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Blogtailors - o blogue da edição

Prémio LeYa 2014 atribuído ao romance O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral

17.10.14

 

«O júri do prémio Leya, reunido ontem e hoje em Alfragide, deliberou por unanimidade distinguir a obra O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral.

 

O livro premiado trata de um tema delicado, que poderia suscitar uma visão sentimental e vulgar: a relação entre dois irmãos, um deles com síndrome de Down. A realidade é trabalhada de uma forma objectiva e com a violência que estas situações humanas, podem desenvolver, dando também um retrato social que evita tomadas de decisão fáceis, obrigando a um investimento numa leitura que nos confronta com a dificuldade de um mundo impiedoso. Há no entanto uma tonalidade lírica na relação que se estabelece entre dois deficientes e que salva, através de apontamentos de poesia e de humor, o desconforto de quem vive este problema.» Ler no sítio da LeYa.

 

«Na conferência de imprensa de apresentação do prémio estiveram também o Presidente Executivo da LeYa, Isaías Gomes Teixeira, o director-coordenador de Edições Gerais da LeYa, e João Amaral, Secretário do Prémio LeYa. O Meu Irmão foi escolhido entre 361 originais, de autores de 14 países.» Ler no Público.

 

«Aos 24 anos, torna-se o mais jovem autor a receber o galardão, no valor de 100 mil euros. Há outra curiosidade a assinalar, mais para deleite dos leitores que do próprio: o seu trisavô paterno chamava-se José Maria de Eça de Queiroz. "Ainda não estou publicado em termos de romance e os meus colegas continuam a ler Os Maias", ri-se Afonso, quando perguntamos se em algum momento os amigos preferem a prosa do trineto aos clássicos de leitura obrigatória, nem sempre triunfantes no gosto da pós-adolescência. "É uma honra ter este antepassado, mas não quero pensar numa influência genética, nada que se pareça. Não penso muito nisso".» Ler no iOnline.

 

«O escritor é trineto de Eça de Queiroz e o mais jovem vencedor do galardão.

 

O Meu Irmão foi escolhido entre 361 originais, vindos de 14 países, sendo a língua portuguesa a única exigência. Afonso Reis Cabral vai receber 100 mil euros e ver o seu livro publicado.» Ler no Diário de Notícias.

 

«Na sessão de anúncio, o presidente do júri, Manuel Alegre, disse que o livro "trata de um tema delicado que podia suscitar uma visão sentimental vulgar: a relação entre dois irmãos, um deles com Síndroma de Down".» Ler na Renascença e no Jornal de Notícias.

 

«O júri salientou que a realidade foi “trabalhada de uma forma objetiva e com a violência que estas situações humanas podem desenvolver” e que o romance faz “um retrato social que evita tomadas de decisão fáceis, obrigando a um investimento numa leitura que nos confronta com a dificuldade de um mundo impiedoso”.» Ler no Observador.

 

«"Tenho medo de dizer algum disparate." Uma afirmação pouco habitual entre os leitores e menos ainda entre os escritores, daí que ao ouvirem-se estas seis palavras da boca do mais recente autor português, na primeira entrevista após saber que vencera o Prémio Leya ao concorrer com mais 360 originais, se admita imediatamente que Afonso Reis Cabral não escreveu por acaso um romance tão elogiado pelo júri como foi O Meu Irmão.» Ler no Diário de Notícias.

 

«"Qualquer escritor tem que necessariamente escrever sobre o que sabe, senão não escreve, e portanto inspirei-me nalguns aspetos da minha biografia e da minha vida", disse o autor aos jornalistas no final da cerimónia.» Ler na RTP. Ouvir na RTP. Ver na RTP, aqui e aqui.