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Blogtailors - o blogue da edição

Material da Byblos «quase totalmente vendido» em leilão

03.02.10
«O material existente na extinta Livraria Byblos, em Lisboa, foi hoje “quase totalmente vendido” em leilão. A leiloeira responsável pela venda não divulgou o valor arrecadado, adiantando apenas que ficaram sem interessados “alguns lotes de livros e a estante robótica”.» Ler no Público.

«O material existente na extinta Livraria Byblos, em Lisboa, foi hoje "quase totalmente vendido" em leilão, disse à Lusa fonte da leiloeira.» Ler no jornal i.

Byblos

10.02.09
Está aberto o período de 60 dias para apresentação de propostas de compra e viabilização da Byblos (Livrarias Peculiares, SA).

Entre os interessados foi referenciado o grupo Civilização, estando o administrador judicial a aguardar propostas concretas para a aquisição dos activos.

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Byblos: reunião de credores agendada

04.02.09
A primeira reunião de credores da Byblos realizar-se-á no dia 10 de Fevereiro, às 10 horas da manhã, no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, estando convocados todos os credores da Byblos. Ali, discutir-se-á se é ainda possível um futuro plano de viabilização da empresa ou, se por outro lado, se caminhará para a liquidação definitiva do projecto.

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Fénix Byblos

02.01.09
Ouve-se pelo mercado que a mega-livraria Byblos, entretanto encerrada e em processo de insolvência, poderá ter sido adquirida na passada segunda-feira.

Será verdade?

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Byblos, pela Visão

05.12.08
A Visão publicou um artigo ("O fim da história", p.66), redigido por Sara Belo Luís, dedicado ao encerramento da Byblos, tendo Jorge Reis-Sá,da Quasi e Nuno Seabra Lopes, da Booktailors, prestado algumas declarações.

Agradecemos à Visão, e à referida jornalista, a atenção dispensada.

Byblos, por Pacheco Pereira

03.12.08
«Anda pelos blogues uma variante de schadenfreude freudiana sobre o encerramento da Byblos, uma livraria que desagradava muito a uma espécie de sindicalismo amiguista que olha mais para as penas dos empregados quando a livraria funcionava do que agora que encerrou. Para além disso, a livraria não lhes parecia encaixar nas coteries literárias lisboetas, uma espécie de corpo alheio no circuito dos lançamentos e promoções, que consideram sua propriedade e legitimidade. O resultado é um enorme “eu não disse que isto ia correr mal?”, com a livraria do capitalista do Norte que sabia pouco de livrarias...

Eu também tive muitas dúvidas sobre a Byblos, a começar pela localização absurda, continuada na própria forma como a livraria estava organizada, a quase total ausência de livros estrangeiros, a falta de variedade dos títulos, idêntico ao de todas as outras livrarias. Mas como é que estão as outras livrarias de Lisboa? A Bucholz e a Sá da Costa estão livrarias tristes, a Bertrand do Chiado sombria, um ar de decadência estende-se por todo o lado. O que sobra? A Livraria Portugal que podia estar como as outras tristes na sua zona e não está, algumas Bulhosa que estão boas e as FNAC, que, como livrarias generalistas, são as melhores de Lisboa, pese embora algum sectarismo político na importação de livros estrangeiros em áreas como a história e política. Sobram algumas pequenas livrarias e alfarrabistas, que nos seus nichos de mercado trabalham bem como a Letra Livre. Mas se eu quiser ter uma verdadeira surpresa, tenho que ir a livrarias como a Férin.

Mas sabendo tudo isto, vejo o fim da Byblos sem qualquer espécie do “é bem feito” com que alguns se comprazem. O fim da Byblos para além da desaparição de um grande espaço que permitia muita coisa (mesmo quando mal aproveitado), vai significar um retrocesso no investimento em livrarias e vai dar um sinal de crise para um sector que está já com muitas dificuldades. Quem gosta de livros, não pode comprazer-se com o fim da Byblos.»

Retirado daqui.

A Byblos, pelo Sol

02.12.08
O Sol publicou nas páginas 40-41 uma peça dedicada ao fecho da Byblos, intitulada: "Era uma vez um sonho". Alguns excertos:

«Depois da venda da ASA a minha mulher não percebe por que não me reformei e comecei a viver de juros. Pensei nisso, mas não me ia sentir bem assim». Foi há cerca de um ano que Américo Areal disse isto ao SOL, com a Byblos prestes a inaugurar. (...) Agora, com a Byblos de portas fechadas e em processo de insolvência, Areal diz que o sonho se transformou em pesadelo. E fecha-se em copas»

(...)

«Mas para lá dos motivos apresentados pelo principal responsável da Byblos, a especulação não pára. A opinião pública, que se fez ouvir maioritariamente pela Internet, sugere muitos outros possíveis motivos para o fim prematuro de um projecto que levou mais de quatro milhões de investimento inicial e resultou de uma longa pesquisa pelo mundo.»

(...)

Pedro Vieira [irmão Lúcia, que foi livreiro da Byblos]: «Não esperei que fosse tão cedo, mas achei o encerramento uma conclusão lógica para aquilo que tinha vivido lá», explico ao SOL. «Parece-me que as coisas foram levadas de forma leviana, o que foi muito surpreendente porque era um projecto que estava a ser preparado há dois anos» (...) «No início foi criada uma expectativa muito grande, mesmo internamente, que rapidamente percebemos que não tinha fundamento.» O valor dos salários apresentado veio a revelar-se diferente do verdadeiro montante que chegava ao fim do mês. Em reuniões, a administração chegou a sugerir que todos teriam compreendido mal a mensagem.

(...)

Apesar de não abrir as portas, a Byblos continua a ter trabalhadores. Está tudo pendente, à espera de uma decisão judicial relativamente à insolvência. (..)

Byblos, por João Miguel Tavares (Governo Sombra)

25.11.08
«Manda o culturalmente correcto que vertamos uma lágrima sempre que fecha uma livraria. Mas a verdade é que a Byblos estava condenada à partida. Abrir a maior livraria do país num local onde não há metro, nem sítio para estacionar o carro, nem comércio, nem gente? Está bem que o senhor Américo Areal não é de Lisboa, mas alguém lhe devia ter explicado onde ficavam as Amoreiras, e, já agora, a diferença entre a zona das Amoreiras e o Centro Comercial das Amoreiras. De nada valem 150 mil títulos, centenas de metros quadrados, pesquisa por rádio frequência, um lindo fundo de catálogo, e mais sei lá o quê, quando falta o mais importante - pessoas, de preferência munidas de carteira. Mesmo a Fnac, que é a Fnac, não tem uma única loja em Lisboa fora de um centro comercial. Porque será? Guardem as lágrimas culturais para quando realmente valer a pena. Isto não é nenhuma tragédia de dimensões byblicas. Isto é apenas um estúpido erro de gestão.»

Retirado daqui.