Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Blogtailors - o blogue da edição

Pilar del Rio afirma que livro de Saramago não foi editado

02.10.14

 

«"É um texto apurado, maduro, pleno de vida e humor: está entre as melhores páginas de José Saramago. Como responsável pela publicação, sinto que era uma obrigação e é uma honra entregá-lo aos leitores, que têm o direito de ler essas páginas. Quem poderia retirar-lhes esse direito? Em nome de quê?". A afirmação é de Pilar del Rio, viúva do escritor e presidente da Fundação José Saramago, justificando a publicação de Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, livro que traz as páginas que o português havia escrito do seu então próximo romance, interrompido pela sua morte em Junho de 2010.» Ler no Diário Digital.

 

«São três capítulos. Nem mais uma linha, nem mais uma vírgula que ficou por pontuar. "Atenção, não é um texto inacabado, o texto está terminado. É antes um romance por terminar", avisa Pilar del Río na conferência de imprensa realizada na Sala Nietzsche da Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa, onde em tempos idos os operários se perfilavam em torno de máquinas para produzir armamento diverso. Hoje o que resta dessa império de armazéns resume-se a um pavilhão com um pátio onde os graffiti ordenam e, no interior, os livros se multiplicam a par das obras de arte e dos concertos que animam paredes com ouvidos.» Ler no iOnline.

 

«Artur Paz Semedo, garante o ensaísta Eduardo Lourenço, leitor atento do autor de Memorial do Convento, Ensaio sobre a Cegueira ou A Viagem do Elefante, é este homem “numa situação quase burlesca”, “personagem contraditória” que mergulha no arquivo de uma fábrica de armas. “Saramago gostava destes cemitérios que são os arquivos”, lembra Lourenço, enquanto acompanha a visita à fábrica, em que participam os editores português, espanhola, brasileiro e italiano deste Alabardas, Alabardas (Manuel Alberto Valente, Pilar Reyes, Luiz Schwarcz e Gianluca Foglia), Pilar del Río, Roberto Saviano, jornalista e escritor italiano, e o juiz espanhol Baltasar Garzón, sempre associado à defesa dos direitos humanos, para quem “um livro de Saramago é sempre um acto revolucionário”. Alabardas, Alabardas, acrescentou, depois de Saviano ter chamado ao autor de Todos os Nomes “um escritor perigoso”, “apela à desobediência civil frente a uma indústria da morte” que faz da vida humana “um bem descartável”.» Ler no Público.

 

«“É como uma denúncia e neste caso refere-se claramente à indústria de armamento e ao tráfico de armas, que hoje, mais do que nunca, está no centro de todos e de cada um dos conflitos no mundo”, referiu Baltazar Garzón.

Roberto Saviano destacou a importância do apoio que o escritor português lhe deu enquanto era vivo, intervindo várias vezes a seu favor em situações difíceis.» Ler na RTP.