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Blogtailors - o blogue da edição

Morreu Nadine Gordimer, Nobel da Literatura em 1991

14.07.14

 

«A escritora sul-africana Nadine Gordimer, prémio Nobel da Literatura em 1991 e activista anti-appartheid, morreu no domingo, aos 90 anos. Um comunicado da família informa que a autora "morreu pacificamente" na sua casa de Joanesburgo.» Ler no Público, na TVI e aqui.

 

«A escritora [...] morreu na noite deste domingo (13), informou a editora Feltrinelli. Tinha 90 anos e lutava contra um cancro no pâncreas. Em Março deste ano, Gordimer declarou que já não conseguia escrever por culpa da doença.» Ler no Diário Digital.

 

«Nadine Gordimer, novelista e ativista anti-apartheid, nasceu em Springs, no Transvaal, a 23 de Novembro de 1923. Aos nove anos esreveu o seu primeiro conto e, em 1949, publicou o seu primeiro livro, uma colectânea de contos intitulada Face To Face, onde revelou as suas preocupações quanto à segregação racial na sociedade sul-africana.

 

A escritora "orgulhava-se não só de ter recebido o Nobel da Literatura em 1991, mas também de ter testemunhado (num processo) em 1986 e ter contribuído para salvar a vida de 22 membros do Congresso Nacional Africano (ANC), acusados de traição", lembram os filhos da escritora no comunicado em que é anunciado o falecimento.» Ler no Diário Digital e no Jornal de Notícias.

 

«Estreou-se na literatura em 1953 com The Lying Days. Em 1974 venceu o Booker Prize com O Conservador.» Ler no Diário de Notícias e na RTP.

 

«[...] a obra que a tornou mundialmente conhecida foi o romance A Filha de Burger, publicado em 1980.» Ler na Renascença.

 

«Autora de 15 romances e vários volumes de contos, Nadine Gordimer observou as desgraças da sua sociedade de forma sóbria e sem concessões.» Ler no iOnline e no Sol.

 

«Filha de um fabricante de relógios natural da Lituânia, de origem judaica, e de uma inglesa, Nadine nasceu em 1923 no território que seduzira já a sua avó materna em 1890, à semelhança de outros imigrantes europeus atraídos por uma terra de oportunidades chamada África do Sul. Quando se viu arredada dos bancos da escola, descobriu "tudo e todos", como confessou em 1979 numa entrevista à The Paris Review. "De Henry Miller a Upton Sinclair. Foi A Selva, de Sinclair, que me fez começar a pensar em política. Meu Deus, aquelas pessoas exploradas numa fábrica são tal qual os negros aqui."

 

Chegou a frequentar a Universidade de Witwatersrand antes de um casamento breve e pouco feliz. Ficou aquém do diploma, mas a ausência de diploma em nada condicionou a sua passagem por prestigiadas instituições, como Harvard e Princeton, na qualidade de conferencista.» Ler no iOnline.

 

«No momento em que o Comité do Prémio Nobel homenageou Gordimer, destacou-a pela sua "escrita épica magnífica", que foi "de grande benefício para a humanidade", relembrou a BBC. Nadine Gordimer era filha de imigrantes judeus, estudou numa escola de orientação cristã e viveu sempre na África do Sul. Aos 15 anos, publiou o seu primeiro livro Come Again Tomorrow e aos 88, o último, No Time Like Present.» Ler no Observador.