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Blogtailors - o blogue da edição

Reações à entrega do prémio Nobel da Literatura a Patrick Modiano

09.10.14

 

«Patrick Modiano just gave a first telephone interview after winning the prize, with the Nobel Prize website. He explained that he heard the news while he was on the street, next to the Parisian Jardin du Luxembourg, and that it was his daughter who let him know by calling him on his mobile phone: “I was very moved”, he said.

 

The interviewer asked Modiano what it meant to him to be a Nobel laureate, and he writer replied, clearly choking with emotion: “I never thought this would happen to me, it has truly touched me, I’m full of emotion.”» Retirado daqui.

 

«"Pergunto-me como irão explicar esta escolha. Mal posso esperar para ver quais são as razões pelas quais me escolheram", disse Modiano.» Ler no Jornal de Notícias.

 

«Je suis plus qu’heureux. Je suis vraiment à la fois sous le coup de la nouvelle, et au comble du bonheur. C’est aussi la victoire du catalogue de la maison Gallimard. C’est enfin une victoire de la littérature pour ce qu'elle a d'inestimable, celle qui sort des chemins battus et des modes actuelles.» Reacção do editor, Antoine Gallimard, retirada daqui. Em vídeo aqui.

 

«"Telefonei a Modiano para o felicitar e, com a sua modéstia habitual, ele disse: 'é bizarro' [receber o Nobel], mas ele está muito feliz", disse Antoine Gallimard, presidente das Éditions Gallimard, casa editora do escritor.

 

"É uma profunda surpresa para nós e um dia maravilhoso", disse por seu turno Gallimard, citado pela agência France Presse. "Ao receber o telefonema da Academia Sueca, dois ou três minutos antes do anúncio oficial, pensei em Modiano e na sua discrição lendária, quando ele for discursar perante a Academia Sueca. E eu estarei atrás de si [de Modiano]", acrescentou.» Ler na RTP e no Correio da Manhã.

 

«Ao telefone com Antoine Gallimard, amigo e editor da Gallimard, o escritor relevou que está "muito feliz", mas que ainda não consegue acreditar no que aconteceu. Segundo ele, esta notícia "tem qualquer coisa de muito estranho".» Ler no Expresso.

 

«Antoine Gallimard pensou "que seria preciso esperar mais 30 anos, para que um outro autor francês recebesse o Nobel, depois de [Jean-Marie] Le Clézio", que foi distinguido em 2008.

 

Estava igualmente convencido de que a Academia Sueca privilegiasse percursos literários "que abordassem épocas e acontecimentos" históricos. "Desta feita, porém, escolheram uma obra que é intimista e misteriosa".» Ler no Diário de Notícias.

 

«"Félicitations à Patrick Modiano, ce prix Nobel consacre une œuvre qui explore les subtilités de la mémoire et la complexité de l’identité"». François Hollande no Twitter.

 

«O editor Manuel Alberto Valente, responsável pela publicação em Portugal de várias obras de Patrick Modiano, hoje laureado com o Nobel da Literatura, sublinha a sua escrita subtil, "como uma música". Tal como o autor, que prefere geralmente manter-se longe dos holofotes.

 

"Nunca o conheci pessoalmente, é um homem muito avesso a viagens e a encontros sociais. Convidei-o várias vezes a vir a Portugal, para os lançamentos dos livros, mas nunca foi possível. Mas conheci-o através das leituras, já nos anos 80", conta Manuel Alberto Valente, satisfeito mas não completamente surpreendido com este Nobel. "Sempre achei que era uma voz completamente distinta no panorama da literatura europeia e que, mais cedo ou mais tarde, seria reconhecido." O primeiro livro que editou de Patrick Modiano foi Domingos de Agosto, ainda na Dom Quixote. Depois publicou-o na Asa e mais recentemente na Porto Editora.» Ler no Diário de Notícias. Ouvir na Renascença.

 

«"Foi uma grande surpresa, ninguém estava à espera!" do Nobel para Patrick Modiano, disse ao DN Anne-Solange Noble, diretora dos direitos internacionais da editora francesa Gallimard, na Feira de Frankfurt.» Ler no Diário de Notícias e aqui.

 

«O editor Francisco Vale, o primeiro em Portugal a publicar uma obra de Patrick Modiano, considerou o Nobel "merecido, mas é evidente que umas boas dezenas de autores mereciam igualmente o Nobel, que é sempre contingencial".» Ler na RTP e no Correio da Manhã.

 

«O presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes, elogiou esta quinta-feira a "melancolia insubmissa" na obra do francês Patrick Modiano, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura 2014.» Ler no Correio da Manhã.

 

«Francisco José Viegas, ex-Secretário de Estado da Cultura e escritor, concorda que, desta vez, a Academia Sueca acertou. “Olhando para o panorama da literatura francesa de hoje, é sem dúvida o mais importante dos autores franceses, se acrescentarmos Le Clèzio”, disse ao Observador

 

«Destacando a subjetividade do prémio, Carlos Vaz Marques daria o Nobel a uma longa lista de escritores, inclusive portugueses, antes de Modiano. “Philip Roth, Rubem Fonseca ou Javier Marías – para citar três autores de três nacionalidades e três línguas diferentes – vão continuar a ser extraordinários mesmo que nunca sejam lidos em Estocolmo. A estes três eu dava o Nobel de mão beijada”, disse.» Ler no Observador.