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Blogtailors - o blogue da edição

Venda e edição livreira caiu em Portugal entre 2009 e 2012

15.09.14

 

«O mercado livreiro em Portugal registou uma quebra de edições e faturação entre 2009 e 2012, revela a Associação Portuguesa de Livreiros (APEL).

 

Em 2012, havia em Portugal 562 livrarias, menos 132 que em 2004, o "primeiro ano com dados", segundo a APEL. Em 2012 registaram-se 442 editoras, dados que revelam uma quebra no número destas empresas desde 2008, conclui o estudo "Comércio livreiro em Portugal - Estado da Arte na segunda decada do século XXI".

 

O estudo hoje revelado aponta ainda quebras nos volumes de negócios no mercado livreiro. No caso das editoras, a faturação registou depois de 2008, ano em que se atingiu um pico com 404 milhões de euros, uma queda contínua até 2012, em que situou nos 356 milhões de euros.» Ler no Diário Digital e na Visão.

 

«A edição de e-books, que segundo o estudo registou "um forte crescimento" a partir de 2010, não chegou para compensar as quebras nas edições em papel. A venda de livros, jornais e artigos de papelaria nas grandes superfícies registou em 2009 um pico, com 229 milhões de euros de faturação, verificando-se a partir desse ano uma quebra, com a faturação, em 2012, a situar-se nos 203 milhões de euros.» Ler no Observador.

 

«Para João Alvim estes resultados "refletem uma alteração do retalho livreiro em Portugal e as dificuldades que o retalho independente vive". O presidente da APEL defende ainda que "a ação de livreiros especializados tem sido seriamente afetada pela pirataria. "Já devia ter havido uma intervenção governamental neste sentido. É preciso penalizar a sério porque a pirataria afeta seriamente a atividade de editores e livrarias", refere João Alvim.» Ler no Correio da Manhã.

 

«Estas são as principais conclusões de um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) ao ISCTE-IUL, depois de no ano passado várias livrarias independentes terem acusado redes livreiras como a FNAC e a Bertrand de violarem a lei do preço fixo do livro. As conclusões não são propriamente uma novidade mas para o presidente da APEL vêm dar força à necessidade de uma mudança no mercado livreiro, que precisa de ser dinamizado.» Ler no Público.

 

«Estes dados afastam Portugal da média dos 27 países europeus em número de livrarias, afirma APEL. Entre 2008 e 2011, Portugal registou menos 9,1 por cento de empresas livreiras, enquanto na União Europeia o crescimento neste setor se situou nos 15 por cento.» Ler na RTP.