cultura e da política, entre as quais Mário Soares; Eduardo Lourenço; Pilar del Río; o Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier; os escritores Lídia Jorge, Inês Pedrosa e Mário de Carvalho; os editores Carlos da Veiga Ferreira e Francisco José Viegas (responsável pela edição dos últimos livros de Llosa, na Quetzal); o artista plástico José de Guimarães; e muitos representantes do corpo diplomático.» Ler no Expresso.

 

«Mario Vargas Llosa é a 90.ª personalidade a ser galardoada com o título de Doutor Honoris Causa pela Nova de Lisboa, juntando-se a nomes como Paul Krugman, José Azeredo Perdigão e Mário Soares, presente na cerimónia. Para o escritor, é mais uma distinção a juntar às várias que recebeu durante a sua carreira, como o Prémio Cervantes, de 1994, e o Nobel da Literatura, de 2010.» Ler no Correio da Manhã.