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Blogtailors - o blogue da edição

Bolonha, por Carla Maia de Almeida

31.03.09
«A Coreia do Sul não deixou os créditos por mãos alheias na edição deste ano da Feira do Livro Infantil de Bolonha, onde foi o país convidado. Com uma ampla representação de cerca de três dezenas de editoras e uma aposta forte nos picture books (que representam um segmento importante, tanto no que toca à edição de autores coreanos como na tradução de autores estrangeiros), mostrou um estilo de ilustração rigoroso e sofisticado, que recolhe influências dos contos populares, da arte sacra e das técnicas de pintura e escultura orientais. Segundo dados fornecidos pela organização, o mercado livreiro coreano ocupa o 10º lugar no ranking mundial, com 40 mil novos títulos publicados todos os anos, 19 por cento dos quais pertencendo ao livro infantil.»

Ler na íntegra no blogue O livro infantil.

Feira do Livro Infantil de Bolonha: na recta final (por Carla Maia de Almeida)

25.03.09
No penúltimo dia da Feira do Livro Infantil de Bolonha, o movimento decresceu substancialmente em relação aos dias anteriores. O momento alto aconteceu durante a manhã, com o anfiteatro do Illustrators Cafe repleto de gente para assistir à apresentação da obra vencedora deste ano na categoria de ficção: Robinson Crusoe, de Ajubel, uma edição da editora valenciana Media Vaca. Logo a seguir, reuniu-se o júri internacional, que analisou as cerca de 2400 candidaturas à exposição colectiva de ilustração, para partilhar com o público presente (a maior parte, composto por ilustradores, aqui representados ou não) as razões das suas escolhas, reduzidas a um total de 81 nomes. «São critérios que partem sobretudo do instinto, exactamente como acontece quando trabalho», admitiu Beatrice Masini, acrescentando que, «quando uma imagem é capaz de evocar várias histórias, isso quer dizer que funciona». Chamou ainda a atenção para o facto de, por vezes, os ilustradores se esquecerem de que as crianças são os primeiros destinatários das imagens, um aspecto contestado por Eduardo Filipe, o português que integrou o painel deste ano. «Creio que não existe boa ilustração especialmente para crianças; claro que há limites, mas, essencialmente, um artista deve trabalhar para si próprio», disse. «O que eu gosto, sobretudo, é de ver algo de novo. Os critérios de avaliação são variáveis de pessoa para pessoa, mas tudo é facilitado por sermos quatro pessoas a decidir.» Destacando alguns dos elementos objectivos que concorrem na avaliação de uma ilustração (a cor, a composição, a técnica, o design e a estética), Eduardo Filipe lembrou que não se pode evitar a emergência de um gosto pessoal e sempre subjectivo, e que «a mesma ilustração pode provocar sentimentos divergentes em duas pessoas, pelo mesmo motivo». O inglês John Rowe, outro dos membros do júri, deu um bom exemplo dessa questão ao assumir que se sente sempre mais atraído por cores escuras, e pelo preto em particular, ainda que essa cor (ou ausência de cor, se preferirem) não seja muito apreciada nos livros para crianças. «Também adoro corvos e cães, e isso chama-me sempre a atenção numa imagem», acrescentou, ao mesmo tempo que algumas ilustrações iam sendo vistas no ecrã. John Rowe salientou que, durante as várias fases do processo de avaliação das candidaturas, os nomes dos autores e respectivos países foram propositadamente ignorados, para não agirem como factor de influência, mesmo que involuntária. Refira-se ainda que a Itália e o Japão foram os dois países que enviaram maior número de propostas, mas que a grande surpresa terá sido o Irão, aqui presente com trabalhos de grande qualidade, segundo os especialistas. «Uma ilustração é uma história contada aos olhos», concluiu o último elemento do júri, Won-Bok Rhie, ilustrador e professor da Coreia, o país convidado de 2009. Amanhã, dia 26 de Março, quando a Feira de Bolonha fechar portas, pouco depois da hora de almoço, vai ser possível comprar livros ilustrados em alguns dos expositores. Ou mesmo levá-los de graça, um hábito (naturalmente) muito apreciado pelo publico visitante.

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Era uma vez um mundo ilustrado (por Carla Maia de Almeida)

25.03.09
O segundo dia da Feira do Livro Infantil de Bolonha apostou forte na ilustração, com a apresentação oficial de autores coreanos e a presença de Roberto Innocenti, o segundo ilustrador italiano aqui reconhecido, 38 anos depois de Gianni Rodari. Este ano, houve 2741 candidaturas de 61 países para figurar na exposição colectiva, posteriormente avaliadas por um júri internacional, que seleccionou 81 ilustradores, nas categorias de ficção e não-ficção. Cristina Valadas, a única portuguesa destacada este ano, não esteve presente em Bolonha – pelo menos até agora –, com o seu trabalho a manter-se disponível ao público através da obra Contos da Mata dos Medos, de Álvaro Magalhães. O júri, composto por Eduardo Filipe (organizador da Ilustrarte, Portugal), Beatrice Masini (Itália), Won-Bok Rhie (Coreia) e John A. Rowe (Reino Unido), chegou à selecção mais representativa e abrangente de sempre, prova da dinâmica desta área criativa, na origem de novos talentos e de novas tendências artísticas – de que a Feira do Livro Infantil de Bolonha é uma excelente amostra, a cada ano que passa.

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Blogosfera em debate na Feira de Bolonha (por Carla Maia de Almeida)

25.03.09
O tema da blogosfera ocupou o Illustrators Cafe, um dos espaços centrais da Feira do Livro Infantil de Bolonha, onde vários debates e apresentações de livros têm ocorrido a um ritmo quase imparável. No segundo dia do evento, três ilustradores reuniram-se para partilhar as suas experiencias enquanto bloggers, concordando num aspecto essencial: numa profissão solitária como é a de ilustrador, esta é uma excelente ferramenta para dar a conhecer o seu trabalho e os seus interesses. Dada a volatilidade das relaçoes com as editoras, que não investem grandemente em autores que não consideram como «seus», a blogosfera funciona como uma montra de ideias e de criatividade, ao mesmo tempo que permite trocar contactos num âmbito mais vasto e fazer ligações para outras plataformas de trabalho; como galerias ou escolas de arte, por exemplo. «O blogue é um espaço de subjectividade por excelência, onde se pode ser e dizer o que se quiser, além de partilhar conhecimento especializado», salientou Anna Castagnoli (http://www.lefiguredeilibri.com/). Os outros ilustradores participantes no encontro foram Pablo Auladell (http://pabloauladell.blogspot.com/) e Emmanuel Tavares (http://parsonsilustration.wordpress.com/). E, desta vez, o público presente no anfiteatro (com grande representatividade de bloggers) teve também oportunidade de expressar o seu ponto de vista.

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Centro de Tradutores e Seminário Internacional de Tradução

24.03.09
Este ano, a tradução terá especial destaque nesta edição da Feira do Livro Infantil, em Bolonha.

O «Centro de Tradutores» oferece a possibilidade de trocar experiências e contactos entre colegas de trabalho e associados, havendo ainda a possibilidade de participação em encontros e workshops. Será ainda possível consultar ou registar-se no «World Directory of Children’s Book Translators», uma base de dados de tradutores de livros infantis.

Ler aqui.

Eslováquia apresenta-se como «um país de contos» (por Carla Maia de Almeida)

24.03.09
Com uma longa tradição oral de contadores de histórias, mas também em virtude da riquíssima escola de ilustração do Leste Europeu, a Eslováquia promete ser uma presença marcante na próxima edição da Feira do Livro Infantil de Bolonha, em 2010, enquanto país convidado. Na conferência de imprensa que terminou há pouco, os responsáveis destacaram a «visualidade» e a «imaginação» do livro infantil, num país onde os contos têm uma presença quotidiana na vida das pessoas. «Os melhores escritores de literatura para adultos escrevem também para crianças, e grandes pintores, sobretudo depois da II Guerra Mundial, desenvolveram um trabalho notável na ilustração», afirmou Dusan Kallay, professor na Escola de Belas Artes de Bratislava, com a grande experiência na realização da Bienal de Ilustração a contar também como um elemento a favor. Deixando um elegante elogio à participação da Coreia, país convidado deste ano, prometeu tentar estar à altura do que foi feito e não hesitou em definir a Eslováquia como «um país de contos». Poderá isto significar um maior investimento no texto e nos escritores, em detrimento da omnipresente ilustração? A ver vamos, em 2010.

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