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Blogtailors - o blogue da edição

Reações à morte de Vasco Graça Moura

28.04.14
(C) DR

 

«Aníbal Cavaco Silva já apresentou condolências à família de Vasco Graça Moura, tendo divulgado através da página da Presidência na Internet o teor da mensagem. Nela lamenta a morte "de um dos maiores escritores portugueses das últimas décadas e um dos intelectuais que mais contribuíram para a afirmação e a projeção internacional da nossa cultura".» Ler no Diário de Notícias, no Diário Digital, no Sol e na RTP. Ver na RTP.

 

«A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, disse hoje ter recebido "com profunda tristeza" a notícia da morte de Vasco Graça Moura, personalidade que marcou "indelevelmente a cultura" portuguesa e europeia.

 

"Graça Moura marca indelevelmente a nossa cultura e também a cultura europeia. Percorreu em suprema arte todos os domínios da literatura, poesia, ficção, teatro, tradução", afirma Assunção Esteves, num comunicado divulgado esta noite, em que transmite um "abraço de sentido pesar" à família e amigos.» Ler no Diário Digital e no Jornal de Notícias.

 

«"Portugal perdeu hoje um dos seus maiores cidadãos", afirmou o chefe do Governo numa mensagem divulgada ao início da tarde, onde acrescenta que foi com um "profundo pesar" que soube morte do presidente do Centro Cultural de Belém.

 

Afirmando que ambos estavam ligados por "laços de amizade", Passos Coelho lembrou que Vasco Graça Moura deixou um "vasto legado literário, marcado pela inspiração e pela dedicação à língua portuguesa, que enriqueceu como poucos, uma constante procura da identidade nacional e um clarividente pensamento sobre as raízes, a herança política e filosófica e o futuro da Europa".» Ler no Diário de Notícias, no Diário Digital, noSol e no Jornal de Notícias. Ver na RTP. Ler na RTP.

 

«O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, (...) confessou ter perdido um amigo: "O Vasco Graça Moura demonstrou sempre um notável sentido do dever, uma brilhante capacidade de visão e realização e foi sempre convicto das suas ideias, não fazendo nunca concessões a ninguém em relação ao modo como defendia os seus ideais. Fê-lo no Parlamento Europeu como deputado – pela defesa das suas convicções sobre a língua portuguesa –  fê-lo sempre nos vários domínios em que se manifestou, sendo por isso uma referência para a sociedade portuguesa."» Ler na Renascença, no Diário Digital, na RTP, no Jornal de Notícias e na TVI24.

 

«"Vasco Graça Moura era um intelectual sem medo, que não hesitava em afrontar com frontalidade o pensamento dominante", refere Nuno Crato, em comunicado, acrescentando que era um "polemista respeitado, não procurava a controvérsia fácil, mas não hesitava em exprimir com clareza as suas discordâncias".» Ler no Jornal de Notícias.

 

«"Foi com muita tristeza que soube da morte de Vasco Graça Moura, um grande amigo. Perdemos hoje um homem de excecional cultura que ficará na História das Letras Portuguesas", afirmou José Manuel Durão Barroso, numa mensagem enviada à agência Lusa.» Ler no Diário Digital e na RTP.

 

«A Câmara do Porto decretou para hoje e terça-feira dois dias de luto municipal pela morte de Vasco Graça Moura, "um dos grandes vultos da literatura portuguesa", natural da cidade, refere a página da autarquia na internet.

 

"Vasco Graça Moura era um dos grandes vultos da literatura portuguesa. A Câmara do Porto, por decisão do seu presidente, decretará dois dias de luto municipal pela sua morte, que se cumprirão segunda e terça-feira", lê-se no site do município.» Ler no iOnline, na Renascença, no Sol, no Jornal de Notícias, na SIC Notícias e no Porto24.

 

«O presidente Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, reagiu hoje [ontem] "com amargura" à "morte de um amigo querido", que considera ser um escritor maior da língua portuguesa.» Ler no Sol.

 

«Sobre ele [Vasco Graça Moura] diz Francisco José Viegas, diretor editorial da Quetzal Editores: "Pessoalmente, era um homem superiormente inteligente, sensível, dedicado à literatura, inquietado pela literatura. Vasco Graça Moura é um dos nossos grandes poetas europeus, um clássico que ultrapassou a fragilidade e as maldições do tempo – a sua obra, a sua intuição minuciosa e cheia de cultura, de erudição e de leveza, deviam ser motivo suficiente para relermos, também, a beleza terrível da sua Poesia Reunida.

 

A Quetzal, que publica a sua poesia e a sua ficção, bem como as inúmeras traduções premiadas que nos deixou, sofre com a perda de um autor sublime. Como o próprio Vasco Graça Moura dizia recentemente, "está a faltar poesia em Portugal". Infelizmente, deixou-nos um dos nossos grandes poetas.» Ler no sítio da Quetzal.

 

«O poeta Nuno Júdice lamentou hoje [ontem] a morte de Vasco Graça Moura, que classificou como "uma enorme perda" para a cultura portuguesa, sublinhando que o autor deixa "uma obra considerável".» Ler no Diário de Notícias e no Sol. Ouvir na RTP.

 

«Num comentário à notícia da morte de Vasco Graça Moura, António Mega Ferreira, seu amigo há quase quatro décadas, afirmou ao DN que estamos "naturalmente perante uma grande perda" e sublinhou a importância dos contributos do atual presidente do CCB "no plano intelectual e de intervenção cívica".

 

Para António Mega Ferreira, que dirigiu o CCB até ser substituído por Vasco Graça Moura no início de 2012, com a morte deste "desapareceu um dos intelectuais mais distintos dos últimos 40 anos em Portugal".» Ler no Diário de Notícias.

 

«Em declarações à Antena 1, o amigo "íntimo há muitos anos" Miguel Veiga recorda "literariamente um génio, que ultrapassava em muitas medidas o que se costuma chamar de génio pela sua produção, criatividade, diversidade e pela obra que nos deixou e que ficará para sempre ligada à história da literatura portuguesa".

 


O embaixador José Cutileiro confessa à Antena 1 que fica "com muitas saudades" de Vasco Graça Moura, "um amigo excelente e pessoa atenciosa e dedicada". Fica a "memória de uma pessoa inteiramente dedicada à literatura e fiel à sua musa, isto é, ao gosto profundo que tinha pela poesia e pela literatura em geral".» Ler e ouvir na RTP.

 

«O presidente do Partido Popular Europeu (PPE), Joseph Daul, afirmou hoje que Vasco Graça Moura deixa "um legado e uma contribuição única para a literatura portuguesa e europeia" e apontou-o como um "grande poeta, político e intelectual".» Ler na RTP.

 

«A escritora, poeta e editora Maria do Rosário Pedreira afirmou ao PÚBLICO: "Com a morte de Vasco Graça Moura, perdemos um dos nossos últimos verdadeiros intelectuais: um homem com uma cultura extraordinária da grande e da pequena história, melómano, literato, e um criador invulgar que nos lega uma obra felizmente bastante extensa e ainda, por meio das suas traduções, a obra de muitos outros autores de épocas e estilos diferentes com a sua marca poética muito especial.» Ler no Público.

 

«A escritora e poetisa Maria Teresa Horta disse que Portugal perdeu um grande poeta e um defensor da língua portuguesa, com a morte de Vasco Graça Moura."Portugal perde um grande poeta, um defensor da língua portuguesa. O Vasco foi dos grandes defensores da pureza da linguagem contra esta mudança que se pretende, este terrível atentado contra a língua portuguesa que é o acordo ortográfico", disse.Em declarações à Lusa, a escritora lamentou a morte do seu amigo, afirmando que "os poetas não deviam morrer".»

 

«Também o poeta, tradutor e antigo administrador da Gulbenkian, Pedro Tamen, transmitiu admiração por Vasco Graça Moura, como homem e como artista, e recordou a sua "luta" contra "a aberração que é o acordo ortográfico".

 

"É uma tristíssima notícia, embora esperada [pois] sabia que ele estava gravemente doente. Eu admirava-o muito como figura, mas também como pessoa, como homem e como artista, sem dúvida alguma", disse à agência Lusa Pedro Tamen.» Ler na TVI24.

 

«A presidente do Instituto Camões lamentou hoje a morte de Vasco Graça Moura e realçou a sua importância na cultura portuguesa, da edição de clássicos, à tradução de grandes poetas e à dimensão de escritor, poeta e romancista. "Uma grande perda, um grande homem e ficamos todos de luto", disse à agência Lusa Ana Paula Laborinho, acrescentando que "era, de facto, uma figura fundamental da cultura portuguesa, mais recentemente à frente do Centro Cultural de Belém, também aí procurando imprimir essa orientação" no sentido da sua valorização.» Ler no iOnline e no Jornal de Notícias.

 

«É um grande amigo que perco, que conheço há cerca de quarenta anos e com quem tive sempre uma relação de admiração e estima pessoal. Membro activo do Centro Nacional de Cultura deixa-nos um lugar insubstituível. Sempre nos encontrámos numa ligação muito próxima e de confiança mútua. É uma das grandes referências da cultura portuguesa contemporânea. O Vasco era de uma inteligência viva, acutilante, claríssima e determinada. Não podemos esquecer o poeta e o ensaísta dotadíssimos.» Leia o texto de Guilherme d'Oliveira Martins na Renascença.

 

«O musicólogo Rui Vieira Nery defende que o escritor Vasco Graça Moura vai fazer falta no debate político e na vida cultural, destacando "este exemplo de alguém que não se refugia numa nuvem intelectual longe da realidade e que vem para a praça pública e discute, se interessa por política e tem opiniões e ajuda a formar a opinião pública".» Ler e ouvir na RTP.

 

«Vasco Graça Moura não era apenas Vasco Graça Moura. Era muitos Vasco Graça Moura. Era um cidadão politicamente empenhado. Bateu-se por todas as causas em que acreditava. Dizia sempre o que pensava. Ocupou muitos e importante cargos, todos de serviço público.  Era um combatente cívico pelas grandes causas. Foi, com Mega Ferreira, o responsável por Portugal se ter candidatado ao sonho de organizar a Expo 98 - e de ter ganho. A última causa porque se bateu denodadamente foi contra o Acordo Ortográfico.» Leia a opinião de Nicolau Santos no Expresso.

 

«Vasco foi para terras que ele conhece melhor do que eu, ou não tivesse traduzido primorosamente A Divina Comédia, de Dante Aligheri, obra em que os percursos depois da morte são pormenorizadamente explorados e explicados.» Leia o texto de Henrique Monteiro no Expresso.

 

«O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, recorda os tempos que conheceu o escritor e tradutor Vasco Graça Moura e salienta que a sua franqueza faz falta na sociedade portuguesa.» Ler e ouvir na RTP.

 

«Vasco Graça Moura, que conheci, graças às guerras contra o Acordo Ortográfico, era um homem muito bem educado. Mas não era um hipócrita. Quando entrava na eterna e bendita briga interpartidária, entrava com toda a força das cacetadas verbais, em que as "cacetadas" faziam questão de nunca serem físicas.» Leia o texto de Miguel Esteves Cardoso no Público.

 

«Temos de agradecer sobretudo a Vasco Graça Moura ele ser um mestre inspirador, precisamente neste tempo em que parece que vivemos com menos alma e que os mestres escasseiam.» Leia o texto de José Tolentino Mendonça na Renascença.

 

«Vasco Graça Moura encarnou nas últimas décadas, como nenhuma outra figura em Portugal, o espírito dos studia humanitatis que marcou os homens do Renascimento europeu, esforçando-se por transparecer esse espírito na dimensão criativa como na dimensão cívica.» Leia o texto do escritor Rui Lage no Público.

 

«Nestes dias que choram a sua morte, e diante da diversidade inabarcável dos seus talentos, muitos hesitam sobre o campo das artes ou das letras em que verdadeiramente foi genial. Uns preferem o ensaísta, muitos escolhem o poeta, outros elegem o tradutor, alguns visam o romancista, menos apontam o político, vários destacam o gestor cultural. Em todos estes campos das letras, das artes e da vida – das vidas, em suma –, ele se distinguiu e sobressaiu e, em todos eles, mesmo quando não foi genial, ele revelou o génio.» Leia o texto de Paulo Rangel no Público.

 

«Muitos recordarão sempre Vasco Graça Moura como escritor notável, poeta marcante, ou o incrível tradutor - o melhor que no mundo - d' "os italianos", mas também como o tradutor "oficial" de Dante, Moliére, Rostand, Racine, ou até como letrista de fados. Outros, que com ele lidaram de perto, lembrarão o Vasco como alguém de notável e mordaz humor, dilacerante e oportuno como poucos mas, sobretudo, um bom amigo e um bom "garfo".» Ler no Expresso.