Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Blogtailors - o blogue da edição

Reações à morte de Gabriel García Márquez

21.04.14

 

«Esta quinta-feira o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, escreveu na sua conta de Twitter : "Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos! Solidariedade e condolências a Gabo e família". E acrescentou: "Os gigantes nunca morrem."

 

O primeiro a dar a notícia foi o jornalista da cadeia mexicana Televisa, Joaquin Lopez-Doriga, que também o anunciou na sua conta no Twitter.» Ler no Público.

 

«A editora Cecília Andrade, da D. Quixote (onde a sua obra está publicada em Portugal) sentiu esta perda como uma "Crónica de uma morte anunciada", disse à agência Lusa parafraseando um dos muitos títulos do autor colombiano.

 

Lembrou também que o escritor "fez escola e muitos escritores seguem-lhe o estilo desde esse fabuloso romance que é Cem anos de solidão. Uma escola, a do realismo mágico, que não se restringe à América Latina ou ao universo da Língua Espanhola, e que tem seguidores em todo o mundo, incluindo Portugal".» Ler no Público.

 

«Francisco José Viegas tinha 14 anos quando leu Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez (1927-2014). Agora, na morte do escritor, lembra-nos que reduzir a obra de García Márquez a uma espécie de solidão maravilhosa de contador de histórias é injusto para o miniaturista meticuloso e entusiasta que trabalha até à exaustão o seu universo de personagens e fontes de informação.» Leia o texto de Francisco José Viegas no Público.

 

«As mensagens de condolências surgem também do mundo político. Depois de Barack Obama, Vladimir Putin e Dilma Rousseff, o presidente cubano Raúl Castro junta a sua voz à de outros chefes de estado, ao afirmar que os cubanos perderam "um grande amigo, íntimo e solidário".» Ler na RTP.

 

«O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, considerou hoje que as obras e o contributo para a sociedade do escritor Gabriel García Márquez, "um dos mais notáveis escritores do século XX", permanecerão "na memória de todos".

 

"Fica-nos a todos a faltar um dos mais notáveis escritores do século XX, a quem temos de agradecer a singularidade discursiva, hoje património da Humanidade", referiu Jorge Barreto Xavier, numa nota pública de pesar pelo falecimento do escritor Gabriel García Márquez, hoje [18] enviada às redacções.» Ler no Sol.

 

«O coordenador do Plano Nacional de Leitura, Fernando Pinto do Amaral, destaca uma característica transversal na obra de Gabriel García Márquez: uma aliança entre a memória, a cultura e a imaginação.

 

"O García Márquez teve a capacidade de conseguir aliar aquilo que é fundamental na ficção que é a memória e a imaginação. É um autor com uma imaginação extraordinária, muito rica, com um universo próprio, mas ao mesmo tempo descendo às raízes, mergulhando naquilo que eram as suas memórias de cultura, do seu país, da sua família, da sua infância", disse.

 

Já a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Rio, revelou à Renascença que o Nobel português da Literatura disse um dia a Garcia Márquez que, se tivesse de salvar um livro, não salvaria Cem Anos de Solidão. A escolha de Saramago, apesar de gostar muito daquele livro, seria um outro, de 1961, intitulado Ninguém Escreve ao Coronel». Ler na Renascença.

 

«Otelo Saraiva de Carvalho recorda o escritor Gabriel García Márquez, hoje falecido, como "um repórter apaixonado pela situação que se vivia em Portugal" com a revolução do 25 de Abril.» Ler no Diário Digital.

 

«"Foi uma pessoa que influenciou imenso a literatura e alguns escritores, aliás, ele é um escritor de charneira. Ainda hoje quando alguém descreve um livro com  realismo mágico identificam logo com Gabriel García Márquez", disse ao Expresso Afonso Cruz.

 

O escritor João Tordo defende, por seu turno, que o Prémio Nobel da Literatura em 1982 não se pode resumir a um só género literário, tendo escrito várias obras sob outras influências.

 

"O livro Ninguém Escreve ao Coronel devo ter lido com 18 e 20 anos e hoje vejo que não tinha nada de realismo mágico. Esse rótulo também lhe foi colado muito injustamente. A sua influência é muito mais do que ter dado nome a um género. Ele é universal", afirmou.» Ler no Expresso.

 

«Gabriel García Márquez, hoje [17 de abril] falecido aos 87 anos, "é o mais genial escritor do século XX, um narrador fantástico", disse o jornalista José Carlos Vasconcelos, que o conheceu em 1975. 

 

"Na realidade ele era sim grande amigo do [escritor] José Cardoso Pires, mas convivemos e até se fez um jantar com outros escritores, entre eles o José Gomes Ferreira e o Carlos Oliveira", disse o diretor do JL-Jornal de Artes, Letras & Ideias, referindo-se à visita do escritor a Lisboa, em 1975.» Ler no Expresso.

 

«O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, manifestou hoje [17 de abril] "mil anos de saudade e tristeza" pela morte do Nobel da Literatura Gabriel García Márquez, que qualificou como "o maior colombiano de todos os tempos".» Ler no Diário Digital.

 

«Pilar del Rio, mulher do ex-Nobel da Literatura José Saramago, manifestou hoje [17 de abril] "grande tristeza" pela morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, que classificou como "um homem que definiu o século XX".

 

"Foi um homem que definiu o século XX com a sua forma de escrever, de estar no mundo, de utilizar a imaginação, a criatividade, a natureza, a vida", assinalou Pilar del Rio, em declarações à agência Lusa, a propósito do falecimento do Nobel da Literatura de 1982.» Ler no Diário Digital.

 

«O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lamentou, quinta-feira, a morte do escritor colombiano e Prémio Nobel da Literatura, Gabriel Garcia Marques (Gabo), vincando que foi "amigo sincero e leal" dos líderes revolucionários da América Latina.» Ler no Diário Digital.

 

«O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, destacou hoje o escritor Gabriel García Marquez como "uma voz da América Latina e do mundo".

 

"Recebi com profunda tristeza a notícia do falecimento de Gabriel García Marquez", afirmou Durão Barroso, num comunicado, em que envia as suas condolências à família do Prémio Nobel da Literatura.» Ler no Diário Digital e no Sol.

 

«A escritora chilena Isabel Allende afirmou na quinta-feira que sente uma "pena imensa" pela morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, sublinhando que a sua obra "é imortal".

 

Isabel Allende disse, numa conferência de imprensa no Instituto Cervantes de Nova Iorque, que García Márquez "era um maestro para todos", e que todos os escritores latino-americanos contemporâneos foram influenciados pela sua obra.» Ler no Diário Digital e no Sol.

 

«O escritor peruano Mario Vargas Llosa, prémio Nobel da Literatura de 2010, mostrou-se hoje [18] "muito incomodado" com a morte de Gabriel García Márquez, mas salientou que as suas obras irão sobreviver no futuro.

 

Vargas Llosa soube da notícia na cidade andina de Ayacucho, onde estava com a família, refere o Canal N de televisão, citado pela agência Efe.

 

"Morreu um grande escritor cujas obras deram grande difusão e prestígio à literatura da nossa língua", declarou Vargas Llosa, com sinais de evidente incómodo com a notícia.

 

O autor peruano acrescentou que as obras de García Márquez "sobreviver-lhe-ão e continuarão a ganhar leitores em todos os lugares".» Ler no Sol.

 

«Aracataca, terra natal de Gabriel Garcia Marquez, amanheceu hoje [18 de abril] de luto, pela morte do Nobel colombiano, na quinta-feira, na Cidade do México, aos 87 anos.

 

A câmara de Aracataca decretou, logo na quinta-feira, cinco dias de luto e mandou colocar a meia haste as bandeiras da Colômbia e do município com 38.000 habitantes, na região de Magdalena.» Ler no Diário Digital.

 

«O Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, expressou ontem o seu pesar pela morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, na cidade do México, aos 87 anos.

 

"Em nome do México, expresso o meu pesar pelo falecimento de um dos maiores escritores dos nossos tempos: Gabriel García Márquez", escreveu o Presidente do México, na sua conta da rede social Twitter.» Ler no Sol.

 

«O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pediu sexta-feira "um minuto de silêncio e reflexão" pela alma de Gabriel García Márquez, que faleceu quinta-feira no México aos 87 anos.

 

"Oremos durante esse minuto pela alma do nosso nobel García Márquez", disse o Presidente na localidade de Mompox, no norte do país.» Ler no Diário Digital.

 

«O ex-Presidente norte-americano Bill Clinton manifestou "tristeza" pela morte de García Márquez, referindo que desde que leu Cem anos de solidão, há mais de 40 anos, sempre ficou "assombrado" pela "imaginação, clareza de pensamento e honestidade emocional" do escritor.» Ler no Sol.

 

«O presidente do Equador, Rafael Correa, enviou as condolências pela morte de Gabriel García Márquez, considerando que o mundo vai ter "anos de solidão" com o desaparecimento do escritor colombiano.» Ler no Jornal de Notícias.

 

«O escritor José Eduardo Agualusa apontou Gabriel García Márquez como "uma referência muito importante" para os escritores da sua geração e "alguém que tinha muito de africano".

 

"Além de ter criado um estilo muito próprio, era também um contador de histórias, o que é raro", comentou o escritor, em declarações à agência Lusa a propósito da morte do escritor colombiano, Nobel da Literatura em 1992, que faleceu, esta quinta-feira, com 87 anos.» Ler no Jornal de Notícias.

 

«García Márquez, ao criar Macondo, alcançou algo que só os artistas tocados por essa força desconhecida que ilumina raros seres humanos conseguem.» Leia o texto de Gérman Santamaría, embaixador da Colômbia em Portugal, no Público.