Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Blogtailors - o blogue da edição

O Estado levou ao Panteão a Sophia que nunca foi uma figura de regime

03.07.14

 

«Com a presença de poucos populares, Sophia de Mello Breyner Andresen é a décima primeira figura nacional a ser sepultada na Igreja de Santa Engrácia.»

 

«Na cerimónia, os discursos foram intervalados pela actuação da Companhia Nacional de Bailado – executou duetos do Lago dos Cisnes e de Orpheu e Eurídice –, pelo Coro do Teatro Nacional São Carlos que cantou o Magnificat de Bach e por uma gravação de 1957 em que a poeta lê poemas como Dia ou Soneto à Maneira de Camões. Nos três discursos, citou-se a mesma frase de Sophia: "Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo".» Ler no Público e no Sol.

 

«A primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa, morreu há dez anos. Foi trasladada esta quarta-feira para o Panteão.» Ler no Expresso.

 


«"Eu rezo com palavras de Sophia", disse o Patriarca de Lisboa no início da homilia, acrescentando que a poesia de Sophia "é de luz que se trata, luz solar e esplendorosa, luz surpreendente, intensa demais para o olhar de quaisquer".» Ler na Renascença, no Jornal de Notícias, no Sol e na RTP. Ver na RTP.

 

«O antigo Presidente da República Ramalho Eanes lembrou (...) a forma como Sophia de Mello Breyner Andresen falou da "dignidade essencial do Homem" na sua obra literária e na sua "ação cívica e política".» Ler no Diário Digital e no Sol.

 

«A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, lembrou (...) Sophia de Mello Breyner Andresen como poeta mas também "nos caminhos da política feita com alma", na luta contra a ditadura do Estado Novo e como deputada constituinte.» Ler no Diário Digital e na RTP.

 

«O Presidente da República, Cavaco Silva, lembrou (...) o "génio literário" e a "grandeza cívica e humana" de Sophia de Mello Breyner Andresen, descrevendo-a como "inteira na escrita e na coragem da defesa da justiça e da liberdade".» Ler no Diário Digital, no Diário de Notícias, no Jornal de Notícias, no Sol e na RTP. Ler e ver na Renascença. Ver na RTP.

 

«"A concessão das honras de Panteão Nacional a Sophia de Mello Breyner Andresen faz da sua memória um símbolo coletivo", afirmou (...) José Manuel dos Santos, no elogio fúnebre à poetisa, na sua trasladação para este o monumento nacional.» Ler no Diário Digital, no Sol e na RTP.

 

«Presentes na cerimónia estiveram também, o primeiro-ministro, Passos Coelho, vários deputados e políticos e a família - o filho, Miguel Sousa Tavares, as filhas, os netos e os bisnetos.» Ler no Correio da Manhã.

 

«Sophia de Mello Breyner Andresen é a segunda mulher a ter honras de Panteão Nacional, como forma de homenagear "a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne", e de evocar o seu exemplo de "fidelidade aos valores da liberdade e da justiça", conforme se lê no projeto de resolução da Assembleia da República.» Ler no Correio da Manhã.

 

«A poeta - como se designava a si própria, de preferência a "poetisa" - assumia que a sua escrita estava concebida para transformar o mundo. Mas, como o mundo da ditadura salazarista não dava mostras de cair perante as trombetas da poesia, a escritora lançou mão dos meios mais clássicos da acção política. Empenhou-se então na solidariedade com os presos políticos e nos momentos cimeiros da oposição antifascista.» Ler e ver na RTP.

 

«Começou a escrever para crianças quando os filhos tiveram sarampo e foi por aí que todo o país a conheceu.» Ler no Observador.

 

«"Há poucos itinerários poéticos em língua portuguesa tão impregnados de positividade original, tão de raiz, canto ao rés de uma realidade aceite como esplendor efémero e eterno e por isso tão isentos de polemismo e intrínseca negatividade, como o de Sophia de Mello Breyner". [Eduardo Lourenço]» Ler no Sol.

 

«A reedição da obra de Sophia em prosa está, desde 2012, a cargo do grupo Porto Editora; desde 2013, também a da poesia, sob a chancela da Assírio & Alvim. Neste âmbito, sairão, em Setembro próximo, Livro Sexto (pref. de Gustavo Rubim), Geografia (pref. Frederico Lourenço) e Dual (pref. Eduardo Lourenço). A Porto Editora "não equaciona" a edição de obras antes publicadas pela Caminho e actualmente indisponíveis, como Obra Poética (primeira reunião da poesia num só volume) ou Fotobiografia: Uma Vida de Poeta (org. Paula Mourão e Teresa Amado). Doado pela família em 2010, o espólio da escritora encontra-se depositado na Biblioteca Nacional.» Ler no Sol.

 

«O Expresso recupera na íntegra um artigo de opinião escrito por Sophia de Mello Breyner no semanário a 12 de julho de 1975. Foi publicado durante o IV Governo Provisório e era dirigido ao então ministro da Comunicação Social, Jorge Correia Jesuíno, que disse que as artes não eram favoráveis aos períodos revolucionários.» Ler no Expresso.

 

«Os mais diversos quadrantes políticos e culturais renderam-se à prosa e poesia de Sofia de Mello Breyner. Prestaram homenagem àquela que é a maior poetisa portuguesa dos nossos tempos e das maiores de sempre em Portugal. À mulher da liberdade : "…Hoje, noite de Abril, sem lua/ A minha rua /É outra rua…".» Leia a opinião de Alberto Pinto Nogueira no Público.

 

«Nada contra a pantheonização (palavra bárbara, que nem um h consegue salvar) de Sophia de Mello Breyner Andresen, mas a cerimónia não deve ser poupada a uma reclamação: exceptuando o discurso de José Manuel dos Santos, com a sua dose equilibrada de justeza e de tom enfático adequado à circunstância, tudo o resto decorreu por conta do demónio do kitsch.» Leia a opinião de António Guerreiro no Público.