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Blogtailors - o blogue da edição

Defender o livro, assegurar o futuro europeu

21.10.14

 

 «A edição deste ano da Feira de Frankfurt fica marcada pela aprovação da primeira declaração conjunta de defesa do livro, que congregou vários destacados dirigentes de organizações europeias ligadas ao sector editorial, o que confere ao acto um redobrado valor, sobretudo por ter ocorrido num certame com aquela importância e num momento de profunda reflexão sobre o que irá ser, por razões tecnológicas, políticas, sociais e económicas, o futuro do próprio livro no continente que o viu nascer com as características que ainda hoje sustentam a sua identidade e representatividade.» Leia a crónica de José Jorge Letria no Público.

Feira de Frankfurt: Num futuro definitivamente digital, editores e autores dividem-se

14.10.14

 

A Feira do Livro de Frankfurt decorreu entre 8 e 12 de outubro. Apesar de o número de participantes ter descido, o entusiasmo dos presentes não passou despercebido. Os oradores do programa profissional da feira mostraram confiança no futuro da edição, defendendo que a indústria entrou numa nova fase. Brian Murray, administrador-delegado da HarperCollins, falou ainda de uma nova era de experimentação digital, que já garantiu resultados positivos para as editoras.

 

A Amazon, embora não estando presente na feira, foi alvo de um debate aceso, depois do anúncio de que a Kindle Unlimited, a assinatura mensal que garante o acesso ilimitado a livros digitais, chegava à Alemanha. Levantaram-se várias questões quanto a esta polémica: enquanto alguns defendem o boicote à grande retalhista em linha, outros acusam as grandes editoras de não apoiarem os autores, que,  através das oportunidades de autopublicação da Amazon, encontram o seu público e conseguem divulgar o seu trabalho.

 

Pela primeira vez, Marrocos teve presença em Frankfurt, através da união de 12 editoras que publicam em francês, árabe e berbere. Quando o mundo árabe foi o convidado de honra da feira em 2004, Marrocos esteve presente, mas os editores individuais só tinham lugar no evento enquanto visitantes. As Editions La Croisée des Chemins, a Marsam Editions, a Afrique Orient, a Yanbow Al Kitab e a Casa express editions foram as editoras que marcaram presença em 2014. Leia os artigos aqui, aqui e aqui.

David Nicholls, a pressão depois do sucesso

13.10.14

 

«Foram precisos cinco anos para o escritor britânico David Nicholls conseguir publicar um novo livro depois do gigantesco sucesso de Um Dia (ed. Civilização), romance com mais de dois milhões de cópias vendidas, traduzido em 37 línguas e adaptado ao cinema com os actores Anne Hathaway e Jim Sturgess.

 

O seu novo romance, Us, no original, foi publicado este mês no Reino Unido. Esteve na lista do prémio Man Booker 2014 mas não ficou entre os seis finalistas e a tradução alemã está a ser lançada na Feira do Livro de Frankfurt. Nós vai para as livrarias portuguesas em Novembro, editado pela Jacarandá, e o escritor irá a Portugal em Dezembro.» Ler no Público.

Dois milhões pelo livro-sensação da Feira do Livro de Frankfurt

13.10.14

 

«Tinha todos os ingredientes para se tornar um livro de sucesso e, desde o momento em que uma das maiores editoras do mundo, a Random House, adquiriu o manuscrito e pagou mais de dois milhões de dólares pelos direitos de publicação, o romance The Girls, da desconhecida Emma Cline, tornou-se o título que vai ser e criar moda em 2015.» Ler no Diário de Notícias.

Os novos tempos da Feira do Livro de Frankfurt

13.10.14

 

«Nada voltará a ser como antes na Feira do Livro de Frankfurt. No próximo ano, o espaço da feira vai diminuir, os corredores vão ficar mais pequenos e vão diminuir também as áreas de restauração e de wifi. O famoso Pavilhão 8, o dos países de língua inglesa, vai ser fechado e os seus editores serão integrados nos outros pavilhões. Isso vai obrigar a mudanças. Este foi também o último ano para o stand de Portugal no sítio do costume.

 

Só não vê quem não quiser ver. Por mais que a organização tente artifícios para aumentar o número de visitantes – com as visitas das escolas ou tornando a sexta-feira no “dia da criança” – a feira não tem a agitação de outros tempos. Há menos espaços de exposição para as editoras mas aumenta o número de pessoas que se inscreve na feira vindo de outras áreas da produção de conteúdos, como o cinema, a televisão ou a área de vídeo-jogos.

 

Este ano, pelo stand português ainda foram passando os editores que continuam a vir à feira, dos mais antigos, como Guilherme Valente (Gradiva), Guilhermina Gomes (Círculo de Leitores e Temas & Debates), Cecília Andrade (Dom Quixote), Zeferino Coelho (Caminho), Eduardo Boavida (Bertrand) ou Carlos Veiga Ferreira (Teodolito), aos mais recentes, como Lúcia Pinho (Quetzal) ou José Prata (Lua de Papel, Leya). O espaço da comitiva portuguesa liderada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) parecia mais animado também pela presença, pelo segundo ano consecutivo com um espaço próprio, da agência literária portuguesa Bookoffice, que pertence ao grupo de consultores editoriais Booktailors. Mesmo ao lado do espaço ocupado pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), que agora também está integrado no stand, de manhã à noite e até ao final da tarde deste domingo, quando a feira encerrou, a equipa de cinco agentes portugueses esteve a promover as obras dos mais de 30 autores que representam, entre os quais se encontram já Mário Cláudio, Jerónimo Pizarro, Ana Teresa Pereira, Teolinda Gersão, Francisco José Viegas, Afonso Cruz, Miguel Real, Miguel Miranda, Bruno Vieira Amaral, José Afonso Furtado, José Tolentino Mendonça ou Luís Miguel Rocha. São uma agência de serviços para autores, não se limitam a vender os autores nacional e internacionalmente. “Também tratamos da agenda, da promoção, da candidatura a prémios, a espaços em residências literárias, tudo o que tenha a ver com a actividade literária do autor. Mas a Frankfurt vimos mais na vertente de vender”, explica ao PÚBLICO Paulo Ferreira, da Bookoffice.» Ler no Público.

Em Frankfurt, Paulo Coelho atacou o mercado editorial

10.10.14

 

«O escritor Paulo Coelho foi o grande nome do primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt, iniciada nesta quarta-feira. Não pelos pedidos de fotos e autógrafos, aos quais já está acostumado, mas pelo seu discurso explosivo: diante de 200 pessoas, entre jornalistas, escritores e editores de várias artes do mundo, ele criticou o mercado editorial justamente no maior evento da indústria do livro do planeta.» Ler na Veja.

Frankfurt: Os editores na pegada do Netflix e do Spotify

10.10.14

 

«Durante os últimos anos, nesta mudança da indústria editorial - do impresso para o digital - fizeram-se muitas experiências. Umas resultaram e outras não. Outras ainda poderão vir a resultar, talvez tenham sido feitas cedo demais.

 

Pelo menos é nisto que acredita um dos homens mais poderosos no mundo editorial: Brian Murray, o presidente e CEO da HarperCollins - o segundo maior grupo editorial do mundo com operações em 18 países.

 

Desde 2008 que Brian Murray é o CEO deste gigantesco grupo (que publica cerca de 10 mil livros por ano em mais de 30 línguas) e foi responsável pela evolução da HarperCollins de uma editora tradicional para um grupo dinâmico, tanto no impresso como no digital, com lucros no valor de 200 milhões de dólares.

 

“A indústria editorial fez um óptimo trabalho. Colectivamente conseguiu transitar de um modelo de negócio que vivia maioritariamente do livro impresso para um modelo de negócio onde coabitam o impresso e o digital”, disse Murray na CEO Talk, a conferência que é sempre um dos eventos mais aguardados da Feira do Livro de Frankfurt e este ano decorreu no novo espaço Business Club Member.» Ler no Público e aqui.